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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Grande Dilma, venceu a guerra do PREÇO BAIXO na hidrelétrica de Monte Belo

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Veja que notícia interessante do Estado de SP:

"As construtoras Camargo Corrêa e Odebrecht, que desistiram de participar do leilão da Hidrelétrica de Belo Monte, em abril, estão bem próximas de fechar participação no consórcio construtor da usina, a exemplo da Andrade Gutierrez. ...

Camargo e Odebrecht eram os grandes favoritos para levar Belo Monte, já que estudaram durante anos o projeto. Mas, com a revisão dos gastos por parte da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), as duas construtoras desistiram do empreendimento, alegando ser economicamente inviável. Na época, eles calculavam que a obra custaria R$ 30 bilhões, bem acima dos R$ 19 bilhões calculados pela EPE.


Depois do leilão, porém, as duas empresas voltaram a mostrar interesse pela obra, apesar de o vencedor ter oferecido deságio de 6% no leilão".

Em outras palavras: a ministra Dilma peitou as empreiteiras. Elas queriam cobrar CARO pela energia da hidrelétrica de Belo Monte.

Ela não deixou.

As empresas saíram do leilão, dizendo que era inviável contruir ao preço estipulado.

O leilão aconteceu e ainda teve desconto.

Agora as duas empreiteiras lutam para entrar no grupo que vai construir a hidrelétrica.

TODOS OS CONSUMIDORES DO BRASIL AGRADECEM.

ENERGIA MAIS BARATA É BOM PARA TODOS.

Esta é a presidenta que o Brasil precisa. Alguém que peita os poderosos em prol dos NOSSOS BOLSOS.

É por isto que os pedágios da rodovia Fernão Dias (federal) são MUITO mais baratos que os pedágios da Rodovia Anhanguera (estadual).

O preço da rodovia federal é MENOS DA METADE da rodovia estadual.

Bom para o Brasil, bom para nosso bolso.


Parabéns Dilma!

Leia:

Dilma versus José Serra, compare os dois (pedágios)
http://machoverdadeiro.blogspot.com/2010/07/dilma-versus-jose-serra-compare-os-dois.html



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domingo, 4 de julho de 2010

Petróleo, dinheiro, poder e energia renovável

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Quase 90% – exatamente 87% – da energia no mundo vem de fontes não renováveis, apenas 13% vem de fontes renováveis. O mais grave é que, das renováveis, 10% é lenha, queima de madeira. O Brasil tem 47% de renováveis, sendo 15% de hidroeletricidade, e 16% de produtos da cana. Essa matriz brasileira é praticamente única entre os grandes países do mundo. Temos a mais limpa matriz energética do mundo. As projeções para 2030 mostram que o mundo vai baixar de 87% para 86% o porcentual de uso de fontes não renováveis. As renováveis vão sair de 13% para 14%. Praticamente não haverá alterações importantes da matriz energética de hoje para 2030. Essa é a realidade que temos, uma realidade dura, complicada.


Nesse sentido, é fundamental que o uso da energia existente seja mais eficiente. Considerando que a demanda de petróleo se mantém relativamente estável, com crescimento em torno de 1% ao ano, vamos precisar adicionar, até 2030, entre 65 milhões e 78 milhões de barris a mais para atender à demanda. Esse é um desafio enorme. O pré-sal brasileiro é a principal e maior fonte adicional de petróleo conhecida hoje no mundo.

Leia a reportagem completa: http://nogueirajr.blogspot.com/2010/07/dal-marcondes-cartacapital.html
 
 
Nota do Chicão:
 
Ainda usaremos o petróleo por muito tempo.
 
Uma das medidas mais importantes é ter MAIS impostos sobre o mesmo para financiar a pesquisa e desenvolvimento de fontes alternativas de energia.
 
Tornar estas fontes de energia mais eficientes é o fator central.
 
Outro campo de pesquisa que precisa de investimento maciço é o de uso eficiente de energia.
 
Por um lado se penaliza o uso de petróleo, por outro facilita e dá escala ao uso de energia renovável.
 
 
Mais pontes e avenidas, mais congestionamento.



Mais metrô e ciclovias, menos poluição.


 
 
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terça-feira, 22 de junho de 2010

O incentivo aos carros elétricos

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Carro elétrico, no caso híbrido, é menos pior que os tradicionais.

Aproveita melhor a energia gerada.

É uma tendência mundial.

Esta notícia explica bem melhor o que o governo do Brasil planeja para este tema.

Vale a pena ler:

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-incentivo-aos-carros-eletricos-0


PS: este comentário do Blog do luis Nassif é muito bom:

"Ótimo, ótimo. Só falta agora descobrir um jeito de fabricar um automóvel elétrico que prescinda do petróleo. Afinal de contas, o aço chega à fábrica em veículos movidos a petróleo; tintas, pneus, estofamentos, plásticos, mangueiras e toda uma miríade de partes do veículo são produzidos com petróleo. O material com que as baterias são construídas é extraído, produzido, transportado... com petróleo.Os metais empregados nas demais peças dos veículos são extraídos, laminados, usinados etc. etc. em processos dependentes do petróleo e ambientalmente devastadores (e de quantidades boçais de energia, mas nem vou entrar nesse mérito). E por aí vai.


Os olhares demasiadamente benignos para os veículos "verdes" ignoram que a tecnologia para produzi-los é tão poluente e consome no mínimo tanta energia quanto a empregada nos veículos atuais. Tudo isso, para dar uma sobrevida a um produto - e a uma indústria - que vive da obsolescência planejada para realizar seus lucros. No fundo, é disto que se trata a história dos "carros verdes": seu carro a gasolina virou um trambolho caro, poluidor, devorador de energia e ineficiente. Troque-o já por um veículo "verde" ainda mais caro, também poluidor, devorador de energia e igualmente ineficiente. E salve o seu planeta..." L. L.




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Belo Monte, vitória do preço baixo, vitória da Dilma

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Os empresários queriam um leilão com preço da energia em torno de R$150,00/MWh.

A ministra peitou os empresários em nome do consumidor brasileiro.

O preço saiu por R$79,00/MWh.

A turma do PIG, os porcos conservadores, disseram que era inviável, etc, etc.

Chamaram os mesmo comentaristas para falarem mal do governo do PT.

Agora a notícia saiu do noticiário. Sabe porque?

Porque tem DEZENAS DE EMPRESAS QUERENDO ENTRAR NO CONSÓRCIO QUE VAI CONSTRUIR BELO MONTE.

A última delas que tive notícia é a Braskem.

A questão é: se vai contruir Belo Monte, pelo menos que seja para gerar energia mais barata.

Parabéns Ministra Dilma.

É assim que administra um país: com força, coragem e competância.


Leia mais aqui:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-interesse-da-braskem-por-belo-monte#more


PS: quem gosta de pagar caro é que vota no Serra. Pedágios de até 13 reais. Dezenas deles. NA ida e na volta.

MUITO MAIS ABSURDOS QUE ALGUNS IMPOSTOS, SÃO OS PEDÁGIOS DE SÃO PAULO.



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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Chuveiro ‘flex’, solar e elétrico, para 2,6 milhões de casas

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"Uma iniciativa do governo federal de R$ 4,5 bilhões terá forte impacto econômico, energético e ambiental: o programa de incentivo ao sistema do chuveiro híbrido, uma espécie de "flex" que funciona ao mesmo tempo como aquecimento solar e como chuveiro elétrico tradicional.

No total, 2,660 milhões de casas, sobretudo de baixa renda, poderão ter esse sistema a partir do próximo ano até 2014. A economia, caso as metas sejam cumpridas, significaria retirar todo o consumo de Belo Horizonte do sistema elétrico nacional, evitando emissões de gases poluentes em volume equivalente à frota de veículos de Brasília.

No sistema solar tradicional, há um boiler para aquecer a água nos dias sem sol — ou seja, o sistema complementar é o mais caro e mais poluente, muito usado por hotéis e nos EUA, por aquecer grandes quantidades de água em reservatórios. Já o chuveiro híbrido tem uma diferença fundamental: quando não há sol, funciona como chuveiro elétrico — e a água é aquecida em pequenas quantidades, diretamente na hora do uso.

Assim, polui menos e é muito mais econômico, seja na hora de comprar, seja na conta mensal. O uso do sistema "flex" tende a reduzir muito a conta de luz das famílias com impacto maior para os pobres. Para essa população, a conta de luz pesa mais no orçamento — e o chuveiro é, junto com a geladeira, o maior gastador de energia.

A maior frente de ação do governo será em moradias a serem construídas. Os novos dois milhões de casas da segunda fase do programa Minha Casa, Minha Vida terão o sistema, que custará cerca de R$ 1.700 a unidade, incluída no valor a instalação. Só nessa fase serão investidos R$ 3,4 bilhões". O Globo


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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Vazamento de petróleo dá força para a energia limpa






Toda tragédia tem um lado bom.

Nos EUA está acontecendo um grande acidente.

Está vazando petróleo no mar.

Bilhões de dólares de prejuízo para a empresa petrolífera.





Um custo ambiental enorme.

Porém, os investidores estão pouco se lixando para o meio-ambiente.

Se importam com a grana,

com o risco de perder dinheiro.

Aí a ecologia ganha: com medo, há mais oportunidades para as energias limpas.


É assim que funciona.




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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Boa Notícia: leilão terá o equivalente a um ”Belo Monte” em energia renovável

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EPE cadastra 478 empreendimentos com capacidade instalada de 14.529 MW, mais que os 11.233 MW da hidrelétrica que será construída no Xingu

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) cadastrou 478 empreendimentos para o próximo leilão de energia renovável, que será realizado ainda neste primeiro semestre. Ao todo, os projetos têm capacidade instalada de 14.529 megawatts (MW), superior aos 11.233 MW da Usina de Belo Monte. A energia deve ser entregue a partir de 2011.

Participarão do leilão usinas eólicas, a biomassa e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs).

A possibilidade de licitação de energias alternativas é um dos argumentos de ambientalistas contra a construção de Belo Monte. Para o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, porém, as duas fontes terão seu papel no abastecimento de energia. “É importante observar que tanto a fonte eólica quanto a biomassa são complementares à geração hidrelétrica”, disse, em nota oficial.

Em entrevista recente ao Estado, Tolmasquim afirmou que as usinas de biomassa poderiam complementar a geração de Belo Monte, já que a safra de cana-de-açúcar coincide com o período de seca na Região Norte do País, quando a usina estará gerando bem abaixo de sua capacidade instalada. São Paulo terá o maior número de usinas desse tipo. São 32 projetos no Estado, com capacidade de 1.873 MW.

A maior parte do volume cadastrado para o leilão, porém, é de centrais eólicas: 399, com potência de 10.569 MW. Depois, vêm as térmicas a bagaço de cana, com 55 projetos e 3.518 MW. Há ainda propostas de duas usinas abastecidas por resíduos de madeira (57 MW) e quatro (131 MW) por capim-elefante. Dezoito PCHs se cadastraram, com oferta total de 255 MW.

Eólicas e PCHs terão de entregar energia a partir de 2013. Já as usinas a biomassa terão três datas de início de entrega, entre 2011 e 2013". O Estado de S.Paulo


Nota do Chicão:

Faz pouco tempo que o algumas pessoas chamavam de romântica minha defesa da energia eólica.

Diziam que era muito cara.

Eu dizia que o volume de investimento iria iniciar uma corrida tecnológica para gerar energia eólica com competitividade.

O preço está caindo. E vai cair mais ainda.

Leia também:

Boa Notícia: aquecedores solares serão obrigatórios nas casas do "Minha Casa Minha Vida 2"
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2010/04/boa-noticia-aquecedores-solares-serao.html




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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Participação de eólica na matriz energética sobe 400%

Renée Pereira – O Estado SP
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Com 1.º leilão, fatia salta de 0,6% para 3% em 2012

O primeiro leilão de energia eólica do País, realizado segunda-feira, vai ampliar em 400% a participação dessa fonte na matriz energética brasileira. Até 2012, quando entram em operação as 71 usinas que venceram a disputa, a fatia da energia gerada a partir do vento subirá de 0,6% para 3% do sistema nacional. “O resultado do leilão foi maravilhoso para um setor que não existia há dois anos”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (AbeEólica), Lauro Fiuza.

Na avaliação dele, o sucesso obtido só confirma a viabilidade de novos leilões a partir de agora. Projetos não faltam, já que a fase de habilitação contou com 10 mil MW, de 339 empreendimentos diferentes, nas Regiões Sul e Nordeste. Além disso, a questão custo parece estar superada, já que o leilão conseguiu preços entre R$ 131 e R$ 153,05 o MWhora, muito abaixo de tudo que era esperado pelo mercado.

“O que precisamos é saber como será a expansão da energia eólica no Brasil. Isso incentiva a instalação de fábricas de equipamentos e, consequentemente, reduz o preço da energia”, diz Fiuza. A sócia do escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados, Ana Karina Esteves, especialista em energia, vai além. Para ela, o governo precisa criar um programa específico para usinas eólicas, já que essa é uma fonte de energia com tecnologia, custos e operação diferenciados. “Há uma demanda muito reprimida e vários empreendedores interessados em investir, seja de capital nacional ou estrangeiro.”

O apetite é confirmado pela maior vencedora do leilão de segunda-feira: a Renova, que vendeu 270 MW. A capacidade faz parte de um empreendimento muito maior, que beira 1.500 MW e que será explorada conforme a demanda do governo, explica o diretor-presidente da empresa, Vasco Barcellos.

Para ele, o resultado do leilão não foi nenhuma surpresa. “Sabíamos que haveria muito competição”, diz o executivo, destacando que o nível de preço foi adequado e remunera o investimento. Barcellos acredita que para o futuro é possível ter preços ainda mais competitivos, já que o fator escala vai contar bastante. Só para os 270 MW, a Renova terá de comprar 180 aerogeradores. A fornecedora será a GE.

FINANCIAMENTO

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 837,8 milhões para a empresa argentina Impsa construir dez parques eólicos em Santa Catarina, com potência instalada de 222 MW. “A previsão é de entrada em operação até dezembro de 2010″, informou o BNDES. O projeto foi aprovado no Programa de Incentivo às Fontes Alternativas (Proinfa), que tem compra assegurada da Eletrobrás, e faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O investimento total é estimado em R$ 1,2 bilhão. COM REUTERS

domingo, 13 de dezembro de 2009

PT reduz impostos sobre equipamentos para produzir Energia Eólica

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É uma ótima notícia para o Brasil.

Menos impostos sobre a energia eólica torna-a mais competitiva.

O PT, através do ministro Guido Mantega, acabou com o IPI sobre estes equipamentos.

E agora fiquei sabendo que vai ser maior ainda a isenção de impostos:

"O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, lembra ainda que as usinas eólicas serão enquadradas no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reide) e estarão isentas de PIS e Cofins na aquisição de bens e serviços para implementar os projetos". O Estado de São Paulo

Estamos perto do grande leilão para construção de parques de energia eólica, portanto estas diminuições de impostos vem na hora certa.

Isto é bom para o Brasil, para a natureza e para o desenvolvimento.

Sobre o leilão do dia 14/12/09:

"Os 10 mil megawatts (MW) de projetos inscritos para o primeiro leilão de energia eólica do Brasil, marcado para amanhã, despertaram o interesse da indústria mundial de equipamentos elétricos. Empresas como a alemã Siemens, a argentina Impsa e a dinamarquesa Vestas planejam a abertura de fábricas no País para atender à demanda das novas usinas movidas a vento. Os projetos, no entanto, estão associados ao sucesso do leilão.

No total, 339 empreendimentos – com capacidade equivalente a mais de dois terços de Itaipu ou uma vez e meia o complexo hidrelétrico do Rio Madeira – foram habilitados para disputar contratos de fornecimento de energia durante 20 anos com as distribuidoras, a partir de 1º de julho de 2012".



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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Energias renováveis no Brasil, números

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Na postagem anterior comentei um texto da Míriam Leitão cheio de mentiras e enganações. São dados que não condizem com a realidade. estes dados foram prontamente desmentidos pelo presidente da Empresa de Planejamento Energético.

Aqui vai alguns trechos, no início da resposta é reproduzida uma parte do texto da Miriam Leitão. É impressionante (mas não novidade) os erros que ela comete.

1. “No Brasil só se pensa em barragem ou térmica a combustível fóssil. Isso porque o planejamento do setor energético brasileiro envelheceu. Precisamos de um Plano Real na energia (sic)...” (3° parágrafo)

Tal afirmação de forma alguma condiz com o esforço feito nos últimos anos para viabilizar as chamadas fontes alternativas (fundamentalmente energia eólica, pequenas centrais hidrelétricas e térmicas a bagaço de cana-de-açúcar). Foram implementadas nos últimos sete anos as seguintes iniciativas:

• Programa de Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) – 3.154 MW (total previsto para estar em operação em 2010);

• Bioeletricidade contratada nos leilões de energia nova de 2005 a 2008 – 803 MW;

• Leilões específicos para fontes alternativas de 2007 e 2008 – 2.917 MW;

• Leilão de Energia Eólica de 2009 – 10.000 MW habilitados pela EPE para participar do certame que ocorrerá em dezembro deste ano.

Sem contar com o volume relativo ao leilão de energia eólica, que está para se realizar, foram contratados pelas distribuidoras nos leilões realizados pelo MME nos anos recentes 6.874 MW em fontes alternativas, volume que supera a capacidade instalada das usinas hidrelétricas do Rio Madeira (Jirau e Santo Antônio), que juntas somam 6.450MW.

2. “(...) a maior parte da nova capacidade instalada é de origem térmica, na maioria, fóssil.” (4° parágrafo)

Novamente os dados não correspondem à realidade. De acordo com o Balanço Energético Nacional (BEN) 2008 e com dados do Comitê de Monitoramente do Setor Elétrico (CMSE), entre 2003 e 2010 terão sido instalados 34.592 MW de nova capacidade no país. Deste total, cerca de 69% são de fontes renováveis e 31% correspondem a fontes não renováveis (fósseis).

3. “Da energia nova contratada nos leilões de energia do governo Lula, 63% são de termelétricas e 37% de hidrelétricas.” (4° parágrafo)

Segundo informações disponíveis no site da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), nos leilões de contratação de energia elétrica proveniente de novos empreendimentos, que ocorreram entre 2005 e 2008, foram adquiridos 42.010 MW, dos quais parte já entrou em operação e parte estará em funcionamento nos próximos anos. Deste total, 53% são de hidrelétricas, 38% de termelétricas a combustíveis fósseis e 9% de termelétricas à biomassa. Portanto, do montante total
negociado, 62% são de origem renovável e o restante, 38%, de fóssil.


Nota do Chicão:

Concordo que há um esforço grande feito pelo governo do PT para aumentar a geração de energia renovável no Brasil.

Porém, a urgência do problema gera a necessidade de uma ação mais forte.

Todavia, comparar o esforço feito no governo atual com a calamidade do governo passado é indecente.

Qualquer anta sabe que o governo atual fez MUITO MAIS na área de energia.

Sabe também que está deixando muito mais obras em andamento, planejando muito mais hidrelétricas, etc.

Sabe que agora há planejamento sério. Por exemplo: o governo anterior licitou hidrelétricas sem planejamento, sem projetos, sem licenciamentos, etc.

Fez tudo nas coxas e inclusive para empresas sem condições de construí-las.

Hoje, quando há licitação é porque tem projetos, tem licenciamento, tem tudo. Todos ficaram sabendo do leilão de uma hidrelétrica gigante que foi adiado por falta do licenciamento ambiental.

Isto é sinal de competência, sinceridade e organização.

O texto que complementa este é:
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/12/energia-as-mentiras-da-miriam-leitao.html



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Energia: as mentiras da Miriam Leitão

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A tal comentarista Miriam leitão corre para garantir seu emprego nas Organizações Globo. Para tanto ela tem cumprindo seu papel: dizer qualquer coisa para ajudar os bons negócios de seus patrões.

Ela deveria falar a verdade, mas o vício é maior e o interesse no salário e no exibicionismo televisivo a domina.

Ela chega ao absurdo de dizer que o FHC aumentou a capacidade em quase 50%. Será que foi por sito que tivemos um apagão durante meses no governo dele? O Brasil não cresceu, ficou estagnado nos anos FHC. Se tivesse aumentado a capacidade instalada, mesmo com pouca chuva, não teria apagão. É um cálculo elementar.

Abaixo reproduzo trechos da carta do presidente da Empresa de Planejamento Energético, Maurício Tomasquim:

8. “O governo Fernando Henrique (...) aumentou em 48% a capacidade instalada, de 54 mil MW para 80 mil MW. O governo Lula, na hipótese mais otimista, vai aumentar até o fim do mandato 43% da capacidade” (11° parágrafo)[ISTO É O QUE A MIRIAM ESCREVEU]

A verdade dos fatos, baseada nos dados do BEN e do CMSE, é a seguinte: entre 1995 e 2002, o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso elevou em exatos 24.829 MW a capacidade instalada do Brasil. Porém, deve-se excluir 2.005 MW referentes à contratação temporária de térmicas emergenciais, o que reduziria o referido montante de capacidade instalada para 22.824 MW.

Ao longo dos oito anos de mandato, de 2003 a 2010, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá aumentado o parque gerador do Brasil em 34.592 MW – ou seja, 52% a mais que o governo anterior. Aliás, os investimentos no segmento de transmissão são também significativamente maiores no governo Lula em comparação ao anterior. Segundo dados do CMSE, entre 1996 e 2002 foram instalados 11.000 km de linhas, enquanto no período 2003-2010 terão sido instalados 27.000 km – mais do que o dobro. [OBSERVE COMO ELE CITA AS BASES DE DADOS DE ONDE ELE TIRA AS INFORMAÇÕES]

6. “Há 15 anos o Brasil vem errando na área de energia. Investe menos que precisa (...)” (8° parágrafo)

Hoje, com as usinas contratadas, o Brasil possui um excedente de aproximadamente 4.500 MWmédios em 2014. Para se ter uma ideia do que essa quantidade de energia representa, o mercado brasileiro cresce cerca de 3.000 MWmédios por ano.

7. “No Brasil, a maneira como é feito o cálculo dos custos das novas fontes de energia faz com que elas estejam fora do leilão, sejam mais caras do que suas competidoras a combustível fóssil” (9° parágrafo)

Na realidade, o problema não é a maneira como se faz o cálculo do custo das novas fontes no Brasil, mas sim o fato de que, no mundo todo, estas fontes são mais caras. Sabedores disso, alternativamente, organizamos leilões especiais para as chamadas fontes alternativas renováveis, de forma a que elas não tenham que competir com outras de menor custo. Uma espécie de “reserva de mercado”.

4. “Enquanto isso, a China, que tem abundante carvão barato, está procurando outras fontes.” (7° parágrafo)

Não creio que a China sirva de paradigma para o Brasil. Apenas no último ano a que temos registro (2006), foram instalados na China 51.000 MW de termelétricas a carvão, equivalente à metade de toda a capacidade instalada de todas as fontes no Brasil.

Ou seja, a cada ano os chineses colocam em seu território meio Brasil apenas em térmicas movidas a carvão! Segundo dados do Energy Information Administration (EIA), organismo do governo norte-americano, entre 2010 e 2030 a China vai instalar 407.000 MW em usinas a carvão – o número é esse mesmo – e 106.000 MW através de centrais eólicas. Tomando-se como base o tempo médio de atividade produtiva que cada tipo de geração dispõe, pelas suas características naturais, a contribuição das eólicas chinesas em termos de redução de emissões dos gases de efeito estufa é menor do que parece à primeira vista.

Uma usina eólica gera, na média, entre 30% e 35% da sua capacidade instalada. O que significa dizer que uma planta de 100 MW produz por ano algo entre 30 e 35 MWmédios. Já uma usina a carvão gera normalmente algo de 80% a 85% da sua capacidade instalada. Neste caso, uma planta a carvão de 100 MW gera em média, num determinado período de tempo, o equivalente a 80 e 85 MWmédios.

As previsões do EIA são de que a geração eólica na China em 2030 estará perto de 36.000 MWmédios, ao passo que a geração a carvão é estimada, para o mesmo período, em 734.000 MWmédios – vinte vezes (!) mais que a produção de energia eólica. Sem dúvida alguma, a capacidade de geração eólica na China deve ser saudada por todos. Contudo, olhar isoladamente para o seu quadro pode conduzir a um erro de avaliação.

5. “De 2004 a 2008, ela (China) construiu o equivalente a uma Itaipu em energia eólica; 14 mil megawatts” (7° parágrafo)

Apesar de ser um dado relevante, vale observar que esses 14.000 MW de energia eólica correspondem a uma participação de menos de 2% da matriz elétrica chinesa (obs.: não tenho o dado da capacidade total instalada da China em 2008, assim utilizei o estimativa do EIA para 2010 como proxy). O Brasil, por sua vez, deverá ter instalado em centrais eólicas mais de 1.500 MW no ano que vem, o que representará cerca de 1,3% da capacidade instalada total de nosso parque de geração elétrica. Ou seja, independente da precisão dos números, podemos afirmar que a expansão da eólica relativamente ao tamanho de nosso parque não é
tão diferente do caso chinês. Com uma vantagem clara para o Brasil: a maior parte do restante de nossa matriz elétrica decorre de hidrelétricas, enquanto na China são oriundas de termelétricas a carvão.



leia mais aqui:
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/12/energias-renovaveis-no-brasil-numeros.html



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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Uma entrevista técnica e sensata sobre o blecaute de energia

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Esta é a melhor entrevista que li sobre o blecaute de energia, a mais explicativa para quem é leigo:

Energia: Para Mário Veiga, da PSR Consultoria, modelo é eficiente

O apagão que afetou 18 Estados, retirou a maior usina hidrelétrica do país do sistema e deixou São Paulo completamente às escuras foi forte o bastante para que as culpas pudessem ser atribuídas ao governo, no clima pré-eleitoral em que o país já vive. Especialistas independentes negam que o sistema elétrico brasileiro seja frágil. O engenheiro eletricista Mário Veiga é um deles. Ele preside uma das consultorias mais prestigiadas no setor elétrico, a PSR Consultoria.

Com mestrado e doutorado na área de pesquisa operacional, Veiga diz que o Brasil tem um sistema complexo como complexa é qualquer rede elétrica, de qualquer país, e com equipamentos sujeitos a falhas. Ele acredita que apesar da pressão política, a diretoria do Operador Nacional do Sistema (ONS) está blindada e deve divulgar ainda hoje exatamente os fatores do apagão da semana passada. Com isso será possível consertar os erros e seguir em frente na gestão do sistema. E alerta que o discurso de que o que faltou foi investimento esconde um passivo futuro para o consumidor. O Valor chegou ao nome de Veiga após consultar mais de 10 especialistas e executivos do setor pedindo a indicação de um profundo – e isento – conhecedor do sistema elétrico nacional.

Valor: O sistema elétrico no Brasil é frágil?

Mário Veiga: Não, o sistema elétrico brasileiro não é frágil. O que temos que fazer é separar o que é oferta de geração, que está associada ao risco de racionamento de energia, a oferta de transmissão, que é a infraestrutura que transporta essa geração até os centros de consumo, e a infraestrutura de gestão, quer dizer, a operação segundo a segundo nesse sistema. Na parte de geração estamos até com excesso de oferta, o que permite que Brasil absorva com facilidade taxas altas de crescimento do PIB. A parte de transmissão acompanha a parte de geração. Os leilões de construção de linhas são feitos para que as linhas necessárias e reforços estejam prontos quando entrarem novos geradores no sistema. Nos últimos nove anos, foram licitados – e a maior parte construídos -, cerca de 32 mil quilômetros de linha de alta tensão. Comparado ao comprimento total hoje, de 80 mil quilômetros, nota-se que os investimentos foram significativos em transmissão. Então, estamos bem na parte de geração e de infraestrutura de transmissão.

Valor: E na parte de gestão de infraestrutura, que tem recebido tantas críticas?

Veiga: Na parte de gestão, as medidas que foram tomadas quando houve a reforma do setor foram de, primeiramente, centralizar a autoridade da operação no ONS. O ONS tem total autonomia e autoridade para operar o sistema minuto a minuto, da maneira mais eficiente possível. Esse é um desafio para qualquer operador do mundo, porque a cada segundo o total de energia produzida tem que ser exatamente igual ao de energia consumida. Essa operação é feita em três horizontes. Num olhar para os próximos três a cinco anos é que, estrategicamente, se decide como usar os reservatórios do país. Isso é feito por um processo de otimização bastante sofisticado, que leva em consideração literalmente bilhões de combinações de cenários futuros. Depois, essa decisão é detalhada na programação para as próximas 24 horas, em que o ONS, em coordenação com os centros regionais, determina o cronograma de produção de cada usina. Depois vai para o tempo real, em que, de segundo a segundo, a operação do sistema é ajustada para ficar sempre igual à demanda.

Valor: Parece um processo simples…

Veiga: A rede elétrica foi considerada há alguns anos pela academia americana de engenharia como o sistema mais complexo jamais feito pelo ser humano. É a máquina mais complexa já feita. Isso porque existem centenas de milhares de componentes que têm que funcionar, segundo a segundo, como o programado. A vantagem desse sistema é permitir que geração barata chegue à casa dos consumidores. Quando a energia elétrica foi produzida e distribuída em escala comercial pela primeira vez, com a descoberta de Thomas Edison, cada quarteirão tinha seu próprio gerador, porque não havia capacidade de transmitir energia a distancias muito longas. Isso teria a vantagem de nunca haver um blecaute, porque é como se cada quarteirão fosse um sistema isolado. A desvantagem é que esses geradores funcionavam a óleo e eram caríssimos. Quando foi inventado o sistema de corrente alternada, isso permitiu que fossem construídas linhas de transmissão de longas distâncias. Se poderia, assim, construir mais longe um gerador maior e, portanto, mais barato, por causa da economia de escala. Então rapidamente, no mundo inteiro, os sistemas deixaram de ser isolados para se integrarem. Foi um processo que beneficiou os consumidores, porque contribuiu para reduzir o custo de energia.

Valor: Não foi diferente no caso do Brasil, certo?

Veiga: No caso do Brasil, isso era fundamental por causa das usinas hidrelétricas. Se você pega o exemplo do Equador ou Peru, que são países de tamanho menor, um evento meteorológico pode causar uma seca simultânea em todo o país. O Brasil, por ter área muito grande, tem várias regiões climáticas. A vantagem de termos uma rede interligada é que pode funcionar como se fosse um portfólio. Igualzinho quando a pessoa tem varias ações na bolsa de valores para poder diversificar o risco. Quando chove na região Norte, não chove no Nordeste, quando chove no Sudeste, não chove no Sul. Então eu posso aproveitar muito melhor essa diversidade de produção hidrelétrica e ter um sistema com muita participação hidráulica, mas que seja seguro. O que o operador nacional faz permanentemente é, atraves do modelo de otimização, buscar energia de onde está chovendo, onde os reservatórios estão melhores, e transferir para regiões onde está chovendo menos e os reservatórios estão mais vazios. Isso permitiu ao longo do tempo que a produção de energia fosse muito eficiente e transferiu o benefício da energia mais barata possível para o consumidor.

Valor: Mas também traz o risco de apagões maiores?

Veiga: O fato de as hidrelétricas estarem localizadas a milhares de quilômetros dos centros de consumo torna a operação mais complexa do que naturalmente já é. Você tem cada vez mais a possibilidade do sistema entrar no que se chama de oscilação e que pode se traduzir em um apagão.

Valor: Como acontece essa oscilação?

Veiga: A cada segundo você tem fluxo de energia passando em todas as linhas de transmissão do sistema. Evidente que uma linha pode falhar. Pode cair um raio, pode haver uma falha nos componentes. Quando a linha falha é preciso tirá-la de operação e desligá-la. Isso é feito porque, se ela se danificar, vai levar meses para consertá-la e colocá-la de volta no sistema. Se essa linha é desligada, a energia que estava passando por ali, automaticamente, numa fração de segundo, vai por um outro caminho, porque a energia não pode desaparecer. Se der azar de que nesse outro caminho já estava passando quantidade grande de energia, ele vai ficar sobrecarregado. Nesse caso, equipamentos chamados relés identificam que aquele caminho está transferindo mais energia do que aguenta e a segunda linha também é desligada. A energia associada ao primeiro caminho, mais a energia do segundo, vai por um terceiro caminho, que por sua vez pode dar o azar de ser sobrecarregado e assim por diante. Aí se tem o efeito cascata e o apagão.

Valor: O senhor usou muito a expressão “se der o azar”. Então é azar mesmo?

Veiga: É um pouco de azar sim, pelo seguinte: o operador do sistema não tem, em nenhum país, o controle de quanto fluxo está passando em cada linha, porque os fluxos se distribuem de acordo com as chamadas leis de Kirchhoff. Se eu tenho duas linhas em paralelo, eu não posso forçar que em uma linha passe uma quantidade de energia, e em outra linha, outra quantidade. A natureza automaticamente distribui a energia entre as duas linhas em função das características elétricas das linhas.

Valor: Não há tecnologia para se medir esse fluxo?

Veiga: Poderia se fazer por meio de links de corrente contínua. Mas seria caríssimo.

Valor: Então ficamos à mercê das leis de Kirchhoff?

Veiga: Quando se planeja a transmissão, é feita uma série de simulações com milhões de cenários, que permitem que seja possível levar em consideração que os fluxos se distribuem de determinada maneira. É simulada a retirada de cada linha, uma a uma, para verificar por onde passariam os fluxos e garantir que, tirando uma linha, esses fluxos ainda passariam por uma outra linha e não teriam problemas. O sistema é planejado para levar em consideração que os equipamentos falham. Porque eles falham mesmo. Então o sistema é desenhado levando em consideração que linhas podem falhar e é colocado um reforço no sistema, isto é, se criam caminhos alternativos de transporte de energia.

Valor: Aparentemente não havia esse caminho alternativo na semana passada.

Veiga: Existe um problema particular quando se tem uma usina como Itaipu. Ela é muito grande, responde por 20% da geração do país, e está a 900 quilômetros do centro de carga. Então é como se todos os caminhos andassem juntos. Mas o sistema de Itaipu é protegido e não é qualquer raio que o derruba. Se pode perder uma linha, até duas linhas, que não dá problema. Mas ninguém desenhou ou projetou o sistema para a saída de três linhas de operação, como disse o ONS. E não é uma questão de colocar mais reforços, pois custariam centenas de milhões de reais, que onerariam a conta do consumidor.

Valor: Não há margem de manobra, então, quando caem as três linhas que ligam Itaipu ao Sudeste?

Veiga: O que torna a operação ainda mais complicada é que, como estes fenômenos ocorrem em frações de segundos, o ser humano não tem tempo de agir. É por isso que se faz uma pré-programação e o sistema está preparado para, quando determinada linha receber fluxo maior, que ela seja desligada. Mas algumas vezes pode acontecer de o equipamento falhar e não acionar a instrução dada para se desligar a linha. Aí aquilo que devia estar desligado continua ligado e se começa a ter problemas, porque toda a coreografia previamente ensaiada pode começar a falhar.

Valor: O sr. não acha que a explicação da causa do apagão está demorando?

Veiga: Amanhã (hoje) vai sair a análise do ONS do que aconteceu. A demora é justificável, porque o sistema possui registros segundo a segundo do que aconteceu, como se fossem caixas pretas. O que os técnicos estão fazendo é olhando essas caixas pretas e verificando cada relé, cada chave, cada disjuntor para saber o que aconteceu.

Valor: Por essa complexidade, parece que não é fora do normal ter demorado para voltar a luz…

Veiga: Sim e não. Porque você também se prepara para a falha. Imagine que houve um blecaute num país e toda a demanda desapareceu. A linha pode ser religada em frações de segundo, mas isso não é feito, porque quando existe uma falha do país inteiro o operador sabe qual era o consumo um segundo antes de dar o problema, só que quando falta a luz, as pessoas desligam seus equipamentos. O operador tem um problema complicado, porque ele não sabe qual a demanda que vai ter no sistema quando ele religar. Vamos imaginar que o sistema estava consumindo 50 mil MW na hora que caiu a energia, mas pessoas desligaram seus aparelhos e a carga, se fosse religada, seria de 30 mil MW. Mas operador estimou 40 mil MW e se ele religar haverá novo desequilíbrio e o sistema cai de novo. Por isso é feita uma divisão no sistema, já pré-programada, que se chama de ilhamento. Se o ilhamento funcionar você continua tendo o sistema que caiu, mas sabe que ele foi isolado. Agora existem vários megaquarteirões e se começa a recuperar a geração para cada um separadamente. O ideal, que qualquer centro de controle busca, é que as falhas não ocorram, mas se ocorrerem que se consiga fazer o desligamento de maneira organizada. No relatório do ONS, um dos assuntos que vai ser discutido é se esse esquema de desligamento funcionou 100% como esperado ou, se pela magnitude da falha, não teria condições físicas de esse esquema funcionar. O que significa que caiu mais energia do que se esperava. Se pode usar o script mas também é preciso usar a experiência do operador.

Valor: Nunca se cogitou a possibilidade de Itaipu sair do sistema?

Veiga: Não posso falar pelo ONS, mas em nenhum lugar do mundo se planeja o sistema para falharem três linhas de transmissão como aconteceu na semana passada. Certamente foi um evento absolutamente inesperado. O importante é saber se as três linhas falharam por um azar imenso, ou se houve uma causa comum, um megarraio nas três linhas, ou se na verdade quando uma falhou, houve algum problema na proteção que, de alguma maneira – isso certamente o ONS vai esclarecer -, teria levado à falha das outras duas. Então é o seguinte: se deu um azar cósmico e falharam as três ao mesmo tempo por razões independentes, aí realmente é um azar gigantesco e é muito pouco provável mesmo. O que é mais provável é terem falhado uma ou duas das linhas e ter havido mais um incidente que levou à falha da terceira. Em geral, as falhas que causam problemas nunca são espetaculares. São uma combinação inesperada de fatores que, cada um isoladamente, não traria problemas.

Valor: Poderia ter sido evitado este apagão?

Veiga: Prevenir-se do conjunto de pequenas causas é um grande desafio, porque estamos falando de milhares e milhares de componentes, e quando você pensa em todas as combinações de pequenos acidentes que podem no conjunto dar errado, você estaria analisando bilhões ou trilhões de possíveis causas. Tenta-se da melhor maneira possível se prevenir, com reforços, com caminhos duplicados, mas sempre é possível acontecer um problema.

Valor: O fato de Itaipu naquele momento estar gerando a plena capacidade pode ter contribuído?

Veiga: Claro que se tivesse gerando pouco, e as três linhas falhassem, a energia poderia passar pelas outras. Mas se durante seis anos, que foi o tempo entre o último blecaute e agora, se tivesse criado um procedimento para Itaipu nunca gerar a plena capacidade, se estaria deixando de utilizar a energia hidrelétrica barata de Itaipu para utilizar algo mais caro. Quando se faz a conta, se vê que isso possivelmente não era uma solução razoável. O fundamental é que causas sejam explicadas, identificadas e erros corrigidos. Se foi algo imprevisto, paciência, tem que melhorar.

Valor: De certa forma o sistema formou um ilhamento, mas que abrangeu todo o Sudeste..

Veiga: Quando se perde toda a energia de Itaipu, não tem jeito, lembre que a cada segundo o total de geração tem que ser o total de demanda, então se toda a energia de Itaipu sai do ar tenho que cortar essa demanda, e nas áreas que são mais afetadas pela energia que foi embora. Então não tem jeito, que o Sudeste ia ser cortado, ninguém tem dúvidas. A questão que o ONS vai esclarecer é se pelo fato de ter havido falha mais severa é que foi necessário cortar mais demanda do que a oferta de Itaipu.

Valor: Então o Sudeste sempre vai ser afetado pela saída de Itaipu?

Veiga: A gente fica traumatizado, mas é bom lembrar que é a primeira vez na história que houve a saída de Itaipu. Se Tucuruí falhar, vai afetar o Nordeste. Não tem almoço grátis. São os riscos que traz uma energia limpa, barata. Mesmo com todos os esforços para evitar que ocorram acidentes, nunca é impossível de se ter apagão. O importante sempre é que as recomendações e aperfeiçoamentos sejam implementados.

Valor: O sr. acredita que o ONS tem liberdade para divulgar exatamente tudo o que aconteceu, ou vai existir pressão política?

Veiga: Não imagino que haja pressão política e uma das razões é que na lei do modelo do setor elétrico foi dada total blindagem política para a diretoria do ONS. Embora o ONS seja empresa privada, as empresas que contribuem não tem qualquer ingerência no ONS, nem o governo. Essa blindagem existe para dar todas as condições de o operador fazer um trabalho técnico, que sempre tem feito.

Valor: A experiência vivida em outros apagões foi aproveitada?

Veiga: Várias recomendações da análise dos apagões de 1999 e 2003 foram aproveitadas. Não sei se todas, mas várias delas com certeza foram. Mas este é um processo que tem que ser constante. E não se é obrigado a implementar todas as propostas, porque alguma delas têm que comparar custo e benefício para saber se vale à pena. O fato de não ser implementada não significa que houve descuido ou descaso.

do jornal Valor Econômico



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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O apagão de energia do Serra e do Aécio

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Esperei alguns dias para haver mais informações sobre o blecaute (apagão) de energia.

Não julgar rápido é minha regra número um.

Primeiro: este é um ótimo momento para rever toda a segurança do sistema de transmissão de energia. Ele é muito bom, mas pode ficar MELHOR. O ideal são auditorias externas, várias delas. Portanto, as causas ainda estão por serem explicadas convincentemente.

Segundo: nas reportagens dos jornais, rádios e tvs conservadores só apareciam exemplos do RJ e da Sabesp (companhia de águas de SP). Fui investigar e veja estes dados:

"O problema começou às 22h13, ...

Os dados do operador apontam que às 22h29 a carga da região Sul (16 minutos após) já estava restabelecida, da região Centro-Oeste às 22h50 (37 minutos após) e da região Nordeste às 22h55 (42 minutos após o início). Às 23h50 foi restabelecida a carga de Minas Gerais (uma hora e 37 minutos após).

O restabelecimento gradativo de energia em São Paulo começou à 0h04 (uma hora e 51 minutos) e no Rio de Janeiro e Espírito Santo à 0h40 (2 horas e 27 minutos). À 1h44 foi restabelecido o SIN. Mas o problema todo foi sanado às 3h15 de quarta-feira (11)". http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u652896.shtml

O tempo para voltar a energia variou de 16 minutos à 2 horas e 27 minutos.

terceiro: Porque São Paulo ficou dias COM FALTA DE ÁGUA?

São Paulo ficou uma hora e 51 minutos "sem energia". Na realidade, aqui na região de Campinas a luz voltou em aproximadamente meia hora.

A Sabesp ganhou fama nacional por causa da propaganda maciça FORA do estado de S Paulo. O José Serra aumentou os gastos de propaganda do seu governo em 700%. Um absurdo.

Toda diretoria da Sabesp está empenhada em POLÍTICA. A empresa está perdendo qualidade. Os problemas da empresa estão aumentando à medida que o gerenciamento é substituído por propaganda e política. Todos os integrantes da diretoria estão lá indicados por INTERESSES POLÍTICOS.

A falta de água que aconteceu em são Paulo é somente uma pequena amostra da falta de planejamento, manutenção e preparo da Sabesp.

Como o Serra é amiguinho dos donos de jornais ele se torna vítima.

Quarto: Quem manda na Light, a empresa distribuidora de energia do RJ, é uma empresa chamada Rio Minas Energia Participações S.A. (RME). Quem controla de fato a empresa: Cemig - do governo de Minas Gerais. A Cemig quer mandar mais ainda comprando partes de outros sócios http://www.energiahoje.com/online/eletrica/transmissao/2009/10/22/396530/cemig-maior-na-light.html

A energia no RJ foi normalizada em 2 horas e 27 minutos (as 00h40).

Porque a Lúcia Hippólito disse no rádio que a energia da casa dela só voltou as 4 horas da manhã?

A comentarista é mentirosa, mas não teria porque mentir em algo tão banal.

A transmissão de energia voltou, a DISTIBUIÇÃO NÃO.

Porque a Lúcia não perguntou para o Aécio o que aconteceu?

Ela é safadinha, não?

Quem faz a distribuição no RJ é a Light. Ela NÃO conseguiu distribuir. OU FEZ CORPO MOLE para tirar proveito político do blecaute.

Quinto: de resto é o mesmo jogo político de sempre. O melhor para nós é:

a) o estudo sério e racional para melhorar o sistema de distribuição de energia. Mesmo que tenha sido os raios que causaram o blecaute é necessário rever todo o sistema. Ele é bom, é considerado um dos melhores do mundo. E PODE MELHORAR.

b) devemos saber o que aconteceu com a Sabesp. O que pode melhorar e quais as ineficiências dela. Devemos colocar pressão para ter menos propaganda e menos política na empresa.

c) a Light tem que fazer um estudo sério sobre o porque demorou tanto para voltar a distribuir energia. Rapidez de reação é uma das maiores virtudes de áreas estratégicas.

Isto é mais importante: estudar, aprender e melhorar sempre.




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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Apagão: o Lula e a Dilma vão dar conta...

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Teve um pequeno apagão. Pouca gente notou, mas os jornais e tvs conservadores estão tendo o xilique tradicional.

Na minha residência a energia ficou em meia fase por cerca de meia hora. Na residência de um amigo que mora no sul do Brasil ficou 10 minutos sem energia. No triângulo mineiro e no sul de minas amigos meus nem sequer notaram o tal apagão (na realidade blecaute). Mas... a imprensa dá seu xilique tradicional e os "especialistas" abundam com todo tipo de opinião.

Os conservadores aproveitam para atacar a Dilma.

Quem é a Dilma?

É o braço direito do Lula.

Portanto, o Lula e a Dilma vão dar conta deste problema.

Este foi mais ou menos o diálogo que escutei hoje.

Acho que o tiro dos conservadores vai sair pela culatra.

Vamos esperar para ver.

PS: espero que haja uma discussão técnica que permita identificar erros e tornar o sistema elétrico mais seguro e eficiente.

É isto o que interessa.

PS2: tem um tal Adriano Pires, especialista em tudo, que é sempre entrevistado para colaborar com o xilique geral dos conservadores. Ele sempre aparece nestas horas. É um cara pouco escrupuloso.
Leia este texto sobre ele: Mentiras contra a Petrobras
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2008/11/mentiras-contra-petrobrs.html

Este é o nível dos entrevistados pelos jornais e tvs conservadores.

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Obama e a lei de energia limpa

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Por Paulo Cezar
Nassif,

Aproveitando esta afirmação :
“Conceição vê Barack Obama de mãos amarradas, cercado de lobistas que o impedem de fazer reformas essenciais e pressionado para que interrompa os gastos fiscais antes da hora adequada ”

Gostaria de trazer a tona uma discussão a respeito de uma lei que esta em tramitação no senado americano. Lei essa importantíssima para o meio ambiente , e que trará impactos gigantescos na onipotente indústria do petróleo americana.

Trata-se da seguinte lei: “The American Clean Energy and Security Act of 2009, (H.R. 2454)”. Ela já foi aprovada no congresso ( por estreitíssima margem – “219 a 212, com 44 Democratas votando contra” ) e atualmente esta em análise no senado americano.

Em suma, esta lei aplica limites de emissões para determinados setores industriais, limites estes que , uma vez ultrapassados, obrigariam as empresas a comprarem créditos de carbono no mercado. Uma das indústrias mais afetadas é a de Refino , que apesar de emitir pouco quando comparada as emissões veiculares, esta pagando o pato dos veículos, pois sua permissão de emissão seria 20 vezes menos do que é emitido atualmente ( Na verdade o refino emite muito menos, porém as emissões veiculares inflaram a conta de emissões atuais ).

Isso ainda pode mudar com a divisão destes 43 % também para a indústria automobilística. Porém com a crise nessa indústria, a tendência é penalizar o refino, pois o dos EUA é o mais avançado e competitivo do mundo. Outro setor importante, o de siderurgia esta sendo beneficiado pela lei, ineficiente e sem competitividade, é outra maneira de subsidiar esta indústria. Para a siderurgia será permitido emitir “o dobro” do que emitem atualmente, possibilitando a venda de créditos de carbono.

Enfim, a penalização do refino trás consigo uma conseqüência inevitável, o aumento dos preços dos combustíveis fosseis. Que irá , e essa é a intenção de Obama, auxiliar na substituição desses combustíveis por fontes alternativas, como a energia elétrica , ou mesmo os biocombustíveis e fazendo isso diminuirá a dependência americana por petróleo ( pelo menos para combustíveis ).

Links para mais informações a respeito :

http://energycommerce.house.gov/index.php?option=com_content&task=view&id=1560

http://www.nytimes.com/2009/06/27/us/politics/27climate.html

do Blog do Luis Nassif



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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Energia e ecologia, a boa atitude do governo do Brasil

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"A manutenção da redução do IPI era esperada, mas o governo nos surpreendeu com o atrelamento ao consumo de energia e com a extensão do prazo até 31 de janeiro", afirma Lourival Kiçula, presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros)". DCI

Foi uma boa idéia esta forma de redução dos impostos pensada pelo ministro Guido Mantega.

Quem faz produtos que gastam MENOS energia tem uma alíquota MENOR de impostos.

A idéia ecológica tem que permear a cabeça de TODOS os membros dos governos.

Só assim chegaremos a ter um desenvolvimento sustentável.

Outra boa consequência é a POPULARIZAÇÃO do selo de consumo de energia.

Com as pessoas acostumando a olhar e VALORIZÁ-LO, este selo será parte essencial do marketing das empresas.

Bom para o Brasil.

Bom para o planeta.



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domingo, 10 de maio de 2009

Dica de leitura: Em busca da nova energia

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Recebi de um leitor do Blog uma boa dica de reportagem.

Chama-se: Em busca da nova energia

É da revista Época, mas você pode ler de graça no link abaixo:

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI69912-16270-1,00-EM+BUSCA+DA+NOVA+ENERGIA.html

Vale a pena ler.

Abaixo segue alguns trechos:

"Poucas vezes a nomeação de um secretário representou uma mudança tão grande. Steven Chu, o novo secretário de Energia dos Estados Unidos, é quase o oposto de Samuel Bodman, seu antecessor. Bodman era um engenheiro químico que entendia pouco de questões energéticas quando foi nomeado pelo então presidente, George W. Bush, em 2004. Ele fez carreira na Cabot Corporation, uma indústria química que, sob sua direção, foi apontada como uma das maiores poluidoras do país, com 60.000 toneladas de emissões tóxicas por ano em suas refinarias. E dava pouca atenção ao aquecimento global. Chu é um físico americano descendente de chineses e foi um dos três ganhadores do Prêmio Nobel de Física, em 1997, por seus estudos sobre átomos. Era professor da Universidade Berkeley, na Califórnia. Costumava ir ao trabalho de bicicleta. Defensor de fontes alternativas de energia..."

"Trata-se de uma corrida para preservar o planeta. Mas há outro motivo para tanto investimento em infraestrutura ambientalmente limpa. Os governos pressentem que vivemos um momento de ruptura tecnológica. E, historicamente, os países que largam na frente no desenvolvimento de tecnologias de base têm mais chance de se tornar as novas potências econômicas. Essa percepção transforma os gastos com pesquisas e mudanças em suas matrizes energéticas em investimentos estratégicos.

É por isso que, mesmo numa época de crise financeira, os investimentos de capital de risco em tecnologias limpas nos Estados Unidos atingiram no ano passado o recorde histórico de US$ 8,4 bilhões. É um número oito vezes maior que o de 2002. Cerca de 68% disso foi para empresas americanas. “Pode ser efeito do pacote de estímulo oficial ou do retorno dos bancos, mas há evidências de apetite crescente por projetos de pequena a média escala”, diz Tuck Twitmyer, da empresa de investimentos EnerTech Capital".


"Mas os carros são apenas um pedaço do desafio. A outra parte é gerar a eletricidade necessária para as cidades e indústrias. A maior aposta mundial tem sido o vento. A capacidade instalada dos cata-ventos triplicou entre 2005 e 2008. Os geradores eólicos produzem 1,5% da eletricidade do mundo. Essa fatia vai crescer. Na quarta-feira, o presidente Obama prometeu que até 2030 os Estados Unidos vão gerar 20% de sua eletricidade com os cata-ventos. Só no ano passado, o país investiu US$ 17 bilhões na energia eólica. As usinas inauguradas em 2008 geram energia suficiente para abastecer 2 milhões de casas. Com isso, os Estados Unidos superaram a Alemanha, que sempre foi líder nesse tipo de geração. A China também tem investido maciçamente na energia dos ventos: até 2020, deve expandir a geração de energia eólica para 100.000 megawatts, o equivalente a toda a geração elétrica do Brasil".

"Uma vantagem colateral da luta contra as mudanças climáticas são as oportunidades de negócios e os novos postos de trabalho. O setor de energia eólica nos Estados Unidos já emprega 85 mil pessoas. A economia limpa está transformando empresas como a General Electric. Desde 2005, o presidente da empresa, Jeffrey Immelt, investiu no programa Ecomagination (contração das palavras imaginação ecológica) para desenvolver energias renováveis. Hoje, a divisão GE Energy é a líder global em tecnologias limpas, inclusive na produção de turbinas eólicas. O programa lucrou US$ 17 bilhões em 2008 e já representa 10% das vendas globais da GE. O novo plano da GE é produzir aviões que não emitam poluentes. Em parceria com a Virgin, de Richard Branson, a GE fez o primeiro voo de um avião de passageiros movido a biocombustíveis, no início de 2008, entre Londres e Amsterdã, na Holanda".




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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Idéia interessante: Leilão pode provocar corrida por eficiência energética

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Leilões podem alavancar projetos de eficiência
Gazeta Mercantil - 16/12/2008


Novo modelo de venda de eletricidade a partir de projetos de economia de energia pode sair do papel e aliviar o quadro de escassez de oferta do insumo. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Associação dos Consumidores de Energia (Anace) propõem ao governo federal a adoção de “leilões de eficiência energética”, modelo que já é sucesso nos Estados Unidos. “Queremos estabelecer regras no setor energético para que ocorram leilões ofertando a energia que o consumidor conseguiu economizar por meio de projetos de eficiência”, diz Paulo Mayon, presidente da Anace.

Segundo Eduardo Moreno, diretor de infra-estrutura da Fiesp, “o projeto de eficiência se paga com a economia da energia” e, ao vender no leilão a eletricidade economizada, “o investidor terá geração de receita adicional”, diz, para acrescentar: “O conceito é benéfico para todos os setores da sociedade”. Segundo Moreno, o governo reduzirá os investimentos em geração.

Pelos cálculos da Anace, com o leilão, a economia da energia poderá alcançar até 2 mil MW médios por ano.


Leilões podem alavancar projetos de eficiência

- O Brasil pode, já em 2009, colocar em prática projetos de eficiência energética com resultados satisfatórios para alcançar o desenvolvimento econômico sustentável. "Queremos estabelecer regras no setor energético para que ocorram leilões ofertando a energia que o consumidor conseguiu economizar por meio de projetos de eficiência energética", afirma Paulo Mayon, presidente da Associação Nacional dos Consumidores de Energia (Anace).

Segundo os cálculos do executivo, a economia de energia gerada por estes projetos poderá chegar a 2.000 megawatts-médios (MWm) por ano, equivalente ao consumo de quase 200 mil residências brasileiras. O volume é bem superior ao planejado pelo governo federal, que estima reduzir, com projetos de eficiência energética, o consumo em 190 MWmédios anuais.


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sábado, 29 de novembro de 2008

Porque tanto ódio da Petobras?

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A gritaria contra a Petrobrás não é só porque no governo Lula ela investe MUITO e no governo FHC ela investia POUCO.

Não é só porque hoje ela descobre poço de petróleo praticamente todo mês.

Não é só porque suas encomendas são a base da reconstrução da indústria naval brasileira.

É porque as classes mais altas possuem mente colonizada e possuem um enorme prazer em desmerecer o nosso país.

É um problema histórico.


Porque "todo dia" tem descoberta de petróleo pela Petrobrás?


Como fazer uma reportagem e esconder a principal

Neste texto você vai encontrar um gráfico que mostra o valor dos investimentos das estatais no Brasil de 1994 a 2008. É muito interessante.

O que é uma empresa estratégica?

Petrobrás, impressionante!



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quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Microgeração de energia

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O mundo está numa corrida tecnológica para dominar a microgeração de energia.

A cada dia aparece uma idéia "maluca", muitos dão risada. Como na foto acima onde um aparelho acoplado ao joelho da pessoa gera energia com o movimento.

São idéias "estranhas" baseadas em conceitos muito importantes: aproveitar o máximo possível todos os recursos gerados. Reaproveitar, reciclar, até a energia que produzimos e dispersamos em nosso corpo.

Daqui a vários anos teremos a dimensão exata da importância do esforço que está sendo feito na área da microgeração de energia.

Enquanto isto: que tal instalar aquecedor solar em sua casa? Que tal tirar o piso cerâmico do quintal e colocar de volta a vegetação? Que tal instalar coletores de água da chuva?



Leia aqui no Blog do Chicão: Invenção "tabajara" ou futurista?




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