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domingo, 22 de agosto de 2010

Grilagem de terras: por trás de cebolas, abacaxis e laranjas

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Rússia? Nada! Se dependesse dos títulos que estão registrados em cartórios espalhados pelo interior do Brasil, seríamos o maior país do mundo em extensão territorial. É como uma cebola: você vai descascando, retirando os diversos títulos de propriedade podres que se sobrepõem e quando percebe, não sobrou nada lá dentro, só vento. Descobre-se que, na verdade, a terra era pública – minha, sua, nossa. Apesar da situação fazer chorar, o problema está menos para cebola e mais para abacaxi, difícil de descascar.

O Conselho Nacional de Justiça deu mais um passo importante ao determinar que fossem cancelados mais de 5,5 mil registros irregulares no Pará, muitos deles resultado de grilagem de terras públicas. Os títulos praticamente dobravam no papel o tamanho real do Estado.

A ação do CNJ atendeu a pedido da Comissão Permanente de Monitoramento, Estudo e Assessoramento das Questões Ligadas à Grilagem no Pará, composta Tribunal de Justiça, Ministério Público, Instituto de Terras do Pará, Advocacia Geral da União, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, Comissão Pastoral da Terra, Ordem dos Advogados do Brasil e Federação dos Trabalhadores na Agricultura. Os cartórios têm 30 dias para cancelar os registros e cabe recurso – básico. Mas os latifundiários terão que apresentar documentos – desta vez, de verdade – que provem a propriedade da terra. Vale lembrar que, desde 1988, imóveis com mais de 2500 hectares precisam de autorização do Senado para serem registrados (de 1964 a 1988, o limite era de 3 mil hectares e, de 1934 a 1964, 10 mil hectares).

Além da suruba que é a situação fundiária no Pará, o Estado é conhecido pela violência contra os trabalhadores rurais, camponeses e indígenas, pelo trabalho escravo e pelo desmatamento ilegal. Não é todo mundo que vive à sombra da lei, é claro. Mas os que vivem já fazem um estrago gigante.

Qualquer passarinho que voa a Amazônia sabe, contudo, que por trás dos nomes que estão em cartórios, há aqueles que ganham dinheiro de verdade. Muitos deles antigos coronéis, novos coronéis, políticos, filhos e filhas de políticos, mulheres e maridos de políticos, irmãos de empresários, tios de empresários. Não poupam nem empregados e funcionários…

Seria mais fácil para descascar cebolas ou limpar abacaxis se soubéssemos quem está por trás dos laranjas. Mas isso ia pegar tanta gente, de diferentes credos e orientações políticas, que não é tão interessante descobrir.

http://blogdosakamoto.uol.com.br/2010/08/20/grilagem-no-para-por-tras-de-cebolas-abacaxis-e-laranjas/


Nota do Chicão:

Existem pedaços de terra que possuem vários "donos".

Quem vence?

Quem corrompe, quem mata, quem ameaça, quem destrói mais.

Quando revistas e jornais conservadores apresentam "proprietários" coitadinhos que foram invadidos pelo MST lembre deste texto.

Alíás, porque a rede Globo e a editora Abril fazem tanta campanha contra o MST?

É simples. É importante tentar manipular o fazendeiro honesto de que sua propriedade está em risco.

Por isto, grileiros são apresentados como proprietários.

Assim, o MST vira inimigos de todos os fazendeiros.

Com isto, pilantras de todos os tipos fazem campanha para deputado "apoiando o campo".

São os mesmos deputados que votam leis que beneficiam estas empresas jornalísticas.

É só ver as votações no congresso nacional.

É o "money", estúpido!

E tem mais. Deputados ruralistas que recebem dinheiro e apoio político de grileiros vão fazer leis SÉRIAS contra a criminalidade?

De jeito nenhum!

Os bandidos da cidade que ficam livres e impunes, ameaçando sua família.

Eles são beneficiários de LEIS FEITAS PARA LIVRAR DA JUSTIÇA GRILEIROS E OUTROS BANDIDOS GRANDES.

Pense nisto!


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sábado, 17 de julho de 2010

Kátia Abreu propõem CPI contra o MST e não aparece para trabalhar

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Esta senhora adora aparecer na televisão. Tanto que é uma das senadoras mais conhecidas do Brasil. Já ganhou prêmios, como o prêmio "Moto-serra de Ouro" por sua campanha contra a ecologia. Ou ganhou o prêmio de ser eleita presidente da CNA (Confederação N. da Agricultura).

Ou seja, é respeitada por uns e odiada por outros.

Ela ganhou também uma fazenda quase de graça. Veja esta história aqui: http://chicaodoispassos.blogspot.com/2010/01/reforma-agraria-da-turma-de-katia-abreu.html

No congresso ela lutou para fazer a terceira CPI contra o MST. A CPI foi instalada e ela...

NÃO APARECEU PARA TRABALHAR.

"Mesmo sem participar da maioria das sessões, os ruralistas insistem que a comissão está prorrogada por mais seis meses. Kátia Abreu, por exemplo, não participou de nenhum sessão, embora tenha sido a maior defensora da sua instalação".  Leia o texto completo aqui: http://www.reformaagraria.blog.br/2010/07/16/ruralias-atropelam-congresso-para-dar-sobrevida-a-cpmi/

A CPI não encontrou NADA errado nas contas do MST. A Kátia e seus deputados dizem que querem investigar mais. Por mim tudo bem, desde que ela apareça para trabalhar.

Tudo e todos devem ser investigados. A filha do José Serra, por exemplo, ela é um fenômeno de ganhar dinheiro, bolsa de estudos caríssimas, etc. Deveria ser investigada. Se for condenada, cadeia nela. Se for inocentada, que seja aplaudida.

O QUE NÃO PODE É ACUSAR, CRIAR CPI, NÃO APARECER PARA TRABALHAR E CONTINUAR ACUSANDO.

Existe um interesse político nas ações da Kátia Abreu, e um medo também. Ela sabe que a "entidade dela" possui sérias acusações de uso de dinheiro público.

Como ficamos, nós cidadãos, em meio a tantas acusações e tanta falta de vontade de investigar?

A solução chama-se TRANSPARÊNCIA PÚBLICA.

Todo dinheiro público deve ficar em contas com acesso on-line para todos os cidadãos. Todos os contratos devem ser públicos, todo pagamento deve ser público, justificado e as notas fiscais colocadas on-line em 24 horas.

Se for cursos, por exemplo, o nome de todos os participantes devem constar na prestação on-line, assim como todo o planejamento de aulas, horários, locais, porfessores, materiais didáticos, etc.

Ou seja, é um absurdo ter que pedir quebra de sigilo fiscal de algo que é feito com o DINHEIRO PÚBLICO.

Simplesmente, não pode existir sigilo de algo que é público.

O relator da CPI contra o MST (e que queria investigar as contas da Kátia Abreu) deu esta entrevista: http://www.reformaagraria.blog.br/2010/07/12/nao-identificamos-desvio-de-recurso-publico-afirma-relator-da-cpmi/


Leia também:

Cabeça de ruralista e a realidade da agricultura no Brasil

http://chicaodoispassos.blogspot.com/2010/03/cabeca-de-ruralista-e-realidade-da.html


Kátia Abreu e o jogo político dos que devem bilhões de reais para o governo federal

http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/katia-abreu-e-o-jogo-politico-dos-que.html


Tocantins: políticos se esbaldam com terra quase de graça
http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/07/23/tocantins-politicos-se-esbaldam-com-terra-quase-de-graca/


Reinhold Stephanes e Katia Abreu ganham Prêmio Motoserra
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/05/reinhold-stephanes-e-katia-abreu-ganham.html






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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Urgente! Saiba quem é Juarez Reis

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O movimento dos com-terra. Com a terra dos outros.


Juarez Reis virou sem-terra: o lugar onde nasceu agora é de Kátia Abreu.

O Tijolaco recebeu, no post anterior, com muito orgulho, um comentário do jornalista Leandro Fortes, da Carta Capital. Ele nos indica, e eu repasso, como leitura sobre a demo-ruralista Kátia Abreu, a leitura de uma matéria por ele publicada em novembro de 2009 na revista , sobre a origem de parte das terras da senadora.É imperdível.

Ia chamar de aperitivo o resumo que ia fazer, mas a palavra não cabe, porque os fatos são de embrulhar o estômago. Seleciono alguns trechos, então:

"Foram ações do poder público que lhe garantiram (à senadora) praticamente de graça extensas e férteis terras do Cerrado de Tocantins. E mais: Kátia Abreu, beneficiária de um esquema investigado pelo Ministério Público Federal, conseguiu transformar terras antes produtivas em áreas onde nada se planta ou se cria."

"Em 2003, (Juarez Vieira) Reis foi expulso das terras onde havia nascido em 1948. Foi despejado por conta de uma reforma agrária invertida, cuja beneficiária final foi, exatamente, a senadora. Classificada de "grilagem pública" pelo Ministério Público Federal de Tocantins, a tomada das terras de Reis ocorreu numa tarde de abril daquele ano, debaixo da mira das armas de quinze policiais militares (…) "Kátia Abreu tem um coração de serpente", resmunga, voz embargada, o agricultor, ao relembrar o próprio desterro.

Leandro conta, então, que um decreto do então governador de Tocantins Siqueira Campos (PSDB), tucano que governou por três mandatos, declarou de "utilidade pública", por suposta improdutividade, uma área de 105 mil hectares , incluindo as terras onde Juarez vivia e plantava.

"A desapropriação das terras foi tão apressada que o juiz responsável pela decisão, Edimar de Paula, chegou à região em um avião fretado apenas para decretar o processo. O magistrado acolheu um valor de indenização irrisório (10 reais por hectare), a ser pago somente a 27 produtores da região".

As terras foram repassadas a vários fazendeiros da região, por R$ 8 por hectare.

"(…) a parlamentar ficou com um lote de 1,2 mil hectares. O irmão dela, Luiz Alfredo Abreu, abocanhou uma área do mesmo tamanho.

No meio das terras presenteadas por Siqueira Campos a Kátia Abreu estava justamente o torrão de Reis, a fazenda Coqueiro. Mas, ao contrário dos demais posseiros empurrados para as reservas do Cerrado, o agricultor não se deu por vencido. (…)o pequeno agricultor tentou barrar a desapropriação na Justiça. A hoje senadora partiu para a ofensiva."

Kátia Abreu, segundo a narrativa de Leandro Fortes, entrou com uma ação de reintegração de posse de toda a área, "inclusive dos 545 hectares onde Reis vivia havia cinco décadas". Arrolou testemunhas que viviam a 800 km dali.

"Incrivelmente, a Justiça de Tocantins acatou os termos da ação e determinou a expulsão da família de Reis da fazenda Coqueiro e dos 62 hectares recém-comprados. Ignorou, assim, que a maior parte das terras era utilizada há 50 anos – ou, no mínimo, há mais de dois anos, como ajuizava o documento referente ao processo de usucapião. Reis foi expulso sem direito a indenização por qualquer das benfeitorias construídas ao longo das cinco décadas de ocupação da terra, aí incluídos a casa onde vivia a família, cisternas, plantações (mandioca, arroz e milho), árvores frutíferas, pastagens, galinhas, jumentos e porcos."

Juarez vive com outras 19 pessoas na chácara de um filho, numa casa de sapê com dois cômodos. Sua terra, ou a terra que foi sua e agora é de Kátia Abreu, não produz nada, é puro capinzal.

do blog Tijolaço


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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Assentados do MST produzem muito. Veja a verdade.

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O MST é um movimento que já ajudou dezenas de milhares de famílias conseguirem ter uma terra para trabalhar, produzir e vender.

Famílias que possuem uma vida melhor do que teriam nas periferias das cidades.

Famílias que através do trabalho se mantém unidas e solidárias.

É um país melhor que o MST está ajudando a construir para todos nós.

Melhor para todos, sim senhor.

Os assentados, trabalham, produzem, tem renda e COMPRAM.

O dinheiro circula e chaga no bolso de todo mundo.

Por exemplo: o assentado compra um sapato feito em Franca. O Operário e o gerente da fábria recebem seus salários. Eles levam o filho ao dentista. O dentista vai para o RJ passear e gastar o dinheiro que era do assentado. Assim o dinheiro viaja pelo Brasil ajudando a ter mais emprego, mais riqueza e mais qualidade de vida em todas as classes sociais.

Agora vocês vão ler esta notícia do jornal Valor Econômico:

"Em PE, metade dos fornecedores é de assentados


Valor Econômico - 05/04/2010

Gerson Carneiro Leão, de família tradicional de canavieiros de Pernambuco e presidente do Sindicato dos Cultivadores de Cana-de-Açúcar no Estado (Sindicape) há 24 anos, com um intervalo entre 2002 e 2004, é favorável ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e hoje representa até ex-sem-terra assentados. "Os assentados do MST estão todos plantando cana, são meus associados. Não tem outra coisa para plantar além da cana", diz Carneiro Leão, que também preside a comissão de cana da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O Sindicape tem hoje 14 mil associados, dos quais 7 mil são assentados rurais. "Há cinco anos, tínhamos 8 mil associados ao sindicato. Hoje, quase a metade do sindicato é de assentados do MST e de outros movimentos", diz o presidente da associação".





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quarta-feira, 31 de março de 2010

Cabeça de ruralista e a realidade da agricultura no Brasil

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Via Campesina e Contag denunciam documento da CNA aos candidatos


A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), presidida pela senadora Kátia Abreu (DEM-TO), famosa por seus ataques ao MST, aprovou uma carta ser entregue aos candidatos à presidência da república, fruto do seminário “O que esperamos do próximo presidente”. ...

O documento apresenta defesa do direito absoluto de propriedade, exigindo garantias contra ocupações de terras promovidas pelos lutadores pela reforma agrária, e condena “a publicação e edição de normas que ferem o direito de propriedade”.

Outra reivindicação nessa linha é a revisão da Norma Regulamentadora (NR) 31, de 2005, que estabelece as obrigações dos fazendeiros em relação à saúde e segurança do trabalho. O descumprimento desta norma é um dos critérios que caracteriza a exploração do trabalho escravo pelos grandes proprietários rurais.  [NORMA DE SEGURANÇA, POR EXEMPLO, PARA APLICAR AGROTÓXICOS. OS CARAS SÃO DESUMANOS, ACHAM RUIM NÃO PODER MANDAR O PEÃO APLICAR VENENO DE CHINELO.]

Para o secretário geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e vice-presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), David Wylkerson de Souza, "é compreensivo que todo e qualquer setor produtivo apresente demandas que representa a manutenção de seus interesses, principalmente quando se trata de um segmento, que busca consolidar-se como predominante no setor econômico. O que não se pode admitir em qualquer hipótese é que a CNA, na tentativa de tirar de foco o debate sobre a absurda concentração de terra no Brasil, que inclusive tem aumentado, visa desqualificar os movimentos sociais e tenta macular a imagem dos que continuam sonhando e lutando por uma efetiva reforma agrária nesse país, com justiça e igualdade de condições para produzir”. [IGUALDADE, POIS OS RURALISTAS TEM CRÉDITO E NÃO PAGAM, SAFADEZA].

O representante da Via Campesina, Frei Sérgio Gorgen, ao tomar o contato com o documento, dispara: “a CNA representa, na verdade, 47 mil grandes agronegociantes, que, segundo o IBGE no censo de 2006, representam baixa produção de renda por hectare (R$ 368,00), muito inferior a agricultura camponesa ( R$ 677,00 por hectares) e baixa geração de empregos ( 1,7 pessoas empregadas a cada 100 hectares, contra 15 pessoas a cada 100 hectares na Agricultura Camponesa). Os médios produtores no Brasil, os que estão entre 150 a 800 hectares, infelizmente, estão sem representação”. A Via Campesina é uma organização internacional de camponeses que articula diversas entidades, dentre as quais o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). [VOCÊ JÁ REPAROU QUE QUANDO APRESENTAM A AGRICULTURA FAMILIAR AS TVs CONSERVADORAS SEMPRE APRESENTAM UM COITADINHO ANALFABETO E PASSANDO FOME? AGORA VOCÊ SABE QUE A AGRICULTURA FAMILIAR É A VERDADEIRA FORÇA DA AGRICULTURA NO BRASIL].

David, da Contag, emite opinião parecida: “não se pode omitir do debate a realidade de que a agricultura familiar, com bem MENOR posse de terras, consegue produzir MAIS alimentos que o agronegócio"

Quando se trata da intervenção do Estado em seu favor, o documento apresenta a proposta de uma política agrícola que assegure a renda do produtor rural [ELES QUEREM CAPITALISMO SEM RISCO] e evite a oscilação de preços, além da “desoneração tributária das cadeias produtivas” – cadeias que envolvem desde a lavoura, o processamento da produção por grandes empresas, até as gôndolas dos supermercados.

Para Frei Sérgio, as propostas que serão apresentadas aos candidatos aponta que “eles querem mais do que hoje já ganham, ou seja: zero de ICMS para exportação, zero de ICMS para fertilizantes, zero de ICMS para agrovenenos, recursos a fundo perdido para escoamento da produção (PEP), recursos a fundo perdido para seguro agrícola, longos prazos nas renegociações de dívidas, torneiras abertas do BNDES e Banco do Brasil, com juros baixos para investimentos e custeios. Eles vem concentrando terra e querem concentrar mais” [QUE A CLASSE MÉDIA PAGUE IMPOSTOS, POIS ELES NÃO QUEREM NEM PAGAR DÍVIDA, NEM PAGAR PELO SEGURO AGRÍCOLA, NEM IMPOSTOS, NEM NADA. QUEREM TUDO, E DE GRAÇA]

Frei Sérgio denuncia a postura oportunista dos ruralistas em relação ao Estado: “só querem a presença do Estado para mamatas e para não pagar dívidas. São os grandes devastadores do meio ambiente. Assim mesmo, queM produz alimento para o consumo interno do país, não é o agronegócio (30%), mas a agricultura camponesa (70%), segundo dados do IBGE, do censo de 2006”.

Por fim, o Frei apresenta a reivindicação dos que lutam pela reforma agrária: “queremos que o direito de propriedade seja estendido a todos os camponeses brasileiros, como reza a Constituição e, para isto, é necessária uma reforma agrária massiva”.

De São Paulo, Luana Bonone

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=126843&id_secao=8

Leia também:

Esta é a Kátia Moto Serra da Fazenda Quase de Graça

http://chicaodoispassos.blogspot.com/2010/01/reforma-agraria-da-turma-de-katia-abreu.html

A reforma agrária da turma de Kátia Abreu
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2010/01/reforma-agraria-da-turma-de-katia-abreu.html


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sábado, 27 de fevereiro de 2010

Vergonha: Brasil se reafirma como maior consumidor mundial de agrotóxicos

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Na safra de 2008/2009, o Brasil atingiu a marca de maior consumidor mundial

de venenos agrícolas. Os agrotóxicos são feitos a partir de produtos de

petróleo e de químicos não degradáveis e, portanto, depois de fabricados,

permanecem na natureza.

Matam a biodiversidade representada pela variedade de vida vegetal e animal,

afetam a fertilidade natural do solo (ao acabar com bactérias e nutrientes

naturais), contaminam o lençol freático e a qualidade das águas da chuva -

pois os venenos secantes evaporam para a atmosfera e depois regresssam com a

chuva. Afetam também a qualidade dos alimentos, que quando ingeridos

sistematicamente podem causar destruição das celulas e resultar em câncer

<http://www.mst.org.br/node/9038>.

Mas tudo isso não importa. A indústrias anunciam os dados com orgulho.

Afinal, a eles apenas interessa os lucros! Certamente seus gerentes buscam

apenas produtos orgânicos nas gôndolas dos supermercados, enquanto o povo é

obrigado a engolir seus venenos.

Veja e baixe, no arquivo anexo, tabela sobre o consumo de venenos por

produto. O Brasil consumiu ao redor de 700 milhões de litros de veneno.

Veja a distirbuição por produto (em torno de 629 milhões) e outros produtos

mais 70 milhões de litros. Esses 700 milhões de litros foram apliados em

50 milhoes de hectares, equivalente a 14 litros por hectares, a maior media

do mundo.

Anexo Tamanho comercializacao_2008.ppt<http://www.mst.org.br/sites/default/files/comercializacao_2008.ppt>

33.5 KB

- Agrotóxicos <http://www.mst.org.br/taxonomy/term/551>

- Nacional <http://www.mst.org.br/taxonomy/term/213>

Texto da secretaria do MST


Nota do Chicão:

Perto da minha casa, na minha infância existiam bandos de um passarinho chamado Bico de laca.

Estes bandos chegavam a ter mais de 200 deste passarinho.

Era bonito de se ver.

Não foi o desmatamento que acabou com ele.

Foram os venenos agrícolas.

Eles comem as espigas de milhos que se abrem nos pés de milho.

Tem tanto veneno nestas espigas de milho que eles morrem.

Depois elas são colhidas e são usadas nos alimentos.

O mais triste é saber que os deputados ruralistas estão fazendo campanha para liberar venenos agrícolas - agrotóxicos - que já estão proibidos.

Hoje no Brasil são permitidos agrotóxicos proibidos em vários outros lugares do mundo.

A legislação é muito frouxa.

O foco da Anvisa tem sido a saúde humana.

Poucos estudos tem sido feito para saber o efeito destas substâncias sobre a fauna silvestre.

Os campos de produção acabam sendo um campo de extermínio das aves silvestres.


Leia também:

Na pressão por mais agrotóxicos

http://www.idec.org.br/noticia.asp?id=11899

Advinha quem está a frente deste movimento "mais agrotóxicos"?

"Essas ações tramitam em comissões como de Agricultura, Direitos do Consumidor, Meio Ambiente e da Crise Econômico-Financeira da Agricultura, na Câmara, protocoladas por deputados como Ronaldo Caiado (DEM/GO), Abelardo Lupion (DEM/PR), Luciano Pizzato (DEM/PR) e Moacir Micheletto (PMDB/PR), além da senadora Kátia Abreu (DEM/TO)".

Em 2010 tem eleições.

Vamos entender o xadrez político.

A Kátia Abreu manda na campanha do Serra no Tocantins, junto com a família Siqueira (aquela que tirou pequenos agricultores da terra e "vendeu" praticamente de graça para VIPs como a senadora Kátia Motoserra Abreu e seu irmão). http://chicaodoispassos.blogspot.com/2010/01/reforma-agraria-da-turma-de-katia-abreu.html

Os outros deputados do DEM são a "comissão de frente" do atraso.

O deputado do PMDB é uma das pontas de lança do Serra no PMDB. É um dos que tenta levar o PMDB para junto do PSDB. Orestes Quércia, Newton Cardoso, Moacir Micheletto e outros (o partido está, como sempre dividido, portanto ganhe quem ganhar eles estarão por cima da "carne seca").

Qual a solução?

Em 2010 o Blog do Chicão vai indicar candidatos a deputado estadual e federal que considero que irão combater com unhas e dentes estes ruralistas destruidores.

Fique atento!



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sábado, 30 de janeiro de 2010

Algema de pobre e de algema de rico

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Leia o texto, depois eu comento:

Nota Pública da CPT: Espetacularização da Justiça

Tem sido noticiada fartamente por todos os grandes meios de comunicação, nos dias 26, 27 e 28 de janeiro de 2010, a prisão de nove trabalhadores nos municípios de Iaras e Borebi, interior de São Paulo, acusadas de participação na ocupação e nas ações em terras da Cutrale, cujo objetivo era de chamar a atenção da sociedade brasileira sobre as terras públicas ocupadas pela maior exportadora de suco de laranja do mundo, no final de 2009. Os sem-terra foram presos e algemados. A imagem de Miguel Serpa, uma das lideranças do MST na região, algemado, e de outros foi estampada nos jornais e veiculado nos noticiários dos canais de televisão brasileiros.

Este caso nos faz lembrar de como, em 2008, quando a PF na operação Satiagraha prendeu 17 pessoas, entre elas o banqueiro Daniel Dantas, o investidor Naji Nahas, e o ex-prefeito Celso Pitta, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, acusou de “espetacularização” a prisão feita pela PF e criticou o uso das algemas. Ainda avaliou que, de modo geral, existe exposição “excessiva e degradante” das pessoas investigadas pela Justiça. Diversos senadores e deputados saíram em apoio ao Presidente do Supremo por ter tomado esta posição. Alguns dias depois, no dia 06 de agosto, o STF decidiu, por unanimidade, proibir o uso abusivo de algemas, pois na palavra do presidente do Supremo, fere o “princípio da dignidade da pessoa humana”.

Diante disto a Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra, se pergunta: Onde estão o presidente do STF, Gilmar Mendes, e os demais ministros do Supremo e os políticos tão ciosos da preservação da dignidade humana? Por acaso se ouviu da parte deles a condenação do abuso da ação policial na prisão dos trabalhadores? Não terá sido uma exposição “excessiva e degradante” à que foram submetidos e que fere o princípio da dignidade da pessoa humana?

Mas, não adianta esperar por tais manifestações, pois faz parte da cultura jurídica interpretativa dos fatos e das leis, em nosso país, a diferença de tratamento entre a elite deste país e os trabalhadores.

O que é mais grave, a destruição de alguns pés de laranja, ou o assalto aos cofres públicos com o desvio de milhões e milhões para interesses particulares ou partidários? Na interpretação das mais altas autoridades do Judiciário, quem desvia recursos públicos, quem se locupleta com os bens da Nação, merece um tratamento cuidadoso, pois sua dignidade não pode ser arranhada. Já o pobre, quando ativamente luta pelos seus direitos, quando denuncia o esbulho do patrimônio público, como a grilagem de terras praticada pela Cutrale, este tem que ser exemplarmente punido, para desestimular ações semelhantes.

Situações como esta não são novidade. ...

Goiânia, 29 de janeiro de 2010.

A Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT)


Nota do Chicão:

Pobre é pobre, rico é rico.

Não é novidade as autoridades tratarem de modo diferente segundo a cor e a classe social.

Eu sou a favor de algema para todos os que vão preso.

Sem EXCESSÃO.

Não é a algema que denigre as pessoas.

Ela é um instrumento de trabalho do policial que possui filhos, esposa, familiares e merece ser protegido.

O discurso da vítima é uma das estratégias para se manter a impunidade.

Enquanto entrarmos em discurso de coitadinho estaremos inviabilizando um país verdadeiramente justo.

A algema deve ser para todos, principalmente para os ricos.






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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Sustentabilidade: Engenhosa sabedoria popular

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Com baixo custo de implementação e alto potencial transformador, as tecnologias sociais surgidas do conhecimento das comunidades apontam saídas para problemas cotidianos da população

Quando aquela mulher humilde, com os pés descalços sobre a terra, usou o termo “sustentabilidade” para falar sobre o que acontece em sua propriedade, o significado da palavra ganhou forma. Rosemeire Ramos da Silva Leal, de 56 anos, recebeu do Incra concessão de uso de 25 hectares no assentamento União Flor da Serra, em Planaltina (GO). Isso foi há três anos e meio. Com um crédito inicial de R$ 2.400, comprou ferramentas e uma vaquinha. Outros R$ 5 mil foram destinados a melhorias na casa, erguida no chão castigado pela antiga plantação de soja. Depois de uma década acampados como sem-terra, ela e o marido, Reginaldo, tornaram-se então assentados da reforma agrária. As dificuldades de sobrevivência começariam a ser abrandadas no ano seguinte, quando chegou por lá uma tal de “tecnologia social” chamada Produção Agroecológica Integrada Sustentável (Pais), com técnicas de agricultura simples, baratas e limpas.

E a sustentabilidade entrou na vida do casal...

Leia o texto completo da Revista do Brasil aqui:
http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/43/engenhosa-sabedoria-popular/view


Nota do Chicão:

Dona Rosimeire poderia te feito como muitos amigos e vindo para a cidade grande morar nas favelas.

Resolveu lutar pela reforma agrária.

Viveu acampada por 10 anos e conseguiu uma terra para trabalhar e produzir.

Conseguiu uma terra para viver com dignidade.

O governo federal investiu nestes brasileiros simples.

Eles estão tendo uma oportunidade de melhorar a própria vida.

O dinheiro público pode ir para o bolso dos muitos ricos, como no caso da fazenda quase de graça que a senadora Kátia Abreu e o seu irmão ganharam.

Ou o dinheiro público pode ser usado para gerar boas oportunidades para os mais simples.

Na era da sustentabilidade cabe à população e ao governo divulgar técnicas ecologicamente corretas.

Não é só um programa técnico, é também um programa educacional importantíssimo. É educação ambiental.

Vale a pena ler o texto inteiro da Revista do Brasil.

Tem muita coisa boa acontecendo no Brasil.

Isto é bom para todos nós.


Leia também:

A reforma agrária da turma de Kátia Abreu
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2010/01/reforma-agraria-da-turma-de-katia-abreu.html

Assistência técnica rural é investimento sério e prioritário
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2010/01/assistencia-tecnica-rural-e.html



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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Agrotóxicos em seu estômago

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Os ricos sabem do que estamos falando e tratam de consumir apenas produtos orgânicos. E você precisa decidir-se. De que lado está?

Os porta-vozes da grande propriedade e das empresas transnacionais estão muito bem pagos para poder defender, falar e escrever todos os dias que no Brasil já não existe mais problemas agrários. Por fim, a grande propriedade está produzindo muito mais e tendo mais benefícios. Portanto, o latifúndio já não é um problema para a sociedade brasileira. Será verdade?

Tampouco vou abordar o tema da injustiça social da concentração da propriedade da terra, que faz com que apenas 2%, ou seja, 50.000 latifundiários sejam donos da metade de toda nossa natureza, enquanto que temos 4 milhões de famílias sem direito a ela.

Falarei das consequências para você que habita na cidade da adoção do modelo agrícola do agronegócio. O agronegócio é a produção em grande escala, em monocultivos, empregando muitos agrotóxicos e maquinaria. Usam venenos para eliminar as outras plantas e não contratar mão de obra. Com isso, destroem a biodiversidade; alteram o clima e expulsam cada vez mais famílias de trabalhadores rurais de suas terras.

Na colheita passada, as empresas transnacionais, e são poucas (Basf, Bayer, Monsanto, DuPont. Sygenta, Bunge, Shell química...), celebraram porque o Brasil se tornou o maior consumidor mundial de venenos agrícolas. Foram vertidos 173 milhões de toneladas! Uma média de 3.700 quilos por cada brasileiro. Esses venenos são de origem química e permanecem na natureza. Degradam o solo. Contaminam as águas. E, sobretudo, acumulam-se nos alimentos. Os cultivos que mais usam venenos são: a cana de açúcar, a soja, o arroz, o milho, o tabaco, o tomate, a batata, a uva, as cerejas e as hortaliças. Tudo isso deixará resíduos em seu estômago. E em seu organismo afetam as células e, um dia, poderão transformar-se em câncer.

Perguntem aos cientistas de nosso Instituto Nacional do Câncer, centro de referência da investigação nacional, qual é a principal origem do câncer, depois do tabaco?

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) denunciou que existem no mercado mais de vinte produtos agrícolas não recomendáveis para a saúde humana. Porém, ninguém coloca um aviso nos rótulos dos alimentos, nem os retira das prateleiras. Antigamente, era permitido que a soja e o óleo de soja tivessem apenas 0,2mg/kg de resíduos do veneno glifosato para não causar problemas de saúde. De repente, a Anvisa autorizou que os produtos derivados da soja pudessem ter até 10,0mg/kg de glifosato: 50 vezes mais. Isso aconteceu certamente por pressão da Monsanto, pois o resíduo do glifosato aumentou com a soja transgênica, de sua propriedade.

Isso mesmo está acontecendo agora com os derivados do milho. Depois que foi aprovado o cultivo de milho transgênico, o que aumenta o uso de venenos, querem ampliar a possibilidade de resíduos de 0,1mg/kg (permitido atualmente), para 1,0mg/kg.

Existem muitos outros exemplos das consequências dos agrotóxicos. O doutor Vanderley Pignati, pesquisador da UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso), revelou em suas pesquisas que nos municípios onde há grande produção de soja, devido ao uso intensivo de venenos, os índices de abortos e malformações de fetos são quatro vezes maiores do que a média do Estado.

Nós temos defendido que é preciso valorizar a agricultura familiar, camponesa; que essa é a única que pode produzir sem venenos e de maneira diversificada. O agronegócio, para ter escala e obter grandes benefícios, somente consegue produzir com venenos e expulsando aos trabalhadores para as cidades.

E você paga a conta com o aumento do êxodo rural, das favelas e com o aumento da incidência do veneno em seus alimentos.

Por isso, defender a agricultura familiar e a reforma agrária, que é uma forma de produzir alimentos saudáveis, é uma questão nacional, de toda a sociedade. Não é mais um problema dos sem terra. E é por isso que cada vez mais o MST e a Via Campesina se mobilizam contra o agronegócio e contra as empresas transnacionais; é por isso que seus veículos de comunicação e seus deputados e senadores nos atacam tanto. Porque estão em disputa dois modelos de produção. Está em disputa a que interesses a produção agrícola deve atender: somente o benefício ou a saúde e o bem estar da população?

Os ricos sabem do que estamos falando e tratam de consumir somente produtos orgânicos. E você precisa decidir-se. De que lado está?

João Pedro Stedile Membro da coordenação nacional do MST e da Via Campesina Brasil

do site ADITAL



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domingo, 18 de outubro de 2009

MST, Revista Veja e a informação safada

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A revista Veja voltou a atacar o MST. Isto não é novidade.

A novidade é que eles estão ficando cada vez mais cara de pau. Como eles não são bobos, acho que seus leitores estão aceitando tudo sem nem pensar.

Eles acusam o MST de extorsão. Leia a reportagem e julguem vocês:

"... Ofereceram-se para ajudar as famílias – desde que um porcentual dos empréstimos ficasse com o movimento. Nesse quesito, o MST inovou: criou o pedágio com débito em conta! O politburo local dos sem-terra ALUGOU um ônibus, LEVOU as famílias até o banco e, sabe-se lá como, CUIDOU DAS FORMALIDADES junto ao governo. Na hora de fechar os empréstimos, os sem-terra obrigaram os camponeses a assinar a autorização para débito em conta. ... Os lavradores, que não têm nada a ver com o movimento, PASSARAM A PAGAR pedágio como se fosse conta de telefone. Um dos clientes do MST foi o camponês Antônio Lisboa. Ele contraiu um empréstimo de 1 000 reais. DEIXOU 20 na conta do movimento".

Isto eles chamam de extorsão.

O MST aluga ônibus transporta-os da área rural para a cidade, ajuda as pessoas, presta assessoria para terem acesso ao crédito... TUDO ISTO POR 20 REAIS.

Quanto um banco cobra para uma pequena empresa ter acesso ao dinheiro do BNDES?

MUITO, MUITO, MUITO MAIS DO QUE ISTO.

Foi tudo limpo e transparente. Inclusive com papel assinado. Nada errado e MUITO BARATO.

Porque a editora Abril não monta um serviço gratuíto para ajudar os assentados (inclusive com transporte grátis)?

Não monta porque sabe que custa muito dinheiro e que 20 reais NÃO paga nem os custos.

A safadeza deste pessoal não tem limite. Eles usam o termo: "passaram a pagar". Este termo dá idéia de continuidade. A reportagem mostra que é mentira. O agricultor foi ajudado UMA vez e pagou muito barato UMA vez.

É simples, é dentro da lei e é uma forma de ajudar as pessoas mais simples.

Eu tenho dó dos leitores da revista que PAGAM para terem suas mentes entupidas de falsidades e negatividades.

Estas negatividades agem dentro deles ajudando a entorpecer a bondade e a caridade, principalmente com a própria família.

Pagam caro para terem uma vida pior.

Vou orar por eles.

PS: A revista Veja também diz que os assentados foram obrigados a pagar ao MST. Como assim? Quer dizer que foram obrigados a entrar em um ônibus e serem transportados por dezenas de quilômetros de estradas poeirentas (ida e volta), foram abrigados a terem pessoas treinadas para ajudá-los e orientá-los?

Quer dizer que quem ajuda é o maldoso da estória da Veja?

Conta outra.

Quem não quer pagar é só dizer: obrigado, mas não quero nada de vocês e resolvo sozinho meu problema.


Leia mais artigos sobre o MST no Blog do Chicão: é só digitar MST em pesquisar no blog.


PS2: depois eu volto a escrever sobre outros tópicos da "reportagem".

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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

A CPI do MST e as terras roubadas

Por Mauro Santayana


A terra é o mais grave problema de nossa história social, desde que os reis de Portugal retalharam a geografia do país, com a concessão de sesmarias aos fidalgos. Os pobres não tiveram acesso pleno e legal à terra, a não ser nos 28 anos entre a independência – quando foi abolido o regime das sesmarias – e 1850, quando os grandes proprietários impuseram a Lei de Terras, pela qual as glebas devolutas só podiam ser adquiridas do Estado a dinheiro.

A legislação atual vem sendo sabotada desde que foi aprovado o Estatuto da Terra. É fácil condenar a violência cometida, em episódios isolados, e alguns muito suspeitos, pelos militantes do MST. Difícil tem sido a punição dos que matam seus pequenos líderes e os que os defendem. Nos últimos anos, segundo o MST, mais de 1.600 trabalhadores rurais foram assassinados e apenas 80 mandantes e executores chegaram aos tribunais. Em lugar de uma CPI para investigar as atividades daquele movimento, seria melhor para a sociedade nacional que se discutisse, a fundo, a questão agrária no Brasil.

O Censo de 2006, citado pelo MST, revela que 15 mil proprietários detêm 98 milhões de hectares, e 1% deles controla 46% das terras cultiváveis. Muitas dessas glebas foram griladas. Temos um caso atualíssimo, o do Pontal do Paranapanema, onde terras da União estão ocupadas ilegalmente por uma das maiores empresas cultivadoras de cítricos do Brasil. O Incra está em luta, na Justiça, a fim de recuperar a sua posse. O que ocorre ali, ocorre em todo o país, com a cumplicidade, remunerada pelo suborno, de tabeliães e de políticos.

Cinco séculos antes de Cristo, os legisladores já se preocupavam com a questão social e sua relação com a posse da terra. É conhecida a reforma empreendida por Sólon, o grande legislador, na Grécia, que, com firmeza, mandou quebrar os horoi, ou marcas delimitadoras das glebas dos oligarcas. Mais ou menos na mesma época, em 486, a.C., Spurio Cássio, um nobre romano, fez aprovar sua lei agrária, que mandava medir as glebas de domínio público e separar parte para o Tesouro do Estado e parte para ser distribuída aos pobres. Imediatamente os nobres se sublevaram como um só homem, e até mesmo os plebeus enriquecidos (ou seja a alienada classe média daquele tempo) a eles se somaram. Spurio Cássio, como conta Theodor Mommsen em sua História de Roma, foi levado à morte. “A sua lei foi sepultada com ele, mas o seu espectro, a partir de então, arrostava incessantemente a memória dos ricos, e, sem descanso, surgia contra eles, até que, pela continuada luta, a República se desfez” – conclui Mommsen. E com razão: a última e mais completa lei agrária romana foi a dos irmãos Graco, Tibério e Caio, ambos mortos pelos aristocratas descontentes com sua ação em favor dos pobres. Assim, a República se foi dissolvendo nas guerras sociais, até que Augusto a liquidou, ao se fazer imperador, e seus sucessores conduziram a decadência da grande experiência histórica.

Não há democracia sem que haja reforma agrária. A posse familiar da terra – e da casa, na situação urbana – é o primeiro ato de cidadania, ou seja, de soberania. Essa posse vincula o homem e sua família à terra, à natureza e à vida. Sem lar, sem uma parcela de terra na qual seja relativamente senhor, o homem é desgarrado, nômade sem lugar nas sociedades sedentárias.

É impossível ao MST estabelecer critérios rígidos de ação, tendo em vista a diversidade regional e a situação de luta, caso a caso. Outro ponto fraco é a natural permeabilidade aos agentes provocadores e infiltrados da repressão particular, ou da polícia submetida ao poder econômico local. No caso do Pontal do Paranapanema são muitas as suspeitas de que tenham agido provocadores. É improvável que os invasores tenham chamado a imprensa a fim de documentar a derrubada das laranjeiras – sabendo-se que isso colocaria a opinião pública contra o movimento. Repete-se, de certa forma, o que houve, há meses, no Pará, em uma propriedade do banqueiro Daniel Dantas.

É necessária a criação de força-tarefa, composta de membros do Ministério Público e agentes da Polícia Federal que promova, em todo o país, devassa nos cartórios e anule escrituras fraudulentas. No Maranhão, quiseram vender à Vale do Rio Doce (então estatal), extensas glebas. A escritura estava registrada em 1890, em livro redigido e assinado com caneta esferográfica – inventada depois de 1940.

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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Ricos grilando terras da união versus o MST

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O MST invadiu uma fazenda. Uma fazenda de um grupo enorme chamado Cutrale.

Gente muito rica, muito rica MESMO.

O MST derrubou milhares de pés de laranjas.

Os jornais apresentam esta como mais um exemplo do MST agindo contra a lei.

Leiam abaixo este comentário que tirei do blog do Nassif:

"...o INCRA informa que a fazenda Santo Henrique PERTENCE a União por integrar o antigo Núcleo Colonial Monção e sua retomada aguarda decisão juducial. O Núcleo Monção tem origem em 1909. Foi constituído por um grupo de fazendas, parte comprada pela União e parte recebida em pagamento de dívidas da Companhia de colonização São Paulo e Paraná. No total estas fazendas somavam aproximadamente 40 mil hectares, abrangendo partes dos municípios de Agudos, Lençóis Paulista, Borebi, Iaras e Águas de Santa Bárbara.

Nassif, o INCRA tem mais de cincoenta ações contra a CUTRALE no município de Ourinhos..."

Vamos pensar juntos:

1) porque a justiça ainda não retomou as terras para seus LEGÍTIMOS donos, a união? Será que é porque o invasor original é uma família muito rica?

2) Se a terra é da empresa porque ela não prova?

3) Eu acho que invasão de terra, uma forma de desobediência civil, deve ser usada em último caso. ESTA É UMA DESTAS SITUAÇÕES. Se não houver ação, NUNCA será resolvido este caso de possível grilagem de terras da união.

Os movimentos sociais podem e devem, em situações excepcionais, agir de modo muito firme.

Onde a justiça se recusa a decidir COM JUSTIÇA é o momento em que os movimentos sociais devem forçar.

Como você pensa que o Brasil acabou com a escravidão? Com uma princesinha boazinha? Não, foi com a desobediência de milhares de negros e com o incentivo de muito brancos. TODAS AS AÇÕES ERAM ILEGAIS NA ÉPOCA.

Como você pensa que foram conquistados os direitos dos trabalhadores? Porque patrões bonzinhos resolveram ser justos? Não, não foi. Foi com greve, protestos, ações. TODAS AS AÇÕESM ERAM ILEGAIS NA ÉPOCA.

Todas as conquistas sociais aconteceram porque houve aqules que lutaram CONTRA AS LEIS e contra a ação capenga da justiça.

Até Jesus fez isto. Ele derrubou as barracas dos cambistas dentro do Templo de Jerusalém.

São atitudes que devem ser a excessão.

Lembre que os sonhos dos conservadores é ter um monte de bundões reclamando da vida, mas sem tomar nenhuma atitude.

Se as terras forem griladas, o MST ESTÁ CORRETO EM INVADIR.

Chega deste papo de não existir lei para quem é MUITO RICO.


Leia mais aqui:


Cutrale usa terras griladas em São Paulo (nota do MST)
http://www.mst.org.br/node/8283


PiG(*) esconde que terras de fazenda pertencem à Uniãohttp://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=19784


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Censo confirma: agricultura familiar produz mais em menor área

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Setor emprega quase 75% da mão-de-obra no campo e é responsável pela
segurança alimentar dos brasileiros, produzindo 70% do feijão e 87% da
mandioca consumidos no país.

O Censo Agropecuário 2006 traz uma novidade: pela primeira vez, a
agricultura familiar brasileira é retratada nas pesquisas feitas pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foram identificados 4.367.902 estabelecimentos de agricultura familiar, que
representam 84,4% do total, (5.175.489 estabelecimentos) mas ocupam apenas
24,3% (ou 80,25 milhões de hectares) da área dos estabelecimentos
agropecuários brasileiros.

Apesar de ocupar apenas um quarto da área, a agricultura familiar responde
por 38% do valor da produção (ou R$ 54,4 bilhões) desse total. Mesmo
cultivando uma área menor, a agricultura familiar é responsável por garantir
a segurança alimentar do País, gerando os produtos da cesta básica
consumidos pelos brasileiros. O valor bruto da produção na agricultura
familiar é de 677 reais por hectare/ano.

"Isso mostra a representatividade, o peso deste setor para a formação da
nossa economia e da produção primária no País. Com isso, a agricultura
familiar demonstra capacidade em gerar renda, em aproveitar bem o espaço
físico e contribuir para a produção agrícola brasileira", afirma Daniel
Maia, ministro interino do Desenvolvimento Agrário.
Os dados do IBGE apontam que em 2006, a agricultura familiar foi responsável
por 87% da produção nacional de mandioca, 70% da produção de feijão, 46% do
milho, 38% do café , 34% do arroz, 58% do leite e, ainda, 21% do trigo. A
cultura com menor participação da agricultura familiar foi a soja (16%). O
valor médio da produção anual da agricultura familiar foi de R$ 13,99 mil.

Permanência no campo

Outro resultado positivo apontado pelo Censo 2006 é o número de pessoas
ocupadas na agricultura: 12,3 milhões de trabalhadores no campo estão em
estabelecimentos da agricultura familiar (74,4% do total de ocupados no
campo). Ou seja, de cada dez ocupados no campo, sete estão na agricultura
familiar , que emprega 15,3 pessoas por 100 hectares.

Para o ministro interino, esses números refletem a eficácia das políticas do
Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para manter os agricultores
familiares no campo com boa produção e renda. "Os resultados desse Censo
permitem constatar o quanto a participação da agricultura familiar é
importante para a agropecuária e para a economia brasileira. O cenário,
antes de pauperização e fuga do homem do campo, está sendo mudado,
revertido", frisa.
Dois terços do total de ocupados no campo são homens. Mas o número de
mulheres é bastante expressivo: 4,1 milhões de trabalhadoras no campo estão
na agricultura familiar. As mulheres também são responsáveis pela direção de
cerca de 600 mil estabelecimentos de agricultura familiar.

O Censo Agropecuário 2006 revela ainda que dos 4,3 milhões de
estabelecimentos, 3,2 milhões de produtores são proprietários da terra. Isso
representa 74,7% dos estabelecimentos com uma área de 87,7%.

Os critérios que definem o que é agricultura familiar foram determinados
pela Lei nº 11.326 aprovada em 2006. Eles são mais restritivos do que os
critérios usados em estudos feitos anteriormente por outros organismos como
a Fao/Incra e universidades brasileiras que estudaram o setor. A Lei 11.326
determina que quatro módulos fiscais é o limite máximo para um
empreendimento familiar. Determina também que a mão-de-obra deve ser
predominantemente da própria família e a renda deve ser originada nas
atividades da propriedade e a direção também tem que ser feita por um membro
da família.

(MDA / www.e-campo.com.br)


Nota do Chicão:

A grande mídia atua tentando IMPREGNAR na mente dos brasileiros imagens erradas sobre o campo brasileiro.

Eles passam e repassam as mesmas imagens.

A grande propriedade é sempre mostrada com muitos tratores e colhedeiras,

a pequena propriedade é sempre mostrada como um bando de coitadinhos sofredores.

A grande propriedade é descrita como moderna, produtiva e eficiente.

A pequena propriedade é descrita como pobre e ineficiente.

De tanto mostrar estas duas imagens muita gente está acreditando nisto. Pensam com a cabeça dos donos das empresas de mídia, que ganham DINHEIRO com este serviço prestado DE DOMINAÇÃO MENTAL.

Este texto mostra que a verdade é DIFERENTE da imagem.

A realidade é que a grande propriedade normalmente produz pouco, à excessão de uma minoria que é melhor administrada (as que aparecem na televisão).

São tão MAL ADMINISTRADAS que hoje uma das principais "fonte de renda" é pegar dinheiro emprestado do crédito rural e depois ficar eternamente "renegociando". Os grandes proprietários dizem que não tem condição de pagar as dívidas. Eles compram casa, viajam para o exterior, comem do bom e do melhor, mas não "tem condição" de pagar suas dívidas.

Virou um negoção ser pouco eficiente! Esta é a forma de vida da imensa maioria dos grandes proprietários.

Quando o governo federal ameaçou elevar os índices de produtividade foi uma chiadeira dos grandes proprietários.

E teve o APOIO da imensa maioria dos pequenos.

Os grandes choram porque sabem que são INEFICIENTES em sua imensa maioria.

Quem mais gera empregos e renda para o povo brasileiro é a pequena propriedade.


Leia também no Blog do Chicão:


O jogo político dos ruralistas que devem bilhões de reais para o governo federal
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/o-jogo-politico-dos-ruralistas-que.html


Kátia Abreu e o jogo político dos que devem bilhões de reais para o governo federal
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/katia-abreu-e-o-jogo-politico-dos-que.html


Tocantins: políticos se esbaldam com terra quase de graça
http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/07/23/tocantins-politicos-se-esbaldam-com-terra-quase-de-graca/


Leia a nota do Movimento dos Pequenos Agricultores sobre a mudança dos índices de produtividade
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/indice-de-produtividade-rural-com.html


Reforma Agrária e índices de produtividade
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/reforma-agraria-e-indices-de.html


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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Kátia Abreu e o jogo político dos que devem bilhões de reais para o governo federal

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Maus pagadores dos bancos públicos querem retaliar movimento social

A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) e o líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), ambos representantes da bancada ruralista, protocolaram no Senado pedido de CPI mista (CPMI) para investigar denúncias de repasses de recursos públicos e do Exterior ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

...

Muito bem. Sugerimos, agora, que a bancada não-ruralista, que (penso eu) é majoritária no Congresso protocole um pedido de CPI com o seguinte objeto de investigação: examinar todos os passivos bancários, créditos em liquidação e empréstimos incobráveis dos proprietários de terras com áreas superiores a um mil hectares nos bancos da União federal.

Há suspeitas empíricas e evidências factuais que apontam para um patrimônio fabuloso apropriado por tais proprietários rurais, e que de alguma forma não querem ou não podem saldar as dívidas contratadas. Não se trata de denúncia vazia da revista Veja ou do Estadão, mas de fatos conhecidos pelos brasileiros, sabedores da histórica índole velhaca destes tomadores de recursos públicos sem o devido ressarcimento contratual.

Fac-símile: declaração de bens da senadora Abreu, do ano de 2006, onde ela declara um "terreno rural" de 1.268 hectares por 10 mil reais, e outro "terreno rural" de 1.205 hectares por 27 mil reais. Cara-de-pau.

A rigor, a senadora é proprietária de 4.500 hectares de terras, povoada com 3.500 cabeças de gado de corte, esparramados pelos seus eufemísticos "terrenos rurais".

Do Blog Diário Gauche
http://diariogauche.blogspot.com/2009/09/direita-protocola-pedido-de-cpi-para.html


Nota do Chicão:

A história desta senadora Kátia Abreu é significativa para você entender como os MUITO RICOS USAM O DINHEIRO PÚBLICO PARA FICAREM MAIS RICOS.

A gência Reporter Brasil fez uma reportagem sobre a origem de um destes "terrenos rurais" de senadora Kátia Abreu.

O título é: Tocantins: políticos se esbaldam com terra quase de graça ( http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/07/23/tocantins-politicos-se-esbaldam-com-terra-quase-de-graca/ )

Esta matéria está no Blog do Sakamoto. Uma das principais beneficiadas deste absurdo é a senadora Kátia Abreu (DEM-TO).

A senadora é ardorosa defensora do que há de pior no Brasil. Por isto é poupada e até elevada ao nível dos defensores da moral e da ética.

O texto do Sakamoto é uma forma de você aprender o que é feito com o dinheiro público com o objetivo de LEVÁ-LO PARA O BOLSO DOS QUE SÃO MUITO RICOS.

São os mesmos que combatem o Bolsa Família. Combatem porque o gasto do Bolsa Família significa menos dinheiro para o "Bolsa Família Milionária".

O dinheiro é um só, ou vai para o bolso dos muito ricos ou vai para o bolso dos mais humildes.


Terceira CPI contra o MST em 5 anos
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/terceira-cpi-contra-o-mst-em-5-anos.html


Kátia Abreu: mal preparada ou mau intencionada?
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/06/katia-abreu-mal-preparada-ou-mau.html




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Terceira CPI contra o MST em 5 anos

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O MST é um fenômeno. Nunca um movimento social foi tão investigado.

Invasão de terras, invasão de prédios públicos.

O MST faz isto para que haja reforma agrária no Brasil.

Reforma agrária é a forma de ajudar milhões de pessoas a terem seus próprios negócios. Produzir, trabalhar e viver com dignidade.

O dinheiro do governo é um só. Se é destinado para um investimento, deixa de ir para outro lugar.

A disputa é: no bolso de quem vai parar o dinheiro público?

Se é comprado remédio para o SUS o operário não precisa comprá-lo na farmácia. Ele pode, por exemplo, ir passear com a família.

Se o dinheiro é usado em benefícios fiscais e anistias econômicas para grandes devedores agrícolas, falta dinheiro para investir em outras áreas.

É simples.

Quando o MST obriga o governo a gastar um pouco em reforma agrária está tirando dinheiro que vai para o bolso de alguns setores.

Normalmente os ruralistas NÃO GOSTAM DE PAGAR suas dívidas com o povo brasileiro.

O custo destas dívidas para todos nós é de mais de 20 BILHÕES DE REAIS.

Um volume muito maior do que é destinado para a reforma agrária.

A luta contra o MST é a luta, portanto, para que o dinheiro público seja prioritariamente gasto com o que interessa aos muito ricos.

Para a classe média, a luta do MST é de suma importância. Gera novos negócios, mais empregos, aumenta a classe média e diminui a migração do campo para a cidade. O MST ajuda a classe média ( http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/04/mst-e-acao-direta-como-o-mst-ajuda.html )


Leia a nota do MST sobre a nova CPI contra eles:
http://diariogauche.blogspot.com/2009/09/por-que-o-agronegocio-tem-tanto-medo-da.html

Leia a nota do Movimento dos Pequenos Agricultores sobre a mudança dos índices de produtividade
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/indice-de-produtividade-rural-com.html



Reforma Agrária e índices de produtividade
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/reforma-agraria-e-indices-de.html


Kátia Abreu e o jogo político dos que devem bilhões de reais para o governo federal
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/katia-abreu-e-o-jogo-politico-dos-que.html



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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Reforma Agrária e índices de produtividade

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Produtores rurais disseram que os mesmos índices de produtividade deveriam ser aplicados nos assentamentos, sob o argumento de que na pequena propriedade rural é mais fácil produzir com eficiência. Como o MST vê a produção dos assentados?

Ótimo. É isso mesmo que queremos: que a sociedade compare a produtividade por hectare de um assentamento e da agricultura familiar, com as fazendas acima de 2000 hectares. Quantas pessoas trabalham por hectares em cada área? Quanto rende a produçao por hectares? Quantas vacas de leite têm por hectares em cada área? Inclusive, que se compare os 97 bilhões de reais que o governo dá de credito para as grandes propriedades, com os 500 milhões de crédito que os assentados recebem no Pronaf. Como moram os assentados e como moram os fazendeiros? Quanto a Caixa Econômica concede de crédito para um fazendeiro comprar seu apartamento na cidade, enquanto uma família assentada recebe 10 mil reais para construir uma casa no campo? A sociedade pode comparar também a qualidade dos alimentos produzidos na agricultura familiar com a quantidade de venenos aplicados por hectare nas grandes propriedades - em especial na cana, na soja, no milho - que concentram os 713 milhões de toneladas de agrotóxicos, que depois vão para o estômago dos consumidores. Desafiamos também os ruralistas a contratarem uma auditoria de especialistas e comparar qualquer fazenda antes e depois de ser desapropriada e destinada para a Reforma Agrária, medindo quanto se produzia e o número de pessoas beneficiadas antes e agora.

Qual o peso do quesito improdutividade na arrecadação de terras para a reforma agrária?

O peso é muito pequeno, porque a lei determina que governo desaproprie todas as fazendas que não cumprem a função social. Não há função social nas fazendas que têm trabalho escravo, desrespeitam o ambiente ou são utilizadas pelo narcotráfico. Só no Mato Grosso do Sul mais de 30 mil hectares estão parados na justiça, por uso do tráfico de drogas, que deveriam ser destinados aos trabalhadores sem-terra. Mais de 350 fazendas foram desapropriadas, mas estão paradas no Poder Judiciário, influenciado por juízes coniventes com o latifúndio. Os ruralistas estão querendo fazer uma batalha ideológica na defesa ao direito absoluto da propriedade, que não existe na nossa Constituição. Por essa razão, até hoje barram na Câmara a lei que que determina a desapropriação de fazendas com trabalho escravo. Ou seja, para defender o direito de propriedade são coniventes até com o trabalho escravo. A Polícia Federal já encontrou mais de 300 fazendas com trabalho escravo. O Brasil tem muita terra disponível para ser desapropriada (e os proprietários ainda recebem indenização) e depois distribuídas para serem trabalhadas. No entanto, a classe dominante é muito conservadora, não tem visão social e só pensa no próprio umbigo. Depois, se encastelam em condomínios de luxo, depositando dinheiro no exterior, com medo do povo e da desigualdade que sustentam, mesmo representando apenas 1% dos estabelecimentos agrícolas.

Entrevista do líder do MST João Paulo Rodrigues

Leia a entrevista completa em http://diariogauche.blogspot.com/2009/09/o-mst-e-atualizacao-dos-indices-de.html


Nota do Chicão:

É importante esta entrevista porque desmente uma mentira que tem sido repetida dezenas de vezes: que a agricultura familiar é ineficiente.

Todas as vezes que a Tv mostra um pequeno produtor rural é sempre aquele sujeito miserável, que planta para subsistência, apenas.

No Brasil a reforma agrária é responsável pela geração de milhões de empregos e pela produção de produtos da ordem de bilhões de reais.

É um setor muito mais importante em termos de geração de emprego e renda do que, por exemplo, a indústria cerâmica ou a indústia textil.

Se os ruralistas quiserem fazer esta comparação vai ser ótimo.

Vai ser importante principalmente para as pessoas que estão com a mente impregnada pelo negativismo dos jornais e Tvs conservadores.


Abaixo segue um trecho de um texto meu:

Você acha que a seguinte matéria iria sair na Veja ou na revista Época: Tocantins: políticos se esbaldam com terra quase de graça ( http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/07/23/tocantins-politicos-se-esbaldam-com-terra-quase-de-graca/ ) Esta matéria está no Blog do Sakamoto. Uma das principais beneficiadas deste absurdo é a senadora Kátia Abreu (DEM-TO).

A senadora é ardorosa defensora do que há de pior no Brasil. Por isto é poupada e até elevada ao nível dos defensores da moral e da ética.

O texto do Sakamoto é uma forma de você aprender o que é feito com o dinheiro público com o objetivo de LEVÁ-LO PARA O BOLSO DOS QUE SÃO MUITO RICOS.

São os mesmos que combatem o Bolsa Família. Combatem porque o gasto do Bolsa Família significa menos dinheiro para o "Bolsa Família Milionária".

O dinheiro é um só, ou vai para o bolso dos muito ricos ou vai para o bolso dos mais humildes.

O texto completo está aqui: http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/saiba-quem-e-etico-ou-nao.html

Leia também:

MST e a ação direta (como o MST ajuda a classe média)



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sexta-feira, 24 de abril de 2009

A violência no campo aumentou em 2008, junto com a impunidade

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Houve 28 assassinatos por conflitos de terra, ano passado

A violência no campo aumentou em 2008 apesar da redução no número de conflitos. Enquanto, em 2007, a contabilidade dos confrontos agrários era de uma morte para cada 54 conflitos, em 2008 foi de uma para 42 episódios. O dado faz parte de levantamento da Comissão Pastoral da Terra (CPT) que será divulgado no próximo dia 28.

“Dois mil e oito foi um ano muito mais violento que 2007. Proporcionalmente, o número de mortos tem aumentado. Ano passado houve menos ocorrências, mas foi mantido o número de assassinatos”, adiantou o integrante da coordenação nacional da CPT, Dirceu Fumagalli.

De acordo com o levantamento, 28 pessoas foram mortas em conflitos no campo em 2008. Mais de 70% dos assassinatos ocorreram em Estados da Amazônia Legal.

Segundo Fumagalli, o Pará manteve a liderança no ranking. “No Pará, a violência no campo em 2008 triplicou em relação a 2007. O Estado continua campeão em todos os indicadores: assassinatos, despejos, ameaças”, listou.

Rio Grande do Sul e Estados do Nordeste, principalmente a Bahia, também apresentaram indicadores preocupantes, segundo a CPT.

Na avaliação de Fumagalli, o crescimento da violência no campo verificado entre 2007 e 2008 poderá se confirmar como uma tendência caso a reforma agrária não avance no país. Segundo o coordenador da CPT, um dos fatores que justifica o endurecimento dos conflitos é a impunidade para os que cometem ou encomendam os crimes.

“A impunidade é o que mais motiva e fomenta a violência no campo. Por exemplo, enquanto o Bida [acusado de mandar matar a missionária norte-americana Dorothy Stang] estava preso em 2007, os fazendeiros ficaram acomodados, houve simplesmente uma pressão em cima dos trabalhadores. Com a liberação do mandante, em 2008, os fazendeiros voltaram a toda”, comparou.

Fumagalli avaliou o conflito entre seguranças particulares (jagunços) e integrantes do MST em Xinguara (PA), que deixou pelo menos sete feridos no último sábado (18), como mais um exemplo da urgência de avanços nas políticas de reforma agrária.

“Infelizmente a gente não tem visto avanço em resolver o conflito no campo. O que aconteceu no Pará vai continuar acontecendo lá, na Bahia, no Espírito Santo, no Rio Grande do Sul enquanto o Estado brasileiro não cumprir o que diz Constituição”.

O levantamento completo da CPT será lançado na próxima terça-feira (28/4) durante a 47ª Assembléia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O relatório também vai apontar outras estatísticas da violência no campo, como o número de ameaçados de morte, tentativas de assassinato, expulsões, despejos judiciais, ocupações e trabalho escravo. A informação é da Agência Brasil.

do blog Diario Gauche


Nota do Chicão:

Com estes assassinatos já são milhares de mortos nas últimas décadas.

Você não vai ouvir o Ministro Juiz Gilmar Mendes cobrando ação dos governantes e da justiça.

Nem da Confederação Nacional da Agricultura.

Estas pessoas já estão acostumadas a ver pobre ser assassinado por grileiros e apropriadores.

Eles não vão mudar. Nós é que temos que mudar o mundo.


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sábado, 18 de abril de 2009

O novo do-dói da direita conservadora e histérica

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O sujeito da foto acima é o promotor Gilberto Thums.

O sujeito resolveu ser o justiceiro do Rio Grande do Sul. Não pense que ele está querendo combater a corrupção no Rio Grande do Sul. Nem o narcotráfico. Nem o contrabando de armas. Nem a destruição da natureza. O problema tem nome: MST.

Até aí você pode dizer: todos tem que ser investigados. Concordo! Por isto sinto que o tal promotor nunca tenha entrado em uma fazenda para faze-la cumprir, por exemplo, a lei que obrigada a manter as matas ciliares.

O maior problema é o método e o pré-julgamento do promotor.

Veja, por exemplo: "Nós conseguimos, com a ajuda da Polícia Militar, identificar todos [os militantes do MST]", disse o promotor Thums, que completou: "Quem invadir, quem depredar, quem praticar atos de vandalismo e de sabotagem vai ser preso, pois JÁ ESTARÁ IDENTIFICADO COMO INTEGRANTE DO MOVIMENTO. Vamos mover processo criminal contra eles".

Os ladrões a solta. O crack e a cocaína presente em cada esquina da cidade. A sonegação às vistas. A adulteração de combustíveis correndo livre. E a prioridade da polícia é investigar militantes do MST e militantes políticos. Fazer espionagem, "confiscar" documentos (isto é grave), investigar a vida de cidadãos comuns que desejam realizar a reforma agrária.

Observe bem: IDENTIFICARAM TODOS. MESMO AQUELES QUE JAMAIS FIZERAM NADA ERRADO.

Proibiram passeatas, como só na ditadura.

E o pior: os membros dos grupos anti-MST que fazem manifestações (que eles chamam de arruaça) não foram tratados da mesma forma. Existe um grupo que prega "Vistoria Zero". Ou seja, técnicos do INCRA são IMPEDIDOS de vistoriar LEGALMENTE as fazendas. Sofrem ameaças, violências. Isto NÃO é investigado pelo senhor promotor.

A consequência: as pessoas reagiram DENTRO DA LEI.

Como o tal promotor é do-dói-zinho, mimadinho, ele ficou magoadinho. E, como a direita conservadora e histérica adora ser vítima... arranjaram mais uma vítima. O tal promotor.

Manchete e parte do texto da reportagem da Veja: "MST Promotor é acuado pelos baderneiros"

" Há duas semanas, ao participar de uma audiência pública, o promotor foi recebido por 200 crianças cantando o hino do movimento e com cópia do Estatuto da Criança e do Adolescente nas mãos. A claque o deixou constrangido". [COITADINHO DELE...]

"A Comissão Pastoral da Terra (CPT), braço da Igreja Católica que dá sustentação ao MST, atacou em outra frente. Pela internet, lançou uma campanha mundial que soterrou o correio eletrônico do promotor. Thums, descendente de austríacos, foi comparado a Adolf Hitler..." [QUE HORROR! TADINHO!]

"Nas últimas semanas, segundo o promotor, cinco mensagens de voz com gravações de suas conversas telefônicas lhe foram enviadas, num indício claro de que ele está sendo monitorado sabe-se lá por quem". [ESTES ARRUACEIROS DO MST SÃO TERRÍVEIS, CAPAZES DE QUALQUER COISA. UM HORROR! QUE MALDADE!]

"Além disso, ele diz ter sido vítima de um atentado, quando um carro tentou atropelá-lo na rua". [AINDA BEM QUE ELE TEM VÁRIAS TESTEMUNHAS DO FATO. SE NÃO ESTES CANALHAS ERAM CAPAZES DE DIZER QUE FOI ALGUÉM DA DIREITA QUERENDO VER O CIRCO PEGAR FOGO. É UM MATIR!!]

Ele desistiu! Uma vítima?

Nada disso. Alguém que se sente constrangido por crianças cantando é porque perdeu todo o senso de democracia.

Volto a dizer: o sonho dos conservadores é que todos fiquem em casa reclamando da vida sem tomar nenhuma atitude. É mais seguro para a classe alta. Todos que lutarem serão negativizados.

A editora Abril, por exemplo, está fazendo negócios de muitos milhões com o governo Serra. O MST não faz negócios, bons negócios, com a editora. Os deputados ligados ao MST denunciam as mazelas da editora Abril.

É natural que ela não goste do MST.

A vida é assim.

Para nós, de classe média, o melhor é a luta do MST. Um Brasil com muitas pequenas propriedades é mais vantajoso para nós. Entenda lendo estes textos:

MST e a ação direta (como o MST ajuda a classe média)


Distribuição de renda e emprego para os filhos da classe média


O sonho da classe alta e a insensatez da classe média


Negativizar a realidade para dominar as mentes


As crianças do MST intimidam o procurador Gilberto Thums


Amigos protegem amigos. A grande aliança con$ervadora



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domingo, 12 de abril de 2009

As crianças do MST intimidam o procurador Gilberto Thums

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É interessante a vida. Segundo a direita histérica e raivosa do Brasil o MST deveria ser o centro das atenções da justiça.

O MST, em 20 e poucos anos de existência, invadiu umas 8 mil fazendas. Bastante? Os grileiros invadiram uma área correspondente ao Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná JUNTOS.

Destas fazendas invadidas 99% correspondem a: fazendas griladas (portanto roubadas), fazendas cujos donos devem ao poder público muitos milhões e não pagam, fazendas improdutivas.

QUEM TEM FAZENDA LEGAL E PRODUTIVA NÃO TEM O QUE TEMER.

O MST dá tanto "Ibope" porque algumas vezes eles exageram e porque quando pessoas humildes agem em conjunto (e se mobilizam) geram muita insegurança nas classes mais altas.

Um procurador da república resolveu dar uma de Torquemada, o sanguinário condutor da inquisição católica espanhola. Usou e abusou de métodos exóticos para tentar intimidar membros do MST no RS.

Conseguiu, por exemplo, fechar algumas escolas. Isto mesmo! Investiu contra a escola...

Fizeram uma audiência na Assembléia do Rio Grande do Sul, lá estavam deputados, defensores do procurador e pessoas ligadas ao MST. Inclusive muitas crianças que ele prejudicou. O Procurador se sentiu intimidado, apesar de estar devidamente protegido.

"O Procurador Gilberto Thums declarou na imprensa do dia 8 de abril, que recuou de sua posição original para “sair vivo de lá. Eram 500 contra 1”. (Leia aqui)

Os fascistas histéricos descreveram assim a situação: "O MST e seus aliados intimidam o Ministério Público do RS".

Ou descrevem assim: "quer dizer que o que foi relatado abaixo, não é nada??? o MST intimidar o PODER PÚBLICO, é merdinha???? gostei dessa!!! claro partindo de vocês...intimidação realmente...NÃO É NADA, PRA QUEM INVADE, MATA, ROUBA, SEQÜESTRA, DESTRÓI....POSSO FAZER TUDO ISSO NA TUA CASA?? VOCÊ DEIXA??? NÃO É NADA....VOU SÓ MATAR, SEQÜESTRAR E INVADIR SUA CASA, SUA FAMÍLIA...NÃO É NADA!!!"

Eu me pergunto: porque será que as pessoas mais humildes não tem o direito de se defenderem? Será que os membros do MST não tem o direito de irem à Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul e assistirem à uma audiência? O procurador estava devidamente protegido e o lugar é público e (deveria) ser um ponto de diálogo entre a sociedade.

Este torquemada tupiniquim é um funcionário público e como tal deve explicações para a sociedade de seus atos.

Veja abaixo uma foto da tal audiência:





A ideologia da classe alta é tentar transformar o Brasil num bando de bundões, que não agem, nem reagem e ficam reclamando da vida.

Enquanto isto eles fazem o que querem, corrompem, destroem vidas, destroem o meio ambiente, assassinam, formam quadrilhas e mais quadrilhas de sonegação de impostos, compram juizes e policiais, etc.

Com um Brasil cheio de bundões fica mais fácil e mais seguro para eles.

Sempre, na história do Brasil, aqueles que lutaram pelos direitos sociais e pelo direito dos mais pobres foram NEGATIVIZADOS.

Houve época em que aqueles que lutaram contra a escravidão ouviram o mesmo dos facistas histéricos da época.

Houve um tempo, quando a luta passou a ser por direitos trabalhistas (a jornada de trabalho era de 14 horas/dia), que chamavam de vagabundo e terroristas quem lutava por descanso semanal remunerado.

Sim, porque qualquer luta popular depende de mobilização e de ação direta.

Volto a dizer: hoje existem milhões de pessoas vivendo melhor graças a reforma agrária. E graças a ação do MST. Estas pessoas possuem trabalho dígno e produzem milhões de toneladas de alimentos.

A maior parte dos assentados ligados ao MST estão organziaos em cooperativas de produção e estão melhorando de vida, melhorando a cultura, os estudos e contribuindo para o progresso do Brasil.

Sim, contribuindo com o PROGRESSO DO BRASIL.





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quarta-feira, 8 de abril de 2009

MST e a ação direta (como o MST ajuda a classe média)

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Veja a manchete de jornal:

"Produtores rurais criticam governo, atacam os sem-terra e pedem respeito às leis

A presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), divulgou carta criticando o governo e atacando os movimentos de trabalhadores sem terra. Na carta, Abreu se solidariza com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, que disse que as invasões de terras são ilegais e pediu investigação sobre o suposto repasse de recursos públicos para entidades sem terra". (UOL)


Você deve estar pensando: que bom, os produtores rurais resolveram cumprir as leis. Não vão mais devastar as florestas até a beira dos rios, vão respeitar os direitos trabalhistas dos seus empregados, respeitarão o direito ao descanso semanal remunerado dos empregados, não vão mais sonegar...

Aí você caiu na real e descobre que não é nada disso. Você pensa: a tal senadora está agindo contra a invasão de terra. Que bom! Agora os grileiros de terra vão ser combatidos...

Com tristeza no coração você descobre que não é nada contra a invasão dos grileiros. O problema do Brasil é o MST. É ele que age ilegalmente.

A área grilada no Brasil é igual a área dos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina JUNTOS.

Isto não é problema. Nunca foi, segundo os conservadores. Quem merece a força da lei é o MST.(Leia o texto: Irmã Dorothy e o crime organizado dos grileiros e desvastadores da amazônia )

Eu conheço muitos fazendeiros. São proprietários REAIS das terras, trabalham nelas e NÃO são ameaçados pelo MST. A quantidade de propriedade de terras no Brasil é da ordem de MILHÕES DE PROPRIEDADES E POSSES. Você pode peguntar: como são escolhidas as fazendas a serem invadidas (uma porcentagem mínima do total)?

A imensa maioria são fazendas griladas, fazendas usadas como reserva de valor (improdutiva), de pessoas que devem milhões para o governo e NÃO PAGAM.

Aqui no estado de São Paulo nós temos um caso exemplar: o Pontal do Paranapanema. É uma região enorme do estado. Toda GRILADA. Está em disputa judicial a mais de 70 anos. A mais de 70 anos a justiça não age (e o tal do Gilmar Mendes não reclama). O que fazer? Esperar mais 200 anos?

O MST resolveu invadir fazendas na região. Os grileiros foram apresentados como vítimas, como proprietários, etc. É sempre assim...

Graças as invasões do MST muita terra pública deixou de ser grilada. A luta continua, mas milhares de famílias estão trabalhando nas terras, produzindo, consumindo e gerando emprego.

Se você é de classe média, a reforma agrária é um ótimo negócio para você. Não acredite quando você ver as reportagens mostrando aqueles miseráveis cultivando lavoura de subsistência. São casos de insucesso escolhidos a dedo. Hoje, milhões de toneladas de alimentos são produzidos em áreas de assentamento. Isto gera dinheiro. Este dinheiro circula na economia. E, em algum momento, este dinheiro chega ao bolso da classe média através dos negócios destas.( Leia: O sonho da classe alta e a insensatez da classe média Distribuição de renda e emprego para os filhos da classe média )

Moral da história: o que os conservadores querem é que a população fique com o bundão na cadeira reclamando, ficando indignada, fazendo discurso. Quer que todos fiquem quietinhos. Eles possuem muito medo da AÇÃO DIRETA.

Eles não estão indignados com o não cumprimento das leis. Eles estão indignados porque algumas pessoas resolveram AGIR.

A lei, segundo os conservadores, servem para isto mesmo: punir os mais fracos, os mais pobres.

A lei conservadora escolhe alvos. Ela tem os olhos bem abertos, para saber para onde olhar e para onde DEIXAR DE OLHAR.

O sonho de pessoas como a senadora Kátia Abreu é que a ecologia deixe de incomodar os "produtores", que o MST deixe de incomodar alguns "produtores", que a fiscalização de direitos trabalhista deixem de incomodar "produtores", que a lei não incomode determinados "produtores", que as dívidas dos "produtores" com o governo sejam roladas eternamente...

Ou seja, se o desejo dela se realizar plenamente NÓS IREMOS NOS FUDER (bem mais do que já nos fudemos).

Por isto, devemos dar graças a Deus a entidades como o MST, que incomodam estas pessoas.

Hoje, graças a reforma agrária, são milhões de pessoas empregadas, produzindo e lutando para ter uma vida decente.

O dinheiro destinado à reforma agrária só existe porque tem gente lutando, caso contrário o dinheiro seria destinado somente para grandes "proprietários". Os assentados estariam nas cidades, nas favelas, e... o resto você já sabe.




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