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sábado, 14 de agosto de 2010

A iraniana que vai ser apedrejada e a auto-afirmação cultural

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Os países islamicos, não sei se todos, mas a maioria está em um momento de auto-afirmação cultural.

Estão reafirmando suas origens. A Sharia, código judiciário islâmico, é uma das origens que está sendo revalorizada.

Uma mulher traiu o marido. Foi julgada e vai ser morta.

O interessante é que as leis da Sharia são muito mais fortes contra a mulher.

Uma ativista conta o que está acontecendo no Irã (e não só no Irã):

"A senhora já chegou a comparar o regime islâmico com o fascismo. Por quê?


Mina Ahadi: Desde o começo, há 30 anos, a República Islâmica é um regime fascista. As pessoas não têm nenhum direito, a mulher não tem nenhum poder de decisão, tudo é proibido. E eles sempre falam: esse é o desígnio de Deus, essa é a lei de Deus. Ou seja, a sharia, a lei que vale no Irã, não pode ser questionada. E se você diz ‘não concordo com essa lei’ eles respondem que você está contra Deus, que você ofende Deus, e deve ir para a prisão ou ser executado. As pessoas são mortas em nome de Deus. Não podemos fundar um jornal ou um partido – o regime vigia inclusive o que você faz em seu quarto. Não há esfera privada. É o fascismo".

Muita gente acha que o Irã, por ser contra os EUA, são vítimas.

Inclusive colegas de esquerda pensam assim. Eu digo a eles: pessoas como vocês são mortas no Irã, no mínimo são presas e suas famílias perseguidas.

E o que dizer das milhares de pessoas que todos os anos abandonam o islamismo no Irã? Vivem com medo, muito medo.

Esta auto-afirmação islâmica está recrudecendo os posicionamentos ruins que deveriam ser superados por sociedades que buscam o RESPEITO AOS DIREITOS HUMANOS.

Deve-se negociar com o regime islâmico, porque ele tem o poder de fato no páis.

Deve-se, porém, transmitir mensagens para todos os nossos irmãos muçulmanos para que estes erros sejam estirpados de suas mentes e de suas leis.

Toda vez que a religião ganhou importância em uma sociedade, alguma merda aconteceu.

Esta é a verdade!


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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Virou Cristão e perdeu o emprego, a casa e está sendo perseguido

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Milhões de pessoas ao redor do mundo estão sendo perseguidos por serem cristãos.

O exemplo que verão abaixo é apenas mais um.

Cristão recém-convertido tem sua fé desafiada

Apenas três meses após Rafiqul ter escolhido seguir a Jesus, ele perdeu tudo: casa, profissão, e até seu pastor.


Demorou diversos meses para que o muçulmano de Bangladesh decidisse dar um passo tão ousado para o vilarejo em que morava, no distrito de Kurigram. Lar de diversos partidos políticos muçulmanos, o vilarejo possui uma madrassah (escola islâmica) renomada, e a maior parte dos moradores estão ligados a partidos políticos muçulmanos.

Rafiqul ouviu sobre Jesus de Ismail Mia, um ex-imam (líder muçulmano e professor) que se tornou pastor. Ismail era muito estudado nos ensinamentos do Alcorão e da Bíblia, então eles conversavam durante horas sobre as duas religiões.

Quando eles começaram as conversas, Rafiqul havia acabado de sair da prisão em Dhaka, onde estava preso por tráfico de drogas. Após sua liberação, em 2008, ele decidiu abandonar o tráfico.

Com o tempo, a verdade do evangelho que Ismail compartilhava com ele atingiu seu coração. A transformação espiritual de Rafiqul foi lenta, mas ele continuou progredindo. Após seu batismo em janeiro de 2010, com mais outros ex-muçulmanos, ele se comprometeu a mudar suas atitudes, se recusando a vender drogas novamente.

Rafiqul iniciou um grupo de estudo em sua casa, e logo Ismail se juntou a eles. Um dia, os moradores foram até a casa de Rafqul saber o que estava acontecendo e ouviram Ismail citar versos do Alcorão e compará-los com a Bíblia. Logo começaram a questionar:

“Você trouxe esse Alcorão cristão [Bíblia]. Onde está o livro original?”, perguntaram. Ismail respondeu: “Aqui está o Alcorão original”, batendo levemente no livro. O ato do pastor irritou um jovem na multidão que gritou “Ismail desonrou o Alcorão!”, abraçando sua própria cópia do livro. Como uma onda, a reação do jovem incitou os outros ouvintes.

Antes que Rafiqul percebesse, pedras, sapatos e galhos começaram a ser lançados contra sua casa. A multidão gritava: “Não queremos mais conversões! Não queremos mais o cristianismo!”.

Enquanto isso, o pastor Ismail e seus convidados ficaram sob custódia para sua própria segurança.

Juntamente com sua esposa e dois filhos, Rafiqul se abrigou na casa de um amigo, pois sua casa foi completamente destruída.

Muitos dos 22 cristãos que se batizaram com Rafiqul ficaram desencorajados, com medo por suas vidas e suas famílias. Alguns estão com medo demais, e não têm coragem para se reunir.


http://www.portasabertas.org.br/noticias/noticia.asp?ID=6369



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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Imprensa conservadora esconde a perseguição aos cristãos no Egito

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Parece até que os cristãos são cidadãos de segunda categoria, que não merecem ter seus direitos respeitados.

Os cristãos comem carne de porco. No islamismo esta carne é proibida. Milhões de cristãos pobres no mundo árabe tem nestas criações uma importante fonte de proteína.

Sem estas criações vão passar fome ou ficar subnutridos.

A gripe suína é uma oportunidade para que estes cristãos sejam atacados. O governo do Egito decidiu matar os porcos dos cristãos (cristãos cooptas). Eles estão reagindo, como mostra a foto acima.

As organizações Globo assim apresentam esta situação dramática:

"Criadores de porcos enfrentam policiais no Egito
Pelo menos 12 pessoas ficaram feridas. Governo quer sacrificar animais por conta da nova gripe
".

Os jornais conservadores escondem a verdade. Não mostram que há uma ação INTENCIONAL para prejudicar os cristãos cooptas (eles são mais ou menos 10% dos habitantes do Egito).

Há, por parte da maioria dos muçulmanos, uma ação para forçar os cristãos árabes a se converterem ao islamismo ou imigrarem. É uma forma deliberada de limpeza religiosa.

Faz parte desta ação deliberada tornar a vida de todas as minorias tão ruim quanto possível.

Não pense que são apenas os chamados radicais. Não, não são apenas eles. É uma ação apoiada pela maioria dos muçulmanos. Tanto é que o ditador do Egito aproveitou a pandemia de gripe para atacar os cristãos e assim AUMENTAR SUA POPULARIDADE.

Os direitos humanos de todos os habitantes do planeta Terra devem ser protegidos. Entre estes direitos humanos está o direito de escolher livremente a sua religião e não ser preseguido por causa desta.

Hoje no mundo árabe, além dos cristãos e outras minorias, existem alguns milhões de cristãos convertidos do islamismo que vivem com medo de serem descobertos e serem vítimas de violências.

Leia aqui no Blog do Chicão:

Muçulmanos egípcios utilizam a gripe suína como pretexto para perseguir cristãos

Direitos humanos: perseguição religiosa no Irã

O massacre dos cristãos: Egito Esta história é importante para você entender como é a vida dos que se convertem ao cristianismo.

Cristãos massacrados. Milhares são expulsos de casa. Porque não é notícia?



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quarta-feira, 13 de maio de 2009

Direitos humanos: perseguição religiosa no Irã

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Recebi um email dizendo que não são apenas os cristãos que estão sendo barbaramente perseguidos nos países de maioria muçulmana (em alguns mais, em outros menos, em todos são perseguidos).

São todas as minorias.

Abaixo segue parte de uma entrevista de um membro da comunidade Bahá´í.

"Os Bahá'ís são perseguidos no Irã desde a fundação da religião. Todo os governos iranianos, em maior ou menor grau, têm encontrado desculpas convenientes para promover campanhas de perseguição aos Bahá'ís. Em um momento foram acusados de relacionamento espúrio com os russos. Em outro, eram espiões da Inglaterra. Nos últimos tempos seriam ligados aos EUA e Israel.

A justificativa parece simples e banal, afinal o centro mundial bahá'í é em Haifa, Israel. Como os bahá'ís do mundo todo se comunicam com o centro mundial de alguma forma, por associação, dizem que eles são sionistas. O governo Iraniano se esquece de dizer a opinião pública que os fundadores da fé Bahá'í foram exilados como prisioneiros para a colonia penal de Acre, na Palestina, em 1868. Quem estuda a história da região e da Fé Bahá'í sabe que o estado de Israel só seria fundado nesse território 80 anos depois.

Os lideres religiosos iranianos têm, desde a revolução de 1979, promovido uma campanha orquestrada para acabar com uma comunidade de mais de 300 mil pessoas. Em 1990 chegou as mãos das Nações Unidas o memorando Golpaygani, um documento que delineava como deveria ser destruída a comunidade Bahá'í dentro do Irã. A justificativa religiosa era o crime de apostasia. Punível com com a pena de morte.

Nesses 30 anos desde a revolução, mais de 220 líderes da comunidade bahá'í foram mortos, locais sagrados demolidos, jovens expulsos de universidades, crianças maltratadas nas escolas, cemitérios destruídos além da perda do direito ao trabalho, isso sem falar da perda do direito as pensões e aposentadorias. Um outro aspecto interessante é o fato de os acusados NÃO terem direito a um advogado de defesa.

O atual governo só aumentou a pressão sobre os bahá'ís, criando assim uma situação insustentável do ponto de vista dos direitos humanos. A única saída apresentada aos Bahá'ís presos antes de sua condenação é a negação da sua fé em público.

Blog - Uma derrota de Ahmedinejad pode melhorar a vida dos Baha'i no Irã?

Rassekh - Não acredito que haverá mudança significativa depois da eleição. Nenhum dos candidatos têm a liberdade de se opor as orientações do líder supremo do Irã. O conceito de apostasia é muito forte dentro desse grupo. Não imagino que do dia para a noite eles possam aceitar que a Fé Bahá'í é uma religião válida e independente. Como todos já sabem, não existe imprensa livre naquele país e os candidatos são previamente escolhidos (e aprovados) pela cúpula religiosa a partir de uma lista. Só em um milagre poderíamos imaginar que dentro desse sistema haveria algum espaço para uma verdadeira mudança. Lembrem-se que a "democracia" no Irã não segue o modelo que conhecemos.

Pessoalmente, espero que num futuro próximo a população se sensibilize e procure saber a verdade sobre o que está acontecendo. Não são só os bahá'ís que são perseguidos. A lista é grande, sugiro ao leitor fazer uma pesquisa sobre a situação dos Curdos, Sunitas, Sufis, Cristãos, homosexuais e mulheres daquele país".


texto completo está aqui




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terça-feira, 3 de março de 2009

O massacre dos cristãos: Egito

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Oposição pede pena de morte para Maher El-Gohary

EGITO (21º) - Na última audiência de um cristão egípcio que queria se converter oficialmente ao cristianismo, os advogados da oposição o acusaram de apostasia, e pediram pena de à morte.

Mais de 20 advogados islâmicos foram à audiência no caso de Maher Ahmad El-Mo’otahssem Bellah El-Gohary. Ele tentou obter um novo documento de identidade que demonstrasse sua nova afiliação religiosa como cristão (saiba mais). Dois advogados conduziram a acusação: Ahmed Dia El-Din e Abdel Al-Migid El-Anani.

“[El-Din] começou a falar que o Alcorão estava em uma posição mais elevada do que a Bíblia. As pessoas podem subir de religião, não descer, então, ninguém pode deixar o islã, que é a mais elevada de todas”, disse Said Fayez, um dos advogados de El-Gohary.

Memorandos apresentados pelos advogados de oposição afirmam que casos como o de El-Gohary são parte de um ataque norte-americano contra o islã e o Egito, que o cristianismo é uma religião inferior, e que os coptas protegem e defendem os convertidos a seu próprio risco.

“Nós recebemos 150 páginas falando sobre religião. Não estamos em posição de falar sobre isso, estamos falando somente sobre a lei”, disse Fayez.

El-Gohary não estava presente na audiência, pois isso colocaria sua vida em grande risco. Ele planejava obter as procurações que autorizassem o advogado Nabil Ghobreyal a agir em seu lugar no tribunal, mas os funcionários do cartório xingaram e bateram nele.

O juiz Hamdy Yasin foi forçado a adiar o caso até 28 de março, porque El-Gohary não conseguiu os papéis necessários para a procuração.

“Estou em uma posição que não me permite fazer nada”, diz El-Gohary. “Eu tenho que ir ao tribunal, apesar do risco. Creio que Deus irá me proteger. É uma decisão muito difícil, mas tenho que ir.”

“Nossos direitos como cristãos no Egito são menores do que os direitos de um animal. Somos desprovidos de nossos direitos civis e sociais, de nossa herança, e somos abandonados para ser mortos por fundamentalistas. Ninguém se preocupa em investigar ou agir por nós.”

El-Gohary, 56, foi atacado na rua, e, tanto ele quanto a filha de catorze anos continuam recebendo ameaças de morte pelo telefone e pelo celular. Ao mesmo tempo, recebe mensagens de encorajamento, vindas de outros ex-muçulmanos que têm medo de tomar a mesma atitude que ele.

“Todos os dias recebo ligações de pessoas que se converteram, mas mantêm em segredo. Eles me perguntam sobre o que está acontecendo, porque afeta o futuro deles também”, diz El-Gohary.

O perigo que ele e sua família correm demonstra que provavelmente ele deixará o Egito, mas não até o caso ser encerrado.

O advogado Ghobreyal declara: “Ele não vai embora sem ir ao tribunal, ele não quer sair enquanto não estiver terminado. A conversão é um direito dele.”

El-Gohary disse que sente a responsabilidade de testemunhar sobre Deus e Jesus: “Eu tenho que fazer o que faço pelo bem dos convertidos e para a Glória de Deus”, afirma.

http://www.portasabertas.org.br/noticias/noticia.asp?ID=5161


Nota do Chicão:

Os advogados de acusação não são radicais. São pessoas que seguem fielmente a doutrina do Islamismo.

O Blog do Chicão defende e sempre defenderá os direitos humanos. Escolher livremente sua própria religião é um dos fundamentos da liberdade humana.

Hoje existem muitos milhões de cristãos que são perseguidos de forma inclemente por terem se convertido do islamismo. Correm o risco de perderem emprego, serem presos, torturados, perderem a guarda dos filhos, ETC.

É de uma crueldade impressionante.

Está na hora de dar um basta nesta situação.

Cada um que veja a realidade e faça suas prórias avaliações.




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