quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Bolsa família, auto-estima e estudos


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Email recebido pelo Blog do Chicão:

Boa Noite !

Voce tem toda razão Chicão! De Fato o bolsa Família dá Lucro...

Faço parte de Uma Ong feminista e estamos capacitando mulheres que tem o Bolsa Família e dá gosto de ver a auto estima elevada e a vontade delas de voltar a viver e buscar novos objetivos...

O povo pobre só precisa de uma oportunidade e as mulheres demonstram claramente o quanto o Bolsa Família faz a diferença na vida da Família.

Estou enviando algumas fotos do curso....

É uma pena que poucos bolsistas tenham essa oportunidade de aprender uma profissão, aprender cidadania, direitos etc etc etc...

Parabens pelo seu BLOG.
Cida lima.


Nota do Chicão:
Cida são trabalhos como o seu que vão ajudar a mudar nosso país. Parabéns!

Obrigado pelos elogios.

O texto a que ela se refere é este:

Bolsa família dá LUCRO
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/11/bolsa-familia-da-lucro.html









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SERRA MANDOU, GOOGLE OBEDECEU : SISTEMA DE BUSCA NÃO APRESENTA IMAGENS DO DESABAMENTO DAS VIGAS DO RODOANEL

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SERRA MANDOU, GOOGLE OBEDECEU : SISTEMA DE BUSCA NÃO APRESENTA IMAGENS DO DESABAMENTO DAS VIGAS DO RODOANEL

Leia mais sobre este absurdo
http://cloacanews.blogspot.com/2009/11/serra-mandou-google-obedeceu-sistema-de.html


Esta auto-censura acontece em troca do que?

Imagina o quanto o Serra está devendo de favor para as empresas estrangeiras.

Elas tem os interesses delas. Quase nunca é igual ao interesse da nossa PÁTRIA.

Leia também esta reportagem completa:

Não, não é piada. Está aqui na Folha Online: O secretário de Transportes, Mauro Arce, afirmou que a fiscalização não será modificada. "Ela vai continuar como está, porque é adequada."
A pergunta que o jornal não fez, nem fará: se a fiscalização é adequada e competente, porque as porcarias daquelas vigas de 80 toneladas cada desabaram sobre as cabeças das pessoas?

http://cloacanews.blogspot.com/2009/11/sai-de-baixo.html




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Indício de corrupção no Rodoanel do José Serra. É preciso investigar.

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Veja manchete do jornal Estado de SP:

TCU: viaduto que caiu no Rodoanel já estava quase pago

No Blog do Luis Nassif:

O pagamento adiantado do Rodoanel

E notícias de escândalos do Rodoanel não param mais :

” … O TCU mostra que somente em obras de arte especiais – pontes, viadutos, passagens de nível e túneis – nos cinco lotes dos 61,4 quilômetros do Trecho Sul, foram pagos adiantados para serviços não realizados até a medição informada pelas empresas cerca de R$ 100,7 milhões. Já quando se somam também serviços que não estavam previstos no contrato original do empreendimento, o pagamento adiantado chega à casa dos R$ 236 milhões. ”

Nota do Chicão:

O pagamento adiantado chega à casa dos R$236 milhões.

Se aplicarem este dinheiro por 1% ao mês, haverá um lucro extra de R$2,36 MILHÕES por mês.

Um dinheiro enorme, que grande parte das pessoas que lerem este texto jamais terão (mesmo trablhando a vida inteira).

Isto é incompetência?

Ou é uma forma de corrupção?

É preciso investigar.

É preciso aprimorar os processos de pagamentos. Por exemplo: colocar tudo na internet. Uma câmara para filmar, a medição assinada pelo responsável, o pagamento, o contrato, tudo, tudo, tudo que fica hoje escondido em muitos papéis ou protegido por senhas de computador.

A Transparência Pública é o melhor caminho para combater a corrupção e também melhorar o funcionamento dos governos.

É preciso ver se outras obras do governo Serra também estão cometendo este "erro".


Leia também:

Sr. José Serra: obras mal feitas caem ou estragam rápido
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/11/sr-jose-serra-obras-mal-feitas-caem-ou.html



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ONGs repudiam acordo entre Minc e Stephanes sobre Código Florestal

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Organizações da sociedade civil divulgam carta aberta ao ministro do Meio Ambiente Carlos Minc, contra acordo com o Ministério da Agricultura para modificar o Código Florestal por meio de uma Medida Provisória (MP), que pode ser publicada esta semana. Segundo as 14 organizações que assinam o documento, entre os pontos que podem ser modificados com a MP estão a compensação de reservas legais em outros biomas e a recuperação com espécies exóticas. Leia abaixo a íntegra da carta.

Mais um remendo no Código Florestal não é a solução!

Senhor Ministro,

Os esforços empreendidos por Vossa Senhoria para assegurar que o Brasil assumisse compromissos concretos de redução de emissões de gases efeito estufa são louváveis.

Do mesmo modo, a redução da taxa de desmatamento da Amazônia é um resultado concreto que coloca o Brasil em excelentes condições de liderança no que diz respeito à Convenção de Mudanças Climáticas. Esse resultado só foi possível pelos esforços empreendidos pelo governo no sentido de fazer valer a legislação florestal.

Por essa razão nos causa imensa preocupação a noticia divulgada pela imprensa sobre um acordo feito no âmbito do Governo Federal para modificar o Código Florestal por meio de uma Medida Provisória (MP). Além de ser um meio inapropriado para tratar de um tema tão complexo e importante como a alteração da legislação florestal, o conteúdo desse acordo é inaceitável, pois quebra alguns dos pilares básicos da legislação, incluindo pontos que V. Sa. havia assegurado que jamais seriam aceitos por parte desse Ministério, como a compensação de reservas legais em locais a milhares de quilômetros da área onde deveriam estar, ou a recuperação dessas com espécies exóticas, dentre outros.

O acordo feito, se transformado em lei, irá jogar por água abaixo os esforços de recuperação ambiental em boa parte do território nacional, onde vive a maior parte da população brasileira, e permitir a ocupação desordenada de áreas ambientalmente sensíveis, o que contribuirá para a perpetuação de eventos como as enchentes e desabamentos de Santa Catarina.

Um tema de tamanha relevância para o desenvolvimento do país não pode ser decidido dessa forma, por via de MP, sem a participação aberta e transparente da sociedade. O Congresso Nacional tem discutido esse tema em diferentes fóruns, promovendo o debate com os diversos setores envolvidos, e é dessa forma que o assunto tem que ser conduzido. Uma MP publicada agora, além de atropelar as iniciativas já em curso no Congresso Nacional, nivelará por baixo a discussão, pois seu rito de aprovação impede qualquer discussão mais profunda, já que a votação acontecerá em plena virada do ano e já na corrida eleitoral, o que coloca em risco qualquer texto que seja definido agora.

Diante do exposto, requeremos a V. Exa. que cumpra com o compromisso assumido perante as ONGs e movimentos sociais desde o princípio do ano e evite que o Código Florestal seja mais uma vez remendado por meio da edição de uma MP, sobretudo para derrubar pontos centrais como a reserva legal, o uso de APPs e o tratamento diferenciado para a agricultura familiar. Por outro lado, reforçamos nosso interesse em trabalhar pela aprovação de uma nova legislação florestal que reposicione o Brasil como uma potência mundial em produção de bens e serviços ambientais.

Assinam:

Amigos da Terra – Amazônia Brasileira; Associação de Preservação do Meio Ambiente do Alto Vale do Itajaí (Apremavi); Conservação Internacional – Brasil; Greenpeace; Grupo Ambientalista da Bahia (Gambá); Instituto Socioambiental (ISA); Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam);
Instituto de Estudos Socioeconomicos (Inesc); Programa da Terra/SP (Proter); Rede de ONGs da Mata Atlântica (RMA); SOS Mata Atlântica; The Nature Conservancy (TNC); Vitae Civilis – Instituto para o Desenvolvimento, Meio Ambiente e Paz; WWF – Brasil.

Fonte: Envolverde

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Veja como anda o programa Minha Casa Minha Vida

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Entrevista:

”A expressão que gringo mais fala hoje é Minha Casa, Minha Vida”

José Antonio Grabowsky: Presidente da PDG Realty; segundo executivo, interesse dos investidores ficou claro na última emissão de ações feita pela PDG

...

É efeito Minha Casa, Minha Vida?

Essa é a expressão que gringo mais sabe falar. Todo mundo sabe o que é o plano, acompanha nos detalhes. Pela primeira vez o Brasil tem um plano realmente consistente. O País também está numa situação macroeconômica que permite fazer esse tipo de gasto público. O FGTS nunca esteve com tanto dinheiro, por causa de criação de emprego, da característica demográfica da população. No começo, a gente estava muito cético, achava que ia ser uma coisa eleitoreira. A grande beleza dele é ter sido muito simples. É o plano Robin Hood: quanto menos o cara ganha, mais ele ganha de subsídio. E aconteceu um fenômeno. Antes, eu só conseguia vender para famílias com renda a partir de R$ 2,5 mil. E hoje vendo para famílias com renda a partir de R$ 1,5 mil. Esse é um novo mercado para nós.

Leia a entrevista inteira aqui: http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/a-expressao-que-gringo-mais-fala-hoje-e-minha-casa-minha-vida/



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Uma entrevista técnica e sensata sobre o blecaute de energia

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Esta é a melhor entrevista que li sobre o blecaute de energia, a mais explicativa para quem é leigo:

Energia: Para Mário Veiga, da PSR Consultoria, modelo é eficiente

O apagão que afetou 18 Estados, retirou a maior usina hidrelétrica do país do sistema e deixou São Paulo completamente às escuras foi forte o bastante para que as culpas pudessem ser atribuídas ao governo, no clima pré-eleitoral em que o país já vive. Especialistas independentes negam que o sistema elétrico brasileiro seja frágil. O engenheiro eletricista Mário Veiga é um deles. Ele preside uma das consultorias mais prestigiadas no setor elétrico, a PSR Consultoria.

Com mestrado e doutorado na área de pesquisa operacional, Veiga diz que o Brasil tem um sistema complexo como complexa é qualquer rede elétrica, de qualquer país, e com equipamentos sujeitos a falhas. Ele acredita que apesar da pressão política, a diretoria do Operador Nacional do Sistema (ONS) está blindada e deve divulgar ainda hoje exatamente os fatores do apagão da semana passada. Com isso será possível consertar os erros e seguir em frente na gestão do sistema. E alerta que o discurso de que o que faltou foi investimento esconde um passivo futuro para o consumidor. O Valor chegou ao nome de Veiga após consultar mais de 10 especialistas e executivos do setor pedindo a indicação de um profundo – e isento – conhecedor do sistema elétrico nacional.

Valor: O sistema elétrico no Brasil é frágil?

Mário Veiga: Não, o sistema elétrico brasileiro não é frágil. O que temos que fazer é separar o que é oferta de geração, que está associada ao risco de racionamento de energia, a oferta de transmissão, que é a infraestrutura que transporta essa geração até os centros de consumo, e a infraestrutura de gestão, quer dizer, a operação segundo a segundo nesse sistema. Na parte de geração estamos até com excesso de oferta, o que permite que Brasil absorva com facilidade taxas altas de crescimento do PIB. A parte de transmissão acompanha a parte de geração. Os leilões de construção de linhas são feitos para que as linhas necessárias e reforços estejam prontos quando entrarem novos geradores no sistema. Nos últimos nove anos, foram licitados – e a maior parte construídos -, cerca de 32 mil quilômetros de linha de alta tensão. Comparado ao comprimento total hoje, de 80 mil quilômetros, nota-se que os investimentos foram significativos em transmissão. Então, estamos bem na parte de geração e de infraestrutura de transmissão.

Valor: E na parte de gestão de infraestrutura, que tem recebido tantas críticas?

Veiga: Na parte de gestão, as medidas que foram tomadas quando houve a reforma do setor foram de, primeiramente, centralizar a autoridade da operação no ONS. O ONS tem total autonomia e autoridade para operar o sistema minuto a minuto, da maneira mais eficiente possível. Esse é um desafio para qualquer operador do mundo, porque a cada segundo o total de energia produzida tem que ser exatamente igual ao de energia consumida. Essa operação é feita em três horizontes. Num olhar para os próximos três a cinco anos é que, estrategicamente, se decide como usar os reservatórios do país. Isso é feito por um processo de otimização bastante sofisticado, que leva em consideração literalmente bilhões de combinações de cenários futuros. Depois, essa decisão é detalhada na programação para as próximas 24 horas, em que o ONS, em coordenação com os centros regionais, determina o cronograma de produção de cada usina. Depois vai para o tempo real, em que, de segundo a segundo, a operação do sistema é ajustada para ficar sempre igual à demanda.

Valor: Parece um processo simples…

Veiga: A rede elétrica foi considerada há alguns anos pela academia americana de engenharia como o sistema mais complexo jamais feito pelo ser humano. É a máquina mais complexa já feita. Isso porque existem centenas de milhares de componentes que têm que funcionar, segundo a segundo, como o programado. A vantagem desse sistema é permitir que geração barata chegue à casa dos consumidores. Quando a energia elétrica foi produzida e distribuída em escala comercial pela primeira vez, com a descoberta de Thomas Edison, cada quarteirão tinha seu próprio gerador, porque não havia capacidade de transmitir energia a distancias muito longas. Isso teria a vantagem de nunca haver um blecaute, porque é como se cada quarteirão fosse um sistema isolado. A desvantagem é que esses geradores funcionavam a óleo e eram caríssimos. Quando foi inventado o sistema de corrente alternada, isso permitiu que fossem construídas linhas de transmissão de longas distâncias. Se poderia, assim, construir mais longe um gerador maior e, portanto, mais barato, por causa da economia de escala. Então rapidamente, no mundo inteiro, os sistemas deixaram de ser isolados para se integrarem. Foi um processo que beneficiou os consumidores, porque contribuiu para reduzir o custo de energia.

Valor: Não foi diferente no caso do Brasil, certo?

Veiga: No caso do Brasil, isso era fundamental por causa das usinas hidrelétricas. Se você pega o exemplo do Equador ou Peru, que são países de tamanho menor, um evento meteorológico pode causar uma seca simultânea em todo o país. O Brasil, por ter área muito grande, tem várias regiões climáticas. A vantagem de termos uma rede interligada é que pode funcionar como se fosse um portfólio. Igualzinho quando a pessoa tem varias ações na bolsa de valores para poder diversificar o risco. Quando chove na região Norte, não chove no Nordeste, quando chove no Sudeste, não chove no Sul. Então eu posso aproveitar muito melhor essa diversidade de produção hidrelétrica e ter um sistema com muita participação hidráulica, mas que seja seguro. O que o operador nacional faz permanentemente é, atraves do modelo de otimização, buscar energia de onde está chovendo, onde os reservatórios estão melhores, e transferir para regiões onde está chovendo menos e os reservatórios estão mais vazios. Isso permitiu ao longo do tempo que a produção de energia fosse muito eficiente e transferiu o benefício da energia mais barata possível para o consumidor.

Valor: Mas também traz o risco de apagões maiores?

Veiga: O fato de as hidrelétricas estarem localizadas a milhares de quilômetros dos centros de consumo torna a operação mais complexa do que naturalmente já é. Você tem cada vez mais a possibilidade do sistema entrar no que se chama de oscilação e que pode se traduzir em um apagão.

Valor: Como acontece essa oscilação?

Veiga: A cada segundo você tem fluxo de energia passando em todas as linhas de transmissão do sistema. Evidente que uma linha pode falhar. Pode cair um raio, pode haver uma falha nos componentes. Quando a linha falha é preciso tirá-la de operação e desligá-la. Isso é feito porque, se ela se danificar, vai levar meses para consertá-la e colocá-la de volta no sistema. Se essa linha é desligada, a energia que estava passando por ali, automaticamente, numa fração de segundo, vai por um outro caminho, porque a energia não pode desaparecer. Se der azar de que nesse outro caminho já estava passando quantidade grande de energia, ele vai ficar sobrecarregado. Nesse caso, equipamentos chamados relés identificam que aquele caminho está transferindo mais energia do que aguenta e a segunda linha também é desligada. A energia associada ao primeiro caminho, mais a energia do segundo, vai por um terceiro caminho, que por sua vez pode dar o azar de ser sobrecarregado e assim por diante. Aí se tem o efeito cascata e o apagão.

Valor: O senhor usou muito a expressão “se der o azar”. Então é azar mesmo?

Veiga: É um pouco de azar sim, pelo seguinte: o operador do sistema não tem, em nenhum país, o controle de quanto fluxo está passando em cada linha, porque os fluxos se distribuem de acordo com as chamadas leis de Kirchhoff. Se eu tenho duas linhas em paralelo, eu não posso forçar que em uma linha passe uma quantidade de energia, e em outra linha, outra quantidade. A natureza automaticamente distribui a energia entre as duas linhas em função das características elétricas das linhas.

Valor: Não há tecnologia para se medir esse fluxo?

Veiga: Poderia se fazer por meio de links de corrente contínua. Mas seria caríssimo.

Valor: Então ficamos à mercê das leis de Kirchhoff?

Veiga: Quando se planeja a transmissão, é feita uma série de simulações com milhões de cenários, que permitem que seja possível levar em consideração que os fluxos se distribuem de determinada maneira. É simulada a retirada de cada linha, uma a uma, para verificar por onde passariam os fluxos e garantir que, tirando uma linha, esses fluxos ainda passariam por uma outra linha e não teriam problemas. O sistema é planejado para levar em consideração que os equipamentos falham. Porque eles falham mesmo. Então o sistema é desenhado levando em consideração que linhas podem falhar e é colocado um reforço no sistema, isto é, se criam caminhos alternativos de transporte de energia.

Valor: Aparentemente não havia esse caminho alternativo na semana passada.

Veiga: Existe um problema particular quando se tem uma usina como Itaipu. Ela é muito grande, responde por 20% da geração do país, e está a 900 quilômetros do centro de carga. Então é como se todos os caminhos andassem juntos. Mas o sistema de Itaipu é protegido e não é qualquer raio que o derruba. Se pode perder uma linha, até duas linhas, que não dá problema. Mas ninguém desenhou ou projetou o sistema para a saída de três linhas de operação, como disse o ONS. E não é uma questão de colocar mais reforços, pois custariam centenas de milhões de reais, que onerariam a conta do consumidor.

Valor: Não há margem de manobra, então, quando caem as três linhas que ligam Itaipu ao Sudeste?

Veiga: O que torna a operação ainda mais complicada é que, como estes fenômenos ocorrem em frações de segundos, o ser humano não tem tempo de agir. É por isso que se faz uma pré-programação e o sistema está preparado para, quando determinada linha receber fluxo maior, que ela seja desligada. Mas algumas vezes pode acontecer de o equipamento falhar e não acionar a instrução dada para se desligar a linha. Aí aquilo que devia estar desligado continua ligado e se começa a ter problemas, porque toda a coreografia previamente ensaiada pode começar a falhar.

Valor: O sr. não acha que a explicação da causa do apagão está demorando?

Veiga: Amanhã (hoje) vai sair a análise do ONS do que aconteceu. A demora é justificável, porque o sistema possui registros segundo a segundo do que aconteceu, como se fossem caixas pretas. O que os técnicos estão fazendo é olhando essas caixas pretas e verificando cada relé, cada chave, cada disjuntor para saber o que aconteceu.

Valor: Por essa complexidade, parece que não é fora do normal ter demorado para voltar a luz…

Veiga: Sim e não. Porque você também se prepara para a falha. Imagine que houve um blecaute num país e toda a demanda desapareceu. A linha pode ser religada em frações de segundo, mas isso não é feito, porque quando existe uma falha do país inteiro o operador sabe qual era o consumo um segundo antes de dar o problema, só que quando falta a luz, as pessoas desligam seus equipamentos. O operador tem um problema complicado, porque ele não sabe qual a demanda que vai ter no sistema quando ele religar. Vamos imaginar que o sistema estava consumindo 50 mil MW na hora que caiu a energia, mas pessoas desligaram seus aparelhos e a carga, se fosse religada, seria de 30 mil MW. Mas operador estimou 40 mil MW e se ele religar haverá novo desequilíbrio e o sistema cai de novo. Por isso é feita uma divisão no sistema, já pré-programada, que se chama de ilhamento. Se o ilhamento funcionar você continua tendo o sistema que caiu, mas sabe que ele foi isolado. Agora existem vários megaquarteirões e se começa a recuperar a geração para cada um separadamente. O ideal, que qualquer centro de controle busca, é que as falhas não ocorram, mas se ocorrerem que se consiga fazer o desligamento de maneira organizada. No relatório do ONS, um dos assuntos que vai ser discutido é se esse esquema de desligamento funcionou 100% como esperado ou, se pela magnitude da falha, não teria condições físicas de esse esquema funcionar. O que significa que caiu mais energia do que se esperava. Se pode usar o script mas também é preciso usar a experiência do operador.

Valor: Nunca se cogitou a possibilidade de Itaipu sair do sistema?

Veiga: Não posso falar pelo ONS, mas em nenhum lugar do mundo se planeja o sistema para falharem três linhas de transmissão como aconteceu na semana passada. Certamente foi um evento absolutamente inesperado. O importante é saber se as três linhas falharam por um azar imenso, ou se houve uma causa comum, um megarraio nas três linhas, ou se na verdade quando uma falhou, houve algum problema na proteção que, de alguma maneira – isso certamente o ONS vai esclarecer -, teria levado à falha das outras duas. Então é o seguinte: se deu um azar cósmico e falharam as três ao mesmo tempo por razões independentes, aí realmente é um azar gigantesco e é muito pouco provável mesmo. O que é mais provável é terem falhado uma ou duas das linhas e ter havido mais um incidente que levou à falha da terceira. Em geral, as falhas que causam problemas nunca são espetaculares. São uma combinação inesperada de fatores que, cada um isoladamente, não traria problemas.

Valor: Poderia ter sido evitado este apagão?

Veiga: Prevenir-se do conjunto de pequenas causas é um grande desafio, porque estamos falando de milhares e milhares de componentes, e quando você pensa em todas as combinações de pequenos acidentes que podem no conjunto dar errado, você estaria analisando bilhões ou trilhões de possíveis causas. Tenta-se da melhor maneira possível se prevenir, com reforços, com caminhos duplicados, mas sempre é possível acontecer um problema.

Valor: O fato de Itaipu naquele momento estar gerando a plena capacidade pode ter contribuído?

Veiga: Claro que se tivesse gerando pouco, e as três linhas falhassem, a energia poderia passar pelas outras. Mas se durante seis anos, que foi o tempo entre o último blecaute e agora, se tivesse criado um procedimento para Itaipu nunca gerar a plena capacidade, se estaria deixando de utilizar a energia hidrelétrica barata de Itaipu para utilizar algo mais caro. Quando se faz a conta, se vê que isso possivelmente não era uma solução razoável. O fundamental é que causas sejam explicadas, identificadas e erros corrigidos. Se foi algo imprevisto, paciência, tem que melhorar.

Valor: De certa forma o sistema formou um ilhamento, mas que abrangeu todo o Sudeste..

Veiga: Quando se perde toda a energia de Itaipu, não tem jeito, lembre que a cada segundo o total de geração tem que ser o total de demanda, então se toda a energia de Itaipu sai do ar tenho que cortar essa demanda, e nas áreas que são mais afetadas pela energia que foi embora. Então não tem jeito, que o Sudeste ia ser cortado, ninguém tem dúvidas. A questão que o ONS vai esclarecer é se pelo fato de ter havido falha mais severa é que foi necessário cortar mais demanda do que a oferta de Itaipu.

Valor: Então o Sudeste sempre vai ser afetado pela saída de Itaipu?

Veiga: A gente fica traumatizado, mas é bom lembrar que é a primeira vez na história que houve a saída de Itaipu. Se Tucuruí falhar, vai afetar o Nordeste. Não tem almoço grátis. São os riscos que traz uma energia limpa, barata. Mesmo com todos os esforços para evitar que ocorram acidentes, nunca é impossível de se ter apagão. O importante sempre é que as recomendações e aperfeiçoamentos sejam implementados.

Valor: O sr. acredita que o ONS tem liberdade para divulgar exatamente tudo o que aconteceu, ou vai existir pressão política?

Veiga: Não imagino que haja pressão política e uma das razões é que na lei do modelo do setor elétrico foi dada total blindagem política para a diretoria do ONS. Embora o ONS seja empresa privada, as empresas que contribuem não tem qualquer ingerência no ONS, nem o governo. Essa blindagem existe para dar todas as condições de o operador fazer um trabalho técnico, que sempre tem feito.

Valor: A experiência vivida em outros apagões foi aproveitada?

Veiga: Várias recomendações da análise dos apagões de 1999 e 2003 foram aproveitadas. Não sei se todas, mas várias delas com certeza foram. Mas este é um processo que tem que ser constante. E não se é obrigado a implementar todas as propostas, porque alguma delas têm que comparar custo e benefício para saber se vale à pena. O fato de não ser implementada não significa que houve descuido ou descaso.

do jornal Valor Econômico



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Sr. José Serra: obras mal feitas caem ou estragam rápido

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"Em janeiro de 2007, foi a "cratera" do Metrô: as obras da futura estação Pinheiros da Linha-4 Amarela cederam, matando sete pessoas. No dia 21 de março de 2008, chegou a vez do Expresso Tiradentes. Parte da construção caiu no final da noite na zona sul de São Paulo. Já na última sexta-feira (13), as vigas de um viaduto do trecho sul do Rodoanel desabaram, destruindo veículos e deixando três motoristas feridos.
"Atuando por mais de 20 anos como perito convidado em investigações do Ministério Público e da Justiça em São Paulo, o professor José Elias Laier detectou essa anomalia nas "dezenas" de obras irregulares que teve que analisar".

"Até então estranhos à população, os acidentes de engenharia parecem ter se tornado uma rotina anual das obras públicas de São Paulo".

"Do ponto de vista jurídico, até que os editais e os projetos são corretos. Mas, inclusive pela pressa, eles são muito mal feitos do ponto de vista técnico. São colocados no mercado sem detalhes", conta. "Tais quesitos são discutidos depois, dando margem para que as empreiteiras sigam seu interesse, que muitas vezes é economizar em materiais. Além disso, esse tipo de conduta, por deixar especificidades em aberto, deixa a fiscalização muito complicada", analisa ele, que é professor de Dinâmica das Estruturas da Escola de Engenharia de São Carlos, da Universidade de São Paulo (USP).

DO UOL NOTÍCIAS, QUE CONSEGUIU FAZER UMA REPORTAGEM ENORME SEM FALAR NO NOME DO SERRA, DO SEU SECRETÁRIO DE TRANSPORTE E DE SUSPEITAS DE CORRUPÇÃO NAS OBRAS DO ESTADO DE SÃO PAULO.

OBRA MAL FEITA CAI OU ESTRAGA RÁPIDO. ESTA É A REGRA EM QUALQUER LUGAR DO MUNDO. NÃO SERIA DIFERENTE NA SÃO PAULO DO JOSÉ SERRA.

O RODOANEL DO SERRA É UM TRECHO DE ESTRADA DE APENAS 61 KM. QUEM ESCUTA ELE FALANDO TEM A SENSAÇÃO QUE É ENORME. NA REALIDADE É UMA ESTRADA PEQUENA, COM MUITA PROPAGANDA E UM CUSTO ENORME.

SÃO MAIS DE 4 BILHÕES PARA CONSTRUIR 61 KILÔMETROS. E O PREÇO VAI FICANDO "CADA DIA MAIOR".

O NOVO MALUF DE SÃO PAULO AGE ASSIM: POUCAS OBRAS, CARAS, MAL FEITAS E COM MUITA PROPAGANDA.

TEM GENTE SE ILUDE E GOSTA DESTE TIPO DE POLÍTICO.

ALERTA: PIOR QUE AS OBRAS DE ESTRADAS SÃO AS OBRAS EM ESCOLAS. SÃO POUCAS, CARAS E MAL FEITAS TAMBÉM. LEIA AQUI O QUE OS JORNAIS CONSERVADORES NÃO MOSTRAM: Reformas que pedem reformas http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/10/reforma-que-pedem-reformas.html

Leia também:

A publicidade do governo de São Paulo é indecente
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/05/publicidade-do-governo-de-sao-paulo-e.html

José Serra vai à casa do dono da editora Abril
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/11/serra-vai-casa-do-dono-da-editora-abril.html




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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Célia Leão ( PSDB - Campinas) vai assinar agora a CPI do Rodoanel?

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Célia Leão é uma deputada estadual daqui da região de Campinas.

Ela já é conhecida na cidade como a Dama da Impunidade.

Por ser fiel aos governadores e infiel ao povo da região, ela NÃO ASSINA pedidos de CPIs como a do Rodoanel.

A deputada conhecida como a Dama da Impunidade arranjou cargos para o marido dela. Cargos importantes e bem remunerados http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/07/boquinha-do-marido-da-deputada-celia.html

Enquanto isto o combate a corrupção aqui em São Paulo fica travado. Nós sabemos que São Paulo é um dos estados mais corruptos do Brasil. Talvez seja o mais corrupto.

A prioridade máxima do nosso estado deveria ser combater a corrupção. Mas o ministério público é pouco interessado. O tribunal de contas do estado é dominado por políticos amigos dos governadores. A polícia civil não foca na corrupção pública e a Assembléia legislativa não aprova as CPIs necessárias para INVESTIGAÇÃO.

É impunidade quase garantida.

O quase fica por conta de investigações da polícia federal, do ministério público e do TCU.

A corrupção do governo de São Paulo é investigada até na França e na Suíça.

Não é investigada na assembléia graças ao apoio ao governador de deputados como a Célia Leão (PSDB - Campinas ) que negam seu apoio para as CPIs necessárias.

Veja este trecho da reportagem: "O PT tenta emplacar desde 2001 a CPI do Rodoanel na assembleia paulista. Até esta segunda-feira, a bancada contava com 23 assinaturas de deputados da oposição, sendo que são necessárias 32.

De acordo com a assessoria do PT, além do acidente, a CPI pretende apurar também as irregularidades apontadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União) --conforme publicado pela Folha no domingo (15).

Segundo a reportagem, a auditoria foi realizada em 2007 e 2008 e revelou que as construtoras optaram por utilizar outro material que o previsto em contrato. O TCU --que investiga os contratos desde 2003-- aponta ainda outras 13 irregularidades no percurso de 61 quilômetros". Folha on-line 17/11/09

O rodoanel é uma obra problemática, dede a época do governo Alckmin. Os custos são absurdamente altos. Merecem uma investigação séria.

Esta notícia mostra o que aconteceu graças ao Ministério Público FEDERAL: Ministério Público Federal evita rombo de R$ 235 milhões no Rodoanel/Serra
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/ministerio-publico-federal-evita-rombo.html

Veja também: Obra polêmica, rodoanel de São Paulo desaba http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/11/obra-polemica-rodoanel-de-sao-paulo.html

Esta obra merece ou não merece uma investigação cuidadosa?

Vamos ver se agora a deputada Célia Leão começa a atuar segundo o desejo do povo da região de Campinas que quer ver toda a corrupção INVESTIGADA E OS CULPADOS PUNIDOS.

Estes culpados tem que ser punidos mesmo que sejam do mesmo partido da deputada.

De novo, coloco o Blog do Chicão a disposição da deputada para seus esclarecimentos.


Leia também:

Deputada Célia Leão ( PSDB - Campinas ) não assina CPI da Alstom
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/10/deputada-celia-leao-psdb-campinas-nao.html

Para saber mais sobre o Rodoanel de São Paulo é só pesquisar no blog do Chicão. Digite rodoanel na caixa de pesquisa do blog.

Governo Serra apronta e TCU joga a culpa no governo Lula
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/10/governo-serra-apronta-e-tcu-joga-culpa.html



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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O apagão de energia do Serra e do Aécio

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Esperei alguns dias para haver mais informações sobre o blecaute (apagão) de energia.

Não julgar rápido é minha regra número um.

Primeiro: este é um ótimo momento para rever toda a segurança do sistema de transmissão de energia. Ele é muito bom, mas pode ficar MELHOR. O ideal são auditorias externas, várias delas. Portanto, as causas ainda estão por serem explicadas convincentemente.

Segundo: nas reportagens dos jornais, rádios e tvs conservadores só apareciam exemplos do RJ e da Sabesp (companhia de águas de SP). Fui investigar e veja estes dados:

"O problema começou às 22h13, ...

Os dados do operador apontam que às 22h29 a carga da região Sul (16 minutos após) já estava restabelecida, da região Centro-Oeste às 22h50 (37 minutos após) e da região Nordeste às 22h55 (42 minutos após o início). Às 23h50 foi restabelecida a carga de Minas Gerais (uma hora e 37 minutos após).

O restabelecimento gradativo de energia em São Paulo começou à 0h04 (uma hora e 51 minutos) e no Rio de Janeiro e Espírito Santo à 0h40 (2 horas e 27 minutos). À 1h44 foi restabelecido o SIN. Mas o problema todo foi sanado às 3h15 de quarta-feira (11)". http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u652896.shtml

O tempo para voltar a energia variou de 16 minutos à 2 horas e 27 minutos.

terceiro: Porque São Paulo ficou dias COM FALTA DE ÁGUA?

São Paulo ficou uma hora e 51 minutos "sem energia". Na realidade, aqui na região de Campinas a luz voltou em aproximadamente meia hora.

A Sabesp ganhou fama nacional por causa da propaganda maciça FORA do estado de S Paulo. O José Serra aumentou os gastos de propaganda do seu governo em 700%. Um absurdo.

Toda diretoria da Sabesp está empenhada em POLÍTICA. A empresa está perdendo qualidade. Os problemas da empresa estão aumentando à medida que o gerenciamento é substituído por propaganda e política. Todos os integrantes da diretoria estão lá indicados por INTERESSES POLÍTICOS.

A falta de água que aconteceu em são Paulo é somente uma pequena amostra da falta de planejamento, manutenção e preparo da Sabesp.

Como o Serra é amiguinho dos donos de jornais ele se torna vítima.

Quarto: Quem manda na Light, a empresa distribuidora de energia do RJ, é uma empresa chamada Rio Minas Energia Participações S.A. (RME). Quem controla de fato a empresa: Cemig - do governo de Minas Gerais. A Cemig quer mandar mais ainda comprando partes de outros sócios http://www.energiahoje.com/online/eletrica/transmissao/2009/10/22/396530/cemig-maior-na-light.html

A energia no RJ foi normalizada em 2 horas e 27 minutos (as 00h40).

Porque a Lúcia Hippólito disse no rádio que a energia da casa dela só voltou as 4 horas da manhã?

A comentarista é mentirosa, mas não teria porque mentir em algo tão banal.

A transmissão de energia voltou, a DISTIBUIÇÃO NÃO.

Porque a Lúcia não perguntou para o Aécio o que aconteceu?

Ela é safadinha, não?

Quem faz a distribuição no RJ é a Light. Ela NÃO conseguiu distribuir. OU FEZ CORPO MOLE para tirar proveito político do blecaute.

Quinto: de resto é o mesmo jogo político de sempre. O melhor para nós é:

a) o estudo sério e racional para melhorar o sistema de distribuição de energia. Mesmo que tenha sido os raios que causaram o blecaute é necessário rever todo o sistema. Ele é bom, é considerado um dos melhores do mundo. E PODE MELHORAR.

b) devemos saber o que aconteceu com a Sabesp. O que pode melhorar e quais as ineficiências dela. Devemos colocar pressão para ter menos propaganda e menos política na empresa.

c) a Light tem que fazer um estudo sério sobre o porque demorou tanto para voltar a distribuir energia. Rapidez de reação é uma das maiores virtudes de áreas estratégicas.

Isto é mais importante: estudar, aprender e melhorar sempre.




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domingo, 15 de novembro de 2009

Brasil promete cortar até 38,9% das emissões de gases até 2020

São Paulo - O governo assumiu o compromisso de reduzir de 36,1% a 38,9% suas emissões de gases causadores do efeito estufa estimadas para 2020, disse a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a jornalistas em São Paulo nesta sexta-feira (13).

Segundo a ministra, essa é a faixa com que o país vai trabalhar com base em "ações voluntárias". Dilma disse ainda que foi levado em conta um crescimento do PIB de 4% a 6% ao ano até 2020.

"Nosso objetivo com isso é assumir uma posição política nesse caso, mostrando que o Brasil tem compromissos com o desenvolvimento sustentável", afirmou Dilma.

O Brasil pretende desempenhar papel-chave na cúpula mundial sobre o clima, marcada para o mês que vem em Copenhague, capital da Dinamarca e, com essa oferta de redução, pretende convencer os países ricos a anunciarem metas próprias.

Anteriormente, o governo já havia anunciado o compromisso de reduzir em 80% o desmatamento da Amazônia até 2020, o que representa um corte de 20% nas emissões dos gases-estufa. Segundo o Ministério do Meio Ambiente significa corte de cerca de 580 milhões de toneladas de CO2.

As negociações na capital dinamarquesa têm o objetivo de chegar a um acordo que suceda o Protocolo de Kyoto, de 1997, para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa, apontados como responsáveis pelo aquecimento global.

Entre os principais entraves para um acordo estão divergências sobre como dividir os esforços de redução de emissões entre países desenvolvidos e em desenvolvimento e de onde sairão bilhões de dólares em recursos apara ajudar os países pobres a fazerem frente às mudanças no clima.

da Rede Brasil Atual

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/ambiente/brasil-promete-cortar-ate-38-9-das-emissoes-de-gases-ate-2020/view


Nota do Chicão:

Me parece uma opção ao mesmo tempo ambiciosa e factível.

É possível lutar para atingir esta meta ambiciosa.

Não será fácil!

Ecologia é assim: todos apoiam, principalmente na casa dos outros...



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Código florestal, a proposta de mudança do Ministério do Meio Ambiente

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O latifúndio da biodiversidade

comentário ambiental da semana, o ecólogo Felipe Amaral aborda as mudanças no Código Ambiental federal, que beneficiam o pequeno agricultor – e justamente por isso, encontram resistência do agronegócio.

Porto Alegre (RS) - As medidas anunciadas pelo governo federal, através do Ministério do Meio Ambiente, sobre as alterações no Código Florestal Brasileiro deixam cada vez mais as iniciativas estaduais, como a de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, fora do contexto socioambiental e principalmente acentuam o caráter inconstitucional destas propostas.

Foram anunciadas recentemente medidas práticas que vão beneficiar grande parte dos produtores rurais, principalmente aqueles da agricultura familiar. Hoje o proprietário de terras até 150 hectares pode fazer a averbação da Reserva Legal, de forma fácil e simplificada, simplesmente apresentando ao órgão ambiental um breve desenho da área indicando onde será a RL. Logo o órgão competente irá fazer a visita à propriedade para colher os dados georeferenciados, e em seguida deve encaminhar para o cartório a documentação. Um ato simples e desburocratizado.

Outra medida que facilita a vida dos pequenos proprietários, e creio que foi tomada pelo bom censo visto que o prazo para regularização das propriedades até Dezembro deste ano era no mínimo descabido, trata da carência ou prazo para o processo de regulação fundiária. Através do processo simplificado mencionado anteriormente, os proprietários podem protocolar o pedido de averbação no órgão competente, e estes terão o prazo de até 6 meses para proceder a averbação. Isto significa que a responsabilidade passa para o Estado que, durante este prazo, ao até que seja feita a averbação, não poderá multar os proprietários que estiverem com seus processos em andamento.

Mas existe a possibilidade do proprietário, com o mesmo enquadramento de 150 hectares e na Agricultura Familiar, aderir ao Programa Federal de Regularização Ambiental, que estabelece prazo de até três anos para aqueles proprietários que assinarem um termo de compromisso. O programa estabelece uma diversificada agenda de informação técnica, além de criar o Cadastramento Ambiental Rural (CAR) no MMA e programas de apoio como distribuição de mudas e sementes e capacitação. Também estão incluídas nas medidas do MMA a legalização de plantios tradicionais em morros e encostas como café, mate, maçã, pêra e uva.

Um ponto polêmico se refere à compensação ambiental em Sistemas de Cotas em outras propriedades. Isto significa que o grande agricultor, para se regularizar, pode comprar uma cota de reserva florestal de outro agricultor, que pode ganhar dinheiro vendendo uma cota da área que preservou. A base instituída seria de um hectare por cota. Segundo informações no sitio do Ministério do Meio Ambiente, se o agricultor tem 10 hectares de excedente de reserva legal, ele poderá transformar em 10 cotas de reserva florestal e vendê-las para outro agricultor que deve regularizar seu passivo ambiental. Esta regra só vale para propriedades localizadas no mesmo bioma e na mesma bacia hidrográfica.

Na realidade esta é uma medida que beneficia pequenos proprietários que preservaram suas áreas, por distintos motivos, até mesmo pela impossibilidade de mão-de-obra ou características morfológicas do terreno, mas beneficia em sua grande maioria médios e grandes proprietários ligados ao agronegócio. O que não está claro e definido é o valor específico que será destinado às áreas de preservação, pago a quem conservou. Cria-se a figura do arrendatário de biodiversidade. Devemos estar atentos para os latifúndios da biodiversidade, vendendo cotas para o mundo do agronegócio ampliar suas áreas de monocultivos altamente impactantes ao meio ambiente, com sua agricultura mecanizada e química.

Sobre a contabilidade da Reserva Legal na Área de Preservação, existe a possibilidade de o benefício ser ampliado para propriedades de até 800 hectares, não somente até 150 como anteriormente anunciado - este é o lobby dos ruralistas, que não estão acostumados a ficar de fora de qualquer benefício oferecido pelo governo.

Evidente que estas iniciativas não tiram a pressão sobre o Código Florestal Brasileiro, visto que está na pauta a votação de medida que permite a recuperação de Reservas Legais com espécies exóticas, e anistia os desmatamentos realizados antes de Julho de 2006, sem obrigatoriedade de recuperação. Ainda há a possibilidade de definição das Áreas de Preservação Permanentes (APPs) pelos poderes locais – o que seria a estadualização da legislação ambiental, exatamente o que está proposto no PL 154, que altera a legislação ambiental do RS, por exemplo.

Embora não amenize a pressão sobre a legislação ambiental, iniciativas que somam esforços de preservação e incentivem a produção podem servir como base para esvaziar discursos demagógicos e ampliar a inconstitucionalidade de projetos predatórios ao meio ambiente e ao conjunto da sociedade.

Felipe Amaral é ecólogo e integrante do Instituto Biofilia

Da Agência Chasque
http://www.agenciachasque.com.br/ler01.php?idsecao=b47acc1f43d10edd291939944526b1e9&&idtitulo=d7f130d6576e2c4fcd08bcaced320bbc

Nota do Chicão:

Por não ter opinião formada sobre o assunto vou colocar no blog algumas opiniões.



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sábado, 14 de novembro de 2009

Obra polêmica rodoanel de São Paulo desaba

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Uma vez estava viajando pela rodovia dos Bandeirantes e tinha uma placa assim:

ROUBOANEL com uma seta indicando a entrada.

Era o governo Alckmin. A obra do trecho foi absurdamente cara. Foram vários BILHÕES de reais para construir poucas dezenas de kilômetros.

O Serra resolveu construir mais um trecho da obra polêmica.

São pouco mais de 60 kilômetros. O preço da obra, porém, é muito mais alto que o do Alckmin.

A oposição já quiz fazer CPI da obra, mas nunca conseguiu o número necessário de assinaturas de deputados estaduais.

O ministério público estadual e o tribunal de contas do estado simplesmente NUNCA fazem nada para combater a corrupção.

No máximo vão atrás de alguns "pé rapado".

São Paulo é o sonho e o exemplo de todo bandido: IMPUNIDADE CERTA.

Quando o ministério público federal agiu apareceram milhões de reais de prejuízos aos brasileiros (já que grande parte do dinheiro é o Lula que manda). Leia aqui: Ministério Público Federal evita rombo de R$ 235 milhões no Rodoanel/Serra http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/ministerio-publico-federal-evita-rombo.html




Ou seja, para combater a corrupção, o desperdício e o descontrole em São Paulo deve-se primeiro começar a investigar.

A iniciativa de combater a corrupção deveria partir do próprio governador. Mas, ele não faz.

Uma das suas primeiras iniciativas como governador foi VETAR uma leid e Transparência pública.

Ele quer que tudo fique escondido, sem investigação, sem transparência.

Ele quer que fique assim PORQUE TEM MUITA GENTE QUE ACREDITA QUE O QUE NÃO APARECE É PORQUE NÃO EXISTE.

O Blog do Chicão quer alertar a população de que é importante que os problemas apareçam, porque só assim podem ser resolvidos. Escondê-los é o pior caminho, é útil apenas para os bandidos e os incompetentes.

Sobre a queda do viaduto leia isto:

"A auditoria, realizada entre maio e julho de 2008, também aponta alterações no projeto básico. As empresas contratadas alteraram métodos construtivos com redução no número de vigas usadas em pontes, substituição de estacas metálicas por pré-moldadas e troca de areia por brita em muros de contenção, por exemplo.Assim, usaram menos material na construção, mas receberam o mesmo dinheiro, segundo o documento". Leia mais aqui.

Leia também:

Reformas que pedem reformas
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/10/reforma-que-pedem-reformas.html


Governo Serra apronta e TCU joga a culpa no governo Lula
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/10/governo-serra-apronta-e-tcu-joga-culpa.html

Pesquise mais sobre o rodoanel, digitando rodoanel na pesquisa do blog do Chicão.





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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Piada de mineiro: o ICMS em Minas Gerais e a cocaína

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Um mineiro conversava com o outro.

- cumpadi, eu descubri que a luz aqui em Minas paga 30% de um tar de ICMS, que é um impostão.

- UAI! O cumpadi num sabia? É que aqui depende du guvernador Aécio. A energia paga 30%, mas a cerveja paga só 12% deste tar de ICMS. Os cachaceiros adoram o cara.

- Intendi, cumpadi. É por isto que eles querem que a cocaína continue ilegar?

- Num intendi? Sou ruim em ecunomia...

- É que ilegar a cocaína paga 0% de ICMS.

- Mas será o benedito? Cumpadi... óia que trem!




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Sexta-feira 13, dia de maus tratos a animais

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"Para evitar maus-tratos aos animais, o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) da Prefeitura de São Paulo vai proibir hoje, sexta-feira 13, a adoção de gatos pretos e outros animais que estejam com a saúde debilitada.

O centro de zoonoses observou que a procura por esses animais --que normalmente é quase nula-- aumenta perto de datas como as sextas-feiras que caem no dia 13, a Semana Santa e o Dia das Bruxas e diz acreditar que os bichos sejam usados em rituais de bruxaria e magia negra". UOL

Nota do Chicão:

É preciso que este alerta seja dado em todo o Brasil.

Quem souber de alguém que maltrata animais ou os sacrifica deve comuniar à polícia.

Os animais merecem respeito.

Ajude o Blog do Chicão ( http://chicaodoispassos.blogspot.com/ )a divulgar esta mensagem.



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José Serra vai à casa do dono da editora Abril

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O jornal O Estado de SP relatou que o Serra visitou a casa de um dos donos da Editora Abril, Roberto Civita.

Os dois são amigos. Um apóia o outro.

A população do Brasil perde com esta amizade.

Aliás, será que a festinha foi realizada para comemorar as constantes compras SEM CONCORRÊNCIA de produtos da editora Abril?

São compras que ajudam a editora Abril, ajuda com dinheiro e divulgação dos produtos da empresa.

Não há concorrência, sequer escolhem o que há de melhor.

O importante é o Serra mostrar que será sempre serviçal dos interesses econômicos e políticos dos donos da editora Abril (grande parte destes donos são sul-africanos).

E as compras não param ...

O Blog NaMaria News denuncia MAIS UMA compras ABSURDAS.

"DIÁRIO OFICIAL- 1/setembro/2009
Contrato: 15/0528/09/04- Empresa: Editora Abril S/A - Objeto: Aquisição pela FDE de 2.259 assinaturas da Revista RECREIO destinada as escolas e Diretorias de Ensino, sendo 01 exemplar por classe da 1ª série - CEI - Programa Ler e Escrever - Prazo: 486 dias - Data de Assinatura: 28/08/2009.
- Valor: R$ 891.220,68"

http://namarianews.blogspot.com/2009/10/pequena-atualizacao-das-compras.html

Observe agora a porcaria que o Serra está comprando para as escolas só para ajudar os NEGÓCIOS dos donos da Abril (e atrapalhar a educação das crianças com maus exemplos e futilidades)





Os temas da revista Recreio de Novembro de 2009:

"Mário e Luigi vão parar dentro do Bowser"

"Grátis um boneco CircoMix"

"Tudo sobre os fantásmas de Scrooge, um filme cheio de sustos"

Estas são as chamadas da capa.

Como você pode observar são matérias NADA pedagógicas, que apenas falam de futilidades e de consumismo.

Existem revistas infantis muito mais úteis e didáticas.

Mas, o apoio político dos donos da editora Abril é mais importante para a sede dee poder do Serra.

Mesmo que as crianças sejam prejudicadas.



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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Apagão: o Lula e a Dilma vão dar conta...

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Teve um pequeno apagão. Pouca gente notou, mas os jornais e tvs conservadores estão tendo o xilique tradicional.

Na minha residência a energia ficou em meia fase por cerca de meia hora. Na residência de um amigo que mora no sul do Brasil ficou 10 minutos sem energia. No triângulo mineiro e no sul de minas amigos meus nem sequer notaram o tal apagão (na realidade blecaute). Mas... a imprensa dá seu xilique tradicional e os "especialistas" abundam com todo tipo de opinião.

Os conservadores aproveitam para atacar a Dilma.

Quem é a Dilma?

É o braço direito do Lula.

Portanto, o Lula e a Dilma vão dar conta deste problema.

Este foi mais ou menos o diálogo que escutei hoje.

Acho que o tiro dos conservadores vai sair pela culatra.

Vamos esperar para ver.

PS: espero que haja uma discussão técnica que permita identificar erros e tornar o sistema elétrico mais seguro e eficiente.

É isto o que interessa.

PS2: tem um tal Adriano Pires, especialista em tudo, que é sempre entrevistado para colaborar com o xilique geral dos conservadores. Ele sempre aparece nestas horas. É um cara pouco escrupuloso.
Leia este texto sobre ele: Mentiras contra a Petrobras
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2008/11/mentiras-contra-petrobrs.html

Este é o nível dos entrevistados pelos jornais e tvs conservadores.

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Petrobras é a terceira maior empresa de capital aberto das Américas.

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Pesquisa da consultoria Economática mostra que companhia cresceu US$ 192,5 bilhões em valor de mercado entre dezembro de 2002 e novembro de 2009 e só está atrás da Exxon e da Microsoft.

A Petrobras é a terceira maior empresa de capital aberto do continente americano, segundo estudo divulgado nesta terça-feira (10/11) pela consultoria Economática. A pesquisa mostra que a companhia teve um crescimento de US$ 192,5 bilhões de valor de mercado, entre dezembro de 2002 e novembro de 2009, passando de US$ 15,4 bi para US$ 207,9 bi. A primeira e segunda colocadas da lista são as empresas americanas Exxon (US$ 345,8 bi) e Microsoft (US$ 257,4 bi).

No final do 2002 a Petrobras ocupava a 121ª colocação no ranking das maiores empresas de capital aberto do continente. Desde então, a Petrobras subiu 118 posições.

O resultado coloca a Petrobras à frente de empresas como Wal Mart (US$ 200,6 bi), Apple (US$ 181,5 bi) e Procter & Gamble (US$ 180,7 bi), que ficaram respectivamente na quarta, quinta e sexta posições na lista, que inclui ainda outras multinacionais como Google, Johnson & Johnson, Texaco e Coca-Cola. do Jornal do Brasil


Nota do Chicão:

Não é só o tamanho que importa.

Importa que foi a Petrobras que "roeu o osso" para investir no Brasil. Ela é que enfrentou o desafio e continua enfrentando.

Tanto é que vem batendo recordes sucessivos de prospecção em alto mar. Ou seja, em outros países, em condições similares, as empresas estrangeiras NÃO SE INTERESSARAM POR EXPLORAR.

É preciso que os brasileiros aprendam a valorizar o que há de bom no Brasil.

A Petobras é uma destas coisas boas.




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A luta dos entreguistas para destruir a Petrobras

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FHC e o PSDB, os algozes da Petrobras

O pai, grande lutador pela empresa, o filho fez tudo para destruí-la.
O presidente Fernando Henrique Cardoso recebeu uma missão: desmontar o País. A Petrobras está na sua longa agenda macabra de demolidor do futuro.
Acompanhe os passos de FHC rumo ao seu grande objetivo:
1993

Neste ano, o então ministro FHC promoveu um corte de 52% no orçamento de 1994 da PETROBRAS. Isto só não paralisou a empresa porque estourou no Congresso o escândalo do Orçamento, impedindo que se fechasse o orçamento geral da União antes de outubro de 94. Ainda assim a PETROBRAS teve retardados diversos projetos em andamento.

1994

Através do Departamento Nacional de Combustíveis, o ministro FHC promoveu uma manipulação da estrutura de preços que transferiu, permanentemente, da PETROBRAS para as multi nacionais da distribuição cerca de US$ 3 bilhões/ano. Nos 6 meses que antecederam a URV o governo deu dois aumentos por mês aos combustíveis para compensar a desvalorização diária da moeda nacional frente ao dólar.
Nesses aumentos, a parcela da PETROBRAS aumentava abaixo da inflação enquanto a das distribuidoras aumentava acima da inflação. De dezembro de 93 a abril de 94 os aumentos foram de: a) inflação 536%; b) parcela da PETROBRAS 491% e c) distribuidoras 703%. Com a Urverização os ganhos e perdas respectivas se tornaram permanentes, criando no Brasil a maior margem de distribuição do mundo.
1995

O governo, mais uma vez, faltando com o compromisso negociado com a categoria, levou os petroleiros à greve com o firme propósito de destruir o sindicalismo brasileiro. E colocou tropas militares nas refinarias, deixando as distribuidoras de combustíveis e de gás sonegarem os produtos. Há documentos do DNC provando isto.
Pelo Cano
Em 1995, deflagrou a construção do gasoduto Bolívia-Brasil que vai permitir às empresas do Cartel das 5 irmãs venderem uma massa de 1,1 trilhão de m3 de gás ao único cliente possível (150 bi na Bolívia, 350 bi de m3 em Camisea, Peru, descoberto pela Shell em 1983 e até hoje não explorado e 600 bi de m3 na Argentina, pertencentes à Shell, Enron e British).
A PETROBRAS constrói o duto (economicamente inviável) drenando recursos que poderiam ser aplicados na Bacia de Campos, onde o retorno é acima de 60% ao ano. O gás vai ser usado em termoelétricas. Teremos uma matriz energética mais poluente e estaremos dependentes de energia externa fornecida por um monopólio natural, comandado por multinacionais. Mary Quinn, diretora de investimentos do C.S.F. Boston declarou que não consegue explicar este investimento da Petrobras.
Quebra

Em 1995, a quebra do monopólio do petróleo com pressões, chantagens e barganhas com o Congresso Nacional.
Ainda em 1994, no governo Itamar, as estatais estratégicas, durante o processo de Revisão Constitucional, enviaram os seus técnicos a Brasília para dar informações sobre os dados significativos das empresas. Isto ajudou a impedir que a Revisão Constitucional se realizasse. No governo FHC os empregados foram proibidos de ir ao Congresso conversar com os parlamentares sob pena de demissão. O Decreto 1.403 de fevereiro de 95 criou o SIAL – Serviço de Informação e Apoio Legislativo, que foi o grupo de “Intelligentzia” criado com a missão de verificar a ida dos empregados para fins de demissão.
1996

Anulação do Contrato de Gestão. Envia a Lei 9.478 que quebra o monopólio da União (art. 26), permite a exportação (art. 60) e cria subsidiárias (art. 65) para cumprir o plano C.S First Boston de desmonte da empresa.
Também em 96, na Europa, os governos assinam um contrato de Gestão com as empresas estatais e estabelecem metas a serem cumpridas pelas empresas.
Caso as metas não sejam cumpridas rolam cabeças de dirigentes. Mas o governo não interfere na gestão das empresas. Por isto elas são eficientes e lucrativas a ponto de comprarem estatais no exterior, inclusive no Brasil. Aqui as estatais são violentadas pelo governo. É o único caso do planeta Terra, em que o acionista majoritário trabalha contra a sua empresa. O governo Collor mudou, em dois anos, 6 presidentes e 24 diretores. O governo FHC vem fazendo um estrago maior. O governo FHC anulou o contrato de Gestão que havia entre o governo e a Petrobras.
O Golpe
FHC envia ao Congresso a Lei 9.478 que iria regulamentar o setor de petróleo após a quebra do monopólio em 1995. A Lei extingue violentamente a Lei 2.004 que criou a PETROBRAS após um dos maiores movimentos cívicos ocorrido no País. A Lei, além de desrespeitar a Constituição em vários artigos, efetiva a quebra do monopólio da União.
O artigo 26 é claro: a concessionária que produzir o petróleo torna-se sua proprietária, cabendo à União o monopólio de rocha vazia. O artigo 60 permite a exportação do petróleo. O nosso petróleo que poderia nos suprir por 40 anos, pode ser exaurido em 10 anos. As Cinco Irmãs têm hoje menos de 5% das reservas mundiais. Usarão as nossas. A Lei é um conjunto de artigos que anulam a Constituição e o bom senso.
1997

Cria a ANP e nomeia o genro para comandar o processo de engessamento da Petrobras.

Corte de R$ 1 bilhão nos investimentos. Obriga a empresa a apelar para parcerias. Os parceiros, que nada investiram, passam a repartir os lucros.
FHC cria a ANP – Agência Nacional do Petróleo, presidida pelo seu genro ivatista David Zilbersztajn. A ANP tem se mostrado a inimiga nº 2 da Petrobras. Atrapalha a empresa, cria fórmulas e dispositivos que a desfavorecem como a portaria nº 3 que a impede de se defender da inflação e da correção cambial. Dá 3 anos para a PETROBRAS pôr em produção os seus campos em águas profundas, enquanto estabelece o prazo de 8 anos para as demais concorrentes. “E dá outras nocivas providências”.
Obriga a empresa a apelar para parcerias. Áreas onde ela investiu pesado, correu todos os riscos e desenvolveu tecnologia, é obrigada agora a dividir os lucros com aquelas empresas que não quiseram correr os riscos. É como se a PETROBRAS comprasse um bilhete premiado e fosse obrigada a repartir o prêmio, recebendo só a metade do valor da compra do bilhete.
1998

Corte nos investimentos. Impede a emissão de debêntures para obter recursos para investimentos. Libera a importação de equipamentos sem IPI e ICMS para multi nacionais.
Proíbe tomar empréstimo no exterior (a 6% ao ano). Impasse na negociação salarial (continua até hoje).
Em plena Copa do Mundo a ANP retira mais 35% das áreas escolhidas pela PETROBRAS, restando para ela apenas 7,1% do total.
ANP emite a Portaria nº 3 que impede a Petrobras de se defender da desvalorização do real e da inflação.
Ocupação

Em 1998, seis empresas ocupam o 12º andar do EDISE (duas delas comandaram a privatização da YPF Argentina – Merryl Linch e Gaffney Cline) – para examinar minuciosamente todos os dados da PETROBRAS.
Neste mesmo ano, promove o corte de um bilhão nos investimentos. Novas paralisações em projetos e atividades importantes. Só a revisão do orçamento promove uma paralisação de mais de três a seis meses na Petrobras. Técnicos das áreas mais cruciais param os seus serviços para analisar e priorizar os cortes. É uma das piores armas de FHC contra a empresa. Projetos de alta rentabilidade vão se tornando inviáveis com as paralisações.

Garrote

Proíbe a empresa de tomar recursos no exterior a juros civilizados, impede-a de emitir debêntures para gerar recursos. Enquanto isto a ANP ameaça retomar as áreas que não produzirem em 3 anos da data da Lei 9.478.
Libera a importação de equipamentos com isenção de impostos pelas multinacionais, inviabilizando a competitividade dos fabricantes nacionais. Gera emprego no exterior e os extingue no País.
1999

Corte nos investimentos.
Delega ao Conselho de Administração o controle absoluto da empresa. Nomeia um conselho de raposas para isto, entre eles Jayme Rotstein, empresário fracassado, lobistas dos usineiros e suplente de senador na chapa derrotada do Roberto Campos e Pio Borges com 23 denúncias de improbidade administrativa no BNDES junto com Mendonça de Barros.
O governo corta novamente R$ 1 bilhão nos investimentos, nova paralisação na empresa. Promove um aumento brutal nos impostos da Petrobras. Alguns aumentaram até 4 vezes como o caso dos royalties. O pior é que sabemos que, se a Petrobras for privatizada, as Cinco Irmãs extinguirão os royalties como fizeram no Mar do Norte, na Índia e na costa da Califórnia, EUA. Alegam que a atividade em águas profundas é dispendiosa e arriscada, conseguindo com isto a revogação do royalty.
Rapinagem

O governo faz um decreto delegando ao Conselho de Administração o controle absoluto da PETROBRAS, modificando dois decretos existentes que davam essas atribuições ao governo.
O governo impede a Petrobrás (BR e Petros) de entrarem no leilão da CONGÁS. É mais uma ingerência ilegal e imoral na empresa.

Veja o texto completo aqui:

http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=22230

Leia também:

O que é uma empresa estratégica?
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2008/07/o-que-uma-empresa-estratgica.html

Petrobrás, impressionante!
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2008/05/petrobrs-impressionante.html



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Obama e a lei de energia limpa

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Por Paulo Cezar
Nassif,

Aproveitando esta afirmação :
“Conceição vê Barack Obama de mãos amarradas, cercado de lobistas que o impedem de fazer reformas essenciais e pressionado para que interrompa os gastos fiscais antes da hora adequada ”

Gostaria de trazer a tona uma discussão a respeito de uma lei que esta em tramitação no senado americano. Lei essa importantíssima para o meio ambiente , e que trará impactos gigantescos na onipotente indústria do petróleo americana.

Trata-se da seguinte lei: “The American Clean Energy and Security Act of 2009, (H.R. 2454)”. Ela já foi aprovada no congresso ( por estreitíssima margem – “219 a 212, com 44 Democratas votando contra” ) e atualmente esta em análise no senado americano.

Em suma, esta lei aplica limites de emissões para determinados setores industriais, limites estes que , uma vez ultrapassados, obrigariam as empresas a comprarem créditos de carbono no mercado. Uma das indústrias mais afetadas é a de Refino , que apesar de emitir pouco quando comparada as emissões veiculares, esta pagando o pato dos veículos, pois sua permissão de emissão seria 20 vezes menos do que é emitido atualmente ( Na verdade o refino emite muito menos, porém as emissões veiculares inflaram a conta de emissões atuais ).

Isso ainda pode mudar com a divisão destes 43 % também para a indústria automobilística. Porém com a crise nessa indústria, a tendência é penalizar o refino, pois o dos EUA é o mais avançado e competitivo do mundo. Outro setor importante, o de siderurgia esta sendo beneficiado pela lei, ineficiente e sem competitividade, é outra maneira de subsidiar esta indústria. Para a siderurgia será permitido emitir “o dobro” do que emitem atualmente, possibilitando a venda de créditos de carbono.

Enfim, a penalização do refino trás consigo uma conseqüência inevitável, o aumento dos preços dos combustíveis fosseis. Que irá , e essa é a intenção de Obama, auxiliar na substituição desses combustíveis por fontes alternativas, como a energia elétrica , ou mesmo os biocombustíveis e fazendo isso diminuirá a dependência americana por petróleo ( pelo menos para combustíveis ).

Links para mais informações a respeito :

http://energycommerce.house.gov/index.php?option=com_content&task=view&id=1560

http://www.nytimes.com/2009/06/27/us/politics/27climate.html

do Blog do Luis Nassif



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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Incompetência faz São Paulo adiar prova de estudantes

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São Paulo aplica uma prova nos alunos de algumas séries (só algumas séries, que preguiça!). É uma prova mal feita, onde professores que serão beneficiados com as notas dos alunos é que dão a prova.

Estou falando sério.

O governador "genial" dá uma prova para provar que os alunos sabem mais. E promete dinheiro para os professores. Então faz-se uma prova para provar e colocam os mesmos professores para dar a prova.

Entenderam? Acho que desta vez vai melhorar a nota...

Já o ensino NÃO.

Aos baixos salários, soma-se a falta de professores, falta de treinamento, falta de material para-didático, falta tudo...

Só não falta políticos dando palpite e mandando até em reforma de escola.

Acontece que a prova foi adiada. Que nem o ENEM. A prova foi adiada.

Ao contrário do ENEM quase ninguém ficou sabendo. É a lei do máximo silêncio para não prejudicar os políticos amigos.

A prova já vinha apresentando sérios problemas em anos anteriores. Algumas pessoas dizem que professores ajudam alunos, não há vigilância nas salas de aula para evitar cola coletiva, FALTA SERIEDADE.

Desta vez a prova simplesmente não apareceu.

E pensar que o Grupo empresarial que financiou a campanha eleitoral do terceiro secretário de educação de São Paulo, Paulo Renato, é o dono da gráfica de onde sumiu a prova do ENEM.

Parece sabotagem.

A Folha de São Paulo (dona da gráfica Plural) financia a eleição do Paulo Renato, adula o Serra, deixa a prova do ENEM sumir de dentro da empresa, e dá pouquíssimo espaço para o problema da prova do governo do estado. Coincidência?

Veja este depoimento de um professor da rede estadual de SP:

Sou professor da Rede Estadual de Educação do Estado de São Paulo e gostaria de complementar a informação.

A mais de um mês a Secretaria de Educação vem tentando "caçar" professores para aplicar a prova fora do horário pagando R$ 50,00, ocorre que os professores tem que complementar sua renda com mais de uma escola, na rede municipal ou particular... com isso não houve as inscrições necessárias, por isso a SEE convocou todos os professores para aplicar a prova, suspendendo as aulas das salas que não fariam o exame. Isso é incopetência, baixos salários, salas lotadas, cartilhas cheias de erros, mudançada da data do SARESP na véspera... Isso é apagão da educação.

José Luis ( depoimento ao Blog Amigos do Presidente Lula )

Pesquise sobre educação aqui no Blog do Chicao e saiba mais.

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Terceirização e os bons negócios dos amigos do PSDB - ( Pedro Tobias - Bauru)

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Vocês não viram o que aconteceu no Hospital de Base administrado pelos indicados por Pedro Tobias-PSDB e maçonaria. A polícia federal de Bauru invadiu na semana passada com mandados de prisão temporária e de busca apreensão de madrugada e pegou todos cagando, um dos procuradores da república de bauru estava autorizado a fazer escutas telefonicas, a ordem foi concedida partiu do juiz da 2ª vara da Justiça federal local. Foi nomeado um interventor. A acusação é desvio de dinheiro do SUS.

O assessor de gabinete de Pedro Tobias, Sr. Reinaldo é um que (supostamente) pertence a quadrilha.

Para quem não se lembra Pedro Tobias-PSDB de Bauru é o mesmo que disse na greve dos policiais civis no ano passado que tinha mais medo da policia do que o PCC.
Este é outro câncer que Bauru tem que enterrar no ano que vem.


Depoimento ao Blog do Luis Nassif


Leia também:
Terceirização e os bons negócios dos amigos do PSDB
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/11/terceirizacao-e-os-bons-negocios-dos.html



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Terceirização e os bons negócios dos amigos do PSDB

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O caso aqui no Vale do Paraíba (SP) é o seguinte. O antigo hospital particular (que fazia os atendimentos do SUS) ia mal das pernas: dividas, repasse baixo do sus. Depois de anos e anos de negociações, o ex-governador de SP Alckimin (natural de Pindamonhangaba – Vale do Paraiba) decide estadualizar o antigo Hospital Santa Isabel de Taubaté (é aquele famoso pelo caso dos tráficos de órgãos na década de 90). Criou um Hospital Regional de referência. Terceirizou para o grupo Bandeirantes (que segundo consta é de empresários da cidade do ex-governador).

Depoimento ao Blog do Luis Nassif


Nota do Chicão:

Como vocês podem observar o PSDB não aparelha o estado.

Ele, literalmente, entrega o dinheiro do estado nas mãos dos amigos.

É a ética que os jornais conservadores pregam.


Leiam também:

Para quem se esqueceu que os diretores de escola de SP devem procurar os deputados para conseguir verba para reformar as escolas que estão caindo aos pedaços sugiro o texto abaixo.
Educação: Governo do Estado de São Paulo só me atrapalha
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/05/governo-do-estado-de-sao-paulo-so-me.html


A boquinha do marido da deputada Célia Leão ( PSDB - Campinas ) no governo José Serra
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/07/boquinha-do-marido-da-deputada-celia.html


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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Pesquisando compras governamentais

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Aprender a usar a Transparência Pública é fundamental para combater a corrupção e o DESPERDÍCIO.

Um ótimo exemplo é o Blog NaMAria News.

Tem um texto super bom dela chamado: Pequena atualização das compras governamentais http://namarianews.blogspot.com/2009/10/pequena-atualizacao-das-compras.html

Através da pesquisa dela ficamos sabendo que a parceria entre o Serra e a Editora Abril para vender revistas NADA DIDÁTICAS continua.

Para a editora Abril o senhor José Serra é maravilhoso, afinal ele significa dinheiro no bolso dos donos da empresa.

"DO - 1/setembro/2009
Contrato: 15/0528/09/04- Empresa: Editora Abril S/A - Objeto: Aquisição pela FDE de 2.259 assinaturas da Revista RECREIO destinada as escolas e Diretorias de Ensino, sendo 01 exemplar por classe da 1ª série - CEI - Programa Ler e Escrever - Prazo: 486 dias - Data de Assinatura: 28/08/2009.
- Valor: R$ 891.220,68"

Os assuntos desta revista são jogos de Nitendo Wii (vídeo game) e outras baboseiras.

É muito dinheiro público gasto para divulgar as revistas da editora Abril.

É DESPERDIÇAR dinheiro público.

Dê uma lida nos textos do Blog NaMaria News, que vale a pena.

Ela revela as entranhas de um mundo de contratos, aditivos, licitações...

OPA! As compras das revistinhas da Editora Abril são feitas SEM LICITAÇÃO.


Leia também:

Reformas que pedem reformas
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/10/reforma-que-pedem-reformas.html




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Pesquisando sobre os gastos eleitorais dos políticos

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O ótimo Blog Cloaca News postou o seguinte texto:

FOLHA FINANCIOU SECRETÁRIO-LOBISTA DE SERRA

Segundo informações publicadas no site Às Claras http://www.asclaras.org.br/2006/index.php - banco de dados e análises sobre financiamento eleitoral no Brasil - a empresa Folha da Manhã S.A., que publica o jornal Folha de S.Paulo, doou a curiosa quantia de R$ 42.354,30 à campanha eleitoral do tucano Paulo Renato Souza, em 2006, quando este elegeu-se deputado federal. Oficialmente, foi a única doação feita pela empresa naquelas eleições.

Por coincidência, trata-se da mesma corporação que controla a gráfica Plural, na região metropolitana de São Paulo, de onde "vazou" a prova do ENEM faz poucos dias.

O Sr. Mandruvá - que recebeu 124.610 votos para virar deputado federal - arrecadou em sua campanha a estimulante quantia de R$ 2.222.247,00. Para se ter uma idéia do talento captador do tucano, o petista Wellington Dias, que precisou de 954.857 votos para se tornar governador do Piauí, arrecadou R$ 2.055.291,00.

http://cloacanews.blogspot.com/2009/10/folha-financiou-secretario-lobista-de.html

Nota do Chicão:

Se Cloca News pode investigar você também pode.

Aproveite para aprender a usar este instrumento fantástico que é a transparência pública.

Para saber mais sobre este elemento Paulo Renato Souza clique abaixo:

http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/04/educacao-na-epoca-do-ex-ministro-paulo.html

Ou aqui:

http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/08/advinha-quem-e-maravilhoso-competente-e.html


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Pesquisa indica que 80% dos casos levados à PF não são esclarecidos

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Projeção foi divulgada pelo delegado Gustavo Shneider, que defende filtragem dos casos e maior autonomia

Cerca de 80% dos crimes comunicados à Polícia Federal não são esclarecidos, revela pesquisa realizada pelo delegado Gustavo Schneider, do Rio Grande do Sul. Para a ele, a melhor maneira de reverter esse quadro desalentador seria a adoção de "critérios científicos de seletividade e absolutamente objetivos". Além dos casos sem fundamento, há problemas na própria investigação e na demora da Justiça - o que aumenta no País a sensação da impunidade.

Responsável pelo inquérito sobre suposto esquema de corrupção no Detran gaúcho, escândalo que abalou o governo Yeda Crusius (PSDB), Schneider defende a priorização nas investigações e cobra mais autonomia. "As autoridades policiais devem ter maior independência para atuar com isenção em relação a processos políticos, às injunções governamentais de ocasião", diz. "Nossas polícias judiciárias, tal como o Ministério Público e o Poder Judiciário, têm de ser instituições de Estado, não de governo."

De acordo com dados do Tribunal de Contas da União (TCU), analisados na pesquisa, nos últimos 20 anos o número de inquéritos abertos pela PF cresceu 2.000%. É um aumento de 145% por delegado. Em 2003, a PF abriu 50.220 inquéritos; em 2005 foram 66. 492.

Com base nessas informações e em dados coletados na própria PF, o delegado traçou as projeções sobre a deficiência em concluir as investigações.

"O Brasil precisa criar conselhos comunitários, integrados por membros do Ministério Público, da Justiça e da polícia para decidir quais casos devem ser priorizados", observa. "O interesse da comunidade é que tenhamos uma seletividade baseada em critérios científicos."

Ainda de acordo com a pesquisa, no Rio Grande do Sul, em 2004, foram abertos 217 inquéritos sobre infrações previdenciárias. Até agosto de 2007 apenas 77 haviam recebido sentença judicial. Desse total que a Justiça julgou, 61 foram arquivados, 14 resultaram em absolvição.

"Pasmem, apenas dois inquéritos tiveram condenação", declara o delegado, que apresentou parte dos resultados no 4º Congresso Nacional de Delegados da PF, na quinta-feira, em Fortaleza. "Esses números são de chorar. Revelam que nossa atividade de polícia judiciária não está atingindo o princípio constitucional da eficiência."

JUSTIFICATIVA

Os motivos do fracasso? "Grande parte dos casos terminou assim por ausência de justa causa, ou seja, atipicidade do fato", conta Schneider. "Houve extinção da punibilidade por causas diversas, prescrições e pagamento de tributos."

A essa situação, o delegado chama de "taxa de atrito" - a diferença entre o número de situações criminais notificadas à polícia e o número de casos efetivamente esclarecidos e, sucessivamente, o número de inquéritos relatados e remetidos à Justiça, o número de denúncias oferecidas pela procuradoria e as condenações. "A taxa de atrito no Brasil é altíssima, seguramente maior que 80%."

Essa taxa é alta em quase todo o mundo, mas no Brasil é especialmente alta, segundo Schneider. "Isso ocorre em razão da observância quase religiosa do princípio da obrigatoriedade da abertura de inquérito. Isso tem natureza ideológica. Sempre desinteressou que a polícia priorizasse casos de relevante valor social, como os crimes do colarinho branco, contra o meio ambiente, contra a ordem econômica, contra a ordem tributária. Crimes que lesam de maneira impactante a comunidade", analisa.

Para o delegado, esse quadro deve se agravar. Ele afirma que não defende a ideia de que a autoridade policial decida o que investigar. "Seria antidemocrático e uma fonte potencial de corrupção. Não é isso que se quer. Queremos um processo democrático de escolha." Ele destaca que "a maior parte dos crimes são patrimoniais, cometidos por determinada camada populacional".

Schneider vê no Projeto Tentáculos uma saída para a eficiência. O projeto, criação do delegado Carlos Eduardo Sobral, de Brasília, propõe concentrar em um inquérito todos os delitos cometidos por uma mesma organização. "Não se pulveriza os esforços em inquéritos inúteis que não vão dar em nada."

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091109/not_imp463254,0.php


Nota do Chicão:

O combate à corrupção e aos crimes melhorou no Brasil.

Ainda é muito pouco esta melhora. Tem que melhorar mais ainda.

A sensação de impunidade é enorme.

Eu sempre tive uma idéia: deve-se remunerar quem comprovar prática de delito por outros.

Por exemplo, a pessoa que se finge ter sido demitida para retirar o salário desemprego. Quem provar esta falcatrua recebe o valor em dinheiro que a pessoa ia roubar.

Sem apoio social fica muito difícil combater crimes.



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Pobres já gastam 5% mais que ricos

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"Pobres já gastam 5% mais que ricos

Estudo mostra avanço do consumo das classes D e E do Norte e Nordeste em relação às classes A e B do Sudeste

Para o economista chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges, boa parte do avanço do consumo dos mais pobres se deve ao aumento real do salário mínimo de 5,7% concedido neste ano. "O salário mínimo pesa muito nas regiões Norte e Nordeste", diz.

Nas contas dele, a massa real de renda dos ocupados, pensionistas da Previdência e também beneficiários do Bolsa Família cresceu 7,7% no Norte e Nordeste no primeiro semestre deste ano em relação a igual período de 2008. O acréscimo é mais que o dobro do registrado para essa população que vive no Sudeste do País, que foi de 3,1% nas mesmas bases de comparação". O Estado de SP

Nota do Chicão:

Sabe aquela acusação de que o governo Lula aumenta "gasto ruim"?

O economista fala exatamente de uma parte dos "gastos ruins" do governo.

Os péssimos colunistas dos jornais e rádios conservadores acreditam que o investimento social é ruim e NÃO É INVESTIMENTO.

Eu digo: é investimento sim.

O texto prova isto: quando o sujeito ganha mais, compra mais, paga mais impostos, gera emprego, aumenta a arrecadação da previdência, etc.

Ou seja, a economia cresce muito mais quando há distribuição de renda, que É O GRANDE NÓ DO DESENVOLVIMENTO BRASILEIRO.

Outro dia os colunistas incapazes comentaram um artigo dos assessores do Sen. Tasso Jereissati. Aquele mesmo senador que usa dinheiro público para alugar jatinho, meteu o pau no aumento de gastos do INSS (gastos de custeio), PORTANTO METERAM O PAUI NO AUMENTO DO SALÁRIO MÍNIMO.

Aproveitaram para meter o pau no governo Lula. Disseram que o governo fez tudo errado...

O texto acima mostra que o governo fez o correto.

Gostaria de terminar com um comentário tirado da página do Estadão: A Dilma não tem absolutamente nada a ver com isso. Mas o Lula (e equipe, obviamente) tem.

Vejam o tipo de raciocínio que vão usar na campanha eleitoral contra a Dilma.

Leia também:

Bolsa família dá LUCRO
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/11/bolsa-familia-da-lucro.html

Bolsa família, distribuição de renda e emprego para a classe média
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/10/bolsa-familia-distribuicao-de-renda-e.html



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sábado, 7 de novembro de 2009

Ecologia, corrupção e respeito aos direitos trabalhistas

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Uma empresa no Tocantins foi pega pela QUARTA vez com trabalho escravo.

Será que o dono desta empresa respeita as regras ecológicas?

Será que este tipo de gente corrompe agentes públicos (tipo juíz, fiscal, policial, etc)?

Quais os tipos de políticos que recebem apoio político e financeiro?

Será que um político honesto e que quer que as leis sejam duras e que a fiscalização seja atuante terá o apoio deste tipo de pessoa?

Será que estas pessoas investem em rádio, jornal e televisão?

Será que "ajudam" jornalistas e contratam palestras de comentaristas?

São muitas perguntas. Você responde.

Seria muito importante que a polícia federal fizesse uma devassa na vida pessoal deste tipo de pessoas.

leia o texto abaixo:

Destilaria Araguaia explora trabalho escravo pela 4ª vez em 8 anos

Sob administração do Grupo Eduardo Queiroz Monteiro, a usina (ex-Gameleira) mantinha 55 migrantes em condições análogas à escravidão. Para auditores, ausência de salários cerceava empregados, que se afundavam em dívidas

Por Maurício Reimberg

Três libertações nos últimos oito anos (em 2005, 1.003 foram resgatados da escravidão; em 2003, 272 foram libertados; e, em 2001, 76) não foram suficientes para que a Destilaria Araguaia - antiga Gameleira -, situada no município de Confresa (MT), mudasse a sua conduta. Operação ocorrida de 6 a 16 do mês passado flagrou 55 pessoas submetidas à escravidão na usina sucroalcooleira, que já figurou na "lista suja" e está sob a alçada do Grupo EQM (Eduardo Queiroz Monteiro) - conglomerado econômico dotado de poderosos tentáculos na política, com sede em Pernambuco.

Nesta última operação, 55 trabalhadores foram flagrados em condições análogas à escravidão, segundo o grupo móvel. O auditor fiscal do trabalho Leandro de Andrade Carvalho, coordenador da operação, afirma que a empresa permanecia há três meses "sem pagar ninguém" - inclusive na planta industrial - e alguns estavam há seis meses sem receber vencimentos.

O texto continua aqui: http://www.reporterbrasil.com.br:80/exibe.php?id=1666

PS: segundo me informaram o dono do grupo denunciado como escravagista está eufórico com a campanha da Senadora Kátia Abreu (DEM-TO), e da dupla Aécio/Serra. Aqui em São Paulo dizem que ele está fechadíssimo com o secretário do governo Serra Guilherme Afif Domingos (DEM-SP)


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Bolsa família dá LUCRO

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Veja notícia abaixo:

"Classes D e E puxam consumo na crise

Consumidores de baixa renda responderam por 50% do crescimento de vendas de alimentos e artigos de higiene". Jornal O Estado de SP

Como venho demonstrando aqui no Blog do Chicão os programas de distribuição de renda do governo do PT tem sido fundamentais para o Brasil crescer e gerar empregos para TODAS as classes sociais.

Aumento do salário mínimo, PROUNI, PRONAF, programa de compra direta de alimentos, reforma agrária, microcrédito, incentivo para cooperaivas, e muitos outros programas fazem com que o dinheiro e a OPORTUNIDADE cheguem até as pessoas mais humildes.

Alguns desperdiçam as oportunidades, a maioria aproveita e MELHORAM de vida.

O discurso conservador sempre disse que o aumento real do saláio mínimo ia quebrar a previdência social. Baseado nesta concepção os conservadores faziam questão de que o salário mínimo FOSSE o mínimo possível.

O aumento real e constante do salário mínimo no governo do PT faz com que o Brasil cresça e se desenvolva.

O problema real do INSS não são as aposentadorias. É a sonegação. Como o dinheiro da sonegação fica no bolso de determinadas pessoas os conservadores fazem leis que DIFICULTAM a punição destas pessoas. É a grande aliança conservadora em ação.

Já o Bolsa Família, chamado Bolsa esmola pelos adversários e inimigos do PT, dá lucro para o Brasil.

O governo federal investe por volta de 13 bilhões de reais por ano neste programa. Este dinheiro gira na sociedade. Movimenta a economia, gera impostos, empregos, mais impostos, mais empregos e no fim o que é arrecadado é MAIS do que o que foi investido.

Isto mesmo: o Bolsa Família dá lucro.

O Bolsa Família Milionária dá prejuízo. Saiba mais sobre este "programa": http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/o-bolsa-familia-milionaria-e-muito.html

Já o Bolsa Família dá lucro.

Outro dia contei aqui de um jovem contratado por uma empresa que aumentou a produção para abastecer as classes mais humildes.

Recebi uma mensagem de um sujeito que também conseguiu emprego em uma empresa que está aumentando a produção da abastecer o programa Minha Casa Minha Vida.

O dinheiro colocado nos programas sociais caminha por toda a sociedade. É isto que faz a economia se fortalecer.

O sujeito recebe o dinheiro do Bolsa Família, compra no mercadinho que contrata mais empregados, compra mais das fábricas, a fábrica compra mais matérias primas e contrata motorista para distribuir mais produtos, a mulher do motorista compra produtos da vendedora da Avon, que paga o cabelereiro, que contrata um seguro saúde, que faz convênio com um laboratório, que contrata mais um biomédico, etc, etc, etc.

Quantas pessoas estão emrpegadas graças ao Bolsa Família?

Muita gente.

O bolsa família dá lucro.

O que precisamos é acabar com o "Bolsa Família Milionária", que são as dezenas de formas dos mais ricos NÃO PAGAREM IMPOSTOS.

Sobre este "programa" os conservadores e seus comentaristas comprados não falam nada...


Leia também:

PROUNI e o dinheiro que paga os bolsistas
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/prouni-e-o-dinheiro-que-paga-os.html

Neste texto demonstro como o dinheiro que HOJE paga os cursos dos bolsistas ficava no bolso dos donos de universidades sem custos nenhum.




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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Em três anos, 18,5 milhões de brasileiros passaram para faixa de renda maior

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Alguns dias atrás eu contei a história de um jovem que conseguiu um bom emprego graças a expansão de uma empresa para atender as classes C, D e E. http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/10/bolsa-familia-distribuicao-de-renda-e.html

Disse que o emprego dele era fruto dos programas de distribuição de renda (bolsa família, PRONAF, e outros).

Estes programas tem sido ridicularizados por inúmeras pessoas. Porém, são eles que tem garantido o crescimento da economia do Brasil.

Leia abaixo:


Em três anos, 18,5 milhões de brasileiros passaram para faixa de renda maior


De São Paulo e Brasília – VALOR

Entre 2005 e 2008, 18,5 milhões de brasileiros subiram de classe social, segundo levantamento realizado pelo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O número representa quase 10% da população do país, hoje com cerca de 193,7 milhões de habitantes. O estudo mostra que, no período, 11,5 milhões de pessoas passaram para o nível de maior renda, enquanto 7 milhões passaram para a classe média.

O Ipea, que utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE, dividiu a população do país em três partes iguais. No primeiro terço, ficaram pessoas com rendimento de até R$ 188 mensais no ano de 2008. No segundo terço, que compreende o segmento intermediário, aqueles dentro do intervalo de rendimento individual de R$ 188 a R$ 465 mensais. Na terceira parte, que representa o estrato superior da renda, ficaram os rendimentos individuais acima de R$ 465 mensais.

A partir dessa divisão, se tornou possível aos pesquisadores retroagir e avançar no tempo em relação ao ano de 2001. Com a atualização do valor do rendimento individual, em termos reais, constitui-se a evolução da população brasileira em relação às três faixas de renda entre 1995 e 2008.

Os dados mostram também que, nos últimos anos, a população de menor renda perdeu importância dentro do conjunto – representava 34% da população até 2004, e passou a 26% em 2008, o menor índice desde 1995. Apesar disso, aponta o Ipea, o Brasil ainda possui um quarto da população vivendo com rendimentos extremamente baixos.

As classes média e alta, por outro lado, ganharam maior representatividade. O segundo estrato de renda passou de 21,8% de participação em 1995 para 37,4% em 2008. No caso do estrato de maior renda, de 31,5% em 2004, subiu para para 36,6% no ano passado.

O Sudeste e o Nordeste se destacam como as as regiões que mais registraram casos de ascensão entre as faixas baixa e média de renda. Juntas, elas responderam por quase 71% do movimento nacional da mudança na estrutura social na base da pirâmide brasileira. Em seguida, vêm Sul (11,1%), Norte (10,4%) e Centro-Oeste (8,1%). No movimento de ascensão para a classe mais alta, a região Sudeste respondeu pela incorporação de 51,2% dos indivíduos. Na sequência, ganhou importância o Sul, com 18,1%, o Nordeste com a inclusão de 16,4%, o Centro-Oeste com 7,6%, e o Norte com 6,7%.

Na avaliação de Rogério César de Souza, economista do Instituto de Estudos para Desenvolvimento Industrial (Iedi), foram esses fatores de ascensão social que colocaram o Brasil em condição favorável neste ano, quando comparado a outros países. “E isso é bom para a indústria em particular”, diz, citando o consumo de alimentos e da construção civil.

O economista do Iedi lembra que a indústria sofreu muito com a diminuição de exportações, durante o auge da crise internacional, mas “cresce de forma contínua se valendo do mercado interno”.

Além do setor industrial, os bancos comemoram a expansão das atividades financeiras ocorridas a partir do aumento das pessoas com renda na faixa intermediária. Segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), entre 2005 e 2008 o número de contas correntes passou de 95 milhões para 125,7 milhões. As contas de caderneta de poupança saltaram de 71,8 milhões para mais de 92 milhões. O total de cartões de crédito no período teve o maior crescimento: passou do patamar de 68 milhões para 124 milhões.

O diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Jorge Abrahão de Castro, diz que a “elevação desse conjunto grande de pessoas no mercado” se dá também com a diminuição das desigualdades sociais. Para ele, a sustentabilidade do movimento depende da manutenção da política de ganhos salariais efetivos e pode ser incrementada com a diminuição dos juros. (Agências noticiosas)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Ecologia, lixo e a incompetência em São Paulo

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O lixo é um problema seríssimo em qualquer cidade.

É, também, caro resolver este problema.

Quem suja tem que limpar. Hoje em dia não queremos pagar este preço.

Veja o que aconteceu na cidade de São Paulo:

"Desde o último domingo a cidade de São Paulo está mandando para aterros em outros municípios as 13 mil toneladas diárias de lixo domiciliar e comercial que produz, pois se esgotou a capacidade de seu último aterro em funcionamento..." do jornal O estado de S. Paulo

O modo mais "barato" de lidar com o lixo é enterrando-o. O modo mais rápido de varrer um quarto é jogando o sujeira debaixo da cama. É mais ou menos a mesma solução.

Desde a polêmica taxa do lixo da Marta, que fez ela perder as eleições, o lixo de São Paulo é uma sucessão de mazelas.

Cuidar do lixo NÃO dá voto. Portanto, colocar dinheiro aí é perder voto.

Muito melhor construir pontes e mais pontes.

Asfalto, concreto, lugar para carro ficar parado no congestionamento... é isso que dá voto.

É isto que o Serra e o Kassab fizeram com o lixo: empurraram e empurram o problema com a barriga.

Não resolvem. Nem caminham para a resolução. Nem resolvem parcialmente.

Nada! Nada! Nada!

Não é apenas incompetência. É uma forma de administrar.

AIDS sai no jornal? Tuberculose NÃO sai no jornal?

Advinha onde o Serra gasta dinheiro e quem fica SEM dinheiro?

Na época do Serra ministro da saúde o combate à tuberculose recebia investimentos de 5 milhões para o Brasil INTEIRO.

O combate à tubercolose ficava sem medicamentos... Nos últimos anos o tratamento foi reorganizado e os investimentos federais subiram para 75 milhões. O número de casos de tuberculose está diminuindo.

Se aparece no jornal o Serra presta atenção, se não aparece... fica sem investimento.

É o que está acontecendo com os hospitais estaduais que já existiam: estão cheios de equipamentos quebrados. Dá pena!

O mesmo aconteceu com o lixo.

É muito mais caro a coleta seletiva e a compostagem do material orgânico.

É muito caro. E não rende voto.

Por isto eu defendo a cobrança de uma taxa específica para o lixo. Ela é muito mais pedagógica. Pois dói no bolso a cada pagamento.

Outros impostos podem ser diminuídos, por que não.

Mas, a consciência de que quem suja é quem deve arcar com os custos da limpeza é fundamental.




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Mensalão do PT versus mensalão do PSDB

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Quando estourou o maior escândalo do governo Lula, os conservadores queriam a cabeça dele.

Não conseguiram porque o Senador do PSDB, presidente do PSDB na época, Eduardo Azeredo seria levado junto "na degola".

O senador Azeredo ameaçou abrir o bico e levar junto muita gente do PSDB. Dizem que seu mensalão financiou muita gente, inclusive Serra, Aécio, FHC, deputados, etc.

O sonho do atual senador Eduardo Azeredo era ser presidente. Hoje se eleje deputado, no máximo.

Mensalão por mensalão, será que é tudo igual?

Não, não é.

O Delúbio Soares pegou empréstimos em banco para bancar o mensalão do PT. Empréstimo não é roubo de dinheiro público.

Outra possível fonte de recursos do mensalão do PT seria através da Visanet. Segundo li adiantaram pagamentos para uma empresa do Marcos Valério. Como a empresa dele REALIZOU o trabalho para a Visanet, ele poderia ter usado o dinheiro dos juros para financiar o mensalão. O valor adiantado, se houve, não foi alto. Portanto, os juros seriam de um valor baixo, porém a conduta foi errada.

No caso do mensalão mineiro parece que houve roubo de dinheiro público. Pelo menos é o que está sendo denunciado na justiça.

"Caso a denúncia contra o senador seja aceita, ele passará a figurar como réu em ação penal no STF.

Por decisão do ministro Joaquim Barbosa, em maio deste ano, o inquérito foi desmembrado. Apenas Azeredo permaneceu investigado no STF. Foi transferida para a Justiça Federal em Minas a responsabilidade de analisar o processo quanto a Marcos Valério e outros investigados.

De acordo com a denúncia, o esquema conhecido por mensalão mineiro, tucanoduto ou valerioduto, capturou mais de R$ 100 milhões, com desvio de verbas de estatais e empréstimos bancários. Oficialmente, a campanha de Azeredo custou R$ 8 milhões". Do Novojornal

Parece uma briga para provar que um é menos sujo que o outro. E é isso mesmo!

Aliás, eu resolvi escrever este texto depois que ouvi a comentarista Lucia Hipolito fazendo malabarismos verbais para mostrar que É TUDO IGUAL. Se ela faz este malabarismo é porque NÃO é tudo igual.



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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Yes, nós temos fiscalização (combate à corrupção)

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Leia a reportagem abaixo, depois comento:

"Governo apura fraudes em compras de R$ 5,75 bi feitas por pregão


A CGU (Controladoria Geral da União) está investigando uma suspeita de fraude em compras feitas pela União no valor de R$ 5,75 bi por meio de pregão --modalidade considerada a mais transparente de licitação-- informa reportagem de Fernanda Odilla para a Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

As compras investigadas pela CGU foram feitas entre 2005 e abril deste ano, e caíram na malha fina do governo no final de 2008. Um lance de R$ 443,8 mil feito em um pregão no ano passado pela TBI Segurança foi um dos motivos de suspeita da Controladoria.

Foram detectados também casos de empresas criadas dois meses antes da disputa, com vínculo entre responsáveis pela licitação e vencedores, e também de propostas entregues antes do edital.

Os pregões respondem hoje por 50% das compras da União e podem virar obrigatórios se for aprovado projeto de lei que prevê a realização do pregão para as licitações feitas pelo poder público para obras de até R$ 500 mil". UOL


Nota do Chicão:

Temos muito a aprender no combate à corrupção. Este combate é como uma plantinha frágil que tem que ser cuidada com carinho e paciência.

A evolução deve ser constante. Por isto temos que saber controlar nossa IRRACIONALIDADE e agir baseado na REALIDADE.

Qual é a realidade: nunca antes houve tanta investigação. MELHOR PARA NÓS, CIDADÃOS.

Temos que parabenizar aqueles que fazem investigação, MESMO QUANDO MAL FEITAS. Temos que ajudar a corrigir erros e ganhar experiência.

Nesta hora existe uma tática conservadora que é uma ARMADILHA CONTRA O COMBATE À CORRUPÇÃO: acreditar que hoje a corrupção é pior.

Antes NÃO HAVIA INVESTIGAÇÃO SÉRIA. Lógico que NÃO APARECIA NADA.

Antes era IMPUNIDADE CERTA. Hoje os corruptos, alguns deles, estão sendo incomodados.

Um exemplo disto é a investigação acima, FEITA PELO GOVERNO FEDERAL.

Estão investigando para ver se há corrupção. Ou seja, TEMOS QUE PARAR COM O COSTUME DE ASSOCIAR INVESTIGAÇÃO COM CERTEZA DE CORRUPÇÃO.

Todos devem ser investigados. TODOS MESMO, mesmo os inocentes. Por isto devemos ter cuidados em culpar precocemente quem está sendo investigado, pois muitos serão inocentes.

A investigação é para separar o joio do trigo. Ou seja, separar quem está errado de quem está correto.

Cabe à justiça decidir.

Infelizmente estamos engatinhando no combate à corrupção. As investigações são poucas e com poucos recursos. A justiça é lenta e pouco comprometida. As leis são feitas para serem confusas e dar brechas para todo tipo de argumento. A impunidade é enorme...

É uma luta difícil.

Por isto não devemos confundir as coisas. É ruim ter manchete como esta: "Governo apura fraudes em compras de R$ 5,75 bi feitas por pregão". PIOR SERIA SE ESTES PROBLEMAS NÃO FOSSEM INVESTIGADOS.

Observe bem: o que acontece em São Paulo ou em Minas Gerais? Lá também existe uma corregedoria. O que ela faz? Será que ela investiga corretamente? Chegamos a conclusão que Minas Gerais e São Paulo são terra de anjos?

Pelo que eu vejo acontecer aqui em São Paulo tenho certeza de que aqui NÃO HÁ ANJO. Há falta de fiscalização e impunidade certa. É o pior dos mundos para nós, cidadãos.

Pode ser ótimo para o Serra e o Aécio Neves, mas é péssimo para nós.

Veja o que acontece qual há investigação FEDERAL: Ministério Público Federal evita rombo de R$ 235 milhões no Rodoanel/Serra ( http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/ministerio-publico-federal-evita-rombo.html )

Esta obra foi investigada por receber dinheiro do governo federal. Teve investigação FEDERAL. Melhor para nós.

Por isto temos que dar apoio aos governantes que tem a CORAGEM de investigar seu próprio governo.

Temos que apoiar estas investigações e VALORIZAR QUEM AS FAZ.

Se não valorizarmos os governantes que investigam o próprio governo, iremos incentiva os governantes que NÃO INVESTIGAM SEUS GOVERNOS.

Quem NÃO investiga seu próprio governo deve SER RISCADO DO MAPA POLÍTICO DO BRASIL.



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sábado, 31 de outubro de 2009

Bolsa família, distribuição de renda e emprego para a classe média

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É incrível como a classe média acredita piamente que programas como o Bolsa Família, aumento real do salário mínimo, PRONAF e outros que fazem o dinheiro chegar aos mais pobres NÃO TEM NADA A VER COM ELA.

É muita ignorância pensar assim.

Na realidade os grandes beneficiados da distribuição de renda é a classe média.

Eu presenciei uma discussão totalmente esquizôfrenica. O pai de classe média, cujo filho foi contratado para trabalhar depois que uma indústria AUMENTOU sua produção dizia:

- "Bolsa Família é coisa de malandro".

Depois disse:

- "para mim, aumento de salário mínimo não conta nada. Eu não ganho salário mínimo".

Quando chegou o rapazinho recém formado e recém contratado o pai se mostrou todo orgulhoso do filho.

Perguntei sobre o emprego, sobre a empresa e os produtos. E... o rapaz disse que a empresa estava "mirando" na classe C, D e E.

Qualquer besta entende que a EXPANSÃO da empresa que possibilitou a contratação do filho do sujeito SÓ ACONTECEU PORQUE A EMPRESA CONSEGUIU NOVOS CONSUMIDORES.

O pai é uma besta. Uma besta que vota, infelizmente.

Pelo menos o filho estava mais consciente de que o EMPREGO DELE É FRUTO DA DISTRIBUIÇÃO DE RENDA.

O filho vai ganhar dinheiro, vai ao dentista, tem plano de saúde, está estudando inglês, foi fazer turismo em Monte Verde, vai ao cinema, compra roupa e vai a restaurante. TUDO ISTO É O DINHEIRO DA DISTRIBUIÇÃO DE RENDA CIRCULANDO PELA SOCIEDDAE GERANDO MAIS EMPREGO.

Será que o dono do hotel em Monte Verde que hospedou o recém-contratado sabe que seu hóspede é FRUTO do Bolsa família e de todos estes programas de distribuição de renda?

Manchete de jornal:

Gasto do brasileiro nos supermercados sobe em todas as classes de renda UOL

É isso aí.

Quem pensa e reflete vive melhor e pode ter gratidão.

Depois da conversa que tivemos TALVEZ o pai tenha começado a valorizar o Bolsa Família e entender a importância crucial da distribuição de renda.

Se fizer isto poderá cultivar a gratidão. Sua vida será melhor, com certeza.


Leia também:

Expansão do Bolsa-Família elevou PIB em R$ 43,1 bilhões, indica estudo
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/10/expansao-do-bolsa-familia-elevou-pib-em.html


O principal desafio do Brasil
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/10/o-principal-desafio-do-brasil.html


Os emancipados do Bolsa Família e o "bolsa família" dos muito ricos
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/08/os-emancipados-do-bolsa-familia-e-o.html




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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Agrotóxicos em seu estômago

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Os ricos sabem do que estamos falando e tratam de consumir apenas produtos orgânicos. E você precisa decidir-se. De que lado está?

Os porta-vozes da grande propriedade e das empresas transnacionais estão muito bem pagos para poder defender, falar e escrever todos os dias que no Brasil já não existe mais problemas agrários. Por fim, a grande propriedade está produzindo muito mais e tendo mais benefícios. Portanto, o latifúndio já não é um problema para a sociedade brasileira. Será verdade?

Tampouco vou abordar o tema da injustiça social da concentração da propriedade da terra, que faz com que apenas 2%, ou seja, 50.000 latifundiários sejam donos da metade de toda nossa natureza, enquanto que temos 4 milhões de famílias sem direito a ela.

Falarei das consequências para você que habita na cidade da adoção do modelo agrícola do agronegócio. O agronegócio é a produção em grande escala, em monocultivos, empregando muitos agrotóxicos e maquinaria. Usam venenos para eliminar as outras plantas e não contratar mão de obra. Com isso, destroem a biodiversidade; alteram o clima e expulsam cada vez mais famílias de trabalhadores rurais de suas terras.

Na colheita passada, as empresas transnacionais, e são poucas (Basf, Bayer, Monsanto, DuPont. Sygenta, Bunge, Shell química...), celebraram porque o Brasil se tornou o maior consumidor mundial de venenos agrícolas. Foram vertidos 173 milhões de toneladas! Uma média de 3.700 quilos por cada brasileiro. Esses venenos são de origem química e permanecem na natureza. Degradam o solo. Contaminam as águas. E, sobretudo, acumulam-se nos alimentos. Os cultivos que mais usam venenos são: a cana de açúcar, a soja, o arroz, o milho, o tabaco, o tomate, a batata, a uva, as cerejas e as hortaliças. Tudo isso deixará resíduos em seu estômago. E em seu organismo afetam as células e, um dia, poderão transformar-se em câncer.

Perguntem aos cientistas de nosso Instituto Nacional do Câncer, centro de referência da investigação nacional, qual é a principal origem do câncer, depois do tabaco?

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) denunciou que existem no mercado mais de vinte produtos agrícolas não recomendáveis para a saúde humana. Porém, ninguém coloca um aviso nos rótulos dos alimentos, nem os retira das prateleiras. Antigamente, era permitido que a soja e o óleo de soja tivessem apenas 0,2mg/kg de resíduos do veneno glifosato para não causar problemas de saúde. De repente, a Anvisa autorizou que os produtos derivados da soja pudessem ter até 10,0mg/kg de glifosato: 50 vezes mais. Isso aconteceu certamente por pressão da Monsanto, pois o resíduo do glifosato aumentou com a soja transgênica, de sua propriedade.

Isso mesmo está acontecendo agora com os derivados do milho. Depois que foi aprovado o cultivo de milho transgênico, o que aumenta o uso de venenos, querem ampliar a possibilidade de resíduos de 0,1mg/kg (permitido atualmente), para 1,0mg/kg.

Existem muitos outros exemplos das consequências dos agrotóxicos. O doutor Vanderley Pignati, pesquisador da UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso), revelou em suas pesquisas que nos municípios onde há grande produção de soja, devido ao uso intensivo de venenos, os índices de abortos e malformações de fetos são quatro vezes maiores do que a média do Estado.

Nós temos defendido que é preciso valorizar a agricultura familiar, camponesa; que essa é a única que pode produzir sem venenos e de maneira diversificada. O agronegócio, para ter escala e obter grandes benefícios, somente consegue produzir com venenos e expulsando aos trabalhadores para as cidades.

E você paga a conta com o aumento do êxodo rural, das favelas e com o aumento da incidência do veneno em seus alimentos.

Por isso, defender a agricultura familiar e a reforma agrária, que é uma forma de produzir alimentos saudáveis, é uma questão nacional, de toda a sociedade. Não é mais um problema dos sem terra. E é por isso que cada vez mais o MST e a Via Campesina se mobilizam contra o agronegócio e contra as empresas transnacionais; é por isso que seus veículos de comunicação e seus deputados e senadores nos atacam tanto. Porque estão em disputa dois modelos de produção. Está em disputa a que interesses a produção agrícola deve atender: somente o benefício ou a saúde e o bem estar da população?

Os ricos sabem do que estamos falando e tratam de consumir somente produtos orgânicos. E você precisa decidir-se. De que lado está?

João Pedro Stedile Membro da coordenação nacional do MST e da Via Campesina Brasil

do site ADITAL



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Todos os brasileiros devem ser cobrados

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O Brasil é o país dos coitadinhos.

Se quisermos ter justiça e deixar de ser pouco desenvolvido temos que acabar com isto.

Um dos brasileiros mais ricos e dono de centenas de supermercados foi inocentado de uma acusação porque o tribunal julgou que ele não conhecia a lei. Tadinho dele, com todos aqueles advogados... é lógico que não conhecia a lei. Parece brincadeira, mas não é.

Esta postura cultural mata nosso país.

Quando começaram os programas de transferência de renda aos mais pobres (pois os programa Bolsa Família Milionária existe há muito mais tempo) passaram a EXIGIR algo para receber o dinheiro. Uma dessas condições é o filho frequentar a escola.

Estas condições são muito importante. Tem que cobrar mesmo. Está correto exigir em troca algo que vai ajudar toda a sociedade.

A educação no Brasil poderia ser muito melhor do que é. Com as condições atuais poderia ser muito melhor. Não é melhor porque não cobramos dos professores que ensinem, dos alunos que aprendam e dos pais que participem e cobrem dos alunos e professores.

Para romper com esta política de coitadinhos é necessário que exemplos como os descritos abaixo se espalhem na sociedade:

1) a redução do IPI para a linha branca foi escalonado segundo o consumo de energia. Aparelho que gasta menos paga menos IPI. Aparelho que gasta mais paga mais IPI.

Nada mais justo. É bom para todos. Quem quiser comprar aparelho que gasta muito que PAGUE MAIS.

http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/10/energia-e-ecologia-boa-atitude-do.html


2) Empresas que reduzirem acidentes de trabalho vão gastar menos com seguro.

Basicamente, quem não cuidar e tiver mais acidentes de trabalho vai pagar mais. O custo da empresa vai aumentar.

As empresas que tiverem cuidado e tiverem menos acidente vão pagar menos pelo seguro.

Este é um grande avanço.

A lei deveria ser muito mais dura neste caso. Todavia, já está melhor do que era antes.

Aos poucos os empresários mais sensatos vão descobrir que não devem pagar pelas mazelas dos maus empresários. Aliás, toda a sociedade paga pelas mazelas dos maus empresários.

Cobrar de todos, para termos um país melhor.


Leia também:

O “Bolsa Família milionária” é muito maior do que o Bolsa Família dos pobres
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/o-bolsa-familia-milionaria-e-muito.html


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Energia e ecologia, a boa atitude do governo do Brasil

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"A manutenção da redução do IPI era esperada, mas o governo nos surpreendeu com o atrelamento ao consumo de energia e com a extensão do prazo até 31 de janeiro", afirma Lourival Kiçula, presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros)". DCI

Foi uma boa idéia esta forma de redução dos impostos pensada pelo ministro Guido Mantega.

Quem faz produtos que gastam MENOS energia tem uma alíquota MENOR de impostos.

A idéia ecológica tem que permear a cabeça de TODOS os membros dos governos.

Só assim chegaremos a ter um desenvolvimento sustentável.

Outra boa consequência é a POPULARIZAÇÃO do selo de consumo de energia.

Com as pessoas acostumando a olhar e VALORIZÁ-LO, este selo será parte essencial do marketing das empresas.

Bom para o Brasil.

Bom para o planeta.



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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Incentivando as escolas a usarem a TRANSPARÊNCIA PÚBLICA

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Algo está mudando no Brasil. É a Transparência Pública. Dados sobre os governos que estão disponíveis na internet e com livre acesso para qualquer cidadão.

É uma revolução da informação que está começando.

A Transparência Pública é uma das melhores formas de combater a corrupção e saber o que acontece com o dinheiro dos impostos.

Saber utilizar os recursos da Transparência Pública é um ATO DE CIDADANIA.

É uma pena que as escolas ainda não tenham "acordado" para este poderoso recurso. Ele é pedagógico e permite com que o ensino seja vinculado à realidade.

Fiquei sabendo que recentemente alunos de uma escola aderiram à campanha da Rede Globo contra o Sarney. Porque não utilizaram os dados disponíveis através da Transparência Pública para ESTUDAR o problema?

Perderam uma boa oportunidade para que da indignação surgisse conhecimento e aprendizado verdadeiro.

Pensando nesta dificuldade o Blog do Chicão lança um desafio as escolas de todo o Brasil:

1) descobrir quanto os principais políticos da SUA CIDADE gastaram nas últimas 4 eleições.

2) descobrir quem deu dinheiro para eles.

3) entender o PORQUE estas pessoas deram dinheiro para a campanha eleitoral.

4) saber quantas vezes eles foram candidatos ao longo dos anos e fazer uma projeção de quanto eles já gastaram em campanhas eleitorais(lembre que você saberá apenas os gastos legais).


Aguardo as respostas das escolas até dia 15 de dezembro de 2009.

Os dados que incentivo a buscarem estão disponíveis na internet.

Vou dar um exemplo: se você mora em Campinas, SP, procure as informações sobre os gastos eleitorais dos principais políticos de Campinas: Carlos Sampaio, Dr. Hélio, Jonas Donizete, Célia Leão e outros.

AJUDE O BLOG DO CHICÃO ( http://chicaodoispassos.blogspot.com/ ) A DIVULGAR ESTA CAMPANHA EDUCATIVA.

MANDE ESTA MENSAGEM PARA TODOS QUE VOCÊ CONHECER.

EDUCAR O BRASIL É A MELHOR FORMA DE AJUDAR NOSSA PÁTRIA.




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Número de acessos ao Portal da Transparência cresceu 440%

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O Portal da Transparência recebeu até junho deste ano mais de 3,5 milhões de visitas, a partir de novembro de 2004 quando foi lançado pela Controladoria-Geral da União. No ano passado, o número de acessos chegou ao recorde de 1.443 milhão e, este ano, até o final de junho, a 730 mil. Desde a sua criação, o número de acessos cresceu quase 440%.

Acessado pelo endereço www.portaldatransparencia.gov.br, o site é hoje uma das principais ferramentas que o governo oferece para que qualquer cidadão brasileiro possa acompanhar e fiscalizar a execução financeira dos programas do governo federal. O volume de recursos expostos no portal ultrapassa R$ 5,6 trilhões, dispostos em mais de 817 milhões de unidades de informação.

Foi por meio de iniciativas como esta que o Brasil conquistou este ano a oitava colocação no ranking de países de maior transparência na administração dos gastos públicos, em levantamento feito pelo Internacional Budget Partnership. Outras ferramentas são o sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (Sincov) e o Cadastro Nacional das empresas Inidôneas e Suspensas (Ceis).

Páginas de Transparência Pública - Outra ação do governo voltada para o controle público são as Páginas de Transparência Pública mantidas nos sites dos diversos órgãos. Criadas em 2005, essas páginas permitem ao cidadão acesso às despesas realizadas pelos órgãos e entidades da administração pública federal, com informações sobre execução orçamentária, licitações, contratações, convênios, diárias e passagens.

Os dados vêm de bancos informatizados como o Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal, o Siafi. Em alguns casos, as entidades não usuárias dos sistemas encaminham as informações à CGU.

O padrão das páginas foi definido por um Grupo de Trabalho formado por representantes do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, do Ministério da Justiça e da Controladoria-Geral da União. O modelo utilizado foi o do Programa de Transparência do Ministério da Justiça, órgão citado como exemplo na divulgação de dados.

Outros instrumentos:

Siconv - Desde o ano passado, um novo instrumento torna disponível ao público informações sobre convênios. É o Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (Siconv), uma parceria entre Ministério do Planejamento, CGU e Tesouro Nacional. Por meio dele, cidadãos de qualquer parte do País podem acompanhar a execução dos convênios que interessam a seu município, desde sua criação até a prestação de contas.

Ceis - O Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas (Ceis) é um banco de informações mantido pela CGU para consolidar a relação das empresas que sofreram sanções pelos órgãos e entidades da Administração Pública das diversas esferas federativas. A consulta pode ser feita pelo nome da empresa e pala fonte da informação. Com o cadastro, os órgãos da administração pública têm uma referência na hora de realizar processos de compras.

Endereços Eletrônicos:

Portal da Transparência
www.transparencia.gov.br

Páginas de Transparência Pública
www3.transparencia.gov.br/TransparenciaPublica

Portal dos Convênios
www.convenios.gov.br/portal

Ceis
www.transparencia.gov.br/ceis

Portalzinho da CGU
www.portalzinho.cgu.gov.br

International Budget Partnership
www.internationalbudget.org



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“faz só alguns anos, o México simbolizava o sucesso da América Latina, e o Brasil, seu fracasso. Hoje é o oposto”

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“MÉXICO, NO; BRASIL, SÍ”
Moisés Naím, editor-chefe da “Foreign Policy”, publicou ontem no “El País” a coluna “México, não; Brasil, sim”. Abre dizendo que, “faz só alguns anos, o México simbolizava o sucesso da América Latina, e o Brasil, seu fracasso. Hoje é o oposto”. Saúda até a taxa sobre aplicação externa, citando o editorial do “conservador “Financial Times’”. Na frase em destaque, “Nos últimos anos, 20 milhões de brasileiros saíram da pobreza”.
Encerra lamentando como os “cartéis de empresas privadas, sindicatos, meios de comunicação” impedem o progresso mexicano. E dizendo, “Oxalá a competição com o Brasil estimule” competição por lá.

Fonte Toda Mídia, coluna de Nelson de Sá, na Folha

Lido no Blog do Luis Favre


Nota do Chicão:

Você reparou como o México, exemplo do modelo conservador-liberal, deixou de aparecer nos jornais?

Dizem que é proibido até associar a palavra México com neoliberalismo, com liberdade comercial e com livre comércio com os EUA.

A verdade é: o livre comércio com os EUA deu um impulso inicial ao México. Muitas fábricas foram para lá.

Isto é bom?

Poderia ser, se não houvesse o livre comércio. Com o livre comércio a indústria nacional mexicana foi morta ao nascer.

O país ficou SEM futuro.

Mais do que isto: ficou sem possibilidade de realizar políticas estratégicas.

Pior do que isto: os EUA mantiveram seu mercado protegido onde bem entendiam. Como foi o caso da agricultura, compras militares e muitos outros setores.

Em outras palavras: é uma política igual aquela piada onde o mexicano manda sua mulher para dormir com o americano e o americano manda sua mulher para dormir no convento mexicano.

Algo bem "justo e equilibrado", bem ao estilo americano.

Este é o livre comércio norte-americano.

Esta é a famosa AlCA que os conservadores gostariam que vingasse no Brasil.

Ainda bem que até hoje não conseguiram.


Por falar nisso: os portugueses que são donos de 30% da Folha de São Paulo e do UOL vão defender os interesses de quem? De Portugal ou do Brasil?

E o grupo Sul africano que manda e desmanda na editora Abril... vão defender o interesse de quem?

Vão defender o interesse da nossa pátria?

Duvido! Você acha que quem ficou rico defendendo o racismo sul africano vai defender nossa pátria?

Todos estes grupos estrangeiros devem ir embora do Brasil.


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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Patrus: beneficiários do Bolsa Família tem a ousadia de comprar geladeira. Bye-bye Serra 2010

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Que absurdo, pobre está com a mania de comprar geladeira!

Encontrei o ministro do Combate à Fome, Patrus Ananias, em Betim, na Grande Belo Horizonte.

Mencionei o artigo que ele escreveu no Valor – clique aqui para ler – sobre a abertura de quatro milhões de contas bancárias dos que se beneficiam do Bolsa Família.

Os dois mencionaram o fato de que, com exceção do Valor, que publicou o artigo, este fato espantoso – a abertura de quatro milhões de contas bancárias em um ano – não mereceu a primeira página do PiG (*).

Perguntei ao ministro qual a estrutura dos gastos dos beneficiários do Bolsa Família.

Ele respondeu que, pela ordem, eles compram comida, remédios, roupas e, segundo Ananias, tem até a ousadia de comprar geladeira.

Sorrindo, ele disse: um absurdo, não é isso, Paulo Henrique?

Paulo Henrique Amorim

do site Conversa Afiada


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Bolsa Família ajuda TODA a sociedade

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Políticas sociais ajudam na inclusão econômica

Valor Econômico - 27/10/2009

Programa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e da Caixa Econômica Federal dará ao beneficiário do Bolsa Família acesso a serviços bancários

Estamos vivendo uma mudança de paradigma na condução das políticas públicas, promovida por uma concepção de desenvolvimento mais distributiva e sustentável. Uma concepção de desenvolvimento que reafirma compromissos com as gerações futuras, e não só com a acumulação de riquezas a curto prazo. Nesse contexto, as políticas sociais ganham papel relevante, rompendo com a falsa dicotomia entre o social e o econômico. Além da dimensão ética de proteção da vida, as políticas sociais estão mostrando grande possibilidade de dinamização das economias locais, com significativo impacto no fortalecimento do mercado interno, o que foi um trunfo valioso para o Brasil no momento de enfrentamento da última crise econômica mundial.

Um dos aspectos que está se evidenciando é a elevada capacidade que as políticas sociais têm de estimular e desenvolver as potencialidades das pessoas, famílias e comunidades atendidas. Segundo um estudo feito pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2006, o índice de ocupação entre beneficiários do Bolsa Família é de 77% contra 74% dos não beneficiários.

As políticas sociais, em especial as de transferência condicionada de renda, como o Bolsa Família, ao contrário do que anunciaram as críticas mais apressadas, são potentes instrumentos para combater o ciclo da reprodução da pobreza. Anteriormente ao benefício, a situação de pobreza e, em alguns casos, de indigência, alimentava um ciclo de inércia, pois, sem perspectiva, muitas pessoas permaneciam à margem do processo produtivo, sem saber como se integrar à economia.

Isso mostra como são importantes as medidas de aperfeiçoamento dos programas e políticas sociais e também as ações complementares que potencializam ainda mais seus efeitos. Para que possam desempenhar plenamente seu papel em um plano de desenvolvimento integral e integrado, é necessário que elas funcionem como eixos que articulam várias áreas de atuação do Estado.

Esse princípio está orientando a iniciativa do governo federal de incentivar a inclusão bancária dos beneficiários do Bolsa Família, o que está sendo realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e a Caixa Econômica Federal. A previsão é que até 2010 sejam abertas 4 milhões de contas simplificadas para as famílias beneficiárias do Bolsa Família. Mais do que uma facilidade para o recebimento do benefício, esse é um direito que agora está sendo estendido a quem nunca tinha tido essa oportunidade anteriormente.

O projeto-piloto de nossa estratégia foi realizado em Belo Horizonte, quando creditamos, ainda em março do ano passado, o dinheiro do benefício na conta de 4.200 beneficiários. Neste ano, a estratégia foi expandida para todo o Brasil, com o início de uma campanha de incentivo à abertura voluntária de conta, especialmente em correspondentes bancários e lotéricos.

O primeiro objetivo dessa estratégia é viabilizar a ampliação do acesso a serviços e produtos financeiros. Com isso, queremos incentivar a oferta de produtos financeiros adequados ao público do Bolsa Família, de forma a atender suas reais necessidades. Também queremos estimular essas pessoas a buscarem mais informações sobre finanças e colaborar para que elas tenham mais condições de encontrar alternativas para garantir a sustentabilidade econômica de suas famílias.

O banco pode ser um importante aliado no processo de construção da emancipação social de pessoas, famílias e comunidades que estiveram excluídas por longos períodos do processo de crescimento econômico. Ter uma conta bancária pode ser um reforço à auto-estima. O acesso ao crédito pode ser um instrumento importante para estimular experiências de economia solidária, pequenos empreendimentos, cooperativas, dentre outras iniciativas que dão mais autonomia aos beneficiários do Bolsa Família - complementando as oportunidades geradas por iniciativas de qualificação profissional, como o Próximo Passo, que vem qualificando beneficiários do Bolsa Família para os setores da construção civil e do turismo.

A exclusão do sistema financeiro pode trazer vários prejuízos às pessoas de baixa renda, inibindo, inclusive, suas possibilidades de emancipação. O crédito por meio de canais informais como agiotas e congêneres, deixando o tomador de empréstimo refém de um sistema perverso e sem regulação, é apenas um dos problemas que queremos evitar oferecendo a opção dentro do sistema financeiro e nos moldes que caibam no bolso de cada um.

Completando um círculo virtuoso de desenvolvimento, essas iniciativas geram benefícios para toda a sociedade, porque têm reflexos na organização do mercado interno, incentivando empresas a se voltarem para as demandas dos mais pobres, ao mesmo tempo em que promovem a coesão social e um ambiente dinâmico e tranquilo para justiça social. Nosso propósito é estabelecer as bases de um Estado mais justo e solidário, rumo a uma sociedade onde todos tenham os mesmos direitos e oportunidades.

Patrus Ananias é ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

Maria Fernanda Ramos Coelho é presidenta da Caixa Econômica Federal


Nota do Chicão:

O Bolsa Família ajuda todo o Brasil a crescer.

O dinheiro nele empregado irriga a economia e gera empregos, muitos empregos.

Gera negócios, muitos negócios.

Tem gente que ainda não caiu na real e pensa o Bolsa Família apenas como um benefício social.

Ele é mais do que isto.

É um incentivador da economia e um fortalecedor do PIB.

A economia gira e os benefícios atingem toda a sociedade: inclusive você.

Grande Patrus Ananias, deveria ser o próximo presidente do Brasil.


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Deputada Célia Leão ( PSDB - Campinas ) dá uma ajudinha vergonhosa ao Serra

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Deu no site Conversa Afiada:

Zé Pedágio muda Constituição para fazer propaganda fora de SP. Ele pode

O turista eleitoral

No último dia 15, a Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou a
Proposta de Emenda Constitucional 1/2008, da deputada Célia Leão
(PSDB). Agora, a administração José Serra está livre, NA PRÁTICA, para financiar
“publicidade de qualquer natureza fora do território do Estado, para
fins de propaganda governamental”. A idéia é promover o turismo.
Entenderam?

Mas espera um pouquinho – e aquela milionária campanha
“institucional”, paga pelo contribuinte para o governo paulista se
vender aos espectadores amapaenses? Era tudo irregular mesmo, na cara
dura? E ninguém faz nada?


Nota do Chicão:

Prestem atenção no trecho da lei: "É vedada ... a publicidade ... fora do território do Estado, exceto às empresas que ENFRENTAM CONCORRÊNCIA DE MERCADO e divulgação destinada a promover o turismo estadual".

A Sabesp, empresa de água do estado, que segundo os tucanos enfrenta uma concorrência enorme FEZ propaganda por todo o Brasil. Gastou milhões em estados como o Acre. Deixou a Globo feliz com patrocínios que atingiu todo o país. É dinheiro no bolso dessa gente.

Pelo jeito era tudo ilegal, além de imoral.

Os deputados amiguinhos do governador correram para socorrê-lo.

Afinal, os gastos indecentes e vergonhosos em publicidade do Serra não aconteceria se não houvessem deputados SERVIS E CONIVENTES.

Um destes deputados que ENVERGONHA a região de Campinas é a Deputada Célia Leão (PSDB - Campinas).

A pouca vergonha é tão grande que chega-se a tirar dinheiro de áreas fundamentais como combate a enchentes e educação para financiar a EXPLOSÃO de propaganda do Serra, o novo Maluf.

Vou repetir aqui outras postagens do meu blog:

Comentário no Blog do Chicão:

"Bom dia!

Moro no interior do Paraná. Ocorre que minha tv, canal aberto e sem parabólica, é bombardeada por propaganda da sabesp. Que porra é sabesp? Que interesse o resto do país tem na sabesp? Campanha já?"

Leia mais aqui:Serra: torrando o dinheiro público


Outro texto do blog do Chicão:

"O desejo de poder do Serra está deixando-o fora do prumo.

Depois de bater récordes de gastos com propaganda, tirando dinheiro de manutenção das escolas, ele bateu o récorde de propaganda FORA do estado de São Paulo.

São MILHÕES de reais em propagandas para o Brasil inteiro ver, de algumas das suas obras. Obras feitas em grande parte com recursos do governo federal e do BNDES (além, é claro, dos muitos bilhões de CALOTE dos precatórios)".

Leia mais aqui: O inacreditável Serra bate récordes e nos decepciona

Você já sabe que os gastos com publicidade do governo Serra foram multiplicados por QUATRO.

2007 - R$ 88,3 milhões
2008 - R$ 178,7 milhões
2009 - R$ 313 milhões (previsão orçamentária)

Trecho do texto: Governo Serra: menos dinheiro para combater enchentes e mais para propaganda

Lembre bem: sem o apoio de deputados SERVIS o governo Serra não estaria aprontando tanto.

O governo Serra já é considerado o governo com mais bandalheira do Brasil.

Ele apronta tanto porque NÃO HÁ FISCALIZAÇÃO.

É um pode tudo que esvazia nossos bolsos, afinal é pedágio, é aumento da carga tributária, é calote de dívidas, são compras duvidosas.

É uma farra, que não aconteceria sem apoio da imprensa, de deputados e dos cidadãos que apóiam o elemento Serra.


Leia também:

Ministério Público Federal evita rombo de R$ 235 milhões no Rodoanel/Serra
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/ministerio-publico-federal-evita-rombo.html


Deputada Célia Leão ( PSDB - Campinas ) não assina CPI da Alstom
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/10/deputada-celia-leao-psdb-campinas-nao.html



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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Bicicleta elétrica consome R$ 0,01 por quilômetro

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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Deputada Célia Leão ( PSDB - Campinas ) não assina CPI da Alstom

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O povo de Campinas tem que ficar de orelha em pé.

E não é por causa das atitudes ruins do Sarney e do senador Arthur Virgílio.

O problema está dentro de "casa".

A cidade elegeu uma deputada estadual que não colabora com a tão sonhada luta CONTRA a impunidade.

Refiro aqui ao caso Alstom. A empresa que é investigada em vários paises por ter pago propina para políticos.

No caso brasileiro pagou propina para a turma do PSDB de São Paulo.

A deputada é fiel ao Serra e ao Alckmin e ajuda a bloquear uma CPI para investigar a corrupção.

É uma pena! O povo de Campinas tem que SABER O QUE ACONTECE.

Os jornais da cidade ESCONDEM a ação ruim da deputada Célia Leão.

Mas, o Blog do Chicão faz questão de denunciar.

Se a deuputada quiser expor suas explicações aqui no blog pode mandar sua mensagem.

Se você não sabe o que é o caso Alstom leia abaixo:

“Alstom: nova auditoria. Mais documentos auditados na Suíça, pela KPMG, revelam que o propinoduto da Alstom destinado a contas offshore em paraísos fiscais e que foi usado para subornar políticos de quatro países para obter contratos com estatais, já teria ultrapassado US$ 90 milhões. A maior parte teria sido dada a tucanos paulistas e o resto, distribuído entre Cingapura, Indonésia e Venezuela. Só pela obtenção de um contrato de R$ 110 milhões com a área de hidrelétricas, em São Paulo, a propina teria ultrapassado R$ 10 milhões. Os mais de 140 contratos da Alstom com o governo paulista, nos últimos anos, superam a casa dos US$ 4,8 bilhões (hidrelétricas e trens para o Metrô). O período investigado pelos ministérios públicos da Suíça, França e Brasil é de 1993 a 2003. Agora, teriam surgido gravações grampeadas e atribuídas ao empresário José Amaro Pinto Ramos (ele só se comunica através de telefonia via satélite), que já depôs no Ministério Público daqui.”

Texto do colunista Giba Um

Como podem observar a corrupção desta empresa parece ter sido muito grande. Ela é investigada em mais de 6 países. Incluindo a Suiça.

São bilhões em contratos com o governo Serra, Alckmin e Covas. São milhões em possíveis propinas.

Os jornais escondem este escândalo absurdo.

Nós, cidadãos, não podemos ficar calados.

A assembléia de São Paulo tem que fazer uma CPI já.

Deve investigar e ajudar a punir os culpados, independente de qual partido político pertencem.

E o povo de Campinas deve fazer pressão para que a Deputada Célia Leão ajude a criar a CPI da Alstom.


Leia também:

A boquinha do marido da deputada Célia Leão ( PSDB - Campinas ) no governo José Serra
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/07/boquinha-do-marido-da-deputada-celia.html




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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Expedição registra experiências de restauração em quatro municípios de MT

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A 1ª Expedição de Restauração Florestal das Cabeceiras do Rio Xingu aconteceu entre os dias 4 e 10 de outubro de 2009, passando por quatro municípios do nordeste do Mato Grosso, ao longo de 850 km de estradas de terra, organizada pelo Instituto Socioambiental (ISA), no âmbito da Campanha Y Ikatu Xingu.


Durante uma semana, 27 pessoas, vindas de 11 cidades diferentes de Mato Grosso, São Paulo, Amazonas, Bahia e também da Noruega, visitaram oito áreas experimentais, e dois viveiros onde estão sendo testadas diversas técnicas de Restauração de Áreas Degradadas, que têm em comum o uso de semeadura direta de sementes florestais nativas consorciadas com plantas anuais e semi-perenes, como leguminosas de adubação-verde e variedades agrícolas. (Saiba mais~no site do ISA).

As áreas experimentais visitadas contemplaram tanto a realidade da agricultura familiar, como a da média propriedade e grande propriedade. As técnicas utilizadas em cada local são tentativas de se encontrar as que se adequem melhor às condições socioeconômicas e ambientais de cada perfil de produtor rural. No planejamento de cada experimento foi observado, além das condições de solo e potencial de regeneração natural, também o maquinário e a mão de obra disponível na propriedade, assim como as técnicas de plantio e as variedades agrícolas e nativas, que esses produtores dominam mais. As experiências e aprendizados foram apresentados pelos próprios agricultores que as estão desenvolvendo, discutindo-se com os membros da expedição e com o precursor da agrofloresta no Brasil, o pesquisador Ernst Gostch, que participou nos três primeiros, visitando algumas áreas que ele mesmo havia implantado em assentamentos da região em 2006.

“São plantios planejados junto aos agricultores que toparam testar técnicas inovadoras de reflorestamento, frustrados com as técnicas convencionais de plantio de mudas e coroamento, Eles agora desenvolvem técnicas promissoras para cada realidade da região, mas ainda há muito o que melhorarmos", avalia Eduardo Malta, responsável técnico do ISA pelos projetos de restauração florestal da Campanha Y Ikatu Xingu.

Leia mais aqui:
http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=2976


Nota do Chicão:

Em um período de destruição em larga escala, aprender a recuperar é fundamental.

A ser humano sempre foi destrutivo.

O desafio agora é deixar de sê-lo.

Dominar seus instintos e cultivar o que há de nobre dentro de cada um.

É um caminho de construção de conhecimentos técnicos e de busca da espiritualidade e da caridade.

São dois vetores que devem andar juntos.

A construção de conhecimentos adequados à preservação e à sustentabilidade deve ter primazia dos recursos públicos.

Hoje recebe muito pouco do dinheiro investido em pesquisa.

Estes valores devem aumentar e até ser maioria.

Devemos pressionar para que esta mudança ocorra.



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Corrupção: o Brasil está melhor

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Já escrevi várias vezes que a sujeira aparece quando ela é investigada.

Se não for investigada ela NÃO aparece.

Depois de investigada, deveria ser julgada. Todos tem o direito de se defender.

Se condenada, deveria ser punida.

A justiça resolveu punir alguns juízes que devam sentenças erradas, beneficiando alguns espertinhos.

Isto acontecia há décadas. Passava desapercebido. Não era notícia de jornal.

Mas, EXISTIA.

Era impunidade certa.

Agora há riscos.

Os safados querem evitar riscos.

Quando há riscos e publicidade é porque está melhor para nós, cidadãos.

O ruim é ficar escondido e impune.


Leia a matéria abaixo:

Ação sobe 259.900% e maçarico abre banco

Conselho mira juízes que determinaram pagamentos de somas milionárias

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) intensificou a fiscalização sobre juízes que, durante plantões, determinavam a bancos ou empresas de grande porte que pagassem imediatamente somas milionárias. Auxiliares da Corregedoria Nacional de Justiça afirmam que esse problema foi encontrado em pelo menos cinco Estados - Piauí, Bahia, Amazonas, Tocantins e Mato Grosso -, dando a impressão de que existe uma espécie de crime organizado, um estelionato judiciário.

Caso considerado exemplar pela corregedoria envolveu o banco Itaú. Segundo os inspetores, o valor inicial da ação, que era de R$ 5 mil, subiu para R$ 13 milhões depois dos cálculos feitos pelo próprio magistrado. O juiz determinou o depósito em espécie, num final de semana. Para providenciar o pagamento, foi usado um maçarico para abrir a porta do banco.

PUNIÇÃO MÁXIMA

Em outro caso, um juiz de Alagoas foi aposentado compulsoriamente pelo CNJ, em março, após ter determinado pagamento de R$ 63 milhões ao autor de uma ação contra a Eletrobrás. A aposentadoria compulsória - com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço - é punição administrativa máxima para um magistrado.

A demissão, como ocorreria com qualquer brasileiro, não é aplicável aos juízes. Conselheiros do CNJ dizem que a legislação terá de mudar. Mas, para isso, o Congresso precisa alterar a Constituição.

Em Goiás, uma juíza foi afastada após ser acusada de conceder liminar autorizando o levantamento de R$ 12 milhões contra a Petrobrás num processo que envolveu a cobrança de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Para tentar inibir as milionárias sentenças dos finais de semana, o CNJ baixou em março resolução disciplinando os plantões na Justiça e deixando claro os assuntos que podem ser decididos por um juiz no plantão.

De forma explícita, a resolução coloca limites à liberação de dinheiro: "As medidas de comprovada urgência que tenham por objeto o depósito de importância em dinheiro ou valores só poderão ser ordenadas por escrito pela autoridade judiciária competente e só serão executadas durante o expediente bancário por intermédio de servidor credenciado do juízo ou de outra autoridade por expressa e justificada delegação do juiz."

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091019/not_imp452782,0.php



Nota do Chicão:

A bandalheira acima sempre existiu.

A punição era zero.

Hoje, ainda é pouca punição.

Mas, NÃO é zero.

Mudar leis, torná-las mais eficientes é o nosso objetivo.

É também o pesadelo da Grande Aliança Conservadora.

O objetivo dessa Aliança é que as leis protejam seus membros.

Para protege-los as leis devem ser complexas, de aplicação lenta e ineficiente.

Não pense que as idéias malucas dos deputados e senadores conservadores sejam incompetência.

Não é incompetência, eles tiveram suas campanhas financiadas e apoiadas para fazerem leis que protegessem seus financiadores que morrem de medo de leis e de justiça eficiente.

A Grande Aliança Conservadora quer tranquilidade, o que quer dizer impunidade.


Leia também:

Para entender como a classe alta pensa
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/04/para-entender-como-classe-alta-pensa.html


Cabeça de deputado e a aliança conservadora
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2008/12/cabea-de-deputado-e-aliana-conservadora.html

Este texto acima fala do deputado Marcelo Itagiba do RJ. O sujeito é Serra/Aécio roxo.

Dizem que em um eventual governo de um dos dois presidenciáveis tucano será o homem forte da polícia federal.

Já foi o homem forte da inteligência da PF na era FHC/PSDB. Foi uma época de inteligência dorminhoca, pois não fez quase nada.

Uma das formas de atrair apoio de setores específicos é se mostrando confiável.

Qual dos dois presidenciáveis do PSDB se mostrar mais confiável fica com o apoio.

De qualquer forma, os atuais comandantes da PF saem em um eventual governo tucano.

Vai voltar o pessoal da era FHC.

Você vai ter que escolher... no voto.




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A biruta da Lina

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O senador Arthur Virgílio quer convocá-la para depor novamente.

É a coisa mais importante que o senado tem para fazer?

Quem sabe com este trabalho todo o senador resolva renunciar ao mandato depois de tantos escândalos.

Até pegar dinheiro de servidor... tenha dó senador, vá fazer o que interessa e PARE DE ATRAPALHAR O BRASIL.


Imagem do Blog Quantotempodura
http://quantotempodura.wordpress.com/2009/10/19/esta-na-hora-de-mudar-de-versao-com-lina-vieira/

Leia também:

As podridões do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM)
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/07/as-podridoes-do-senador-arthur-virgilio.html


Senador Arthur Virgílio, funcionários fantasmas e dinheiro do Agaciel Maia
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/06/senador-arthur-virgilio-funcionarios.html


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Faça o que sua mulher mandar

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NÃO SUPORTANDO AQUELA TAMPA SEMPRE MOLHADA, A MULHER DETERMINOU:







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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A frente da Educação

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Um dos grandes desafios de políticas públicas, é como montar um modelo federativo de articulação de políticas de educação entre União, Estados e Municípios.
Esse é um dos grandes desafios de políticas públicas universalistas em país continental, pois há que se montar uma comunidade tal – como na Saúde – que garanta a continuidade das políticas independentemente das autoridades e dos partidos de plantão.

Mas, segundo o Ministro da Educação Fernando Haddad, o setor de Educação conseguiu finalmente criar essa solidariedade.

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O primeiro passo foi a redefinição das políticas para o setor. Na gestão Paulo Renato, se utilizava a tese do “cobertor curto” para não atacar o problema das universidades públicas. Criou-se o falso mito de que todo investimento deveria ser apenas no ensino básico.

O Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) destinava-se a apoiar apenas o ensino fundamental. O Fundef ampliou para o curso médio. As verbas saltaram de R$ 500 milhões para R$ 5 bilhões.

Até então, o ensino médio não dispunha de livro didático, transporte e alimentação escolar. Até 2005, 7,8 milhões de alunos não recebiam livros didáticos.

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Hoje em dia, a Rede Federal de Educação Profissional, que estava em 130 municípios, chega em 350. As Universidades chegam a mais de 200. A Universidade Aberta do Brasil atinge 600 municípios em cursos à distância semi-presencial.

As Universidades Federais já assumiram a incumbência de fornecerem educação continuada para os professores do ensino médio.

Enfim, uma série de iniciativas que, aparentemente, rompeu com o modo tradicional de enxergar educação – por parte do próprio setor.

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O ponto central desse trabalho de coordenação é o Plano de Ações Articuladas, para a rede escolar – tanto estadual quanto municipal -, e o Plano de Desenvolvimento da Escola, para cada escola.

Todo sistema está interligado pela Internet. São 5.890 municípios.

O conjunto é monitorado pelo IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) que aplica provas em todo o país. A partir das provas, são identificados aquelas redes e escolas abaixo da média. Na última avaliação, foram 1.800 redes e 27 mil escolas.

A partir daí, os gestores de educação são instados a preencherem relatórios, para que se possa ter um diagnóstico da sua região – tudo pela Internet. Nesse diagnóstico, são identificados seus problemas e a lista de itens financiáveis para sua escola.

O MEC compatibiliza diagnóstico com demanda e passa a financiar um conjunto de ações. Todo o relacionamento se dá pela Internet. Consultores do MEC conversam com os gestores, trocam ideias, aconselham até se chegar às demandas necessárias.

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Esse monitoramento é amarrado às metas de qualidade. Em uma escala de 0 a 10, a média brasileira medida pelo IDEB estava em 3,5% em 2001. Agora, em 4,2. A meta é chegar em 6 (média dos países da OCDE) até 2022, ano do bicentenário da Independência.

Importante: todas autoridades da área, na União, Estados e Municípios, subscreveram esse pacto.

Do Blog do Luis Nassif


Nota do Chicão:

O Nassif esqueceu de duas ações fantásticas do MEC: livros didáticos para deficientes visuais e livros didáticos adaptados as realidades de áreas geográficas específicas do Brasil.

Um bom avanço.

Mas, se não for acompanhado por mais exigência aos alunos e aos professores será um tiro na água.




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Tecnologia do pré-sal, inovação para o Brasil grande

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Tecnologia corre para reduzir custo de produzir no pré-sal

Conhecimento atual faz com que despesas para extrair um barril dessa região somem o triplo do valor em outras áreas

Petrobras pretende que no pré-sal extração de petróleo seja controlada de forma remota, com o mínimo de pessoal, para conter gastos


Adaptar a tecnologia existente para produzir mais petróleo no pré-sal, a um custo menor e com segurança, é uma das maiores empreitadas que a Petrobras enfrentará nos próximos cinco anos. Em termos financeiros, vencer esse desafio significa, em valores de hoje, um impacto positivo de mais de US$ 50 milhões por dia no caixa da empresa, em 2020.

Para especialistas, a tecnologia atual já permite produzir do pré-sal. "O que estamos fazendo é evoluir, testar novos materiais e formatos, para adaptá-la às novas condições", diz Segen Estefen, coordenador do laboratório de tecnologia submarina da Coppe/UFRJ.

Entendem-se por novas condições as particularidades das regiões de maior potencial de produção. Embora se acredite que a província de petróleo abaixo da camada de sal vá da Bahia a Santa Catarina, a exploração hoje se concentra principalmente nas bacias de Campos (RJ) e de Santos (SP).

Em Campos, a Petrobras já produz óleo do pré-sal no campo de Jubarte, há um ano. Mas as reservas mais promissoras -e mais difíceis de extrair óleo- estão na bacia de Santos. Só em 3 das 10 áreas pesquisadas nessa bacia -Tupi, Iara e Guará-, estimativas apontam para até 13 bilhões de barris.

Nas palavras do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, isso significa "óleo possível de extrair com as técnicas de hoje", de forma a dar lucro. Na prática, o número dobra as reservas que a Petrobras havia levado 56 anos para acumular.
As reservas do pré-sal da bacia de Santos estão a 2.000 metros de profundidade do mar e mais 5.000 metros solo abaixo. No meio, ainda existe uma camada de sal de 2.000 metros a ser vencida. Tudo isso a 300 quilômetros da costa.

Em Jubarte, a distância da área até a costa é de 70 quilômetros, e as reservas do pré-sal estão a 4.700 metros do nível do mar, sendo 1.400 metros de lâmina d'água.
Somam-se a isso as dificuldades impostas pelo ambiente mais hostil no fundo do mar da região, onde a pressão elevada, a baixa temperatura e a presença de ácidos são ameaças constantes aos equipamentos, potencializando os riscos de incidentes e prejuízos.

Para completar, a empresa ainda está construindo o conhecimento sobre as rochas da região, chamadas de carbonáticas, e sobre o sal, que tem um comportamento menos previsível. Isso é importante porque o tipo de rocha determina o nível de produção. Os testes de produção em Tupi, desde maio, ajudam a trazer informações.
Diante de seu vasto portfólio e da dificuldade de fazer tudo ao mesmo tempo, a Petrobras sempre deu prioridade a produzir em áreas de alta lucratividade, deixando de lado as de baixo retorno. Sua corrida vai em direção a fazer do pré-sal uma fronteira mais lucrativa.

A empresa diz que o valor de US$ 45 por barril torna viável a produção do pré-sal. Tomando esse valor como um patamar de custo de produção e o petróleo na casa dos US$ 75 hoje, representaria, em valores atuais, uma margem positiva de US$ 30 por barril. Nos projetos fora do pré-sal, o custo médio de produção é de US$ 15, o que daria um saldo de US$ 60.

A diferença de cotação significaria, em 2020, quando a Petrobras pretende produzir 1,8 milhão de barris de petróleo por dia, cerca de US$ 54 milhões por dia no caixa da empresa, a valores de hoje. Por isso, baratear a produção no pré-sal é tão urgente.

"A ordem no pré-sal é reduzir custos da produção, e, sem avançar na tecnologia, isso não será possível", diz Celso Morooka, professor de engenharia do petróleo da Unicamp.

Distância

A logística para transporte de pessoas, equipamentos e mantimentos usada até hoje para a produção em águas profundas em poços distantes até cem quilômetros da costa, na bacia de Campos, deverá ser deixada de lado no pré-sal de Santos.
A empresa já declarou que a produção no pré-sal terá menos gente porque o custo ficaria muito alto. A ideia é que a produção seja controlada de forma remota, na medida do possível.

Uma solução em estudo é a construção de dutos que iriam da costa até os poços, dispensando a passagem do óleo por plataformas e navios de produção. "Haveria apenas algumas embarcações de apoio na região", afirma Estefen.

A construção de bases intermediárias, como se fossem ilhas, a meia distância entre a costa e os reservatórios, é outra possibilidade. "Mantimentos e equipamentos para manutenção ficariam sobre esse ponto intermediário e só seriam levados para a área de produção quando necessário." Nesse caso, o transporte da produção poderia ser de navio até a base intermediária e, de lá até a costa, por meio de dutos.

do Jornal Folha de São Paulo


Nota do Chicão:

Sem tecnologia não existe país desenvolvido.

Para ter tecnologia tem que ter escala.

Para ter escala é necessário que a Petrobras seja operadora única do pré-sal.

Em volta dela vai surgir uma indústria com centenas de milhares de empregos e bilhões impostos.

Esta indústria poderá se desenvolver e produzir componentes tecnológicos para outras áreas além da petrolífera.

É uma indústria nascente que poderá ser poderosa.

É o que nossos concorrentes internacionais querem MATAR.

O JOGO INTERNACIONAL É SUJO. ENVOLVE DINHEIRO PARA ANALISTAS, CONSULTORES E, ACREDITO EU, DINHEIRO PARA POLÍTICOS DE OPOSIÇÃO E PARA DONOS DE JORNAIS, RÁDIOS E TVS.



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