.
Os políticos normalmente tem muito medo da Tansparência Pública. Deixar às claras o que fazem com o dinheiro público é um risco.
Mas é também uma segurança. Quando existe uma denúncia falsa é mais fácil para o político se defender.
Veja o que aconteceu com o Ex-tesoureiro do PT em Mato Grosso, o superintendente regional do Incra, Willian Sampaio.
Ele foi acusado pela ONG mato-grossense Moral, de combate à corrupção de ter utilizado "nas viagens o carro e o motoristas do órgão e, em algumas, recebeu diárias referentes aos dias em que cumpria compromissos com o partido". (FSP)
"Destes dez encontros (do partido), em sete deles o representado se apresentou, inclusive na mesa de honra, durante o dia todo, recebendo diárias do Incra, mesmo sendo final de semana", diz um trecho do documento" da ONG. (FSP)
"Dois dos seminários do partido ocorreram nos dias 28 e 29 de março nos municípios de Terra Nova e Sorriso, respectivamente. À ocasião, diz a ONG, a agenda de compromissos do superintendente incluiu uma viagem de trabalho pelos mesmos municípios". (FSP)
"Chegou a Terra Nova, com carro oficial, no dia 27, participou do evento do PT no dia seguinte, e foi a Sorriso, para o evento do PT, no dia 29", relata a ONG na representação". (FSP)
Esta é a acusação da entidade. ACUSAÇÃO NÃO QUER DIZER QUE É VERDADE. As pessoas tem o direito de se defenderem.
O jornal Folha de São Paulo pesquisou no Portal da Transparência e o que estava lá praticamente inocenta o político das principais acusações. Leia abaixo:
"No site Portal da Transparência, do governo federal, consta o pagamento de quatro diárias ao superintendente, totalizando R$ 1.601,53 em 2009. Os pagamentos foram realizados nos dias 20 e 26 de fevereiro e 16 de março".
Ou seja, nos dias dos tais seminários (28 e 29, fim de semana) ele não usou dinheiro do INCRA.
Este é um dado racional e uma defesa muito melhor do que a nota do tal Sampaio, abaixo:
"Em nota divulgada ontem, Sampaio disse que "não utilizaria, não utilizou e não utilizará diárias e veículos do Incra para participar de atividades político-partidárias". Segundo ele, "sua conduta ética e seu discernimento técnico" são "suficientes para impedir tal prática".
Notas como esta qualquer um escreve. O que serve como defesa são os dados do Portal da Transparência.
"Ele negou também que tenha recebido diárias referentes aos dias em que participou dos eventos". Isto já está provado. É a vantagem para todos nós, cidadãos. As pessoas devem pagar pelo erro que COMETERAM.
É péssimo que alguma pessoa que agiu corretamente seja condenada ou vilipendiada por mentiras, erros ou politicagem.
Uma sociedade justa pressupõem que os errados pagem o preço do erro. E, principalmnete, que os certos não sejam injustiçados. A Transparência Pública ajuda a que esta justiça seja realizada.
"Na nota, Sampaio diz que irá processar os responsáveis pela denúncia, "visando a reparação moral e responsabilização criminal". O MPF não se pronunciou sobre a representação".
As ONGs de combate a corrupção são MUITO importante. Estão surgindo agora e a maioria ainda são muito imaturas. Todavia, é um bom começo. Todos devem aprender e ganhar experiência. Com o tempo vão melhorando e ajudando a diminuir a corrupção.
obs: as partes entre aspas são da reportagem da Folha de São Saulo. O original está aqui.
PS: quero dar uma opinião pessoal. A maior parte das pessoas estão se apegando ao que é secundário e esquecendo o essencial. O que deve ser cobrado deste sujeito não é sua participação política. Deve-se cobrar competência e eficiência. Para poder cobra-lo tem que ter metas, objetivos e parâmetros claros para poder avalia-lo.
Para o interesse público não faz a menor diferença O DIA em que ele visita uma cidade. Faz diferença se há atividade de interesse público relacionada a atividade que ele exerce. Se NÃO houver interesse público na viagem é ERRADO e o sujeito deve perder cargo e responder a processo.
Portanto, se ele foi à uma cidade perto do dia de um seminário político e ficou lá no dia seguinte não tem a menor importância. A questão é: o que ele foi fazer lá, a trabalho, é importante? Necessitava uma viagem? Este é o fundamental. O que ele fez na final de semana é irrelevante, é um problema pessoal.
Leia este texto:
A pergunta que não foi feita
.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
quarta-feira, 13 de maio de 2009
O Senador Pedro Simon gaúcho é diferente do Pedro de Brasília
.
O Rio Grande do Sul está passando por maus pedaços por causa da governadora Yeda Crusius e seus auxiliares.
Vários destes auxiliares são ligadíssimos politicamente ao senador Pedro Simon.
Ele é o grande lider local.
Ajudou a eleger vários deputados estaduais e federais.
Apareceram várias fitas que mostram muita coisa errada na campanha da governadora.
Se fosse em Brasília ele faria discurso e assinaria o pedido de CPI na hora.
Mas, como tem interesse político envolvido, ele fica QUIETINHO.
Mais do que isto: os deputados do seu partido se RECUSAM a apoiar a CPI para investigar fatos tão graves.
São nove deputados do seu partido. Eleitos juntos com ele e com o apoio dele. NENHUM vai assinar o pedido de CPI.
No site do estadão está presente o OUTRA face do senador. Ele diz: "o congresso chegou ao fim da linha".
Como o senador é o queridinho da mídia conservadora o site NÃO PERGUNTOU nada sobre a situação do Rio Grande do Sul. É isso aí: coleguinha protege coleguinha.
Isto que é exemplo de ética.
.
O Rio Grande do Sul está passando por maus pedaços por causa da governadora Yeda Crusius e seus auxiliares.
Vários destes auxiliares são ligadíssimos politicamente ao senador Pedro Simon.
Ele é o grande lider local.
Ajudou a eleger vários deputados estaduais e federais.
Apareceram várias fitas que mostram muita coisa errada na campanha da governadora.
Se fosse em Brasília ele faria discurso e assinaria o pedido de CPI na hora.
Mas, como tem interesse político envolvido, ele fica QUIETINHO.
Mais do que isto: os deputados do seu partido se RECUSAM a apoiar a CPI para investigar fatos tão graves.
São nove deputados do seu partido. Eleitos juntos com ele e com o apoio dele. NENHUM vai assinar o pedido de CPI.
No site do estadão está presente o OUTRA face do senador. Ele diz: "o congresso chegou ao fim da linha".
Como o senador é o queridinho da mídia conservadora o site NÃO PERGUNTOU nada sobre a situação do Rio Grande do Sul. É isso aí: coleguinha protege coleguinha.
Isto que é exemplo de ética.
.
Marcadores:
corrupção,
ética,
pmdb,
rio grande do sul,
senadores
A publicidade do governo de São Paulo é indecente
.
São Paulo tem um novo Maluf. Seu nome é José Serra. São iguais em tudo, inclusive nos gastos MONSTRUOSOS com propaganda.
A ex-secretária de educação de SP, Maria Helena Guimarães de Castro, era incompetente, mas disse algumas verdades. Em março de 2008 deu uma entrevista dizendo que 60% das escolas estaduais de São Paulo precisavam de grandes reformas. "... afirmou à época ser necessária "uma completa mudança na rede hidráulica, elétrica e dos telhados" (Folha de SP).
Algum tempo depois o Serra faz um discurso dizendo que as escolas de São Paulo estão com uma ótima manutenção. (Falar a verdade não é um forte deste tipo de político.)
Inacreditável: o governador DIMINUIU o dinheiro para a manutenção das escolas.
O que ele fez com o dinheiro?
Dou um presente para quem descobrir...
Ele está gastando em propaganda. Isto mesmo ESTÁ GASTANDO COM PROPAGANDA O DINHEIRO QUE DIMINUIU PARA A MANUTENÇÃO DE ESCOLAS!
Não acredito que tem gente que acha que este elemento é um bom administrador.
Ele é péssimo. É horrível. Ele é um Malufão da vida.
Leia o texto abaixo:
Estatais: publicidade aumenta 630%
Contratos de propaganda de Sabesp, Metrô, Dersa e CDHU saltam de R$ 2,3 mi para R$ 17,16 mi por mês
FABIO LEITE (Jornal da Tarde)
Responsáveis por obras e programas considerados vitrines do governo estadual, Sabesp, Metrô, Dersa e CDHU elevaram em cerca de 630% os gastos com publicidade na comparação dos contratos da gestão José Serra (PSDB) com os anteriores, no governo Geraldo Alckmin (2003-2006). Juntos, os atuais negócios com agências de propaganda das quatro grandes estatais somam R$ 17,16 milhões por mês. Antes, eram R$ 2,35 milhões. Os valores não incluem possíveis aditivos contratuais.
Anteontem, o JT mostrou que Serra, pré-candidato à Presidência da República em 2010, aumentou neste ano em 38,6% as despesas com publicidade de governo: foram empenhados (reservado para gastos) R$ 147,8 milhões entre janeiro e abril contra R$ 106 milhões em igual período de 2008. O governo, contudo, considera apenas o que já foi pago (liquidado): R$ 45 milhões.
Entre as estatais, Sabesp lidera o ranking de despesas com publicidade: R$ 5,83 milhões ao mês. São dois contratos de seis meses no valor de R$ 35 milhões. Em seguida vem o Metrô, com três contratos que somam R$ 4,66 milhões ao mês. Um deles é com a DM&AP, do publicitário Duda Mendonça, um dos 40 réus no processo do mensalão que está no Supremo Tribunal Federal (STF). A agência do marqueteiro é uma das responsáveis pelas peças que divulgam a expansão do metrô.
Das quatro estatais, a Dersa é a que teve maior aumento porcentual nos gastos: 2.400%. Passou de R$ 83,3 mil ao mês para R$ 4,16 milhões. A razão dos gastos é o Rodoanel. Para divulgar as obras do trecho sul da rodovia, a empresa fechou, em novembro de 2008, contrato de um ano por R$ 36 milhões com a agência Lua Branca, do filho do publicitário Luiz Gonzales, que já fez campanha de Serra e a que reelegeu o prefeito Gilberto Kassab (DEM).
Há ainda um aumento de 143,9% no valor dos contratos da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) que somam R$ 2,5 milhões ao mês. Um deles é com a Matisse, do publicitário Paulo de Tarso Santos, que já fez campanhas do presidente Lula em 1989 e 1994.
Para o especialista em mídia política Fernando Azevedo, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), as peças publicitárias das estatais compõem estratégia política para alavancar a imagem de Serra. “Há um ganho nítido de imagem de forma indireta. O eleitor assimila que o governo está trabalhando”, diz. “E o governo se resume na pessoa do Serra.”
Publicidade em xeque
Líder do PT na Assembleia Legislativa, o deputado Rui Falcão quer proibir a publicidade do governo fora do Estado em anos de eleições estaduais, como faz a Sabesp. O petista pretende inserir parágrafo na proposta de emenda à Constituição estadual apresentada pela tucana Célia Leão que libera propaganda pelo País a título de promoção do turismo. Hoje, ela só é permitida a empresas que enfrentam concorrência de mercado, como a Sabesp.
http://txt.jt.com.br/editorias/2009/05/13/pol-1.94.9.20090513.3.1.xml
Nota do Chicão:
Você já sabe que os gastoS com publicidade do governo Serra foram multiplicados por QUATRO.
2007 - R$ 88,3 milhões
2008 - R$ 178,7 milhões
2009 - R$ 313 milhões (previsão orçamentária)
Trecho do texto: Governo Serra: menos dinheiro para combater enchentes e mais para propaganda
O inacreditável Serra bate récordes e nos decepciona
.
São Paulo tem um novo Maluf. Seu nome é José Serra. São iguais em tudo, inclusive nos gastos MONSTRUOSOS com propaganda.
A ex-secretária de educação de SP, Maria Helena Guimarães de Castro, era incompetente, mas disse algumas verdades. Em março de 2008 deu uma entrevista dizendo que 60% das escolas estaduais de São Paulo precisavam de grandes reformas. "... afirmou à época ser necessária "uma completa mudança na rede hidráulica, elétrica e dos telhados" (Folha de SP).
Algum tempo depois o Serra faz um discurso dizendo que as escolas de São Paulo estão com uma ótima manutenção. (Falar a verdade não é um forte deste tipo de político.)
Inacreditável: o governador DIMINUIU o dinheiro para a manutenção das escolas.
O que ele fez com o dinheiro?
Dou um presente para quem descobrir...
Ele está gastando em propaganda. Isto mesmo ESTÁ GASTANDO COM PROPAGANDA O DINHEIRO QUE DIMINUIU PARA A MANUTENÇÃO DE ESCOLAS!
Não acredito que tem gente que acha que este elemento é um bom administrador.
Ele é péssimo. É horrível. Ele é um Malufão da vida.
Leia o texto abaixo:
Estatais: publicidade aumenta 630%
Contratos de propaganda de Sabesp, Metrô, Dersa e CDHU saltam de R$ 2,3 mi para R$ 17,16 mi por mês
FABIO LEITE (Jornal da Tarde)
Responsáveis por obras e programas considerados vitrines do governo estadual, Sabesp, Metrô, Dersa e CDHU elevaram em cerca de 630% os gastos com publicidade na comparação dos contratos da gestão José Serra (PSDB) com os anteriores, no governo Geraldo Alckmin (2003-2006). Juntos, os atuais negócios com agências de propaganda das quatro grandes estatais somam R$ 17,16 milhões por mês. Antes, eram R$ 2,35 milhões. Os valores não incluem possíveis aditivos contratuais.
Anteontem, o JT mostrou que Serra, pré-candidato à Presidência da República em 2010, aumentou neste ano em 38,6% as despesas com publicidade de governo: foram empenhados (reservado para gastos) R$ 147,8 milhões entre janeiro e abril contra R$ 106 milhões em igual período de 2008. O governo, contudo, considera apenas o que já foi pago (liquidado): R$ 45 milhões.
Entre as estatais, Sabesp lidera o ranking de despesas com publicidade: R$ 5,83 milhões ao mês. São dois contratos de seis meses no valor de R$ 35 milhões. Em seguida vem o Metrô, com três contratos que somam R$ 4,66 milhões ao mês. Um deles é com a DM&AP, do publicitário Duda Mendonça, um dos 40 réus no processo do mensalão que está no Supremo Tribunal Federal (STF). A agência do marqueteiro é uma das responsáveis pelas peças que divulgam a expansão do metrô.
Das quatro estatais, a Dersa é a que teve maior aumento porcentual nos gastos: 2.400%. Passou de R$ 83,3 mil ao mês para R$ 4,16 milhões. A razão dos gastos é o Rodoanel. Para divulgar as obras do trecho sul da rodovia, a empresa fechou, em novembro de 2008, contrato de um ano por R$ 36 milhões com a agência Lua Branca, do filho do publicitário Luiz Gonzales, que já fez campanha de Serra e a que reelegeu o prefeito Gilberto Kassab (DEM).
Há ainda um aumento de 143,9% no valor dos contratos da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) que somam R$ 2,5 milhões ao mês. Um deles é com a Matisse, do publicitário Paulo de Tarso Santos, que já fez campanhas do presidente Lula em 1989 e 1994.
Para o especialista em mídia política Fernando Azevedo, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), as peças publicitárias das estatais compõem estratégia política para alavancar a imagem de Serra. “Há um ganho nítido de imagem de forma indireta. O eleitor assimila que o governo está trabalhando”, diz. “E o governo se resume na pessoa do Serra.”
Publicidade em xeque
Líder do PT na Assembleia Legislativa, o deputado Rui Falcão quer proibir a publicidade do governo fora do Estado em anos de eleições estaduais, como faz a Sabesp. O petista pretende inserir parágrafo na proposta de emenda à Constituição estadual apresentada pela tucana Célia Leão que libera propaganda pelo País a título de promoção do turismo. Hoje, ela só é permitida a empresas que enfrentam concorrência de mercado, como a Sabesp.
http://txt.jt.com.br/editorias/2009/05/13/pol-1.94.9.20090513.3.1.xml
Nota do Chicão:
Você já sabe que os gastoS com publicidade do governo Serra foram multiplicados por QUATRO.
2007 - R$ 88,3 milhões
2008 - R$ 178,7 milhões
2009 - R$ 313 milhões (previsão orçamentária)
Trecho do texto: Governo Serra: menos dinheiro para combater enchentes e mais para propaganda
O inacreditável Serra bate récordes e nos decepciona
.
Marcadores:
educação,
escola,
propaganda,
são paulo,
serra
Direitos humanos: perseguição religiosa no Irã
.
Recebi um email dizendo que não são apenas os cristãos que estão sendo barbaramente perseguidos nos países de maioria muçulmana (em alguns mais, em outros menos, em todos são perseguidos).
São todas as minorias.
Abaixo segue parte de uma entrevista de um membro da comunidade Bahá´í.
"Os Bahá'ís são perseguidos no Irã desde a fundação da religião. Todo os governos iranianos, em maior ou menor grau, têm encontrado desculpas convenientes para promover campanhas de perseguição aos Bahá'ís. Em um momento foram acusados de relacionamento espúrio com os russos. Em outro, eram espiões da Inglaterra. Nos últimos tempos seriam ligados aos EUA e Israel.
A justificativa parece simples e banal, afinal o centro mundial bahá'í é em Haifa, Israel. Como os bahá'ís do mundo todo se comunicam com o centro mundial de alguma forma, por associação, dizem que eles são sionistas. O governo Iraniano se esquece de dizer a opinião pública que os fundadores da fé Bahá'í foram exilados como prisioneiros para a colonia penal de Acre, na Palestina, em 1868. Quem estuda a história da região e da Fé Bahá'í sabe que o estado de Israel só seria fundado nesse território 80 anos depois.
Os lideres religiosos iranianos têm, desde a revolução de 1979, promovido uma campanha orquestrada para acabar com uma comunidade de mais de 300 mil pessoas. Em 1990 chegou as mãos das Nações Unidas o memorando Golpaygani, um documento que delineava como deveria ser destruída a comunidade Bahá'í dentro do Irã. A justificativa religiosa era o crime de apostasia. Punível com com a pena de morte.
Nesses 30 anos desde a revolução, mais de 220 líderes da comunidade bahá'í foram mortos, locais sagrados demolidos, jovens expulsos de universidades, crianças maltratadas nas escolas, cemitérios destruídos além da perda do direito ao trabalho, isso sem falar da perda do direito as pensões e aposentadorias. Um outro aspecto interessante é o fato de os acusados NÃO terem direito a um advogado de defesa.
O atual governo só aumentou a pressão sobre os bahá'ís, criando assim uma situação insustentável do ponto de vista dos direitos humanos. A única saída apresentada aos Bahá'ís presos antes de sua condenação é a negação da sua fé em público.
Blog - Uma derrota de Ahmedinejad pode melhorar a vida dos Baha'i no Irã?
Rassekh - Não acredito que haverá mudança significativa depois da eleição. Nenhum dos candidatos têm a liberdade de se opor as orientações do líder supremo do Irã. O conceito de apostasia é muito forte dentro desse grupo. Não imagino que do dia para a noite eles possam aceitar que a Fé Bahá'í é uma religião válida e independente. Como todos já sabem, não existe imprensa livre naquele país e os candidatos são previamente escolhidos (e aprovados) pela cúpula religiosa a partir de uma lista. Só em um milagre poderíamos imaginar que dentro desse sistema haveria algum espaço para uma verdadeira mudança. Lembrem-se que a "democracia" no Irã não segue o modelo que conhecemos.
Pessoalmente, espero que num futuro próximo a população se sensibilize e procure saber a verdade sobre o que está acontecendo. Não são só os bahá'ís que são perseguidos. A lista é grande, sugiro ao leitor fazer uma pesquisa sobre a situação dos Curdos, Sunitas, Sufis, Cristãos, homosexuais e mulheres daquele país".
texto completo está aqui
.
Recebi um email dizendo que não são apenas os cristãos que estão sendo barbaramente perseguidos nos países de maioria muçulmana (em alguns mais, em outros menos, em todos são perseguidos).
São todas as minorias.
Abaixo segue parte de uma entrevista de um membro da comunidade Bahá´í.
"Os Bahá'ís são perseguidos no Irã desde a fundação da religião. Todo os governos iranianos, em maior ou menor grau, têm encontrado desculpas convenientes para promover campanhas de perseguição aos Bahá'ís. Em um momento foram acusados de relacionamento espúrio com os russos. Em outro, eram espiões da Inglaterra. Nos últimos tempos seriam ligados aos EUA e Israel.
A justificativa parece simples e banal, afinal o centro mundial bahá'í é em Haifa, Israel. Como os bahá'ís do mundo todo se comunicam com o centro mundial de alguma forma, por associação, dizem que eles são sionistas. O governo Iraniano se esquece de dizer a opinião pública que os fundadores da fé Bahá'í foram exilados como prisioneiros para a colonia penal de Acre, na Palestina, em 1868. Quem estuda a história da região e da Fé Bahá'í sabe que o estado de Israel só seria fundado nesse território 80 anos depois.
Os lideres religiosos iranianos têm, desde a revolução de 1979, promovido uma campanha orquestrada para acabar com uma comunidade de mais de 300 mil pessoas. Em 1990 chegou as mãos das Nações Unidas o memorando Golpaygani, um documento que delineava como deveria ser destruída a comunidade Bahá'í dentro do Irã. A justificativa religiosa era o crime de apostasia. Punível com com a pena de morte.
Nesses 30 anos desde a revolução, mais de 220 líderes da comunidade bahá'í foram mortos, locais sagrados demolidos, jovens expulsos de universidades, crianças maltratadas nas escolas, cemitérios destruídos além da perda do direito ao trabalho, isso sem falar da perda do direito as pensões e aposentadorias. Um outro aspecto interessante é o fato de os acusados NÃO terem direito a um advogado de defesa.
O atual governo só aumentou a pressão sobre os bahá'ís, criando assim uma situação insustentável do ponto de vista dos direitos humanos. A única saída apresentada aos Bahá'ís presos antes de sua condenação é a negação da sua fé em público.
Blog - Uma derrota de Ahmedinejad pode melhorar a vida dos Baha'i no Irã?
Rassekh - Não acredito que haverá mudança significativa depois da eleição. Nenhum dos candidatos têm a liberdade de se opor as orientações do líder supremo do Irã. O conceito de apostasia é muito forte dentro desse grupo. Não imagino que do dia para a noite eles possam aceitar que a Fé Bahá'í é uma religião válida e independente. Como todos já sabem, não existe imprensa livre naquele país e os candidatos são previamente escolhidos (e aprovados) pela cúpula religiosa a partir de uma lista. Só em um milagre poderíamos imaginar que dentro desse sistema haveria algum espaço para uma verdadeira mudança. Lembrem-se que a "democracia" no Irã não segue o modelo que conhecemos.
Pessoalmente, espero que num futuro próximo a população se sensibilize e procure saber a verdade sobre o que está acontecendo. Não são só os bahá'ís que são perseguidos. A lista é grande, sugiro ao leitor fazer uma pesquisa sobre a situação dos Curdos, Sunitas, Sufis, Cristãos, homosexuais e mulheres daquele país".
texto completo está aqui
.
Marcadores:
baha´i,
direitos humanos,
islamismo,
muçulmanos,
perseguição
terça-feira, 12 de maio de 2009
Muçulmanos egípcios utilizam a gripe suína como pretexto para perseguir cristãos
.
No Egito, os cristãos coptas vivem predominantemente dos negócios relacionados à criação de porcos. Apesar do nome, a gripe suína não foi detectada em porcos ainda em lugar nenhum do mundo. Entretanto, os muçulmanos do Egito, que consideram o porco um animal impuro, decidiram perseguir os cristãos utilizando como pretexto o extermínio preventivo de suas criações de suínos, o que os priva de seu trabalho e fonte de renda, efetivamente destruindo suas vidas.
A campanha tem origem no governo e tem sido apoiada pela mídia que espalha superstições e desinformação sobre os porcos espalharem a doença, a despeito de, reiterando, ser fato conhecido que nenhum animal jamais foi encontrado contaminado. Mesmo assim, o objetivo do governo muçulmano é destruir todas as 400 mil cabeças do gado suíno egípcio.
Segundo líderes cristãos coptas que evidentemente desejam manter seu nome em segredo, a medida tem o objetivo de privar os cristãos de suas rendas, tendo já retirado de alguns milhares de cristãos o seu ganha-pão.
Além disso, segundo as mesmas fontes, a campanha é utilizada também como outras formas de perseguição. Pontos de blitz foram localizados nas regiões onde vivem os coptas para "impedir" que tentem transferir os porcos para esconderijos. Os muçulmanos exigem inclusive que os cristãos dispam-se completamente alegando que poderiam estar escondendo porcos embaixo da roupa, ou seja, buscando apenas humilhá-los.
A violência islâmica contra cristãos é recorrente no Egito. Um dos casos mais proeminente ocorreu em 2007 quando muçulmanos atacaram cristãos coptas e suas lojas, incendiando-as. O motivo que incitou a violência: os cristãos desejavam construir uma paróquia. O governo egípcio exige uma pesada burocracia para a construção ou aumento de paróquias, exigindo inúmeras licenças. Todo e qualquer ofício necessita de permissão estatal e os cristãos não podem ocupar cargos de relevância no governo, exército ou na educação.
Com informações da World Net Daily
http://www.portasabertas.org.br/noticias/noticia.asp?ID=5317
Nota do Chicão:
Um dos maiores massacres da humanidade está sendo cometido contra os cristãos em vários países, principalmente nos países de maioria muçulmana.
Eles aproveitam todas as oportunidades para violarem os direitos humanos dos cristãos.
Não são apenas os "radicais" que fazem isto. São também os chamados moderados.
Somente os muçulmanos de bom coração é que defendem os cristãos. São uma pequena minoria, que demonstram a importância do bom coração para termos boas atitudes.
Vamos divulgar o sofrimento destes muitos milhões de cristãos.
.
No Egito, os cristãos coptas vivem predominantemente dos negócios relacionados à criação de porcos. Apesar do nome, a gripe suína não foi detectada em porcos ainda em lugar nenhum do mundo. Entretanto, os muçulmanos do Egito, que consideram o porco um animal impuro, decidiram perseguir os cristãos utilizando como pretexto o extermínio preventivo de suas criações de suínos, o que os priva de seu trabalho e fonte de renda, efetivamente destruindo suas vidas.
A campanha tem origem no governo e tem sido apoiada pela mídia que espalha superstições e desinformação sobre os porcos espalharem a doença, a despeito de, reiterando, ser fato conhecido que nenhum animal jamais foi encontrado contaminado. Mesmo assim, o objetivo do governo muçulmano é destruir todas as 400 mil cabeças do gado suíno egípcio.
Segundo líderes cristãos coptas que evidentemente desejam manter seu nome em segredo, a medida tem o objetivo de privar os cristãos de suas rendas, tendo já retirado de alguns milhares de cristãos o seu ganha-pão.
Além disso, segundo as mesmas fontes, a campanha é utilizada também como outras formas de perseguição. Pontos de blitz foram localizados nas regiões onde vivem os coptas para "impedir" que tentem transferir os porcos para esconderijos. Os muçulmanos exigem inclusive que os cristãos dispam-se completamente alegando que poderiam estar escondendo porcos embaixo da roupa, ou seja, buscando apenas humilhá-los.
A violência islâmica contra cristãos é recorrente no Egito. Um dos casos mais proeminente ocorreu em 2007 quando muçulmanos atacaram cristãos coptas e suas lojas, incendiando-as. O motivo que incitou a violência: os cristãos desejavam construir uma paróquia. O governo egípcio exige uma pesada burocracia para a construção ou aumento de paróquias, exigindo inúmeras licenças. Todo e qualquer ofício necessita de permissão estatal e os cristãos não podem ocupar cargos de relevância no governo, exército ou na educação.
Com informações da World Net Daily
http://www.portasabertas.org.br/noticias/noticia.asp?ID=5317
Nota do Chicão:
Um dos maiores massacres da humanidade está sendo cometido contra os cristãos em vários países, principalmente nos países de maioria muçulmana.
Eles aproveitam todas as oportunidades para violarem os direitos humanos dos cristãos.
Não são apenas os "radicais" que fazem isto. São também os chamados moderados.
Somente os muçulmanos de bom coração é que defendem os cristãos. São uma pequena minoria, que demonstram a importância do bom coração para termos boas atitudes.
Vamos divulgar o sofrimento destes muitos milhões de cristãos.
.
Marcadores:
cristãos,
direitos humanos,
egito,
muçulmanos,
perseguição
Serra e Editora Abril (Veja) os bons negócios vão bem
.
Recebi o email abaixo:
"Fui ao dentista e lá estava uma Veja São Paulo. Abri sabendo que haveria propaganda do governo de São Paulo disfarçada de reportagem.
Minha surpresa foi maior. Havia uma reportagem sobre o baixíssimo nível da escola pública no estado de São Paulo.
Eu pensei: será que eles vão mostrar o caos das escolas estaduais e detonar a incompetência do José Serra? Me lembrei dos bons negócios entre o Serra e a Editora Abril e duvidei do meu pensamento.
Não deu outra. A reportagem inteira esconde o governo péssimo e incompetente do elemento Serra.
A reportagem é mais uma forma de tirar de foco a incompetência do governo estadual. Todo o mundo tem culpa, menos o Serra e o Alckmin.
..."
Nota do Chicão:
Há uma rede de proteção em volta do José Serra. Ele é a esperança dos muito ricos.
A Veja daria esta proteção de graça, por interesse ideológico e de poder.
Mas, como há a possibilidade de terem interesses recíprocos...
A reportagem da Vejinha escondeu o Serra e o Alckmin. A reportagem adulando o Serra ficou para a Revista Veja nacional. Ele criou uma escola de professores. Muito marketing, já que as idéias anteriores fracassaram.
Treinar professores é sempre importante. Mas, não dá voto. Por isto o treinamento é sempre HORRÍVEL.
Criar uma escola, dar um nome a esta escola, etc. dá reportagem. Dá divulgação.
Falta o básico: treinar. Treinar sempre. Treinamento continuado.
Falta ter professores para dar aula.
A tática é sempre a mesma. Economiza com a NÃO contratação de professores por anos. No final do mandato anuncia que vai contratar...
Economiza com o NÃO treinamento dos professores. No final do mandato anuncia que vai treinar (quem entrar, somente)
PS: é tão vergonhosa a situação da escola pública estadual de SP que até ex-secretários de educação evitam lembrar que foram secretários.
Eles tem vergonha.
A CBN entrevistou uma "tucana" ex-secretária de educação de SP. Ela se apresentou como professora de faculdade e ex-membro de um conselho de educação.
Ela escondeu ter sido secretária. É o fruto do caos. O resto é propaganda com interesses políticos, financeiros, de sede de poder e vaidade.
Leia mais aqui:
Como a Veja protege o Governo (Serra) que a protege
Educação: Governo do Estado de São Paulo só me atrapalha
Os bons negócio$ entre o Serra e a editora Abril continuam
Serra e a editora Abril, milhões em negócios e proteção política 1
Economizando com a NÃO educação
Educação: saiba como os conservadores lidam com ela
Nenhuma escola de ensino médio atinge meta em SP
.
Recebi o email abaixo:
"Fui ao dentista e lá estava uma Veja São Paulo. Abri sabendo que haveria propaganda do governo de São Paulo disfarçada de reportagem.
Minha surpresa foi maior. Havia uma reportagem sobre o baixíssimo nível da escola pública no estado de São Paulo.
Eu pensei: será que eles vão mostrar o caos das escolas estaduais e detonar a incompetência do José Serra? Me lembrei dos bons negócios entre o Serra e a Editora Abril e duvidei do meu pensamento.
Não deu outra. A reportagem inteira esconde o governo péssimo e incompetente do elemento Serra.
A reportagem é mais uma forma de tirar de foco a incompetência do governo estadual. Todo o mundo tem culpa, menos o Serra e o Alckmin.
..."
Nota do Chicão:
Há uma rede de proteção em volta do José Serra. Ele é a esperança dos muito ricos.
A Veja daria esta proteção de graça, por interesse ideológico e de poder.
Mas, como há a possibilidade de terem interesses recíprocos...
A reportagem da Vejinha escondeu o Serra e o Alckmin. A reportagem adulando o Serra ficou para a Revista Veja nacional. Ele criou uma escola de professores. Muito marketing, já que as idéias anteriores fracassaram.
Treinar professores é sempre importante. Mas, não dá voto. Por isto o treinamento é sempre HORRÍVEL.
Criar uma escola, dar um nome a esta escola, etc. dá reportagem. Dá divulgação.
Falta o básico: treinar. Treinar sempre. Treinamento continuado.
Falta ter professores para dar aula.
A tática é sempre a mesma. Economiza com a NÃO contratação de professores por anos. No final do mandato anuncia que vai contratar...
Economiza com o NÃO treinamento dos professores. No final do mandato anuncia que vai treinar (quem entrar, somente)
PS: é tão vergonhosa a situação da escola pública estadual de SP que até ex-secretários de educação evitam lembrar que foram secretários.
Eles tem vergonha.
A CBN entrevistou uma "tucana" ex-secretária de educação de SP. Ela se apresentou como professora de faculdade e ex-membro de um conselho de educação.
Ela escondeu ter sido secretária. É o fruto do caos. O resto é propaganda com interesses políticos, financeiros, de sede de poder e vaidade.
Leia mais aqui:
Como a Veja protege o Governo (Serra) que a protege
Educação: Governo do Estado de São Paulo só me atrapalha
Os bons negócio$ entre o Serra e a editora Abril continuam
Serra e a editora Abril, milhões em negócios e proteção política 1
Economizando com a NÃO educação
Educação: saiba como os conservadores lidam com ela
Nenhuma escola de ensino médio atinge meta em SP
.
Marcadores:
abril,
educação,
manipulação,
são paulo,
serra
domingo, 10 de maio de 2009
Dica de leitura: Em busca da nova energia
.
Recebi de um leitor do Blog uma boa dica de reportagem.
Chama-se: Em busca da nova energia
É da revista Época, mas você pode ler de graça no link abaixo:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI69912-16270-1,00-EM+BUSCA+DA+NOVA+ENERGIA.html
Vale a pena ler.
Abaixo segue alguns trechos:
"Poucas vezes a nomeação de um secretário representou uma mudança tão grande. Steven Chu, o novo secretário de Energia dos Estados Unidos, é quase o oposto de Samuel Bodman, seu antecessor. Bodman era um engenheiro químico que entendia pouco de questões energéticas quando foi nomeado pelo então presidente, George W. Bush, em 2004. Ele fez carreira na Cabot Corporation, uma indústria química que, sob sua direção, foi apontada como uma das maiores poluidoras do país, com 60.000 toneladas de emissões tóxicas por ano em suas refinarias. E dava pouca atenção ao aquecimento global. Chu é um físico americano descendente de chineses e foi um dos três ganhadores do Prêmio Nobel de Física, em 1997, por seus estudos sobre átomos. Era professor da Universidade Berkeley, na Califórnia. Costumava ir ao trabalho de bicicleta. Defensor de fontes alternativas de energia..."
"Trata-se de uma corrida para preservar o planeta. Mas há outro motivo para tanto investimento em infraestrutura ambientalmente limpa. Os governos pressentem que vivemos um momento de ruptura tecnológica. E, historicamente, os países que largam na frente no desenvolvimento de tecnologias de base têm mais chance de se tornar as novas potências econômicas. Essa percepção transforma os gastos com pesquisas e mudanças em suas matrizes energéticas em investimentos estratégicos.
É por isso que, mesmo numa época de crise financeira, os investimentos de capital de risco em tecnologias limpas nos Estados Unidos atingiram no ano passado o recorde histórico de US$ 8,4 bilhões. É um número oito vezes maior que o de 2002. Cerca de 68% disso foi para empresas americanas. “Pode ser efeito do pacote de estímulo oficial ou do retorno dos bancos, mas há evidências de apetite crescente por projetos de pequena a média escala”, diz Tuck Twitmyer, da empresa de investimentos EnerTech Capital".
"Mas os carros são apenas um pedaço do desafio. A outra parte é gerar a eletricidade necessária para as cidades e indústrias. A maior aposta mundial tem sido o vento. A capacidade instalada dos cata-ventos triplicou entre 2005 e 2008. Os geradores eólicos produzem 1,5% da eletricidade do mundo. Essa fatia vai crescer. Na quarta-feira, o presidente Obama prometeu que até 2030 os Estados Unidos vão gerar 20% de sua eletricidade com os cata-ventos. Só no ano passado, o país investiu US$ 17 bilhões na energia eólica. As usinas inauguradas em 2008 geram energia suficiente para abastecer 2 milhões de casas. Com isso, os Estados Unidos superaram a Alemanha, que sempre foi líder nesse tipo de geração. A China também tem investido maciçamente na energia dos ventos: até 2020, deve expandir a geração de energia eólica para 100.000 megawatts, o equivalente a toda a geração elétrica do Brasil".
"Uma vantagem colateral da luta contra as mudanças climáticas são as oportunidades de negócios e os novos postos de trabalho. O setor de energia eólica nos Estados Unidos já emprega 85 mil pessoas. A economia limpa está transformando empresas como a General Electric. Desde 2005, o presidente da empresa, Jeffrey Immelt, investiu no programa Ecomagination (contração das palavras imaginação ecológica) para desenvolver energias renováveis. Hoje, a divisão GE Energy é a líder global em tecnologias limpas, inclusive na produção de turbinas eólicas. O programa lucrou US$ 17 bilhões em 2008 e já representa 10% das vendas globais da GE. O novo plano da GE é produzir aviões que não emitam poluentes. Em parceria com a Virgin, de Richard Branson, a GE fez o primeiro voo de um avião de passageiros movido a biocombustíveis, no início de 2008, entre Londres e Amsterdã, na Holanda".
.
Recebi de um leitor do Blog uma boa dica de reportagem.
Chama-se: Em busca da nova energia
É da revista Época, mas você pode ler de graça no link abaixo:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI69912-16270-1,00-EM+BUSCA+DA+NOVA+ENERGIA.html
Vale a pena ler.
Abaixo segue alguns trechos:
"Poucas vezes a nomeação de um secretário representou uma mudança tão grande. Steven Chu, o novo secretário de Energia dos Estados Unidos, é quase o oposto de Samuel Bodman, seu antecessor. Bodman era um engenheiro químico que entendia pouco de questões energéticas quando foi nomeado pelo então presidente, George W. Bush, em 2004. Ele fez carreira na Cabot Corporation, uma indústria química que, sob sua direção, foi apontada como uma das maiores poluidoras do país, com 60.000 toneladas de emissões tóxicas por ano em suas refinarias. E dava pouca atenção ao aquecimento global. Chu é um físico americano descendente de chineses e foi um dos três ganhadores do Prêmio Nobel de Física, em 1997, por seus estudos sobre átomos. Era professor da Universidade Berkeley, na Califórnia. Costumava ir ao trabalho de bicicleta. Defensor de fontes alternativas de energia..."
"Trata-se de uma corrida para preservar o planeta. Mas há outro motivo para tanto investimento em infraestrutura ambientalmente limpa. Os governos pressentem que vivemos um momento de ruptura tecnológica. E, historicamente, os países que largam na frente no desenvolvimento de tecnologias de base têm mais chance de se tornar as novas potências econômicas. Essa percepção transforma os gastos com pesquisas e mudanças em suas matrizes energéticas em investimentos estratégicos.
É por isso que, mesmo numa época de crise financeira, os investimentos de capital de risco em tecnologias limpas nos Estados Unidos atingiram no ano passado o recorde histórico de US$ 8,4 bilhões. É um número oito vezes maior que o de 2002. Cerca de 68% disso foi para empresas americanas. “Pode ser efeito do pacote de estímulo oficial ou do retorno dos bancos, mas há evidências de apetite crescente por projetos de pequena a média escala”, diz Tuck Twitmyer, da empresa de investimentos EnerTech Capital".
"Mas os carros são apenas um pedaço do desafio. A outra parte é gerar a eletricidade necessária para as cidades e indústrias. A maior aposta mundial tem sido o vento. A capacidade instalada dos cata-ventos triplicou entre 2005 e 2008. Os geradores eólicos produzem 1,5% da eletricidade do mundo. Essa fatia vai crescer. Na quarta-feira, o presidente Obama prometeu que até 2030 os Estados Unidos vão gerar 20% de sua eletricidade com os cata-ventos. Só no ano passado, o país investiu US$ 17 bilhões na energia eólica. As usinas inauguradas em 2008 geram energia suficiente para abastecer 2 milhões de casas. Com isso, os Estados Unidos superaram a Alemanha, que sempre foi líder nesse tipo de geração. A China também tem investido maciçamente na energia dos ventos: até 2020, deve expandir a geração de energia eólica para 100.000 megawatts, o equivalente a toda a geração elétrica do Brasil".
"Uma vantagem colateral da luta contra as mudanças climáticas são as oportunidades de negócios e os novos postos de trabalho. O setor de energia eólica nos Estados Unidos já emprega 85 mil pessoas. A economia limpa está transformando empresas como a General Electric. Desde 2005, o presidente da empresa, Jeffrey Immelt, investiu no programa Ecomagination (contração das palavras imaginação ecológica) para desenvolver energias renováveis. Hoje, a divisão GE Energy é a líder global em tecnologias limpas, inclusive na produção de turbinas eólicas. O programa lucrou US$ 17 bilhões em 2008 e já representa 10% das vendas globais da GE. O novo plano da GE é produzir aviões que não emitam poluentes. Em parceria com a Virgin, de Richard Branson, a GE fez o primeiro voo de um avião de passageiros movido a biocombustíveis, no início de 2008, entre Londres e Amsterdã, na Holanda".
.
Marcadores:
ecologia,
energia,
eolica,
sustentável
Conservadores brasileiros detestam diálogo e não entendem o que é democracia
.
[o que está entre colchete é comentário do Blog do Chicão]
Caro Rodrigo Vianna, encaminho email que estou repassando para os blogs independentes e para os portais que discutem comunicação:
Como fiquei rouco de tanto gritar, tentando um direito de resposta no Estadão, que obviamente o jornal negou, encaminho meu protesto aos blogs, na esperança de que pelo menos seus leitores possam ter acesso à informação completa.
Na segunda-feira 13 de abril, o Estadão publicou o editorial "A Politização do Ipea", acusando estudos recentes do Ipea de não serem técnicos, mas políticos. Não é o primeiro desde que a nova diretoria assumiu [negativizar quem não pensa igual. Esta é a meta dos conservadores.].
Tentei por todos os caminhos o espaço de um artigo na página 2 para esclarecer o assunto, já que num período de dez dias, houve um colunista do jornal desqualificando os estudos em sua coluna, uma nota no mesmo tom na coluna da Sonia Racy e o editorial. O jornal negou o espaço. [Os colunistas perdem espaço no jornal se escreverem algo diferente da linha do jornal. Por isto é importante que mesmo as pessoas mais conservadoras leiam blogs como este, para ter acesso a mais informações e decidirem por si mesmos].
Depois de muita insistência, consegui apenas a publicação de uma carta da assessoria na seção de cartas dos leitores no dia 18 de abril, um sábado, emenda do feriado de Tiradentes.
Um dos autores do estudo se sentiu pessoalmente atingido pelo editorial que desqualificava seu trabalho, solicitou também o espaço de uma carta para poder dar seus argumentos, já que em momento algum, apesar das críticas, os jornal procurou ouvir os autores dos estudos. Regrinha básica do jornalismo: ouvir o outro lado [o outro lado para eles é o que aparece no espelho. Este pessoal do Estadão vai falir, mas vai falir arrotando peru.].
Dia 27 de abril, encaminhei pedido por email ao jornal, que o ignorou, sequer me mandou resposta. Insisti nos pedidos, pois o jornal vem desqualificando a atuação do Ipea sistematicamente, em colunas, reportagens, artigos e três editoriais. Negou ao Ipea um direito de resposta decente, o espaço de artigo na página 2, mais nobre e mais longo para se defender democraticamente. Publicou apenas aquela carta minha na seção dos leitores, nada mais justo, portanto, publicar também uma carta de um autores criticados. Apenas ontem, dia 6 de maio, recebi um email lacônico negando espaço ao autor. [se publicarem desmoralizam o colunista e o jornal. O artigo criticado é elenco de dados técnicos. Não vi ninguém questionar a qualidade dos dados. Sobra, portanto, a baixaria].
Diante da negativa, encaminho aos blogs a carta do pesquisador Eneuton Dornellas Pessoa de Carvalho.
Encareço a você, caro jornalista, que publique esta história e a carta em seu blog.
Muito grato.
Estanislau Maria.
Assessor-chefe de imprensa do Ipea.
Eis a carta que o Estadão se negou a publicar...
O MITO DO ESTADO INCHADO
Desde que foi publicado o Comunicado “Emprego Público no Brasil: Comparação Internacional e Evolução”, que se desenrola polêmica a respeito de um suposto inchaço do Estado brasileiro. Nada mais saudável. Até então, havia somente uma certeza: a de que o Estado brasileiro é inchado e ponto final. Mas baseada em quê? Quais os números? Que critérios de comparabilidade? [aí é que está o problema. O IPEA melhorou, deixou de ser uma republicação de artigos dos jornais. Os jornais "diziam" e o IPEA do governo FHC tratava de dar apoio. Eles repetiam números baseados em que? Antes fazia política, agora se faz ciência. As conclusões, baseadas em dados técnicos, cada um tira a sua. O IPEA está de parabéns. Continue assim. Para nós, cidadãos, é melhor assim.]
Quem se der ao trabalho de ler o Comunicado (www.ipea.gov.br) vai perceber que se trata de algo meramente descritivo, sem quaisquer ilações, para além das que os números podem sustentar. Metodologicamente, tivemos o cuidado e o rigor de levantar, exaustivamente, todas as conceituações para o emprego público, passíveis de operacionalização pelas fontes de dados disponíveis, a saber: os Censos Demográficos, a Pnad e o Rais. Além disso, mapeamos, na literatura internacional, os conceitos de emprego público utilizados pela Cepal, OCDE, OIT e Banco Mundial, e optamos, no caso do Brasil, pelo conceito o mais amplo possível, mesmo em relação aos utilizados por esses organismos internacionais. Por outro lado, estamos cientes das limitações dos conceitos, dado as novas dimensões do emprego público, especialmente no que tange ao universo dos terceirizados no setor público.
A radiografia e a evolução do emprego público, que ora esquadrinhamos, e da qual extraímos o trabalho em tela, faz parte de uma pesquisa mais ampla, que tem como foco a gestão dos recursos humanos no serviço público, desenvolvida em parceria com a Secretaria de Recursos Humanos e a Secretaria de Gestão do MPOG, a Enap, e que conta com a colaboração do IBGE. Institucionalmente, a Pesquisa se insere no âmbito do Eixo Temático de Investigação do Ipea: Estado, Instituições e Democracia.
A propósito, a pesquisa foi concebida a partir da idéia de que o aperfeiçoamento das instituições e dos organismos estatais, voltado para uma atuação cada vez mais qualificada, em prol do desenvolvimento econômico e social do país, é um processo que requer ação continuada. Assim, numa perspectiva de longo prazo, a questão da gestão dos recursos humanos no setor público passa a ser uma área de investigação permanente no Ipea.
Recomendam a boa literatura sobre a gestão dos recursos humanos no setor público, serem fundamental o dimensionamento do número de servidores, sua distribuição, modalidades etc. Só por isso a pesquisa se iniciou com o levantamento do quantitativo do emprego público. Aliás, coisa que nunca se fez. Na última reforma administrativa, nos anos 90, por exemplo, o diagnóstico do Estado inchado fundamentou os Programas de Demissão Voluntária, os denominados PDVs. Nos governos estaduais, a implantação dos PDVs comprometeu a oferta de serviços de saúde, educação e segurança, sem contar que iniciativas desse tipo levam à saída dos bons servidores, mais aptos e dinâmicos, com maior capacidade de inserção alternativa no mundo do trabalho, justamente aqueles os quais uma boa gestão dos recursos humanos deve buscar retê-los.
Do acima exposto, não nos cabe a pecha de defensores do empreguismo público de per si. De outra parte, cientes de que cerca da metade dos jovens, na faixa etária de 15 a 25 anos no país estão fora do ensino médio, e de que somente cerca de 40% das crianças aptas para a educação infantil estão matriculadas na pré-escola, que o Estado brasileiro precisa aumentar e melhorar sua presença nas áreas de fronteira, de conflito agrário e de preservação ambiental, de que a porta de entrada no SUS ainda é estreita e que para estes não cabem a solução do mercado é que identificamos a tendência à expansão dos serviços públicos e, por conseguinte, do emprego público no País.
Eneuton Dornellas Pessoa de Carvalho é pesquisador no Ipea e um dos autores do trabalho “Emprego Público no Brasil: Comparação Internacional e Evolução”
http://www.rodrigovianna.com.br/forca-da-grana/a-carta-do-ipea-que-o-estadao-se-nega-a-publicar
.
[o que está entre colchete é comentário do Blog do Chicão]
Caro Rodrigo Vianna, encaminho email que estou repassando para os blogs independentes e para os portais que discutem comunicação:
Como fiquei rouco de tanto gritar, tentando um direito de resposta no Estadão, que obviamente o jornal negou, encaminho meu protesto aos blogs, na esperança de que pelo menos seus leitores possam ter acesso à informação completa.
Na segunda-feira 13 de abril, o Estadão publicou o editorial "A Politização do Ipea", acusando estudos recentes do Ipea de não serem técnicos, mas políticos. Não é o primeiro desde que a nova diretoria assumiu [negativizar quem não pensa igual. Esta é a meta dos conservadores.].
Tentei por todos os caminhos o espaço de um artigo na página 2 para esclarecer o assunto, já que num período de dez dias, houve um colunista do jornal desqualificando os estudos em sua coluna, uma nota no mesmo tom na coluna da Sonia Racy e o editorial. O jornal negou o espaço. [Os colunistas perdem espaço no jornal se escreverem algo diferente da linha do jornal. Por isto é importante que mesmo as pessoas mais conservadoras leiam blogs como este, para ter acesso a mais informações e decidirem por si mesmos].
Depois de muita insistência, consegui apenas a publicação de uma carta da assessoria na seção de cartas dos leitores no dia 18 de abril, um sábado, emenda do feriado de Tiradentes.
Um dos autores do estudo se sentiu pessoalmente atingido pelo editorial que desqualificava seu trabalho, solicitou também o espaço de uma carta para poder dar seus argumentos, já que em momento algum, apesar das críticas, os jornal procurou ouvir os autores dos estudos. Regrinha básica do jornalismo: ouvir o outro lado [o outro lado para eles é o que aparece no espelho. Este pessoal do Estadão vai falir, mas vai falir arrotando peru.].
Dia 27 de abril, encaminhei pedido por email ao jornal, que o ignorou, sequer me mandou resposta. Insisti nos pedidos, pois o jornal vem desqualificando a atuação do Ipea sistematicamente, em colunas, reportagens, artigos e três editoriais. Negou ao Ipea um direito de resposta decente, o espaço de artigo na página 2, mais nobre e mais longo para se defender democraticamente. Publicou apenas aquela carta minha na seção dos leitores, nada mais justo, portanto, publicar também uma carta de um autores criticados. Apenas ontem, dia 6 de maio, recebi um email lacônico negando espaço ao autor. [se publicarem desmoralizam o colunista e o jornal. O artigo criticado é elenco de dados técnicos. Não vi ninguém questionar a qualidade dos dados. Sobra, portanto, a baixaria].
Diante da negativa, encaminho aos blogs a carta do pesquisador Eneuton Dornellas Pessoa de Carvalho.
Encareço a você, caro jornalista, que publique esta história e a carta em seu blog.
Muito grato.
Estanislau Maria.
Assessor-chefe de imprensa do Ipea.
Eis a carta que o Estadão se negou a publicar...
O MITO DO ESTADO INCHADO
Desde que foi publicado o Comunicado “Emprego Público no Brasil: Comparação Internacional e Evolução”, que se desenrola polêmica a respeito de um suposto inchaço do Estado brasileiro. Nada mais saudável. Até então, havia somente uma certeza: a de que o Estado brasileiro é inchado e ponto final. Mas baseada em quê? Quais os números? Que critérios de comparabilidade? [aí é que está o problema. O IPEA melhorou, deixou de ser uma republicação de artigos dos jornais. Os jornais "diziam" e o IPEA do governo FHC tratava de dar apoio. Eles repetiam números baseados em que? Antes fazia política, agora se faz ciência. As conclusões, baseadas em dados técnicos, cada um tira a sua. O IPEA está de parabéns. Continue assim. Para nós, cidadãos, é melhor assim.]
Quem se der ao trabalho de ler o Comunicado (www.ipea.gov.br) vai perceber que se trata de algo meramente descritivo, sem quaisquer ilações, para além das que os números podem sustentar. Metodologicamente, tivemos o cuidado e o rigor de levantar, exaustivamente, todas as conceituações para o emprego público, passíveis de operacionalização pelas fontes de dados disponíveis, a saber: os Censos Demográficos, a Pnad e o Rais. Além disso, mapeamos, na literatura internacional, os conceitos de emprego público utilizados pela Cepal, OCDE, OIT e Banco Mundial, e optamos, no caso do Brasil, pelo conceito o mais amplo possível, mesmo em relação aos utilizados por esses organismos internacionais. Por outro lado, estamos cientes das limitações dos conceitos, dado as novas dimensões do emprego público, especialmente no que tange ao universo dos terceirizados no setor público.
A radiografia e a evolução do emprego público, que ora esquadrinhamos, e da qual extraímos o trabalho em tela, faz parte de uma pesquisa mais ampla, que tem como foco a gestão dos recursos humanos no serviço público, desenvolvida em parceria com a Secretaria de Recursos Humanos e a Secretaria de Gestão do MPOG, a Enap, e que conta com a colaboração do IBGE. Institucionalmente, a Pesquisa se insere no âmbito do Eixo Temático de Investigação do Ipea: Estado, Instituições e Democracia.
A propósito, a pesquisa foi concebida a partir da idéia de que o aperfeiçoamento das instituições e dos organismos estatais, voltado para uma atuação cada vez mais qualificada, em prol do desenvolvimento econômico e social do país, é um processo que requer ação continuada. Assim, numa perspectiva de longo prazo, a questão da gestão dos recursos humanos no setor público passa a ser uma área de investigação permanente no Ipea.
Recomendam a boa literatura sobre a gestão dos recursos humanos no setor público, serem fundamental o dimensionamento do número de servidores, sua distribuição, modalidades etc. Só por isso a pesquisa se iniciou com o levantamento do quantitativo do emprego público. Aliás, coisa que nunca se fez. Na última reforma administrativa, nos anos 90, por exemplo, o diagnóstico do Estado inchado fundamentou os Programas de Demissão Voluntária, os denominados PDVs. Nos governos estaduais, a implantação dos PDVs comprometeu a oferta de serviços de saúde, educação e segurança, sem contar que iniciativas desse tipo levam à saída dos bons servidores, mais aptos e dinâmicos, com maior capacidade de inserção alternativa no mundo do trabalho, justamente aqueles os quais uma boa gestão dos recursos humanos deve buscar retê-los.
Do acima exposto, não nos cabe a pecha de defensores do empreguismo público de per si. De outra parte, cientes de que cerca da metade dos jovens, na faixa etária de 15 a 25 anos no país estão fora do ensino médio, e de que somente cerca de 40% das crianças aptas para a educação infantil estão matriculadas na pré-escola, que o Estado brasileiro precisa aumentar e melhorar sua presença nas áreas de fronteira, de conflito agrário e de preservação ambiental, de que a porta de entrada no SUS ainda é estreita e que para estes não cabem a solução do mercado é que identificamos a tendência à expansão dos serviços públicos e, por conseguinte, do emprego público no País.
Eneuton Dornellas Pessoa de Carvalho é pesquisador no Ipea e um dos autores do trabalho “Emprego Público no Brasil: Comparação Internacional e Evolução”
http://www.rodrigovianna.com.br/forca-da-grana/a-carta-do-ipea-que-o-estadao-se-nega-a-publicar
.
Marcadores:
economia,
funcionarios públicos,
ipea,
jornais
Pesquisador que mostrou risco de agrotóxico é ameaçado
.
Historinha cabeluda que a jornalista Verena Glass publicou aqui na Repórter Brasil. O professor e pesquisador do Laboratório de Embriologia Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Buenos Aires e do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas, Andrés Carrasco, divulgou um trabalho mostrando que o agrotóxico glifosato – largamente utilizado nas lavouras transgênicas de soja – possui efeitos tóxicos sobre a saúde.
O estudo, o primeiro a pesquisar os efeitos do glifosato puro no desenvolvimento embrionário de vertebrados - no caso, embriões de anfíbios -, afirma que “concentrações ínfimas de glifosato, comparadas com aquelas usadas na agricultura, são capazes de produzir efeitos negativos na morfologia do embrião, sugerindo a possibilidade de que estejam interferindo nos mecanismos normais do desenvolvimento embrionário”.
O jornalista Dario Aranda, do periódico argentino Página 12, divulgou um comunicado que chamou de “Cronologia de uma perseguição a partir do poder midiático, político e cientifico”, onde descreve o que ocorreu desde a divulgação do trabalho de Carrasco e da publicação de sua matéria no Página 12. Seu relato expõe o patente receio das grandes multinacionais da biotecnologia de que seus produtos sejam questionados, bem como a virulência de suas reações, respaldadas pelo grande imprensa.
Leia o texto completo no Blog do Sakamoto
Nota do Chicão:
A estratégia das grandes indústrias é a de abafar qualquer prática ou pesquisa científica que possa colocar em cheque o dinheiro que elas esperam ganhar com os seus produtos. (veja aqui um exemplo ou leia aqui)
Usam de vários recursos para atingirem seus objetivos. O principal é calar e difamar quem tenta ir contra seus interesses. Tentam negativizar principalmente as IDÉIAS que vão contra seus interesses.
É muito importante para as grandes indústrias ter jornais, revistas e Tvs associadas ao interesse comum, que é ganhar dinheiro.
Aqui no Blog venho alertando para a existência de uma Grande Aliança Conservadora. A função é a proteção recíproca, defendendo sempre os interesses financeiros e a impunidade dos mais poderosos.
Já ouviram falar de uma doença chamada síndrome do pânico? Quem somente toma remédio dificilmente cura dela. A indústria farmacêutica quer passar a idéia de que esta doença NÃO tem cura. Quer conquistar um público DEPENDENTE dos remédios até o fim da vida. Muitos psiquiatras embarcam nesta, já que conquistam pacientes para o resto da vida.
Eu conheço várias pessoas que se curaram da tal síndrome do pânico. Não precisamd e remédios e nem de médicos. Todos fizeram terapia (não é psicanálise). Fizeram terapia profunda, com hipnose, estados alterados de consciência, regressão e outras técnicas.
Todos estão curados, felizes da vida, tendo uma vida normal e SEM gastar dinheiro com medicamento para este problema.
Quem fica com raiva destas curas é a poderosa indústria farmacêutica.
É por isto que grande parte da mídia foge deste confronto e tentam negativizar as técnicas que realmente curam a síndrome do pânico.
Este é só um exemplo, de muitos outros que existem na área da saúde, da agricultura, da produção de energia, transporte, etc.
.
Historinha cabeluda que a jornalista Verena Glass publicou aqui na Repórter Brasil. O professor e pesquisador do Laboratório de Embriologia Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Buenos Aires e do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas, Andrés Carrasco, divulgou um trabalho mostrando que o agrotóxico glifosato – largamente utilizado nas lavouras transgênicas de soja – possui efeitos tóxicos sobre a saúde.
O estudo, o primeiro a pesquisar os efeitos do glifosato puro no desenvolvimento embrionário de vertebrados - no caso, embriões de anfíbios -, afirma que “concentrações ínfimas de glifosato, comparadas com aquelas usadas na agricultura, são capazes de produzir efeitos negativos na morfologia do embrião, sugerindo a possibilidade de que estejam interferindo nos mecanismos normais do desenvolvimento embrionário”.
O jornalista Dario Aranda, do periódico argentino Página 12, divulgou um comunicado que chamou de “Cronologia de uma perseguição a partir do poder midiático, político e cientifico”, onde descreve o que ocorreu desde a divulgação do trabalho de Carrasco e da publicação de sua matéria no Página 12. Seu relato expõe o patente receio das grandes multinacionais da biotecnologia de que seus produtos sejam questionados, bem como a virulência de suas reações, respaldadas pelo grande imprensa.
Leia o texto completo no Blog do Sakamoto
Nota do Chicão:
A estratégia das grandes indústrias é a de abafar qualquer prática ou pesquisa científica que possa colocar em cheque o dinheiro que elas esperam ganhar com os seus produtos. (veja aqui um exemplo ou leia aqui)
Usam de vários recursos para atingirem seus objetivos. O principal é calar e difamar quem tenta ir contra seus interesses. Tentam negativizar principalmente as IDÉIAS que vão contra seus interesses.
É muito importante para as grandes indústrias ter jornais, revistas e Tvs associadas ao interesse comum, que é ganhar dinheiro.
Aqui no Blog venho alertando para a existência de uma Grande Aliança Conservadora. A função é a proteção recíproca, defendendo sempre os interesses financeiros e a impunidade dos mais poderosos.
Já ouviram falar de uma doença chamada síndrome do pânico? Quem somente toma remédio dificilmente cura dela. A indústria farmacêutica quer passar a idéia de que esta doença NÃO tem cura. Quer conquistar um público DEPENDENTE dos remédios até o fim da vida. Muitos psiquiatras embarcam nesta, já que conquistam pacientes para o resto da vida.
Eu conheço várias pessoas que se curaram da tal síndrome do pânico. Não precisamd e remédios e nem de médicos. Todos fizeram terapia (não é psicanálise). Fizeram terapia profunda, com hipnose, estados alterados de consciência, regressão e outras técnicas.
Todos estão curados, felizes da vida, tendo uma vida normal e SEM gastar dinheiro com medicamento para este problema.
Quem fica com raiva destas curas é a poderosa indústria farmacêutica.
É por isto que grande parte da mídia foge deste confronto e tentam negativizar as técnicas que realmente curam a síndrome do pânico.
Este é só um exemplo, de muitos outros que existem na área da saúde, da agricultura, da produção de energia, transporte, etc.
.
Marcadores:
agricultura,
agrotoxicos,
genética,
manipulação,
medicina,
saude,
síndrome do pânico,
terapia
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Vale a pena investir nos brasileiros mais pobres
.
Escola de São José dos Campos é a melhor de SP
Os 201 estudantes formados em 2008 pelo colégio Engenheiro Juarez Wanderley, em São José dos Campos (91 km de São Paulo), entraram em ao menos uma instituição de ensino superior do país - 80% em universidades públicas.
A foto de cada um deles está em um mural improvisado no corredor da escola.
"Passamos aqui e vemos fotos de alunos que viraram exemplos. Pensamos que também podemos estar lá no ano que vem", diz Matheus Santos Castilho, 16, aluno do terceiro ano do ensino médio no colégio e que vai prestar vestibular para o curso de medicina ainda neste semestre.
Fundado em 2002 e mantido pelo Instituto Embraer de Educação e Pesquisa, o colégio aparece como o melhor do Estado de São Paulo no Enem. Na lista do ano passado, a escola ocupava a terceira posição.
São 600 alunos matriculados, todos egressos do ensino público. As salas de aula, com cerca de 40 alunos, são batizadas com nomes de heróis da mitologia, como Perseu e Hércules, de cidades históricas ou sedes de Jogos Olímpicos.
"É para não hierarquizar. Na escola municipal onde eu estudava, os melhores alunos iam sempre para as turmas "A'", afirma Castilho.
Vestibulinho
Para entrar no colégio, os candidatos precisam disputar um vestibulinho, que teve, só no ano passado, 5.000 postulantes para 200 vagas. Selecionados, os estudantes passam cerca de dez horas por dia na escola -chegam a cumprir 6.000 horas/aula durante todo o curso.
Nesse período, 30% do tempo é dedicado a aulas de preparação para ingresso na universidade, participação em work-shops e palestras. Além disso, todos alunos participam de ao menos um projeto de sustentabilidade, como o de uma casa feita com madeira reflorestada e com aquecedor solar, por exemplo. Ontem, no início da tarde, a biblioteca da escola estava lotada.
A partir do segundo ano do ensino médio, o estudante, já de olho na universidade, realiza atividades voltadas para as áreas em que pretende trabalhar: exatas, humanas ou biomédicas. São 800 horas/aulas até o fim do curso.
Mais tempo
Segundo o diretor do colégio, Jamerson Mansur Peixoto, a vantagem é que os alunos passam mais tempo no colégio, como ocorre no Japão.
"Isso permite que a escola participe mais da vida do aluno e ele da vida da escola", afirma.
No Juarez Wanderley, diz o diretor do estabelecimento, os alunos são instigados a traçar metas para além da universidade e são cobrados, como numa empresa, para não se contentarem em ficar "na média".
Segundo Pedro Ferraz, diretor do Instituto Embraer, alguns pais de alunos veem a universidade como algo distante, e são orientados pelo colégio a estimular os estudantes.
Embora seja considerado colégio particular pelo Ministério da Educação, ninguém paga mensalidade. Alunos de quatro cidades da região têm direito a transporte, alimentação, uniformes e livros.
Agência Folha
Leia também:
Vale a pena investir nos brasileiros mais pobres
ProUni faz taxa de alunos com emprego subir de 56% para 80%
.
Escola de São José dos Campos é a melhor de SP
Os 201 estudantes formados em 2008 pelo colégio Engenheiro Juarez Wanderley, em São José dos Campos (91 km de São Paulo), entraram em ao menos uma instituição de ensino superior do país - 80% em universidades públicas.
A foto de cada um deles está em um mural improvisado no corredor da escola.
"Passamos aqui e vemos fotos de alunos que viraram exemplos. Pensamos que também podemos estar lá no ano que vem", diz Matheus Santos Castilho, 16, aluno do terceiro ano do ensino médio no colégio e que vai prestar vestibular para o curso de medicina ainda neste semestre.
Fundado em 2002 e mantido pelo Instituto Embraer de Educação e Pesquisa, o colégio aparece como o melhor do Estado de São Paulo no Enem. Na lista do ano passado, a escola ocupava a terceira posição.
São 600 alunos matriculados, todos egressos do ensino público. As salas de aula, com cerca de 40 alunos, são batizadas com nomes de heróis da mitologia, como Perseu e Hércules, de cidades históricas ou sedes de Jogos Olímpicos.
"É para não hierarquizar. Na escola municipal onde eu estudava, os melhores alunos iam sempre para as turmas "A'", afirma Castilho.
Vestibulinho
Para entrar no colégio, os candidatos precisam disputar um vestibulinho, que teve, só no ano passado, 5.000 postulantes para 200 vagas. Selecionados, os estudantes passam cerca de dez horas por dia na escola -chegam a cumprir 6.000 horas/aula durante todo o curso.
Nesse período, 30% do tempo é dedicado a aulas de preparação para ingresso na universidade, participação em work-shops e palestras. Além disso, todos alunos participam de ao menos um projeto de sustentabilidade, como o de uma casa feita com madeira reflorestada e com aquecedor solar, por exemplo. Ontem, no início da tarde, a biblioteca da escola estava lotada.
A partir do segundo ano do ensino médio, o estudante, já de olho na universidade, realiza atividades voltadas para as áreas em que pretende trabalhar: exatas, humanas ou biomédicas. São 800 horas/aulas até o fim do curso.
Mais tempo
Segundo o diretor do colégio, Jamerson Mansur Peixoto, a vantagem é que os alunos passam mais tempo no colégio, como ocorre no Japão.
"Isso permite que a escola participe mais da vida do aluno e ele da vida da escola", afirma.
No Juarez Wanderley, diz o diretor do estabelecimento, os alunos são instigados a traçar metas para além da universidade e são cobrados, como numa empresa, para não se contentarem em ficar "na média".
Segundo Pedro Ferraz, diretor do Instituto Embraer, alguns pais de alunos veem a universidade como algo distante, e são orientados pelo colégio a estimular os estudantes.
Embora seja considerado colégio particular pelo Ministério da Educação, ninguém paga mensalidade. Alunos de quatro cidades da região têm direito a transporte, alimentação, uniformes e livros.
Agência Folha
Leia também:
Vale a pena investir nos brasileiros mais pobres
ProUni faz taxa de alunos com emprego subir de 56% para 80%
.
Atingir o bolso de quem destrói o meio ambiente 2
.
"Em palestra dirigida a advogados de diversas partes do mundo, Minc apontou o cumprimento das leis como a maior dificuldade do país para o combate aos problemas ambientais. "Já impetramos mais de cem ações na Justiça, contra os grandes desmatadores da Amazônia, e neste mês impetraremos outras 60. Infelizmente, a dificuldade maior não está em fazer leis, mas em fazer com que elas sejam cumpridas", disse o ministro.
Daí a estratégia adotada pelo governo, de tentar resolver o problema antes mesmo de eles chegarem à esfera judicial, ao adotar medidas como os leilões de bois, soja e madeiras apreendidos. "Com isso, nós evitamos que as pessoas enriqueçam com produtos frutos de crimes ambientais", observou". UOL
Nota do Chicão:
Quem destrói o meio ambiente o faz em busca de lucros.
Está correto o ministro quando foca este caminho, sem abrir mão da demanda judicial.
Os leilões de gado e outros é uma forma de tornar maior o risco financeiro do daqueles que destroem, invadem, matam, depredam, corrompem, fincanciam políticos, etc.
Leia também:
Atingir o bolso de quem destrói o meio-ambiente
Onde os corruptos e os bandidos sentem mais dor
Boa notícia: a operação boi pirata continua e é um sucesso (por isto os jornais escondem)
.
"Em palestra dirigida a advogados de diversas partes do mundo, Minc apontou o cumprimento das leis como a maior dificuldade do país para o combate aos problemas ambientais. "Já impetramos mais de cem ações na Justiça, contra os grandes desmatadores da Amazônia, e neste mês impetraremos outras 60. Infelizmente, a dificuldade maior não está em fazer leis, mas em fazer com que elas sejam cumpridas", disse o ministro.
Daí a estratégia adotada pelo governo, de tentar resolver o problema antes mesmo de eles chegarem à esfera judicial, ao adotar medidas como os leilões de bois, soja e madeiras apreendidos. "Com isso, nós evitamos que as pessoas enriqueçam com produtos frutos de crimes ambientais", observou". UOL
Nota do Chicão:
Quem destrói o meio ambiente o faz em busca de lucros.
Está correto o ministro quando foca este caminho, sem abrir mão da demanda judicial.
Os leilões de gado e outros é uma forma de tornar maior o risco financeiro do daqueles que destroem, invadem, matam, depredam, corrompem, fincanciam políticos, etc.
Leia também:
Atingir o bolso de quem destrói o meio-ambiente
Onde os corruptos e os bandidos sentem mais dor
Boa notícia: a operação boi pirata continua e é um sucesso (por isto os jornais escondem)
.
Marcadores:
amazonia,
boi pirata,
desmatamento,
ecologia,
meio ambiente,
minc
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Fiscalizar para a sujeira pública aparecer (combate à corrupção)
.
Manchete de jornal: "TCU encontra donos de carro e políticos na lista do Bolsa Família".
Onde tem dinheiro tem pilantra rondando. Seja aqui no Brasil, na Europa, China ou em qualquer outro lugar do mundo.
O que se deve fazer?
Fiscalizar e punir.
No Sergipe uma família recebe 94 reais do bolsa família. É proprietária de caminhões avaliados em R$ 756 mil reais.
O que deve ser feito?
Punir esta família. Se são mesmo proprietários dos caminhões devem ir para cadeia por roubo de dinheiro público.
Se forem laranja de alguém deve-se descobrir de quem são laranjas, apreeender os bens e punir o laranja e o dono real.
Fiscalizar e punir.
Tornar um RISCO fraudar o bem público. É desta forma que desanima a ação de muitos pilantras.
É por isto que eu digo: pior do que a sujeira aparecer é a sujeira NÃO aparecer. A melhor impunidade é a que fica escondida. Leia aqui
Um segundo ponto: é IMPORTANTÍSSIMO para o Brasil que estes relatórios sejam feitos, para que possa aprimorar a fiscalização e a organização do governo (federal, municipal e estadual).
Trazer os problemas à tona é fundamental para aperfeiçoar as ações. Quando existem pessoas de boa vontade e eficientes, a MELHORA PODE SER CONTÍNUA.
Por exemplo: "O cruzamento com o Sisobi (Sistema Informatizado de Controle de Óbitos) revelou ainda a presença de quase 300 mil pessoas mortas no cadastro único. Na folha de fevereiro de 2008, foram identificados 3.791 benefícios do Bolsa Família pagos a famílias com pessoas tidas como mortas". (Folha de São Paulo)
Com estes dados em mãos será possível FOCAR este problema e tentar resolve-lo.
O Ministério do Desenvolvimento Social, que toca o bolsa família, descadastrou no ano passado mais de 400 mil usuários do bolsa família por fraude. Não fez, porém, o cruzamento dos dados. Porque não fez? Foi falha de alguém? Falta pessoal? Falta investimento em tecnologia? Qual é a dificuldade e COMO PODE-SE RESOLVE-LA?
Um país se faz com melhora contínua e aprendizado contínuo.
É assim nas nossas vidas, é assim nos governoS (estadual, federal e municipal).
Não entre na onda histérica do jornais conservadores, que tentam desqualificar e negativizar tudo.
No Brasil não havia fiscalização. Hoje há pouca, mas há. ESTÁ MELHOR.
O nosso interesse é que a VERDADE SEJA CLARA E TRANSPARENTE.
É preciso também que a sociedade civil colabore. É o nosso dinheiro que está em jogo.
Existem dezenas de milhares de pessoas fingindo doenças para receberem do INSS sem trabalhar.
Nós podemos ajudar a diminuir os roubos do dinheiro público, realizados por políticos e grandes grupos econômicos ou realizados no varejo.
Fiscalização da sociedade é fundamental. Não podemos ficar limitados à fiscalização pública que é dependente de interesses políticos.
Aliás, uma das melhores formas de combater a corrupção é dar dinheiro para quem denunciar e mais dinheiro ainda para quem provar o desvio.
PS: veja esta pérola do pensamento conservador negativizador: "O trabalho do tribunal conduz a duas reflexões: a) os governos ou são ruins ou são muito piores;"
O que eu quero dizer é que o dinheiro que vai para o Bolsa Família, antes ia parar no bolso não de pessoas humildes e simples, mas ia parar no bolso de algum grandão.
No Brasil, ninguém reclama de uma pessoa que paga 500 reais no dermatologista e depois desconta 27,5% no imposto de renda. Ou seja, todos nós pagamos 137 reais para ir a boneca ir ao dermatologista. Isto é normal! Polêmica surge quando o dinheiro é direcionado aos mais pobres.
PS2: é preciso lembrar que o total de desvios denunciados pelo TCU é de 3,4% do total de beneficiados. Não é muito, mas deve-se investigar.
PS3: "Após cruzamento com a Relação de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego, sobre mercado formal, o ministério cancelou, entre outubro de 2008 e fevereiro de 2009, cerca de 400 mil benefícios, que apresentaram renda acima do critério ou que não atualizaram os cadastros". (O Estado de SP) Coloco aqui esta informação para mostrar que existe um esforço do Ministério do Desenvolvimento Social, este esforço pode ser aperfeiçoado.
Atualização: leia este bom texto: Os controles do Bolsa Família
.
Manchete de jornal: "TCU encontra donos de carro e políticos na lista do Bolsa Família".
Onde tem dinheiro tem pilantra rondando. Seja aqui no Brasil, na Europa, China ou em qualquer outro lugar do mundo.
O que se deve fazer?
Fiscalizar e punir.
No Sergipe uma família recebe 94 reais do bolsa família. É proprietária de caminhões avaliados em R$ 756 mil reais.
O que deve ser feito?
Punir esta família. Se são mesmo proprietários dos caminhões devem ir para cadeia por roubo de dinheiro público.
Se forem laranja de alguém deve-se descobrir de quem são laranjas, apreeender os bens e punir o laranja e o dono real.
Fiscalizar e punir.
Tornar um RISCO fraudar o bem público. É desta forma que desanima a ação de muitos pilantras.
É por isto que eu digo: pior do que a sujeira aparecer é a sujeira NÃO aparecer. A melhor impunidade é a que fica escondida. Leia aqui
Um segundo ponto: é IMPORTANTÍSSIMO para o Brasil que estes relatórios sejam feitos, para que possa aprimorar a fiscalização e a organização do governo (federal, municipal e estadual).
Trazer os problemas à tona é fundamental para aperfeiçoar as ações. Quando existem pessoas de boa vontade e eficientes, a MELHORA PODE SER CONTÍNUA.
Por exemplo: "O cruzamento com o Sisobi (Sistema Informatizado de Controle de Óbitos) revelou ainda a presença de quase 300 mil pessoas mortas no cadastro único. Na folha de fevereiro de 2008, foram identificados 3.791 benefícios do Bolsa Família pagos a famílias com pessoas tidas como mortas". (Folha de São Paulo)
Com estes dados em mãos será possível FOCAR este problema e tentar resolve-lo.
O Ministério do Desenvolvimento Social, que toca o bolsa família, descadastrou no ano passado mais de 400 mil usuários do bolsa família por fraude. Não fez, porém, o cruzamento dos dados. Porque não fez? Foi falha de alguém? Falta pessoal? Falta investimento em tecnologia? Qual é a dificuldade e COMO PODE-SE RESOLVE-LA?
Um país se faz com melhora contínua e aprendizado contínuo.
É assim nas nossas vidas, é assim nos governoS (estadual, federal e municipal).
Não entre na onda histérica do jornais conservadores, que tentam desqualificar e negativizar tudo.
No Brasil não havia fiscalização. Hoje há pouca, mas há. ESTÁ MELHOR.
O nosso interesse é que a VERDADE SEJA CLARA E TRANSPARENTE.
É preciso também que a sociedade civil colabore. É o nosso dinheiro que está em jogo.
Existem dezenas de milhares de pessoas fingindo doenças para receberem do INSS sem trabalhar.
Nós podemos ajudar a diminuir os roubos do dinheiro público, realizados por políticos e grandes grupos econômicos ou realizados no varejo.
Fiscalização da sociedade é fundamental. Não podemos ficar limitados à fiscalização pública que é dependente de interesses políticos.
Aliás, uma das melhores formas de combater a corrupção é dar dinheiro para quem denunciar e mais dinheiro ainda para quem provar o desvio.
PS: veja esta pérola do pensamento conservador negativizador: "O trabalho do tribunal conduz a duas reflexões: a) os governos ou são ruins ou são muito piores;"
O que eu quero dizer é que o dinheiro que vai para o Bolsa Família, antes ia parar no bolso não de pessoas humildes e simples, mas ia parar no bolso de algum grandão.
No Brasil, ninguém reclama de uma pessoa que paga 500 reais no dermatologista e depois desconta 27,5% no imposto de renda. Ou seja, todos nós pagamos 137 reais para ir a boneca ir ao dermatologista. Isto é normal! Polêmica surge quando o dinheiro é direcionado aos mais pobres.
PS2: é preciso lembrar que o total de desvios denunciados pelo TCU é de 3,4% do total de beneficiados. Não é muito, mas deve-se investigar.
PS3: "Após cruzamento com a Relação de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego, sobre mercado formal, o ministério cancelou, entre outubro de 2008 e fevereiro de 2009, cerca de 400 mil benefícios, que apresentaram renda acima do critério ou que não atualizaram os cadastros". (O Estado de SP) Coloco aqui esta informação para mostrar que existe um esforço do Ministério do Desenvolvimento Social, este esforço pode ser aperfeiçoado.
Atualização: leia este bom texto: Os controles do Bolsa Família
.
Marcadores:
bolsa família,
corrupção,
fiscalização,
tcu
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Transparência Pública: água mole em pedra dura...
.
Alguns anos atrás poucos discutiam e prestigiavam a idéia da transparência pública.
Aos poucos a idéia foi se firmando na sociedade.
Hoje os políticos, aos poucos, vão tendo que engolir a idéia.
É a força da sociedade.
É uma luta longa, com vitórias e com derrotas. Aos poucos vai melhorando. Hoje é melhor do que ontem. Temos que lutar para que amanhã seja melhor do que hoje.
Alguns políticos são inimigos da transparência pública, como é o caso do Governador de São Paulo José Serra, que teve como um dos seus primeiros atos de governo VETAR uma lei (do ex-deputado Carlos Neder - PT) aprovada pela assembléia legislativa que previa a implantação da transparência pública em SP.
Outro que não gosta nem um pouco dela é o Governador de Minas Gerais Aécio Neves.
De um modo geral os políticos sentem incomodados com a idéia de expor ORGANIZADAMENTE o gasto público.
Os inimigos são fortes e são muitos.
Por isto é tão importante o estudo, as propostas racionais e a luta constante.
Abaixo você vai ler um texto que mostra mais uma vitória da transparência pública, um grande avanço.
"Câmara aprova e vai à sanção projeto sobre transparência de gastos públicos
Iolando Lourenço, Agência Brasil
“A Câmara dos Deputados aprovou na noite de hoje (5) projeto de lei que prevê mais transparência para os gastos públicos. A proposta determina a liberação de informações sobre a execução de despesas e receitas dos governos federal, estaduais e municipais, em tempo real, nos meios eletrônicos de acesso ao público.
O projeto de lei complementar do Senado foi aprovado por 389 votos. Como não foi alterado pelos deputados, ele segue à sanção presidencial. A proposta estabelece que as informações sobre despesas e receitas sejam detalhadas e de livre acesso a pessoas físicas e jurídicas.
No caso das despesas efetuadas por entes federados, devem ser divulgados os atos praticados durante a sua execução, tais como o bem fornecido ou serviço prestado, o beneficário do pagamento e a licitação, entre outros. Em relação às receitas, o projeto determina que seja lançado, em meio eletrônico, os dados constantes dos lançamentos e do recebimento das receitas dos governos.
A proposta aprovada pelos deputados inclui a obrigatoriedade dos municípios, dos estados e do Distrito Federal de adotarem um sitema integrado de administração financeira e controle, para atender os padrões do governo federal e as exigências do projeto.
A União, os estados e os municípios, pelo projeto, terão um prazo para se adequarem às novas normas de transparência exigidas pela proposta, que se sancionada pelo presidente da República se trasformará em lei.
O projeto foi apresentado em 2003, no Senado, pelo então senador João Alberto Capiberibe (PSB-AP). O senador havia implantado o sistema de transparência em sua administração no governo do Amapá. Para o líder do PSB na Câmara, deputado Rodrigo Rollemberg (DF), a proposta “é uma ferramenta de combate à corrupção que apriomora o regime democrático”.
.
Alguns anos atrás poucos discutiam e prestigiavam a idéia da transparência pública.
Aos poucos a idéia foi se firmando na sociedade.
Hoje os políticos, aos poucos, vão tendo que engolir a idéia.
É a força da sociedade.
É uma luta longa, com vitórias e com derrotas. Aos poucos vai melhorando. Hoje é melhor do que ontem. Temos que lutar para que amanhã seja melhor do que hoje.
Alguns políticos são inimigos da transparência pública, como é o caso do Governador de São Paulo José Serra, que teve como um dos seus primeiros atos de governo VETAR uma lei (do ex-deputado Carlos Neder - PT) aprovada pela assembléia legislativa que previa a implantação da transparência pública em SP.
Outro que não gosta nem um pouco dela é o Governador de Minas Gerais Aécio Neves.
De um modo geral os políticos sentem incomodados com a idéia de expor ORGANIZADAMENTE o gasto público.
Os inimigos são fortes e são muitos.
Por isto é tão importante o estudo, as propostas racionais e a luta constante.
Abaixo você vai ler um texto que mostra mais uma vitória da transparência pública, um grande avanço.
"Câmara aprova e vai à sanção projeto sobre transparência de gastos públicos
Iolando Lourenço, Agência Brasil
“A Câmara dos Deputados aprovou na noite de hoje (5) projeto de lei que prevê mais transparência para os gastos públicos. A proposta determina a liberação de informações sobre a execução de despesas e receitas dos governos federal, estaduais e municipais, em tempo real, nos meios eletrônicos de acesso ao público.
O projeto de lei complementar do Senado foi aprovado por 389 votos. Como não foi alterado pelos deputados, ele segue à sanção presidencial. A proposta estabelece que as informações sobre despesas e receitas sejam detalhadas e de livre acesso a pessoas físicas e jurídicas.
No caso das despesas efetuadas por entes federados, devem ser divulgados os atos praticados durante a sua execução, tais como o bem fornecido ou serviço prestado, o beneficário do pagamento e a licitação, entre outros. Em relação às receitas, o projeto determina que seja lançado, em meio eletrônico, os dados constantes dos lançamentos e do recebimento das receitas dos governos.
A proposta aprovada pelos deputados inclui a obrigatoriedade dos municípios, dos estados e do Distrito Federal de adotarem um sitema integrado de administração financeira e controle, para atender os padrões do governo federal e as exigências do projeto.
A União, os estados e os municípios, pelo projeto, terão um prazo para se adequarem às novas normas de transparência exigidas pela proposta, que se sancionada pelo presidente da República se trasformará em lei.
O projeto foi apresentado em 2003, no Senado, pelo então senador João Alberto Capiberibe (PSB-AP). O senador havia implantado o sistema de transparência em sua administração no governo do Amapá. Para o líder do PSB na Câmara, deputado Rodrigo Rollemberg (DF), a proposta “é uma ferramenta de combate à corrupção que apriomora o regime democrático”.
.
Marcadores:
corrupção,
deputados,
transparência
Por que o tempo está louco
.
Os deputados ruralistas querem AUMENTAR a destruição das florestas (MUDANDO O CÓDIGO FLORESTAL). Ainda há muito agricultor que acredita neles.
Vão pagar a ignorância com o dinheiro do próprio bolso. Vão empobrecer. Vão se destruir.
Vão piorar a vida dos que moram nas cidades.
Está na hora de nos mobilizarmos e defendermos nosso futuro. Vamos constranger estes deputados e senadores destruidores; vamos mandar mensagens como esta, denunciar nas escolas, fábricas, etc. o mal que eles estão fazendo para TODOS.
Leia abaixo:
Uma nova teoria diz que a destruição das florestas é responsável pelas mudanças climáticas extremas
O país é o mesmo. O dia, mês e ano também. Brasil, 28 de abril de 2009. No Rio Grande do Sul o índice de chuvas está 96% abaixo do que seria normal neste período. A taxa de umidade despencou para menos de 20%, enquanto o saudável é praticamente o dobro. Tudo é seca e insolação. Brasil, 28 de abril de 2009. No Piauí os moradores enfrentam as piores cheias dos últimos 25 anos. Chove sem parar.
Cidades estão ilhadas. Cerca de 100 mil pessoas ficaram desabrigadas. "O tempo anda louco", eis a frase leiga e padrão que mais se fala e mais se ouve na queixa das pessoas em relação às radicais discrepâncias climáticas. Vale para o Norte e Nordeste do País, vale para a região Sul também. A mais nova e polêmica explicação para tais fenômenos trata de uma revolucionária teoria sobre as chuvas, chamada "bomba biótica", e pode mudar os conceitos da meteorologia tradicional.
Olhemos agora, por exemplo, não para a "loucura do tempo" em um único país, mas, sim, para a "loucura a dois". Por que chove tanto em algumas regiões distantes da costa, como no interior da Amazônia, enquanto países como a Austrália se transformaram em deserto? Os cientistas russos Victor Gorshkov e Anastassia Makarieva, do Instituto de Física Nuclear de São Petersburgo, sustentam, embasados na metodologia da bomba biótica, que as florestas são responsáveis pela criação dos ventos e a distribuição da chuva ao redor do planeta - como uma espécie de coração que bombeia a umidade. Esse modelo questiona a meteorologia convencional que explica a movimentação do ar sobretudo pela diferença de temperatura entre os oceanos e a terra.
Ao falarem de chuva aqui e seca acolá, Gorshkov e Anastassia acabam falando de um dos mais atuais e globalizados temas: a devastação de matas. "São as florestas que trazem a umidade atmosférica para o continente. Destruir árvores modifica a direção dos ventos, tranca a entrada de umidade no continente e, no final, o transforma em deserto", dizem eles.
Para o biogeoquímico Antonio Donato Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e principal proponente da linha da bomba biótica no Brasil, é somente ela que explica com clareza a contradição entre a seca e a aridez que estão minguando as lavouras na região Sul e as chuvas intensas que transbordam o Norte e o Nordeste. "O primeiro efeito da devastação das florestas é o aumento na frequência de todo tipo de clima extremo", dizem os pesquisadores russos. "São os sintomas de um sistema desregulado", endossa o brasileiro Nobre.
A dinâmica do processo começa pela transpiração das árvores e consequente liberação de alto volume de vapor d'água. Ao subir, esse vapor encontra camadas de ar frio e se condensa, formando nuvens. É nessa condensação que a água passa do estado gasoso para o líquido, diminuindo de volume, e o ar acima das florestas se torna mais rarefeito, gerando queda da pressão atmosférica.
Nesse ponto a bomba biótica, segundo seus defensores, entra em ação. A queda na pressão acima das florestas faz com que o ar de superfícies vizinhas seja puxado em direção a elas, e isso resulta em ventos. Se estiverem próximas ao mar, o ar úmido resultante da evaporação do oceano é puxado para o continente, possibilitando a circulação de água ao redor da Terra. Segundo Gorshkov e Anastassia, a evaporação de água é mais intensa acima das grandes matas que nos mares e a queda de pressão superior no continente sugaria o ar úmido do mar.
"O efeito da evaporação e da redução da pressão atmosférica acima das florestas na circulação do ar é muito pequeno", diz o professor americano David Adams, da Universidade do Estado do Amazonas - ou seja, é uma voz contra a teoria dos físicos russos, que, segundo ele, estão supervalorizando a força da bomba biótica.
Agora uma voz que lhes dá pelo menos o benefício da reflexão por parte da comunidade científica. Vem do climatologista José Antonio Marengo, do Inpe: "Precisamos considerar a viabilidade da tese, estudar mais o fenômeno para definir quão crucial é o papel da bomba biótica na circulação do ar." Se for provada a correção da nova teoria, isso torna o papel das florestas ainda mais essencial para o bem-estar do planeta. Enquanto a meteorologia convencional prevê que o desmatamento reduza as chuvas de uma região em cerca de 20%, a bomba biótica prega que tal redução pode bater na casa dos 100%. "Destruir a Amazônia, por exemplo, significa transformar todo o continente num insuportável e inabitável deserto", diz Gorshkov.
"As florestas podem mudar drasticamente o clima de uma cidade"
Victor Gorshkov, físico
Nota do Chicão:
O melhor informante desta situação é o agricultor mais velho que viu as chuvas diminuírem e tornarem mais irregulares ao longo dos anos. É só perguntar para eles.
http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2060/por-que-o-tempo-esta-loucouma-nova-teoria-diz-que-132866-1.htm
.
Os deputados ruralistas querem AUMENTAR a destruição das florestas (MUDANDO O CÓDIGO FLORESTAL). Ainda há muito agricultor que acredita neles.
Vão pagar a ignorância com o dinheiro do próprio bolso. Vão empobrecer. Vão se destruir.
Vão piorar a vida dos que moram nas cidades.
Está na hora de nos mobilizarmos e defendermos nosso futuro. Vamos constranger estes deputados e senadores destruidores; vamos mandar mensagens como esta, denunciar nas escolas, fábricas, etc. o mal que eles estão fazendo para TODOS.
Leia abaixo:
Uma nova teoria diz que a destruição das florestas é responsável pelas mudanças climáticas extremas
O país é o mesmo. O dia, mês e ano também. Brasil, 28 de abril de 2009. No Rio Grande do Sul o índice de chuvas está 96% abaixo do que seria normal neste período. A taxa de umidade despencou para menos de 20%, enquanto o saudável é praticamente o dobro. Tudo é seca e insolação. Brasil, 28 de abril de 2009. No Piauí os moradores enfrentam as piores cheias dos últimos 25 anos. Chove sem parar.
Cidades estão ilhadas. Cerca de 100 mil pessoas ficaram desabrigadas. "O tempo anda louco", eis a frase leiga e padrão que mais se fala e mais se ouve na queixa das pessoas em relação às radicais discrepâncias climáticas. Vale para o Norte e Nordeste do País, vale para a região Sul também. A mais nova e polêmica explicação para tais fenômenos trata de uma revolucionária teoria sobre as chuvas, chamada "bomba biótica", e pode mudar os conceitos da meteorologia tradicional.
Olhemos agora, por exemplo, não para a "loucura do tempo" em um único país, mas, sim, para a "loucura a dois". Por que chove tanto em algumas regiões distantes da costa, como no interior da Amazônia, enquanto países como a Austrália se transformaram em deserto? Os cientistas russos Victor Gorshkov e Anastassia Makarieva, do Instituto de Física Nuclear de São Petersburgo, sustentam, embasados na metodologia da bomba biótica, que as florestas são responsáveis pela criação dos ventos e a distribuição da chuva ao redor do planeta - como uma espécie de coração que bombeia a umidade. Esse modelo questiona a meteorologia convencional que explica a movimentação do ar sobretudo pela diferença de temperatura entre os oceanos e a terra.
Ao falarem de chuva aqui e seca acolá, Gorshkov e Anastassia acabam falando de um dos mais atuais e globalizados temas: a devastação de matas. "São as florestas que trazem a umidade atmosférica para o continente. Destruir árvores modifica a direção dos ventos, tranca a entrada de umidade no continente e, no final, o transforma em deserto", dizem eles.
Para o biogeoquímico Antonio Donato Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e principal proponente da linha da bomba biótica no Brasil, é somente ela que explica com clareza a contradição entre a seca e a aridez que estão minguando as lavouras na região Sul e as chuvas intensas que transbordam o Norte e o Nordeste. "O primeiro efeito da devastação das florestas é o aumento na frequência de todo tipo de clima extremo", dizem os pesquisadores russos. "São os sintomas de um sistema desregulado", endossa o brasileiro Nobre.
A dinâmica do processo começa pela transpiração das árvores e consequente liberação de alto volume de vapor d'água. Ao subir, esse vapor encontra camadas de ar frio e se condensa, formando nuvens. É nessa condensação que a água passa do estado gasoso para o líquido, diminuindo de volume, e o ar acima das florestas se torna mais rarefeito, gerando queda da pressão atmosférica.
Nesse ponto a bomba biótica, segundo seus defensores, entra em ação. A queda na pressão acima das florestas faz com que o ar de superfícies vizinhas seja puxado em direção a elas, e isso resulta em ventos. Se estiverem próximas ao mar, o ar úmido resultante da evaporação do oceano é puxado para o continente, possibilitando a circulação de água ao redor da Terra. Segundo Gorshkov e Anastassia, a evaporação de água é mais intensa acima das grandes matas que nos mares e a queda de pressão superior no continente sugaria o ar úmido do mar.
"O efeito da evaporação e da redução da pressão atmosférica acima das florestas na circulação do ar é muito pequeno", diz o professor americano David Adams, da Universidade do Estado do Amazonas - ou seja, é uma voz contra a teoria dos físicos russos, que, segundo ele, estão supervalorizando a força da bomba biótica.
Agora uma voz que lhes dá pelo menos o benefício da reflexão por parte da comunidade científica. Vem do climatologista José Antonio Marengo, do Inpe: "Precisamos considerar a viabilidade da tese, estudar mais o fenômeno para definir quão crucial é o papel da bomba biótica na circulação do ar." Se for provada a correção da nova teoria, isso torna o papel das florestas ainda mais essencial para o bem-estar do planeta. Enquanto a meteorologia convencional prevê que o desmatamento reduza as chuvas de uma região em cerca de 20%, a bomba biótica prega que tal redução pode bater na casa dos 100%. "Destruir a Amazônia, por exemplo, significa transformar todo o continente num insuportável e inabitável deserto", diz Gorshkov.
"As florestas podem mudar drasticamente o clima de uma cidade"
Victor Gorshkov, físico
Nota do Chicão:
O melhor informante desta situação é o agricultor mais velho que viu as chuvas diminuírem e tornarem mais irregulares ao longo dos anos. É só perguntar para eles.
http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2060/por-que-o-tempo-esta-loucouma-nova-teoria-diz-que-132866-1.htm
.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Educação: Governo do Estado de São Paulo só me atrapalha
.
Abaixo você vai ler a entrevista do diretor da MELHOR escola estadual de São Paulo (ficou em 2.596º lugar entre os melhores do país). Ele reafirma as calamidades que venho denunciando aqui no blog do Chicão.
Folha de SP, 04/05/2009
"Camilo Oliveira, diretor da melhor escola estadual de SP no Enem, afirma que o colégio se destacou por méritos próprios
FÁBIO TAKAHASHI
DA REPORTAGEM LOCAL
O DIRETOR DA MELHOR escola da rede estadual de São Paulo no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) afirma que seu colégio se destacou no sistema "apesar" dos governos. "O Estado só me atrapalha", afirma Camilo da Silva Oliveira, 57, que dirige a escola Lúcia de Castro Bueno, em Taboão da Serra (Grande São Paulo).
Formado em história pela USP, Oliveira dirige a unidade há 22 anos. Ele conta que criou um currículo próprio, uma vez que a rede estadual não tinha algo semelhante, e não utiliza programas do governo como formação de professores, salas de informática ou atividades como feira de ciências.
Prestes a se aposentar, o diretor diz não ver "caminho" para a escola pública, que dependerá "de talentos isolados".
Abaixo, a entrevista feita com Oliveira na última quinta-feira, em que ele abordou como funciona seu colégio, primeiro da rede estadual paulista, mas apenas o 2.596º melhor do país (média 58,5, em 100 pontos). A Secretaria da Educação do governo José Serra (PSDB) não quis comentar as críticas.
FOLHA - Por que a escola teve a melhor nota da rede no Enem?
CAMILO DA SILVA OLIVEIRA - É um trabalho de 22 anos, que resistiu a sucessivas trocas de governo e de secretários.
FOLHA - No dia-a-dia, o que a sua escola tem de diferente?
OLIVEIRA - Um eixo pedagógico, o rol de conteúdos [currículo], uma sequência de conteúdos. Fui pesquisar, porque o Estado não tinha subsídio para isso. Pesquisei escolas particulares e vestibulares de ponta. O Estado nem desconfiava desse rol. E hoje, 20 anos depois, ainda nem desconfia [o currículo começou a ser implementado na rede estadual em 2008]. Cada governo tem um modismo. Por exemplo, se fala em escola de tempo integral quando a escola não consegue funcionar quatro horas diárias [excesso de aulas vagas]. Tem também o projeto de informática, uma bobagem. Se tenho 17 máquinas e 40 alunos, o que os outros 23 ficarão fazendo? Posso bolar um esquema para fora do período, mas sem achar que irá melhorar a qualidade de ensino.
FOLHA - O sr. então tem uma escola que não segue a rede.
OLIVEIRA - Aqui é uma escola maldita, que vai contra os modismos de cada secretário. Depois da Rose Neubauer [gestão Mario Covas], em que as escolas perdiam aulas para treinamento de professores em horário de serviço, veio um que nem sabe o que é rol de conteúdos [Gabriel Chalita, gestão Geraldo Alckmin]. A escola, que já não funcionava, ficava uma semana em feira de ciências ou excursões para zoológico. Melhora o ensino? Vi que era fria e tirei a escola disso. No governo Serra, temos o terceiro secretário em dois anos e meio. Se o meu projeto dependesse do governo, estaria esfacelado. A menina do Mackenzie [Maria Lúcia Marcondes Carvalho Vasconcelos, primeira secretária da gestão José Serra] era bem intencionada, mas não conseguiu nada. A segunda [Maria Helena Guimarães de Castro] eu respeito porque sabe que escola é avaliação. E sabe que para avaliar precisa de um rol de conteúdos. Mas teve problemas de gestão. Por exemplo, a prova de temporários era uma boa ideia. Mas a implementação foi péssima, sem preparo jurídico, o que melou o sistema. Ou seja, o governo não tem a menor ideia do que fazer com as escolas. Deveríamos nos preocupar com o que realmente interessa, que é a aprendizagem dos alunos. Depois se acerta a burocracia. Hoje, os diretores ficam mais preocupados com as atinhas, e o aluno não tem aula. É uma inversão. É triste, porque se é esse caos em São Paulo, imagina nos outros Estados. Nem as universidades conhecem a rede. Ganhei da Escola de Aplicação da USP [que ficou em 3.293º lugar no ranking nacional], por exemplo. E a esquerda até hoje acha que a democracia é o principal debate para a escola. Você pega o PT, eles estão discutindo eleição para diretor de escola. Uma bobagem. Deveria pegar os melhores quadros para dirigir a escola. Isso aqui não é sindicato. Estou me aposentando e não vejo caminho. A escola pública vai continuar dependendo de talentos isolados. O Estado só atrapalha. Aquelas que seguiram a linha, se esfacelaram.
FOLHA - O sr. sofre retaliações?
OLIVEIRA - Nenhuma. Conheço o ofício. Os pais sabem que essa escola funciona, daí vem o apoio. No começo, senti pressão. O supervisor vinha e falava: "Como não vai mandar os professores para formação?". Eu dizia: "Vou chamar a imprensa e explicar que os alunos vão ficar sem aulas." Eles desistiam de me pressionar. Mas era um sobressalto constante.
FOLHA - Como o sr. avalia o corpo docente da sua escola e da rede?
OLIVEIRA - Aqui o pessoal é qualificado. Gente da USP, PUC, do Mackenzie. É uma nata que gostou do trabalho. Aqui se consegue dar aula, raridade na rede. Foi uma seleção natural ao longo dos anos.
FOLHA - Quanto ganham seus professores?
OLIVEIRA - Os mais novatos, com cinco anos de experiência, uns R$ 1.700, a média do Estado. Eu sou um diretor de 30 anos, que vai se aposentar na casa dos R$ 3.000.
FOLHA - Há pesquisas que mostram que o salário da rede estadual paulista não é ruim. O sr. concorda?
OLIVEIRA - Em cidades do interior, o salário de professor é o maior da cidade. Mas o Estado deve atrair melhores quadros. O salário não é compatível.
FOLHA - Como o sr. avalia a estrutura física da sua escola?
OLIVEIRA - Não consigo uma reforma porque não participo das reuniõezinhas, não vou lá ficar bajulando. Eu percorria gabinete de deputado para pedir reforma. Desisti. É indigno para um diretor.
FOLHA - Qual a principal ação para melhorar o ensino público?
OLIVEIRA - Gerência. Precisa ser técnica, trabalhar currículo, diagnóstico. Até trazer gente da iniciativa privada. Ou colocar os diretores das melhores escolas na gestão do sistema.
FOLHA - O que o sr. acha do novo secretário, Paulo Renato Souza?
OLIVEIRA - Tenho simpatia pela trajetória dele. Mas ele se tornou político. O problema é saber se o objetivo dele é eleger o Serra presidente ou melhorar o ensino. Se ele chegou apenas com visão política, as escolas vão seguir esfaceladas, sem conteúdos. Ele vai ser mais um.
Nota do Chicão:
Vou realçar algumas falas:
1- sobre conteúdos pedagógicos:
"O Estado nem desconfiava desse rol. E hoje, 20 anos depois, AINDA NEM nem desconfia."
É por isto que ao invés de comprar bons livros para as escolas, a secretaria de educação compra a revista Recreio (editora Abril), com textos "pedagógicos" como este: "Encare partidas de tênis com Mario no Wii". Veja aqui
2- sobre a falta de professores e as aulas perdidas pelos alunos
"a escola não consegue funcionar quatro horas diárias [excesso de aulas vagas]..."
É só ir visitar as escolas estaduais. É um descalabro. Quando faltam professores, é comum dispensar a sala de todas as outras aulas. Um horror! Leia aqui
3- Sobre a falta de rumo do governo Serra
"o governo não tem a menor ideia do que fazer com as escolas..."
Perdeu a compostura, tudo virou marketing.
4- manutenção de prédio público
"Não consigo uma reforma porque não participo das reuniõezinhas, não vou lá ficar bajulando. Eu percorria gabinete de deputado para pedir reforma. Desisti. É indigno para um diretor".
Isto mesmo! A manutenção é péssima. Pior do que isto: TODA A EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO ESTÁ APARELHADA ENTRE O PSDB, DEM, PPS, PTB, PV, e outros menos votados. Até para conseguir uma reforma é preciso tomar as "bençãos" dos deputados donos dos pedaços. Leia aqui ou aqui
Você ainda acredita um pouco em Alckmin e Serra?
5- falta aula, falta professor, falta material didático, falta tudo
"Hoje, os diretores ficam mais preocupados com as atinhas, e o aluno não tem aula"
Leia aqui
6- sobre o Paulo Renato, novo secretário da educação (o terceiro em 2 anos e meio)
"...ele se tornou político. O problema é saber se o objetivo dele é eleger o Serra presidente ou melhorar o ensino. Se ele chegou apenas com visão política, as escolas vão seguir esfaceladas, sem conteúdos. Ele vai ser mais um.
Ele veio fazer política, seu discurso de posse foi só política e nada mais. Leia aqui como era a educação na época do Ministro Paulo Renato.
Enfim, é isso aí. É muita mentira em propaganda, e um caos na prática.
PS: o diretor da escola disse que só foi menos pior porque NÃO SEGUE as orientações da secretaria de educação. Se seguisse, teria sido muito pior.
Que triste!
.
Abaixo você vai ler a entrevista do diretor da MELHOR escola estadual de São Paulo (ficou em 2.596º lugar entre os melhores do país). Ele reafirma as calamidades que venho denunciando aqui no blog do Chicão.
Folha de SP, 04/05/2009
"Camilo Oliveira, diretor da melhor escola estadual de SP no Enem, afirma que o colégio se destacou por méritos próprios
FÁBIO TAKAHASHI
DA REPORTAGEM LOCAL
O DIRETOR DA MELHOR escola da rede estadual de São Paulo no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) afirma que seu colégio se destacou no sistema "apesar" dos governos. "O Estado só me atrapalha", afirma Camilo da Silva Oliveira, 57, que dirige a escola Lúcia de Castro Bueno, em Taboão da Serra (Grande São Paulo).
Formado em história pela USP, Oliveira dirige a unidade há 22 anos. Ele conta que criou um currículo próprio, uma vez que a rede estadual não tinha algo semelhante, e não utiliza programas do governo como formação de professores, salas de informática ou atividades como feira de ciências.
Prestes a se aposentar, o diretor diz não ver "caminho" para a escola pública, que dependerá "de talentos isolados".
Abaixo, a entrevista feita com Oliveira na última quinta-feira, em que ele abordou como funciona seu colégio, primeiro da rede estadual paulista, mas apenas o 2.596º melhor do país (média 58,5, em 100 pontos). A Secretaria da Educação do governo José Serra (PSDB) não quis comentar as críticas.
FOLHA - Por que a escola teve a melhor nota da rede no Enem?
CAMILO DA SILVA OLIVEIRA - É um trabalho de 22 anos, que resistiu a sucessivas trocas de governo e de secretários.
FOLHA - No dia-a-dia, o que a sua escola tem de diferente?
OLIVEIRA - Um eixo pedagógico, o rol de conteúdos [currículo], uma sequência de conteúdos. Fui pesquisar, porque o Estado não tinha subsídio para isso. Pesquisei escolas particulares e vestibulares de ponta. O Estado nem desconfiava desse rol. E hoje, 20 anos depois, ainda nem desconfia [o currículo começou a ser implementado na rede estadual em 2008]. Cada governo tem um modismo. Por exemplo, se fala em escola de tempo integral quando a escola não consegue funcionar quatro horas diárias [excesso de aulas vagas]. Tem também o projeto de informática, uma bobagem. Se tenho 17 máquinas e 40 alunos, o que os outros 23 ficarão fazendo? Posso bolar um esquema para fora do período, mas sem achar que irá melhorar a qualidade de ensino.
FOLHA - O sr. então tem uma escola que não segue a rede.
OLIVEIRA - Aqui é uma escola maldita, que vai contra os modismos de cada secretário. Depois da Rose Neubauer [gestão Mario Covas], em que as escolas perdiam aulas para treinamento de professores em horário de serviço, veio um que nem sabe o que é rol de conteúdos [Gabriel Chalita, gestão Geraldo Alckmin]. A escola, que já não funcionava, ficava uma semana em feira de ciências ou excursões para zoológico. Melhora o ensino? Vi que era fria e tirei a escola disso. No governo Serra, temos o terceiro secretário em dois anos e meio. Se o meu projeto dependesse do governo, estaria esfacelado. A menina do Mackenzie [Maria Lúcia Marcondes Carvalho Vasconcelos, primeira secretária da gestão José Serra] era bem intencionada, mas não conseguiu nada. A segunda [Maria Helena Guimarães de Castro] eu respeito porque sabe que escola é avaliação. E sabe que para avaliar precisa de um rol de conteúdos. Mas teve problemas de gestão. Por exemplo, a prova de temporários era uma boa ideia. Mas a implementação foi péssima, sem preparo jurídico, o que melou o sistema. Ou seja, o governo não tem a menor ideia do que fazer com as escolas. Deveríamos nos preocupar com o que realmente interessa, que é a aprendizagem dos alunos. Depois se acerta a burocracia. Hoje, os diretores ficam mais preocupados com as atinhas, e o aluno não tem aula. É uma inversão. É triste, porque se é esse caos em São Paulo, imagina nos outros Estados. Nem as universidades conhecem a rede. Ganhei da Escola de Aplicação da USP [que ficou em 3.293º lugar no ranking nacional], por exemplo. E a esquerda até hoje acha que a democracia é o principal debate para a escola. Você pega o PT, eles estão discutindo eleição para diretor de escola. Uma bobagem. Deveria pegar os melhores quadros para dirigir a escola. Isso aqui não é sindicato. Estou me aposentando e não vejo caminho. A escola pública vai continuar dependendo de talentos isolados. O Estado só atrapalha. Aquelas que seguiram a linha, se esfacelaram.
FOLHA - O sr. sofre retaliações?
OLIVEIRA - Nenhuma. Conheço o ofício. Os pais sabem que essa escola funciona, daí vem o apoio. No começo, senti pressão. O supervisor vinha e falava: "Como não vai mandar os professores para formação?". Eu dizia: "Vou chamar a imprensa e explicar que os alunos vão ficar sem aulas." Eles desistiam de me pressionar. Mas era um sobressalto constante.
FOLHA - Como o sr. avalia o corpo docente da sua escola e da rede?
OLIVEIRA - Aqui o pessoal é qualificado. Gente da USP, PUC, do Mackenzie. É uma nata que gostou do trabalho. Aqui se consegue dar aula, raridade na rede. Foi uma seleção natural ao longo dos anos.
FOLHA - Quanto ganham seus professores?
OLIVEIRA - Os mais novatos, com cinco anos de experiência, uns R$ 1.700, a média do Estado. Eu sou um diretor de 30 anos, que vai se aposentar na casa dos R$ 3.000.
FOLHA - Há pesquisas que mostram que o salário da rede estadual paulista não é ruim. O sr. concorda?
OLIVEIRA - Em cidades do interior, o salário de professor é o maior da cidade. Mas o Estado deve atrair melhores quadros. O salário não é compatível.
FOLHA - Como o sr. avalia a estrutura física da sua escola?
OLIVEIRA - Não consigo uma reforma porque não participo das reuniõezinhas, não vou lá ficar bajulando. Eu percorria gabinete de deputado para pedir reforma. Desisti. É indigno para um diretor.
FOLHA - Qual a principal ação para melhorar o ensino público?
OLIVEIRA - Gerência. Precisa ser técnica, trabalhar currículo, diagnóstico. Até trazer gente da iniciativa privada. Ou colocar os diretores das melhores escolas na gestão do sistema.
FOLHA - O que o sr. acha do novo secretário, Paulo Renato Souza?
OLIVEIRA - Tenho simpatia pela trajetória dele. Mas ele se tornou político. O problema é saber se o objetivo dele é eleger o Serra presidente ou melhorar o ensino. Se ele chegou apenas com visão política, as escolas vão seguir esfaceladas, sem conteúdos. Ele vai ser mais um.
Nota do Chicão:
Vou realçar algumas falas:
1- sobre conteúdos pedagógicos:
"O Estado nem desconfiava desse rol. E hoje, 20 anos depois, AINDA NEM nem desconfia."
É por isto que ao invés de comprar bons livros para as escolas, a secretaria de educação compra a revista Recreio (editora Abril), com textos "pedagógicos" como este: "Encare partidas de tênis com Mario no Wii". Veja aqui
2- sobre a falta de professores e as aulas perdidas pelos alunos
"a escola não consegue funcionar quatro horas diárias [excesso de aulas vagas]..."
É só ir visitar as escolas estaduais. É um descalabro. Quando faltam professores, é comum dispensar a sala de todas as outras aulas. Um horror! Leia aqui
3- Sobre a falta de rumo do governo Serra
"o governo não tem a menor ideia do que fazer com as escolas..."
Perdeu a compostura, tudo virou marketing.
4- manutenção de prédio público
"Não consigo uma reforma porque não participo das reuniõezinhas, não vou lá ficar bajulando. Eu percorria gabinete de deputado para pedir reforma. Desisti. É indigno para um diretor".
Isto mesmo! A manutenção é péssima. Pior do que isto: TODA A EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO ESTÁ APARELHADA ENTRE O PSDB, DEM, PPS, PTB, PV, e outros menos votados. Até para conseguir uma reforma é preciso tomar as "bençãos" dos deputados donos dos pedaços. Leia aqui ou aqui
Você ainda acredita um pouco em Alckmin e Serra?
5- falta aula, falta professor, falta material didático, falta tudo
"Hoje, os diretores ficam mais preocupados com as atinhas, e o aluno não tem aula"
Leia aqui
6- sobre o Paulo Renato, novo secretário da educação (o terceiro em 2 anos e meio)
"...ele se tornou político. O problema é saber se o objetivo dele é eleger o Serra presidente ou melhorar o ensino. Se ele chegou apenas com visão política, as escolas vão seguir esfaceladas, sem conteúdos. Ele vai ser mais um.
Ele veio fazer política, seu discurso de posse foi só política e nada mais. Leia aqui como era a educação na época do Ministro Paulo Renato.
Enfim, é isso aí. É muita mentira em propaganda, e um caos na prática.
PS: o diretor da escola disse que só foi menos pior porque NÃO SEGUE as orientações da secretaria de educação. Se seguisse, teria sido muito pior.
Que triste!
.
Marcadores:
educação,
paulo renato,
são paulo,
serra
Corrupção: cabeça manipulada e histérica não raciocina
.
Tenho recebido várias mensagens de um tal de Paulo. Qualquer mentira, verdade ou meia verdade que se refere ao governo federal ele me manda.
Segundo ele nunca se VIU tanta corrupção no Brasil, como se vê atualmente.
Concordo com ele: nunca se VIU tanta corrupção.
Quem raciocina sabe a diferença entre VER e EXISTIR.
Vou contar uma história da minha adolescência: um dia uma vizinha ficou grávida do noivo. Foi um “escândalo”, para alguns reacionários. Um destes reacionários histéricos era um senhor, pai de 3 moças. Ele criticou o pai da grávida e disse que nunca havia VISTO nada de errado das filhas. Acontece que duas delas eram, digamos, moças caridosas que supriam as necessidades sexuais dos adolescentes do bairro.
O pai reacionário e histérico NÃO VIA nada, mas EXISTIA. E existia MUITO. As duas eram a nossa alegria.
No Brasil é assim, também.
Você acha que o Aécio Neves e os políticos que o cercam são honestos?
Você acha que o José Serra e os políticos que o cercam são honestos?
Se você coloca a mão no fogo por eles pare de ler este texto. Se acha que eles não são “flor que cheire” continue lendo e reflita comigo.
A polícia federal já investigou, intimou, gravou ministros, assessores, colegas, amigos, irmãos, membros do governo federal.
E a polícia civil de Minas Gerais e de São Paulo? Alguma vez elas investigaram, gravaram, seguiram algum membro importante destes governos estaduais?
Não, que eu saiba NUNCA FIZERAM ISTO.
Se a polícia não investiga, VOCÊ NÃO VAI VER.
Este é o maior grau de impunidade e o sonho de todos os corruptos: uma polícia que só investiga “pé de chinelo”.
Esta é a (FALTA DE) ação da polícia civil de Minas Gerais e de São Paulo.
Eu prefiro uma polícia que investigue e que faça a sujeira aparecer.
O Brasil sabe que a corrupção é abundante.
O passo inicial para acabar com ela é que a sujeira apareça.
O pior para nós, cidadãos, é que ela fique ESCONDIDA.
Os reacionários de mente manipulada e os histéricos vão achar que está piorando.
A verdade é o OPOSTO: quanto mais aparecer melhor.
Investigar é o mais importante. Em São Paulo a polícia chega ao cúmulo de avisar os “grandões” que estão investigando os funcionários públicos “pé de chinelo”. Parece brincadeira, mas não é (leia aqui).
Pense bem: você prefere um país onde a sujeira é investigada (ainda é pouco investigada, na minha opinião) ou você prefere o que acontece em São Paulo e em Minas Gerais onde não há investigação e há a certeza de impunidade?
Reflita! Para isto que Deus nos deu os “miolos” do cérebro.
Pense no que é melhor para você e sua família: um país onde se investiga e a sujeira aparece como nunca se viu ou um país como era antes?
Não entre na onda da imprensa conservadora que quer sempre negativizar a realidade.
PS: notícia de hoje: “Ministério Público vai investigar o senado” É difícil imaginar porque já não investigaram há mais de 15 anos atrás. Já faz tempo que surgem denúncias aqui e ali. Passagem aéreas sempre foram usadas e farreadas. Porque NÃO investigaram antes, pois o problema já EXISTIA.
Investiga-se hoje porque está pior? Não. Investiga-se hoje porque há mais pressão. E também porque os órgãos de investigação agem com mais AUTONOMIA e estão melhor preparados para desempenhar esta função.
PS2: O Blog do Chicão luta pela máxima transparência pública, justamente para que tudo seja às claras.
Leia também:
Transparência Pública: boas notícias na luta
Governo Serra, corrupção brava e milhões para a Editora Abril e Globo
Como tem Louco neste Brasil
A fiscalização do bolsa família e o combate a impunidade no Brasil
.
Tenho recebido várias mensagens de um tal de Paulo. Qualquer mentira, verdade ou meia verdade que se refere ao governo federal ele me manda.
Segundo ele nunca se VIU tanta corrupção no Brasil, como se vê atualmente.
Concordo com ele: nunca se VIU tanta corrupção.
Quem raciocina sabe a diferença entre VER e EXISTIR.
Vou contar uma história da minha adolescência: um dia uma vizinha ficou grávida do noivo. Foi um “escândalo”, para alguns reacionários. Um destes reacionários histéricos era um senhor, pai de 3 moças. Ele criticou o pai da grávida e disse que nunca havia VISTO nada de errado das filhas. Acontece que duas delas eram, digamos, moças caridosas que supriam as necessidades sexuais dos adolescentes do bairro.
O pai reacionário e histérico NÃO VIA nada, mas EXISTIA. E existia MUITO. As duas eram a nossa alegria.
No Brasil é assim, também.
Você acha que o Aécio Neves e os políticos que o cercam são honestos?
Você acha que o José Serra e os políticos que o cercam são honestos?
Se você coloca a mão no fogo por eles pare de ler este texto. Se acha que eles não são “flor que cheire” continue lendo e reflita comigo.
A polícia federal já investigou, intimou, gravou ministros, assessores, colegas, amigos, irmãos, membros do governo federal.
E a polícia civil de Minas Gerais e de São Paulo? Alguma vez elas investigaram, gravaram, seguiram algum membro importante destes governos estaduais?
Não, que eu saiba NUNCA FIZERAM ISTO.
Se a polícia não investiga, VOCÊ NÃO VAI VER.
Este é o maior grau de impunidade e o sonho de todos os corruptos: uma polícia que só investiga “pé de chinelo”.
Esta é a (FALTA DE) ação da polícia civil de Minas Gerais e de São Paulo.
Eu prefiro uma polícia que investigue e que faça a sujeira aparecer.
O Brasil sabe que a corrupção é abundante.
O passo inicial para acabar com ela é que a sujeira apareça.
O pior para nós, cidadãos, é que ela fique ESCONDIDA.
Os reacionários de mente manipulada e os histéricos vão achar que está piorando.
A verdade é o OPOSTO: quanto mais aparecer melhor.
Investigar é o mais importante. Em São Paulo a polícia chega ao cúmulo de avisar os “grandões” que estão investigando os funcionários públicos “pé de chinelo”. Parece brincadeira, mas não é (leia aqui).
Pense bem: você prefere um país onde a sujeira é investigada (ainda é pouco investigada, na minha opinião) ou você prefere o que acontece em São Paulo e em Minas Gerais onde não há investigação e há a certeza de impunidade?
Reflita! Para isto que Deus nos deu os “miolos” do cérebro.
Pense no que é melhor para você e sua família: um país onde se investiga e a sujeira aparece como nunca se viu ou um país como era antes?
Não entre na onda da imprensa conservadora que quer sempre negativizar a realidade.
PS: notícia de hoje: “Ministério Público vai investigar o senado” É difícil imaginar porque já não investigaram há mais de 15 anos atrás. Já faz tempo que surgem denúncias aqui e ali. Passagem aéreas sempre foram usadas e farreadas. Porque NÃO investigaram antes, pois o problema já EXISTIA.
Investiga-se hoje porque está pior? Não. Investiga-se hoje porque há mais pressão. E também porque os órgãos de investigação agem com mais AUTONOMIA e estão melhor preparados para desempenhar esta função.
PS2: O Blog do Chicão luta pela máxima transparência pública, justamente para que tudo seja às claras.
Leia também:
Transparência Pública: boas notícias na luta
Governo Serra, corrupção brava e milhões para a Editora Abril e Globo
Como tem Louco neste Brasil
A fiscalização do bolsa família e o combate a impunidade no Brasil
.
Marcadores:
aecio,
corrupção,
impunidade,
justiça,
serra
sábado, 2 de maio de 2009
Deputado Carlos Sampaio, indo para Milão com a esposa
.
O deputado Carlos Sampaio, da região de Campinas sempre fez campanhas eleitorais caríssimas.
Em uma de suas campanhas teve inúmeros shows de pagode. Não pense que era um grupinho qualquer. ERA COM O GRUPO DE PAGODE DA MODA.
Imagina os gastos de muitos destes shows.
É sempre assim: muito dinheiro, muita propaganda.
ALGUÉM ESTÁ PAGANDO PELAS CAMPANHAS CARÍSSIMAS.
Quais os interesses destas pessoas?
Ele foi secretário municpal de Campinas. Gastou muito dinheiro e deixou a guarda municipal da cidade com alguns poucos membros e com armas ridículas.
Foi péssimo secretário: lento e incompetente.
Depois foi descoberto que em um único mês de férias parlamentares ele gastou SÓ EM COMBUSTÍVEIS R$ 4.385,52.
(Quatro mil, trezentos e oitenta e cinco reais e cinquenta e dois centavos). leia mais aqui ou aqui
Tem mais, muito mais...
Agora o nobre deputado segue para Milão com a esposa. Certamente, ele deve ter ido realizar uma atividade extremamente importante para o país.
.
O deputado Carlos Sampaio, da região de Campinas sempre fez campanhas eleitorais caríssimas.
Em uma de suas campanhas teve inúmeros shows de pagode. Não pense que era um grupinho qualquer. ERA COM O GRUPO DE PAGODE DA MODA.
Imagina os gastos de muitos destes shows.
É sempre assim: muito dinheiro, muita propaganda.
ALGUÉM ESTÁ PAGANDO PELAS CAMPANHAS CARÍSSIMAS.
Quais os interesses destas pessoas?
Ele foi secretário municpal de Campinas. Gastou muito dinheiro e deixou a guarda municipal da cidade com alguns poucos membros e com armas ridículas.
Foi péssimo secretário: lento e incompetente.
Depois foi descoberto que em um único mês de férias parlamentares ele gastou SÓ EM COMBUSTÍVEIS R$ 4.385,52.
(Quatro mil, trezentos e oitenta e cinco reais e cinquenta e dois centavos). leia mais aqui ou aqui
Tem mais, muito mais...
Agora o nobre deputado segue para Milão com a esposa. Certamente, ele deve ter ido realizar uma atividade extremamente importante para o país.
.
Marcadores:
carlos sampaio,
deputados,
mordomia
Comunicações: nossa pátria em perigo
.
Um país dígno deve sempre ser nacionalista.
Em uma época em que as comunicações vão ganhando cada vez mais força e poder é preciso que todos os nacionalistas PRESTEM ATENÇÃO A ESTE SETOR.
Cada dia que passa estamos desnacionalizando mais esta área.
Veja como a CHINA reflete sobre este setor:
"O objetivo é montar um canal 24 horas de notícias em inglês, dobrar o número de escritórios estrangeiros pertencentes à sua agência de notícias oficial, Xinhua, e desenvolver um novo jornal diário em inglês. “Capacidade de comunicação determina influência”, enfatizou Li Changchun, chefe de propaganda da China, em dezembro do ano passado.
“Na idade moderna, a nação que tiver métodos de comunicação mais avançados e capacidade de comunicação mais forte será a nação cuja cultura e valores centrais serão capazes de ser espalhados — e esta será a nação com mais poder de influenciar o mundo”, acrescentou.
O futuro canal será gerido pela agência de notícias Xinhua, que está sob a autoridade do Gabinete Central da Propaganda. Enquanto a “CNN Chinesa”, inspirada no canal de notícias árabes Al-Jazeera, deveria começar sua transmissão em um ou dois anos, o Global Times, o novo jornal diário pertencente à própria voz oficial do Partido Comunista, o Diário do Povo, imprimiu sua primeira edição na semana passada".
Quais os valores o grupo sul-africano (que cresceu apoiando o regime racista de lá) dono da Editora Abril terá interesse em divulgar no Brasil?
Que tipo de político ele apoiará ou combaterá?
Pense bem!
É muito importante refletir sobre este fato.
As grandes empresas de telefonia estão espalhando seu poder pela internet, tv a cabo, e outras áreas. Qual canal de televisão que elas permitirão em suas Tvs a cabo?
Que tipo de interesse político elas apoiarão?
Nós, brasileiros, deveríamos agir como os chineses. Eles controlam com mãos de ferro as empresas estrangeiras, controlam se uma empresa chinesa pode ser vendida ou não.
Lá não tem esta babaquice ideológica de empresa estrangeira ser igual a empresa nacional.
Eles são um bom exemplo para nós, brasileiros.
Eles são nacionalistas.
Eles vão ser uma grande potência por serem nacionalistas.
Vamos seguir este bom exemplo.
O texto completo da matéria está aqui.
PS: é uma pena que a direita racional está ocupada em acusar os índios. Ela se aliou aos histéricos e discute o que os histéricos querem.
.
Um país dígno deve sempre ser nacionalista.
Em uma época em que as comunicações vão ganhando cada vez mais força e poder é preciso que todos os nacionalistas PRESTEM ATENÇÃO A ESTE SETOR.
Cada dia que passa estamos desnacionalizando mais esta área.
Veja como a CHINA reflete sobre este setor:
"O objetivo é montar um canal 24 horas de notícias em inglês, dobrar o número de escritórios estrangeiros pertencentes à sua agência de notícias oficial, Xinhua, e desenvolver um novo jornal diário em inglês. “Capacidade de comunicação determina influência”, enfatizou Li Changchun, chefe de propaganda da China, em dezembro do ano passado.
“Na idade moderna, a nação que tiver métodos de comunicação mais avançados e capacidade de comunicação mais forte será a nação cuja cultura e valores centrais serão capazes de ser espalhados — e esta será a nação com mais poder de influenciar o mundo”, acrescentou.
O futuro canal será gerido pela agência de notícias Xinhua, que está sob a autoridade do Gabinete Central da Propaganda. Enquanto a “CNN Chinesa”, inspirada no canal de notícias árabes Al-Jazeera, deveria começar sua transmissão em um ou dois anos, o Global Times, o novo jornal diário pertencente à própria voz oficial do Partido Comunista, o Diário do Povo, imprimiu sua primeira edição na semana passada".
Quais os valores o grupo sul-africano (que cresceu apoiando o regime racista de lá) dono da Editora Abril terá interesse em divulgar no Brasil?
Que tipo de político ele apoiará ou combaterá?
Pense bem!
É muito importante refletir sobre este fato.
As grandes empresas de telefonia estão espalhando seu poder pela internet, tv a cabo, e outras áreas. Qual canal de televisão que elas permitirão em suas Tvs a cabo?
Que tipo de interesse político elas apoiarão?
Nós, brasileiros, deveríamos agir como os chineses. Eles controlam com mãos de ferro as empresas estrangeiras, controlam se uma empresa chinesa pode ser vendida ou não.
Lá não tem esta babaquice ideológica de empresa estrangeira ser igual a empresa nacional.
Eles são um bom exemplo para nós, brasileiros.
Eles são nacionalistas.
Eles vão ser uma grande potência por serem nacionalistas.
Vamos seguir este bom exemplo.
O texto completo da matéria está aqui.
PS: é uma pena que a direita racional está ocupada em acusar os índios. Ela se aliou aos histéricos e discute o que os histéricos querem.
.
Marcadores:
china,
comunicação,
nacionalismo,
soberania nacional,
televisão
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Violência aumenta no Estado de São Paulo
.
"A criminalidade aumentou nos três primeiros meses do ano em todo o Estado de São Paulo, informa reportagem de Rogério Pagnan e Luis Kawaguti, publicada na Folha desta sexta-feira.
Números divulgados ontem pela Secretaria da Segurança Pública mostram o crescimento significativo dos casos de roubo, estupro e latrocínio (roubo seguido de morte). Os homicídios, que até outubro de 2008 seguiam uma tendência de queda, voltaram a aumentar. Entre o primeiro trimestre de 2008 e o primeiro trimestre de 2009, os roubos subiram 19%, os estupros 33,5%, os latrocínios 36% e os homicídios, 0,7%.
"Não estamos nos nossos melhores momentos", disse o sociólogo Túlio Khan, porta-voz do governo José Serra (PSDB) para a divulgação dos dados. Ele atribuiu o aumento da violência a "uma série de circunstâncias", mas só citou uma: a crise econômica.
De acordo com o sociólogo, a MUDANÇA NO COMANDO da secretaria e da polícia podem ajudar a melhorar esses índices. Ronaldo Marzagão deixou o cargo de secretário de Segurança Pública em 17 de março. Ele foi substituído por Antonio Ferreira Pinto, até então secretário da Administração Penitenciária.
O governador José Serra não comentou os novos dados".
Folha on line
Nota do Chicão:
Fiquei triste com os números da violência no estado de São Paulo.
O estupro cresceu 35%. É um número muito alto. As estastísticas do governo do estado são uma meleca. São ruins. Uma variação tão grande é difícil de entender.
O motivo dado para o aumento da criminalidade: crise econômica. Isto quer dizer que quando caiu, anteriormente, foi por causa do crescimento econômico.
As políticas sociais do governo do estado são praticamente ZERO. A área social do governo do estado não faz praticamente nada.
O governo federal tem programas como PROUNI, SEGUNDO TEMPO, PRO-JOVEM, e vários outros menores. Atingem diretamente as periferias das cidades. Atuam no dia-a-dia das pessoas.
E o governo do estado?
Quase nada!
Voltando à violência: um dos maiores avanços contra a violência foi o binômio GUARDAS MUNICIPAIS e o trabalho de ONGs. Nas periferias das cidades é muito grande o trabalho das ONGs (creches, centros comunitários, programas culturais, etc). Quem vigia as ruas são as guardas municipais. Polícia Militar é difícil de se ver.
No bairro da periferia, quando tem escola estadual, INVARIAVELMENTE ELA ESTÁ DETONADA. Sem manutenção ou com pouquíssima manutenção, constantemente os alunos são dispensados das aulas, pois faltam professores, etc.
Leiam o meu texto: Segurança pública: a realidade da periferia
Leia também:
Para refletir: educação
Educação em SP: Serra mente até em propaganda
Outro texto do blog do Chicão:
"O desejo de poder do Serra está deixando-o fora do prumo.
Depois de bater récordes de gastos com propaganda, tirando dinheiro de manutenção das escolas, ele bateu o récorde de propaganda FORA do estado de São Paulo.
São MILHÕES de reais em propagandas para o Brasil inteiro ver, de algumas das suas obras. Obras feitas em grande parte com recursos do governo federal e do BNDES (além, é claro, dos muitos bilhões de CALOTE dos precatórios)".
O inacreditável Serra bate récordes e nos decepciona
.
"A criminalidade aumentou nos três primeiros meses do ano em todo o Estado de São Paulo, informa reportagem de Rogério Pagnan e Luis Kawaguti, publicada na Folha desta sexta-feira.
Números divulgados ontem pela Secretaria da Segurança Pública mostram o crescimento significativo dos casos de roubo, estupro e latrocínio (roubo seguido de morte). Os homicídios, que até outubro de 2008 seguiam uma tendência de queda, voltaram a aumentar. Entre o primeiro trimestre de 2008 e o primeiro trimestre de 2009, os roubos subiram 19%, os estupros 33,5%, os latrocínios 36% e os homicídios, 0,7%.
"Não estamos nos nossos melhores momentos", disse o sociólogo Túlio Khan, porta-voz do governo José Serra (PSDB) para a divulgação dos dados. Ele atribuiu o aumento da violência a "uma série de circunstâncias", mas só citou uma: a crise econômica.
De acordo com o sociólogo, a MUDANÇA NO COMANDO da secretaria e da polícia podem ajudar a melhorar esses índices. Ronaldo Marzagão deixou o cargo de secretário de Segurança Pública em 17 de março. Ele foi substituído por Antonio Ferreira Pinto, até então secretário da Administração Penitenciária.
O governador José Serra não comentou os novos dados".
Folha on line
Nota do Chicão:
Fiquei triste com os números da violência no estado de São Paulo.
O estupro cresceu 35%. É um número muito alto. As estastísticas do governo do estado são uma meleca. São ruins. Uma variação tão grande é difícil de entender.
O motivo dado para o aumento da criminalidade: crise econômica. Isto quer dizer que quando caiu, anteriormente, foi por causa do crescimento econômico.
As políticas sociais do governo do estado são praticamente ZERO. A área social do governo do estado não faz praticamente nada.
O governo federal tem programas como PROUNI, SEGUNDO TEMPO, PRO-JOVEM, e vários outros menores. Atingem diretamente as periferias das cidades. Atuam no dia-a-dia das pessoas.
E o governo do estado?
Quase nada!
Voltando à violência: um dos maiores avanços contra a violência foi o binômio GUARDAS MUNICIPAIS e o trabalho de ONGs. Nas periferias das cidades é muito grande o trabalho das ONGs (creches, centros comunitários, programas culturais, etc). Quem vigia as ruas são as guardas municipais. Polícia Militar é difícil de se ver.
No bairro da periferia, quando tem escola estadual, INVARIAVELMENTE ELA ESTÁ DETONADA. Sem manutenção ou com pouquíssima manutenção, constantemente os alunos são dispensados das aulas, pois faltam professores, etc.
Leiam o meu texto: Segurança pública: a realidade da periferia
Leia também:
Para refletir: educação
Educação em SP: Serra mente até em propaganda
Outro texto do blog do Chicão:
"O desejo de poder do Serra está deixando-o fora do prumo.
Depois de bater récordes de gastos com propaganda, tirando dinheiro de manutenção das escolas, ele bateu o récorde de propaganda FORA do estado de São Paulo.
São MILHÕES de reais em propagandas para o Brasil inteiro ver, de algumas das suas obras. Obras feitas em grande parte com recursos do governo federal e do BNDES (além, é claro, dos muitos bilhões de CALOTE dos precatórios)".
O inacreditável Serra bate récordes e nos decepciona
.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Agricultores: observem o que está acontecendo com a citricultura
.
Se você é produtor rural e acha que a senadora Kátia Abreu te beneficia pode começar a se PREOCUPAR.
É bem provavel que seu filho ou neto vá parar nas periferias das grandes cidades. Quem sabe você mesmo vá parar lá.
Aqui no estado de São Paulo a citricultura já trouxe muita boa vida para vários agricultores (para eles, não para seus funcionários).
Então começou a haver uma oligopolização das indústrias de suco de laranja. Oligopolização dos produtores de equipamentos, dos adubos, dos venenos agrotóxicos...
Tudo começou a ficar caro, pois todos querem AVANÇAR sobre os lucros dos agricultores.
Os agricultores ficaram reclamando... reclamaram dos governos, das leis ambientais, das chuvas.
Enquanto isto muitos perdiam suas terras, se descapitalizavam, não tinham como investir em tecnologia.
As grandes empresas comem todo o lucro do agricultor.
Os agricultores respondem a esta espoliação como? Eles lutam contra quem? Contra as mata ciliares que devem manter (por exemplo). Lutam contra as leis ambientais.
Eles podem até conseguir o direito de plantar nestas áreas (enquanto a terra fértil vai embora rio abaixo). Mas, quem vai ficar com o lucro?
O lucro vai ficar com a grande indústria do agronegócio (não com os agricultores).
A Senadora Kátia Abreu vai ter bastante dinheiro para suas campanhas eleitorais.
E, cada vez mais agricultores vão ter dificuldades e uma vida pior.
Grande parte vai perder tudo.
O regime de chuva vai mudar, vai piorar, por conta do efeito estufa. Os lucros vão diminuir e a agricultura vai ser um negócio de risco muito alto.
A senadora Kátia Abreu terá feito o "pé de meia" dela e dos seus bisnetos.
Quem sabe os netos da senadora poderão dar alguma esmola na rua para algum filho de um ex-agricultor?
Os citricultores estão mais pobres, mais dependentes de grandes grupos. Muitos estão perdendo tudo, outros vendem a terra pois não conseguem mais sobreviver dela.
O lucro vai para quem não planta, para quem não colhe. Vai para quem é esperto, que é o grande capital que manda nestas grandes empresas (Monsanto, Cargill, etc).
Se você quer mudar a situação, comece defendendo o meio-ambiente. Comece defendendo o código florestal. Não é ele seu problema.
O código florestal é sua defesa.
Você pode ganhar muito dinheiro com ele. Basta que sua raiva se dirija para quem o espolia de VERDADE.
Tome uma atitude contra quem, de verdade, te destrói.
Leia um texto que publiquei sobre um deputado ruralista e se informe lá.
Quem conhece o deputado Marcos Montes (DEM-MG)?
.
Se você é produtor rural e acha que a senadora Kátia Abreu te beneficia pode começar a se PREOCUPAR.
É bem provavel que seu filho ou neto vá parar nas periferias das grandes cidades. Quem sabe você mesmo vá parar lá.
Aqui no estado de São Paulo a citricultura já trouxe muita boa vida para vários agricultores (para eles, não para seus funcionários).
Então começou a haver uma oligopolização das indústrias de suco de laranja. Oligopolização dos produtores de equipamentos, dos adubos, dos venenos agrotóxicos...
Tudo começou a ficar caro, pois todos querem AVANÇAR sobre os lucros dos agricultores.
Os agricultores ficaram reclamando... reclamaram dos governos, das leis ambientais, das chuvas.
Enquanto isto muitos perdiam suas terras, se descapitalizavam, não tinham como investir em tecnologia.
As grandes empresas comem todo o lucro do agricultor.
Os agricultores respondem a esta espoliação como? Eles lutam contra quem? Contra as mata ciliares que devem manter (por exemplo). Lutam contra as leis ambientais.
Eles podem até conseguir o direito de plantar nestas áreas (enquanto a terra fértil vai embora rio abaixo). Mas, quem vai ficar com o lucro?
O lucro vai ficar com a grande indústria do agronegócio (não com os agricultores).
A Senadora Kátia Abreu vai ter bastante dinheiro para suas campanhas eleitorais.
E, cada vez mais agricultores vão ter dificuldades e uma vida pior.
Grande parte vai perder tudo.
O regime de chuva vai mudar, vai piorar, por conta do efeito estufa. Os lucros vão diminuir e a agricultura vai ser um negócio de risco muito alto.
A senadora Kátia Abreu terá feito o "pé de meia" dela e dos seus bisnetos.
Quem sabe os netos da senadora poderão dar alguma esmola na rua para algum filho de um ex-agricultor?
Os citricultores estão mais pobres, mais dependentes de grandes grupos. Muitos estão perdendo tudo, outros vendem a terra pois não conseguem mais sobreviver dela.
O lucro vai para quem não planta, para quem não colhe. Vai para quem é esperto, que é o grande capital que manda nestas grandes empresas (Monsanto, Cargill, etc).
Se você quer mudar a situação, comece defendendo o meio-ambiente. Comece defendendo o código florestal. Não é ele seu problema.
O código florestal é sua defesa.
Você pode ganhar muito dinheiro com ele. Basta que sua raiva se dirija para quem o espolia de VERDADE.
Tome uma atitude contra quem, de verdade, te destrói.
Leia um texto que publiquei sobre um deputado ruralista e se informe lá.
Quem conhece o deputado Marcos Montes (DEM-MG)?
.
Marcadores:
agricultura,
ecologia,
kátia abreu,
senadores
Os porquinhos do José Serra: a pérola do ano
.
Chicão,
talvez tenha passado despercebido, mas veja a “pérola” do José Serrágio:
“Porquinhos
‘Ela é transmitida dos porquinhos para as pessoas só quando eles espirram. Portanto, a providência elementar é não ficar perto de porquinho nenhum.’
José Serra – sobre a gripe suína ontem na Folha”
Folha de São Paulo - 28/04/09 – pág. 2
Esta azêmola quer ser Presidente?
F. L.
Mande você também a sua contribuição para o Blog do Chicão.
.
Chicão,
talvez tenha passado despercebido, mas veja a “pérola” do José Serrágio:
“Porquinhos
‘Ela é transmitida dos porquinhos para as pessoas só quando eles espirram. Portanto, a providência elementar é não ficar perto de porquinho nenhum.’
José Serra – sobre a gripe suína ontem na Folha”
Folha de São Paulo - 28/04/09 – pág. 2
Esta azêmola quer ser Presidente?
F. L.
Mande você também a sua contribuição para o Blog do Chicão.
.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
O Jatinho do Tasso Jereissati está sendo esquecido
.
O senador Tasso Jereissati, mimadinho, quer andar de jatinho.
Quer usar dinheiro público para alugar jatinho.
Já torrou 469 mil reais.
Quer continuar a torrar. Quer jatinho, pois andar de avião comum não é com ele.
OS senadores Athur Virgílio (AM) e Sérgio Guerra (PE) ficaram indignados com quem deseja tirar o direito do senador Tasso Jereissati de alugar com o NOSSO DINHEIRO os jatinhos que desejar.
O senador mimado disse que não dá lucro ser senador. Será que não dá?
Baseado neste fato terrível ele acha justo usar o dinheiro dos impostos para continuar alugando jatinhos.
A câmara criou normas muito mais restritivas de uso das passagens aéreas.
A IMPRENSA E O SENADO ESTÃO CALADOS SOBRE OS ALUGUÉIS DO SENADOR PELO CEARÁ.
Acho que vai ficar como está.
Ajude o blog do Chicão a divulgar esta mensagem. Vamos pressionar.
.
O senador Tasso Jereissati, mimadinho, quer andar de jatinho.
Quer usar dinheiro público para alugar jatinho.
Já torrou 469 mil reais.
Quer continuar a torrar. Quer jatinho, pois andar de avião comum não é com ele.
OS senadores Athur Virgílio (AM) e Sérgio Guerra (PE) ficaram indignados com quem deseja tirar o direito do senador Tasso Jereissati de alugar com o NOSSO DINHEIRO os jatinhos que desejar.
O senador mimado disse que não dá lucro ser senador. Será que não dá?
Baseado neste fato terrível ele acha justo usar o dinheiro dos impostos para continuar alugando jatinhos.
A câmara criou normas muito mais restritivas de uso das passagens aéreas.
A IMPRENSA E O SENADO ESTÃO CALADOS SOBRE OS ALUGUÉIS DO SENADOR PELO CEARÁ.
Acho que vai ficar como está.
Ajude o blog do Chicão a divulgar esta mensagem. Vamos pressionar.
.
Marcadores:
jatinho,
jereissati,
mordomia,
senado,
senadores
Educação em SP: Serra mente até em propaganda
.
O que um candidato teve coragem de fazer numa propaganda de TV: Mentir
Na TV, em horário nobre, uma propaganda do governado José Serra (PSDB) mostra uma criança que conta animadamente para a mãe que, em sua escola tem internet com banda larga. E mais, o locutor da propaganda diz que, "Todas as escolas do Estado de SP estão equipadas com computadores". Porém, na realidade a história é bem outra. O jornal Agora, conta em uma matéria publicado hoje que, a pior escola pública do Estado e a pior da Grande São Paulo têm muitos fatores em comum. Em nenhuma delas os alunos têm acesso livre a bibliotecas e a salas de informática. Alunos contam que, apesar de ter conhecimento de que os locais existem, nunca são levados para lá --os motivos alegados são que os locais estão sendo reformados, e alguns contaram que os professores dizem não levá-los lá por medo de que eles quebrem as máquinas.
A escola estadual Dr. João Ernesto Faggin, a pior pública do Estado e, por consequência, da capital, com 37,48 pontos, fica na zona sul de SP. A escola estadual Profa. Maria Marques de Noronha, com 38,09 pontos, está na periferia de Carapicuíba e tem a nota mais baixa da Grande SP.
Alunos das duas escolas contam que nunca usaram as salas de computador. "Disseram que existe, mas nunca levaram a gente lá. Eu já vi professor usando, mas aluno, nunca. A biblioteca fica fechada, nem sei se tem livros lá dentro" conta A.M., 17 anos, aluno do terceiro ano do ensino médio da Faggin. Em Carapicuíba, a queixa é a mesma. "Eles não deixam a gente usar a biblioteca. Computador, então, nem pensar. Mas se não tem nem papel higiênico, que dirá computadores", conta a aluna A.S, 13 anos.
O dia a dia nos dois colégios não é diferente. A participação da comunidade é pequena, e os problemas de indisciplina e de depredações, constantes. Faltam professores.
No colégio que detém o título de pior do Estado, os alunos do 3º ano do ensino médio dizem não estar preparados para enfrentar o exame deste ano. "Parece que os professores não querem ensinar direito. Alguns passam os exercícios e já dão as respostas, não querem nem saber das dúvidas", diz J.S., 17 anos, do terceiro ano.
Estrutura é uma coisa que também faz falta na Profa. Maria Marques, de Carapicuíba. Alunos contam que as aulas de educação física são dentro do colégio, já que pessoas da comunidade usa a quadra no horário de aula e os funcionários não conseguem tirá-las de lá. Os equipamentos para a aula, como bolas e redes, foram roubados em 2008 e não foram repostos até hoje. O local onde é a biblioteca têm de ser usado como sala de aula normal por falta de espaço --a direção diz que o problema será resolvido com a reforma em andamento. O diretor, Josemar Valdevino da Silva, diz que um dos motivos das notas ruins é a falta de autoestima dos alunos. "Eles não têm expectativas. Por que se preocupariam com o Enem?", questiona.
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2009/04/o-que-um-candidato-teve-coragem-de.html
Nota do Chicão: A propaganda do Serra "esquece" de dizer que as empresas de telefonia são OBRIGADAS a oferecerem banda larga às escolas públicas urbanas. Foi uma das exigências do governo federal para renovar o "acordo" com elas.
.
O que um candidato teve coragem de fazer numa propaganda de TV: Mentir
Na TV, em horário nobre, uma propaganda do governado José Serra (PSDB) mostra uma criança que conta animadamente para a mãe que, em sua escola tem internet com banda larga. E mais, o locutor da propaganda diz que, "Todas as escolas do Estado de SP estão equipadas com computadores". Porém, na realidade a história é bem outra. O jornal Agora, conta em uma matéria publicado hoje que, a pior escola pública do Estado e a pior da Grande São Paulo têm muitos fatores em comum. Em nenhuma delas os alunos têm acesso livre a bibliotecas e a salas de informática. Alunos contam que, apesar de ter conhecimento de que os locais existem, nunca são levados para lá --os motivos alegados são que os locais estão sendo reformados, e alguns contaram que os professores dizem não levá-los lá por medo de que eles quebrem as máquinas.
A escola estadual Dr. João Ernesto Faggin, a pior pública do Estado e, por consequência, da capital, com 37,48 pontos, fica na zona sul de SP. A escola estadual Profa. Maria Marques de Noronha, com 38,09 pontos, está na periferia de Carapicuíba e tem a nota mais baixa da Grande SP.
Alunos das duas escolas contam que nunca usaram as salas de computador. "Disseram que existe, mas nunca levaram a gente lá. Eu já vi professor usando, mas aluno, nunca. A biblioteca fica fechada, nem sei se tem livros lá dentro" conta A.M., 17 anos, aluno do terceiro ano do ensino médio da Faggin. Em Carapicuíba, a queixa é a mesma. "Eles não deixam a gente usar a biblioteca. Computador, então, nem pensar. Mas se não tem nem papel higiênico, que dirá computadores", conta a aluna A.S, 13 anos.
O dia a dia nos dois colégios não é diferente. A participação da comunidade é pequena, e os problemas de indisciplina e de depredações, constantes. Faltam professores.
No colégio que detém o título de pior do Estado, os alunos do 3º ano do ensino médio dizem não estar preparados para enfrentar o exame deste ano. "Parece que os professores não querem ensinar direito. Alguns passam os exercícios e já dão as respostas, não querem nem saber das dúvidas", diz J.S., 17 anos, do terceiro ano.
Estrutura é uma coisa que também faz falta na Profa. Maria Marques, de Carapicuíba. Alunos contam que as aulas de educação física são dentro do colégio, já que pessoas da comunidade usa a quadra no horário de aula e os funcionários não conseguem tirá-las de lá. Os equipamentos para a aula, como bolas e redes, foram roubados em 2008 e não foram repostos até hoje. O local onde é a biblioteca têm de ser usado como sala de aula normal por falta de espaço --a direção diz que o problema será resolvido com a reforma em andamento. O diretor, Josemar Valdevino da Silva, diz que um dos motivos das notas ruins é a falta de autoestima dos alunos. "Eles não têm expectativas. Por que se preocupariam com o Enem?", questiona.
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2009/04/o-que-um-candidato-teve-coragem-de.html
Nota do Chicão: A propaganda do Serra "esquece" de dizer que as empresas de telefonia são OBRIGADAS a oferecerem banda larga às escolas públicas urbanas. Foi uma das exigências do governo federal para renovar o "acordo" com elas.
.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Ação direta: Ativistas anarquistas afundam navio baleeiro norueguês
.
[A temporada de crueldade, caça e assassinato de baleias está para começar
na Noruega, cuja carne depois será oferecida a altos preços no mercado de
peixe de Tóquio, no Japão. Porém, ativistas afundaram mais um navio de uma
das maiores indústrias baleeiras do mundo, a norueguesa. Japão, Noruega e
Islândia, são os únicos países do mundo engajados na matança de baleias.
Desde 1992, este é o sexto navio baleeiro deste país a sofrer ações
diretas. A seguir o comunicado dos/as autore/as do ataque rebelde
divulgado pela internet.]
Comunicado:
Henningsvær, Noruega, 24 de abril de 2009.
Na noite de quinta-feira, 23 de abril, entramos às escondidas em um navio
baleeiro norueguês para realizar algumas reparações em sua preparação para
a temporada 2009 de caça as baleias nas ilhas de Lofoten, em Henningsvær.
Para atrasar a época de caça e matanças destes cetáceos e protestar contra
a exportação ilegal de carne de baleias para o Japão, desmontamos uma
válvula da embarcação e inundamos a casa de máquinas. Infelizmente os
bombeiros chegaram rapidamente, mas não o suficiente para impedir que o
navio acabasse cheio de água do mar. Os estragos já haviam sido causados.
Para as indústrias pesqueiras, os investidores em Tóquio e os investidores
da caça de baleias na Noruega, com seus trabalhos sujos só conseguirão
mais navios afundados. Como resultado direto de um crescente comércio
internacional de espécie ameaçadas de extinção, chegamos a Henningsvaer. E
viemos (vimos) afundar navios baleeiros.
Afundamos mais um bastardo!
A-21
.
[A temporada de crueldade, caça e assassinato de baleias está para começar
na Noruega, cuja carne depois será oferecida a altos preços no mercado de
peixe de Tóquio, no Japão. Porém, ativistas afundaram mais um navio de uma
das maiores indústrias baleeiras do mundo, a norueguesa. Japão, Noruega e
Islândia, são os únicos países do mundo engajados na matança de baleias.
Desde 1992, este é o sexto navio baleeiro deste país a sofrer ações
diretas. A seguir o comunicado dos/as autore/as do ataque rebelde
divulgado pela internet.]
Comunicado:
Henningsvær, Noruega, 24 de abril de 2009.
Na noite de quinta-feira, 23 de abril, entramos às escondidas em um navio
baleeiro norueguês para realizar algumas reparações em sua preparação para
a temporada 2009 de caça as baleias nas ilhas de Lofoten, em Henningsvær.
Para atrasar a época de caça e matanças destes cetáceos e protestar contra
a exportação ilegal de carne de baleias para o Japão, desmontamos uma
válvula da embarcação e inundamos a casa de máquinas. Infelizmente os
bombeiros chegaram rapidamente, mas não o suficiente para impedir que o
navio acabasse cheio de água do mar. Os estragos já haviam sido causados.
Para as indústrias pesqueiras, os investidores em Tóquio e os investidores
da caça de baleias na Noruega, com seus trabalhos sujos só conseguirão
mais navios afundados. Como resultado direto de um crescente comércio
internacional de espécie ameaçadas de extinção, chegamos a Henningsvaer. E
viemos (vimos) afundar navios baleeiros.
Afundamos mais um bastardo!
A-21
.
Marcadores:
ação direta,
anarquismo,
baleia,
ecologia
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Fazenda Espírito Santo: de quem é a terra afinal?
.
Se quiséssemos apresentar, sob o ponto de vista da história agrária, os processos de aquisição de terras no estado do Pará, teríamos uma farta documentação. Recentemente, as disputas pela terra têm apresentado um alto grau de violência, que muitas vezes tiram o foco de uma questão importante: a quem pertence a terra afinal? Não obstante o debate jurídico acerca do uso da terra e da sua dimensão social, no que se refere à fazenda Espírito Santo, palco recentemente de um episódio violento envolvendo seguranças contratados pela empresa Agropecuária Santa Bárbara e militantes do MST, ocorrido no dia 20 de abril, há um elemento que talvez tenha passado despercebido diante de tantos tiros disparados pelos seguranças.
A imprensa, notadamente a TV Liberal, afiliada à rede globo, deu ênfase a tese de confronto entre os “invasores”, representados pelos militantes do MST e os “seguranças”, no exercício da sagrada profissão de defesa da propriedade privada. Eis a questão! De quem é a propriedade? Como se deu sua aquisição? Há o respeito pela legislação ambiental no uso de seus recursos? Como veremos a seguir, ainda há “muita água pra passar debaixo dessa ponte”... A sentença do Juiz da Vara Agrária de Redenção, que bloqueia as matrículas de propriedade da Fazenda Espírito Santo, entre outras pertencentes ao grupo de Daniel Dantas, é somente um sinal desse caso emblemático.
As terras da fazenda Espírito Santo pertencem, na verdade, ao Estado do Pará. Foram parar nas mãos de particulares por conta de um contrato para exploração exclusiva de castanha (no velho polígono dos Castanhais na região sul-sudeste do Estado). O título de aforamento foi repassado a ninguém menos que Benedito Mutran, que por conta de atos do próprio Estado do Pará, perdeu o mencionado título. Uma das razões, que alega o Estado, é que eles deixaram de explorar castanha, praticaram degradação ambiental (não existe mais floresta alguma na região) e passaram a se servir da agropecuária.
Assim os Mutran buscaram resgatar esse direito (que os juristas chamam de precário). E olha que curioso: conseguiram resgatar o título no apagar das luzes do governo Jatene, no dia 29/12/2006, sem autorização do governador e do congresso nacional, como manda a lei. O ato foi somente do então presidente do ITERPA.
Não menos curioso é que o processo também dá conta de que 6 meses antes de acontecer o resgate do título de aforamento, os Mutran assinaram com a Santa Bárbara Xinguara S/A um contrato de promessa de compra e venda, esperando, acredito, que estaria quase certo o tal resgate junto ao ITERPA, de uma maneira ou de outra.
Diante desses elementos é que o Juiz de Redenção, através de liminar, bloqueou as matriculas do imóvel junto ao cartório de imóveis da comarca da cidade, e espera-se agora que a ação civil publica seja devidamente julgada e ao final sejam estas terras retomadas, em definitivo, pelo Estado do Pará.
É importante salientar, portanto, que a aquisição dessas terras, bem como sua funcionalidade, apresentam elementos suficientes para serem contestados.
Dessa maneira, o foco do confronto, dá lugar ao processo de aquisição de terras no Estado do Pará, responsável, direta e indiretamente, pela concessão e/ou aforamento de 21% dos seus 124,85 milhões de hectares. O restante está sob competência da União, divididas entre as áreas de unidades de conservação (61,7%) e terras indígenas (24,6%).
Assim como aconteceu no caso envolvendo a Vale do Rio Doce, o foco da imprensa se restringe ao “direito de ir e vir” (obstrução da ferrovia que liga Carajás ao Maranhão), o “direito de propriedade” (em relação a qualquer ocupação de terra), e à “desordem” ou “caos social” (em relação a simples presença do MST). A reação do público, pelo menos entre aqueles que assinam comentários em jornais de grande circulação da cidade, demonstram, que pelo menos em parte, a intenção de desmoralização e criminalização do MST tem dado resultados. Frases do tipo “esses bandidos (MST) têm que morrer”, ou “a culpa é da governadora que não reprime esses marginais”, são cotidianamente expostas na grande mídia e nas conversas de botequim.
No entanto, é preciso dar o crédito necessário aos muitos aspectos envolvidos na questão. Confronto, desordem, bagunça e violência são faces distintas e articuladas de uma mesma lógica: o poder do Capital. As terras públicas, usufruídas como bens particulares, são historicamente uma realidade. Aqueles que ousam contrariar velhos interesses, são “jogados aos leões” da imprensa e da impunidade. E quem quiser, que conte outra.
Fábio Pessoa é professor e militante do PT.
Sérgio Martins é advogado, militante dos Direitos Humanos.
http://www.pt.org.br:80/portalpt/index.php?option=com_content&task=view&id=75952&Itemid=201
Leia também:
Pílulas ecológicas. A grilagem e suas relações políticas e criminosas
Leis que beneficiam a grilagem
Desmatamento e grilagem é coisa de gente grande
Ato contra projeto de Serra que legaliza grilagem
Avião de Daniel Dantas transporta repórter da Globo
.
Se quiséssemos apresentar, sob o ponto de vista da história agrária, os processos de aquisição de terras no estado do Pará, teríamos uma farta documentação. Recentemente, as disputas pela terra têm apresentado um alto grau de violência, que muitas vezes tiram o foco de uma questão importante: a quem pertence a terra afinal? Não obstante o debate jurídico acerca do uso da terra e da sua dimensão social, no que se refere à fazenda Espírito Santo, palco recentemente de um episódio violento envolvendo seguranças contratados pela empresa Agropecuária Santa Bárbara e militantes do MST, ocorrido no dia 20 de abril, há um elemento que talvez tenha passado despercebido diante de tantos tiros disparados pelos seguranças.
A imprensa, notadamente a TV Liberal, afiliada à rede globo, deu ênfase a tese de confronto entre os “invasores”, representados pelos militantes do MST e os “seguranças”, no exercício da sagrada profissão de defesa da propriedade privada. Eis a questão! De quem é a propriedade? Como se deu sua aquisição? Há o respeito pela legislação ambiental no uso de seus recursos? Como veremos a seguir, ainda há “muita água pra passar debaixo dessa ponte”... A sentença do Juiz da Vara Agrária de Redenção, que bloqueia as matrículas de propriedade da Fazenda Espírito Santo, entre outras pertencentes ao grupo de Daniel Dantas, é somente um sinal desse caso emblemático.
As terras da fazenda Espírito Santo pertencem, na verdade, ao Estado do Pará. Foram parar nas mãos de particulares por conta de um contrato para exploração exclusiva de castanha (no velho polígono dos Castanhais na região sul-sudeste do Estado). O título de aforamento foi repassado a ninguém menos que Benedito Mutran, que por conta de atos do próprio Estado do Pará, perdeu o mencionado título. Uma das razões, que alega o Estado, é que eles deixaram de explorar castanha, praticaram degradação ambiental (não existe mais floresta alguma na região) e passaram a se servir da agropecuária.
Assim os Mutran buscaram resgatar esse direito (que os juristas chamam de precário). E olha que curioso: conseguiram resgatar o título no apagar das luzes do governo Jatene, no dia 29/12/2006, sem autorização do governador e do congresso nacional, como manda a lei. O ato foi somente do então presidente do ITERPA.
Não menos curioso é que o processo também dá conta de que 6 meses antes de acontecer o resgate do título de aforamento, os Mutran assinaram com a Santa Bárbara Xinguara S/A um contrato de promessa de compra e venda, esperando, acredito, que estaria quase certo o tal resgate junto ao ITERPA, de uma maneira ou de outra.
Diante desses elementos é que o Juiz de Redenção, através de liminar, bloqueou as matriculas do imóvel junto ao cartório de imóveis da comarca da cidade, e espera-se agora que a ação civil publica seja devidamente julgada e ao final sejam estas terras retomadas, em definitivo, pelo Estado do Pará.
É importante salientar, portanto, que a aquisição dessas terras, bem como sua funcionalidade, apresentam elementos suficientes para serem contestados.
Dessa maneira, o foco do confronto, dá lugar ao processo de aquisição de terras no Estado do Pará, responsável, direta e indiretamente, pela concessão e/ou aforamento de 21% dos seus 124,85 milhões de hectares. O restante está sob competência da União, divididas entre as áreas de unidades de conservação (61,7%) e terras indígenas (24,6%).
Assim como aconteceu no caso envolvendo a Vale do Rio Doce, o foco da imprensa se restringe ao “direito de ir e vir” (obstrução da ferrovia que liga Carajás ao Maranhão), o “direito de propriedade” (em relação a qualquer ocupação de terra), e à “desordem” ou “caos social” (em relação a simples presença do MST). A reação do público, pelo menos entre aqueles que assinam comentários em jornais de grande circulação da cidade, demonstram, que pelo menos em parte, a intenção de desmoralização e criminalização do MST tem dado resultados. Frases do tipo “esses bandidos (MST) têm que morrer”, ou “a culpa é da governadora que não reprime esses marginais”, são cotidianamente expostas na grande mídia e nas conversas de botequim.
No entanto, é preciso dar o crédito necessário aos muitos aspectos envolvidos na questão. Confronto, desordem, bagunça e violência são faces distintas e articuladas de uma mesma lógica: o poder do Capital. As terras públicas, usufruídas como bens particulares, são historicamente uma realidade. Aqueles que ousam contrariar velhos interesses, são “jogados aos leões” da imprensa e da impunidade. E quem quiser, que conte outra.
Fábio Pessoa é professor e militante do PT.
Sérgio Martins é advogado, militante dos Direitos Humanos.
http://www.pt.org.br:80/portalpt/index.php?option=com_content&task=view&id=75952&Itemid=201
Leia também:
Pílulas ecológicas. A grilagem e suas relações políticas e criminosas
Leis que beneficiam a grilagem
Desmatamento e grilagem é coisa de gente grande
Ato contra projeto de Serra que legaliza grilagem
Avião de Daniel Dantas transporta repórter da Globo
.
Marcadores:
agricultura,
dantas,
grilagem,
pará
A sede de poder da classe alta (lei de incentivo a cultura)
.
A sonho político dos donos da Globo e da Editora Abril tem o nome de livre manisfestação comercial e a auto-regulação.
O que significa isto: eles decidem, eles fiscalizam e eles punem.
Numa sociedade democrática a auto-regulação é secundária. A sociedade democrática se baseia em leis e normas que devem ser cumpridas por todos.
Imagine você se as normas que regem a qualidade dos pneus de carros fossem de adesão voluntária. Você ficaria tranquilo em colocar um pneu no seu carro?
Auto-regulação é a forma que os mais poderosos possuem para resguadarem para eles próprios o direito de decisão e a CERTEZA DE IMPUNIDADE.
Os conservadores no Brasil sempre tentaram desqualificar (NEGATIVIZAR) a luta que setores da sociedade fazem, por exemplo, contra toda e qualquer propaganda de bebida alcoolica. Outro dia lançaram um manifesto dizendo que a propaganda não faz ninguém tornar alcoolatra.
Qualquer besta sabe que a propaganda busca induzir o consumo de um certo produto e de uma certa marca. Portanto, a propaganda é peça fundamental para se conquistar mercado, inclusive de bebida alcoolica. Ou seja, é incentivo para as pessoas beberem.
Nosso país não precisa deste tipo de incentivo. Algumas empresas precisam deste dinheirão todo. São jornais, revistas, artistas, publicitários, etc.
Ao fazerem a proposta INDECOROSA de auto-regulação eles propõem que eles mesmos decidam o que a sociedade toda deve ver, ouvir, saber, etc. Querem ser uma espécie de reizinhos.
Eles sonham com isto: quem decide somos nós, todos poder está em nós e vocês não podem dar palpite em nada.
Já denunciei várias vezes que os grupos de mídia fizeram uma aliança com outros setores da sociedade, como (por exemplo) os setores mais atrasados do meio rural, para apoio mútuo. Este apoio mútuo se chama a grande aliança conservadora. Ele significa a busca de mais poder, dinheiro e certeza de impunidade.
Mais dinheiro, mais poder e a certeza de impunidade. Uma das frentes desta busca é o uso do dinheiro público para interesses pessoais e das próprias empresas.
A lei de "incentivo" à cultura é um caso destes. Em nome da cultura eles pegam o dinheiro público e o usam em seu próprio interesse.
A forma de apropriação do dinheiro público são várias. Eles são criativos e sempre buscam atingir este fim (ficar com o dinheiro público no próprio bolso).
Gostaria de convida-los a ler dois textos:
Abusos na Lei Rouanet: Armínio Fraga e o anúncio do Bradesco na Globo
Mudança na Lei Rouanet fará um reforma "agrária" no latifúndio da cultura
ATUALIZAÇÃO:
"Mas o Jô Soares disse para suas meninas que o ministro não deveria intervir
naquilo que está dando tão certo ...
Ninguém me contou. Eu vi no Diário Oficial
Um Show da Sandy e Jr. teve aporte de 300.000 da lei Roiuanet.
Não foi um CD não. Foi um show.
O show deve ter sido um sucesso.
Alexandre Porto"
.
A sonho político dos donos da Globo e da Editora Abril tem o nome de livre manisfestação comercial e a auto-regulação.
O que significa isto: eles decidem, eles fiscalizam e eles punem.
Numa sociedade democrática a auto-regulação é secundária. A sociedade democrática se baseia em leis e normas que devem ser cumpridas por todos.
Imagine você se as normas que regem a qualidade dos pneus de carros fossem de adesão voluntária. Você ficaria tranquilo em colocar um pneu no seu carro?
Auto-regulação é a forma que os mais poderosos possuem para resguadarem para eles próprios o direito de decisão e a CERTEZA DE IMPUNIDADE.
Os conservadores no Brasil sempre tentaram desqualificar (NEGATIVIZAR) a luta que setores da sociedade fazem, por exemplo, contra toda e qualquer propaganda de bebida alcoolica. Outro dia lançaram um manifesto dizendo que a propaganda não faz ninguém tornar alcoolatra.
Qualquer besta sabe que a propaganda busca induzir o consumo de um certo produto e de uma certa marca. Portanto, a propaganda é peça fundamental para se conquistar mercado, inclusive de bebida alcoolica. Ou seja, é incentivo para as pessoas beberem.
Nosso país não precisa deste tipo de incentivo. Algumas empresas precisam deste dinheirão todo. São jornais, revistas, artistas, publicitários, etc.
Ao fazerem a proposta INDECOROSA de auto-regulação eles propõem que eles mesmos decidam o que a sociedade toda deve ver, ouvir, saber, etc. Querem ser uma espécie de reizinhos.
Eles sonham com isto: quem decide somos nós, todos poder está em nós e vocês não podem dar palpite em nada.
Já denunciei várias vezes que os grupos de mídia fizeram uma aliança com outros setores da sociedade, como (por exemplo) os setores mais atrasados do meio rural, para apoio mútuo. Este apoio mútuo se chama a grande aliança conservadora. Ele significa a busca de mais poder, dinheiro e certeza de impunidade.
Mais dinheiro, mais poder e a certeza de impunidade. Uma das frentes desta busca é o uso do dinheiro público para interesses pessoais e das próprias empresas.
A lei de "incentivo" à cultura é um caso destes. Em nome da cultura eles pegam o dinheiro público e o usam em seu próprio interesse.
A forma de apropriação do dinheiro público são várias. Eles são criativos e sempre buscam atingir este fim (ficar com o dinheiro público no próprio bolso).
Gostaria de convida-los a ler dois textos:
Abusos na Lei Rouanet: Armínio Fraga e o anúncio do Bradesco na Globo
Mudança na Lei Rouanet fará um reforma "agrária" no latifúndio da cultura
ATUALIZAÇÃO:
"Mas o Jô Soares disse para suas meninas que o ministro não deveria intervir
naquilo que está dando tão certo ...
Ninguém me contou. Eu vi no Diário Oficial
Um Show da Sandy e Jr. teve aporte de 300.000 da lei Roiuanet.
Não foi um CD não. Foi um show.
O show deve ter sido um sucesso.
Alexandre Porto"
.
Marcadores:
aliança conservadora,
cultura,
dinheiro,
dominação
sábado, 25 de abril de 2009
ProUni faz taxa de alunos com emprego subir de 56% para 80%
.
Levantamento com recém-formados, feito a pedido do MEC, indica ainda melhora na renda
Alunos recém-formados por meio do Programa Universidade para Todos (ProUni) estão saindo do ensino superior empregados e dizem que tanto a renda familiar como sua vida melhoraram após iniciar o curso. Essas são conclusões de pesquisa inédita realizada com 1,2 mil recém-formados. Uma das principais bandeiras do governo Lula usadas na campanha da reeleição em 2006, o ProUni começou a formar os primeiros estudantes em janeiro deste ano.
O levantamento, feito por telefone no mês passado pelo Instituto Ibope a pedido do Ministério da Educação, apontou que 80% dos entrevistados disseram estar saindo da universidade com emprego garantido. Esse índice era de 56% antes de os estudantes entrarem no programa. Além disso, 68% afirmaram que a renda familiar aumentou desde a entrada na faculdade, sendo que a maioria, 40%, diz que a melhoria foi pequena. Outros 28% afirmam que sua renda melhorou muito.
Há, no entanto, diferenças significativas entre as regiões pesquisadas. No Norte e Centro-Oeste - onde é registrada a menor oferta de cursos superiores no País - 36% informaram que sua renda aumentou muito. Já no Sul, 69% afirmaram que houve melhoria, mas apenas 23% disseram ter registrado um aumento significativo.
Criado em 2004, o ProUni selecionou sua primeira turma de beneficiados no ano seguinte. Estudantes que cursaram o ensino médio em escola pública e com renda familiar per capita de até 3 salários mínimos podem concorrer a bolsas integrais ou parciais em instituições particulares de ensino superior usando a nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As instituições filantrópicas concedem as bolsas para cumprir a exigência legal, já que elas têm isenção de impostos. As outras instituições particulares têm abatimento de alguns impostos federais em troca das bolsas.
A cada semestre são oferecidas entre 100 mil e 150 mil bolsas integrais e parciais. Atualmente, o programa atende cerca de 450 mil alunos. No início deste ano, cerca de 156 mil jovens formaram o primeiro grupo graduado totalmente dentro do ProUni.
DIFERENÇAS
Nas Regiões Sul e Sudeste, a taxa de empregados depois do ProUni é de 83% e 81%, respectivamente. No Norte e Centro-Oeste, a taxa de emprego subiu 33 pontos porcentuais, alcançando 79% de empregados. Os jovens formados também mostram estar satisfeitos com o fato de terem conseguido entrar em uma faculdade: 68% acreditam que sua vida melhorou muito depois de ter entrado no ensino superior e outros 26%, que melhorou pelo menos um pouco.
O levantamento aponta satisfação dos bolsistas com o programa: 99% dizem que indicariam o ProUni para amigos e familiares. Além disso, 8 em cada 10 afirmam que outras pessoas na família ficaram motivadas a tentar uma vaga no ensino superior depois que o entrevistado teve sucesso.
Fonte: Estado de SP
Leia também:
Vale a pena investir nos brasileiros mais pobres
.
Levantamento com recém-formados, feito a pedido do MEC, indica ainda melhora na renda
Alunos recém-formados por meio do Programa Universidade para Todos (ProUni) estão saindo do ensino superior empregados e dizem que tanto a renda familiar como sua vida melhoraram após iniciar o curso. Essas são conclusões de pesquisa inédita realizada com 1,2 mil recém-formados. Uma das principais bandeiras do governo Lula usadas na campanha da reeleição em 2006, o ProUni começou a formar os primeiros estudantes em janeiro deste ano.
O levantamento, feito por telefone no mês passado pelo Instituto Ibope a pedido do Ministério da Educação, apontou que 80% dos entrevistados disseram estar saindo da universidade com emprego garantido. Esse índice era de 56% antes de os estudantes entrarem no programa. Além disso, 68% afirmaram que a renda familiar aumentou desde a entrada na faculdade, sendo que a maioria, 40%, diz que a melhoria foi pequena. Outros 28% afirmam que sua renda melhorou muito.
Há, no entanto, diferenças significativas entre as regiões pesquisadas. No Norte e Centro-Oeste - onde é registrada a menor oferta de cursos superiores no País - 36% informaram que sua renda aumentou muito. Já no Sul, 69% afirmaram que houve melhoria, mas apenas 23% disseram ter registrado um aumento significativo.
Criado em 2004, o ProUni selecionou sua primeira turma de beneficiados no ano seguinte. Estudantes que cursaram o ensino médio em escola pública e com renda familiar per capita de até 3 salários mínimos podem concorrer a bolsas integrais ou parciais em instituições particulares de ensino superior usando a nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As instituições filantrópicas concedem as bolsas para cumprir a exigência legal, já que elas têm isenção de impostos. As outras instituições particulares têm abatimento de alguns impostos federais em troca das bolsas.
A cada semestre são oferecidas entre 100 mil e 150 mil bolsas integrais e parciais. Atualmente, o programa atende cerca de 450 mil alunos. No início deste ano, cerca de 156 mil jovens formaram o primeiro grupo graduado totalmente dentro do ProUni.
DIFERENÇAS
Nas Regiões Sul e Sudeste, a taxa de empregados depois do ProUni é de 83% e 81%, respectivamente. No Norte e Centro-Oeste, a taxa de emprego subiu 33 pontos porcentuais, alcançando 79% de empregados. Os jovens formados também mostram estar satisfeitos com o fato de terem conseguido entrar em uma faculdade: 68% acreditam que sua vida melhorou muito depois de ter entrado no ensino superior e outros 26%, que melhorou pelo menos um pouco.
O levantamento aponta satisfação dos bolsistas com o programa: 99% dizem que indicariam o ProUni para amigos e familiares. Além disso, 8 em cada 10 afirmam que outras pessoas na família ficaram motivadas a tentar uma vaga no ensino superior depois que o entrevistado teve sucesso.
Fonte: Estado de SP
Leia também:
Vale a pena investir nos brasileiros mais pobres
.
Assinar:
Postagens (Atom)