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Depois de mentir sobre o seguro desemprego, que ele não criou.
Depois de mentir sobre o FAT, que ele não criou.
O político José Serra assinou uma carta dizendo que vai dobrar o bolsa família.
Vamos ver o que ele realmente fez como governador de São Paulo:
"Conforme a Folha revelou em maio, o Renda Cidadã e o Ação Jovem encolheram sob a gestão de Serra como governador. O pagamento caiu de R$ 279,5 milhões, em 2006, para R$ 198,9 milhões em 2009. Considerada a inflação, a queda chega a 38%". Folha de São Paulo
Estes dois programas pequenos são uma espécie de Bolsa Família do governo de São Paulo.
O Serra conseguiu TORNÁ-LOS MENORES.
A matéria da Folha de SP você encontra neste site:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-governador-que-nao-falava-com-seus-secretarios#more
SERRA MENTE PORQUE SEMPRE FEZ POUCO.
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quinta-feira, 8 de julho de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Programas de renda encolhem com Serra
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"Reportagem de Gustavo Patu, publicada na edição de hoje da Folha informa que o Renda Cidadã e o Ação Jovem, os dois principais programas sociais de transferência de renda mantidos pelo governo paulista, encolheram ao longo da administração do tucano José Serra --que deixou o Palácio dos Bandeirantes em março para disputar a Presidência.
O pagamento desses benefícios caiu de R$ 279,5 milhões, em 2009, para R$ 198,9 milhões em 2009. Considerada a inflação, a queda chega a 38%. Os dois programas respondem juntos por cerca de 80% das despesas estaduais com transferências diretas de renda". UOL
Nota do Chicão
É impressionante a capacidade destrutiva do elemento Serra.
Quando assumiu a prefeitura de SP destruiu a maior parte dos bons programas da ex-prefeita Marta Suplicy.
Os programas de treinamento de professores foram simplesmente detonados. Uma pena! E a classe média sorrindo, os jornais escondendo...
O José Serra é um péssimo gestor.
As notícias ruins não param de aparecer (e logo são escondidas pelos jornais conservadores):
"SP tem pior monitoramento no Bolsa Família, diz governo"
http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/05/10/sao-paulo-e-o-bolsa-familia/
É um horror!
Acorda Brasil!
Acorda classe média. Sem distribuição de renda o NÚMERO DE BONS EMPREGOS DIMINUI MUITO.
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"Reportagem de Gustavo Patu, publicada na edição de hoje da Folha informa que o Renda Cidadã e o Ação Jovem, os dois principais programas sociais de transferência de renda mantidos pelo governo paulista, encolheram ao longo da administração do tucano José Serra --que deixou o Palácio dos Bandeirantes em março para disputar a Presidência.
O pagamento desses benefícios caiu de R$ 279,5 milhões, em 2009, para R$ 198,9 milhões em 2009. Considerada a inflação, a queda chega a 38%. Os dois programas respondem juntos por cerca de 80% das despesas estaduais com transferências diretas de renda". UOL
Nota do Chicão
É impressionante a capacidade destrutiva do elemento Serra.
Quando assumiu a prefeitura de SP destruiu a maior parte dos bons programas da ex-prefeita Marta Suplicy.
Os programas de treinamento de professores foram simplesmente detonados. Uma pena! E a classe média sorrindo, os jornais escondendo...
O José Serra é um péssimo gestor.
As notícias ruins não param de aparecer (e logo são escondidas pelos jornais conservadores):
"SP tem pior monitoramento no Bolsa Família, diz governo"
http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/05/10/sao-paulo-e-o-bolsa-familia/
É um horror!
Acorda Brasil!
Acorda classe média. Sem distribuição de renda o NÚMERO DE BONS EMPREGOS DIMINUI MUITO.
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
A covardia contra o Bolsa Família
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Por Sanzio
A Folha mentiu em seu editorial de ontem. Pega na mentira, rebate a carta do Ministério do Desenvolvimento Social com o surrado artifício de destacar o secundário para esconder o principal.
Abaixo a carta e a resposta do jornal:
Bolsa Família
“Ao contrário do que afirma o editorial “Bolsa Gás” (Opinião, ontem), o Bolsa Família tem ampliado, a cada levantamento, o acompanhamento das contrapartidas (educação e saúde) exigidas.
Na educação, nos últimos dois anos, o índice de crianças monitoradas pelo sistema de frequência escolar passou de 69,8% para 85,2%. Na saúde, subiu de 41,8% para 63,1%.
Pesquisas constatam ainda que as crianças e os adolescentes atendidos pelo programa de transferência de renda permanecem por mais tempo na escola.”
JOÃO LUIZ MENDES , assessoria de imprensa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (Brasília, DF)
Nota da Redação – O governo parece gabar-se de sua própria incúria: cinco anos depois de instituído, o Bolsa Família, oficialmente, ainda deixa de monitorar 15% das crianças na educação e 37% dos beneficiários na saúde.
Comentário
A falta de informação do Otavinho só se rivaliza com esse amadorismo de se deixar levar por idiossincrasias na definição da linha do jornal, trocando análise e jornalismo por birra.
O Bolsa Família tem 19 milhões de famílias cadastradas das quais 12,4 milhões são beneficiárias do programa. Supondo-se (por baixo) duas crianças por família, seriam 24,8 milhões. Logo o acompanhamento de educação é feito sobre 21 milhões de crianças, um desafio que nenhum país do mundo, até hoje, ousou enfrentar. Todas as famílias estão cadastradas, com cartão único, podendo ser localizadas pelo site do Ministério.
Essa história de julgar o programa pelos 15% que ainda não são monitorados, revela apenas má fé. E o fato de se basear exclusivamente nos números da resposta do Ministério do Desenvolvimento, preguiça ou incapacidade mínima de levantar números adicionais para uma análise autônoma.
Quer exercer esse poder de príncipe – de fuzilar de acordo com sua vontade -, dirija seu canhão para o Ministro dos Transportes, das Minas e Energia, para o DNIT, para o Ministério das Comunicações.
Mirar o Bolsa Família invocando avaliações falhas e preguiçosas é covardia.
Do Blog do Luis Nassif
Nota do Chicão:
Dede os tempos de Adão quem detém o poder tem uma grande sedução por mentir.
Quando você tem um grupo de amigos dirigindo a imprensa nacional estas mentiras não são confrontadas.
Assim eles usam do poder econômico para esconder a realidade.
A democracia é a melhor forma de termos acesso à verdade.
Impedir qualquer tipo de propaganda é uma forma da sociedade ter uma imprensa realmente livre.
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Por Sanzio
A Folha mentiu em seu editorial de ontem. Pega na mentira, rebate a carta do Ministério do Desenvolvimento Social com o surrado artifício de destacar o secundário para esconder o principal.
Abaixo a carta e a resposta do jornal:
Bolsa Família
“Ao contrário do que afirma o editorial “Bolsa Gás” (Opinião, ontem), o Bolsa Família tem ampliado, a cada levantamento, o acompanhamento das contrapartidas (educação e saúde) exigidas.
Na educação, nos últimos dois anos, o índice de crianças monitoradas pelo sistema de frequência escolar passou de 69,8% para 85,2%. Na saúde, subiu de 41,8% para 63,1%.
Pesquisas constatam ainda que as crianças e os adolescentes atendidos pelo programa de transferência de renda permanecem por mais tempo na escola.”
JOÃO LUIZ MENDES , assessoria de imprensa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (Brasília, DF)
Nota da Redação – O governo parece gabar-se de sua própria incúria: cinco anos depois de instituído, o Bolsa Família, oficialmente, ainda deixa de monitorar 15% das crianças na educação e 37% dos beneficiários na saúde.
Comentário
A falta de informação do Otavinho só se rivaliza com esse amadorismo de se deixar levar por idiossincrasias na definição da linha do jornal, trocando análise e jornalismo por birra.
O Bolsa Família tem 19 milhões de famílias cadastradas das quais 12,4 milhões são beneficiárias do programa. Supondo-se (por baixo) duas crianças por família, seriam 24,8 milhões. Logo o acompanhamento de educação é feito sobre 21 milhões de crianças, um desafio que nenhum país do mundo, até hoje, ousou enfrentar. Todas as famílias estão cadastradas, com cartão único, podendo ser localizadas pelo site do Ministério.
Essa história de julgar o programa pelos 15% que ainda não são monitorados, revela apenas má fé. E o fato de se basear exclusivamente nos números da resposta do Ministério do Desenvolvimento, preguiça ou incapacidade mínima de levantar números adicionais para uma análise autônoma.
Quer exercer esse poder de príncipe – de fuzilar de acordo com sua vontade -, dirija seu canhão para o Ministro dos Transportes, das Minas e Energia, para o DNIT, para o Ministério das Comunicações.
Mirar o Bolsa Família invocando avaliações falhas e preguiçosas é covardia.
Do Blog do Luis Nassif
Nota do Chicão:
Dede os tempos de Adão quem detém o poder tem uma grande sedução por mentir.
Quando você tem um grupo de amigos dirigindo a imprensa nacional estas mentiras não são confrontadas.
Assim eles usam do poder econômico para esconder a realidade.
A democracia é a melhor forma de termos acesso à verdade.
Impedir qualquer tipo de propaganda é uma forma da sociedade ter uma imprensa realmente livre.
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quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Bolsa família, auto-estima e estudos
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Email recebido pelo Blog do Chicão:
Boa Noite !
Voce tem toda razão Chicão! De Fato o bolsa Família dá Lucro...
Faço parte de Uma Ong feminista e estamos capacitando mulheres que tem o Bolsa Família e dá gosto de ver a auto estima elevada e a vontade delas de voltar a viver e buscar novos objetivos...
O povo pobre só precisa de uma oportunidade e as mulheres demonstram claramente o quanto o Bolsa Família faz a diferença na vida da Família.
Estou enviando algumas fotos do curso....
É uma pena que poucos bolsistas tenham essa oportunidade de aprender uma profissão, aprender cidadania, direitos etc etc etc...
Parabens pelo seu BLOG.
Cida lima.
Nota do Chicão:
Cida são trabalhos como o seu que vão ajudar a mudar nosso país. Parabéns!
Obrigado pelos elogios.
O texto a que ela se refere é este:
Bolsa família dá LUCRO
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/11/bolsa-familia-da-lucro.html

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Email recebido pelo Blog do Chicão:
Boa Noite !
Voce tem toda razão Chicão! De Fato o bolsa Família dá Lucro...
Faço parte de Uma Ong feminista e estamos capacitando mulheres que tem o Bolsa Família e dá gosto de ver a auto estima elevada e a vontade delas de voltar a viver e buscar novos objetivos...
O povo pobre só precisa de uma oportunidade e as mulheres demonstram claramente o quanto o Bolsa Família faz a diferença na vida da Família.
Estou enviando algumas fotos do curso....
É uma pena que poucos bolsistas tenham essa oportunidade de aprender uma profissão, aprender cidadania, direitos etc etc etc...
Parabens pelo seu BLOG.
Cida lima.
Nota do Chicão:
Cida são trabalhos como o seu que vão ajudar a mudar nosso país. Parabéns!
Obrigado pelos elogios.
O texto a que ela se refere é este:
Bolsa família dá LUCRO
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/11/bolsa-familia-da-lucro.html
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sábado, 7 de novembro de 2009
Bolsa família dá LUCRO
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Veja notícia abaixo:
"Classes D e E puxam consumo na crise
Consumidores de baixa renda responderam por 50% do crescimento de vendas de alimentos e artigos de higiene". Jornal O Estado de SP
Como venho demonstrando aqui no Blog do Chicão os programas de distribuição de renda do governo do PT tem sido fundamentais para o Brasil crescer e gerar empregos para TODAS as classes sociais.
Aumento do salário mínimo, PROUNI, PRONAF, programa de compra direta de alimentos, reforma agrária, microcrédito, incentivo para cooperaivas, e muitos outros programas fazem com que o dinheiro e a OPORTUNIDADE cheguem até as pessoas mais humildes.
Alguns desperdiçam as oportunidades, a maioria aproveita e MELHORAM de vida.
O discurso conservador sempre disse que o aumento real do saláio mínimo ia quebrar a previdência social. Baseado nesta concepção os conservadores faziam questão de que o salário mínimo FOSSE o mínimo possível.
O aumento real e constante do salário mínimo no governo do PT faz com que o Brasil cresça e se desenvolva.
O problema real do INSS não são as aposentadorias. É a sonegação. Como o dinheiro da sonegação fica no bolso de determinadas pessoas os conservadores fazem leis que DIFICULTAM a punição destas pessoas. É a grande aliança conservadora em ação.
Já o Bolsa Família, chamado Bolsa esmola pelos adversários e inimigos do PT, dá lucro para o Brasil.
O governo federal investe por volta de 13 bilhões de reais por ano neste programa. Este dinheiro gira na sociedade. Movimenta a economia, gera impostos, empregos, mais impostos, mais empregos e no fim o que é arrecadado é MAIS do que o que foi investido.
Isto mesmo: o Bolsa Família dá lucro.
O Bolsa Família Milionária dá prejuízo. Saiba mais sobre este "programa": http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/o-bolsa-familia-milionaria-e-muito.html
Já o Bolsa Família dá lucro.
Outro dia contei aqui de um jovem contratado por uma empresa que aumentou a produção para abastecer as classes mais humildes.
Recebi uma mensagem de um sujeito que também conseguiu emprego em uma empresa que está aumentando a produção da abastecer o programa Minha Casa Minha Vida.
O dinheiro colocado nos programas sociais caminha por toda a sociedade. É isto que faz a economia se fortalecer.
O sujeito recebe o dinheiro do Bolsa Família, compra no mercadinho que contrata mais empregados, compra mais das fábricas, a fábrica compra mais matérias primas e contrata motorista para distribuir mais produtos, a mulher do motorista compra produtos da vendedora da Avon, que paga o cabelereiro, que contrata um seguro saúde, que faz convênio com um laboratório, que contrata mais um biomédico, etc, etc, etc.
Quantas pessoas estão emrpegadas graças ao Bolsa Família?
Muita gente.
O bolsa família dá lucro.
O que precisamos é acabar com o "Bolsa Família Milionária", que são as dezenas de formas dos mais ricos NÃO PAGAREM IMPOSTOS.
Sobre este "programa" os conservadores e seus comentaristas comprados não falam nada...
Leia também:
PROUNI e o dinheiro que paga os bolsistas
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/prouni-e-o-dinheiro-que-paga-os.html
Neste texto demonstro como o dinheiro que HOJE paga os cursos dos bolsistas ficava no bolso dos donos de universidades sem custos nenhum.
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Veja notícia abaixo:
"Classes D e E puxam consumo na crise
Consumidores de baixa renda responderam por 50% do crescimento de vendas de alimentos e artigos de higiene". Jornal O Estado de SP
Como venho demonstrando aqui no Blog do Chicão os programas de distribuição de renda do governo do PT tem sido fundamentais para o Brasil crescer e gerar empregos para TODAS as classes sociais.
Aumento do salário mínimo, PROUNI, PRONAF, programa de compra direta de alimentos, reforma agrária, microcrédito, incentivo para cooperaivas, e muitos outros programas fazem com que o dinheiro e a OPORTUNIDADE cheguem até as pessoas mais humildes.
Alguns desperdiçam as oportunidades, a maioria aproveita e MELHORAM de vida.
O discurso conservador sempre disse que o aumento real do saláio mínimo ia quebrar a previdência social. Baseado nesta concepção os conservadores faziam questão de que o salário mínimo FOSSE o mínimo possível.
O aumento real e constante do salário mínimo no governo do PT faz com que o Brasil cresça e se desenvolva.
O problema real do INSS não são as aposentadorias. É a sonegação. Como o dinheiro da sonegação fica no bolso de determinadas pessoas os conservadores fazem leis que DIFICULTAM a punição destas pessoas. É a grande aliança conservadora em ação.
Já o Bolsa Família, chamado Bolsa esmola pelos adversários e inimigos do PT, dá lucro para o Brasil.
O governo federal investe por volta de 13 bilhões de reais por ano neste programa. Este dinheiro gira na sociedade. Movimenta a economia, gera impostos, empregos, mais impostos, mais empregos e no fim o que é arrecadado é MAIS do que o que foi investido.
Isto mesmo: o Bolsa Família dá lucro.
O Bolsa Família Milionária dá prejuízo. Saiba mais sobre este "programa": http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/o-bolsa-familia-milionaria-e-muito.html
Já o Bolsa Família dá lucro.
Outro dia contei aqui de um jovem contratado por uma empresa que aumentou a produção para abastecer as classes mais humildes.
Recebi uma mensagem de um sujeito que também conseguiu emprego em uma empresa que está aumentando a produção da abastecer o programa Minha Casa Minha Vida.
O dinheiro colocado nos programas sociais caminha por toda a sociedade. É isto que faz a economia se fortalecer.
O sujeito recebe o dinheiro do Bolsa Família, compra no mercadinho que contrata mais empregados, compra mais das fábricas, a fábrica compra mais matérias primas e contrata motorista para distribuir mais produtos, a mulher do motorista compra produtos da vendedora da Avon, que paga o cabelereiro, que contrata um seguro saúde, que faz convênio com um laboratório, que contrata mais um biomédico, etc, etc, etc.
Quantas pessoas estão emrpegadas graças ao Bolsa Família?
Muita gente.
O bolsa família dá lucro.
O que precisamos é acabar com o "Bolsa Família Milionária", que são as dezenas de formas dos mais ricos NÃO PAGAREM IMPOSTOS.
Sobre este "programa" os conservadores e seus comentaristas comprados não falam nada...
Leia também:
PROUNI e o dinheiro que paga os bolsistas
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/prouni-e-o-dinheiro-que-paga-os.html
Neste texto demonstro como o dinheiro que HOJE paga os cursos dos bolsistas ficava no bolso dos donos de universidades sem custos nenhum.
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sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Em três anos, 18,5 milhões de brasileiros passaram para faixa de renda maior
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Alguns dias atrás eu contei a história de um jovem que conseguiu um bom emprego graças a expansão de uma empresa para atender as classes C, D e E. http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/10/bolsa-familia-distribuicao-de-renda-e.html
Disse que o emprego dele era fruto dos programas de distribuição de renda (bolsa família, PRONAF, e outros).
Estes programas tem sido ridicularizados por inúmeras pessoas. Porém, são eles que tem garantido o crescimento da economia do Brasil.
Leia abaixo:
Em três anos, 18,5 milhões de brasileiros passaram para faixa de renda maior
De São Paulo e Brasília – VALOR
Entre 2005 e 2008, 18,5 milhões de brasileiros subiram de classe social, segundo levantamento realizado pelo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O número representa quase 10% da população do país, hoje com cerca de 193,7 milhões de habitantes. O estudo mostra que, no período, 11,5 milhões de pessoas passaram para o nível de maior renda, enquanto 7 milhões passaram para a classe média.
O Ipea, que utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE, dividiu a população do país em três partes iguais. No primeiro terço, ficaram pessoas com rendimento de até R$ 188 mensais no ano de 2008. No segundo terço, que compreende o segmento intermediário, aqueles dentro do intervalo de rendimento individual de R$ 188 a R$ 465 mensais. Na terceira parte, que representa o estrato superior da renda, ficaram os rendimentos individuais acima de R$ 465 mensais.
A partir dessa divisão, se tornou possível aos pesquisadores retroagir e avançar no tempo em relação ao ano de 2001. Com a atualização do valor do rendimento individual, em termos reais, constitui-se a evolução da população brasileira em relação às três faixas de renda entre 1995 e 2008.
Os dados mostram também que, nos últimos anos, a população de menor renda perdeu importância dentro do conjunto – representava 34% da população até 2004, e passou a 26% em 2008, o menor índice desde 1995. Apesar disso, aponta o Ipea, o Brasil ainda possui um quarto da população vivendo com rendimentos extremamente baixos.
As classes média e alta, por outro lado, ganharam maior representatividade. O segundo estrato de renda passou de 21,8% de participação em 1995 para 37,4% em 2008. No caso do estrato de maior renda, de 31,5% em 2004, subiu para para 36,6% no ano passado.
O Sudeste e o Nordeste se destacam como as as regiões que mais registraram casos de ascensão entre as faixas baixa e média de renda. Juntas, elas responderam por quase 71% do movimento nacional da mudança na estrutura social na base da pirâmide brasileira. Em seguida, vêm Sul (11,1%), Norte (10,4%) e Centro-Oeste (8,1%). No movimento de ascensão para a classe mais alta, a região Sudeste respondeu pela incorporação de 51,2% dos indivíduos. Na sequência, ganhou importância o Sul, com 18,1%, o Nordeste com a inclusão de 16,4%, o Centro-Oeste com 7,6%, e o Norte com 6,7%.
Na avaliação de Rogério César de Souza, economista do Instituto de Estudos para Desenvolvimento Industrial (Iedi), foram esses fatores de ascensão social que colocaram o Brasil em condição favorável neste ano, quando comparado a outros países. “E isso é bom para a indústria em particular”, diz, citando o consumo de alimentos e da construção civil.
O economista do Iedi lembra que a indústria sofreu muito com a diminuição de exportações, durante o auge da crise internacional, mas “cresce de forma contínua se valendo do mercado interno”.
Além do setor industrial, os bancos comemoram a expansão das atividades financeiras ocorridas a partir do aumento das pessoas com renda na faixa intermediária. Segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), entre 2005 e 2008 o número de contas correntes passou de 95 milhões para 125,7 milhões. As contas de caderneta de poupança saltaram de 71,8 milhões para mais de 92 milhões. O total de cartões de crédito no período teve o maior crescimento: passou do patamar de 68 milhões para 124 milhões.
O diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Jorge Abrahão de Castro, diz que a “elevação desse conjunto grande de pessoas no mercado” se dá também com a diminuição das desigualdades sociais. Para ele, a sustentabilidade do movimento depende da manutenção da política de ganhos salariais efetivos e pode ser incrementada com a diminuição dos juros. (Agências noticiosas)
Alguns dias atrás eu contei a história de um jovem que conseguiu um bom emprego graças a expansão de uma empresa para atender as classes C, D e E. http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/10/bolsa-familia-distribuicao-de-renda-e.html
Disse que o emprego dele era fruto dos programas de distribuição de renda (bolsa família, PRONAF, e outros).
Estes programas tem sido ridicularizados por inúmeras pessoas. Porém, são eles que tem garantido o crescimento da economia do Brasil.
Leia abaixo:
Em três anos, 18,5 milhões de brasileiros passaram para faixa de renda maior
De São Paulo e Brasília – VALOR
Entre 2005 e 2008, 18,5 milhões de brasileiros subiram de classe social, segundo levantamento realizado pelo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O número representa quase 10% da população do país, hoje com cerca de 193,7 milhões de habitantes. O estudo mostra que, no período, 11,5 milhões de pessoas passaram para o nível de maior renda, enquanto 7 milhões passaram para a classe média.
O Ipea, que utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE, dividiu a população do país em três partes iguais. No primeiro terço, ficaram pessoas com rendimento de até R$ 188 mensais no ano de 2008. No segundo terço, que compreende o segmento intermediário, aqueles dentro do intervalo de rendimento individual de R$ 188 a R$ 465 mensais. Na terceira parte, que representa o estrato superior da renda, ficaram os rendimentos individuais acima de R$ 465 mensais.
A partir dessa divisão, se tornou possível aos pesquisadores retroagir e avançar no tempo em relação ao ano de 2001. Com a atualização do valor do rendimento individual, em termos reais, constitui-se a evolução da população brasileira em relação às três faixas de renda entre 1995 e 2008.
Os dados mostram também que, nos últimos anos, a população de menor renda perdeu importância dentro do conjunto – representava 34% da população até 2004, e passou a 26% em 2008, o menor índice desde 1995. Apesar disso, aponta o Ipea, o Brasil ainda possui um quarto da população vivendo com rendimentos extremamente baixos.
As classes média e alta, por outro lado, ganharam maior representatividade. O segundo estrato de renda passou de 21,8% de participação em 1995 para 37,4% em 2008. No caso do estrato de maior renda, de 31,5% em 2004, subiu para para 36,6% no ano passado.
O Sudeste e o Nordeste se destacam como as as regiões que mais registraram casos de ascensão entre as faixas baixa e média de renda. Juntas, elas responderam por quase 71% do movimento nacional da mudança na estrutura social na base da pirâmide brasileira. Em seguida, vêm Sul (11,1%), Norte (10,4%) e Centro-Oeste (8,1%). No movimento de ascensão para a classe mais alta, a região Sudeste respondeu pela incorporação de 51,2% dos indivíduos. Na sequência, ganhou importância o Sul, com 18,1%, o Nordeste com a inclusão de 16,4%, o Centro-Oeste com 7,6%, e o Norte com 6,7%.
Na avaliação de Rogério César de Souza, economista do Instituto de Estudos para Desenvolvimento Industrial (Iedi), foram esses fatores de ascensão social que colocaram o Brasil em condição favorável neste ano, quando comparado a outros países. “E isso é bom para a indústria em particular”, diz, citando o consumo de alimentos e da construção civil.
O economista do Iedi lembra que a indústria sofreu muito com a diminuição de exportações, durante o auge da crise internacional, mas “cresce de forma contínua se valendo do mercado interno”.
Além do setor industrial, os bancos comemoram a expansão das atividades financeiras ocorridas a partir do aumento das pessoas com renda na faixa intermediária. Segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), entre 2005 e 2008 o número de contas correntes passou de 95 milhões para 125,7 milhões. As contas de caderneta de poupança saltaram de 71,8 milhões para mais de 92 milhões. O total de cartões de crédito no período teve o maior crescimento: passou do patamar de 68 milhões para 124 milhões.
O diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Jorge Abrahão de Castro, diz que a “elevação desse conjunto grande de pessoas no mercado” se dá também com a diminuição das desigualdades sociais. Para ele, a sustentabilidade do movimento depende da manutenção da política de ganhos salariais efetivos e pode ser incrementada com a diminuição dos juros. (Agências noticiosas)
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sábado, 31 de outubro de 2009
Bolsa família, distribuição de renda e emprego para a classe média
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É incrível como a classe média acredita piamente que programas como o Bolsa Família, aumento real do salário mínimo, PRONAF e outros que fazem o dinheiro chegar aos mais pobres NÃO TEM NADA A VER COM ELA.
É muita ignorância pensar assim.
Na realidade os grandes beneficiados da distribuição de renda é a classe média.
Eu presenciei uma discussão totalmente esquizôfrenica. O pai de classe média, cujo filho foi contratado para trabalhar depois que uma indústria AUMENTOU sua produção dizia:
- "Bolsa Família é coisa de malandro".
Depois disse:
- "para mim, aumento de salário mínimo não conta nada. Eu não ganho salário mínimo".
Quando chegou o rapazinho recém formado e recém contratado o pai se mostrou todo orgulhoso do filho.
Perguntei sobre o emprego, sobre a empresa e os produtos. E... o rapaz disse que a empresa estava "mirando" na classe C, D e E.
Qualquer besta entende que a EXPANSÃO da empresa que possibilitou a contratação do filho do sujeito SÓ ACONTECEU PORQUE A EMPRESA CONSEGUIU NOVOS CONSUMIDORES.
O pai é uma besta. Uma besta que vota, infelizmente.
Pelo menos o filho estava mais consciente de que o EMPREGO DELE É FRUTO DA DISTRIBUIÇÃO DE RENDA.
O filho vai ganhar dinheiro, vai ao dentista, tem plano de saúde, está estudando inglês, foi fazer turismo em Monte Verde, vai ao cinema, compra roupa e vai a restaurante. TUDO ISTO É O DINHEIRO DA DISTRIBUIÇÃO DE RENDA CIRCULANDO PELA SOCIEDDAE GERANDO MAIS EMPREGO.
Será que o dono do hotel em Monte Verde que hospedou o recém-contratado sabe que seu hóspede é FRUTO do Bolsa família e de todos estes programas de distribuição de renda?
Manchete de jornal:
Gasto do brasileiro nos supermercados sobe em todas as classes de renda UOL
É isso aí.
Quem pensa e reflete vive melhor e pode ter gratidão.
Depois da conversa que tivemos TALVEZ o pai tenha começado a valorizar o Bolsa Família e entender a importância crucial da distribuição de renda.
Se fizer isto poderá cultivar a gratidão. Sua vida será melhor, com certeza.
Leia também:
Expansão do Bolsa-Família elevou PIB em R$ 43,1 bilhões, indica estudo
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/10/expansao-do-bolsa-familia-elevou-pib-em.html
O principal desafio do Brasil
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/10/o-principal-desafio-do-brasil.html
Os emancipados do Bolsa Família e o "bolsa família" dos muito ricos
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/08/os-emancipados-do-bolsa-familia-e-o.html
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É incrível como a classe média acredita piamente que programas como o Bolsa Família, aumento real do salário mínimo, PRONAF e outros que fazem o dinheiro chegar aos mais pobres NÃO TEM NADA A VER COM ELA.
É muita ignorância pensar assim.
Na realidade os grandes beneficiados da distribuição de renda é a classe média.
Eu presenciei uma discussão totalmente esquizôfrenica. O pai de classe média, cujo filho foi contratado para trabalhar depois que uma indústria AUMENTOU sua produção dizia:
- "Bolsa Família é coisa de malandro".
Depois disse:
- "para mim, aumento de salário mínimo não conta nada. Eu não ganho salário mínimo".
Quando chegou o rapazinho recém formado e recém contratado o pai se mostrou todo orgulhoso do filho.
Perguntei sobre o emprego, sobre a empresa e os produtos. E... o rapaz disse que a empresa estava "mirando" na classe C, D e E.
Qualquer besta entende que a EXPANSÃO da empresa que possibilitou a contratação do filho do sujeito SÓ ACONTECEU PORQUE A EMPRESA CONSEGUIU NOVOS CONSUMIDORES.
O pai é uma besta. Uma besta que vota, infelizmente.
Pelo menos o filho estava mais consciente de que o EMPREGO DELE É FRUTO DA DISTRIBUIÇÃO DE RENDA.
O filho vai ganhar dinheiro, vai ao dentista, tem plano de saúde, está estudando inglês, foi fazer turismo em Monte Verde, vai ao cinema, compra roupa e vai a restaurante. TUDO ISTO É O DINHEIRO DA DISTRIBUIÇÃO DE RENDA CIRCULANDO PELA SOCIEDDAE GERANDO MAIS EMPREGO.
Será que o dono do hotel em Monte Verde que hospedou o recém-contratado sabe que seu hóspede é FRUTO do Bolsa família e de todos estes programas de distribuição de renda?
Manchete de jornal:
Gasto do brasileiro nos supermercados sobe em todas as classes de renda UOL
É isso aí.
Quem pensa e reflete vive melhor e pode ter gratidão.
Depois da conversa que tivemos TALVEZ o pai tenha começado a valorizar o Bolsa Família e entender a importância crucial da distribuição de renda.
Se fizer isto poderá cultivar a gratidão. Sua vida será melhor, com certeza.
Leia também:
Expansão do Bolsa-Família elevou PIB em R$ 43,1 bilhões, indica estudo
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/10/expansao-do-bolsa-familia-elevou-pib-em.html
O principal desafio do Brasil
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/10/o-principal-desafio-do-brasil.html
Os emancipados do Bolsa Família e o "bolsa família" dos muito ricos
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/08/os-emancipados-do-bolsa-familia-e-o.html
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terça-feira, 27 de outubro de 2009
Patrus: beneficiários do Bolsa Família tem a ousadia de comprar geladeira. Bye-bye Serra 2010
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Que absurdo, pobre está com a mania de comprar geladeira!
Encontrei o ministro do Combate à Fome, Patrus Ananias, em Betim, na Grande Belo Horizonte.
Mencionei o artigo que ele escreveu no Valor – clique aqui para ler – sobre a abertura de quatro milhões de contas bancárias dos que se beneficiam do Bolsa Família.
Os dois mencionaram o fato de que, com exceção do Valor, que publicou o artigo, este fato espantoso – a abertura de quatro milhões de contas bancárias em um ano – não mereceu a primeira página do PiG (*).
Perguntei ao ministro qual a estrutura dos gastos dos beneficiários do Bolsa Família.
Ele respondeu que, pela ordem, eles compram comida, remédios, roupas e, segundo Ananias, tem até a ousadia de comprar geladeira.
Sorrindo, ele disse: um absurdo, não é isso, Paulo Henrique?
Paulo Henrique Amorim
do site Conversa Afiada
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Que absurdo, pobre está com a mania de comprar geladeira!
Encontrei o ministro do Combate à Fome, Patrus Ananias, em Betim, na Grande Belo Horizonte.
Mencionei o artigo que ele escreveu no Valor – clique aqui para ler – sobre a abertura de quatro milhões de contas bancárias dos que se beneficiam do Bolsa Família.
Os dois mencionaram o fato de que, com exceção do Valor, que publicou o artigo, este fato espantoso – a abertura de quatro milhões de contas bancárias em um ano – não mereceu a primeira página do PiG (*).
Perguntei ao ministro qual a estrutura dos gastos dos beneficiários do Bolsa Família.
Ele respondeu que, pela ordem, eles compram comida, remédios, roupas e, segundo Ananias, tem até a ousadia de comprar geladeira.
Sorrindo, ele disse: um absurdo, não é isso, Paulo Henrique?
Paulo Henrique Amorim
do site Conversa Afiada
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Bolsa Família ajuda TODA a sociedade
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Políticas sociais ajudam na inclusão econômica
Valor Econômico - 27/10/2009
Programa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e da Caixa Econômica Federal dará ao beneficiário do Bolsa Família acesso a serviços bancários
Estamos vivendo uma mudança de paradigma na condução das políticas públicas, promovida por uma concepção de desenvolvimento mais distributiva e sustentável. Uma concepção de desenvolvimento que reafirma compromissos com as gerações futuras, e não só com a acumulação de riquezas a curto prazo. Nesse contexto, as políticas sociais ganham papel relevante, rompendo com a falsa dicotomia entre o social e o econômico. Além da dimensão ética de proteção da vida, as políticas sociais estão mostrando grande possibilidade de dinamização das economias locais, com significativo impacto no fortalecimento do mercado interno, o que foi um trunfo valioso para o Brasil no momento de enfrentamento da última crise econômica mundial.
Um dos aspectos que está se evidenciando é a elevada capacidade que as políticas sociais têm de estimular e desenvolver as potencialidades das pessoas, famílias e comunidades atendidas. Segundo um estudo feito pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2006, o índice de ocupação entre beneficiários do Bolsa Família é de 77% contra 74% dos não beneficiários.
As políticas sociais, em especial as de transferência condicionada de renda, como o Bolsa Família, ao contrário do que anunciaram as críticas mais apressadas, são potentes instrumentos para combater o ciclo da reprodução da pobreza. Anteriormente ao benefício, a situação de pobreza e, em alguns casos, de indigência, alimentava um ciclo de inércia, pois, sem perspectiva, muitas pessoas permaneciam à margem do processo produtivo, sem saber como se integrar à economia.
Isso mostra como são importantes as medidas de aperfeiçoamento dos programas e políticas sociais e também as ações complementares que potencializam ainda mais seus efeitos. Para que possam desempenhar plenamente seu papel em um plano de desenvolvimento integral e integrado, é necessário que elas funcionem como eixos que articulam várias áreas de atuação do Estado.
Esse princípio está orientando a iniciativa do governo federal de incentivar a inclusão bancária dos beneficiários do Bolsa Família, o que está sendo realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e a Caixa Econômica Federal. A previsão é que até 2010 sejam abertas 4 milhões de contas simplificadas para as famílias beneficiárias do Bolsa Família. Mais do que uma facilidade para o recebimento do benefício, esse é um direito que agora está sendo estendido a quem nunca tinha tido essa oportunidade anteriormente.
O projeto-piloto de nossa estratégia foi realizado em Belo Horizonte, quando creditamos, ainda em março do ano passado, o dinheiro do benefício na conta de 4.200 beneficiários. Neste ano, a estratégia foi expandida para todo o Brasil, com o início de uma campanha de incentivo à abertura voluntária de conta, especialmente em correspondentes bancários e lotéricos.
O primeiro objetivo dessa estratégia é viabilizar a ampliação do acesso a serviços e produtos financeiros. Com isso, queremos incentivar a oferta de produtos financeiros adequados ao público do Bolsa Família, de forma a atender suas reais necessidades. Também queremos estimular essas pessoas a buscarem mais informações sobre finanças e colaborar para que elas tenham mais condições de encontrar alternativas para garantir a sustentabilidade econômica de suas famílias.
O banco pode ser um importante aliado no processo de construção da emancipação social de pessoas, famílias e comunidades que estiveram excluídas por longos períodos do processo de crescimento econômico. Ter uma conta bancária pode ser um reforço à auto-estima. O acesso ao crédito pode ser um instrumento importante para estimular experiências de economia solidária, pequenos empreendimentos, cooperativas, dentre outras iniciativas que dão mais autonomia aos beneficiários do Bolsa Família - complementando as oportunidades geradas por iniciativas de qualificação profissional, como o Próximo Passo, que vem qualificando beneficiários do Bolsa Família para os setores da construção civil e do turismo.
A exclusão do sistema financeiro pode trazer vários prejuízos às pessoas de baixa renda, inibindo, inclusive, suas possibilidades de emancipação. O crédito por meio de canais informais como agiotas e congêneres, deixando o tomador de empréstimo refém de um sistema perverso e sem regulação, é apenas um dos problemas que queremos evitar oferecendo a opção dentro do sistema financeiro e nos moldes que caibam no bolso de cada um.
Completando um círculo virtuoso de desenvolvimento, essas iniciativas geram benefícios para toda a sociedade, porque têm reflexos na organização do mercado interno, incentivando empresas a se voltarem para as demandas dos mais pobres, ao mesmo tempo em que promovem a coesão social e um ambiente dinâmico e tranquilo para justiça social. Nosso propósito é estabelecer as bases de um Estado mais justo e solidário, rumo a uma sociedade onde todos tenham os mesmos direitos e oportunidades.
Patrus Ananias é ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
Maria Fernanda Ramos Coelho é presidenta da Caixa Econômica Federal
Nota do Chicão:
O Bolsa Família ajuda todo o Brasil a crescer.
O dinheiro nele empregado irriga a economia e gera empregos, muitos empregos.
Gera negócios, muitos negócios.
Tem gente que ainda não caiu na real e pensa o Bolsa Família apenas como um benefício social.
Ele é mais do que isto.
É um incentivador da economia e um fortalecedor do PIB.
A economia gira e os benefícios atingem toda a sociedade: inclusive você.
Grande Patrus Ananias, deveria ser o próximo presidente do Brasil.
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Políticas sociais ajudam na inclusão econômica
Valor Econômico - 27/10/2009
Programa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e da Caixa Econômica Federal dará ao beneficiário do Bolsa Família acesso a serviços bancários
Estamos vivendo uma mudança de paradigma na condução das políticas públicas, promovida por uma concepção de desenvolvimento mais distributiva e sustentável. Uma concepção de desenvolvimento que reafirma compromissos com as gerações futuras, e não só com a acumulação de riquezas a curto prazo. Nesse contexto, as políticas sociais ganham papel relevante, rompendo com a falsa dicotomia entre o social e o econômico. Além da dimensão ética de proteção da vida, as políticas sociais estão mostrando grande possibilidade de dinamização das economias locais, com significativo impacto no fortalecimento do mercado interno, o que foi um trunfo valioso para o Brasil no momento de enfrentamento da última crise econômica mundial.
Um dos aspectos que está se evidenciando é a elevada capacidade que as políticas sociais têm de estimular e desenvolver as potencialidades das pessoas, famílias e comunidades atendidas. Segundo um estudo feito pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2006, o índice de ocupação entre beneficiários do Bolsa Família é de 77% contra 74% dos não beneficiários.
As políticas sociais, em especial as de transferência condicionada de renda, como o Bolsa Família, ao contrário do que anunciaram as críticas mais apressadas, são potentes instrumentos para combater o ciclo da reprodução da pobreza. Anteriormente ao benefício, a situação de pobreza e, em alguns casos, de indigência, alimentava um ciclo de inércia, pois, sem perspectiva, muitas pessoas permaneciam à margem do processo produtivo, sem saber como se integrar à economia.
Isso mostra como são importantes as medidas de aperfeiçoamento dos programas e políticas sociais e também as ações complementares que potencializam ainda mais seus efeitos. Para que possam desempenhar plenamente seu papel em um plano de desenvolvimento integral e integrado, é necessário que elas funcionem como eixos que articulam várias áreas de atuação do Estado.
Esse princípio está orientando a iniciativa do governo federal de incentivar a inclusão bancária dos beneficiários do Bolsa Família, o que está sendo realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e a Caixa Econômica Federal. A previsão é que até 2010 sejam abertas 4 milhões de contas simplificadas para as famílias beneficiárias do Bolsa Família. Mais do que uma facilidade para o recebimento do benefício, esse é um direito que agora está sendo estendido a quem nunca tinha tido essa oportunidade anteriormente.
O projeto-piloto de nossa estratégia foi realizado em Belo Horizonte, quando creditamos, ainda em março do ano passado, o dinheiro do benefício na conta de 4.200 beneficiários. Neste ano, a estratégia foi expandida para todo o Brasil, com o início de uma campanha de incentivo à abertura voluntária de conta, especialmente em correspondentes bancários e lotéricos.
O primeiro objetivo dessa estratégia é viabilizar a ampliação do acesso a serviços e produtos financeiros. Com isso, queremos incentivar a oferta de produtos financeiros adequados ao público do Bolsa Família, de forma a atender suas reais necessidades. Também queremos estimular essas pessoas a buscarem mais informações sobre finanças e colaborar para que elas tenham mais condições de encontrar alternativas para garantir a sustentabilidade econômica de suas famílias.
O banco pode ser um importante aliado no processo de construção da emancipação social de pessoas, famílias e comunidades que estiveram excluídas por longos períodos do processo de crescimento econômico. Ter uma conta bancária pode ser um reforço à auto-estima. O acesso ao crédito pode ser um instrumento importante para estimular experiências de economia solidária, pequenos empreendimentos, cooperativas, dentre outras iniciativas que dão mais autonomia aos beneficiários do Bolsa Família - complementando as oportunidades geradas por iniciativas de qualificação profissional, como o Próximo Passo, que vem qualificando beneficiários do Bolsa Família para os setores da construção civil e do turismo.
A exclusão do sistema financeiro pode trazer vários prejuízos às pessoas de baixa renda, inibindo, inclusive, suas possibilidades de emancipação. O crédito por meio de canais informais como agiotas e congêneres, deixando o tomador de empréstimo refém de um sistema perverso e sem regulação, é apenas um dos problemas que queremos evitar oferecendo a opção dentro do sistema financeiro e nos moldes que caibam no bolso de cada um.
Completando um círculo virtuoso de desenvolvimento, essas iniciativas geram benefícios para toda a sociedade, porque têm reflexos na organização do mercado interno, incentivando empresas a se voltarem para as demandas dos mais pobres, ao mesmo tempo em que promovem a coesão social e um ambiente dinâmico e tranquilo para justiça social. Nosso propósito é estabelecer as bases de um Estado mais justo e solidário, rumo a uma sociedade onde todos tenham os mesmos direitos e oportunidades.
Patrus Ananias é ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
Maria Fernanda Ramos Coelho é presidenta da Caixa Econômica Federal
Nota do Chicão:
O Bolsa Família ajuda todo o Brasil a crescer.
O dinheiro nele empregado irriga a economia e gera empregos, muitos empregos.
Gera negócios, muitos negócios.
Tem gente que ainda não caiu na real e pensa o Bolsa Família apenas como um benefício social.
Ele é mais do que isto.
É um incentivador da economia e um fortalecedor do PIB.
A economia gira e os benefícios atingem toda a sociedade: inclusive você.
Grande Patrus Ananias, deveria ser o próximo presidente do Brasil.
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Expansão do Bolsa-Família elevou PIB em R$ 43,1 bilhões, indica estudo
.
Economista e aluno do Insper pesquisaram efeitos do projeto na economia dos municípios entre 2004 e 2006
Fernando Dantas, RIO
A expansão do valor total dos benefícios pagos pelo Bolsa-Família entre 2005 e 2006, de R$ 1,8 bilhão, provocou um crescimento adicional do PIB de R$ 43,1 bilhões, e receitas adicionais de impostos de R$ 12,6 bilhões. Esse ganho tributário é 70% maior do que o total de benefícios pagos pelo Bolsa-Família em 2006, que foi de R$ 7,5 bilhões.
Essas estimativas estão num estudo recém concluído dos economistas Naercio Aquino Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas (CPP) do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), antigo Ibmec-São Paulo, e de Paulo Henrique Landim Junior, aluno da graduação do Insper.
O objetivo do trabalho era investigar os efeitos do Bolsa-Família – que hoje atinge 12,9 milhões de famílias – na economia dos municípios. Os pesquisadores investigaram 5,5 mil municípios nos anos de 2004, 2005 e 2006. Os dados utilizados foram o PIB, a população e a arrecadação de tributos nos municípios, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); e os desembolsos do Bolsa-Família, do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).
A partir dessa base, Menezes e Landim empregaram métodos estatísticos para calcular o impacto na economia municipal de aumentos dos repasses do programa per capita – os repasses divididos pela população do município (e não pelo número de beneficiários). A conclusão foi de que um aumento de 10% no repasse médio per capita do Bolsa-Família leva a uma ampliação de 0,6% no PIB municipal no ano em que ocorre a expansão e no seguinte.
“O impacto pode parecer pequeno, mas quando analisamos os efeitos levando em conta os números absolutos do PIB, ele é bem grande”, diz Menezes.
A magnitude do efeito do Bolsa-Família no PIB ficou a clara quando os pesquisadores fizeram o que chamaram de “análise de custo-benefício”, tomando os anos de 2005 e 2006. Entre os dois períodos, os repasses do programa subiram de R$ 5,7 bilhões para R$ 7,5 bilhões, num salto de R$ 1,8 bilhão, ou de 30,34%. O valor médio do repasse em 2006 foi de R$ 61,97 por família, e o porcentual da população beneficiada foi de 36,4%.
Considerando-se a relação de 0,6% a mais de PIB para cada 10% a mais de Bolsa-Família, o aumento de 30,34% em 2006 significa um ganho no conjunto dos municípios – isto é, do País – de 1,82%. Aplicado ao PIB de 2006 de R$ 2,37 trilhões, chega-se ao PIB adicional de R$ 43,1 bilhões. Dessa forma, para cada R$ 0,04 de Bolsa-Família a mais, o ganho de PIB foi de R$ 1.
Menezes fez cálculos adicionais, levando em conta que a distribuição do aumento do Bolsa-Família de 2005 para 2006 não foi homogênea entre todos os municípios brasileiros, e obteve resultados muito parecidos.
Ele diz que aquele efeito explica-se pelo chamado “multiplicador keynesiano”, que faz com que um gasto adicional circule pela economia – de quem paga para quem recebe – várias vezes, aumentando a demanda bem mais do que o seu valor inicial.
A análise dos dois economistas permitiu avaliar também o impacto dos aumentos de repasses do Bolsa-Família nos diferentes setores da economia municipal. O maior efeito foi encontrado na indústria – para cada 10% a mais de Bolsa-Família, o PIB industrial aumenta 0,81%. Nos serviços, o impacto foi de 0,19%, enquanto na agricultura não foi registrado efeito significativo.
“É possível que a indústria tenha sido mais afetada por causa do aumento de consumo de energia elétrica, água, esgoto e gás das famílias pobres e extremamente pobres que recebem Bolsa-Família”, diz Menezes.
No caso da arrecadação municipal, o estudo indica que um aumento de 10% nos repasses leva a um aumento médio de 1,36%. Levando-se em conta o total de impostos gerados nos municípios em 2006, de R$ 304,7 bilhões, concluiu-se que o aumento de 30,34% do Bolsa-Família provocou uma alta de 4,1% na arrecadação, ou R$ 12,6 bilhões.
DO Jornal Oesp
Nota do Chicão:
Distribuição de renda é o melhor investimento que o governo federal pode fazer para ajudar a classe média.
Já escrevi sobre isto "dezenas" de vezes aqui no blog - pesquise usando o termo "classe média" e veja os textos que já publiquei.
O aumento do PIB é emprego e renda para todos, inclusive os mais ricos.
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Economista e aluno do Insper pesquisaram efeitos do projeto na economia dos municípios entre 2004 e 2006
Fernando Dantas, RIO
A expansão do valor total dos benefícios pagos pelo Bolsa-Família entre 2005 e 2006, de R$ 1,8 bilhão, provocou um crescimento adicional do PIB de R$ 43,1 bilhões, e receitas adicionais de impostos de R$ 12,6 bilhões. Esse ganho tributário é 70% maior do que o total de benefícios pagos pelo Bolsa-Família em 2006, que foi de R$ 7,5 bilhões.
Essas estimativas estão num estudo recém concluído dos economistas Naercio Aquino Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas (CPP) do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), antigo Ibmec-São Paulo, e de Paulo Henrique Landim Junior, aluno da graduação do Insper.
O objetivo do trabalho era investigar os efeitos do Bolsa-Família – que hoje atinge 12,9 milhões de famílias – na economia dos municípios. Os pesquisadores investigaram 5,5 mil municípios nos anos de 2004, 2005 e 2006. Os dados utilizados foram o PIB, a população e a arrecadação de tributos nos municípios, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); e os desembolsos do Bolsa-Família, do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).
A partir dessa base, Menezes e Landim empregaram métodos estatísticos para calcular o impacto na economia municipal de aumentos dos repasses do programa per capita – os repasses divididos pela população do município (e não pelo número de beneficiários). A conclusão foi de que um aumento de 10% no repasse médio per capita do Bolsa-Família leva a uma ampliação de 0,6% no PIB municipal no ano em que ocorre a expansão e no seguinte.
“O impacto pode parecer pequeno, mas quando analisamos os efeitos levando em conta os números absolutos do PIB, ele é bem grande”, diz Menezes.
A magnitude do efeito do Bolsa-Família no PIB ficou a clara quando os pesquisadores fizeram o que chamaram de “análise de custo-benefício”, tomando os anos de 2005 e 2006. Entre os dois períodos, os repasses do programa subiram de R$ 5,7 bilhões para R$ 7,5 bilhões, num salto de R$ 1,8 bilhão, ou de 30,34%. O valor médio do repasse em 2006 foi de R$ 61,97 por família, e o porcentual da população beneficiada foi de 36,4%.
Considerando-se a relação de 0,6% a mais de PIB para cada 10% a mais de Bolsa-Família, o aumento de 30,34% em 2006 significa um ganho no conjunto dos municípios – isto é, do País – de 1,82%. Aplicado ao PIB de 2006 de R$ 2,37 trilhões, chega-se ao PIB adicional de R$ 43,1 bilhões. Dessa forma, para cada R$ 0,04 de Bolsa-Família a mais, o ganho de PIB foi de R$ 1.
Menezes fez cálculos adicionais, levando em conta que a distribuição do aumento do Bolsa-Família de 2005 para 2006 não foi homogênea entre todos os municípios brasileiros, e obteve resultados muito parecidos.
Ele diz que aquele efeito explica-se pelo chamado “multiplicador keynesiano”, que faz com que um gasto adicional circule pela economia – de quem paga para quem recebe – várias vezes, aumentando a demanda bem mais do que o seu valor inicial.
A análise dos dois economistas permitiu avaliar também o impacto dos aumentos de repasses do Bolsa-Família nos diferentes setores da economia municipal. O maior efeito foi encontrado na indústria – para cada 10% a mais de Bolsa-Família, o PIB industrial aumenta 0,81%. Nos serviços, o impacto foi de 0,19%, enquanto na agricultura não foi registrado efeito significativo.
“É possível que a indústria tenha sido mais afetada por causa do aumento de consumo de energia elétrica, água, esgoto e gás das famílias pobres e extremamente pobres que recebem Bolsa-Família”, diz Menezes.
No caso da arrecadação municipal, o estudo indica que um aumento de 10% nos repasses leva a um aumento médio de 1,36%. Levando-se em conta o total de impostos gerados nos municípios em 2006, de R$ 304,7 bilhões, concluiu-se que o aumento de 30,34% do Bolsa-Família provocou uma alta de 4,1% na arrecadação, ou R$ 12,6 bilhões.
DO Jornal Oesp
Nota do Chicão:
Distribuição de renda é o melhor investimento que o governo federal pode fazer para ajudar a classe média.
Já escrevi sobre isto "dezenas" de vezes aqui no blog - pesquise usando o termo "classe média" e veja os textos que já publiquei.
O aumento do PIB é emprego e renda para todos, inclusive os mais ricos.
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sábado, 10 de outubro de 2009
O principal desafio do Brasil
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“Os números que nos foram apresentados sobre os índices de desenvolvimento humano, IDH, do Brasil revelam os paradoxos de uma nação que alcança rapidamente taxas elevadas de crescimento econômico e ao mesmo tempo ainda carrega em sua estrutura social elementos incontestáveis de injustiças para com o seu povo".
Leia o texto completo aqui: http://www.vermelho.org.br/coluna.php?id_coluna_texto=2575&id_coluna=16
O principal desafio do Brasil chama-se distribuição de renda.
Observe estes dados:
5,9% foi o AUMENTO
da quantidade de miseráveis em São Paulo
4,8% foi a QUEDA
da miséria no resto do País
O que significa isto?
Tem menos gente comprando no estado de São Paulo.
Significa que alguns estão comprando mais. A renda está se concentrando no nosso estado, afinal a economia cresceu.
Você pode se perguntar : o que eu tenho a ver com isto?
Tem tudo a ver.
Significa que se seu filho ou você contruir uma pousada você vai ter menos clientes em POTENCIAL.
Porque o dinheiro circula na sociedade.
Quando uma pessoa pobre compra no mecadinho do bairro e o dono do mercadinho ganha dinheiro, ele pode gastar com o dentista e o dentista pode ir passar o final de semana na sua pousada.
Se o dinheiro fica concentrado nas mãos de poucos o que acontece?
Ele circula menos. O dinheiro não chega ao pobre, não chega ao dono do mercadinho e não chega ao dentista. Portanto, não chega até sua pousada.
É uma questão de volume.
Na minha casa haverá o mesmo número de dentes se eu ganhar 10 mil, 20 mil ou 100 mil por mês.
As idas ao dentistas serão as mesmas.
Quando há distribuição de renda há potencialmente muito mais dentes para serem tratados. Portanto, mais dentistas bem sucedidos em sua profissão doidinhos para irem passear em alguma pousada legal.
Distribuição de renda gera volume. Volume dilui os custos. Com custos diluidos os preços podem cair. É o chamado ganho de escala. Este é o principal motivo pelo qual as mercadorias nos EUA são mais baratas do que no Brasil. Desenvolver design de uma roupa para vender 5 mil unidades ou 50 mil unidade é o mesmo preço.
Distribuição de renda faz você ganhar de várias maneiras.
O que faz você perder dinheiro e pagar mais caro?
São ações que permitem a concentração de renda.
Sabe a senadora Kátia Abreu (DEM-TO)?
Ela e seus amiguinhos compraram fazendas quase de graça. http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/07/23/tocantins-politicos-se-esbaldam-com-terra-quase-de-graca/
Compraram por uma mixaria de dinheiro.
Quem vendeu?
O governo do Tocantins.
Ela ficou mais rica. E você mais pobre e com MENOS clientes em potencial para os negócios de sua família.
São formas diferentes de fazer o Brasil crescer e desenvolver.
O Blog do Chicão tenta orientar a classe média a entender como as políticas de concentração de renda são prejudiciais a ela.
E como políticas econômicas como o Bolsa família são de fundamental importância para a classe média.
O importante é saber COMO o dinheiro circula em nossa Pátria.
O importante é saber POR ONDE o dinheiro circula em nossa sociedade.
.
“Os números que nos foram apresentados sobre os índices de desenvolvimento humano, IDH, do Brasil revelam os paradoxos de uma nação que alcança rapidamente taxas elevadas de crescimento econômico e ao mesmo tempo ainda carrega em sua estrutura social elementos incontestáveis de injustiças para com o seu povo".
Leia o texto completo aqui: http://www.vermelho.org.br/coluna.php?id_coluna_texto=2575&id_coluna=16
O principal desafio do Brasil chama-se distribuição de renda.
Observe estes dados:
5,9% foi o AUMENTO
da quantidade de miseráveis em São Paulo
4,8% foi a QUEDA
da miséria no resto do País
O que significa isto?
Tem menos gente comprando no estado de São Paulo.
Significa que alguns estão comprando mais. A renda está se concentrando no nosso estado, afinal a economia cresceu.
Você pode se perguntar : o que eu tenho a ver com isto?
Tem tudo a ver.
Significa que se seu filho ou você contruir uma pousada você vai ter menos clientes em POTENCIAL.
Porque o dinheiro circula na sociedade.
Quando uma pessoa pobre compra no mecadinho do bairro e o dono do mercadinho ganha dinheiro, ele pode gastar com o dentista e o dentista pode ir passar o final de semana na sua pousada.
Se o dinheiro fica concentrado nas mãos de poucos o que acontece?
Ele circula menos. O dinheiro não chega ao pobre, não chega ao dono do mercadinho e não chega ao dentista. Portanto, não chega até sua pousada.
É uma questão de volume.
Na minha casa haverá o mesmo número de dentes se eu ganhar 10 mil, 20 mil ou 100 mil por mês.
As idas ao dentistas serão as mesmas.
Quando há distribuição de renda há potencialmente muito mais dentes para serem tratados. Portanto, mais dentistas bem sucedidos em sua profissão doidinhos para irem passear em alguma pousada legal.
Distribuição de renda gera volume. Volume dilui os custos. Com custos diluidos os preços podem cair. É o chamado ganho de escala. Este é o principal motivo pelo qual as mercadorias nos EUA são mais baratas do que no Brasil. Desenvolver design de uma roupa para vender 5 mil unidades ou 50 mil unidade é o mesmo preço.
Distribuição de renda faz você ganhar de várias maneiras.
O que faz você perder dinheiro e pagar mais caro?
São ações que permitem a concentração de renda.
Sabe a senadora Kátia Abreu (DEM-TO)?
Ela e seus amiguinhos compraram fazendas quase de graça. http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/07/23/tocantins-politicos-se-esbaldam-com-terra-quase-de-graca/
Compraram por uma mixaria de dinheiro.
Quem vendeu?
O governo do Tocantins.
Ela ficou mais rica. E você mais pobre e com MENOS clientes em potencial para os negócios de sua família.
São formas diferentes de fazer o Brasil crescer e desenvolver.
O Blog do Chicão tenta orientar a classe média a entender como as políticas de concentração de renda são prejudiciais a ela.
E como políticas econômicas como o Bolsa família são de fundamental importância para a classe média.
O importante é saber COMO o dinheiro circula em nossa Pátria.
O importante é saber POR ONDE o dinheiro circula em nossa sociedade.
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terça-feira, 29 de setembro de 2009
O TCU e as irregularidades em obras
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Uma democracia pressupõem a divisão de poderes.
Poderes independentes, se fiscalizando.
É a melhor forma de evitar a corrupção, o desperdício e o autoritarismo.
Neste sentido, os ex-membros do PFL/DEM que hoje dominam o TCU estão tentando fiscalizar.
De vez em quando aparece alguma notícia sobre "indícios" de irregularidades.
Uma sociedade baseada na justiça deve dar oportunidade para a defesa das pessoas e, principalmente, para que elas demonstrem uma possível inocência.
Temos que ser racionais: buscar resolver o problema, se ele existir de fato.
Todos devem ser fiscalizados, por isto a importância da transparência pública.
Se houver corrupção a justica deve punir.
Se forem inocentes deve ser dado publicidade ao fato de ser inocente.
Um exemplo da acusação que se mostrou infundada foi a acusação de que no Bolsa Família tinha nos seus cadastros pessoas proprietárias de 7 caminhões e outros bens.
A imprensa conservadora apresentou como se fosse um escândalo.
O ministério foi investigar e descobriu que não era nada do que o TCU disse.
O que aconteceu?
Os jornais esconderam o resultado.
Uma sociedade que quer acabar com a corrupção deve defender quem é inocente.

Para saber mais sobre esta denúncia e o resultado da fiscalização do ministério clique abaixo. Lembre que os jornais boicotaram esta notícia.
Os “marajás” do Bolsa Família
http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/24/os-marajas-do-bolsa-familia/#more-32520
.
Uma democracia pressupõem a divisão de poderes.
Poderes independentes, se fiscalizando.
É a melhor forma de evitar a corrupção, o desperdício e o autoritarismo.
Neste sentido, os ex-membros do PFL/DEM que hoje dominam o TCU estão tentando fiscalizar.
De vez em quando aparece alguma notícia sobre "indícios" de irregularidades.
Uma sociedade baseada na justiça deve dar oportunidade para a defesa das pessoas e, principalmente, para que elas demonstrem uma possível inocência.
Temos que ser racionais: buscar resolver o problema, se ele existir de fato.
Todos devem ser fiscalizados, por isto a importância da transparência pública.
Se houver corrupção a justica deve punir.
Se forem inocentes deve ser dado publicidade ao fato de ser inocente.
Um exemplo da acusação que se mostrou infundada foi a acusação de que no Bolsa Família tinha nos seus cadastros pessoas proprietárias de 7 caminhões e outros bens.
A imprensa conservadora apresentou como se fosse um escândalo.
O ministério foi investigar e descobriu que não era nada do que o TCU disse.
O que aconteceu?
Os jornais esconderam o resultado.
Uma sociedade que quer acabar com a corrupção deve defender quem é inocente.

Para saber mais sobre esta denúncia e o resultado da fiscalização do ministério clique abaixo. Lembre que os jornais boicotaram esta notícia.
Os “marajás” do Bolsa Família
http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/24/os-marajas-do-bolsa-familia/#more-32520
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terça-feira, 22 de setembro de 2009
O “Bolsa Família milionária” é muito maior do que o Bolsa Família dos pobres
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O programa Bolsa Família custa aproximadamente R$13 bilhões por ano. Este é um programa de transferência de renda para os mais pobres.
Pouca gente sabe, mas existe um programa de transferência de renda para os mais ricos. Um programa muito maior e duradouro.
A característica deste “bolsa família milionária” ricos é que quanto MAIS rico MAIORES são os benefícios.
Ele é formado por um conjunto de leis, normas, decretos, jurisprudência, etc que sempre fazem com que o dinheiro vá parar no bolso dos muito ricos.
Vamos dar alguns exemplos:
Quando dona Maria da periferia sai para comprar arroz ela paga bastante imposto. É imposto embutido no transporte coletivo, no preço do feijão, na roupa que veste, etc.
Se a dona Maria fosse uma grande acionista do Itaú ficaria mais tranqüila, pois as centenas de milhões de reais que ela ganharia de dividendos não teria nenhum centavo imposto. IMPOSTO ZERO.
Isto mesmo, imposto zero.
Esta é a “bolsa família milionária” para os controladores do Itaú.
Os controladores do Itaú até topam pagar o imposto sobre o arroz. Desde que ninguém queira cobrar impostos sobre dividendos.
O governo PERDE BILHÕES DE REAIS COM ESTE BENEFÍCIO DE TRANSFERÊNCIA DE RENDA PARA OS MAIS RICOS.
Outras leis foram feitas sob medida para o “bolsa família milionária”. Uma delas apareceu semanas atrás junto com a notícia que o senador Álvaro Dias escondeu parte do seu patrimônio.
Veja abaixo:
“O senador tucano Álvaro Dias, justificou a origem de R$ 6 milhões em aplicações financeiras não declaradas à Justiça Eleitoral, como fruto da venda de uma fazenda de 36 hectares em Maringá, Paraná, por R$ 5,3 milhões. As terras, PRESENTE DE SEU PAI, foram vendidas em 2002, segundo o senador”. (do blog Amigos do Presidente Lula)
O presente do pai do senador significa doação.
Agora veja que interessante o título desta notícia do jornal O Globo:
“Doações NÃO pagam Imposto de Renda, mas precisam ser declaradas”
Entendeu?
O papai milionário do senador fez uma doação milionária para ele.
Ele ganhou R$5,3 milhões sem pagar NADA de imposto de renda.
Se você trabalhar e ganhar R$4 mil sua alíquota será de 27,5%.
Ou seja, você pagará MAIS imposto de renda do que o nobre senador com esta doação.
Ou seja, quem trabalha paga.
Quem ganha milhões do papai não paga NADA.
Nos países europeus a propriedade é mais tributada do que o trabalho. Aqui no Brasil é bem diferente.
Quanto o senador ganhou de “bolsa família milionária”?
Vamos pensar numa alíquota baixa de imposto de renda, 10%.
O senador ganhou R$ 530 mil de bolsa família, bolsa jatinho, bolsa implante de cabelo, etc.
Se uma família pobre recebe, por exemplo, cem reais do bolsa família, ela demorará cinco mil e trezentos meses para receber o que o senador recebeu.
Esta família pobre deveria viver durante 441 anos para receber o mesmo que o senador do PSDB recebeu de “bolsa família milionária”.
Existem dezenas de outras formas pela qual o dinheiro caminha rumo ao bolso dos muito ricos.
Lembrem-se: a característica deste “bolsa família milionária” é que quanto mais rico maior é o benefício.
Nada disso assusta o brasileiro, pois ele já está acostumado com o dinheiro ir para a mão dos MUITO ricos.
O que é novidade e causa polêmica é o dinheiro ir para as mãos dos mais pobres.
PS: uma pessoa me escreveu dizendo que o pai do senador deve ter pago o total de 6% de ITCMD mais ITBI para fazer a doação. É verdade. Mas, se você for comprar tal propriedade você pagaria 27,5% de IR ao juntar o dinheiro, mais o ITBI. Ficar sem a alíquota de 27,5% é uma "bolsa família milionária" muito bancana, não é?
Existem outras vantagens para quem é muito rico, mas, meu artigo viraria um livro se fosse escrever todas as possibilidades que há na legislação para o senador pagar MENOS impostos, enquanto você de classe média paga muito.
A lei no Brasil é feita para beneficia o MUITO RICO e "cravar o pau" na classe média e nos mais humildes. Não tenha dúvidas disso.
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O programa Bolsa Família custa aproximadamente R$13 bilhões por ano. Este é um programa de transferência de renda para os mais pobres.
Pouca gente sabe, mas existe um programa de transferência de renda para os mais ricos. Um programa muito maior e duradouro.
A característica deste “bolsa família milionária” ricos é que quanto MAIS rico MAIORES são os benefícios.
Ele é formado por um conjunto de leis, normas, decretos, jurisprudência, etc que sempre fazem com que o dinheiro vá parar no bolso dos muito ricos.
Vamos dar alguns exemplos:
Quando dona Maria da periferia sai para comprar arroz ela paga bastante imposto. É imposto embutido no transporte coletivo, no preço do feijão, na roupa que veste, etc.
Se a dona Maria fosse uma grande acionista do Itaú ficaria mais tranqüila, pois as centenas de milhões de reais que ela ganharia de dividendos não teria nenhum centavo imposto. IMPOSTO ZERO.
Isto mesmo, imposto zero.
Esta é a “bolsa família milionária” para os controladores do Itaú.
Os controladores do Itaú até topam pagar o imposto sobre o arroz. Desde que ninguém queira cobrar impostos sobre dividendos.
O governo PERDE BILHÕES DE REAIS COM ESTE BENEFÍCIO DE TRANSFERÊNCIA DE RENDA PARA OS MAIS RICOS.
Outras leis foram feitas sob medida para o “bolsa família milionária”. Uma delas apareceu semanas atrás junto com a notícia que o senador Álvaro Dias escondeu parte do seu patrimônio.
Veja abaixo:
“O senador tucano Álvaro Dias, justificou a origem de R$ 6 milhões em aplicações financeiras não declaradas à Justiça Eleitoral, como fruto da venda de uma fazenda de 36 hectares em Maringá, Paraná, por R$ 5,3 milhões. As terras, PRESENTE DE SEU PAI, foram vendidas em 2002, segundo o senador”. (do blog Amigos do Presidente Lula)
O presente do pai do senador significa doação.
Agora veja que interessante o título desta notícia do jornal O Globo:
“Doações NÃO pagam Imposto de Renda, mas precisam ser declaradas”
Entendeu?
O papai milionário do senador fez uma doação milionária para ele.
Ele ganhou R$5,3 milhões sem pagar NADA de imposto de renda.
Se você trabalhar e ganhar R$4 mil sua alíquota será de 27,5%.
Ou seja, você pagará MAIS imposto de renda do que o nobre senador com esta doação.
Ou seja, quem trabalha paga.
Quem ganha milhões do papai não paga NADA.
Nos países europeus a propriedade é mais tributada do que o trabalho. Aqui no Brasil é bem diferente.
Quanto o senador ganhou de “bolsa família milionária”?
Vamos pensar numa alíquota baixa de imposto de renda, 10%.
O senador ganhou R$ 530 mil de bolsa família, bolsa jatinho, bolsa implante de cabelo, etc.
Se uma família pobre recebe, por exemplo, cem reais do bolsa família, ela demorará cinco mil e trezentos meses para receber o que o senador recebeu.
Esta família pobre deveria viver durante 441 anos para receber o mesmo que o senador do PSDB recebeu de “bolsa família milionária”.
Existem dezenas de outras formas pela qual o dinheiro caminha rumo ao bolso dos muito ricos.
Lembrem-se: a característica deste “bolsa família milionária” é que quanto mais rico maior é o benefício.
Nada disso assusta o brasileiro, pois ele já está acostumado com o dinheiro ir para a mão dos MUITO ricos.
O que é novidade e causa polêmica é o dinheiro ir para as mãos dos mais pobres.
PS: uma pessoa me escreveu dizendo que o pai do senador deve ter pago o total de 6% de ITCMD mais ITBI para fazer a doação. É verdade. Mas, se você for comprar tal propriedade você pagaria 27,5% de IR ao juntar o dinheiro, mais o ITBI. Ficar sem a alíquota de 27,5% é uma "bolsa família milionária" muito bancana, não é?
Existem outras vantagens para quem é muito rico, mas, meu artigo viraria um livro se fosse escrever todas as possibilidades que há na legislação para o senador pagar MENOS impostos, enquanto você de classe média paga muito.
A lei no Brasil é feita para beneficia o MUITO RICO e "cravar o pau" na classe média e nos mais humildes. Não tenha dúvidas disso.
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sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Patrus: Bolsa Família terá novo sistema online de monitoramento
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O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, anunciou hoje (20) a criação de um novo sistema online de monitoramento do programa Bolsa Família.
A nova ferramenta cruza informações repassadas pelos gestores municipais do programa com dados do Cadastro Único do ministério, facilitando a identificação de inconsistências apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em auditorias, como subdeclaração de renda e beneficiários que foram eleitos para cargos públicos, o que impede a permanência no programa.
O chamado Sistema de Monitoramento de Auditorias do Cadastro Único (Simac) já está funcionando há 20 dias e foi acessado por 357 municípios. No período, 6 mil cadastros apontados como suspeitos pelo TCU foram alterados para esclarecimentos de informações. De acordo com o Patrus, as visitas dos gestores às casas dessas famílias mostraram que dois terços delas viviam conforme o declarado. O restante tinha, na maioria dos casos, problemas de ordem formal, como erros cadastrais, e não material, que configuraria uma tentativa de fraude.
As atualizações também servirão para impedir que esses cadastrados do Bolsa Família tenham o benefício bloqueado em novembro ou totalmente cancelado em fevereiro de 2010.
“Estamos atendendo dentro do prazo estabelecido todas as determinações e as orientações do TCU. De resto estamos procurando trabalhar também com os demais órgãos de controle e fiscalização do Estado”, explicou o ministro em entrevista coletiva.
Este ano e em 2010, o Ministério do Desenvolvimento e Combate à Fome também vai cruzar bases de dados do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), da Previdência Social, do Cadastro Único e da folha de pagamento do Bolsa Família para reforçar o controle do programa. De acordo com Patrus, será mais um aprimoramento do sistema de fiscalização. “O que queremos é mostrar que o programa vem sendo monitorado e fiscalizado constantemente”, afirmou.
O Bolsa Família atende cerca de 12 milhões de famílias que têm renda de até R$ 140 por mês. De acordo com o ministério, o programa foi responsável pela redução da desigualdade social no Brasil em 20% entre 2004 e 2006.
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O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, anunciou hoje (20) a criação de um novo sistema online de monitoramento do programa Bolsa Família.
A nova ferramenta cruza informações repassadas pelos gestores municipais do programa com dados do Cadastro Único do ministério, facilitando a identificação de inconsistências apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em auditorias, como subdeclaração de renda e beneficiários que foram eleitos para cargos públicos, o que impede a permanência no programa.
O chamado Sistema de Monitoramento de Auditorias do Cadastro Único (Simac) já está funcionando há 20 dias e foi acessado por 357 municípios. No período, 6 mil cadastros apontados como suspeitos pelo TCU foram alterados para esclarecimentos de informações. De acordo com o Patrus, as visitas dos gestores às casas dessas famílias mostraram que dois terços delas viviam conforme o declarado. O restante tinha, na maioria dos casos, problemas de ordem formal, como erros cadastrais, e não material, que configuraria uma tentativa de fraude.
As atualizações também servirão para impedir que esses cadastrados do Bolsa Família tenham o benefício bloqueado em novembro ou totalmente cancelado em fevereiro de 2010.
“Estamos atendendo dentro do prazo estabelecido todas as determinações e as orientações do TCU. De resto estamos procurando trabalhar também com os demais órgãos de controle e fiscalização do Estado”, explicou o ministro em entrevista coletiva.
Este ano e em 2010, o Ministério do Desenvolvimento e Combate à Fome também vai cruzar bases de dados do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), da Previdência Social, do Cadastro Único e da folha de pagamento do Bolsa Família para reforçar o controle do programa. De acordo com Patrus, será mais um aprimoramento do sistema de fiscalização. “O que queremos é mostrar que o programa vem sendo monitorado e fiscalizado constantemente”, afirmou.
O Bolsa Família atende cerca de 12 milhões de famílias que têm renda de até R$ 140 por mês. De acordo com o ministério, o programa foi responsável pela redução da desigualdade social no Brasil em 20% entre 2004 e 2006.
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Os emancipados do Bolsa Família e o "bolsa família" dos muito ricos
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2 milhões fora da pobreza, deixam bolsa familia
2 milhões de famílias fora da pobreza
Gabriel Costa e Natalia Pacheco, Jornal do Brasil
RIO DE JANEIRO - Pessoas saem do programa por alcançarem renda superior à estabelecida para participantes
Alvo de críticas, elogios e polêmica no governo, na mídia e em meio à própria população, o Bolsa Família já possibilitou que até 2 milhões de famílias saíssem das condições de pobreza e extrema pobreza que caracterizam os beneficiários do programa.
De acordo com dados fornecidos ao Jornal do Brasil pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), desde o início do programa de transferência direta de renda com condicionalidades, em 2003, até julho deste ano, 1,96 milhão de famílias saíram do Bolsa Família por alcançarem um nível de renda per capita superior à estabelecida para o recebimento dos benefícios, de até R$ 140,00 por pessoa – ou porque já tinham renda acima desse patamar, por fraude ou equívoco.
Outras 50.643 pediram voluntariamente o desligamento do programa desde 2003, muitos também por não precisarem mais do benefício.
Do blog do Luis Nassif
Nota do Chicão:
Quando o dinheiro público é usado para financiar atividades de indústrias ninguém acha anormal.
Se o dinheiro público é usado para financiar uma melhor condição de vida da população é polêmica na certa.
Isto acontece porque estamos muito acostumados com o fato do dinheiro público ir parar nos bolsos dos mais ricos.
Por exemplo, os espanhois donos da Telefonica recebem sua "bolsa família" de muitos milhões de dólares.
É isso mesmo, existe "bolsa família" para os muito ricos. Funciona assim: quanto mais rico maior o dinheiro que ganham.
Quando você trabalha e recebe seu salário você paga imposto de renda na fonte.
Quando os acionistas controladores (ou não) saem para passear nos seus veleiros eles estão gastando um dinheiro que conseguiram SEM PAGAR NADA DE IMPOSTOS. Imposto zero é o "bolsa família" dos muito ricos.
É simples: dividendos de ações não paga impostos.
É por isto que os espanhóis donos da Telefonica amam o Brasil. É dinheiro no bolso deles com ZERO DE IMPOSTOS.
E o melhor, agora podem comprar veleiros mais baratos já que o José Serra resolveu combater a crise internacional reduzindo os impostos sobre veleiros e iates.
Se o dinheiro for para os mais pobres é polêmica na certa.
É polêmica, inclusive porque existem pobres honestos, pobres desonestos, pobres trabalhadores, pobres preguiçosos.
Existem pobres de todas as formas. Como, aliás, existem ricos de todas as formas.
O dinheiro com imposto zero que eles ganham pode ser usado para comprar cocaína, carro, roupa, para a caridade, etc. Cada um faz o que quer com o dinheiro.
O problema é que a liberdade dos mais pobres choca os mais conservadores.
O complemento do Bolsa família de pobre deve ser os estudos, preparo para o trabalho, etc.
Já o "bolsa família imposto zero" dos mais ricos deve ser extinto.
Leia também:
Donos de iates e veleiros agradecem ao governador José Serra por pagarem menos pelas suas embarcações
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/07/donos-de-iates-e-veleiros-agradecem-ao.html
Distribuição de renda e emprego para os filhos da classe média
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/01/distribuio-de-renda-e-emprego-para-os.html
O sonho da classe alta e a insensatez da classe média
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2008/12/o-sonho-da-classe-alta-e-insensatez-da.html
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2 milhões fora da pobreza, deixam bolsa familia
2 milhões de famílias fora da pobreza
Gabriel Costa e Natalia Pacheco, Jornal do Brasil
RIO DE JANEIRO - Pessoas saem do programa por alcançarem renda superior à estabelecida para participantes
Alvo de críticas, elogios e polêmica no governo, na mídia e em meio à própria população, o Bolsa Família já possibilitou que até 2 milhões de famílias saíssem das condições de pobreza e extrema pobreza que caracterizam os beneficiários do programa.
De acordo com dados fornecidos ao Jornal do Brasil pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), desde o início do programa de transferência direta de renda com condicionalidades, em 2003, até julho deste ano, 1,96 milhão de famílias saíram do Bolsa Família por alcançarem um nível de renda per capita superior à estabelecida para o recebimento dos benefícios, de até R$ 140,00 por pessoa – ou porque já tinham renda acima desse patamar, por fraude ou equívoco.
Outras 50.643 pediram voluntariamente o desligamento do programa desde 2003, muitos também por não precisarem mais do benefício.
Do blog do Luis Nassif
Nota do Chicão:
Quando o dinheiro público é usado para financiar atividades de indústrias ninguém acha anormal.
Se o dinheiro público é usado para financiar uma melhor condição de vida da população é polêmica na certa.
Isto acontece porque estamos muito acostumados com o fato do dinheiro público ir parar nos bolsos dos mais ricos.
Por exemplo, os espanhois donos da Telefonica recebem sua "bolsa família" de muitos milhões de dólares.
É isso mesmo, existe "bolsa família" para os muito ricos. Funciona assim: quanto mais rico maior o dinheiro que ganham.
Quando você trabalha e recebe seu salário você paga imposto de renda na fonte.
Quando os acionistas controladores (ou não) saem para passear nos seus veleiros eles estão gastando um dinheiro que conseguiram SEM PAGAR NADA DE IMPOSTOS. Imposto zero é o "bolsa família" dos muito ricos.
É simples: dividendos de ações não paga impostos.
É por isto que os espanhóis donos da Telefonica amam o Brasil. É dinheiro no bolso deles com ZERO DE IMPOSTOS.
E o melhor, agora podem comprar veleiros mais baratos já que o José Serra resolveu combater a crise internacional reduzindo os impostos sobre veleiros e iates.
Se o dinheiro for para os mais pobres é polêmica na certa.
É polêmica, inclusive porque existem pobres honestos, pobres desonestos, pobres trabalhadores, pobres preguiçosos.
Existem pobres de todas as formas. Como, aliás, existem ricos de todas as formas.
O dinheiro com imposto zero que eles ganham pode ser usado para comprar cocaína, carro, roupa, para a caridade, etc. Cada um faz o que quer com o dinheiro.
O problema é que a liberdade dos mais pobres choca os mais conservadores.
O complemento do Bolsa família de pobre deve ser os estudos, preparo para o trabalho, etc.
Já o "bolsa família imposto zero" dos mais ricos deve ser extinto.
Leia também:
Donos de iates e veleiros agradecem ao governador José Serra por pagarem menos pelas suas embarcações
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/07/donos-de-iates-e-veleiros-agradecem-ao.html
Distribuição de renda e emprego para os filhos da classe média
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/01/distribuio-de-renda-e-emprego-para-os.html
O sonho da classe alta e a insensatez da classe média
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2008/12/o-sonho-da-classe-alta-e-insensatez-da.html
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quinta-feira, 7 de maio de 2009
Fiscalizar para a sujeira pública aparecer (combate à corrupção)
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Manchete de jornal: "TCU encontra donos de carro e políticos na lista do Bolsa Família".
Onde tem dinheiro tem pilantra rondando. Seja aqui no Brasil, na Europa, China ou em qualquer outro lugar do mundo.
O que se deve fazer?
Fiscalizar e punir.
No Sergipe uma família recebe 94 reais do bolsa família. É proprietária de caminhões avaliados em R$ 756 mil reais.
O que deve ser feito?
Punir esta família. Se são mesmo proprietários dos caminhões devem ir para cadeia por roubo de dinheiro público.
Se forem laranja de alguém deve-se descobrir de quem são laranjas, apreeender os bens e punir o laranja e o dono real.
Fiscalizar e punir.
Tornar um RISCO fraudar o bem público. É desta forma que desanima a ação de muitos pilantras.
É por isto que eu digo: pior do que a sujeira aparecer é a sujeira NÃO aparecer. A melhor impunidade é a que fica escondida. Leia aqui
Um segundo ponto: é IMPORTANTÍSSIMO para o Brasil que estes relatórios sejam feitos, para que possa aprimorar a fiscalização e a organização do governo (federal, municipal e estadual).
Trazer os problemas à tona é fundamental para aperfeiçoar as ações. Quando existem pessoas de boa vontade e eficientes, a MELHORA PODE SER CONTÍNUA.
Por exemplo: "O cruzamento com o Sisobi (Sistema Informatizado de Controle de Óbitos) revelou ainda a presença de quase 300 mil pessoas mortas no cadastro único. Na folha de fevereiro de 2008, foram identificados 3.791 benefícios do Bolsa Família pagos a famílias com pessoas tidas como mortas". (Folha de São Paulo)
Com estes dados em mãos será possível FOCAR este problema e tentar resolve-lo.
O Ministério do Desenvolvimento Social, que toca o bolsa família, descadastrou no ano passado mais de 400 mil usuários do bolsa família por fraude. Não fez, porém, o cruzamento dos dados. Porque não fez? Foi falha de alguém? Falta pessoal? Falta investimento em tecnologia? Qual é a dificuldade e COMO PODE-SE RESOLVE-LA?
Um país se faz com melhora contínua e aprendizado contínuo.
É assim nas nossas vidas, é assim nos governoS (estadual, federal e municipal).
Não entre na onda histérica do jornais conservadores, que tentam desqualificar e negativizar tudo.
No Brasil não havia fiscalização. Hoje há pouca, mas há. ESTÁ MELHOR.
O nosso interesse é que a VERDADE SEJA CLARA E TRANSPARENTE.
É preciso também que a sociedade civil colabore. É o nosso dinheiro que está em jogo.
Existem dezenas de milhares de pessoas fingindo doenças para receberem do INSS sem trabalhar.
Nós podemos ajudar a diminuir os roubos do dinheiro público, realizados por políticos e grandes grupos econômicos ou realizados no varejo.
Fiscalização da sociedade é fundamental. Não podemos ficar limitados à fiscalização pública que é dependente de interesses políticos.
Aliás, uma das melhores formas de combater a corrupção é dar dinheiro para quem denunciar e mais dinheiro ainda para quem provar o desvio.
PS: veja esta pérola do pensamento conservador negativizador: "O trabalho do tribunal conduz a duas reflexões: a) os governos ou são ruins ou são muito piores;"
O que eu quero dizer é que o dinheiro que vai para o Bolsa Família, antes ia parar no bolso não de pessoas humildes e simples, mas ia parar no bolso de algum grandão.
No Brasil, ninguém reclama de uma pessoa que paga 500 reais no dermatologista e depois desconta 27,5% no imposto de renda. Ou seja, todos nós pagamos 137 reais para ir a boneca ir ao dermatologista. Isto é normal! Polêmica surge quando o dinheiro é direcionado aos mais pobres.
PS2: é preciso lembrar que o total de desvios denunciados pelo TCU é de 3,4% do total de beneficiados. Não é muito, mas deve-se investigar.
PS3: "Após cruzamento com a Relação de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego, sobre mercado formal, o ministério cancelou, entre outubro de 2008 e fevereiro de 2009, cerca de 400 mil benefícios, que apresentaram renda acima do critério ou que não atualizaram os cadastros". (O Estado de SP) Coloco aqui esta informação para mostrar que existe um esforço do Ministério do Desenvolvimento Social, este esforço pode ser aperfeiçoado.
Atualização: leia este bom texto: Os controles do Bolsa Família
.
Manchete de jornal: "TCU encontra donos de carro e políticos na lista do Bolsa Família".
Onde tem dinheiro tem pilantra rondando. Seja aqui no Brasil, na Europa, China ou em qualquer outro lugar do mundo.
O que se deve fazer?
Fiscalizar e punir.
No Sergipe uma família recebe 94 reais do bolsa família. É proprietária de caminhões avaliados em R$ 756 mil reais.
O que deve ser feito?
Punir esta família. Se são mesmo proprietários dos caminhões devem ir para cadeia por roubo de dinheiro público.
Se forem laranja de alguém deve-se descobrir de quem são laranjas, apreeender os bens e punir o laranja e o dono real.
Fiscalizar e punir.
Tornar um RISCO fraudar o bem público. É desta forma que desanima a ação de muitos pilantras.
É por isto que eu digo: pior do que a sujeira aparecer é a sujeira NÃO aparecer. A melhor impunidade é a que fica escondida. Leia aqui
Um segundo ponto: é IMPORTANTÍSSIMO para o Brasil que estes relatórios sejam feitos, para que possa aprimorar a fiscalização e a organização do governo (federal, municipal e estadual).
Trazer os problemas à tona é fundamental para aperfeiçoar as ações. Quando existem pessoas de boa vontade e eficientes, a MELHORA PODE SER CONTÍNUA.
Por exemplo: "O cruzamento com o Sisobi (Sistema Informatizado de Controle de Óbitos) revelou ainda a presença de quase 300 mil pessoas mortas no cadastro único. Na folha de fevereiro de 2008, foram identificados 3.791 benefícios do Bolsa Família pagos a famílias com pessoas tidas como mortas". (Folha de São Paulo)
Com estes dados em mãos será possível FOCAR este problema e tentar resolve-lo.
O Ministério do Desenvolvimento Social, que toca o bolsa família, descadastrou no ano passado mais de 400 mil usuários do bolsa família por fraude. Não fez, porém, o cruzamento dos dados. Porque não fez? Foi falha de alguém? Falta pessoal? Falta investimento em tecnologia? Qual é a dificuldade e COMO PODE-SE RESOLVE-LA?
Um país se faz com melhora contínua e aprendizado contínuo.
É assim nas nossas vidas, é assim nos governoS (estadual, federal e municipal).
Não entre na onda histérica do jornais conservadores, que tentam desqualificar e negativizar tudo.
No Brasil não havia fiscalização. Hoje há pouca, mas há. ESTÁ MELHOR.
O nosso interesse é que a VERDADE SEJA CLARA E TRANSPARENTE.
É preciso também que a sociedade civil colabore. É o nosso dinheiro que está em jogo.
Existem dezenas de milhares de pessoas fingindo doenças para receberem do INSS sem trabalhar.
Nós podemos ajudar a diminuir os roubos do dinheiro público, realizados por políticos e grandes grupos econômicos ou realizados no varejo.
Fiscalização da sociedade é fundamental. Não podemos ficar limitados à fiscalização pública que é dependente de interesses políticos.
Aliás, uma das melhores formas de combater a corrupção é dar dinheiro para quem denunciar e mais dinheiro ainda para quem provar o desvio.
PS: veja esta pérola do pensamento conservador negativizador: "O trabalho do tribunal conduz a duas reflexões: a) os governos ou são ruins ou são muito piores;"
O que eu quero dizer é que o dinheiro que vai para o Bolsa Família, antes ia parar no bolso não de pessoas humildes e simples, mas ia parar no bolso de algum grandão.
No Brasil, ninguém reclama de uma pessoa que paga 500 reais no dermatologista e depois desconta 27,5% no imposto de renda. Ou seja, todos nós pagamos 137 reais para ir a boneca ir ao dermatologista. Isto é normal! Polêmica surge quando o dinheiro é direcionado aos mais pobres.
PS2: é preciso lembrar que o total de desvios denunciados pelo TCU é de 3,4% do total de beneficiados. Não é muito, mas deve-se investigar.
PS3: "Após cruzamento com a Relação de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego, sobre mercado formal, o ministério cancelou, entre outubro de 2008 e fevereiro de 2009, cerca de 400 mil benefícios, que apresentaram renda acima do critério ou que não atualizaram os cadastros". (O Estado de SP) Coloco aqui esta informação para mostrar que existe um esforço do Ministério do Desenvolvimento Social, este esforço pode ser aperfeiçoado.
Atualização: leia este bom texto: Os controles do Bolsa Família
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quarta-feira, 25 de março de 2009
A fiscalização do bolsa família e o combate a impunidade no Brasil
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Alguns meses atrás descobriram que um gato recebeu por 4 meses dinheiro do bolsa família. As notícias realçaram a negativização e a ridicularização do programa.
Vamos à realidade dos fatos: um programa que abrange mais de 10 milhões de beneficiários sempre vai ter alguém mal intencionado querendo "papar uma grana". Isto é normal acontecer EM QUALQUER PAÍS DO MUNDO. Por isto que é importante fiscalizar.
A fiscalização flagrou o crime e o bandido perdeu o cargo público concursado e está sendo processado:
" A fraude foi descoberta durante a visita de um AGENTE DE SAÚDE à casa do suposto beneficiário, em novembro passado. Recebido pela mulher do coordenador, o agente quis saber por qual motivo a criança Billy Flores da Rosa NÃO TER SIDO LEVADA para fazer a medição e a pesagem, exigidas para os cadastrados no programa.
A mulher estranhou a pergunta: “Mas o único Billy aqui é o meu gatinho”. O agente relatou o diálogo à prefeitura, que abriu sindicância.
Ou seja, mais uma vez a NEGATIVIZAÇÃO imperou. Ao invés de dar os parabéns ao programa BOLSA FAMÍLIA, trataram de ridiculariza-lo.
Esta INVERSÃO é uma das raízes da IMPUNIDADE no Brasil.
O Combate à impunidade revela a sujeira que existe. Sempre vai ser assim: onde se combate a impunidade a SUJEIRA É REVELADA. A sujeira não aparece onde reina a impunidade.
Este gato poderia receber o benefício por anos e ninguém ridicularizaria o programa.
Qual situação você prefere? A situação em que o gato vira notícia de jornal por que foi descoberto ou a situação em que tudo fica debaixo do pano?
Se o povo brasileiro não apoiar as autoridades quando a sujeira é combatida, a impunidade reinará.
Será muito mais conveniente para a autoridade esconder tudo debaixo do tapete.
Com a fiscalização o criminoso perdeu seu cargo público, está respondendo a processo. Outros, que lerem a notícia, ficarão com medo de fazer o mesmo.
Este é o melhor caminho para nós: que a sujeira apareça.
Aqui no estado de SP o grupo criminoso PCC reina tranquilo. Até editou um regimento proibindo seus membros de assassinarem pessoas sem autorização ou sem necessidade.
Tudo estava tranquilo. Até que um dia alguns policiais "atrapalharam tudo". Eles prenderam um chefão do PCC. O PCC reagiu e fez barricada, botou fogo, etc. O governador Serra ficou preocupadíssimo com sua popularidade...
Para a alegria do Serra tudo voltou ao normal. PCC está tranquilo, e parece que está tudo bem.
A população não apoiou os policiais, não parabenizou-os. A população deveria dizer: queremos ver o PCC reagir. Queremos ver o PCC incomodado. Queremos ver o PCC ser combatido ferozmente. E se ele botar fogo, atirar ou tiver outra reação qualquer, nós iremos apoiar a autoridade.
É assim que se combate a impunidade.
Vai parecer que está pior. Mas, na realidade vai estar melhor. Não deixe a negatividade te dominar.
Segurança pública, Serra, Alckmin e o PCC
.
.
Alguns meses atrás descobriram que um gato recebeu por 4 meses dinheiro do bolsa família. As notícias realçaram a negativização e a ridicularização do programa.
Vamos à realidade dos fatos: um programa que abrange mais de 10 milhões de beneficiários sempre vai ter alguém mal intencionado querendo "papar uma grana". Isto é normal acontecer EM QUALQUER PAÍS DO MUNDO. Por isto que é importante fiscalizar.
A fiscalização flagrou o crime e o bandido perdeu o cargo público concursado e está sendo processado:
" A fraude foi descoberta durante a visita de um AGENTE DE SAÚDE à casa do suposto beneficiário, em novembro passado. Recebido pela mulher do coordenador, o agente quis saber por qual motivo a criança Billy Flores da Rosa NÃO TER SIDO LEVADA para fazer a medição e a pesagem, exigidas para os cadastrados no programa.
A mulher estranhou a pergunta: “Mas o único Billy aqui é o meu gatinho”. O agente relatou o diálogo à prefeitura, que abriu sindicância.
Ou seja, mais uma vez a NEGATIVIZAÇÃO imperou. Ao invés de dar os parabéns ao programa BOLSA FAMÍLIA, trataram de ridiculariza-lo.
Esta INVERSÃO é uma das raízes da IMPUNIDADE no Brasil.
O Combate à impunidade revela a sujeira que existe. Sempre vai ser assim: onde se combate a impunidade a SUJEIRA É REVELADA. A sujeira não aparece onde reina a impunidade.
Este gato poderia receber o benefício por anos e ninguém ridicularizaria o programa.
Qual situação você prefere? A situação em que o gato vira notícia de jornal por que foi descoberto ou a situação em que tudo fica debaixo do pano?
Se o povo brasileiro não apoiar as autoridades quando a sujeira é combatida, a impunidade reinará.
Será muito mais conveniente para a autoridade esconder tudo debaixo do tapete.
Com a fiscalização o criminoso perdeu seu cargo público, está respondendo a processo. Outros, que lerem a notícia, ficarão com medo de fazer o mesmo.
Este é o melhor caminho para nós: que a sujeira apareça.
Aqui no estado de SP o grupo criminoso PCC reina tranquilo. Até editou um regimento proibindo seus membros de assassinarem pessoas sem autorização ou sem necessidade.
Tudo estava tranquilo. Até que um dia alguns policiais "atrapalharam tudo". Eles prenderam um chefão do PCC. O PCC reagiu e fez barricada, botou fogo, etc. O governador Serra ficou preocupadíssimo com sua popularidade...
Para a alegria do Serra tudo voltou ao normal. PCC está tranquilo, e parece que está tudo bem.
A população não apoiou os policiais, não parabenizou-os. A população deveria dizer: queremos ver o PCC reagir. Queremos ver o PCC incomodado. Queremos ver o PCC ser combatido ferozmente. E se ele botar fogo, atirar ou tiver outra reação qualquer, nós iremos apoiar a autoridade.
É assim que se combate a impunidade.
Vai parecer que está pior. Mas, na realidade vai estar melhor. Não deixe a negatividade te dominar.
Segurança pública, Serra, Alckmin e o PCC
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terça-feira, 17 de março de 2009
Senador marajá Jarbas Vasconcelos, você mentiu sobre o bolsa família?
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O senador marajá (aposentadoria de mais de 17 mil reais depois de um ano de trabalho) Jarbas Vasconcelos disse em entrevista:
"Há um restaurante que eu frequento há mais de trinta anos no bairro de Brasília Teimosa, no Recife. Na semana passada cheguei lá e não encontrei o garçom que sempre me atendeu. Perguntei ao gerente e descobri que ele conseguiu uma bolsa para ele e outra para o filho e desistiu de trabalhar. Esse é um retrato do Bolsa Família".
Várias pessoas estão tentando saber se é verdade ou mentira esta história do senador.
Como ele se recusa a falar sobre o assunto, um reporter foi investigar no bairro.
Veja aqui a reportagem da Revista Carta Capital (no blog do Nassif)
Muito provavelmente o senador não quer falar sobre o assunto porque é mentira. Se ele mostrar a verdade coloco aqui no blog para vocês.
Abaixo segue um texto sobre o assunto:
"não sei se vocês conhecem o Recife.
Brasília Teimosa fica logo depois do Pina.
Pra se chegar à Brasília Teimosa, que fica em um istmo
que dá acesso ao enrocamento do porto do Recife,
tem que passar pelo Pina.
O Pina era conhecido, isso há bem mais de 30 anos,
como um bairro boêmio. Ou então, falando um
português mais claro, era zona de bairro meretrício
mesmo.
Brasília Teimosa era melhor conceituada, pois abrigava,
e ainda abriga o pessoal de baixa renda e fica muito
perto do centro do Recife. Uma travessia de poucos
minutos em barco a remo.
A fama de Brasília Teimosa é recente e surgiu depois
que o prefeito João Paulo, e não o ex-prefeito agora
senador, urbanizou a área e removeu as palafitas.
Há 30 anos, os bares e os put$%$#@ se concentravam
no Pina.
Nenhum demérito para o senador alçado às manchetes
dos jornais e da Internet.
Agora essa história de o garçom deixar o emprego
por causa de duas bolsas...
Na pior das hipóteses, o amado garçom do senador
ganhava salário mínimo mais comissões. Isso deve
totalizar uns 800 reais, a não ser que esse
restaurante seja muito chinfrim e nem pague salário
mínimo.
Neste caso, o agora famoso senador deveria
comunicar o fato ao ministério do trabalho, pois
trata-se de situação irregular.
Qual o valor do bolsa-família?
Pesquisando na Internet cheguei à página
intitulada
Qual o valor do benefício?
em http://tinyurl.com/djtwdw
O valor informado é R$ 95,00. Ou seja, pouco mais
de R$3,00 por dia. (Se alguém dispuser de informações
mais confiáveis, favor informar.)
O explorado garçom, amigo do senador boçal, deixou
o emprego para ganhar, juntamente com o filho, a
soma de R$ 190,00. Uns R$ 6,33 por dia. Para os dois.
O tal restaurante, que obviamente nunca existiu,
não deveria ser assim tão ruim, pois abrigava
até governador e prefeito com as respectivas
comitivas de puxa-sacos.
Quanto o dono do restaurante pagava ao garçom?
Ora, se o garçom pediu demissão por causa da nova
remuneração de 95 reais, ele deveria ganhar menos
do que isso.
Mais uma vez: coisa que a delegacia do Ministério
do Trabalho deveria fiscalizar.
A história narrada pelo senador tem tanto crédito
quanto ele próprio. Usando expressão corrente
no Nordeste: vale menos que pó de peido laminado :o)))
(A expressão _pó de peido laminado_ é falada por
um dos personagens do imortal Ariano Suassuna.
Não há nada de baixo calão nem coisa insultuosa.)
[]'s
G.M.
.
O senador marajá (aposentadoria de mais de 17 mil reais depois de um ano de trabalho) Jarbas Vasconcelos disse em entrevista:
"Há um restaurante que eu frequento há mais de trinta anos no bairro de Brasília Teimosa, no Recife. Na semana passada cheguei lá e não encontrei o garçom que sempre me atendeu. Perguntei ao gerente e descobri que ele conseguiu uma bolsa para ele e outra para o filho e desistiu de trabalhar. Esse é um retrato do Bolsa Família".
Várias pessoas estão tentando saber se é verdade ou mentira esta história do senador.
Como ele se recusa a falar sobre o assunto, um reporter foi investigar no bairro.
Veja aqui a reportagem da Revista Carta Capital (no blog do Nassif)
Muito provavelmente o senador não quer falar sobre o assunto porque é mentira. Se ele mostrar a verdade coloco aqui no blog para vocês.
Abaixo segue um texto sobre o assunto:
"não sei se vocês conhecem o Recife.
Brasília Teimosa fica logo depois do Pina.
Pra se chegar à Brasília Teimosa, que fica em um istmo
que dá acesso ao enrocamento do porto do Recife,
tem que passar pelo Pina.
O Pina era conhecido, isso há bem mais de 30 anos,
como um bairro boêmio. Ou então, falando um
português mais claro, era zona de bairro meretrício
mesmo.
Brasília Teimosa era melhor conceituada, pois abrigava,
e ainda abriga o pessoal de baixa renda e fica muito
perto do centro do Recife. Uma travessia de poucos
minutos em barco a remo.
A fama de Brasília Teimosa é recente e surgiu depois
que o prefeito João Paulo, e não o ex-prefeito agora
senador, urbanizou a área e removeu as palafitas.
Há 30 anos, os bares e os put$%$#@ se concentravam
no Pina.
Nenhum demérito para o senador alçado às manchetes
dos jornais e da Internet.
Agora essa história de o garçom deixar o emprego
por causa de duas bolsas...
Na pior das hipóteses, o amado garçom do senador
ganhava salário mínimo mais comissões. Isso deve
totalizar uns 800 reais, a não ser que esse
restaurante seja muito chinfrim e nem pague salário
mínimo.
Neste caso, o agora famoso senador deveria
comunicar o fato ao ministério do trabalho, pois
trata-se de situação irregular.
Qual o valor do bolsa-família?
Pesquisando na Internet cheguei à página
intitulada
Qual o valor do benefício?
em http://tinyurl.com/djtwdw
O valor informado é R$ 95,00. Ou seja, pouco mais
de R$3,00 por dia. (Se alguém dispuser de informações
mais confiáveis, favor informar.)
O explorado garçom, amigo do senador boçal, deixou
o emprego para ganhar, juntamente com o filho, a
soma de R$ 190,00. Uns R$ 6,33 por dia. Para os dois.
O tal restaurante, que obviamente nunca existiu,
não deveria ser assim tão ruim, pois abrigava
até governador e prefeito com as respectivas
comitivas de puxa-sacos.
Quanto o dono do restaurante pagava ao garçom?
Ora, se o garçom pediu demissão por causa da nova
remuneração de 95 reais, ele deveria ganhar menos
do que isso.
Mais uma vez: coisa que a delegacia do Ministério
do Trabalho deveria fiscalizar.
A história narrada pelo senador tem tanto crédito
quanto ele próprio. Usando expressão corrente
no Nordeste: vale menos que pó de peido laminado :o)))
(A expressão _pó de peido laminado_ é falada por
um dos personagens do imortal Ariano Suassuna.
Não há nada de baixo calão nem coisa insultuosa.)
[]'s
G.M.
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sábado, 7 de fevereiro de 2009
Resposta do ministro Patrus Ananias sobre a Globo
.
Perguntei aproximadamente o seguinte: “Ministro Patrus, eu gostaria de trazer a discussão para o campo da Comunicação. Ontem mesmo, o Bolsa Família foi pauta do Jornal Nacional. Na matéria, mostraram uma moça que recebe o auxílio, dizendo que preferia que a renda viesse de um emprego, e um especialista, dizendo que o Governo deveria investir mais e gastar menos. Sendo ‘o gasto’ o Bolsa Família. Matérias como essa dão a entender que Programas de Transferência de Renda inibem ou prejudicam a geração de emprego. Entretanto, a realidade mostra justamente o oposto. Como o Senhor avalia a relação da mídia com a temática da transferência de renda?”
... Patrus Ananias foi categórico! Não tive como registrar as palavras exatas, infelizmente. Mas o Ministro falou que os Programas Sociais têm grandes inimigos, a Rede Globo é certamente um dos maiores. Disse que já ouviu de editores globais que eles respeitam a pessoa do Ministro, sua trajetória, mas são contra os Programas do Governo. Para Patrus, é nítida a má vontade da mídia para com as ações do Desenvolvimento Social, pois existe uma verdadeira disputa pelos próprios recursos da nação.
Enquanto os Governos anteriores investiam em infra-estrutura, para que a classe empresarial fosse beneficiada, este Governo destina parte dos recursos públicos para a população mais pobre. O discurso do “mais investimento e menos gasto” está mascarando uma falácia: de que o desenvolvimento econômico por si só garante avanço social. Para o Ministro, isto não procede, já que o próprio Brasil teve momentos de grande crescimento econômico, mas a pobreza e a miséria persistiram. Daí a necessidade de Políticas Sociais. Ficou claro que o Bolsa Família não está isolado, mas compõe toda uma rede de Programas, que também incluem capacitação profissional, doação de equipamentos, compra da produção de pequenos agricultores, financiamento pelo Pronaf, democratização do acesso à água (com Cisternas) e à eletricidade (com o Luz Para Todos), Restaurantes Populares, enfim. Uma série de medidas que substituem 'assistencialismo' por Políticas Públicas de Desenvolvimento Social, e resgatam brasileiros da situação de miséria e pobreza, incluem massas no mercado de consumo – o que gera um efeito multiplicador e beneficia toda a economia, e garantem o direito constitucional ao mínimo de dignidade, à segurança alimentar, à vida.
Do Blog Crápula Mor
Nota do Chicão:
O programa Bolsa Família é um dos melhores programas econômicos que o Brasil poderia ter.
Nesta crise estamos aprendendo isto. Os empresários dizem: os empregos dependem do CONSUMO. Ou seja, se o povo comprar e as empresas venderem, elas terão que contratar funcionários para fabricarem os produtos.
Ou seja, o desenvolvimento do Brasil depende do CONSUMO. E O CONSUMO DEPENDE DE DISTRIBUIÇÃO DE RENDA.
Já cansei de escrever aqui no Blog do Chicão. Uma pessoa que ganha 50 mil reais por mês vai tomar tanto leite quanto uma pessoa que ganha mil reais. Portanto, para aumentar o total de leite vendido é muito melhor ter 50 pessoas ganhando mil do que uma ganhando 50 mil.
De modo tímido, é o que o Bolsa Família faz. Gera distribuição de renda. Pessoas pobres aumentam um pouco o seu poder de compra. Com isto podem fazer a economia brasileira girar, ou seja vender mais.
Vendendo mais os emrpesários investem mais e por aí vai...
A luta da Globo não é somente contra o Bolsa Família, é contra toda e quaisquer leis e programas que possam transferir renda e democratizar a sociedade. Vide o desejo dela da auto-regulação (nós mandamos e vocês ficam só "olhando").
.
Perguntei aproximadamente o seguinte: “Ministro Patrus, eu gostaria de trazer a discussão para o campo da Comunicação. Ontem mesmo, o Bolsa Família foi pauta do Jornal Nacional. Na matéria, mostraram uma moça que recebe o auxílio, dizendo que preferia que a renda viesse de um emprego, e um especialista, dizendo que o Governo deveria investir mais e gastar menos. Sendo ‘o gasto’ o Bolsa Família. Matérias como essa dão a entender que Programas de Transferência de Renda inibem ou prejudicam a geração de emprego. Entretanto, a realidade mostra justamente o oposto. Como o Senhor avalia a relação da mídia com a temática da transferência de renda?”
... Patrus Ananias foi categórico! Não tive como registrar as palavras exatas, infelizmente. Mas o Ministro falou que os Programas Sociais têm grandes inimigos, a Rede Globo é certamente um dos maiores. Disse que já ouviu de editores globais que eles respeitam a pessoa do Ministro, sua trajetória, mas são contra os Programas do Governo. Para Patrus, é nítida a má vontade da mídia para com as ações do Desenvolvimento Social, pois existe uma verdadeira disputa pelos próprios recursos da nação.
Enquanto os Governos anteriores investiam em infra-estrutura, para que a classe empresarial fosse beneficiada, este Governo destina parte dos recursos públicos para a população mais pobre. O discurso do “mais investimento e menos gasto” está mascarando uma falácia: de que o desenvolvimento econômico por si só garante avanço social. Para o Ministro, isto não procede, já que o próprio Brasil teve momentos de grande crescimento econômico, mas a pobreza e a miséria persistiram. Daí a necessidade de Políticas Sociais. Ficou claro que o Bolsa Família não está isolado, mas compõe toda uma rede de Programas, que também incluem capacitação profissional, doação de equipamentos, compra da produção de pequenos agricultores, financiamento pelo Pronaf, democratização do acesso à água (com Cisternas) e à eletricidade (com o Luz Para Todos), Restaurantes Populares, enfim. Uma série de medidas que substituem 'assistencialismo' por Políticas Públicas de Desenvolvimento Social, e resgatam brasileiros da situação de miséria e pobreza, incluem massas no mercado de consumo – o que gera um efeito multiplicador e beneficia toda a economia, e garantem o direito constitucional ao mínimo de dignidade, à segurança alimentar, à vida.
Do Blog Crápula Mor
Nota do Chicão:
O programa Bolsa Família é um dos melhores programas econômicos que o Brasil poderia ter.
Nesta crise estamos aprendendo isto. Os empresários dizem: os empregos dependem do CONSUMO. Ou seja, se o povo comprar e as empresas venderem, elas terão que contratar funcionários para fabricarem os produtos.
Ou seja, o desenvolvimento do Brasil depende do CONSUMO. E O CONSUMO DEPENDE DE DISTRIBUIÇÃO DE RENDA.
Já cansei de escrever aqui no Blog do Chicão. Uma pessoa que ganha 50 mil reais por mês vai tomar tanto leite quanto uma pessoa que ganha mil reais. Portanto, para aumentar o total de leite vendido é muito melhor ter 50 pessoas ganhando mil do que uma ganhando 50 mil.
De modo tímido, é o que o Bolsa Família faz. Gera distribuição de renda. Pessoas pobres aumentam um pouco o seu poder de compra. Com isto podem fazer a economia brasileira girar, ou seja vender mais.
Vendendo mais os emrpesários investem mais e por aí vai...
A luta da Globo não é somente contra o Bolsa Família, é contra toda e quaisquer leis e programas que possam transferir renda e democratizar a sociedade. Vide o desejo dela da auto-regulação (nós mandamos e vocês ficam só "olhando").
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domingo, 29 de junho de 2008
Falta de altruísmo
.
Na abertura de sua coluna (que não aparece na edição em PDF do Globo), Merval Pereira diz que tudo muito bom, tudo muito bem, que não se pode ser contra um reajuste que vai evitar a corrosão no poder aquisitivo dos mais pobres. Mas...
"O problema é que, com a inflação em alta, manter o nível de consumo desse contingente de milhões de brasileiros significa também manter a pressão inflacionária, tanto pela demanda quanto pelo aumento dos gastos do governo. Além do mais, essa indexação (...) que atinge os mais pobres pode gerar uma demanda generalizada pela indexação de reajustes".
Depois de escrever a coluna, Merval pode ter saído do Globo em seu carro novo (que consome aço, alumínio, geradores de inflação), ido até uma churrascaria (carne pressiona a inflação), tomado um bom vinho importado (que pressiona a balança comercial), chegado em casa, ligado sua TV de plasma e ligado na Net (um dos índices que mais pressionou o último indicador de inflação foi assinatura de TV a cabo).
do blog do Luis Nassif
Nota do chicão:
Um país tem que fazer escolhas.
Quando estas escolhas envolve beneficiar os mais pobres são sempre combatidas.
O que o tal do "Merval" quis dizer é que aumentar o bolsa família seria ruim para o país.
O problema é que nunca vi algo que beneficie os mais humildes serem apoiados pelos conservadores.
Já contei no aqui no blog a história da mulher que temia perder o emprego porque a constituinte de 1988 ia aumentar o tempo da licença maternidade.
Na empresa que ela trabalhava fizeram reunião com as funcionárias para mostrar como era RUIM o aumento da licença maternidade para elas e seus filhos.
Usaram como exemplo os comentários dos jornalistas conservadores da Globo.
Conversei com ela e tentei acalma-la.
Não sei se consegui.
A história se repete...
sempre negativizando a realidade.
.
Na abertura de sua coluna (que não aparece na edição em PDF do Globo), Merval Pereira diz que tudo muito bom, tudo muito bem, que não se pode ser contra um reajuste que vai evitar a corrosão no poder aquisitivo dos mais pobres. Mas...
"O problema é que, com a inflação em alta, manter o nível de consumo desse contingente de milhões de brasileiros significa também manter a pressão inflacionária, tanto pela demanda quanto pelo aumento dos gastos do governo. Além do mais, essa indexação (...) que atinge os mais pobres pode gerar uma demanda generalizada pela indexação de reajustes".
Depois de escrever a coluna, Merval pode ter saído do Globo em seu carro novo (que consome aço, alumínio, geradores de inflação), ido até uma churrascaria (carne pressiona a inflação), tomado um bom vinho importado (que pressiona a balança comercial), chegado em casa, ligado sua TV de plasma e ligado na Net (um dos índices que mais pressionou o último indicador de inflação foi assinatura de TV a cabo).
do blog do Luis Nassif
Nota do chicão:
Um país tem que fazer escolhas.
Quando estas escolhas envolve beneficiar os mais pobres são sempre combatidas.
O que o tal do "Merval" quis dizer é que aumentar o bolsa família seria ruim para o país.
O problema é que nunca vi algo que beneficie os mais humildes serem apoiados pelos conservadores.
Já contei no aqui no blog a história da mulher que temia perder o emprego porque a constituinte de 1988 ia aumentar o tempo da licença maternidade.
Na empresa que ela trabalhava fizeram reunião com as funcionárias para mostrar como era RUIM o aumento da licença maternidade para elas e seus filhos.
Usaram como exemplo os comentários dos jornalistas conservadores da Globo.
Conversei com ela e tentei acalma-la.
Não sei se consegui.
A história se repete...
sempre negativizando a realidade.
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