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“MÉXICO, NO; BRASIL, SÍ”
Moisés Naím, editor-chefe da “Foreign Policy”, publicou ontem no “El País” a coluna “México, não; Brasil, sim”. Abre dizendo que, “faz só alguns anos, o México simbolizava o sucesso da América Latina, e o Brasil, seu fracasso. Hoje é o oposto”. Saúda até a taxa sobre aplicação externa, citando o editorial do “conservador “Financial Times’”. Na frase em destaque, “Nos últimos anos, 20 milhões de brasileiros saíram da pobreza”.
Encerra lamentando como os “cartéis de empresas privadas, sindicatos, meios de comunicação” impedem o progresso mexicano. E dizendo, “Oxalá a competição com o Brasil estimule” competição por lá.
Fonte Toda Mídia, coluna de Nelson de Sá, na Folha
Lido no Blog do Luis Favre
Nota do Chicão:
Você reparou como o México, exemplo do modelo conservador-liberal, deixou de aparecer nos jornais?
Dizem que é proibido até associar a palavra México com neoliberalismo, com liberdade comercial e com livre comércio com os EUA.
A verdade é: o livre comércio com os EUA deu um impulso inicial ao México. Muitas fábricas foram para lá.
Isto é bom?
Poderia ser, se não houvesse o livre comércio. Com o livre comércio a indústria nacional mexicana foi morta ao nascer.
O país ficou SEM futuro.
Mais do que isto: ficou sem possibilidade de realizar políticas estratégicas.
Pior do que isto: os EUA mantiveram seu mercado protegido onde bem entendiam. Como foi o caso da agricultura, compras militares e muitos outros setores.
Em outras palavras: é uma política igual aquela piada onde o mexicano manda sua mulher para dormir com o americano e o americano manda sua mulher para dormir no convento mexicano.
Algo bem "justo e equilibrado", bem ao estilo americano.
Este é o livre comércio norte-americano.
Esta é a famosa AlCA que os conservadores gostariam que vingasse no Brasil.
Ainda bem que até hoje não conseguiram.
Por falar nisso: os portugueses que são donos de 30% da Folha de São Paulo e do UOL vão defender os interesses de quem? De Portugal ou do Brasil?
E o grupo Sul africano que manda e desmanda na editora Abril... vão defender o interesse de quem?
Vão defender o interesse da nossa pátria?
Duvido! Você acha que quem ficou rico defendendo o racismo sul africano vai defender nossa pátria?
Todos estes grupos estrangeiros devem ir embora do Brasil.
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009
domingo, 18 de outubro de 2009
MST, Revista Veja e a informação safada
.
A revista Veja voltou a atacar o MST. Isto não é novidade.
A novidade é que eles estão ficando cada vez mais cara de pau. Como eles não são bobos, acho que seus leitores estão aceitando tudo sem nem pensar.
Eles acusam o MST de extorsão. Leia a reportagem e julguem vocês:
"... Ofereceram-se para ajudar as famílias – desde que um porcentual dos empréstimos ficasse com o movimento. Nesse quesito, o MST inovou: criou o pedágio com débito em conta! O politburo local dos sem-terra ALUGOU um ônibus, LEVOU as famílias até o banco e, sabe-se lá como, CUIDOU DAS FORMALIDADES junto ao governo. Na hora de fechar os empréstimos, os sem-terra obrigaram os camponeses a assinar a autorização para débito em conta. ... Os lavradores, que não têm nada a ver com o movimento, PASSARAM A PAGAR pedágio como se fosse conta de telefone. Um dos clientes do MST foi o camponês Antônio Lisboa. Ele contraiu um empréstimo de 1 000 reais. DEIXOU 20 na conta do movimento".
Isto eles chamam de extorsão.
O MST aluga ônibus transporta-os da área rural para a cidade, ajuda as pessoas, presta assessoria para terem acesso ao crédito... TUDO ISTO POR 20 REAIS.
Quanto um banco cobra para uma pequena empresa ter acesso ao dinheiro do BNDES?
MUITO, MUITO, MUITO MAIS DO QUE ISTO.
Foi tudo limpo e transparente. Inclusive com papel assinado. Nada errado e MUITO BARATO.
Porque a editora Abril não monta um serviço gratuíto para ajudar os assentados (inclusive com transporte grátis)?
Não monta porque sabe que custa muito dinheiro e que 20 reais NÃO paga nem os custos.
A safadeza deste pessoal não tem limite. Eles usam o termo: "passaram a pagar". Este termo dá idéia de continuidade. A reportagem mostra que é mentira. O agricultor foi ajudado UMA vez e pagou muito barato UMA vez.
É simples, é dentro da lei e é uma forma de ajudar as pessoas mais simples.
Eu tenho dó dos leitores da revista que PAGAM para terem suas mentes entupidas de falsidades e negatividades.
Estas negatividades agem dentro deles ajudando a entorpecer a bondade e a caridade, principalmente com a própria família.
Pagam caro para terem uma vida pior.
Vou orar por eles.
PS: A revista Veja também diz que os assentados foram obrigados a pagar ao MST. Como assim? Quer dizer que foram obrigados a entrar em um ônibus e serem transportados por dezenas de quilômetros de estradas poeirentas (ida e volta), foram abrigados a terem pessoas treinadas para ajudá-los e orientá-los?
Quer dizer que quem ajuda é o maldoso da estória da Veja?
Conta outra.
Quem não quer pagar é só dizer: obrigado, mas não quero nada de vocês e resolvo sozinho meu problema.
Leia mais artigos sobre o MST no Blog do Chicão: é só digitar MST em pesquisar no blog.
PS2: depois eu volto a escrever sobre outros tópicos da "reportagem".
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A revista Veja voltou a atacar o MST. Isto não é novidade.
A novidade é que eles estão ficando cada vez mais cara de pau. Como eles não são bobos, acho que seus leitores estão aceitando tudo sem nem pensar.
Eles acusam o MST de extorsão. Leia a reportagem e julguem vocês:
"... Ofereceram-se para ajudar as famílias – desde que um porcentual dos empréstimos ficasse com o movimento. Nesse quesito, o MST inovou: criou o pedágio com débito em conta! O politburo local dos sem-terra ALUGOU um ônibus, LEVOU as famílias até o banco e, sabe-se lá como, CUIDOU DAS FORMALIDADES junto ao governo. Na hora de fechar os empréstimos, os sem-terra obrigaram os camponeses a assinar a autorização para débito em conta. ... Os lavradores, que não têm nada a ver com o movimento, PASSARAM A PAGAR pedágio como se fosse conta de telefone. Um dos clientes do MST foi o camponês Antônio Lisboa. Ele contraiu um empréstimo de 1 000 reais. DEIXOU 20 na conta do movimento".
Isto eles chamam de extorsão.
O MST aluga ônibus transporta-os da área rural para a cidade, ajuda as pessoas, presta assessoria para terem acesso ao crédito... TUDO ISTO POR 20 REAIS.
Quanto um banco cobra para uma pequena empresa ter acesso ao dinheiro do BNDES?
MUITO, MUITO, MUITO MAIS DO QUE ISTO.
Foi tudo limpo e transparente. Inclusive com papel assinado. Nada errado e MUITO BARATO.
Porque a editora Abril não monta um serviço gratuíto para ajudar os assentados (inclusive com transporte grátis)?
Não monta porque sabe que custa muito dinheiro e que 20 reais NÃO paga nem os custos.
A safadeza deste pessoal não tem limite. Eles usam o termo: "passaram a pagar". Este termo dá idéia de continuidade. A reportagem mostra que é mentira. O agricultor foi ajudado UMA vez e pagou muito barato UMA vez.
É simples, é dentro da lei e é uma forma de ajudar as pessoas mais simples.
Eu tenho dó dos leitores da revista que PAGAM para terem suas mentes entupidas de falsidades e negatividades.
Estas negatividades agem dentro deles ajudando a entorpecer a bondade e a caridade, principalmente com a própria família.
Pagam caro para terem uma vida pior.
Vou orar por eles.
PS: A revista Veja também diz que os assentados foram obrigados a pagar ao MST. Como assim? Quer dizer que foram obrigados a entrar em um ônibus e serem transportados por dezenas de quilômetros de estradas poeirentas (ida e volta), foram abrigados a terem pessoas treinadas para ajudá-los e orientá-los?
Quer dizer que quem ajuda é o maldoso da estória da Veja?
Conta outra.
Quem não quer pagar é só dizer: obrigado, mas não quero nada de vocês e resolvo sozinho meu problema.
Leia mais artigos sobre o MST no Blog do Chicão: é só digitar MST em pesquisar no blog.
PS2: depois eu volto a escrever sobre outros tópicos da "reportagem".
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quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Brasil ou Bangladesh: a grande mídia defende quem tem poder e dinheiro
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Um homem foi assassinado, em Bangladesh.
Seria um crime comum se a vítima não fosse cristã.
Os agressores são muçulmanos, em um país muçulmano.
O interesse da mídia não é a verdade.
É atacar os cristãos.
Lá quem tem poder são os muçulmanos.
A mídia serve quem tem dinheiro e poder.
Não se importam em mentir e em ajudar um asssassino a continuar a solta.
O que importa é negativizar os cristãos. Assim, acreditam, que estão desestimulando muitos muçulmanos de se converterem ao cristianismo.
É versão oriental do PIG brasileiro, que ataca quem é contra seus interesses ou contra os interesses de quem financia a imprensa.
Nesta situação perde a verdade, perde os direitos humanos, perde a liberdade de expressão e de culto.
A tal liberdade de imprensa é o incentivo ao uso do dinheiro para dominar mentes, criar desavenças, reforçar injustiças.
Liberdade de imprensa sim. Mas, sem o poder do dinheiro.
Obreiro é assassinado por estudantes
BANGLADESH (43º) - As autoridades estão investigando os possíveis motivos que ocasionaram o assassinato de um obreiro de uma igreja.
Um aluno que trabalha na universidade e seu amigo são acusados de terem torturado e matado Swapan Mondol, de 35 anos, no dia 12 de setembro no parque Suhrawardy Park, local adjacente à universidade. Swapan, que se converteu do hinduísmo para o cristianismo, era supervisor de missões jovens para a Igreja Cristã Livre de Bangladesh (FCCB, em inglês).
Os amigos do principal suspeito argumentam que foram ajudá-lo depois de Swapan ter roubado o celular do estudante, algo que a esposa do cristão e a polícia duvidam. Lucky Mondol, esposa de Swapan, contou que não sabe por que eles mataram o seu marido.
“Ele era um evangelista e seu emprego lhe pagava bem, então ele não roubaria telefones celulares em um parque”, ela declarou.
Lucky conta que quando ela correu para o Hospital Dhaka Medical ... Swapan, que costumava a usar anel e cordão de ouro estava sem eles, e seu celular também havia sumido.
A polícia suspeita que Mohammed Rajon e seus amigos sejam responsáveis pelo assassinato e confirmaram que outros casos de violência por parte de grupos de estudantes já foram já aconteceram antes, e que eles citam roubo de celular como pretexto para atacar pessoas inocentes.
Um dos inspetores de polícia informou que o assassinato foi coberto de mistério.
“Alguns alunos da Universidade de Dhaka mataram Swapan sob o pretexto de ele ter roubado um telefone celular”, conta Karim. “Os alunos dizem que o pegaram em flagrante; então por que não o entregaram a nós (a polícia)? Se ele tivesse roubado qualquer coisa nós as teríamos recuperado”.
A polícia investigará o caso como assassinato, disse Karim.
Karim negou as declarações dos jornais de Bangladesh de que ele teria dito que Swapan e três cúmplices teriam tentado roubar um celular de Mohammed.
Calúnias
Quase toda a mídia retratou Swapan Mondol, que estudava teologia no Centro de Desenvolvimento Cristão em Dhaka e tinha completado estudos em teologia em Bangalore, na Índia, como um ladrão que operava no parque entre as prostitutas.
“Estou tão chocada com a mídia, por terem publicado essas calúnias mordazes contra ele”, declarou a esposa de Swapan. “As reportagens colocaram mais lenha na fogueira e, de uma maneira indireta, apoiaram a gangue de linchadores”.
Lucky conta que alguns jornais colocaram declarações suas, apesar de ela nunca ter falado com repórteres.
“Um dos jornais mais lidos de Bangladesh disse que meu marido costumava a ir ao parque todos os dias, e que eu tinha dito isso a eles”, conta Lucky, “e isso é uma mentira deslavada. Durante 15 ou 20 dias em cada mês, meu marido costumava visitar vários distritos no país por causa de seu trabalho na igreja. Como a morte de um homem inocente virou um escândalo!”.
O presidente da FCCB, Albert P. Mridha contou que Swapan, pai de uma criança de 10 anos, era um obreiro sério e leal que trabalhou durante 14 anos em um ministério nacional.
“Não temos programa em nossa igreja que trabalhe com as prostitutas que ficam no parque”, declara o presidente da FCCB.
Albert Mridha conta que uma semana antes de ser assassinado, Swapan havia voltado de uma viagem de três semanas que fizera ao sul de Bangladesh para coordenar as atividades das igrejas ali. Ele planejava pregar em uma reunião de avivamento no norte de Bangladesh.
“A maior parte dos dias do mês, Swapan viajava a trabalho”, continua o presidente. “às vezes ele ia à universidade ver alguma programação cultural”.
A mídia de Bangladesh também identificou erroneamente Swapan como empregado de uma ONG, ao que Mridha também corrigiu, dizendo que um obreiro de uma igreja não é um empregado de uma ONG.
“Ele era bastante honesto e sincero em seu trabalho”, declara o presidente da FCCB. “Se 14 anos de convivência me permitem declarar alguma coisa sobre o assunto, o que eu digo é que Swapan não estava envolvido com roubo. O motivo para assassiná-lo foi outro e não sabemos qual, mas dizer que o mataram porque ele estava roubando um celular é pretexto”.
http://www.portasabertas.org.br/noticias/noticia.asp?ID=5678
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Um homem foi assassinado, em Bangladesh.
Seria um crime comum se a vítima não fosse cristã.
Os agressores são muçulmanos, em um país muçulmano.
O interesse da mídia não é a verdade.
É atacar os cristãos.
Lá quem tem poder são os muçulmanos.
A mídia serve quem tem dinheiro e poder.
Não se importam em mentir e em ajudar um asssassino a continuar a solta.
O que importa é negativizar os cristãos. Assim, acreditam, que estão desestimulando muitos muçulmanos de se converterem ao cristianismo.
É versão oriental do PIG brasileiro, que ataca quem é contra seus interesses ou contra os interesses de quem financia a imprensa.
Nesta situação perde a verdade, perde os direitos humanos, perde a liberdade de expressão e de culto.
A tal liberdade de imprensa é o incentivo ao uso do dinheiro para dominar mentes, criar desavenças, reforçar injustiças.
Liberdade de imprensa sim. Mas, sem o poder do dinheiro.
Obreiro é assassinado por estudantes
BANGLADESH (43º) - As autoridades estão investigando os possíveis motivos que ocasionaram o assassinato de um obreiro de uma igreja.
Um aluno que trabalha na universidade e seu amigo são acusados de terem torturado e matado Swapan Mondol, de 35 anos, no dia 12 de setembro no parque Suhrawardy Park, local adjacente à universidade. Swapan, que se converteu do hinduísmo para o cristianismo, era supervisor de missões jovens para a Igreja Cristã Livre de Bangladesh (FCCB, em inglês).
Os amigos do principal suspeito argumentam que foram ajudá-lo depois de Swapan ter roubado o celular do estudante, algo que a esposa do cristão e a polícia duvidam. Lucky Mondol, esposa de Swapan, contou que não sabe por que eles mataram o seu marido.
“Ele era um evangelista e seu emprego lhe pagava bem, então ele não roubaria telefones celulares em um parque”, ela declarou.
Lucky conta que quando ela correu para o Hospital Dhaka Medical ... Swapan, que costumava a usar anel e cordão de ouro estava sem eles, e seu celular também havia sumido.
A polícia suspeita que Mohammed Rajon e seus amigos sejam responsáveis pelo assassinato e confirmaram que outros casos de violência por parte de grupos de estudantes já foram já aconteceram antes, e que eles citam roubo de celular como pretexto para atacar pessoas inocentes.
Um dos inspetores de polícia informou que o assassinato foi coberto de mistério.
“Alguns alunos da Universidade de Dhaka mataram Swapan sob o pretexto de ele ter roubado um telefone celular”, conta Karim. “Os alunos dizem que o pegaram em flagrante; então por que não o entregaram a nós (a polícia)? Se ele tivesse roubado qualquer coisa nós as teríamos recuperado”.
A polícia investigará o caso como assassinato, disse Karim.
Karim negou as declarações dos jornais de Bangladesh de que ele teria dito que Swapan e três cúmplices teriam tentado roubar um celular de Mohammed.
Calúnias
Quase toda a mídia retratou Swapan Mondol, que estudava teologia no Centro de Desenvolvimento Cristão em Dhaka e tinha completado estudos em teologia em Bangalore, na Índia, como um ladrão que operava no parque entre as prostitutas.
“Estou tão chocada com a mídia, por terem publicado essas calúnias mordazes contra ele”, declarou a esposa de Swapan. “As reportagens colocaram mais lenha na fogueira e, de uma maneira indireta, apoiaram a gangue de linchadores”.
Lucky conta que alguns jornais colocaram declarações suas, apesar de ela nunca ter falado com repórteres.
“Um dos jornais mais lidos de Bangladesh disse que meu marido costumava a ir ao parque todos os dias, e que eu tinha dito isso a eles”, conta Lucky, “e isso é uma mentira deslavada. Durante 15 ou 20 dias em cada mês, meu marido costumava visitar vários distritos no país por causa de seu trabalho na igreja. Como a morte de um homem inocente virou um escândalo!”.
O presidente da FCCB, Albert P. Mridha contou que Swapan, pai de uma criança de 10 anos, era um obreiro sério e leal que trabalhou durante 14 anos em um ministério nacional.
“Não temos programa em nossa igreja que trabalhe com as prostitutas que ficam no parque”, declara o presidente da FCCB.
Albert Mridha conta que uma semana antes de ser assassinado, Swapan havia voltado de uma viagem de três semanas que fizera ao sul de Bangladesh para coordenar as atividades das igrejas ali. Ele planejava pregar em uma reunião de avivamento no norte de Bangladesh.
“A maior parte dos dias do mês, Swapan viajava a trabalho”, continua o presidente. “às vezes ele ia à universidade ver alguma programação cultural”.
A mídia de Bangladesh também identificou erroneamente Swapan como empregado de uma ONG, ao que Mridha também corrigiu, dizendo que um obreiro de uma igreja não é um empregado de uma ONG.
“Ele era bastante honesto e sincero em seu trabalho”, declara o presidente da FCCB. “Se 14 anos de convivência me permitem declarar alguma coisa sobre o assunto, o que eu digo é que Swapan não estava envolvido com roubo. O motivo para assassiná-lo foi outro e não sabemos qual, mas dizer que o mataram porque ele estava roubando um celular é pretexto”.
http://www.portasabertas.org.br/noticias/noticia.asp?ID=5678
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Censo confirma: agricultura familiar produz mais em menor área
.
Setor emprega quase 75% da mão-de-obra no campo e é responsável pela
segurança alimentar dos brasileiros, produzindo 70% do feijão e 87% da
mandioca consumidos no país.
O Censo Agropecuário 2006 traz uma novidade: pela primeira vez, a
agricultura familiar brasileira é retratada nas pesquisas feitas pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Foram identificados 4.367.902 estabelecimentos de agricultura familiar, que
representam 84,4% do total, (5.175.489 estabelecimentos) mas ocupam apenas
24,3% (ou 80,25 milhões de hectares) da área dos estabelecimentos
agropecuários brasileiros.
Apesar de ocupar apenas um quarto da área, a agricultura familiar responde
por 38% do valor da produção (ou R$ 54,4 bilhões) desse total. Mesmo
cultivando uma área menor, a agricultura familiar é responsável por garantir
a segurança alimentar do País, gerando os produtos da cesta básica
consumidos pelos brasileiros. O valor bruto da produção na agricultura
familiar é de 677 reais por hectare/ano.
"Isso mostra a representatividade, o peso deste setor para a formação da
nossa economia e da produção primária no País. Com isso, a agricultura
familiar demonstra capacidade em gerar renda, em aproveitar bem o espaço
físico e contribuir para a produção agrícola brasileira", afirma Daniel
Maia, ministro interino do Desenvolvimento Agrário.
Os dados do IBGE apontam que em 2006, a agricultura familiar foi responsável
por 87% da produção nacional de mandioca, 70% da produção de feijão, 46% do
milho, 38% do café , 34% do arroz, 58% do leite e, ainda, 21% do trigo. A
cultura com menor participação da agricultura familiar foi a soja (16%). O
valor médio da produção anual da agricultura familiar foi de R$ 13,99 mil.
Permanência no campo
Outro resultado positivo apontado pelo Censo 2006 é o número de pessoas
ocupadas na agricultura: 12,3 milhões de trabalhadores no campo estão em
estabelecimentos da agricultura familiar (74,4% do total de ocupados no
campo). Ou seja, de cada dez ocupados no campo, sete estão na agricultura
familiar , que emprega 15,3 pessoas por 100 hectares.
Para o ministro interino, esses números refletem a eficácia das políticas do
Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para manter os agricultores
familiares no campo com boa produção e renda. "Os resultados desse Censo
permitem constatar o quanto a participação da agricultura familiar é
importante para a agropecuária e para a economia brasileira. O cenário,
antes de pauperização e fuga do homem do campo, está sendo mudado,
revertido", frisa.
Dois terços do total de ocupados no campo são homens. Mas o número de
mulheres é bastante expressivo: 4,1 milhões de trabalhadoras no campo estão
na agricultura familiar. As mulheres também são responsáveis pela direção de
cerca de 600 mil estabelecimentos de agricultura familiar.
O Censo Agropecuário 2006 revela ainda que dos 4,3 milhões de
estabelecimentos, 3,2 milhões de produtores são proprietários da terra. Isso
representa 74,7% dos estabelecimentos com uma área de 87,7%.
Os critérios que definem o que é agricultura familiar foram determinados
pela Lei nº 11.326 aprovada em 2006. Eles são mais restritivos do que os
critérios usados em estudos feitos anteriormente por outros organismos como
a Fao/Incra e universidades brasileiras que estudaram o setor. A Lei 11.326
determina que quatro módulos fiscais é o limite máximo para um
empreendimento familiar. Determina também que a mão-de-obra deve ser
predominantemente da própria família e a renda deve ser originada nas
atividades da propriedade e a direção também tem que ser feita por um membro
da família.
(MDA / www.e-campo.com.br)
Nota do Chicão:
A grande mídia atua tentando IMPREGNAR na mente dos brasileiros imagens erradas sobre o campo brasileiro.
Eles passam e repassam as mesmas imagens.
A grande propriedade é sempre mostrada com muitos tratores e colhedeiras,
a pequena propriedade é sempre mostrada como um bando de coitadinhos sofredores.
A grande propriedade é descrita como moderna, produtiva e eficiente.
A pequena propriedade é descrita como pobre e ineficiente.
De tanto mostrar estas duas imagens muita gente está acreditando nisto. Pensam com a cabeça dos donos das empresas de mídia, que ganham DINHEIRO com este serviço prestado DE DOMINAÇÃO MENTAL.
Este texto mostra que a verdade é DIFERENTE da imagem.
A realidade é que a grande propriedade normalmente produz pouco, à excessão de uma minoria que é melhor administrada (as que aparecem na televisão).
São tão MAL ADMINISTRADAS que hoje uma das principais "fonte de renda" é pegar dinheiro emprestado do crédito rural e depois ficar eternamente "renegociando". Os grandes proprietários dizem que não tem condição de pagar as dívidas. Eles compram casa, viajam para o exterior, comem do bom e do melhor, mas não "tem condição" de pagar suas dívidas.
Virou um negoção ser pouco eficiente! Esta é a forma de vida da imensa maioria dos grandes proprietários.
Quando o governo federal ameaçou elevar os índices de produtividade foi uma chiadeira dos grandes proprietários.
E teve o APOIO da imensa maioria dos pequenos.
Os grandes choram porque sabem que são INEFICIENTES em sua imensa maioria.
Quem mais gera empregos e renda para o povo brasileiro é a pequena propriedade.
Leia também no Blog do Chicão:
O jogo político dos ruralistas que devem bilhões de reais para o governo federal
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/o-jogo-politico-dos-ruralistas-que.html
Kátia Abreu e o jogo político dos que devem bilhões de reais para o governo federal
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/katia-abreu-e-o-jogo-politico-dos-que.html
Tocantins: políticos se esbaldam com terra quase de graça
http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/07/23/tocantins-politicos-se-esbaldam-com-terra-quase-de-graca/
Leia a nota do Movimento dos Pequenos Agricultores sobre a mudança dos índices de produtividade
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/indice-de-produtividade-rural-com.html
Reforma Agrária e índices de produtividade
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/reforma-agraria-e-indices-de.html
.
Setor emprega quase 75% da mão-de-obra no campo e é responsável pela
segurança alimentar dos brasileiros, produzindo 70% do feijão e 87% da
mandioca consumidos no país.
O Censo Agropecuário 2006 traz uma novidade: pela primeira vez, a
agricultura familiar brasileira é retratada nas pesquisas feitas pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Foram identificados 4.367.902 estabelecimentos de agricultura familiar, que
representam 84,4% do total, (5.175.489 estabelecimentos) mas ocupam apenas
24,3% (ou 80,25 milhões de hectares) da área dos estabelecimentos
agropecuários brasileiros.
Apesar de ocupar apenas um quarto da área, a agricultura familiar responde
por 38% do valor da produção (ou R$ 54,4 bilhões) desse total. Mesmo
cultivando uma área menor, a agricultura familiar é responsável por garantir
a segurança alimentar do País, gerando os produtos da cesta básica
consumidos pelos brasileiros. O valor bruto da produção na agricultura
familiar é de 677 reais por hectare/ano.
"Isso mostra a representatividade, o peso deste setor para a formação da
nossa economia e da produção primária no País. Com isso, a agricultura
familiar demonstra capacidade em gerar renda, em aproveitar bem o espaço
físico e contribuir para a produção agrícola brasileira", afirma Daniel
Maia, ministro interino do Desenvolvimento Agrário.
Os dados do IBGE apontam que em 2006, a agricultura familiar foi responsável
por 87% da produção nacional de mandioca, 70% da produção de feijão, 46% do
milho, 38% do café , 34% do arroz, 58% do leite e, ainda, 21% do trigo. A
cultura com menor participação da agricultura familiar foi a soja (16%). O
valor médio da produção anual da agricultura familiar foi de R$ 13,99 mil.
Permanência no campo
Outro resultado positivo apontado pelo Censo 2006 é o número de pessoas
ocupadas na agricultura: 12,3 milhões de trabalhadores no campo estão em
estabelecimentos da agricultura familiar (74,4% do total de ocupados no
campo). Ou seja, de cada dez ocupados no campo, sete estão na agricultura
familiar , que emprega 15,3 pessoas por 100 hectares.
Para o ministro interino, esses números refletem a eficácia das políticas do
Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para manter os agricultores
familiares no campo com boa produção e renda. "Os resultados desse Censo
permitem constatar o quanto a participação da agricultura familiar é
importante para a agropecuária e para a economia brasileira. O cenário,
antes de pauperização e fuga do homem do campo, está sendo mudado,
revertido", frisa.
Dois terços do total de ocupados no campo são homens. Mas o número de
mulheres é bastante expressivo: 4,1 milhões de trabalhadoras no campo estão
na agricultura familiar. As mulheres também são responsáveis pela direção de
cerca de 600 mil estabelecimentos de agricultura familiar.
O Censo Agropecuário 2006 revela ainda que dos 4,3 milhões de
estabelecimentos, 3,2 milhões de produtores são proprietários da terra. Isso
representa 74,7% dos estabelecimentos com uma área de 87,7%.
Os critérios que definem o que é agricultura familiar foram determinados
pela Lei nº 11.326 aprovada em 2006. Eles são mais restritivos do que os
critérios usados em estudos feitos anteriormente por outros organismos como
a Fao/Incra e universidades brasileiras que estudaram o setor. A Lei 11.326
determina que quatro módulos fiscais é o limite máximo para um
empreendimento familiar. Determina também que a mão-de-obra deve ser
predominantemente da própria família e a renda deve ser originada nas
atividades da propriedade e a direção também tem que ser feita por um membro
da família.
(MDA / www.e-campo.com.br)
Nota do Chicão:
A grande mídia atua tentando IMPREGNAR na mente dos brasileiros imagens erradas sobre o campo brasileiro.
Eles passam e repassam as mesmas imagens.
A grande propriedade é sempre mostrada com muitos tratores e colhedeiras,
a pequena propriedade é sempre mostrada como um bando de coitadinhos sofredores.
A grande propriedade é descrita como moderna, produtiva e eficiente.
A pequena propriedade é descrita como pobre e ineficiente.
De tanto mostrar estas duas imagens muita gente está acreditando nisto. Pensam com a cabeça dos donos das empresas de mídia, que ganham DINHEIRO com este serviço prestado DE DOMINAÇÃO MENTAL.
Este texto mostra que a verdade é DIFERENTE da imagem.
A realidade é que a grande propriedade normalmente produz pouco, à excessão de uma minoria que é melhor administrada (as que aparecem na televisão).
São tão MAL ADMINISTRADAS que hoje uma das principais "fonte de renda" é pegar dinheiro emprestado do crédito rural e depois ficar eternamente "renegociando". Os grandes proprietários dizem que não tem condição de pagar as dívidas. Eles compram casa, viajam para o exterior, comem do bom e do melhor, mas não "tem condição" de pagar suas dívidas.
Virou um negoção ser pouco eficiente! Esta é a forma de vida da imensa maioria dos grandes proprietários.
Quando o governo federal ameaçou elevar os índices de produtividade foi uma chiadeira dos grandes proprietários.
E teve o APOIO da imensa maioria dos pequenos.
Os grandes choram porque sabem que são INEFICIENTES em sua imensa maioria.
Quem mais gera empregos e renda para o povo brasileiro é a pequena propriedade.
Leia também no Blog do Chicão:
O jogo político dos ruralistas que devem bilhões de reais para o governo federal
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/o-jogo-politico-dos-ruralistas-que.html
Kátia Abreu e o jogo político dos que devem bilhões de reais para o governo federal
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/katia-abreu-e-o-jogo-politico-dos-que.html
Tocantins: políticos se esbaldam com terra quase de graça
http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/07/23/tocantins-politicos-se-esbaldam-com-terra-quase-de-graca/
Leia a nota do Movimento dos Pequenos Agricultores sobre a mudança dos índices de produtividade
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/indice-de-produtividade-rural-com.html
Reforma Agrária e índices de produtividade
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/reforma-agraria-e-indices-de.html
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segunda-feira, 27 de abril de 2009
A sede de poder da classe alta (lei de incentivo a cultura)
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A sonho político dos donos da Globo e da Editora Abril tem o nome de livre manisfestação comercial e a auto-regulação.
O que significa isto: eles decidem, eles fiscalizam e eles punem.
Numa sociedade democrática a auto-regulação é secundária. A sociedade democrática se baseia em leis e normas que devem ser cumpridas por todos.
Imagine você se as normas que regem a qualidade dos pneus de carros fossem de adesão voluntária. Você ficaria tranquilo em colocar um pneu no seu carro?
Auto-regulação é a forma que os mais poderosos possuem para resguadarem para eles próprios o direito de decisão e a CERTEZA DE IMPUNIDADE.
Os conservadores no Brasil sempre tentaram desqualificar (NEGATIVIZAR) a luta que setores da sociedade fazem, por exemplo, contra toda e qualquer propaganda de bebida alcoolica. Outro dia lançaram um manifesto dizendo que a propaganda não faz ninguém tornar alcoolatra.
Qualquer besta sabe que a propaganda busca induzir o consumo de um certo produto e de uma certa marca. Portanto, a propaganda é peça fundamental para se conquistar mercado, inclusive de bebida alcoolica. Ou seja, é incentivo para as pessoas beberem.
Nosso país não precisa deste tipo de incentivo. Algumas empresas precisam deste dinheirão todo. São jornais, revistas, artistas, publicitários, etc.
Ao fazerem a proposta INDECOROSA de auto-regulação eles propõem que eles mesmos decidam o que a sociedade toda deve ver, ouvir, saber, etc. Querem ser uma espécie de reizinhos.
Eles sonham com isto: quem decide somos nós, todos poder está em nós e vocês não podem dar palpite em nada.
Já denunciei várias vezes que os grupos de mídia fizeram uma aliança com outros setores da sociedade, como (por exemplo) os setores mais atrasados do meio rural, para apoio mútuo. Este apoio mútuo se chama a grande aliança conservadora. Ele significa a busca de mais poder, dinheiro e certeza de impunidade.
Mais dinheiro, mais poder e a certeza de impunidade. Uma das frentes desta busca é o uso do dinheiro público para interesses pessoais e das próprias empresas.
A lei de "incentivo" à cultura é um caso destes. Em nome da cultura eles pegam o dinheiro público e o usam em seu próprio interesse.
A forma de apropriação do dinheiro público são várias. Eles são criativos e sempre buscam atingir este fim (ficar com o dinheiro público no próprio bolso).
Gostaria de convida-los a ler dois textos:
Abusos na Lei Rouanet: Armínio Fraga e o anúncio do Bradesco na Globo
Mudança na Lei Rouanet fará um reforma "agrária" no latifúndio da cultura
ATUALIZAÇÃO:
"Mas o Jô Soares disse para suas meninas que o ministro não deveria intervir
naquilo que está dando tão certo ...
Ninguém me contou. Eu vi no Diário Oficial
Um Show da Sandy e Jr. teve aporte de 300.000 da lei Roiuanet.
Não foi um CD não. Foi um show.
O show deve ter sido um sucesso.
Alexandre Porto"
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A sonho político dos donos da Globo e da Editora Abril tem o nome de livre manisfestação comercial e a auto-regulação.
O que significa isto: eles decidem, eles fiscalizam e eles punem.
Numa sociedade democrática a auto-regulação é secundária. A sociedade democrática se baseia em leis e normas que devem ser cumpridas por todos.
Imagine você se as normas que regem a qualidade dos pneus de carros fossem de adesão voluntária. Você ficaria tranquilo em colocar um pneu no seu carro?
Auto-regulação é a forma que os mais poderosos possuem para resguadarem para eles próprios o direito de decisão e a CERTEZA DE IMPUNIDADE.
Os conservadores no Brasil sempre tentaram desqualificar (NEGATIVIZAR) a luta que setores da sociedade fazem, por exemplo, contra toda e qualquer propaganda de bebida alcoolica. Outro dia lançaram um manifesto dizendo que a propaganda não faz ninguém tornar alcoolatra.
Qualquer besta sabe que a propaganda busca induzir o consumo de um certo produto e de uma certa marca. Portanto, a propaganda é peça fundamental para se conquistar mercado, inclusive de bebida alcoolica. Ou seja, é incentivo para as pessoas beberem.
Nosso país não precisa deste tipo de incentivo. Algumas empresas precisam deste dinheirão todo. São jornais, revistas, artistas, publicitários, etc.
Ao fazerem a proposta INDECOROSA de auto-regulação eles propõem que eles mesmos decidam o que a sociedade toda deve ver, ouvir, saber, etc. Querem ser uma espécie de reizinhos.
Eles sonham com isto: quem decide somos nós, todos poder está em nós e vocês não podem dar palpite em nada.
Já denunciei várias vezes que os grupos de mídia fizeram uma aliança com outros setores da sociedade, como (por exemplo) os setores mais atrasados do meio rural, para apoio mútuo. Este apoio mútuo se chama a grande aliança conservadora. Ele significa a busca de mais poder, dinheiro e certeza de impunidade.
Mais dinheiro, mais poder e a certeza de impunidade. Uma das frentes desta busca é o uso do dinheiro público para interesses pessoais e das próprias empresas.
A lei de "incentivo" à cultura é um caso destes. Em nome da cultura eles pegam o dinheiro público e o usam em seu próprio interesse.
A forma de apropriação do dinheiro público são várias. Eles são criativos e sempre buscam atingir este fim (ficar com o dinheiro público no próprio bolso).
Gostaria de convida-los a ler dois textos:
Abusos na Lei Rouanet: Armínio Fraga e o anúncio do Bradesco na Globo
Mudança na Lei Rouanet fará um reforma "agrária" no latifúndio da cultura
ATUALIZAÇÃO:
"Mas o Jô Soares disse para suas meninas que o ministro não deveria intervir
naquilo que está dando tão certo ...
Ninguém me contou. Eu vi no Diário Oficial
Um Show da Sandy e Jr. teve aporte de 300.000 da lei Roiuanet.
Não foi um CD não. Foi um show.
O show deve ter sido um sucesso.
Alexandre Porto"
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quarta-feira, 18 de março de 2009
Rede Record, Rede Globo e Folha de São Paulo e NACIONALISMO
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Fiquei sabendo que a circulação do jornal Folha de São Paulo diminuiu de 513 mil (1998) para 299 mil (2008). Uma queda enorme.
Com menos leitores o jornal torna-se mais dependente dos anunciantes. Principalmente dos grandes anunciantes. Os maiores anunciantes são governos e algumas empresas (boa parte delas multinacionais).
Quem tem dinheiro tem poder. Poder de influenciar juízes, jornalistas, políticos e a linha editorial de jornais.
A liberdade de imprensa acaba se tornando liberdade de quem tem dinheiro, pois custa muito caro manter um jornal.
Isto explica muitas notícias que saem na Folha de SP. E explica muitas notícias que DEIXAM de sair no jornal. Os assentamentos ligados ao MST produzem MILHÕES de toneladas de alimentos. Qual a probabilidade deste fato virar notícia, ser debatido e receber muitas reportagens? NENHUMA.
A imprensa conservadora depende cada vez mais, para sobreviver, de ser compromissada com os grandes interesses, principalmente do capital internacional.
Continuar a ter acesso a linhas do BNDES em igualdade de condições com pequenas e médias empresas genuinamente nacionais é um dos pontos que interessam ao grande capital internacional.
Imagine você: uma empresa de logística inglesa vem para o Brasil e começa a transportar carga. Ela tem acesso a linhas de créditos da mesma forma que uma pequena transportadora do interior. Advinha se a concorrência vai ser justa?
Moral da história: a classe média reclama de que está cada vez mais difícil montar pequenos negócios no Brasil. Elas acham que o problema é apenas os impostos e burocracia. Não, não é apenas isto. Os créditos mais baratos acabam indo, em grande parte, para financiar o grande capital. Um exemplo é a empresa Anglo-american (minérios) que veio para o Brasil e já "papou" alguns bilhões do BNDES. Tudo dentro da lei e com o apoio dos jornais conservadores que dependem das verbas destas grandes empresas.
Mudando de assunto: quem desafia a rede Globo? A rede Record. Acho que no final deve vencer a Record. A globo e outros vão fazer muita pressão para aumentar o capital estrangeiro na área de televisão. Querem ter sócios "fortes" para sobreviver.
Dois pontos:
1) muito pior que a hegemonia da Globo será uma possível hegemonia da Record (igreja universal). Bem pior que uma hegemonia Americana será uma hegemonia chinesa.
2) parece piada os estrategistas militares brasileiros acharem que o risco para nossa nação são as reservas indígenas. Quem é verdadeiramente nacionalista deve estar atento a alguns fatores:
- desnacionalização da imprensa e da TV, Tv a cabo, rádio, etc. Muito melhor do que invadir um país é fazer a cabeça da população para seguirem os interesses dos dominadores estrangeiros.
- desnacionalização da educação (escolas e universidades) - fazer a cabeça da juventude para acreditarem no que interessa aos outros países.
- acordos globais de empresas que não dão a mínima oportunidade de empresários brasileiros se mostrarem competentes e concorrerem de igual para igual. (Quem quiser um exemplo estudem o acordo entre a Motorola e a Manpower. A Manpower passou a cuidar da área de seleção de pessoal da Motorola e os empresários de Campinas, que faziam muito bem feito a tarefa, foram jogados NA LATA DO LIXO).
QUEM É VERDADEIRAMENTE NACIONALISTA DEVE PRESTAR MUITA ATENÇÃO AO QUE FOI DESCRITO NESTE TEXTO E PARAR DE FOCAR NOS ÍNDIOS QUE SÃO TÃO BRASILEIROS QUANTO NÓS.
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Fiquei sabendo que a circulação do jornal Folha de São Paulo diminuiu de 513 mil (1998) para 299 mil (2008). Uma queda enorme.
Com menos leitores o jornal torna-se mais dependente dos anunciantes. Principalmente dos grandes anunciantes. Os maiores anunciantes são governos e algumas empresas (boa parte delas multinacionais).
Quem tem dinheiro tem poder. Poder de influenciar juízes, jornalistas, políticos e a linha editorial de jornais.
A liberdade de imprensa acaba se tornando liberdade de quem tem dinheiro, pois custa muito caro manter um jornal.
Isto explica muitas notícias que saem na Folha de SP. E explica muitas notícias que DEIXAM de sair no jornal. Os assentamentos ligados ao MST produzem MILHÕES de toneladas de alimentos. Qual a probabilidade deste fato virar notícia, ser debatido e receber muitas reportagens? NENHUMA.
A imprensa conservadora depende cada vez mais, para sobreviver, de ser compromissada com os grandes interesses, principalmente do capital internacional.
Continuar a ter acesso a linhas do BNDES em igualdade de condições com pequenas e médias empresas genuinamente nacionais é um dos pontos que interessam ao grande capital internacional.
Imagine você: uma empresa de logística inglesa vem para o Brasil e começa a transportar carga. Ela tem acesso a linhas de créditos da mesma forma que uma pequena transportadora do interior. Advinha se a concorrência vai ser justa?
Moral da história: a classe média reclama de que está cada vez mais difícil montar pequenos negócios no Brasil. Elas acham que o problema é apenas os impostos e burocracia. Não, não é apenas isto. Os créditos mais baratos acabam indo, em grande parte, para financiar o grande capital. Um exemplo é a empresa Anglo-american (minérios) que veio para o Brasil e já "papou" alguns bilhões do BNDES. Tudo dentro da lei e com o apoio dos jornais conservadores que dependem das verbas destas grandes empresas.
Mudando de assunto: quem desafia a rede Globo? A rede Record. Acho que no final deve vencer a Record. A globo e outros vão fazer muita pressão para aumentar o capital estrangeiro na área de televisão. Querem ter sócios "fortes" para sobreviver.
Dois pontos:
1) muito pior que a hegemonia da Globo será uma possível hegemonia da Record (igreja universal). Bem pior que uma hegemonia Americana será uma hegemonia chinesa.
2) parece piada os estrategistas militares brasileiros acharem que o risco para nossa nação são as reservas indígenas. Quem é verdadeiramente nacionalista deve estar atento a alguns fatores:
- desnacionalização da imprensa e da TV, Tv a cabo, rádio, etc. Muito melhor do que invadir um país é fazer a cabeça da população para seguirem os interesses dos dominadores estrangeiros.
- desnacionalização da educação (escolas e universidades) - fazer a cabeça da juventude para acreditarem no que interessa aos outros países.
- acordos globais de empresas que não dão a mínima oportunidade de empresários brasileiros se mostrarem competentes e concorrerem de igual para igual. (Quem quiser um exemplo estudem o acordo entre a Motorola e a Manpower. A Manpower passou a cuidar da área de seleção de pessoal da Motorola e os empresários de Campinas, que faziam muito bem feito a tarefa, foram jogados NA LATA DO LIXO).
QUEM É VERDADEIRAMENTE NACIONALISTA DEVE PRESTAR MUITA ATENÇÃO AO QUE FOI DESCRITO NESTE TEXTO E PARAR DE FOCAR NOS ÍNDIOS QUE SÃO TÃO BRASILEIROS QUANTO NÓS.
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sábado, 31 de janeiro de 2009
A goela aberta dos que querem tudo
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BRASÍLIA – Não demorou a aparecer o melhor termômetro para aferir o acerto das medidas adotadas quarta-feira pelo presidente Lula, aumentando investimentos públicos, ampliando o Bolsa-Família, a merenda, o transporte escolar e confirmando o aumento do salário mínimo. Foi significativa a febre de que se viram acometidos os megaempresários, protestando contra o aumento de gastos públicos, apesar dos cortes de custeio no orçamento da União, anunciados antes. Ontem, estrilaram a mais não poder através de suas associações corporativas e de seus porta-vozes amestrados.
Para eles, é dever do Estado utilizar recursos do Tesouro para ajudá-los a sair do sufoco, desde os já liberados aos anunciados 100 bilhões que o BNDES distribuirá. Trata-se, porém, na singular visão da plutocracia, de demagogia e de desperdício destinar dinheiro público para minorar as agruras dos mais pobres, criar empregos em meio à onda de dispensas e governar para o andar de baixo.
Note-se que o governo também não deixou de contemplá-los, com a esdrúxula revogação, em menos de 24 horas, das iniciativas que restringiriam importações e criariam barreiras alfandegárias para proteger o interesse nacional.
Numa palavra, não tem limites a goela aberta das elites, felizmente não todas. Querem salvar-se com benesses públicas, mas não se dispõem a ceder em nada, como exemplifica sua intransigência em, mesmo recebendo bilhões, recusarem o compromisso de interromper as demissões em massa.
E estão indo além, nacional e internacionalmente: no Fórum de Davos, o que mais se ouve é que os governos devem salvar a economia mundial com seus recursos, mas sem regulamentar o sistema financeiro e estarem preparados para cair fora ao primeiro sinal de normalização.
Carlos Chagas /Tribuna de Imprensa
Nota do Chicão:
Existe uma questão histórica que é sede incontrolável de poder por qualquer grupo humano que seja a "elite" de uma sociedade.
Na idade média, não bastava todos os poderes dos senhores feudais. Alguns exigiam ser o primeiro "a dormir" com as donzelas. O problema não é apenas eles quererem. Se não houve uma revolta dos "seus subordinados" que deveriam entregar suas filhas é porque eles davam um jeito de justificar.
Este ato de justificar é a ideologia. Ela é capaz de justificar tudo na mente de quem permite ser dominado.
Pode ter certeza de que naquela época existiam pais que levavam suas filhas para serem desvirginadas e achavam aquilo correto, justo, etc.
Não há dominação da elite sem que os "outros" a apoiem.
No Brasil, a classe média e a pobre são mestres em considerar que o discurso da elite é a favor da sociedade.
Não, não é.
É favor dos interesses dela. E o interesse é aumentar seu poder, aumentar sua capacidade de manter o dinheiro em suas mãos.
A discussão sobre a carga tributária é simbólica. Estamos em janeiro. Todos que possuem veículos auto-motores estão recebendo o IPVA. Carros, motos, jatinhos... Opa! Jatinho não paga IPVA...
O sonho dos donos das grandes mídias é que eles se auto-regulem. Ou seja, o poder fica com quem tem dinheiro, tem o negócio. Democracia? Para o quê?
O que é auto-regulação? Eles são donos, eles decidem, a justiça não pode dar pitaco, eles ficam impunes e, por fim, se houver alguma dúvida eles reúnem e tomam a decisão final.
Você acredita que o Silvio Santos vai decidir o que é melhor para o Brasil? Você acredita que os donos da Globo tem melhores condições, inclusive morais, de decidir que você?
Pense bem. Para dominar, a elite precisa do apoio da sociedade.
Distribuição de renda e emprego para os filhos da classe média
Consumidores conscientes e a reação dos conservadores
O sonho da classe alta e a insensatez da classe média
.
BRASÍLIA – Não demorou a aparecer o melhor termômetro para aferir o acerto das medidas adotadas quarta-feira pelo presidente Lula, aumentando investimentos públicos, ampliando o Bolsa-Família, a merenda, o transporte escolar e confirmando o aumento do salário mínimo. Foi significativa a febre de que se viram acometidos os megaempresários, protestando contra o aumento de gastos públicos, apesar dos cortes de custeio no orçamento da União, anunciados antes. Ontem, estrilaram a mais não poder através de suas associações corporativas e de seus porta-vozes amestrados.
Para eles, é dever do Estado utilizar recursos do Tesouro para ajudá-los a sair do sufoco, desde os já liberados aos anunciados 100 bilhões que o BNDES distribuirá. Trata-se, porém, na singular visão da plutocracia, de demagogia e de desperdício destinar dinheiro público para minorar as agruras dos mais pobres, criar empregos em meio à onda de dispensas e governar para o andar de baixo.
Note-se que o governo também não deixou de contemplá-los, com a esdrúxula revogação, em menos de 24 horas, das iniciativas que restringiriam importações e criariam barreiras alfandegárias para proteger o interesse nacional.
Numa palavra, não tem limites a goela aberta das elites, felizmente não todas. Querem salvar-se com benesses públicas, mas não se dispõem a ceder em nada, como exemplifica sua intransigência em, mesmo recebendo bilhões, recusarem o compromisso de interromper as demissões em massa.
E estão indo além, nacional e internacionalmente: no Fórum de Davos, o que mais se ouve é que os governos devem salvar a economia mundial com seus recursos, mas sem regulamentar o sistema financeiro e estarem preparados para cair fora ao primeiro sinal de normalização.
Carlos Chagas /Tribuna de Imprensa
Nota do Chicão:
Existe uma questão histórica que é sede incontrolável de poder por qualquer grupo humano que seja a "elite" de uma sociedade.
Na idade média, não bastava todos os poderes dos senhores feudais. Alguns exigiam ser o primeiro "a dormir" com as donzelas. O problema não é apenas eles quererem. Se não houve uma revolta dos "seus subordinados" que deveriam entregar suas filhas é porque eles davam um jeito de justificar.
Este ato de justificar é a ideologia. Ela é capaz de justificar tudo na mente de quem permite ser dominado.
Pode ter certeza de que naquela época existiam pais que levavam suas filhas para serem desvirginadas e achavam aquilo correto, justo, etc.
Não há dominação da elite sem que os "outros" a apoiem.
No Brasil, a classe média e a pobre são mestres em considerar que o discurso da elite é a favor da sociedade.
Não, não é.
É favor dos interesses dela. E o interesse é aumentar seu poder, aumentar sua capacidade de manter o dinheiro em suas mãos.
A discussão sobre a carga tributária é simbólica. Estamos em janeiro. Todos que possuem veículos auto-motores estão recebendo o IPVA. Carros, motos, jatinhos... Opa! Jatinho não paga IPVA...
O sonho dos donos das grandes mídias é que eles se auto-regulem. Ou seja, o poder fica com quem tem dinheiro, tem o negócio. Democracia? Para o quê?
O que é auto-regulação? Eles são donos, eles decidem, a justiça não pode dar pitaco, eles ficam impunes e, por fim, se houver alguma dúvida eles reúnem e tomam a decisão final.
Você acredita que o Silvio Santos vai decidir o que é melhor para o Brasil? Você acredita que os donos da Globo tem melhores condições, inclusive morais, de decidir que você?
Pense bem. Para dominar, a elite precisa do apoio da sociedade.
Distribuição de renda e emprego para os filhos da classe média
Consumidores conscientes e a reação dos conservadores
O sonho da classe alta e a insensatez da classe média
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domingo, 4 de janeiro de 2009
Desaceleração NÃO é recessão
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Eu conheço muita gente e converso com muita gente, principalmente quando saio a pé na rua.
Andando pela rua encontrei um rapaz e sua mãe que estavam preocupadíssimos com o desemprego por causa da crise econômica.
Estavam pensando que vai ter desemprego em massa.
São pessoas de classe média que se informam através da televisão e de revistas.
São pessoas que estão acostumadas a deixarem que seus emocionais dominem a razão.
A expectativa emocional, a área que a imprensa conservadora gosta de atingir, lhes indica que a crise internacional (muito séria) será devastadora para o Brasil.
O rapaz trabalha em um banco. Ele me disse: "todos os dias aparece algum recém desempregado querendo fechar a conta onde recebia o salário". Ele estava horrorizado. Preocupadíssimo.
Perguntei: "Quantos aparecem para abrir conta porque foram contratados?"
Ele respondeu; "Quase ninguém..."
Como conheço a realidade da minha cidade sabia que era impossível tal fato estar acontecendo. Era a típica percepção de quem está emocionalmente envolvido.
Pedi um grande favor para ele. No dia seguinte ele iria pegar as contas fechadas e as abertas na agência onde trabalha (e tem um cargo alto). Também olharia o desempenho de vendas (seguros, etc).
No outro dia fui até a agência conversar com ele. O total de contas abertas e fechadas foi praticamente igual. As vendas de seguros e outros se mantiveram dentro da meta.
Eu disse que ele estava acostumado a companhar emocionalmente os xiliques da mídia conservadora. Ela conta com esta emoção enorme, pois é o que dificulta às pessoas a raciocinarem e NÃO buscarem dados reais.
Leia a notícia abaixo:
Construção civil deve crescer entre 3,5% e 4,5% em 2009, prevê Sinduscon
Roberto Loureiro
Apesar da crise financeira, a construção civil brasileira deverá manter o crescimento de 10% em 2008 e poderá crescer entre 3,5% e 4,5% em 2009. As afirmações foram feitas pelo presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, em entrevista coletiva à imprensa. Segundo ele, a construção deverá crescer mais que o PIB por conta das obras já contratadas, que deverão inclusive assegurar um crescimento da atividade do setor pelo menos até o fim do primeiro trimestre de 2009.
Segundo dados da FGV Projetos, há dois cenários possíveis. O primeiro é o Básico, no qual o nível de investimento será menos afetado, principalmente na construção civil. Neste caso, o PIB deverá crescer 3,8% e a construção civil, 4,7%. O segundo é o Cenário de Ajuste Lento, no qual o ambiente externo é menos favorável e a incerteza leva ao cancelamento de um número maior de investimentos. Neste caso, o PIB deverá crescer 2,8% e a construção civil, 3,5%.
Na avaliação do SindusCon-SP, o Cenário Básico é factível. “Obras já iniciadas em 2008 vão garantir a continuidade da atividade em 2009. Os financiamentos da Poupança e do FGTS não foram afetados pela crise de crédito. O BNDES deve garantir uma parte importante dos investimentos em infra-estrutura, também contemplados nos Orçamentos da União, Estados e Municípios. Por isso, acreditamos na probabilidade de o setor poderá crescer entre 3,5% e 4,5%”, diz Watanabe.
Na ocasião também foram apresentados os dados da 37ª Sondagem Nacional da Construção, realizada com uma amostra de 235 construtoras em todo o país. Os empresários ainda permanecem otimistas com relação aos lançamentos de imóveis para 2009, embora menos que no ano passado, sobretudo com relação ao mercado de média e baixa renda. De outro lado, as construtoras acreditam que os investimentos em infra-estrutura serão relevantes para o crescimento da construção.
Mais um texto interessante:
"Uma pesquisa do Datafolha revela que 29% dos trabalhadores brasileiros acham que perderão o emprego em 2009, o que mostra a extensão do medo disseminado. Nem em 1929 o desemprego chegou a tanto. Pesquisa do Ibope indica que 50% dos brasileiros vão reduzir gastos.
Se não revertermos esse pânico, aí, sim, teremos uma recessão em 2009. Portanto, demos vários tiros no pé, podería-mos ter passado relativamente imunes, mas não agora com esse pessimismo todo. Acreditar que reduzir juros resolve, como muitos estão sugerindo, é até infantil. Quem teme perder o emprego não compra a prazo nem com juro zero. Nem com redução de IPI".
Autor: Stephen Kanitz
Leia também meu texto:
Economia: a batalha pelas expectativas dos brasileiros
.
Eu conheço muita gente e converso com muita gente, principalmente quando saio a pé na rua.
Andando pela rua encontrei um rapaz e sua mãe que estavam preocupadíssimos com o desemprego por causa da crise econômica.
Estavam pensando que vai ter desemprego em massa.
São pessoas de classe média que se informam através da televisão e de revistas.
São pessoas que estão acostumadas a deixarem que seus emocionais dominem a razão.
A expectativa emocional, a área que a imprensa conservadora gosta de atingir, lhes indica que a crise internacional (muito séria) será devastadora para o Brasil.
O rapaz trabalha em um banco. Ele me disse: "todos os dias aparece algum recém desempregado querendo fechar a conta onde recebia o salário". Ele estava horrorizado. Preocupadíssimo.
Perguntei: "Quantos aparecem para abrir conta porque foram contratados?"
Ele respondeu; "Quase ninguém..."
Como conheço a realidade da minha cidade sabia que era impossível tal fato estar acontecendo. Era a típica percepção de quem está emocionalmente envolvido.
Pedi um grande favor para ele. No dia seguinte ele iria pegar as contas fechadas e as abertas na agência onde trabalha (e tem um cargo alto). Também olharia o desempenho de vendas (seguros, etc).
No outro dia fui até a agência conversar com ele. O total de contas abertas e fechadas foi praticamente igual. As vendas de seguros e outros se mantiveram dentro da meta.
Eu disse que ele estava acostumado a companhar emocionalmente os xiliques da mídia conservadora. Ela conta com esta emoção enorme, pois é o que dificulta às pessoas a raciocinarem e NÃO buscarem dados reais.
Leia a notícia abaixo:
Construção civil deve crescer entre 3,5% e 4,5% em 2009, prevê Sinduscon
Roberto Loureiro
Apesar da crise financeira, a construção civil brasileira deverá manter o crescimento de 10% em 2008 e poderá crescer entre 3,5% e 4,5% em 2009. As afirmações foram feitas pelo presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, em entrevista coletiva à imprensa. Segundo ele, a construção deverá crescer mais que o PIB por conta das obras já contratadas, que deverão inclusive assegurar um crescimento da atividade do setor pelo menos até o fim do primeiro trimestre de 2009.
Segundo dados da FGV Projetos, há dois cenários possíveis. O primeiro é o Básico, no qual o nível de investimento será menos afetado, principalmente na construção civil. Neste caso, o PIB deverá crescer 3,8% e a construção civil, 4,7%. O segundo é o Cenário de Ajuste Lento, no qual o ambiente externo é menos favorável e a incerteza leva ao cancelamento de um número maior de investimentos. Neste caso, o PIB deverá crescer 2,8% e a construção civil, 3,5%.
Na avaliação do SindusCon-SP, o Cenário Básico é factível. “Obras já iniciadas em 2008 vão garantir a continuidade da atividade em 2009. Os financiamentos da Poupança e do FGTS não foram afetados pela crise de crédito. O BNDES deve garantir uma parte importante dos investimentos em infra-estrutura, também contemplados nos Orçamentos da União, Estados e Municípios. Por isso, acreditamos na probabilidade de o setor poderá crescer entre 3,5% e 4,5%”, diz Watanabe.
Na ocasião também foram apresentados os dados da 37ª Sondagem Nacional da Construção, realizada com uma amostra de 235 construtoras em todo o país. Os empresários ainda permanecem otimistas com relação aos lançamentos de imóveis para 2009, embora menos que no ano passado, sobretudo com relação ao mercado de média e baixa renda. De outro lado, as construtoras acreditam que os investimentos em infra-estrutura serão relevantes para o crescimento da construção.
Mais um texto interessante:
"Uma pesquisa do Datafolha revela que 29% dos trabalhadores brasileiros acham que perderão o emprego em 2009, o que mostra a extensão do medo disseminado. Nem em 1929 o desemprego chegou a tanto. Pesquisa do Ibope indica que 50% dos brasileiros vão reduzir gastos.
Se não revertermos esse pânico, aí, sim, teremos uma recessão em 2009. Portanto, demos vários tiros no pé, podería-mos ter passado relativamente imunes, mas não agora com esse pessimismo todo. Acreditar que reduzir juros resolve, como muitos estão sugerindo, é até infantil. Quem teme perder o emprego não compra a prazo nem com juro zero. Nem com redução de IPI".
Autor: Stephen Kanitz
Leia também meu texto:
Economia: a batalha pelas expectativas dos brasileiros
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segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Negativizar a realidade para dominar as mentes
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Uma das formas de perpeturar todas as formas de opressão é a identificação dos que são oprimidos com os opressores. Ou seja, querem ser como os opressores.
O sonho dos escravos eram ser donos de escravos. Por isto não estranhei a notícia de que provavelmente no Quilombo dos Palmares havia escravidão. Havia o sonho de alguns serem livres e não de construir uma sociedade livre.
Todo pensamento tem seus limites. Sem reflexão e sem propostas os limites ficam sendo o limite colocado pela classe dominante e assimilada pelo conjunto da sociedade.
Na época em que alguns lutavam pelo fim da escravidão havia muitas "almas bondosas" que acreditavam que seria uma maldade acabar com a escravidão e "reduzir os escravos a uma situação de animalidade". Isto mesmo! Os ex-escravos iriam sofrer mais sendo livres do que como escravos. Ou seja, os que defendiam o fim da escravidão eram maldosos que não se importavam com o destino dos negros, principalmente os idosos e crianças.
Muitos acreditaram neste e em outros discursos. A função do discurso é justamente conseguir com que as pessoas PENSEM O QUE VAI GARANTIR A PERPETUAÇÃO DO QUE É REAL NAQUELE MOMENTO HISTÓRICO.
Por isto são construídos múltiplos discursos que visam conservar a realidade e o discurso que prega a mudança é sempre desqualificado. Se um discurso conservador não "colar" na cabeça de uma pessoa o outro pode colar. Outro discurso constante naquela época era que os negros livres e sem controle iriam roubar, estuprar e matar as famílias dos seus ex-proprietários. Iriam se vingar.
Vários discursos foram criados. Todos com a mesma finalidade: manter a escravidão. Precisou vir de fora um discurso que dizia: todos os seres humanos são iguais (liberdade, igualdade, fraternidade, lembram do discurso da revolução francesa?)Este discurso permitiu com que lentamente a sociedade ocidental mudasse.
Este discurso foi fundamental para conquistas como o fim da escravidão, a universalização do voto, o conceito de que todos devem estudar, etc. O mundo é melhor por causa deste discurso.
Hoje as conquistas são outras. Tomar cuidado para não reproduzir o discurso conservador é fundamental. Por exemplo, o discurso conservador adora discutir nomes (e não conteúdo). Lembra quando teve o xilique dos cartões corporativos? Eu chamaei atenção aqui para o risco de discutir algumas compras isoladamente (e de modo negativo). Dizia: daqui a pouco o assunto "morre" e o principal, a transparência pública, não é discutida. Foi o que aconteceu.
Na reforma tributária é a mesma coisa. Discute-se o que interessa às empresas e aos grandes grupos econômicos, como se somente estes fossem os interesses do país. Graças a Deus uma deputada do PSB conseguiu aprovar uma emenda que isenta os produtos da cesta básica(?) de impostos. PRONTO!!!! Ficou mais difícil aprovar a reforma tributária.
Qual o discurso conservador: no Brasil se paga muito imposto. Qual a realidade? Os muito ricos pagam POUCO impostos. A classe média paga BASTANTE impostos. Os mais humildes pagam impostos EXTORSIVOS.
Qual o interesse dos setores conservadores que agem segundo os interesse dos muito ricos: reduzir o pouco imposto que os mais ricos pagam. E não reduzir os impostos que pesam mais para os mais humildes.
Quando o sujeito recebe o Bolsa Família ele tem que cumprir algumas exigências. Quando o total a ser pago pelo empresário para o INSS é REDUZIDO fica sem condicionantes?
Porque é assim? Por que nos acostumamos com os mais ricos terem muitos benefícios. É normal. Não gera controvérsias. Para beneficiar bastante os muito ricos, algumas migalhas sobram para os pequenos empresários. Como é o caso da redução do INSS.
Controvérsias são geradas quando o benefício atinge os mais humildes.
É o caso do PROUNI que está sendo julgado no STF. Pode ou não pode dar bolsa de estudos para os mais humildes? Este é o fundo da decisão. Se o dinheiro não for para as bolsas de estudos voltarão a ser de livre uso dos donos das instituições de ensino. Aí você sabe o que acontecerá.
Durante décadas estes donos de instituições de ensino tiveram privilégios sem dar nada em troca para a sociedade. Isto sempre foi normal, natural. Não causava polêmica.
Hoje, para uma parcela da população não é mais normal...
Para desqualificar as políticas de cotas e o PROUNI construíram o discurso de que haveria um enxame de alunos desqualificados nas universidades. Isto seria um risco para a sociedade. Hoje, com os vários anos de cotas sabemos que os alunos beneficiados conseguem acompanhar o nível do ensino e que em vários casos vão melhor do que alunos que entraram sem o benefício das cotas.
"Entre 2001 e 2008, 52 mil vagas foram oferecidas em 48 escolas que adotaram políticas de ações afirmativas em benefício de alunos da rede pública, negros e índios. Passaram-se sete anos e até hoje não apareceu um só episódio ou estudo relevante capaz de desqualificar essas políticas". Elio Gaspari
Leia:
Abram os olhos, trabalhadores
Serra e sua luta contra a TRANSPARÊNCIA PÚBLICA
Transparência pública e honestidade
A imprensa nacional é irracional?
.

Uma das formas de perpeturar todas as formas de opressão é a identificação dos que são oprimidos com os opressores. Ou seja, querem ser como os opressores.
O sonho dos escravos eram ser donos de escravos. Por isto não estranhei a notícia de que provavelmente no Quilombo dos Palmares havia escravidão. Havia o sonho de alguns serem livres e não de construir uma sociedade livre.
Todo pensamento tem seus limites. Sem reflexão e sem propostas os limites ficam sendo o limite colocado pela classe dominante e assimilada pelo conjunto da sociedade.
Na época em que alguns lutavam pelo fim da escravidão havia muitas "almas bondosas" que acreditavam que seria uma maldade acabar com a escravidão e "reduzir os escravos a uma situação de animalidade". Isto mesmo! Os ex-escravos iriam sofrer mais sendo livres do que como escravos. Ou seja, os que defendiam o fim da escravidão eram maldosos que não se importavam com o destino dos negros, principalmente os idosos e crianças.
Muitos acreditaram neste e em outros discursos. A função do discurso é justamente conseguir com que as pessoas PENSEM O QUE VAI GARANTIR A PERPETUAÇÃO DO QUE É REAL NAQUELE MOMENTO HISTÓRICO.
Por isto são construídos múltiplos discursos que visam conservar a realidade e o discurso que prega a mudança é sempre desqualificado. Se um discurso conservador não "colar" na cabeça de uma pessoa o outro pode colar. Outro discurso constante naquela época era que os negros livres e sem controle iriam roubar, estuprar e matar as famílias dos seus ex-proprietários. Iriam se vingar.
Vários discursos foram criados. Todos com a mesma finalidade: manter a escravidão. Precisou vir de fora um discurso que dizia: todos os seres humanos são iguais (liberdade, igualdade, fraternidade, lembram do discurso da revolução francesa?)Este discurso permitiu com que lentamente a sociedade ocidental mudasse.
Este discurso foi fundamental para conquistas como o fim da escravidão, a universalização do voto, o conceito de que todos devem estudar, etc. O mundo é melhor por causa deste discurso.
Hoje as conquistas são outras. Tomar cuidado para não reproduzir o discurso conservador é fundamental. Por exemplo, o discurso conservador adora discutir nomes (e não conteúdo). Lembra quando teve o xilique dos cartões corporativos? Eu chamaei atenção aqui para o risco de discutir algumas compras isoladamente (e de modo negativo). Dizia: daqui a pouco o assunto "morre" e o principal, a transparência pública, não é discutida. Foi o que aconteceu.
Na reforma tributária é a mesma coisa. Discute-se o que interessa às empresas e aos grandes grupos econômicos, como se somente estes fossem os interesses do país. Graças a Deus uma deputada do PSB conseguiu aprovar uma emenda que isenta os produtos da cesta básica(?) de impostos. PRONTO!!!! Ficou mais difícil aprovar a reforma tributária.
Qual o discurso conservador: no Brasil se paga muito imposto. Qual a realidade? Os muito ricos pagam POUCO impostos. A classe média paga BASTANTE impostos. Os mais humildes pagam impostos EXTORSIVOS.
Qual o interesse dos setores conservadores que agem segundo os interesse dos muito ricos: reduzir o pouco imposto que os mais ricos pagam. E não reduzir os impostos que pesam mais para os mais humildes.
Quando o sujeito recebe o Bolsa Família ele tem que cumprir algumas exigências. Quando o total a ser pago pelo empresário para o INSS é REDUZIDO fica sem condicionantes?
Porque é assim? Por que nos acostumamos com os mais ricos terem muitos benefícios. É normal. Não gera controvérsias. Para beneficiar bastante os muito ricos, algumas migalhas sobram para os pequenos empresários. Como é o caso da redução do INSS.
Controvérsias são geradas quando o benefício atinge os mais humildes.
É o caso do PROUNI que está sendo julgado no STF. Pode ou não pode dar bolsa de estudos para os mais humildes? Este é o fundo da decisão. Se o dinheiro não for para as bolsas de estudos voltarão a ser de livre uso dos donos das instituições de ensino. Aí você sabe o que acontecerá.
Durante décadas estes donos de instituições de ensino tiveram privilégios sem dar nada em troca para a sociedade. Isto sempre foi normal, natural. Não causava polêmica.
Hoje, para uma parcela da população não é mais normal...
Para desqualificar as políticas de cotas e o PROUNI construíram o discurso de que haveria um enxame de alunos desqualificados nas universidades. Isto seria um risco para a sociedade. Hoje, com os vários anos de cotas sabemos que os alunos beneficiados conseguem acompanhar o nível do ensino e que em vários casos vão melhor do que alunos que entraram sem o benefício das cotas.
"Entre 2001 e 2008, 52 mil vagas foram oferecidas em 48 escolas que adotaram políticas de ações afirmativas em benefício de alunos da rede pública, negros e índios. Passaram-se sete anos e até hoje não apareceu um só episódio ou estudo relevante capaz de desqualificar essas políticas". Elio Gaspari
Leia:
Abram os olhos, trabalhadores
Serra e sua luta contra a TRANSPARÊNCIA PÚBLICA
Transparência pública e honestidade
A imprensa nacional é irracional?
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quarta-feira, 13 de agosto de 2008
A importância do pensamento racional
.
Observe as manchetes abaixo:
(agosto/2008)
"Câmara autoriza governo a criar 3.090 cargos novos
(O deputado da oposição) Disse que, sob Lula, já foram criados notáveis 57.340 novos cargos públicos. Somando-se os empregos abertos nesta terça, chega-se a 60.430".
(maio/2008)
"Câmara abre 53.257 novos cargos no ensino público
Aprovaram-se dois projetos, ambos de autoria do governo
Permitem à União reforçar ‘time’ de PROFESSORES E TÉCNICOS
Estima-se que acréscimo à folha será de R$ 170 mi anuais".
Agora observe os comentários à primeira manchete (agosto/2008):
1) Isso é que os politicos fazem sem a menor cerimônia!!! Volto a escrever aqui: Só uma guerra civil libertará o país desses parasitas!!! Como se isso fosse a salvação do país!!! A PRIORIDADE É QUEIMAR O DINHEIRO DO CONTRIBUINTE E NÃO COLOCAR O PAÍS NA LINHA DO DESENVOLVIMENTO E CORRIGIR AS DESIGUALDADES!!! Depois vem gente aqui, escrever que nunca houve um governo tão bom quanto este. E diz que é honesto ainda por cima...
2) Eeeeeetaaaá!!! É o Maior trenzão da alegria de todos os tempos! Nunca na história deste país nestes últimos 500 anos penduraram tantos pelegos e aliados nas tetas públicas... E o contribuinte que se lasque pra pagar a conta.
3) Número de servidores públicos como percentual da população (2003): Brasil: 4,7% EUA: 7,2% Alemanha: 7,9% Suécia: 14,9% A nossa imprensa quer serviços públicos de primeiro mundo mas exige que o Governo tenha servidores de "terceiro". É hipocrisia e má-fé.
4) Mais de 60 mil novos funcionários públicos! Despesa permanente que drenará mais recursos que poderiam ser aplicados às áreas que precisam, como saúde, segurança, educação. Será que realmente o governo precisa de mais gente ou apenas uma "administração" equilibrada e cobrança de produtividade resolveria o caso?
Nota do Chicão:
O pensamento racional é a melhor forma de raciocínio, pois eles busca dados da realidade.
Para isto é importantíssimo ADIAR o julgamento e ampliar as informações necessárias para formar um juízo de valor.
A tática dos setores atrasados é tentar SATURAR a mente das pessoas de sentimentos negativos, que IMPEDEM o raciocínio. Desta forma eles formam uma legião de pessoas que apenas REPETEM o que os poderosos donos dos meios de comunicação divulgam.
É uma autêntica lavagem cerebral.
Este condicionamento funciona na base de muita pseudo-informação que busca gerar muita NEGATIVIDADE DENTRO DA MENTE dos cidadãos.
Você pode notar nos comentários acima que a simples menção do termo funcionário público já faz o cérebro CONDICIONADO NEGATIVAMENTE associar com “queimar o dinheiro do contribuinte”. O sujeito fala até em guerra civil.
Um outro comentarista também com a mente já “lavada” e condicionada chega ao disparate de dizer: “60 mil funcionários públicos, despesa que ... drenará mais recursos que poderiam ser aplicados às áreas que precisam, como saúde, segurança, educação”. O cara está totalmente dominado. Quem cuida da segurança é funcionário público, quem dá aula nas escolas públicas é funcionário público. Uma falha de raciocínio tão grotesca só é possível quando os sentimentos negativos são tão fortes e tão dominantes na mente do sujeito que esconde a realidade e o faz pensar da mesma forma com que se vomita pensamentos. Logicamente são vomitados pensamentos condicionados e de interesse do PIG.
Os termos usados são variados: marajás, pelegos, trem da alegria, cumpanheiros, etc. Na reportagem só não é informado quais serão as funções e a relevância (ou não) do serviço que irão prestar. Ou seja, a parte mais importante não foi informada.
Esta NÃO informação não acontece por acaso. Nela é poderemos encontrar a racionalidade (ou não) da medida e através dela que poderemos ter propostas construtivas e sadias.
Observação: as duas manchetes e os respectivos comentários foram retirados do blog do Josias de Souza.
PS: se as contas do deputado de oposição estiverem corretas o governo criou 60.000 novos cargos. Na segunda manchete ficamos sabendo que 53.000 foram de professores e técnicos para escolas e universidades.
Como foram contratados milhares para a PF, peritos e técnicos para o INSS, pessoal para o IBAMA, entre outros, não vejo onde há contratação desnecessária.
Todavia, não sabemos o que farão cada um e em que funções. Isto se resolve com a transparência pública.
Estas informações deveriam estar disponíveis na internet e ter um batalhão de ONGs para avalia-las.
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Observe as manchetes abaixo:
(agosto/2008)
"Câmara autoriza governo a criar 3.090 cargos novos
(O deputado da oposição) Disse que, sob Lula, já foram criados notáveis 57.340 novos cargos públicos. Somando-se os empregos abertos nesta terça, chega-se a 60.430".
(maio/2008)
"Câmara abre 53.257 novos cargos no ensino público
Aprovaram-se dois projetos, ambos de autoria do governo
Permitem à União reforçar ‘time’ de PROFESSORES E TÉCNICOS
Estima-se que acréscimo à folha será de R$ 170 mi anuais".
Agora observe os comentários à primeira manchete (agosto/2008):
1) Isso é que os politicos fazem sem a menor cerimônia!!! Volto a escrever aqui: Só uma guerra civil libertará o país desses parasitas!!! Como se isso fosse a salvação do país!!! A PRIORIDADE É QUEIMAR O DINHEIRO DO CONTRIBUINTE E NÃO COLOCAR O PAÍS NA LINHA DO DESENVOLVIMENTO E CORRIGIR AS DESIGUALDADES!!! Depois vem gente aqui, escrever que nunca houve um governo tão bom quanto este. E diz que é honesto ainda por cima...
2) Eeeeeetaaaá!!! É o Maior trenzão da alegria de todos os tempos! Nunca na história deste país nestes últimos 500 anos penduraram tantos pelegos e aliados nas tetas públicas... E o contribuinte que se lasque pra pagar a conta.
3) Número de servidores públicos como percentual da população (2003): Brasil: 4,7% EUA: 7,2% Alemanha: 7,9% Suécia: 14,9% A nossa imprensa quer serviços públicos de primeiro mundo mas exige que o Governo tenha servidores de "terceiro". É hipocrisia e má-fé.
4) Mais de 60 mil novos funcionários públicos! Despesa permanente que drenará mais recursos que poderiam ser aplicados às áreas que precisam, como saúde, segurança, educação. Será que realmente o governo precisa de mais gente ou apenas uma "administração" equilibrada e cobrança de produtividade resolveria o caso?
Nota do Chicão:
O pensamento racional é a melhor forma de raciocínio, pois eles busca dados da realidade.
Para isto é importantíssimo ADIAR o julgamento e ampliar as informações necessárias para formar um juízo de valor.
A tática dos setores atrasados é tentar SATURAR a mente das pessoas de sentimentos negativos, que IMPEDEM o raciocínio. Desta forma eles formam uma legião de pessoas que apenas REPETEM o que os poderosos donos dos meios de comunicação divulgam.
É uma autêntica lavagem cerebral.
Este condicionamento funciona na base de muita pseudo-informação que busca gerar muita NEGATIVIDADE DENTRO DA MENTE dos cidadãos.
Você pode notar nos comentários acima que a simples menção do termo funcionário público já faz o cérebro CONDICIONADO NEGATIVAMENTE associar com “queimar o dinheiro do contribuinte”. O sujeito fala até em guerra civil.
Um outro comentarista também com a mente já “lavada” e condicionada chega ao disparate de dizer: “60 mil funcionários públicos, despesa que ... drenará mais recursos que poderiam ser aplicados às áreas que precisam, como saúde, segurança, educação”. O cara está totalmente dominado. Quem cuida da segurança é funcionário público, quem dá aula nas escolas públicas é funcionário público. Uma falha de raciocínio tão grotesca só é possível quando os sentimentos negativos são tão fortes e tão dominantes na mente do sujeito que esconde a realidade e o faz pensar da mesma forma com que se vomita pensamentos. Logicamente são vomitados pensamentos condicionados e de interesse do PIG.
Os termos usados são variados: marajás, pelegos, trem da alegria, cumpanheiros, etc. Na reportagem só não é informado quais serão as funções e a relevância (ou não) do serviço que irão prestar. Ou seja, a parte mais importante não foi informada.
Esta NÃO informação não acontece por acaso. Nela é poderemos encontrar a racionalidade (ou não) da medida e através dela que poderemos ter propostas construtivas e sadias.
Observação: as duas manchetes e os respectivos comentários foram retirados do blog do Josias de Souza.
PS: se as contas do deputado de oposição estiverem corretas o governo criou 60.000 novos cargos. Na segunda manchete ficamos sabendo que 53.000 foram de professores e técnicos para escolas e universidades.
Como foram contratados milhares para a PF, peritos e técnicos para o INSS, pessoal para o IBAMA, entre outros, não vejo onde há contratação desnecessária.
Todavia, não sabemos o que farão cada um e em que funções. Isto se resolve com a transparência pública.
Estas informações deveriam estar disponíveis na internet e ter um batalhão de ONGs para avalia-las.
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sábado, 5 de julho de 2008
A imprensa nacional é irracional?
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“Como esquecer a coluna de 9 de janeiro, de Eliane Catanhêde, colunista da Folha de São Paulo?: "Com sua licença, vou usar este espaço para fazer um apelo para você que mora no Brasil, não importa onde: vacine-se contra a febre amarela! Não deixe para amanhã, depois, semana que vem... Vacine-se logo!”.
Passado algum tempo vê-se claramente o exagero da afirmação da colunista do jornal.
Será que é irracional o que ela escreveu? Ou será que faz parte de um jogo de pressões psíquicas sobre a classe média?
Eu voto na segunda opção.
Ao optar pela emoção e pelo negativismo os jornais conseguem duas variáveis: evitam a reflexão racional e, consequentemente, a discussão de soluções e de estudos técnicos.
O nível fica superficial.
O que o dono do jornal (e a mídia em geral) ganha com isto?
Possibilidade de realizar acordos com políticos que lhes favoreçam $$$$.
A classe média, alvo dos jornais, aceita passivamente ficar no papel de manipulada. Portanto para eles é um jogo de poucos riscos e muito lucro.
Para o Brasil é ruim. Qual foi o preço "pago" à bancada ruralista para que eles ajudassem a afundar o projeto que proibia propaganda de bebidas alcóolicas?
Permitir a propaganda de bebidas é ruim para a saúde pública. Boa parte do imposto que você paga vai para custos relacionados ao alcoolismo (de longe o maior motivo de custos na saúde e na previdência social- licensas e pensões).
Permitir propaganda de bebida alcóolica é ótimo para a mídia, pois é dinheiro, muito dinheiro no bolso.
E os ruralistas, porque apoiaram a mídia nesta questão? Você acha que foi de graça?
Entre os ruralistas estão pessoas corretas e grileiros de terra. Pessoas corretas que combatem toda e qualquer lei ecológica aplicada no campo. Grileiros que são simplesmente bandidos.
O que eles ganharam em troca?
PROTEÇÃO E APOIO PARA SUAS DEMANDAS.
Um apoia o outro e o Brasil continua na mesma.
Esta é a razão racional pelo qual os DONOS DE jornais, rádios e tvs conservadores fazem a opção pelo xilique constante.
Para nós, cidadãos, é ruim, é irracional.
Para eles é um bom negócio.
Vamos nos lembrar: na fase do xilique dos cartões corporativos e das conta de tipo B o blog do Chicão lhes alertava: depois de muito xingamento, de muita fofoca, de muita auto-destruição, TUDO VAI VOLTAR AO QUE ERA ANTES. As contas vão continuar escondidas, os governos estaduais e municipais não vão mostrar suas contas...
Eu avisei: não vamos na onda dos jornais conservadores, pois TUDO VAI CONTINUAR NA MESMA. Precisamos de propostas. Não vamos entrar no jogo de nomes (fulano fez isto, ciclano fez aquilo). VAMOS NOS FOCAR EM PROPOSTAS RACIONAIS PARA MUDAR A SITUAÇÃO.
O xilique mudou de localização e tudo continua na mesma: as contas estão TODAS BLINDADAS, BEM ESCONDIDAS E BEM BAGUNÇADAS. Tudo igual ao que era antes.
O jogo político e econômico dos DONOS de jornais, rádios e tvs é diferente dos interesses dos cidadãos.
Quem fica a reboque deles é BURRO (desculpe a sinceridade).
Por seguirem a mídia, sem buscarem propostas racionais e por se envolverem em jogos emocionais é que TUDO FICA NA MESMA.
Ninguém é inocente. Os donos das mídias conservadoras querem ganhar dinheiro e a classe média quer alguém ou algo para se INDIGNAR E TER RAIVA.
Esté é o jogo.
As contas públicas continuam escondidas... e a classe média continua reclamando.
As leis ambientais estão sendo detonadas e seus destruidores são apresentados como pessoas dígnas, corretas, etc.
Bom, no caso de alguns jornais, até grileiro de terra é apresentado como "proprietário" e como vítima de um governo incompetente.
Prestem atenção! E não entrem nos jogos emocionais sucessivos da imprensa conservadora.
(obs: o primeiro parágrafo deste texto reproduz parte do texto do Gilson Caroni, da agência Carta Maior)
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“Como esquecer a coluna de 9 de janeiro, de Eliane Catanhêde, colunista da Folha de São Paulo?: "Com sua licença, vou usar este espaço para fazer um apelo para você que mora no Brasil, não importa onde: vacine-se contra a febre amarela! Não deixe para amanhã, depois, semana que vem... Vacine-se logo!”.
Passado algum tempo vê-se claramente o exagero da afirmação da colunista do jornal.
Será que é irracional o que ela escreveu? Ou será que faz parte de um jogo de pressões psíquicas sobre a classe média?
Eu voto na segunda opção.
Ao optar pela emoção e pelo negativismo os jornais conseguem duas variáveis: evitam a reflexão racional e, consequentemente, a discussão de soluções e de estudos técnicos.
O nível fica superficial.
O que o dono do jornal (e a mídia em geral) ganha com isto?
Possibilidade de realizar acordos com políticos que lhes favoreçam $$$$.
A classe média, alvo dos jornais, aceita passivamente ficar no papel de manipulada. Portanto para eles é um jogo de poucos riscos e muito lucro.
Para o Brasil é ruim. Qual foi o preço "pago" à bancada ruralista para que eles ajudassem a afundar o projeto que proibia propaganda de bebidas alcóolicas?
Permitir a propaganda de bebidas é ruim para a saúde pública. Boa parte do imposto que você paga vai para custos relacionados ao alcoolismo (de longe o maior motivo de custos na saúde e na previdência social- licensas e pensões).
Permitir propaganda de bebida alcóolica é ótimo para a mídia, pois é dinheiro, muito dinheiro no bolso.
E os ruralistas, porque apoiaram a mídia nesta questão? Você acha que foi de graça?
Entre os ruralistas estão pessoas corretas e grileiros de terra. Pessoas corretas que combatem toda e qualquer lei ecológica aplicada no campo. Grileiros que são simplesmente bandidos.
O que eles ganharam em troca?
PROTEÇÃO E APOIO PARA SUAS DEMANDAS.
Um apoia o outro e o Brasil continua na mesma.
Esta é a razão racional pelo qual os DONOS DE jornais, rádios e tvs conservadores fazem a opção pelo xilique constante.
Para nós, cidadãos, é ruim, é irracional.
Para eles é um bom negócio.
Vamos nos lembrar: na fase do xilique dos cartões corporativos e das conta de tipo B o blog do Chicão lhes alertava: depois de muito xingamento, de muita fofoca, de muita auto-destruição, TUDO VAI VOLTAR AO QUE ERA ANTES. As contas vão continuar escondidas, os governos estaduais e municipais não vão mostrar suas contas...
Eu avisei: não vamos na onda dos jornais conservadores, pois TUDO VAI CONTINUAR NA MESMA. Precisamos de propostas. Não vamos entrar no jogo de nomes (fulano fez isto, ciclano fez aquilo). VAMOS NOS FOCAR EM PROPOSTAS RACIONAIS PARA MUDAR A SITUAÇÃO.
O xilique mudou de localização e tudo continua na mesma: as contas estão TODAS BLINDADAS, BEM ESCONDIDAS E BEM BAGUNÇADAS. Tudo igual ao que era antes.
O jogo político e econômico dos DONOS de jornais, rádios e tvs é diferente dos interesses dos cidadãos.
Quem fica a reboque deles é BURRO (desculpe a sinceridade).
Por seguirem a mídia, sem buscarem propostas racionais e por se envolverem em jogos emocionais é que TUDO FICA NA MESMA.
Ninguém é inocente. Os donos das mídias conservadoras querem ganhar dinheiro e a classe média quer alguém ou algo para se INDIGNAR E TER RAIVA.
Esté é o jogo.
As contas públicas continuam escondidas... e a classe média continua reclamando.
As leis ambientais estão sendo detonadas e seus destruidores são apresentados como pessoas dígnas, corretas, etc.
Bom, no caso de alguns jornais, até grileiro de terra é apresentado como "proprietário" e como vítima de um governo incompetente.
Prestem atenção! E não entrem nos jogos emocionais sucessivos da imprensa conservadora.
(obs: o primeiro parágrafo deste texto reproduz parte do texto do Gilson Caroni, da agência Carta Maior)
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sábado, 3 de maio de 2008
COTAS nas universidades.
Em meio à discussão sobre a importância das cotas nas universidades relembrei de um dos primeiros artigos do blog do Chicão.

Esta é comemoração pela conquista da medalha de ouro no vôlei pelo Brasil.
NÃO ENTENDER A HISTÓRIA É REPETIR OS ERROS NO PRESENTE.
Os movimentos sociais conseguiram ganhos maravilhosos na sua luta por boas políticas de inclusão social. Ainda há muito o que fazer, muito já foi feito. Mas, é um engano achar que a elite mudou sua forma de ser e pensar. Apenas se tornou deselegante falar em público o que só deve ser dito em privado sobre o tema inclusão social.
O artigo fala sobre os conservadores que sempre combateram a inclusão social.
A dominação sempre acontece através da desqualificação de tudo que visa beneficiar os mais humildes.
Ou melhor dizendo: desqualificação de tudo que leva a que o FLUXO do dinheiro seja desviado rumo ao bolso dos mais humildes.
Vale a pena ler de novo.
Vale a pena ler de novo.
ParaPAN e a história da inclusão social

Esta é comemoração pela conquista da medalha de ouro no vôlei pelo Brasil.
É belo ver esta imagem.
Um pouco de história: faz apenas 20 anos que os movimentos sociais lançaram campanhas para a inclusão social. Estas campanhas incluíam, entre outras reivindicações:
- esporte adaptado para os deficientes físicos.
- reservas de vagas para deficientes físicos no serviço público e na iniciativa privada.
Eu me lembro bem da reação dos atuais cansados a estas reivindicações. Vamos relembrá-las:
- os jornais conservadores (Globo, Folha, Estado, etc.) sequer noticiaram as campanhas.
- os empresários, quando eram obrigados a se manifestarem, alegavam queda no lucro e ingerência indevida do governo nas empresas, gerando burocracia.
- nas rodas de conversa da classe alta o tema era motivo de piadas e deboches. Eu me lembro que em uma reunião de negócios, depois que expus o tema, fui alvo de gozação generalizada. Uma pessoa(?) até comentou que em corrida de cadeira de rodas o competidor vai capotar e ainda vai usar isto como desculpa para pedir aposentadoria. Triste, não! Esta é nossa elite: desqualifica até o sujeito da cadeira de rodas, como se todos fossem sacanas.
Só ela, a elite, não é.
NÃO ENTENDER A HISTÓRIA É REPETIR OS ERROS NO PRESENTE.
Os movimentos sociais conseguiram ganhos maravilhosos na sua luta por boas políticas de inclusão social. Ainda há muito o que fazer, muito já foi feito. Mas, é um engano achar que a elite mudou sua forma de ser e pensar. Apenas se tornou deselegante falar em público o que só deve ser dito em privado sobre o tema inclusão social.
A postura é a mesma: dentro do possível a mídia não divulga e muito menos debate o tema.
Dentro do possível a mídia destila seus preconceitos com argumentos pseudo-racionais.
A elite compra os jornais e revistas e suas empresas anunciam nelas. A classe média sonha em ser da elite e bobamente entrega o jogo.
Exemplo: o programa de inclusão social dos Correios permitiu com que milhões de pessoas recebessem em casa cartas e encomendas.
Receber carta em casa, do mesmo modo que acontece nos bairros da elite e nos de classe média.
Você viu alguma notícia sobre isto nos jornais?
Você sabia que os Correios, antes do atual governo, considerava antieconômico levar cartas até esta população?
Observe bem – a exclusão social NÃO acontece por que a elite diz: somos sacanas, tudo para nós e nada para eles.
Ela não fala isto, jamais.
É dissimulada. Há sempre razões de ordem “prática” e “racional” que geram a exclusão.
E os bobos da classe média apóiam esta situação.
Não se entregava carta na casa dos mais humildes por ser antieconômico.
“Estudos” foram feitos para provar que era pior para o país o “populismo” de entregar cartas nas casas mais humildes.
Resultado: as cartas chegam na casa dos mais ricos e não chegavam nas casas dos mais humildes.
Onde usar o dinheiro público segundo a elite?
Onde usar o dinheiro público segundo a elite?
Para financiar peças de teatro que só as elites assistem, por exemplo.
Ou o dinheiro público deve ser utilizado para que artistas como a Ivete Sangalo façam o DVD do seu show (e assim ficar bem mais riquinha e cansadinha).
Isto é cultura, segundo eles.
Isto vale a pena investir e apoiar. São quase um milhão de reais de recursos públicos para a princesa Ivete fazer o DVD do seu show.
Tudo dentro da lei. Já que a lei é feita para levar o dinheiro para os bolsos dos mais ricos e deixar sem recursos os mais pobres.
Afinal, entregar cartas nas casas dos mais humildes é antieconômico, não era isto que se dizia.
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