terça-feira, 12 de agosto de 2008

As cotas na UnB

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Por Eduardo Guimarães

Caro Nassif,

você vem abrindo espaço em seu blog para o debate sobre cotas raciais nas universidades, apesar de saber que você é contra elas.

Sabedor que sou de seu espírito democrático, sugiro-lhe que dê espaço para estudo da UnB, noticiado pelo site Vermelho, que mostra que os alunos das primeiras turmas de cotistas raciais do país, da UnB, que agora se formam, apresentaram desempenho muito superior ao dos nã-cotistas.

Com efeito, e segundo o estudo da UnB, numa escala de 0 a 5, os cotistas alcançaram, em média, um coeficiente de rendimento de 3,9 contra 2,3 dos não-cotistas, e a média de trancamento de matrícula entre os cotistas é de 0,5, contra 1,0 dos não cotistas. Já as reprovações entre os cotistas alcançam 1,5, contra 3,5 dos demais.

O estudo da UnB desmonta, de cabo a rabo, a eterna falácia da mídia branca sobre o sistema de cotas vir a gerar um jamais comprovado "prejuízo acadêmico".

Em benefício do debate público sobre a política afirmativa do governo Lula, sugiro que você dê espaço para essa discussão.

Para concluir, vale esclarecer que minhas filhas e filho são brancos, sempre estudaram em caras escolas particulares e, assim, jamais se beneficiariam do sistema de cotas raciais. Além disso, pertenço à classe social beneficiada pela injusta política de ingresso no ensino superior gratuito que infelizmente ainda predomina no Brasil.

Comentário

Lembro o Eduardo que a Unicamp tem pesquisa semelhante que chegou a resultados semelhantes. A cor não influenciou o resultado. A raça (no sentido de vontade de vencer) sim.

Do blog do Luis Nassif

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