segunda-feira, 28 de julho de 2008

Cotas para afro-descendentes nas universidades e a gratidão

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Como criar uma sociedade mais justa?

Reconhecendo os limites e os sofrimentos das pessoas.

Procurando apoia-las naquilo que é importante para diminuir o sofrimento ou as limitações.

Isto significa dar a estas pessoas “alguns” privilégios.

Construir rampas em calçadas só serve para quem anda em cadeira de rodas e idosos com limitação de locomoção.

Este é o “privilégio” necessário para quem tem esta limitação.

Nós, que não temos esta limitação, podemos CULTIVAR A GRATIDÃO E A GENEROSIDADE.

Quem ganha? TODOS.

O mesmo acontece com relação aos negros e seus descendentes (negros, mulatos, etc).

Uma mulata trabalhadora e estudiosa vai procurar emprego de vendedora no shopping.

Será que ela consegue?

Provavelmente não.

Ela poderia ter um bom emprego e investir em seus estudos.

Temos que reconhecer que para ela, por ser afro-descendente, este caminho é bem MAIS difícil.

Escolas públicas deficientes, bibliotecas públicas deficientes, falta de estímulo e de bons exemplos, dificuldade em conseguir empregos, falta de cursos técnicos, etc.

Ela não é simplesmente pobre: ela é mulata. É MAIS difícil para ela.

Uma sociedade justa pode ajuda-la.

Esta é a generosidade que deve guiar uma sociedade.

Há muitas formas de ajuda-la. Nenhuma sozinha irá resolver todos os problemas do Brasil. Mas, serão atitudes que irão ajudar a minorar o sofrimento e as dificuldades de algumas pessoas.

As cotas são formas de ajudar estas pessoas. Uma delas, não a única.


Faz anos que ajudo pessoas humildes em seus estudos.

Eu observo que a imensa maioria (não todos) aproveita as oportunidades com garra e dedicação.

É bonito ver pessoas cujo futuro estava comprometido se desenvolverem.

Para quem opta por servir ao próximo é muito gratificante poder ver os frutos do seu esforço.

É bom viver e exercitar a gratidão e a generosidade.

Tenham certeza de que não é só aqueles que recebem o benefício material que são beneficiados.

OS MAIS BENEFICIADOS SÃO OS QUE APRENDEM A VIVER EM GRATIDÃO.


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2 comentários:

Wilson disse...

Chicão não vai faltar quem diga que você está associando o negro à deficiência física, entretanto estes mesmos, sob a capa do sofisma, só estarão defendendo o “status quo” de seus privilégios.

Canrobert disse...

Chicão perfeita a sua colocação! A falta de amor ao próximo é o que nos impede de ser primeiro mundo.
O triste é saber que as pessoas que são contra as cotas, são aqueles que desta não precisam! Se não precisam deste recurso, porque ser contra? Egoísmo? Ou será apenas o prazer em ser do contra?
Lutar contra o que vem dando certo, no mínimo é muita burrice, ou moral tacanha mesmo!