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sábado, 30 de janeiro de 2010

Algema de pobre e de algema de rico

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Leia o texto, depois eu comento:

Nota Pública da CPT: Espetacularização da Justiça

Tem sido noticiada fartamente por todos os grandes meios de comunicação, nos dias 26, 27 e 28 de janeiro de 2010, a prisão de nove trabalhadores nos municípios de Iaras e Borebi, interior de São Paulo, acusadas de participação na ocupação e nas ações em terras da Cutrale, cujo objetivo era de chamar a atenção da sociedade brasileira sobre as terras públicas ocupadas pela maior exportadora de suco de laranja do mundo, no final de 2009. Os sem-terra foram presos e algemados. A imagem de Miguel Serpa, uma das lideranças do MST na região, algemado, e de outros foi estampada nos jornais e veiculado nos noticiários dos canais de televisão brasileiros.

Este caso nos faz lembrar de como, em 2008, quando a PF na operação Satiagraha prendeu 17 pessoas, entre elas o banqueiro Daniel Dantas, o investidor Naji Nahas, e o ex-prefeito Celso Pitta, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, acusou de “espetacularização” a prisão feita pela PF e criticou o uso das algemas. Ainda avaliou que, de modo geral, existe exposição “excessiva e degradante” das pessoas investigadas pela Justiça. Diversos senadores e deputados saíram em apoio ao Presidente do Supremo por ter tomado esta posição. Alguns dias depois, no dia 06 de agosto, o STF decidiu, por unanimidade, proibir o uso abusivo de algemas, pois na palavra do presidente do Supremo, fere o “princípio da dignidade da pessoa humana”.

Diante disto a Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra, se pergunta: Onde estão o presidente do STF, Gilmar Mendes, e os demais ministros do Supremo e os políticos tão ciosos da preservação da dignidade humana? Por acaso se ouviu da parte deles a condenação do abuso da ação policial na prisão dos trabalhadores? Não terá sido uma exposição “excessiva e degradante” à que foram submetidos e que fere o princípio da dignidade da pessoa humana?

Mas, não adianta esperar por tais manifestações, pois faz parte da cultura jurídica interpretativa dos fatos e das leis, em nosso país, a diferença de tratamento entre a elite deste país e os trabalhadores.

O que é mais grave, a destruição de alguns pés de laranja, ou o assalto aos cofres públicos com o desvio de milhões e milhões para interesses particulares ou partidários? Na interpretação das mais altas autoridades do Judiciário, quem desvia recursos públicos, quem se locupleta com os bens da Nação, merece um tratamento cuidadoso, pois sua dignidade não pode ser arranhada. Já o pobre, quando ativamente luta pelos seus direitos, quando denuncia o esbulho do patrimônio público, como a grilagem de terras praticada pela Cutrale, este tem que ser exemplarmente punido, para desestimular ações semelhantes.

Situações como esta não são novidade. ...

Goiânia, 29 de janeiro de 2010.

A Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT)


Nota do Chicão:

Pobre é pobre, rico é rico.

Não é novidade as autoridades tratarem de modo diferente segundo a cor e a classe social.

Eu sou a favor de algema para todos os que vão preso.

Sem EXCESSÃO.

Não é a algema que denigre as pessoas.

Ela é um instrumento de trabalho do policial que possui filhos, esposa, familiares e merece ser protegido.

O discurso da vítima é uma das estratégias para se manter a impunidade.

Enquanto entrarmos em discurso de coitadinho estaremos inviabilizando um país verdadeiramente justo.

A algema deve ser para todos, principalmente para os ricos.






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sábado, 8 de agosto de 2009

Lei anti fumo em São Paulo e no Recife

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Aqui no Recife para que fosse proibido o fumo em locais públicos a prefeitura apenas noticiou nos meios de comunicação e nos grandes estabelecimentos que faria valer a lei federal que proibia o fumo em locais públicos, e ponto final. E hoje não há fumantes em bares, restaurantes, boates ou shopping centers, e tudo isso foi feito sem nenhum estardalhaço, sem que fosse necessário a criação de um clone de lei para fazer valer o que já estava proibido.

E o pior, a mídia compactua com tudo isso, vende como novidade, em um puro jogo de interesses.

Aqui no Recife ninguém foi desrespeitado, não houve esse banimento aos fumantes, mas apenas se determinou que ambientes públicos não são passíveis de fumo, porque quem não fuma pode ser prejudicado e todos nós aceitamos isso de forma pacífica.

É ridículo o que está acontecendo em São Paulo.

Robson Lopes

do Blog do luis Nassif


Nota do Chicão:

Não é só no Recife que estão rindo de nós, povo de SP.

Em vários outros lugares isto também está acontecendo.

Basicamente a fiscalização da lei federal não acontece no estado.

Ao invés de aplicar a lei, cria-se outra.

Uma forma do governo do estado dizer que está fazendo algo pela saúde.

É mais fácil e honesto aplicar a lei federal e tirar a secretaria de saúde de São Paulo da inércia.

Aliás, esta secretaria fez algo importante. Importante para a campanha do Serra, contratou uma empresa para mandar cartinhas para os eleitores. Uma propagandazinha no valor de 14 milhões e cem mil reais.

Veja este absurdo no Blog NaMaria News. ( http://namarianews.blogspot.com/2009/08/serra-mais-de-r26-milhoes-em-pesquisas.html )

O Serra é o rei da embromação.

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segunda-feira, 12 de maio de 2008

Alcoolismo leva União a gastar R$ 33,3 bilhões

Os cálculos oficiais do custo do alcoolismo no Brasil (só gasto da União) é de 33,3 bilhões.

O Brasil deveria impedir qualquer tipo de propaganda que incentive e promova o uso de bebida alcoólica.

Os números bastam por si.

Quem quiser beber que beba.

Mas, incentivo a bebida é um absurdo.

O dono da editora Abril é contra a lei que restringe (infelizmente não proibe) a propaganda de bebida alcoólica. Diz que ela atenta a um dos "pilares da liberdade de imprensa" que é a propaganda.

Ele quer ganhar dinheiro, muito dinheiro.

Eu também quero ganhar dinheiro, nem por isto tenha atitudes lesivas às pessoas que trabalham comigo ou aos meus clientes.

Os setores conservadores sempre agiram assim: reacionários a tudo que significa melhorar a nossa sociedade.

Para terem votos no congresso as grandes empresas de mídia fizeram uma aliança com os setores mais atrasados do país. Eles apresentam grileiros de terra como produtores e proprietários. Em troca do apoio estes setores os ajudam nas leis de seus interesses.

É uma aliança antiga.



A proposta de CPI da Editora Abril foi uma oportunidade para a editora renovar os laços com alguns setores do congresso nacional que estão sempre lutando para acabar com grande parte das leis ambientais.

Agora é a hora de honrar o apoio transformando os grileiros de Roraima em coitadinhos e vítimas.

Um sempre precisa do apoio do outro.

Duro mesmo é quem acredita neles.