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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

São Paulo: como criar uma farsa educacional

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cena 1: crie uma lei onde parte do dinheiro do salário dos professores estejam vinculados ao resultado de uma prova de avaliação dos alunos.

cena 2: coloque os professores para dar a prova que vai garantir parte dos seus salários se os alunos tirarem boas notas.

cena 3: convoque a imprensa para dizer que as notas dos alunos melhoraram graças ao governo maravilhoso do senhor José Serra e seus 3 secretários de educação em 3 anos.

Parece piada, mas não é. É o que está acontecendo em São Paulo.

Aqui tem uma "prova" para avaliar o desempenho dos alunos chamada Saresp.

Sua aplicação é uma bagunça. Você nem deve ter ficado sabendo, mas a prova foi adiada. Teve problemas de distribuição, denúncia de vazamento, etc.

Em outras palavras uma zona e nem "um piu" da imprensa conservadora.

Eu já denunciei aqui anteriormente esta enganação. http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/11/incompetencia-faz-sao-paulo-adiar-prova.html

Veja mais nos links abaixo:

A bagunça da aplicação do Saresp
http://namarianews.blogspot.com/2009/11/saresp-2009-o-rescaldo.html

Secretaria da educação coloca a culpa da bagunça na Embratel
http://namarianews.blogspot.com/2009/11/saresp-2009-culpa-e-da-embratel.html

SARESP 2009: Do caos à (pequena?) desordem - dia 1
http://namarianews.blogspot.com/2009/11/saresp-2009-do-caos-pequena-desordem.html


SARESP 2009: A saga continua
http://namarianews.blogspot.com/2009/11/saresp-2009-saga-continua.html

Prova é adiada, a bagunça é geral
http://namarianews.blogspot.com/2009/11/definitivo-deu-enem-no-saresp-2009.html


Como você pode notar a falta de profissionalismo e patriotismo é geral.

O que conta é a política. Fazer os alunos tirar notas boas é fundamental.

Vale tudo! Vale tudo pela política e para dar aos jornais amigos o título para a manchete do dia: tudo azul na educação de São Paulo.

Mesmo que os alunos fiquem muito tempo sem professores, mesmo que as escolas estejam mal cuidadas e as poucas que são reformadas PRECISEM DE REFORMAS.

Este é o Brasil da enganação.



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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Incompetência faz São Paulo adiar prova de estudantes

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São Paulo aplica uma prova nos alunos de algumas séries (só algumas séries, que preguiça!). É uma prova mal feita, onde professores que serão beneficiados com as notas dos alunos é que dão a prova.

Estou falando sério.

O governador "genial" dá uma prova para provar que os alunos sabem mais. E promete dinheiro para os professores. Então faz-se uma prova para provar e colocam os mesmos professores para dar a prova.

Entenderam? Acho que desta vez vai melhorar a nota...

Já o ensino NÃO.

Aos baixos salários, soma-se a falta de professores, falta de treinamento, falta de material para-didático, falta tudo...

Só não falta políticos dando palpite e mandando até em reforma de escola.

Acontece que a prova foi adiada. Que nem o ENEM. A prova foi adiada.

Ao contrário do ENEM quase ninguém ficou sabendo. É a lei do máximo silêncio para não prejudicar os políticos amigos.

A prova já vinha apresentando sérios problemas em anos anteriores. Algumas pessoas dizem que professores ajudam alunos, não há vigilância nas salas de aula para evitar cola coletiva, FALTA SERIEDADE.

Desta vez a prova simplesmente não apareceu.

E pensar que o Grupo empresarial que financiou a campanha eleitoral do terceiro secretário de educação de São Paulo, Paulo Renato, é o dono da gráfica de onde sumiu a prova do ENEM.

Parece sabotagem.

A Folha de São Paulo (dona da gráfica Plural) financia a eleição do Paulo Renato, adula o Serra, deixa a prova do ENEM sumir de dentro da empresa, e dá pouquíssimo espaço para o problema da prova do governo do estado. Coincidência?

Veja este depoimento de um professor da rede estadual de SP:

Sou professor da Rede Estadual de Educação do Estado de São Paulo e gostaria de complementar a informação.

A mais de um mês a Secretaria de Educação vem tentando "caçar" professores para aplicar a prova fora do horário pagando R$ 50,00, ocorre que os professores tem que complementar sua renda com mais de uma escola, na rede municipal ou particular... com isso não houve as inscrições necessárias, por isso a SEE convocou todos os professores para aplicar a prova, suspendendo as aulas das salas que não fariam o exame. Isso é incopetência, baixos salários, salas lotadas, cartilhas cheias de erros, mudançada da data do SARESP na véspera... Isso é apagão da educação.

José Luis ( depoimento ao Blog Amigos do Presidente Lula )

Pesquise sobre educação aqui no Blog do Chicao e saiba mais.

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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Pesquisando sobre os gastos eleitorais dos políticos

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O ótimo Blog Cloaca News postou o seguinte texto:

FOLHA FINANCIOU SECRETÁRIO-LOBISTA DE SERRA

Segundo informações publicadas no site Às Claras http://www.asclaras.org.br/2006/index.php - banco de dados e análises sobre financiamento eleitoral no Brasil - a empresa Folha da Manhã S.A., que publica o jornal Folha de S.Paulo, doou a curiosa quantia de R$ 42.354,30 à campanha eleitoral do tucano Paulo Renato Souza, em 2006, quando este elegeu-se deputado federal. Oficialmente, foi a única doação feita pela empresa naquelas eleições.

Por coincidência, trata-se da mesma corporação que controla a gráfica Plural, na região metropolitana de São Paulo, de onde "vazou" a prova do ENEM faz poucos dias.

O Sr. Mandruvá - que recebeu 124.610 votos para virar deputado federal - arrecadou em sua campanha a estimulante quantia de R$ 2.222.247,00. Para se ter uma idéia do talento captador do tucano, o petista Wellington Dias, que precisou de 954.857 votos para se tornar governador do Piauí, arrecadou R$ 2.055.291,00.

http://cloacanews.blogspot.com/2009/10/folha-financiou-secretario-lobista-de.html

Nota do Chicão:

Se Cloca News pode investigar você também pode.

Aproveite para aprender a usar este instrumento fantástico que é a transparência pública.

Para saber mais sobre este elemento Paulo Renato Souza clique abaixo:

http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/04/educacao-na-epoca-do-ex-ministro-paulo.html

Ou aqui:

http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/08/advinha-quem-e-maravilhoso-competente-e.html


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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

PROUNI e o dinheiro que paga os bolsistas

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Raras vezes leio comentário no UOL. A maior parte das pessoas escreve com o fígado, com a bunda e raramente com a cabeça.

Hoje eu li um comentário, veja que ignorância:

"No governo FHC o então Ministro da educação Paulo Renato deu prefêrencia a escola básica, é nossa prioridade maior, o Lula acha bonita dar PROUNI, para poucos com dinheiro de nossos impostos em faculdades privadas".

O Paulo Renato fez duas coisas boas, e só: melhorou a distribuição dos livros didáticos e criou o ENEM.

No resto foi caótico. ( A educação na época do ex-ministro Paulo Renato http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/04/educacao-na-epoca-do-ex-ministro-paulo.html )

Sobre o PROUNI: é um bom exemplo de política pública que dirige o FLUXO do dinheiro do bolso dos muito ricos para os interesses dos mais humildes.

ANTES o dinheiro da renúnica fiscal era de controle dos DONOS de faculdades/universidades. Eles faziam o que queriam com o dinheiro, tipo comprar avião, pagar viagens, etc.

Quando o PT entrou no governo, com o Tarso Genro ministro da educação, foi proposto que este dinheiro deveria ser convertido em bolsa de estudos para alunos menos favorecidos.

Entendeu?

O dinheiro que ficava "limpinho" no bolso dos donos de faculdades, referentes a impostos que eles NÃO TINHAM QUE PAGAR (renúncia fiscal) passou a ser usado para bolsa de estudos.

É um uso MUITO MELHOR.

Como você pode perceber existem muitas formas pelas quais os MUITO RICOS NÃO pagam impostos.

O cara que escreveu o comentário talvez não saiba do que escrevo.

É um ignorante, um ignorante que ajuda a manter o sistema econômico brasileiro, onde quem paga imposto é quem menos tem.

Você sabia que a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) "comprou" uma fazenda ENORME por aproximadamente 10 mil reais, com a ajuda do governo do Tocantins.

Sim, queridos, o dinheiro na mão desta turma do PSDB e do DEM tem destino certo: o bolso de quem já é MUITO RICO.

Você que é de classe média não ganha nada com isto.

É por isso que eu digo que os interesses da classe média é igual ao interesse dos mais humildes.


PS: o autor do comentário acha que é pouco 700 mil bolsas de estudos.


Leia também:

Qual a relação do Secretário da Educação Paulo Renato com os livros didáticos?
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/06/qual-relacao-do-secretario-da-educacao.html


Advinha quem é maravilhoso, competente e capaz?
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/08/advinha-quem-e-maravilhoso-competente-e.html


Os emancipados do Bolsa Família e o "bolsa família" dos muito ricos
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/08/os-emancipados-do-bolsa-familia-e-o.html


Kátia Abreu e o jogo político dos que devem bilhões de reais para o governo federal
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/katia-abreu-e-o-jogo-politico-dos-que.html



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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Advinha quem é maravilhoso, competente e capaz?

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O Serra adora fazer bons negócios com a editora Abril.

Será que é por isto que a editora ADORA ele?

O terceiro secretário de ducação do governo Serra (as outras duas de tão incompetentes foram para outros cargos com bons salários), o Paulo Renato, também é fabuloso, competentíssimo (segundo a editora Abril).

É um senhor dígno e capaz, segundo a editora.

Eu considero os dois péssimos. Sempre achei errado o vínculo financeiro entre o Serra e a editora Abril, pois esta é ligada politicamente a este.

O Blog NaMaria News descobriu mais uma iniciativa do Serra e do Paulo Renato para encher os bolsos dos donos da editora Abril de dinheiro.



Saiba de tudo clicando em http://namarianews.blogspot.com/2009/08/educacao-em-sp-amigos-merecem-milhoes.html

Pesquise no Blog do Chicão vários outros bons negócios entre o Serra e a editora Abril, é só digitar abril e clicar em pesquisar no blog.



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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Proep, mais um projeto do governo FHC que é um escândalo

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A educação técnica no governo FHC foi literalmente detonada. Já contei aqui como deixaram as escolas federais sem professores, sem técnicos, sem equipamentos, sem estrutura. ( A educação na época do ex-ministro Paulo Renato )

O ex-ministro Paulo Renato chegou ao ABSURDO de colocar em lei, com o apoio do DEM, PSDB, PPS e outros, que ERA PROIBIDO EXPANDIR A REDE PÚBLICA FEDERAL DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE.

Eles criaram um programa meia-boca chamado Proep (Programa de Expansão da Educação Profissional). Quase nada foi feito, mas sobraram muitos contratos para o governo Lula.

O governo Lula deu sequência ao que já estava contratado no governo FHC.

Como quase tudo neste país ficou com nada ou quase nada de fiscalização.

De 1998 a 2007 foram gastos mais de R$250 milhões.

Finalmente o MEC resolveu fiscalizar. E o resultado foi o esperado. Das 98 entidades beneficiadas somente uma cumpriu todo o contrato.

Faço questão de dar o nome: Fundação Iochpe

As outras tinham problemas de simples a extremamente graves. Sendo a maioria extremamente graves. Tipo usar o dinheiro para construir prédio para abrigar faculdade particular.

A fiscalização já teve alguns resultados:

- 30 escolas foram federalizadas;
- 5 passarão para Estados;
- 11 estão sob a gestão do Sistema S (SENAI, SESC, etc);
- 1 escola decidiu devolver o dinheiro;
- outra foi aberto processo de tomada de contas;
- as 20 escolas que não cumprem a cota de gratuidade, estão negociando a adequação.

MORAL DA HISTÓRIA: O Brasil precisa fiscalizar e fiscalizar. Os estados e municípios também necessitam fiscalizar e serem fiscalizados.

ESTA TEM QUE SER A PRIORIDADE DE QUALQUER GOVERNO DESTE PAÍS.

Toda a prestação de contas e os contratos deveriam estar disponíveis na internet.

Aquelas entidades que oferecem cursos gratuítos deveriam colocar na internet as listas de alunos, curso, horário, professores, etc.

É ilusão quem pensa que é só político que gosta de usufruir do dinheiro público, eles apenas são a ponta mais visível do iceberg.

Para finalizar: é de uma incompetência brutal proibir a expansão do ensino técnico federal, como aconteceu no governo PSDB/DEM. Chega a ser doentio.

E pensar que o sonho deste Paulo Renato era ser presidente... Segundo a revista Carta Capital o dito cujo desistiu de seu sonho ao receber um dossiê montado pela turma do josé Serra. Preferiu ser deputado. Não sei se é verdade esta história do dossiê, mas, seguindo a lógica da Veja e da Folha de SP, não há dizer que não seja verdade.


Leia aqui mais sobre esta fiscalização


Economizando com a NÃO educação


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terça-feira, 16 de junho de 2009

Mais "aventuras" do secretário Paulo Renato que envergonham nossa pátria

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O Blog Cloaca News traz mais uma postagem sobre este elemento que agora é secretário de educação (o terceiro secretário em três anos) de SP.

Paulo Renato, um sujeito que queria dar exclusividade para a Microsoft. Lógico que existem muitos amiguinhos que seriam beneficiados com este tenebroso fato, que acabou sendo barrado pela justiça.

O texto é este:

AS RELAÇÕES DO SECRETÁRIO-LOBISTA DE SERRA COM SEU MANO DA MICROSOFT


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terça-feira, 2 de junho de 2009

Mais histórias de negócios lucrativos entre os tucanos do Serra e do Alckmin

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Nome do tucano: Roger Ferreira

Boquinhas na Nossa Caixa, Prefeitura de São Paulo, Governo do estado de SP

"Fator F, a prodigiosa empresa de "inteligência em comunicação" criada pelo hiperativo Roger Ferreira, aquele mesmo que foi assessor-chefe de comunicação de Geraldo Alckmin, e também assessor da presidência do banco paulista Nossa Caixa. Lembra do escândalo da Nossa Caixa? Aquele que desviava o dinheiro do contribuinte para financiar a revista Primeira Leitura, de Reinaldo Azevedo, entre outras benfeitorias"!

Continue lendo aqui



Nome do Tucano: Paulo Renato

O Ministro da Educação (*) de Serra e suas atividades extra-curriculares



Nome do Tucano: Daniel Eduardo Edelmuth (marido da deputada Célia Leão - PSDB/ Campinas)

Boquinhas: Nossa Caixa, Prodesp

Nossa Caixa: nova administração, juros menores


Nome do Tucano: Iara Prado

Boquinhas: governo Montoro, Governo FHC, prefeitura de São Paulo, Governo Serra, consultora na firma do Paulo Renato (atual secretário de educação de SP)

Novas notícias sobre os livros "didáticos" e pornôs do governo José Serra (São Paulo)



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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Qual a relação do Secretário da Educação Paulo Renato com os livros didáticos?

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Leia no link abaixo:

Qual a relação do Secretário da Educação Paulo Renato com os livros didáticos?

O senhor Paulo Renato é um consultor. A Miriam Leitão, Gilberto Dimenstein, o FHC, toda esta turma são palestrantes costumazes.

Ganham muito dinheiro com esta atividade.

Quem gostaria de ouvir a Miriam Leitão se ela não estivesse na televisão? Ninguém. Portanto, se ela não for muito confiável para os DONOS da Rede Globo ela perde o emprego e perde as palestras.

E o Gilberto Dimenstein. Se ele ousar a falar bem do PT e mal do Serra é rua na hora. Como ele é muito ético, interessado na cidadania, ele quer manter o PRÓPRIO emprego. Com a exposição pública algumas pessoas o convidam a falar sobre ética ou quem sabe sobre a revolução que o Serra está fazendo na educação de São Paulo. Isto mesmo, segundo o Dimenstein o Serra pomove uma revolução (no bom sentido).

Você conhece a Ieda Areias? A secretária do Serra... Conhece a Iara Prado? Leia aqui.

Está na hora do Brasil aprender que os políticos são só a ponta do iceberg de um movimento maior de interesses econômicos, profissionais e muita vaidade.


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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Educação: Governo do Estado de São Paulo só me atrapalha

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Abaixo você vai ler a entrevista do diretor da MELHOR escola estadual de São Paulo (ficou em 2.596º lugar entre os melhores do país). Ele reafirma as calamidades que venho denunciando aqui no blog do Chicão.

Folha de SP, 04/05/2009

"Camilo Oliveira, diretor da melhor escola estadual de SP no Enem, afirma que o colégio se destacou por méritos próprios

FÁBIO TAKAHASHI
DA REPORTAGEM LOCAL

O DIRETOR DA MELHOR escola da rede estadual de São Paulo no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) afirma que seu colégio se destacou no sistema "apesar" dos governos. "O Estado só me atrapalha", afirma Camilo da Silva Oliveira, 57, que dirige a escola Lúcia de Castro Bueno, em Taboão da Serra (Grande São Paulo).

Formado em história pela USP, Oliveira dirige a unidade há 22 anos. Ele conta que criou um currículo próprio, uma vez que a rede estadual não tinha algo semelhante, e não utiliza programas do governo como formação de professores, salas de informática ou atividades como feira de ciências.

Prestes a se aposentar, o diretor diz não ver "caminho" para a escola pública, que dependerá "de talentos isolados".

Abaixo, a entrevista feita com Oliveira na última quinta-feira, em que ele abordou como funciona seu colégio, primeiro da rede estadual paulista, mas apenas o 2.596º melhor do país (média 58,5, em 100 pontos). A Secretaria da Educação do governo José Serra (PSDB) não quis comentar as críticas.



FOLHA - Por que a escola teve a melhor nota da rede no Enem?

CAMILO DA SILVA OLIVEIRA - É um trabalho de 22 anos, que resistiu a sucessivas trocas de governo e de secretários.

FOLHA - No dia-a-dia, o que a sua escola tem de diferente?

OLIVEIRA - Um eixo pedagógico, o rol de conteúdos [currículo], uma sequência de conteúdos. Fui pesquisar, porque o Estado não tinha subsídio para isso. Pesquisei escolas particulares e vestibulares de ponta. O Estado nem desconfiava desse rol. E hoje, 20 anos depois, ainda nem desconfia [o currículo começou a ser implementado na rede estadual em 2008]. Cada governo tem um modismo. Por exemplo, se fala em escola de tempo integral quando a escola não consegue funcionar quatro horas diárias [excesso de aulas vagas]. Tem também o projeto de informática, uma bobagem. Se tenho 17 máquinas e 40 alunos, o que os outros 23 ficarão fazendo? Posso bolar um esquema para fora do período, mas sem achar que irá melhorar a qualidade de ensino.

FOLHA - O sr. então tem uma escola que não segue a rede.

OLIVEIRA - Aqui é uma escola maldita, que vai contra os modismos de cada secretário. Depois da Rose Neubauer [gestão Mario Covas], em que as escolas perdiam aulas para treinamento de professores em horário de serviço, veio um que nem sabe o que é rol de conteúdos [Gabriel Chalita, gestão Geraldo Alckmin]. A escola, que já não funcionava, ficava uma semana em feira de ciências ou excursões para zoológico. Melhora o ensino? Vi que era fria e tirei a escola disso. No governo Serra, temos o terceiro secretário em dois anos e meio. Se o meu projeto dependesse do governo, estaria esfacelado. A menina do Mackenzie [Maria Lúcia Marcondes Carvalho Vasconcelos, primeira secretária da gestão José Serra] era bem intencionada, mas não conseguiu nada. A segunda [Maria Helena Guimarães de Castro] eu respeito porque sabe que escola é avaliação. E sabe que para avaliar precisa de um rol de conteúdos. Mas teve problemas de gestão. Por exemplo, a prova de temporários era uma boa ideia. Mas a implementação foi péssima, sem preparo jurídico, o que melou o sistema. Ou seja, o governo não tem a menor ideia do que fazer com as escolas. Deveríamos nos preocupar com o que realmente interessa, que é a aprendizagem dos alunos. Depois se acerta a burocracia. Hoje, os diretores ficam mais preocupados com as atinhas, e o aluno não tem aula. É uma inversão. É triste, porque se é esse caos em São Paulo, imagina nos outros Estados. Nem as universidades conhecem a rede. Ganhei da Escola de Aplicação da USP [que ficou em 3.293º lugar no ranking nacional], por exemplo. E a esquerda até hoje acha que a democracia é o principal debate para a escola. Você pega o PT, eles estão discutindo eleição para diretor de escola. Uma bobagem. Deveria pegar os melhores quadros para dirigir a escola. Isso aqui não é sindicato. Estou me aposentando e não vejo caminho. A escola pública vai continuar dependendo de talentos isolados. O Estado só atrapalha. Aquelas que seguiram a linha, se esfacelaram.

FOLHA - O sr. sofre retaliações?

OLIVEIRA - Nenhuma. Conheço o ofício. Os pais sabem que essa escola funciona, daí vem o apoio. No começo, senti pressão. O supervisor vinha e falava: "Como não vai mandar os professores para formação?". Eu dizia: "Vou chamar a imprensa e explicar que os alunos vão ficar sem aulas." Eles desistiam de me pressionar. Mas era um sobressalto constante.

FOLHA - Como o sr. avalia o corpo docente da sua escola e da rede?

OLIVEIRA - Aqui o pessoal é qualificado. Gente da USP, PUC, do Mackenzie. É uma nata que gostou do trabalho. Aqui se consegue dar aula, raridade na rede. Foi uma seleção natural ao longo dos anos.

FOLHA - Quanto ganham seus professores?

OLIVEIRA - Os mais novatos, com cinco anos de experiência, uns R$ 1.700, a média do Estado. Eu sou um diretor de 30 anos, que vai se aposentar na casa dos R$ 3.000.

FOLHA - Há pesquisas que mostram que o salário da rede estadual paulista não é ruim. O sr. concorda?

OLIVEIRA - Em cidades do interior, o salário de professor é o maior da cidade. Mas o Estado deve atrair melhores quadros. O salário não é compatível.

FOLHA - Como o sr. avalia a estrutura física da sua escola?

OLIVEIRA - Não consigo uma reforma porque não participo das reuniõezinhas, não vou lá ficar bajulando. Eu percorria gabinete de deputado para pedir reforma. Desisti. É indigno para um diretor.

FOLHA - Qual a principal ação para melhorar o ensino público?

OLIVEIRA - Gerência. Precisa ser técnica, trabalhar currículo, diagnóstico. Até trazer gente da iniciativa privada. Ou colocar os diretores das melhores escolas na gestão do sistema.

FOLHA - O que o sr. acha do novo secretário, Paulo Renato Souza?

OLIVEIRA - Tenho simpatia pela trajetória dele. Mas ele se tornou político. O problema é saber se o objetivo dele é eleger o Serra presidente ou melhorar o ensino. Se ele chegou apenas com visão política, as escolas vão seguir esfaceladas, sem conteúdos. Ele vai ser mais um.


Nota do Chicão:

Vou realçar algumas falas:

1- sobre conteúdos pedagógicos:

"O Estado nem desconfiava desse rol. E hoje, 20 anos depois, AINDA NEM nem desconfia."

É por isto que ao invés de comprar bons livros para as escolas, a secretaria de educação compra a revista Recreio (editora Abril), com textos "pedagógicos" como este: "Encare partidas de tênis com Mario no Wii". Veja aqui

2- sobre a falta de professores e as aulas perdidas pelos alunos

"a escola não consegue funcionar quatro horas diárias [excesso de aulas vagas]..."

É só ir visitar as escolas estaduais. É um descalabro. Quando faltam professores, é comum dispensar a sala de todas as outras aulas. Um horror! Leia aqui

3- Sobre a falta de rumo do governo Serra

"o governo não tem a menor ideia do que fazer com as escolas..."

Perdeu a compostura, tudo virou marketing.


4- manutenção de prédio público

"Não consigo uma reforma porque não participo das reuniõezinhas, não vou lá ficar bajulando. Eu percorria gabinete de deputado para pedir reforma. Desisti. É indigno para um diretor".

Isto mesmo! A manutenção é péssima. Pior do que isto: TODA A EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO ESTÁ APARELHADA ENTRE O PSDB, DEM, PPS, PTB, PV, e outros menos votados. Até para conseguir uma reforma é preciso tomar as "bençãos" dos deputados donos dos pedaços. Leia aqui ou aqui

Você ainda acredita um pouco em Alckmin e Serra?


5- falta aula, falta professor, falta material didático, falta tudo

"Hoje, os diretores ficam mais preocupados com as atinhas, e o aluno não tem aula"

Leia aqui


6- sobre o Paulo Renato, novo secretário da educação (o terceiro em 2 anos e meio)

"...ele se tornou político. O problema é saber se o objetivo dele é eleger o Serra presidente ou melhorar o ensino. Se ele chegou apenas com visão política, as escolas vão seguir esfaceladas, sem conteúdos. Ele vai ser mais um.

Ele veio fazer política, seu discurso de posse foi só política e nada mais. Leia aqui como era a educação na época do Ministro Paulo Renato.

Enfim, é isso aí. É muita mentira em propaganda, e um caos na prática.


PS: o diretor da escola disse que só foi menos pior porque NÃO SEGUE as orientações da secretaria de educação. Se seguisse, teria sido muito pior.

Que triste!


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quarta-feira, 15 de abril de 2009

A educação na época do ex-ministro Paulo Renato

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Discurso do deputado Paulo Renato, "o ético":

"A banalização da esperteza, do compadrio, do loteamento político é assustadora nos últimos anos. Os episódios se repetem envolvendo desde o aparelhamento do Estado até o uso desassombrado do poder de polícia para intimidar e constranger adversários políticos".

Entederam! "O loteamento político é assutador nos ÚLTIMOS ANOS..."

Quando este elemento foi ministro da educação não realizou NENHUM CONCURSO PÚBLICO para professores de escolas técnicas.

Você pode perguntar: e o que acontecia quando um professor pedia demissão, aposentava ou morria?

A resposta é simples: ou ficava sem professor ou CONTRATAVA ALGUM CABO ELEITORAL PARA DAR AULA (OU ALGUM "PROFESSOR" INDICADO POR POLÍTICO).

Ele, Paulo Renato, sucateou as escolas técnicas e deixou um rastro de loteamento político destas escolas como só acontecia na época da ditadura. Nem o governo Sarney ousou fazer o que eles fizeram.

Havia a certeza da impunidade. O ministério público federal estava amordaçado por uma chefia que era chamada de "engavetador geral da nação". A imprensa conservadora estava preocupada com os seus próprios e bons negócios, o que incluía a proteção a quem é "amigo". A FHC, o Serra, o Alckmin, o Aécio e o Paulo Renato são "amigos", portanto devem ser protegidos da verdade.

Outro dia a Miriam Leitão disse que o governo FHC diminuiu em 100 mil o número de funcionários públicos. Falou maravilhas da gestão FHC. Só não disse em quais setores ele diminuiu e de que forma. Ruim, segundo ela, é o Lula que aumentou o número de funcionários públicos.

Este é o discurso conservador. É o discurso da grande aliança conservadora.

Uma parcela signifcativa (dezenas de milhares de cargos) desta redução de funcionários do governo FHC deveu-se a NÃO contratação de professores e técnicos para as escolas técnicas e universidades.

Isto mesmo: o que a Miriam Leitão louva são adolescentes sem aula por falta de professores. Ou adolescentes tendo aulas com "professores" cabo eleitorais; pois como são contratados, NÃO entram no computo geral do número de funcionários públicos.

Tomem muito cuidado! Pessoas anti-éticas como esta senhora e a empresa para a qual trabalha costumam tentar enganar e dominar a mente das pessoas.

Pela lógia dela o atual ministro da educação, Ferando Haddad é péssimo, pois está inchando a máquina pública.

O pecado: fazer concurso público para preenchimento de vagas de profesores.

Pecado maior: criar dezenas de novas escolas técnicas e novas universidades, com milhares de novas vagas de professores e de gente de apoio.

Consequência de tamanha ousadia: aumentar o número de funcionários públicos e aumentar os gastos de custeio.

Meus amigos: manter uma escola funcionando, com professores qualificados, material didáticos, laboratórios equipados, etc, é caro e é um ENORME GASTO DE CUSTEIO.

Por isto, a imprensa conservadora louva o governo FHC (que diminuiu o número de funcionários públicos - agora você sabe a que preço). Por isto, a imprensa detona o atual governo do Brasil que teve a petulância de contratar por concurso público mais de 50 mil professores, técnicos e pessoal de apoio para as escolas e universidades.

Com o concurso público foram para a rua muitos milhares de cabos eleitorais do PSDB/DEM/PPS/PMDB que estavam empregados como professores. Você consegue imaginar uma forma pior de loteamento político?

Este é a forma de agir do Paulo Renato, ex-minstro da educação e atual secretário da educação de São Paulo.

Leia também:

Economizando com a NÃO educação


Governo "bão" é governo pão duro


Investimento, cuidado com os números


Educação: saiba como os conservadores lidam com ela


Sai pela porta dos fundos a secretária de educação de São Paulo


PS: agradeço às pessoas que me mandaram emails e me ajudaram a redigir este texto.



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terça-feira, 14 de abril de 2009

Nenhuma escola de ensino médio atinge meta em SP

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Só dez unidades de 4ª série na capital paulista obtiveram nota considerada adequada

Dados do Saresp mostram que unidades de 6ª e 8ª séries também ficaram com desempenho abaixo da meta em português e matemática


Nenhuma escola estadual da capital paulista que oferece sexta e oitava séries ou ensino médio tem médias consideradas adequadas em português e matemática, conforme critério da própria Secretaria da Educação. Na quarta série, apenas dez unidades atingiram o patamar.

O governo José Serra (PSDB) mantém 580 escolas com quarta série na capital paulista; 632 têm sexta; 619, oitava; e 588, ensino médio (antigo colegial).

Os dados estão presentes no Saresp, exame anual aplicado pelo Estado, cujos resultados foram divulgados na semana passada. A tabulação dos resultados das unidades na capital foi feita pela Folha.

(…) Ontem, durante a posse do novo secretário da Educação, Paulo Renato Souza, Serra afirmou que, “em questão de prédios, de merenda, de transporte, a situação é de boa para excelente [O SERRA É MITÔMANO, AS ESCOLAS ESTÃO EM PÉSSIMAS CONDIÇÕES, FALTA MATERIAL PARA-DIDÁTICO, FALTA TREINAMENTO, A MERENDA É FRAQUINHA, ETC]. As professoras são muito simpáticas, e os alunos têm vontade de aprender. Mas isso não está acontecendo [POR QUE SERÁ? SERÁ QUE ESTA NÃO É A MAIOR PROVA DE QUE VOCÊ ESTÁ MENTINDO?].”

O tucano apontou como ações para a melhora da qualidade do ensino a criação de materiais pedagógicos [DE PÉSSIMA QUALIDADE, PURO MARKETING] e a bonificação por desempenho (pago aos educadores a partir do resultado de sua unidade) -projetos já em andamento. Já o novo secretário da Educação afirmou que “os resultados estão melhorando. O problema é que muitas vezes espera-se grandes mudanças em pouco tempo [GRANDE MUDANÇAS, COMO OS ALUNOS CHEGAREM A TERCEIRA SÉRIE - REPETINDO- TERCEIRA SÉRIE SABENDO LER E ESCREVER MINIMAMENTE].”

(Folha de São Paulo)

Comentário do Luis Nassif

Fica evidente a razão da ex-Secretária Maria Helena ter divulgado as escolas que ganharam o bônus, mas ter evitado divulgar os resultados absolutos. Provavelmente em 2010 o governo Serra será conhecido por grandes obras - Rodoanel, viadutos imensos - e fracasso em políticas sociais, educação, seguraça e na gestão de empresas públicas (Nossa Caixa e Sabesp). E, agora, com um Secretário de Segurança que se autodenomina “linha dura”.

Nos anos 80 e 90, era justamente a restrição que os progressistas que acreditavam em Serra faziam ao estilo Maluf de governar.



Comentário do Chicão:


Quem acompanha meu blog recebeu várias informações que mostram o total descalabro da educação.

Este Saresp é muito furado. Mal feito, mal planejado, mal aplicado.

A incompetência é total. A demissão da secretária não foi por incompetência administrativa. Foi por incompetência de marketing.

Marketing: este é o grande problema. O Serra quer ser presidente de qualquer jeito, mesmo pisando no futuro de nossas crianças.

A ex-secretária não soube capitalizar as oportunidades de fazer propaganda. Colocaram alguém que disse no discurso de posse que assumiu a secretaria porque é mais importante para o PSDB.

Nada de falar de projetos, de esforços, de melhorias. Falou até da polícia federal... Entrou para fazer política.

A ex-secretária vai manter sua boquinha na secretaria...

O atual secretário vai ser um general do PSDB, na campanha eleitoral precoce.

E as escolas... bom este é outro problema. Fica para depois, o imporante é o poder.


Leia também:

Educação em São Paulo: o mal da politicagem


Sai pela porta dos fundos a secretária de educação de São Paulo




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A pergunta que não foi feita

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A foto do elemento acima é do presidente do PSDB, Sergio Guerra.

Ontem ele esteve em São Paulo para assistir à posse do novo secretário de educação de São Paulo.

Deve ter vindo de avião. Quem pagou a passagem? Foram os cidadãos ou ele mesmo?

Observe bem: assistir à posse de secretário de estado não é uma tarefa de interesse público. O correto é não gastar o dinheiro público e contar como falta e ser descontado no seu salário.

Duvido que isto aconteceu ou acontecerá. Com a transparência pública poderemos, pelo menos, ter acesso a estas informações. Por isto, pessoas como o Serra sempre boicotaram a transparência pública (um dos seus primeiros atos como governador foi vetar uma lei que a instituía em São Paulo).

Hoje ficamos sabendo que um deputado pagou passagem de avião para sua namorada Adriana Galisteu e vários outros artistas da Globo.

A secretária de educação de São Paulo foi demitida por ser MUITO incompetente. Mas, vai continuar RECEBENDO um bom salário do governo de São Paulo, enquanto prepara sua campanha a deputado federal pelo PSDB.

O Deputado Paulo Renato assumiu o cargo. Vou contar uma história: este sujeito arranjou uma namorada no RJ. Ia direto visita-la, nós pagamos a conta de mais de 25 mil reais (em valores da época).

O deputado, então ministro, pagou para a namorada hospedagem em hotel, sempre com o dinheiro público.

É uma festa.

Por isto, eles colocam tanto empecilho para a transparência pública.

Aliás, o serrista Arnaldo Jardim, deputado federal (PPS), fez na sua casa o lançamento de um grupo pela ética e contra a corrupção. Uma festa bonita, muito bem servida.

Um detalhe da festa nós ficamos sabendo somente depois: a empregada que trabalhou na festa (e, dizem, não recebeu hora extra) NÃO era paga pelo deputado ético e contra a corrupção Arnaldo Jardim.

Advinha quem pagava o salário da empregada?

A câmara dos deputados. Isto mesmo, era paga com dinheiro público.

Ao ser descoberto se desculpou pelo erro. Demitiu a empregada.

Viu como é importante a transparência pública para inibir estas pessoas?

A pergunta para o senador Sergio Guerra é: quem pagou a passagem de avião? Quem pagou sua hospedagem e sua alimentação? Quanto é o gasto de sua conta de telefone (disponibilizado pelo senado), mês a mês, nestes últimos 7 anos?





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