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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Poucos funcionários na segurança, receita do conservadorismo, atitude do governo de São Paulo

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Todos os dias os comentaristas dos jornais e tvs conservadores acusam o Lula de ter "inchado" a máquina pública.

Exemplo positivo para eles é o governo de São Paulo. SP não "incha" a máquina pública.

A fórmula? Não prestar serviços minimamente decentes.

Todos os dias milhões de alunos das escolas estaduais ficam sem aulas por FALTA DE PROFESSORES.

Desde que não contrate professores, inchando amáquina pública, não há problemas.

E na segurança pública?

Nos últimos anos praticamente todas as prefeituras de São Paulo criaram guardas municipais.

Os movimentos socias criaram projetos sociais.

O governo Federal criou programas como o Pró-jovem, e muitos outros. O desemprego caiu.

A segurança melhorou em São Paulo. Não por causa do governo do estado.

Melhorou por causa da dedicação das prefeituras, dos prefeitos, dos cidadãos e dos funcionários públicos policiais.

O que aconteceu na crise de 2008, quando o desemprego aumentou : a criminalidade explodiu.

Digo tudo isto porque causa deste anúncio:



Desde 1995 a quantidade de policiais civis em SP ficou o mesmo.

Não contrataram mais policiais, menos crimes foram resolvidos - é a impunidade incentivando a violência.

Pessoas morreram, famílias foram destruídas, NÓS FICAMOS COM MEDO.

O PCC dominou as prisões, o crime organizado ficou FORTE.

Mas...

nas estastísticas conservadoras SP ficou muito bem.

Afinal, os conservadores milionários possuem seus próprios seguranças.

Menos funcionários públicos, significa menos prestação de serviços.

O governo do PT, por exemplo, aumentou o número de policiais federais, melhorou o salário deles, investiu em equipamentos, etc.

Isto é ruim, segundo estes conservadores.

Agora, eles, os conservadores, correm o risco de ir para a cadeia.

Aqui em São Paulo, com a polícia desestruturada estes milionários sabem que é garantia de IMPUNIDADE.

Entendeu porque eles detestam funcionários públicos?

Leia também:

Mais mil fiscais para proteger a natureza. Mais mil novos funcionários públicos

http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/05/mais-mil-fiscais-para-proteger-natureza.html

São Paulo: Carta de um filho desesperado com a humilhação da mãe

http://machoverdadeiro.blogspot.com/2010/05/sao-paulo-carta-de-um-filho-desesperado.html

Saiba porque os corruptos odeiam funcionários públicos concursados

http://chicaodoispassos.blogspot.com/2010/05/saiba-porque-os-corruptos-odeiam.html

A educação na época do ex-ministro Paulo Renato

http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/04/educacao-na-epoca-do-ex-ministro-paulo.html




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segunda-feira, 21 de junho de 2010

Serviço público precisa de organização: as carreiras do funcionalismo

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A mania de falar mal de servidores públicos é tão grande que as vezes ficamos completamente irracionais.

"De 2002 para cá, saltou de 31 para 108 o número de carreiras civis listadas na Tabela de Remuneração dos Servidores Federais, publicada periodicamente pelo Ministério do Planejamento".  Folha de S. Paulo

Isto é bom ou é ruim?

Nenhum dos dois, é racional.

É organizar o serviço público para que ele preste melhores serviços.

Vejamos: o governo FHC fez uma reformulação do IBAMA e "esqueceram" de criar o cargo de fiscal.

Incrível!

Esta situação foi resolvida com guerra judicial, etc.

Demorou anos para ser melhorada ( não está plenamente resolvida).

Portanto, a descrição correta de cargos e salários facilita o funcionamento das empresas e dos governos.

Foi isto que foi feito.

Algo básico, simples.

Neste link você pode ler:
http://www.servidor.gov.br/publicacao/tabela_remuneracao/tab_remuneracao/tab_rem_10/tab_53_2010.pdf

Não existe nada demais.

É só organização.

E organização é a base de tudo.

Só acha ruim quem quer destruir o serviço público para DEPOIS dizer que ele não funciona.



E VIVA A TRANSPARÊNCIA PÚBLICA.


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terça-feira, 8 de junho de 2010

Brasil, planejamento e funcionários públicos

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O governo FHC/Serra deixou o Brasil parado. Sem dinheiro e sem estrutura gerencial.

Nas estatísticas o FHC/Serra diminuíram o número de funcionários públicos.

Na realidade eles destruíram a capacidade do governo federal de planejar e realizar.

“Encontrei no Ministério das Minas e Energia um engenheiro para 20 motoristas.”

Esta palavra da Dilma Roussef diz tudo.

Uma catástrofe!

Quando o governo Lula contratou milhares de engenheiros, professores, cientístas, policiais, pessoal para o INSS e outros o Brasil começou a andar.

Ruim para a estatística dos conservadores.

Bom para todos os brasileiros.



Leia também:

Tucanos mentem para fazerem campanha contra o funcionarismo público
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2010/02/tucanos-mentem-para-fazerem-campanha.html

São Paulo: Carta de um filho desesperado com a humilhação da mãe
http://machoverdadeiro.blogspot.com/2010/05/sao-paulo-carta-de-um-filho-desesperado.html



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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Saiba porque os corruptos odeiam funcionários públicos concursados

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Funcionário público concursado não dá dinheiro para político.

Funcionário público concursado não paga propina para obter contratos públicos.

Funcionário público concursado não paga anúncio em jornal, rádio ou tv.

Leia abaixo:

PARA AUDITORES, RORIZ DEU INÍCIO À FARRA DE CONTRATOS


As 48 auditorias elaboradas pelo Tribunal de Contas do DF comprovam que o esquema de corrupção no governo Arruda, detonado pela Operação Caixa de Pandora, começou nas gestões de Joaquim Roriz. A fraude tem origem nos contratos sem licitação entre o GDF e empresas de informática. Os técnicos do tribunal relatam desvios a partir de 1999 no Instituto Candango de Solidariedade (ICS), que chegou a receber R$ 600 milhões de recursos públicos para o pagamento de prestadoras de serviço escolhidas sem licitação. A mesma atribuição cabia à Codeplan, presidida por Durval Barbosa na administração Roriz. Em apenas um caso, o TCDF detectou um prejuízo de R$ 24 milhões. Segundo a análise do tribunal, o modelo de Arruda suprimiu o ICS do esquema de irregularidades, mas seguiu o padrão: gastos volumosos por meio de contratos firmados ao arrepio da lei. A prática passou a ser mantida pelas secretarias do GDF.

http://blogdofavre.ig.com.br/2010/05/para-auditores-roriz-deu-inicio-a-farra-de-contratos/
 


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sábado, 20 de março de 2010

MEC: Em 8 anos governo Lula triplica orçamento da Educação

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Segundo dados divulgados pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, o governo federal triplicou o orçamento destinado à educação que saltou de 17,4 bilhões em 2003 para R$ 51 bilhões em 2010.


Isso foi possível porque o aumento de 0,8% do PIB (Produto Interno Bruto) foi todo destinado à educação básica.

Outro dado importante extraído dos novos números fornecidos pelo governo: a diferença entre investimento para os ciclos básico e ensino superior diminuiu de 11 vezes em 2000 para 5,6 vezes em 2008, o que é muito próximo do patamar da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne os países ricos.

Tais dados a meu ver nos oferece elementos para questionar alguns argumentos falaciosos de conservadores na grande mídia que vivem afirmando que ações afirmativas não faz sentido, porque primeiro é preciso investir em educação básica. Ora de posse desses dados é possível perceber que o governo federal está investindo em todos os níveis de educação e resolvendo distorções.

Em termos de percentual de investimento por aluno cuja média é 25% (em relação ao PIB), o Brasil ainda não alcançou a meta estabelecida pela OCDE. Mesmo assim, houve crescimento de 4,5%: em 2002 o percentual era de 14,5% e ,, em 2008, subiu para 19%.

Para ver outros dados comparativos acesse o doc em http://mariafro.com.br/wordpress/?p=1989.

Fonte dos dados: MEC


PS. No portal do MEC os leitores encontrarão também o anúncio do Ministério do Planejamento que autorizou a abertura de concursos públicos para quase 22 mil vagas para professores e técnicos em instituições federais (universidades federais e institutos federais de educação, ciência e tecnologia). Confira aqui

Retirado do Blog Maria Frô
http://mariafro.com.br/wordpress/?p=1989

Nota do Chicão:

É muito legal que o governo do PT tenha TRIPLICADO o orçamento da educação. É bom para o Brasil, é bom para nosso progresso.

Todavia, segundo os conservadores isto NÃO É INVESTIMENTO. Para ser considerado investimento tem que ter "concreto e asfalto".

Pior do que isto, quando se contrata professores e pessoal técnico para as escolas através de concurso público as estatísticas do número de funcionários públicos "pioram". Outro dia mesmo saiu nos jornais uma crítica do fato do governo Lula ter contratado mais de 100 mil funcionários públicos por concurso.

Estes conservadores INVERTEM os valores.

Lembre-se: quando você ler ou escutar os conservadores falando dos investimentos do governo federal, eles NÃO irão considerar que o orçamento TRIPLICADO da educação seja investimento.

Para saber mais:

Uma boa "Farra dos Gastos" com funcionários públicos
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/12/uma-boa-farra-dos-gastos-com.html


Boa Notícia: Lula anula enxugamento de servidores públicos após o Plano Real
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/05/boa-noticia-lula-anula-enxugamento-de.html


Aumento de gastos com o funcionalismo em SP, MG e no Brasil
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/04/aumento-de-gastos-com-o-funcionalismo.html


A educação na época do ex-ministro Paulo Renato
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/04/educacao-na-epoca-do-ex-ministro-paulo.html



Tucanos mentem para fazerem campanha contra o funcionarismo público
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2010/02/tucanos-mentem-para-fazerem-campanha.html


Assistência técnica rural é investimento sério e prioritário
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2010/01/assistencia-tecnica-rural-e.html

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

"Inchaço" público em São Paulo e no Brasil: confira a diferença (2)

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Matéria enviesada do jornal O Globo procura sustentar inverdades demo-tucanas



Em várias notas abordei aqui a questão dos cargos de confiança e o assunto recentemente voltou à pauta no jornal O Estado SP. (veja o link das notas no texto original: http://blogdofavre.ig.com.br/2010/02/materia-enviesada-do-jornal-o-globo-procura-sustentar-inverdades-demo-tucanas/)

Imprudentemente escrevi “Uma coisa é certa, após quase 8 anos afirmando inverdades sobre o aparelhamento petista, agora começam a aparecer os números. Será que será lançada uma campanha contra o aparelhamento tucano? Não, agora o assunto ira para o esquecimento nos jornais, pois no imaginário de alguns o assunto já fez o efeito esperado. “

Ledo engano. Não só o assunto não foi para “o esquecimento nos jornais”, mas O Globo voltou à carga em matéria de capa e contra o PT.

Vamos lembrar que, segundo o Estadão, “Entre os cargos comissionados citados por Lula há funcionários de carreira, que prestaram concurso público, que estão em cargos de comissão. Há também aqueles que entraram na administração por indicação para uma função de confiança (não concursados).” Estes últimos seriam, segundo o mesmo jornal “3.236″.

Já O Globo avança outra cifra, provavelmente misturando todos os cargos comissionados: “o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também inflou o número de cargos de confiança e está gastando mais com essas nomeações sem concurso — grande parte fruto de indicações políticas. Dados recentes do Ministério do Planejamento apontam que, entre 2002 e 2009, o número de cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS) aumentou 24,6%, passando de 18.374 para 22.897. (O Globo pág. 3 22/2/2010).

O Globo mistura, para melhor confundir e vender a idéia propalada pelos tucanos que o PT aparelhou o Estado.

Acontece que a própria matéria do O Globo desmente sua afirmação inicial, pois constata: “É com esses cargos DAS que o governo federal pode contratar técnicos qualificados de fora do serviço público e apadrinhados políticos, sem concurso. No período de sete anos, esse tipo de indicação teve um crescimento de 35%, passando de 4.189 em 2002 para 5.678 em novembro passado.”

O Estadão disse que esses cargos são “3.236″, já O Globo avança “5.678″, após ter dito que eram mais de 22 mil.

A própria matéria do O Globo se encarrega de desmontar sua afirmação inicial, reconhecendo também que desse cargos de confiança e sem concurso, de fora do serviço público -segundo O Globo- quase 75% não é filiado a nenhum partido político (ou seja mais o menos 4.258 pelos números do Globo) e do 25,9% (mais ou menos os 1.420 restantes) que são filiados, só 80% (+ ou – 1.100) são filiados ao PT; O partido do Presidente da República.

Como reconhece O Globo: “Baseado em uma amostra dos ocupantes de DAS 5 e 6 e de cargos de Natureza Especial (NE), o estudo mostra que, no atual governo, 25,9% desses profissionais são filiados a partidos políticos, sendo que 80% deles declararam ser do PT.” (O Globo pág. 3 22/2/2010).

A matéria, -volto a insistir de capa- do jornal O Globo conclui dando a palavra -pasmem- ao DEM:

“Para o líder do DEM na Câmara, deputado Paulo Bornhausen (SC), o governo do PT faz um reaparelhamento político e mostra irresponsabilidade fiscal, ao criar despesas crescentes com os gastos com pessoal, que não podem ser revertidos.

— É uma característica dos governos do PT: vão inchando a máquina e criando despesas que são permanentes. Eles não têm preocupação com o inchaço da máquina e sim com o reaparelhamento, é um projeto de poder de cunho político, para controlar a máquina de dentro.”

O objetivo do O Globo é sustentar essa tese do DEM, por isso a confusão exposta no artigo e a ausência de qualquer referência aos Estados ou grandes municípios controlados pela oposição.

Por exemplo, no governo DEM-PSDB-PPS do DF, aquele de Arruda e Paulo Octávio, os cargos comissionados atingem o fabuloso número de 18.368 cargos; quase equivalente a todos os cargos semelhantes do governo federal em todo o país.

No governo do Estado de São Paulo, segundo nota oficial, os cargos de confiança seriam 5.678 (ante os 3.236 do governo federal). Já os cargos comissionados são quase o dobro do governo federal, mas nenhum jornal quer aparentemente publicar os dados.

Estes são alguns dos dados e contra eles, são a propaganda partidária enviesada à pretender o contrário.

Luis Favre


Leia também:
"Inchaço" público em São Paulo e no Brasil: confira a diferença
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2010/02/inchaco-publico-em-sao-paulo-e-no.html

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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Tucanos mentem para fazerem campanha contra o funcionarismo público

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O setor público no Brasil poderia ser melhor, poderia ter mais produtividade.

Poderíamos viver melhor se os serviços públicos funcionassem melhor.

Isto é verdade! Como é verdade que poderíamos viver melhor se os serviços PRIVADOS funcionassem melhor.

Isto mesmo!

Temos que cobrar tudo e todos. Todos nós devemos ser melhores.

Este esforço não prescindem de um detalhe: como poderíamos acabar com as filas do INSS se não havia funcionários suficientes?

É fácil destruir um serviço e depois colocar a culpa nos funcionários restantes.

Foi o que aconteceu no governo do PSDB com quase tudo.

Ao mesmo tempo que sucateavam os serviços, eles acusavam os funcionários de terem baixa produtividade.

O PSDB optou por ter péssimos serviços públicos e ficar bem nas estatísticas neo-conservadoras.

As filas do INSS acabaram. Graças a reorganização dos serviços, racionalização e à CONTRATAÇÃO DE NOVOS SERVIDORES POR CONCURSO PÚBLICO.

As filas do INSS acabaram. Aquela coisa horrorosa que fazia as pessoas irem para a fila as 2 da manhã,s ems aber se seriam atendidas no outro dia.

E as escolas técnicas? Ficaram 8 anos SEM concurso público para novos funcionários. O ensino foi para a lama, mas as estatísticas de funcionários contabilizaram milhares de professores a menos. Isto é ser eficiente segundo estes conservadores.

Algo completamente IRRACIONAL.

O governo Lula inaugurou em um único dia 78 escolas técnicas federais. Será que elas deveriam ficar sem professores? Ou é melhor contratar sem concurso algum filho de cabo eleitoral (como era na época em que o Paulo Renato de Souza era ministro da educação)?

Veja esta notícia: 8.900 novas vagas para professores e técnicos administrativos para trabalhar nos Institutos Técnicos Federais http://osamigosdapresidentedilma.blogspot.com/2010/02/8900-novas-vagas-para-professores-e.html

Será que nós devemos deixar as reservas ecológicas sem vigia e sem pesquisa da vida selvagem?
Veja esta notícia: Mais mil fiscais para proteger a natureza. Mais mil novos funcionários públicos.
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/05/mais-mil-fiscais-para-proteger-natureza.html

O mais incrível é que: São Paulo: o número de funcionários públicos AUMENTA MAIS do que no governo federal
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/sao-paulo-o-numero-de-funcionarios.html

Tenho certeza, por haver analisado os números que a imensa maioria dos novos cargos criados pelo governo federal é para a prestação de serviços para a população.

Veja agora o delírio da turma do PSDB (eles fazem questão de esconderem seus passados)

O professor Yoshiaki Nakano, da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP),(EX-SECRETÁRIO DE ESTADO DE SÃO PAULO E RESPONSÁVEL PELA MAIOR DESTRUIÇÃO DO PODER DE COMPRA DO SALÁRIO DOS PROFESSORES ESTADUAIS - ESTE É SEU GRANDE FEITO. O CARA ODEIA PROFESSOR). observou que a folha de salários do governo federal cresce algo como R$ 20 bilhões a cada ano. .... Para ele, esse dinheiro deveria ser destinado a investimento para saneamento, para controlar problemas de enchentes ou para melhorar o transporte público, entre outros. (PORQUE ELE NÃO FEZ ISTO ENQUANTO ESTAVA NO GOVERNO?)

"A escolha que está sendo feito pelo governo é entre pagar funcionários que ficam sentadinhos em suas escrivaninhas em Brasília, ..., ou investir R$ 20 bilhões por ano e resolver os problemas básicos que a população enfrenta atualmente", afirmou Nakano. MENTIRA! ELE QUER É QUE A POLÍCIA FEDERAL VOLTE A SER O QUE ERA NO GOVERNO DO SEU PARTIDO - SEM POLICIAL, SEM DELEGADO, SEM RECURSOS DE INVESTIGAÇÃO, SEM AUTONOMIA, SEM INCOMODAR OS CORRUPTOS. FORAM CONTRATADOS MILHARES PARA A PF E PARA AS PENITENCIÁRIAS DE SEGURANÇA MÁXIMA.

O economista comentou que a máquina pública já é absurdamente inchada. PORQUE ELE NÃO MOSTRA, COM NÚMEROS, OS SETORES INCHADOS? SIMPLESMENTE POR ELA NÃO É ABSURDAMENTE INCHADA. "Mais do que isso, eu tenho absoluta certeza e aposto que quase todos esses novos funcionários estão indo para a retaguarda, e não para o trabalho efetivo de fiscalização que é necessário", disse Nakano. MENTIRA! A IMENSA MAIORIA DOS NOVOS CARGOS SÃO DE PROFESSORES E TÉCNICOS PARA AS NOVAS UNIVERSIDADES E PARA AS NOVAS ESCOLAS TÉCNICAS - ALÉM DE PREENCHIMENTO DE VAGAS QUE ERAM PREENCHIDAS POR CABOS ELEITORAIS DO PSDB/DEM.

A política de contratações do governo Lula, que deve aumentar em mais de 100 mil os postos na administração direta até o fim do ano, foi criticada ontem por economistas e políticos ...na(Fecomércio-SP). "O nome desse fenômeno é desperdício", afirmou o economista Paulo Rabello de Castro, presidente da RC Consultores ... OUTRO TUCANO QUE SEMPRE APLAUDIU CADA VEZ QUE O GVOERNO DE SÃO PAULO DEIXAVA ESCOLAS DE SEM MILHARES DE PROFESSORES PARA APRESENTAR ESTATÍSTICAS "LINDAS" DE NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS.

Texto do jornal O Estado de SP

Leia também:

Uma boa "Farra dos Gastos" com funcionários públicos
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/12/uma-boa-farra-dos-gastos-com.html


Boa Notícia: Lula anula enxugamento de servidores públicos após o Plano Real
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/05/boa-noticia-lula-anula-enxugamento-de.html

Aumento de gastos com o funcionalismo em SP, MG e no Brasil
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/04/aumento-de-gastos-com-o-funcionalismo.html

A educação na época do ex-ministro Paulo Renato
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/04/educacao-na-epoca-do-ex-ministro-paulo.html



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domingo, 27 de dezembro de 2009

Uma boa "Farra dos Gastos" com funcionários públicos

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O jornal O Globo escreveu e algumas pessoas de mente domesticadas divulgaram na internet: "Farra dos Gastos"

Farra dos gastos é o título da matéria, realçando um suposto negativo.

"Presidente Lula sanciona leis que criam cargos e funções comissionadas com impacto de R$ 8,4 bilhões nas contas públicas".

"Em 2009, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou pelo menos 35 leis que aumentam despesas com criação de cargos efetivos (concursados) e funções comissionadas (gratificações), com um impacto de R$ 8,4 bilhões, envolvendo 31,4 mil vagas, sendo 18,5 mil no Executivo. Grande parte das novas vagas no Executivo é para a estrutura de universidades e escolas técnicas que estão sendo criadas".

É só para estes conservadores que criar vagas para a EDUCAÇÃO é uma "farra".

Nós pagamos impostos para isto.

Estas novas escolas técnicas e universidades precisam de um corpo dirigente. Daí as funções comissionadas.

Outra batelada de cargos foi para o judiciário federal, que está ampliando seus tribunais.

Para que nós pagamos impostos?

Para dar isenção para grande empresas?

Para conceder gratuitamente as concessões das rádios e tvs e depois para fazer campanha de vacinação ou campanha educativa ter que COMPRAR espaço publicitário naquilo que o governo DEU DE GRAÇA?

Quanto mais escolas melhor.

Talvez, nas estatísticas doentias dos conservadores fique pior, por ter contratado milhares de professores e técnicos.

Não se esqueça: estas estatíticas são coisa de mente doentia, que raciocina segundo seus próprios interesses financeiros e de poder.

Um bom exemplo é comparar com São Paulo, onde nas escolas estaduais faltam milhares de professores.

Os alunos ficam sem aula, o ensino fica pobre, mas as estatísticas de funcionários públicos... esta fica uma beleza.

Qual o país que você quer?




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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O número de funcionários públicos do governo federal aumentou em 57 mil

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Alguns pensam que funcionário público é um desperdício.

Eu digo: depende da função desempenhada.

Contratar um professor é um ótimo investimento.

29 mil das 57,1 mil novas vagas de funcionários públicos foram destinadas à Educação.

Outras 7,6 mil foram destinadas ao ministério da justiça. Praticamente todas para polícia federal, polícia rodoviária, para os novos presídeos de segurança máxima, e alguns outros órgãos técnicos.

Para defender o povo brasileiro das centenas de milhares de processos judiciais que causam uma PERDA BILIONÁRIA de dinheiro todos os anos, foi reforçado os quadros da Advocacia Geral da União.

Aumentou-se o número de técnicos para a realização de licenciamento ambiental. O número de licenças foi multiplicado e elas foram agilizadas.

E por aí vai.

Os novos cargos foram concentrados em áreas ÚTEIS E NECESSÁRIAS.

Algumas pessoas falam do governo remanejar pessoal de áreas onde há em excesso para áreas onde falta. Isto é possível quando falamos de funções burocrática básicas. Mas não é possível para áreas técnicas. Ou seja, não dá para colocar um auxiliar administrativo para fazer o trabalho de um engenheiro.

O investimento em funcionários públicos em áreas que REALMENTE são importantes é fundamental para o progresso do Brasil.

O que não pode acontecer é o que acontece em São Paulo. Há a necessidade de contratar aproximandamente 100 mil professores. O governo estadual já prometou contratar 80 mil professores.

Prometeu e não cumpriu. Está economizando ao não contratá-los. Está dizimando o futuro de milhões de crianças e adolescentes.

É assim que o governador Serra fica bem na estatística neoliberal, que preconiza menos funcionários públicos.

Quem sabe alguns meses antes de sair do governo o governador resolva fazer concurso?


Leia aqui o estudo do ministério do planejamento sobre funcionários públicos:

http://www.planejamento.gov.br/secretarias/upload/Arquivos/seges/noticias/090827_comunicado_seges_01.pdf


PS: a contratação de funcionários foi bem maior do que os 57 mil. É que uma parte considerável dos novos funcionários foram para vagas que já exitiam. Ou seja, eles subtituíram servidores que morreram, aposentaram ou pediram demissão.


São Paulo: o número de funcionários públicos AUMENTA MAIS do que no governo federal
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/sao-paulo-o-numero-de-funcionarios.html


O golpe da contratação dos professores na São Paulo do José Serra
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/07/o-golpe-da-contratacao-dos-professores.html


Mais mil fiscais para proteger a natureza. Mais mil novos funcionários públicos.
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/05/mais-mil-fiscais-para-proteger-natureza.html





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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

São Paulo: o número de funcionários públicos AUMENTA MAIS do que no governo federal

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O mito do inchaço do Executivo

Por Herberth Xavier

Nassif, não sei se conhece (e seus leitores), mas há um trabalho sobre contratação de pessoal pelo setor público que é bastante interessante. Pra mim, é útil por mostrar como o debate no Brasil se tornou fulanizado, partidarizado e sobretudo ideologizado.

Ele se chama “O Mito do Inchaço da Força de Trabalho do Executivo Federal” e foi elaborado por Marcelo Viana de Moraes, Tiago Falcão Silva e Patrícia Vieira da Costa.

Os três trabalham na Secretaria de Gestão do Ministério do Planejamento – o que, na minha opinião, não invalida o material, já que trabalha unicamente com fontes oficiais.

Mas o que traz o levantamento?

1) O governo brasileiro tem MENOS servidores que o governo paulista (em ambos os casos, buscou-se a quantidade de servidores civis do poder executivo): 538,8 mil e 765,8 mil, respectivamente.

2) Mais importante:, a quantidade de servidores civis do poder executivo CRESCEU MAIS no governo paulista do que no governo federal. Entre 2003 e 2008, aumentou 10,9% no executivo federal, ante 12,85% no executivo estadual paulista – em 2007, por exemplo, aumentou 14,42% em São Paulo (!).

O estudo traz outros dados interessantes, como aquele já conhecido levantado pelo Ipea mostrando que a relação servidor público/população é muito menor no Brasil que na maioria dos países.

...

Mas por que é tão comum essa acusação (de inchaço e crescimento absurdo de gastos com pessoal) ao governo federal? Os números não mostram, em absoluto, esse quadro supostamente negativo.

Ou, pra ser mais exato, se refletem, eles também mostram o mesmo, e até em intensidade MAIOR, no governo paulista. Ou será que o “medidor de inchaço da máquina pública” é rigoroso para o governo federal e flexível em São Paulo?

Do Blog do Luis Nassif
http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/11/o-mito-do-inchaco-do-executivo/#more-33003


Nota do Chicão:

A situação é pior ainda para nós, moradores do estado de São Paulo.

Já fazem 3 anos e meio que o José Serra aplica o golpe da não contratação de professores que estão faltando na rede estadual de ensino. O golpe da contratação dos professores na São Paulo do José Serra ( http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/07/o-golpe-da-contratacao-dos-professores.html )

Ele economiza detonando o futuro das crianças e adolescentes.

Ele prometeu contratar 80 mil professores por concurso público. Como eu previ eles vão demorar o máximo possível. Afinal, cada mês que passa eles economizam o salário de 80 mil professores. É uma grana enorme.

No caso do governo federal, o ministro do PT Fernando Haddad já contratou por concurso dezenas de milhares de professores e técnicos para a educação.

Isto significa que o José Serra inchou a máquina de burocratas.

O governo federal contratou principalmente professores, policiais, peritos, pessoal para as novas escolas técnicas e universidades, pessoal para os presídios de segurança máxima, para a área de meio ambiente, etc.

É uma diferença muito grande de competência.

O José Serra economiza NÃO contratando professores. E gasta comprando revistas da editora Abril. Educação em SP: amigos merecem milhões ( http://namarianews.blogspot.com/2009/08/educacao-em-sp-amigos-merecem-milhoes.html )

Quem você acha que vai ser muito elogiado pela revista Veja?

Leia também no Blog do Chicão:

Boa Notícia: Lula anula enxugamento de servidores públicos após o Plano Real
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/05/boa-noticia-lula-anula-enxugamento-de.html


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terça-feira, 19 de maio de 2009

Mais mil fiscais para proteger a natureza. Mais mil novos funcionários públicos.

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Minc não consegue todo o efetivo de proteção à Amazônia

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, perdeu duas brigas dentro do governo para aumentar o efetivo de combatentes aos desmatamentos na Amazônia. Dos 3 mil novos funcionários que pretendia contratar para cuidar das reservas florestais amazônicas, ele conseguiu arrancar da equipe econômica apenas 1 mil. E sua intenção de criar a Guarda Florestal Nacional ficou só na intenção. Não poderá criá-la.

Desse modo, com um terço da força que pretendia, Minc terá, neste ano, 550 novos fiscais para o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e 450 para o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade. A Guarda Florestal não prosperou porque, para criá-la, seria necessário mudar a Constituição. E o governo não quis arrumar briga com a oposição e com partidos aliados em votação tão difícil, que exige o voto favorável de 308 dos 513 deputados e de 49 dos 81 senadores.

Afinal, adversários dos que vigiam o meio ambiente existem em todos os partidos e, no momento, há uma forte movimentação entre parlamentares de oposição e da base do governo para mudar o Código Florestal. Até estudos de cientistas da Empresa Brasileira de Pecuária e Agricultura (Embrapa), que afirmam ser o Código uma ameaça ao plantio de grãos e à criação de gado estão sendo usados pelos ruralistas. Eles querem ainda flexibilizar o Código, deixando para os Estados a decisão quanto ao tamanho da reserva legal dos vários biomas, além das áreas de preservação permanente.

Santa Catarina, cujo governador é o aliado Luiz Henrique (PMDB), já fez um código ambiental para o Estado que confronta o federal. Exige, por exemplo, conservação de cinco metros de mata ciliar nas propriedades abaixo de 50 hectares, enquanto o florestal federal determina 30 metros. A aprovação do código de Santa Catarina criou uma crise entre Luiz Henrique e Carlos Minc. Os dois até se ameaçaram publicamente.

"Fui muito pressionado pelo ministro Carlos Minc, mas não deu para ceder mais do que 1 mil vagas para o ministério", disse o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

O Ministério do Meio Ambiente engoliu a derrota, por enquanto, mas promete lutar. De acordo com a assessoria do ministro Minc, as 1 mil vagas serão abertas neste ano e servirão para um reforço substancial às reservas florestais, na Amazônia Legal. Nos anos seguintes, o ministério continuará a correr atrás de autorização para contratar novos agentes. Quanto à criação da Guarda Florestal, nessa ideia houve um refluxo. Minc, que via na sua criação a salvação do meio ambiente, convenceu-se de que não dá para mudar a Constituição. (Fonte: João Domingos/ Estadão Online)


Nota do Chicão:

Meu texto Boa Notícia: Lula anula enxugamento de servidores públicos após o Plano Real causou indignação em alguns incautos. Recebi um email em que o sujeito dizia que haviam sido contratados apenas sindicalistas do PT. Recebi um monte de bobagem de pessoas que não refletem e nem avaliam a realidade.

O texto acima chegou em boa hora. Faltam fiscais para o IBAMA e para o instituto Chico Mendes (que cuida das reservas florestais).

Contratar mil fiscais para estes órgãos é MUITO BOM.

É ruim para quem defende a impunidade.

É ruim para quem vai atrás de estatísticas de jornais conservadores.

Eu digo: o importante é saber quais funções estas pessoas vão cumprir. Neste caso é uma função MUITO IMPORTANTE.

Observe bem a loucura: o FHC deixou o IBAMA completamente desaparelhado, desarticulado, desorganizado e sem pessoal (funcionários). O elemento FHC ficou numa boa quando o assunto é estatística. A manchete dos jornais conservadores realçam sua "capacidade" administrativa, pois ele diminuiu a quantidade de funcionários públicos (Às custas da destruição da prestação de serviços do IBAMA, das universidades, do inss, ...).

O FHC também é felicitado pelos grileiros, desmatadores, traficantes e outros bandidos em geral.

Quando o Lula entrou e fez uma pequena recomposição do quadro de funcionários do IBAMA a coisa inverteu. Afinal, colocar fiscal para fiscalizar desmatamento gera custo (o tal custeio), aumenta os gastos com viagens (afinal, ninguém fiscaliza de dentro do escritório), hospedagens e outros atributos que são próprios da FUNÇÃO de fiscalização e proteção ao meio-ambiente.

Com estas novas contratações o governo do PT vai ficar pior ainda nas estatísticas dos jornais conservadores.

Eu fico feliz que o dinheiro do meu imposto esteja sendo gasto assim. Acho que é um bom uso.

Gostaria que tivessem autorizado a contratação de mais fiscais. Sou daqueles que querem atormentar a vida de quem quer destruir a natureza. E para isto é necessário a fiscalização.

Para fiscalizar é necessário contratar pessoal e aumentar o gasto de custeio.

Pois só na cabeça de quem é dominado pela mídia é que gasto de custeio é algo horrível.

Afinal manter hospitais, escolas, e outros, é gasto de custeio. Pagar os medicamentos de uma UTI é gasto de custeio. Pagar as operações da PF é gasto de custeio.

O que importa não é a quantidade de funcionários e sim a função que desempenham.

Não deixe sua mente ser dominada.





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domingo, 17 de maio de 2009

Boa Notícia: Lula anula enxugamento de servidores públicos após o Plano Real

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Hoje saiu uma daquelas notícias malucas onde o que é bom vira ruim.

A questão é: para que existe governo? Para prestar serviços à população, penso eu.

O jornal diz [o Blog do Chicão comenta entre colchetes]:

"Funcionalismo federal foi reduzido a 599 mil pessoas no fim do governo FHC, mas voltou à marca de 671 mil em 2008. [Isto não é ruim e nem bom. Depende das FUNÇÕES de quem foi admitido como funcionário.]

"Principal motor da expansão, Poder Executivo responde hoje por 85% do quadro, mas Legislativo e Judiciário também ampliaram vagas". [Se falta juiz para julgar é justo que se faça CONCURSO para contratar mais. Só quem busca a impunidade acha ruim este tipo de concurso. O bom é que na era FHC NÃO havia dinheiro para atingir tal objetivo e AGORA TEM.]


"Com um novo salto do número de servidores no ano passado, o quadro de pessoal da União reverteu todo o processo de enxugamento sofrido a partir do Plano Real.[Enxugamento? A questão é: funcionário público não paga propina. Empresa de terceirização de mão de obra paga. O deputado (ex-DEM) do castelo fez fortuna com estas terceirizações. Outro dado deste mentiroso enxugamento é a não reposição de funcionários públicos essenciais, como professores e outros. Este texto explica como isto funcionava: A educação na época do ex-ministro Paulo Renato ]

"Graças, sobretudo, ao impulso da política de contratações do governo Lula, o funcionalismo federal superou pela primeira vez as dimensões contabilizadas em 1995, ponto de partida das estatísticas disponíveis para os três Poderes.[Qual o problema com o número de funcionários? Se o cara é admitido para carimbar papéis é ruim. Outras contratações são boas. Veja bem: o governo federal criou algumas penitenciárias de segurança máxima. Isto é bom. As penitenciárias precisam de muitos funcionários para funcionar. Me parece tão óbvio... Não é número que importa, mas as funções desempenhadas.]

"Os dados pesquisados pela Folha mostram um caso raro, talvez único, em que as políticas das administrações tucana e petista seguiram caminhos diametralmente opostos". [São opostas, sim. Na era FHC chegaram a fazer leis dificultando a expansão das escolas técnicas federais. NÃO FOI FEITO NENHUM CONCURSO para contratação de professores e técnicos para estas escolas. O PT repôs os professores que faltavam e está batendo récordes de criação de escolas técnicas federais. Quem vai contratar mais? Quem está ajudando verdadeiramente este país?]

"Ao longo dos oito anos de FHC (1995-2002), a quantidade de servidores civis na ativa caiu de 661,1 mil para 598,5 mil". [Caiu? Ou não admitiram por concurso (contrataram apadrinhados políticos sem concurso)? Ou deixaram sem prestação de serviços? Veja o caso dos médicos do INSS. Não fizeram concurso. Terceirizaram o serviço de alguns médicos (indicados por quem?) e explodiram as fraudes; além do mau atendimento que demorava meses e as pessoas ficavam sem receber, passando fome. No atual governo foi feito concurso para médicos do INSS. Hoje os doentes marcam por telefone e as perícias acontecem no prazo. Isto é prestar serviço para a população. Hoje mais de 90% das aposentadorias saem em até dois meses. O governo do PT investiu no INSS, inclusive contratando funcionários. Isto é ruim? Ou é isto que nós queremos? Porque NÃO HAVIA dinheiro para estas contratações no governo FHC e agora existe? Porque antes ia muito mais dinheiro pagamento de juros e agora uma parte volta em benefícios da sociedade - gerando empregos e melhorando o atendimento. Numa situação o dinheiro ia para o bolso dos MUITO RICOS. Agora ele vira benefício para a população.]

"Sob Lula, o número iniciou uma trajetória de alta que parecia haver se estabilizado desde o final do primeiro mandato, mas chegou a 670,8 mil no ano passado com o acréscimo de quase 11 mil contratados na administração direta, nas autarquias e nas fundações". [faça as contas: 670,8 mil menos 598,5 mil é igual a 72,3 mil - este foi o aumento. O próprio jornal diz que foram contratados 33,5 mil professores e técnicos para as UNIVERSIDADES. Ou seja, quase a metade é de profissional para as universidades. Isto é bom. Faltou o jornal colocar os muitos milhares de professores e técnicos que foram e estão sendo admitidos por concurso para as escolas técnicas. Além de policiais, etc.]

"Trata-se de um contingente equivalente a toda a população de Santo André (SP), ou mais de seis vezes o corpo de funcionários do Itaú-Unibanco, candidato à condição de maior empregador privado do país". [E daí? Comparação boba! O que importa é a FUNÇÃO. Em outra reportagem o jornal fala que o número de auxiliares ficou praticamente igual. Função auxiliar é aquela típica de "carimbador", que cuida da burocracia. Diz o jornal que "os servidores de nível auxiliar passaram de 24,6 mil, em 2002, para 25,3 mil no ano passado". Aumentou 700 pessoas. Levando em consideração a criação de universidades, escolas técnicas, presídios, entre outros, é um número muito bom. Estes são serviços que demandam burocracia (nota de aluno, requerimento, etc). O número baixo demonstra que foram realocados funcionários de onde havia excedente para onde faltava.]

"Legislativo e Judiciário -além do Ministério Público, que tem autonomia orçamentária- expandiram quadros até 2006". [Legislativo dá nojo. O judiciário federal expandiu bastante, não tanto quanto eu gostaria. Isto significa a realização de concursos públicos para realizar este AUMENTO de serviços prestados. O dinheiro que sumia na mão da turma do PSDB, hoje é investido no lugar certo. Uma boa notícia para o Brasil. Espero que continue assim.]

"Tanto reduzir como elevar a quantidade de servidores são estratégias de longo prazo, que demandam uma ação deliberada do governo. No primeiro caso, como é quase impossível impor demissões ao funcionalismo, resta fazer contratações em número inferior ao das aposentadorias; no segundo, acelerar os concursos públicos". [Foi o que o FHC fez. Eles não se importavam em construir hidrelétricas, então para que ter pessoal qualificado para prover o país de licença ambiental? Hoje, com o Brasil querendo construir muitas usinas é necessário contratar pessoal par esta área. O BNDES emprestava MUITO MENOS que empresta hoje. No governo do PT ele empresta muito mais que 4 vezes. É natural que o BNDES tenha UM POUCO MAIS de funcionários. A pergunta é: porque no governo do PSDB nunca tinha dinheiro para nada? Não tinha dinheiro nem para funcionários essenciais, como polícia federal, juízes, procuradores, professores, etc. O dinheiro SUMIA e ainda tem pessoas de mente boba que elogiam esta situação horrível do PSDB - dinheiro some, funcionários públicos essenciais raleiam e os MUITO ricos ficam com a grana.]

[É importante lembrar que o melhor investimento que o Brasil faz não é em pontes. É em educação, em justiça e em saúde. TODAS SÃO ÁREAS QUE DEMANDAM MUITOS FUNCIONÁRIOS. Existe muito à fazer para melhorar a produtividade dos funcionários públicos brasileiros. O que não podemos é acreditar no discurso dos conservadores que querem organizar o Brasil para o dinheiro público sempre ir para o bolso deles. Leiam este texto: A sede de poder da classe alta (lei de incentivo a cultura) ]


Leiam os textos:

Aumento de gastos com o funcionalismo em SP, MG e no Brasil


Mentiras do José Serra, enganação da mídia conservadora



Comentário do Alexandre Porto:

É a demonização do custeio; o custeio que em geral beneficia justamente
os mais pobres,
os que mais precisam do estado.

Repare nesses números:

Licenças ambientais Ibama;

FHC II - 154 licenças/ano (99/02)
Lula I - 220 licenças/ano (03/06)
Lula II - 417 licenças/ano (07/08)

Isso custeio; e precisa de gente qualificada, inclusive para fiscalizar o
andamento dos termos de ajustamento de conduta.


Foi autorizada abertura de 1.000 vagas para IBAMA e ICMBIO (Instituto Chico Mendes, que cuida das reservas ecológicas) em 2009; O
ministério pediu 3.000. Para a Amazônia aquela regi€ ¦ão que todo mundo adora
dizer que quer preservar, mas .... desde que n€ ¦ão aumente os "gastos" do
governo.

E quando se fala em terceirização, que tal lembrar de uma plataforma que
hoje descansa em berço esplêndido no fundo do mar?

Alexandre Porto



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domingo, 10 de maio de 2009

Conservadores brasileiros detestam diálogo e não entendem o que é democracia

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[o que está entre colchete é comentário do Blog do Chicão]

Caro Rodrigo Vianna, encaminho email que estou repassando para os blogs independentes e para os portais que discutem comunicação:

Como fiquei rouco de tanto gritar, tentando um direito de resposta no Estadão, que obviamente o jornal negou, encaminho meu protesto aos blogs, na esperança de que pelo menos seus leitores possam ter acesso à informação completa.

Na segunda-feira 13 de abril, o Estadão publicou o editorial "A Politização do Ipea", acusando estudos recentes do Ipea de não serem técnicos, mas políticos. Não é o primeiro desde que a nova diretoria assumiu [negativizar quem não pensa igual. Esta é a meta dos conservadores.].

Tentei por todos os caminhos o espaço de um artigo na página 2 para esclarecer o assunto, já que num período de dez dias, houve um colunista do jornal desqualificando os estudos em sua coluna, uma nota no mesmo tom na coluna da Sonia Racy e o editorial. O jornal negou o espaço. [Os colunistas perdem espaço no jornal se escreverem algo diferente da linha do jornal. Por isto é importante que mesmo as pessoas mais conservadoras leiam blogs como este, para ter acesso a mais informações e decidirem por si mesmos].

Depois de muita insistência, consegui apenas a publicação de uma carta da assessoria na seção de cartas dos leitores no dia 18 de abril, um sábado, emenda do feriado de Tiradentes.

Um dos autores do estudo se sentiu pessoalmente atingido pelo editorial que desqualificava seu trabalho, solicitou também o espaço de uma carta para poder dar seus argumentos, já que em momento algum, apesar das críticas, os jornal procurou ouvir os autores dos estudos. Regrinha básica do jornalismo: ouvir o outro lado [o outro lado para eles é o que aparece no espelho. Este pessoal do Estadão vai falir, mas vai falir arrotando peru.].

Dia 27 de abril, encaminhei pedido por email ao jornal, que o ignorou, sequer me mandou resposta. Insisti nos pedidos, pois o jornal vem desqualificando a atuação do Ipea sistematicamente, em colunas, reportagens, artigos e três editoriais. Negou ao Ipea um direito de resposta decente, o espaço de artigo na página 2, mais nobre e mais longo para se defender democraticamente. Publicou apenas aquela carta minha na seção dos leitores, nada mais justo, portanto, publicar também uma carta de um autores criticados. Apenas ontem, dia 6 de maio, recebi um email lacônico negando espaço ao autor. [se publicarem desmoralizam o colunista e o jornal. O artigo criticado é elenco de dados técnicos. Não vi ninguém questionar a qualidade dos dados. Sobra, portanto, a baixaria].

Diante da negativa, encaminho aos blogs a carta do pesquisador Eneuton Dornellas Pessoa de Carvalho.

Encareço a você, caro jornalista, que publique esta história e a carta em seu blog.

Muito grato.

Estanislau Maria.
Assessor-chefe de imprensa do Ipea.

Eis a carta que o Estadão se negou a publicar...

O MITO DO ESTADO INCHADO

Desde que foi publicado o Comunicado “Emprego Público no Brasil: Comparação Internacional e Evolução”, que se desenrola polêmica a respeito de um suposto inchaço do Estado brasileiro. Nada mais saudável. Até então, havia somente uma certeza: a de que o Estado brasileiro é inchado e ponto final. Mas baseada em quê? Quais os números? Que critérios de comparabilidade? [aí é que está o problema. O IPEA melhorou, deixou de ser uma republicação de artigos dos jornais. Os jornais "diziam" e o IPEA do governo FHC tratava de dar apoio. Eles repetiam números baseados em que? Antes fazia política, agora se faz ciência. As conclusões, baseadas em dados técnicos, cada um tira a sua. O IPEA está de parabéns. Continue assim. Para nós, cidadãos, é melhor assim.]

Quem se der ao trabalho de ler o Comunicado (www.ipea.gov.br) vai perceber que se trata de algo meramente descritivo, sem quaisquer ilações, para além das que os números podem sustentar. Metodologicamente, tivemos o cuidado e o rigor de levantar, exaustivamente, todas as conceituações para o emprego público, passíveis de operacionalização pelas fontes de dados disponíveis, a saber: os Censos Demográficos, a Pnad e o Rais. Além disso, mapeamos, na literatura internacional, os conceitos de emprego público utilizados pela Cepal, OCDE, OIT e Banco Mundial, e optamos, no caso do Brasil, pelo conceito o mais amplo possível, mesmo em relação aos utilizados por esses organismos internacionais. Por outro lado, estamos cientes das limitações dos conceitos, dado as novas dimensões do emprego público, especialmente no que tange ao universo dos terceirizados no setor público.

A radiografia e a evolução do emprego público, que ora esquadrinhamos, e da qual extraímos o trabalho em tela, faz parte de uma pesquisa mais ampla, que tem como foco a gestão dos recursos humanos no serviço público, desenvolvida em parceria com a Secretaria de Recursos Humanos e a Secretaria de Gestão do MPOG, a Enap, e que conta com a colaboração do IBGE. Institucionalmente, a Pesquisa se insere no âmbito do Eixo Temático de Investigação do Ipea: Estado, Instituições e Democracia.

A propósito, a pesquisa foi concebida a partir da idéia de que o aperfeiçoamento das instituições e dos organismos estatais, voltado para uma atuação cada vez mais qualificada, em prol do desenvolvimento econômico e social do país, é um processo que requer ação continuada. Assim, numa perspectiva de longo prazo, a questão da gestão dos recursos humanos no setor público passa a ser uma área de investigação permanente no Ipea.

Recomendam a boa literatura sobre a gestão dos recursos humanos no setor público, serem fundamental o dimensionamento do número de servidores, sua distribuição, modalidades etc. Só por isso a pesquisa se iniciou com o levantamento do quantitativo do emprego público. Aliás, coisa que nunca se fez. Na última reforma administrativa, nos anos 90, por exemplo, o diagnóstico do Estado inchado fundamentou os Programas de Demissão Voluntária, os denominados PDVs. Nos governos estaduais, a implantação dos PDVs comprometeu a oferta de serviços de saúde, educação e segurança, sem contar que iniciativas desse tipo levam à saída dos bons servidores, mais aptos e dinâmicos, com maior capacidade de inserção alternativa no mundo do trabalho, justamente aqueles os quais uma boa gestão dos recursos humanos deve buscar retê-los.

Do acima exposto, não nos cabe a pecha de defensores do empreguismo público de per si. De outra parte, cientes de que cerca da metade dos jovens, na faixa etária de 15 a 25 anos no país estão fora do ensino médio, e de que somente cerca de 40% das crianças aptas para a educação infantil estão matriculadas na pré-escola, que o Estado brasileiro precisa aumentar e melhorar sua presença nas áreas de fronteira, de conflito agrário e de preservação ambiental, de que a porta de entrada no SUS ainda é estreita e que para estes não cabem a solução do mercado é que identificamos a tendência à expansão dos serviços públicos e, por conseguinte, do emprego público no País.

Eneuton Dornellas Pessoa de Carvalho é pesquisador no Ipea e um dos autores do trabalho “Emprego Público no Brasil: Comparação Internacional e Evolução”


http://www.rodrigovianna.com.br/forca-da-grana/a-carta-do-ipea-que-o-estadao-se-nega-a-publicar





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quarta-feira, 15 de abril de 2009

A educação na época do ex-ministro Paulo Renato

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Discurso do deputado Paulo Renato, "o ético":

"A banalização da esperteza, do compadrio, do loteamento político é assustadora nos últimos anos. Os episódios se repetem envolvendo desde o aparelhamento do Estado até o uso desassombrado do poder de polícia para intimidar e constranger adversários políticos".

Entederam! "O loteamento político é assutador nos ÚLTIMOS ANOS..."

Quando este elemento foi ministro da educação não realizou NENHUM CONCURSO PÚBLICO para professores de escolas técnicas.

Você pode perguntar: e o que acontecia quando um professor pedia demissão, aposentava ou morria?

A resposta é simples: ou ficava sem professor ou CONTRATAVA ALGUM CABO ELEITORAL PARA DAR AULA (OU ALGUM "PROFESSOR" INDICADO POR POLÍTICO).

Ele, Paulo Renato, sucateou as escolas técnicas e deixou um rastro de loteamento político destas escolas como só acontecia na época da ditadura. Nem o governo Sarney ousou fazer o que eles fizeram.

Havia a certeza da impunidade. O ministério público federal estava amordaçado por uma chefia que era chamada de "engavetador geral da nação". A imprensa conservadora estava preocupada com os seus próprios e bons negócios, o que incluía a proteção a quem é "amigo". A FHC, o Serra, o Alckmin, o Aécio e o Paulo Renato são "amigos", portanto devem ser protegidos da verdade.

Outro dia a Miriam Leitão disse que o governo FHC diminuiu em 100 mil o número de funcionários públicos. Falou maravilhas da gestão FHC. Só não disse em quais setores ele diminuiu e de que forma. Ruim, segundo ela, é o Lula que aumentou o número de funcionários públicos.

Este é o discurso conservador. É o discurso da grande aliança conservadora.

Uma parcela signifcativa (dezenas de milhares de cargos) desta redução de funcionários do governo FHC deveu-se a NÃO contratação de professores e técnicos para as escolas técnicas e universidades.

Isto mesmo: o que a Miriam Leitão louva são adolescentes sem aula por falta de professores. Ou adolescentes tendo aulas com "professores" cabo eleitorais; pois como são contratados, NÃO entram no computo geral do número de funcionários públicos.

Tomem muito cuidado! Pessoas anti-éticas como esta senhora e a empresa para a qual trabalha costumam tentar enganar e dominar a mente das pessoas.

Pela lógia dela o atual ministro da educação, Ferando Haddad é péssimo, pois está inchando a máquina pública.

O pecado: fazer concurso público para preenchimento de vagas de profesores.

Pecado maior: criar dezenas de novas escolas técnicas e novas universidades, com milhares de novas vagas de professores e de gente de apoio.

Consequência de tamanha ousadia: aumentar o número de funcionários públicos e aumentar os gastos de custeio.

Meus amigos: manter uma escola funcionando, com professores qualificados, material didáticos, laboratórios equipados, etc, é caro e é um ENORME GASTO DE CUSTEIO.

Por isto, a imprensa conservadora louva o governo FHC (que diminuiu o número de funcionários públicos - agora você sabe a que preço). Por isto, a imprensa detona o atual governo do Brasil que teve a petulância de contratar por concurso público mais de 50 mil professores, técnicos e pessoal de apoio para as escolas e universidades.

Com o concurso público foram para a rua muitos milhares de cabos eleitorais do PSDB/DEM/PPS/PMDB que estavam empregados como professores. Você consegue imaginar uma forma pior de loteamento político?

Este é a forma de agir do Paulo Renato, ex-minstro da educação e atual secretário da educação de São Paulo.

Leia também:

Economizando com a NÃO educação


Governo "bão" é governo pão duro


Investimento, cuidado com os números


Educação: saiba como os conservadores lidam com ela


Sai pela porta dos fundos a secretária de educação de São Paulo


PS: agradeço às pessoas que me mandaram emails e me ajudaram a redigir este texto.



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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Aumento de gastos com o funcionalismo em SP, MG e no Brasil

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Aumento de gastos com servidores supera inflação


Despesas com funcionalismo em Estados sobem 25,2% em 2 anos, ante IPCA de 10,6%

Nas capitais, avanço foi de 26%, ante 26,2% da União; alta inclui governos do PSDB e do DEM, partidos que atacam expansão da folha sob Lula

GUSTAVO PATU (Folha de São Paulo)

Governadores e prefeitos que hoje fazem lobby por mais um pacote de socorro federal promoveram, nos últimos dois anos de explosão de receitas, uma ampliação dos gastos com o funcionalismo público a taxas bem superiores à inflação do período.

Levantamento feito pela Folha nos Estados, no Distrito Federal e nas capitais aponta uma tendência suprapartidária de aumento das despesas com pessoal, incluindo administrações do PSDB e do DEM -partidos que, na política nacional, atacam a expansão da folha de pagamentos no governo Luiz Inácio Lula da Silva.

A prática nos anos de bonança ajuda a explicar por que a repentina queda da arrecadação, consequência dos efeitos recessivos da crise econômica global, ameaça agora os caixas estaduais e municipais. De 2006 a 2008, os gastos com os servidores do Executivo cresceram 25,2% nos Estados e 26% nas prefeituras das capitais, para uma inflação de 10,6% medida pelo IPCA.

O quadro de pessoal responde pela maior parcela, de longe, dos orçamentos estaduais e municipais -cerca de 51% dos primeiros e de 46% dos segundos, se incluídos todos os Poderes. E, como a legislação só permite a demissão de funcionários públicos em situações excepcionais, trata-se de uma despesa que não pode ser reduzida a curto prazo.

Pelo menos 15 dos 26 governadores elevaram os gastos com os servidores do Executivo em ritmo superior ao da União. Candidato mais bem colocado nas pesquisas à sucessão de Lula, o tucano José Serra responde por um aumento de 25% da folha paulista até o ano passado, praticamente empatado com os 26,2% do petista. No governo mineiro, do também potencial candidato do PSDB à Presidência Aécio Neves, a alta é de 33,2%.

Nas principais vitrines democratas, os percentuais superam a inflação, a expansão do Produto Interno Bruto e os índices federais. Na prefeitura paulistana de Gilberto Kassab, os gastos subiram 29,9%; no Distrito Federal, José Roberto Arruda patrocinou um crescimento de 41,9%.

Descontados os sotaques ideológicos, as explicações para o aumento de gastos são semelhantes -o objetivo foi valorizar recursos humanos, recompor salários defasados e ampliar serviços de saúde, educação e segurança.

"Esse crescimento dos gastos com pessoal é decorrente de reajustes salariais concedidos ao longo de 2007 e 2008 para a polícia militar e civil, professores e servidores da Educação e do ensino técnico, profissionais da saúde, servidores da área meio, pesquisadores científicos, área de apoio agropecuário, agentes penitenciários e de escolta, defensores públicos, procuradores", segundo lista um texto enviado à Folha pelo governo paulista.

A administração da petista Luizianne Lins em Fortaleza, onde o gasto subiu 48,6%, maior taxa entre as capitais, cita entre os motivos "reconhecimento dos direitos dos servidores reprimidos em gestões passadas e aumento do poder de compra dos servidores com ganho reais acima da inflação, recuperando parte significativa da defasagem salarial de dez anos ou mais".


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1204200902.htm


Comentário deixado aqui no blog:

"Caro Chicão
Como assim "o tucano José Serra responde por um aumento de 25% da folha paulista até o ano passado" e que foi para "professores"? Então não me avisaran. Pois eu não to sabendo desse aumento, visto que tiraram 20% e depois deram 5% após uma greve e que agora não ganhamo nada de bônus.

Há que se ter mais clareza quanto ao número e quem realmente faz parte dele.
Saudações

Avelino"



PS: Eu conversei com um professor da rede estadual de ensino e ele confirmou comentário do Avelino.





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domingo, 22 de março de 2009

Diretor de garagem e diretor de Chek in: senado federal

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Você tem idéia do poder de alguns funcionários graduados do Senado Federal?

Alguns deles perderiam o cargo de diretor. Como são poderosos conseguiram a criação de cargos para eles.

Isto é para você pensar. Você ainda não se tocou que existe uma elite de funcionários graduados que POSSUEM MUITO PODER?

Eles tem mais poder do que alguns deputados eleitos.

Até porque os deputados e senadores vão embora e eles ficam.

Volto a dizer: o organograma do congresso poderia ter sido ESTUDADO há muito tempo, se tivéssemos ONGs que fizessem ORGANIZADAMENTE tais estudos.

ONGs pagas por nós, cidadãos.

Leia abaixo este comentário do blog do Luis Nassif:

"A máfia das terceirizadoras

Por André Araújo

Porque não centrar holofotes nas mega terceirizações que devoram o Tesouro, a arrecadação e o Estado brasileiro? Ai está o grande tumor maligno, operado por máfias politicas da pior especie que não tem ideologia.

Tem cupins para todos os gostos, da extrema esquerda à extrema direita. Com um Estado que custa 40% do PIB e devolve não mais de 15%, temos uma comilança, na feliz expressão da fraudaora do INSS Jorgina de Freitas, que come os recursos que faltam na educação, na saude , na defesa e na infra-estrutura.

Desfazer esse nó, protegido por 27 partidos politicos em operação, é o grande desafio de um projeto de País. Um micro exemplo do Seando mostra a ponta do iceberg: uma terceirzadora de mão de obra de limpeza e vigilancia, Ipanaema foi inabilitada porque descobriu-se (?) que 12% da fatura era de empregados fantasmas.

Mas não precisamos ter pena do dono da Ipanema, o mesmo cidadão tem a Aval, outra terceirizadora que fornece pessoal de informatica ao mesmo Senado e mantem vivinhos os seus contratos, pelos quais recebu 400 milhões de reais nos ultimos cinco anos.. A casa de 5 milhões do diretor Agaciel Maia é só um detalhe nesse mafuá".

Faltou, neste comentário, o nome do Senador Efraim de Moraes (DEM-PB).

Vá ao blog dos amigos do presidente Lula e pesquise pelo nome do senador e leia as notícias que já saíram lá sobre o tema.




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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Funcionalismo público, números.

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A Miriam Leitão escreveu: "O governo Fernando Henrique reduziu em cem mil o número de funcionários". É verdade. Ela só esconde onde aconteceram estas reduções. Vou dar exemplos: não houve NENHUM concurso para contratação de professores para as escolas técnicas federais durante os 8 anos de FHC. Professores que morriam, aposentavam ou pediam demissão não eram repostos ou fazia-se contratos com alguns "professores" indicados por políticos, radialistas, etc.

No cálculo dela uma escola técnica ficar SEM professor é algo bom. Melhora os números. É bacana. No cálculo dela estes "professores" contratados por indicação de "amiguinhos" não entram como funcionários públicos, pois de fato não são, são é amigos de radialistas, vereadores, filhos de Vips desempregados. O problema, para ela, são os professores concursados e com currículo adequado dando aula (são estes que pioram os números e geram o inchaço da máquina).

Não é só professor que faltava nas escolas técnicas. Faltavam técnicos, pessoal de apoio, etc. As escolas ficaram detonadas, o ensino piorou, mas as estastísticas do TOTAL de funcionários públicos ficou melhor.

Outro bom exemplo foi o que aconteceu aqui em SP na apreensão de cocaína pela PF na era FHC. A suposta droga ficou guardada pois não havia perito para analisa-la. O traficante foi solto, mas as estatísticas da Miriam leitão ficaram BEM MELHOR.

O governo Lula, CORRETAMENTE, contratou dezenas de milhares de professores e pessoal para as escolas e universidades. ISTO É BOM. Mas, as estatísticas da Miriam Leitão ficaram bem piores. Segundo ela: o Lula está inchando a máquina...

A polícia federal está muito mais eficiente, programas sociais enormes foram criados, agências reguladoras (que quase não tinham recursos humanos para tabalharem) foram estruturadas, etc.

Mas, a principal contratação do governo Lula, fora os professores e pessoal de segurança, foi decidida pela JUSTIÇA que considerou ilegal a quantidade de terceirizado que havia no governo FHC. Ou seja, substituiu terceirizados por funcionários concursados. Na realidade não aumentou. Substituiu a mando da justiça (decisão da justiça é para ser cumprida).

Pense bem: você quer escolas com ou sem professores?

O governo FHC não fez concursos. No estado de São Paulo faltam professores na maior parte das escolas estaduais. Mas, as estatísticas são lindas...

Opa! As estatísticas de São Paulo NÃO são lindas. São escondidas... ESCONDIDAS.

lEIA ABAIXO DO JORNAL DE BRASÍLIA:

"Planejamento explica números

O Brasil contava, em agosto de 2008, com 1.007.226 servidores ativos civis e militares da União. Este é o quantitativo de servidores federais ativos do Poder Executivo da administração direta, autarquias e fundações, bem como do Banco Central do Brasil, Ministério Público, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista dependentes.

O número foi confirmado ontem pelo Ministério do Planejamento, que está preocupado com informações veiculadas de que o quadro de servidores do setor público brasileiro é inchado, em especial no Governo Federal, e particularmente no governo Lula. Na avaliação do ministério, os dados não corroboram essa tese.

Quando contabilizados apenas os servidores civis do Poder Executivo Federal na ativa, chega-se a 533.434 servidores. É verdade que a trajetória de redução no quantitativo de servidores federais ativos, iniciada em 1990, foi interrompida em 2003. Mas o quantitativo de 2008 é semelhante ao total de servidores civis do Poder Executivo Federal ativos em 1997 (531.725) e consideravelmente inferior aos 705.548 ativos de 1988.

Menos que Estado de São Paulo

Levantamento do Ministério do Planejamento comparou a trajetória do quantitativo de servidores do Poder Executivo com a do estado mais rico e mais populoso da Federação, São Paulo. As trajetórias são semelhantes, pelo menos na última década. ... o fato de o Estado de São Paulo ter um quantitativo de servidores ativos SUPERIOR ao de servidores civis do Poder Executivo Federal.

O crescimento do quantitativo de servidores de São Paulo SUPEROU os 12% na década, com grande CONCENTRAÇÃO no período 2003/2008. Na mesma década, a elevação no quantitativo de servidores federais foi inferior a 4%, destacando-se o período 2003/2008, com aumento de 9,82%.

Prioridades

Por fim, o Ministério do Planejamento destaca que os desafios assumidos pelo atual governo implicam NECESSARIAMENTE em aumento do efetivo. Cita, por exemplo, a estruturação da rede federal de educação profissional; a ampliação de vagas e cursos na universidades federais, a substituição de terceirizados IRREGULARES; estruturação das agências reguladoras e do sistema de defesa da concorrência; ampliação dos programas sociais; reforço aos òrgãos de controle, fortalecimento da Polícia Federal; e ampliação dos quadros do ciclo de gestão. Essas são as justificativas do Ministério do Planejamento para as 200 mil contratações realizadas pelo Governo Federal na era Luiz Inácio Lula da Silva


Nota do Chicão:

O governo federal fez algo bom, construiu vários presídios de segurança máxima. Como eles vão funcionar sem pessoal?

O governo federal já construiu ou está construindo dezenas de escolas técnicas. Como colaca-las para funcionar sem pessoal? As vagas nos cursos de técnicos federal vai mais do que dobrar. Escolas exige muitos funcionários... (o que piora as estastísticas da senhora Miriam leitão).

Não digo aqui que não existam funcionários relápsos, baixa produtividades, áreas ineficientes com má organização e gestão. Existem e existe muito. É preciso melhorar muito. Cobrar mais dos funcionários públicos, desburocratizar, etc.

Há muito o que melhorar.

O que eu digo é que números são um PERIGO. Em mãos erradas podem causar "estragos" pois, como demonstrei, um vilão como o FHC pode virar mocinho.

É só deixar escolas sem professores, polícia sem peritos e policiais, etc, que podem bater no peito e dizer: eu diminuí o número de funcionários públicos.

Cuidado, pessoas como a Miriam leitão não tem o menor compromisso com a realidade.

Tanto é que não colocam JAMAIS o "inchaço" em São Paulo realizados pelo Alckmin e o Serra.





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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Para refletir: funcionários públicos e investimento

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A tática dos jornais conservadores é colar no governo Lula a pecha de gastador. Mesmo ele tendo diminuído a relação dívida/PIB, aumentado o superávit primário e feito poupança de mais de 200 bilhões de dólares.

O ataque tem sido feito através dos aumentos de salários e do número de funcionários públicos.

O jornal Estado de SP publicou um editorial mostrando que o número de funcionários das estatais subiu 15,2% de 2003 até 2008 (de 381.911 para 439.802). O mesmo texto diz o motivo principal: "a expansão do emprego no setor estatal tem sido justificada, em parte,como conseqüência da substituição de pessoal terceirizado e como reflexo do crescimento econômico". Explico: nos anos FHC para as estatísticas sobre o número de empregados das estatais ficarem melhores usava-se um truque: contratava empresas que forneciam a mão de obra. É a terceirização, um bom negócio para a turma do FHC/PSDB/DEM.

Muitas empresas se sairam muito bem. O Brasil se saiu mal. Na Petrobrás estas terceirizações sem controle e o relaxo na manutenção das unidades começou a causar um acidente atrás do outro (observem como hoje estes acidentes são bem mais raros). Traduzindo: a turma do PSDB colocou para trabalhar gente despreparada e pagou BILHÕES para empresas "amigas".

A justiça determinou que fosse feito concurso público para preenchimento das vagas que eram ocupadas por terceiros.

TRADUZINDO: O TOTAL DE PESSOAL TRABALHANDO PARA AS ESTATAIS TEVE APENAS UM LEVE CRESCIMENTO. - lembre que estas empresas estão investindo e crescendo.

Preste atenção: o BNDES emprestava no governo FHC em torno de 23 bilhões de reais. Hoje empresta quase 90 bilhões de reais. Um ganho de produtividade imenso se você imaginar que houve um pequeno aumento no quadro de funcionários. Um ganho de produtividade maior ainda se você imaginar que hoje o banco empresta muito mais para pequenas empresas (o que gera mais trabalho pois são mais contratos de valores mais baixos).

O texto do jornal, depois de colocar o problema da terceirização (sem explicar suas conseqüências) gasta quase todo o texto querendo desdizer o que disse. Entendeu? É o seguinte: passa a dar vários exemplos para negativizar a realidade (as empresas citadas não tem o direito de defesa).

Vou citar um exemplo: fala de uma empresa que contratou funcionários mesmo tendo prejuízo. Na realidade a empresa dá subssídio à energia elétrica na amazônia. Provavelmente fez isto nos últimos 40 anos (não sei a data certa). Ou seja, ela presta um serviço público e necessário. Traduzindo: o "prejuízo" da empresa não tem nada a ver com a prestação de serviço.

Sobre a Caixa Econômica Federal - o texto diz que a empresa aumentou seu quadro de funcionários em 30,6% (de 57.382 para 74.949). Não conta que a CEF estava sendo sucateada no governo anterior, com a finalidade de fazer propaganda contra o serviço público. Qualquer papél que alguém precisava, uma simples liberação de FGTS, era um suplício.

A tática da direita conservadora era destruir o serviço público para poder falar mal dele.

O jornal não fala do quanto a CEF melhorou no que é fundamental: qualidade e confiabilidade da prestação de serviço. Outro fator importante que não é levado em consideração: o total do financiamento habitacional MUITO, MAS MUITO MAIOR DO QUE ERA no governo da oposição.

Volto a dizer que no Brasil a produtividade dos funcionários públicos é baixa. Os processos gerenciais são atrasados e confusos. Existe muito a ser melhorado. Existem funcionários que são verdadeiros trastes. Tudo isto é verdade.

Não se iludam: a idéia básica dos conservadores é destruir sempre para eles terem mais poder e dinheiro.



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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Salários do funcionalismo público federal e a dívida pública

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No domingo passado a Folha de SP (em triste decadência) e o O Globo tiveram o xilique normal quando o assunto é atacar o governo federal. Eles "denunciaram" que os gastos com o funcionalismo superaram os gastos com o pagamento da dívida pública.

Com a redução dos juros, com o aumento do superávit primário e a diminuição da relação dívida pública/PIB era de se esperar que em algum momento os gastos com o funcionalismo passasse a ser maior.

No passado, em crises bem menores que a atual, a taxa de juros no Brasil chegou a 84%. Poucos foram os momentos em que ficou abaixo dos 25%, mesmo em períodos de calmaria. Esta taxa de juros foi (e é, pois ainda estamos pagando pelo desequilíbrio do governo FHC) o maior programa de transferência de renda para o bolso dos mais ricos. Como os beneficiários são os mais ricos os jornais conservadores APLAUDEM e apoiam entusiasticamente.

Com a diminuição da taxa de juros (lenta, na minha opinião) e o aumento do superávit primário (o governo Lula poupa MUITO mais que o governo FHC) abre espaço para aumento dos serviços prestados pelo governo federal. ISTO AUMENTA O TOTAL DESTINADO A PAGAMENTOS DE SALÁRIOS.

A maior parte dos novos contratados estão na área de educação e na de segurança. São professores, delegados, peritos, etc.

A idéia que alguns tem é que todos os funcionários públicos são pessoas que ficam carimbando documentos e não fazem nada. Certamente, no Brasil, a produtividade dos funcionários públicos é pequena. MAS OS CARGOS CRIADOS PELO GOVERNO NÃO SÃO DE CARIMBADORES.

Observe bem: na era FHC o BNDES emprestava 23 bilhões de reais/ano. Atualmente empresta mais de 80 bilhões/ano. O total de funcionários do banco aumentou um pouco. Como são funcionários muito especializados, para mante-los no banco, eles tiveram aumento acima da inflação. Mesmo assim o lucro do banco disparou, mesmo cobrando juros menores.

Áreas como a de licenciamento ambiental estavam totalmente sem pessoal especializado. Como o Brasil poderia crescer sem as licenças ambientais para as obras? Enquanto o Brasil estava quase parado não havia a necessidade de ter mais pessoal nesta área. Hoje em dia, o total de linhas de transmissão de energia que estão sendo construídas e projetadas é MUITO maior do que o que foi feito nos governos FHC, Itamar, Collor, Sarney e Figueiredo JUNTOS. Como fazer isto sem pessoal para projetar, realizar estudos, fazer licenciamento ambiental, secretariar etc. Mesmo que várias destas áreas sejam contratadas, muito mais trabalho existe para serem realizados por funcionários públicos.

O problema é que os tais jornais consideram que pagar funcionários públicos é igual a jogar dinheiro fora.

O efeito de um governo que poupa mais e paga menos juros é justamente que os gastos com o funcionarismo público seja maior que o gasto com a dívida.

E o pior é que quem poupa mais (o governo Lula) é chamado de perdulário pelos mesmos que poupavam menos e pagavam juros exorbitantes (que é a turma da oposição).


Leia:

O festival de besteira que assola a imprensa brasileira (FEBEAIB)


Governo "bão" é governo pão duro


A importância do pensamento racional

Neste texto eu escrevo especificamente sobre os dados de contratação de novos funcionários públicos pelo governo federal.



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