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domingo, 31 de outubro de 2010

URGENTE - O futuro da Amazônia e os políticos

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Em 13 de dezembro de 2008, o blog do Chicão fez uma séria denúncia: a escolha de um ex-deputado ruralista era uma indicação do José Serra de que JAMAIS teria algum ecologista radical cuidando do meio ambiente do Brasil.

Lula escolheu para ministros do meio ambiente a Marina Silva e o Carlos Minc. Deu para os dois ECOLOGISTAS dinheiro e poder para combater o desmatamento.

O resultado: em 16/07/2010 os jornais tinham a seguinte manchete: Desmatamento na Amazônia DIMINUI 75%.

Não precisa ser gênio para chegar à seguinte conclusão: menos desmatamento, menos dinheiro para os desmatadores.

Uma equação perfeita para os cidadãos do Brasil: IBAMA - mais funcionários, mais equipamentos, mais dinheiro, mais poder -- resultado: menos desmatamento.

Esta equação é TERRÍVEL para os desmatadores: grileiros de terra, madereiros ilegais e políticos corruptos. HOJE estes destruidores tem MENOS poder, menos lucro e mais riscos de serem PUNIDOS.

Em 2008, denunciei a estratégia do José Serra - Estratégia eleitoral: um ex-deputado ruralista na secretaria do meio ambiente do estado de São Paulo http://chicaodoispassos.blogspot.com/2008/12/estratgia-eleitoral-um-ex-deputado.html

José Serra mostrou para todos os desmatadores que ele agiria DIFERENTE do governo Lula.

Ao invés de ecologistas, ele colocou para tomar conta do meio ambiente de São Paulo um ex-deputado ruralista. Ao invés de dar poder e equipar a polícia florestal de São Paulo, ele manteve a mesma quase que INOPERANTE.

José Serra fez o OPOSTO do governo Lula.

O que José Serra plantou ele colheu: ganhou DISPARADO no chamado "arco do desmatamento" (a região de maior desmatamento, onde a justiça e o IBAMA agem preferencialmente), no primeiro turno das eleições.

Teve o apoio maciço e entusiasmado daqueles que destroem a amazônia. Estes madereiros, grileiros e políticos corruptos querem agir impunemente e sem o IBAMA - JUSTIÇA para incomodá-los.


Vejam no mapa abaixo como foi a eleição do primeiro turno para presidente.

Tirem suas próprias conclusões.

O futuro da amazônia está em jogo nestas eleições. Faz pelo menos 2 anos que conto para vocês o que está acontecendo.

Vote Nulo, vote Dilma 13, mas NÃO vote para destruir a amazônia.




OBSERVE que José Serra seria eleito presidente do Brasil se a eleição fosse exclusivamente onde mais se desmata.


Sugiro a vocês que leiem os textos abaixo e entendam o jogo de poder e dinheiro que acontece na amazônia.


Saiba porque é tão difícil combater o trabalho escravo
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/12/saiba-porque-e-tao-dificil-combater-o.html

Mais mil fiscais para proteger a natureza. Mais mil novos funcionários públicos
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/05/mais-mil-fiscais-para-proteger-natureza.html

Grilagem de terras: por trás de cebolas, abacaxis e laranjas
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2010/08/grilagem-de-terras-por-tras-de-cebolas.html

Kátia Abreu e o jogo político dos que devem bilhões de reais para o governo federal
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/katia-abreu-e-o-jogo-politico-dos-que.html

Tocantins: políticos se esbaldam com terra quase de graça
http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/07/23/tocantins-politicos-se-esbaldam-com-terra-quase-de-graca/

Madeira ilegal: cresce conflito em Prainha, no Pará
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2010/01/madeira-ilegal-cresce-conflito-em.html


AJUDE A PROTEGER A AMAZÔNIA - SERRA NÃO.

HOJE, 31/10/2010, VOTE NULO OU DILMA 13



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sábado, 7 de agosto de 2010

Vídeo: CHURRASCO DE DESMATAMENTO

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Leia também:

Ministério Público faz campanha educativa e ruralistas atrasados revidam
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2010/08/ministerio-publico-faz-campanha.html

Já os ruralistas corretos apóiam a campanha.


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Ministério Público faz campanha educativa e ruralistas atrasados revidam

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Do Globo Rural:

"A senadora Kátia Abreu pediu na Justiça a suspensão da campanha intitulada Carne Legal, que recomenda aos consumidores que verifiquem a origem da carne produzida na Amazônia. A campanha, disponível ainda na internet, começou a ser veiculada em junho com três vídeos, intitulados "churrasco de desmatamento", "picadinho de trabalho escravo" e "filé de lavagem de dinheiro".

Para a CNA, a campanha tem viés ideológico e é uma forma de pressionar empresas e produtores a assinarem termos de ajuste de conduta com o Ministério Público, que valem como garantia de origem da carne. "É uma campanha destrutiva, uma aberração, sem objetivo a não ser difamar um setor importante", completou Abreu sobre a campanha Carne Legal, disse a senadora.

De acordo com o Ministério Público, cerca de 80 Termos de Ajuste de Conduta (TACs) já foram assinados no período de um ano, desde que os procuradores federais no Pará pediram indenização de R$ 2 bilhões por danos ambientais de 11 frigoríficos e 20 fazendas de gado do estado.

A pedido da senadora, a corregedora-geral do Ministério Público Federal, Ela Wieko de Castilho, abriu sindicância para apurar a participação de quatro procuradores na campanha Carne Legal. Os vídeos foram produzidos pela Fundação Padre Anchieta. Os custos de produção e veiculação da campanha, bancada pelo Ministério Público, foram estimados em cerca de R$ 400 mil.


Nota do Chicão:

Tudo que não é do jeito que os conservadores pensam tem "viés ideológico".

As revistas semanais conservadoras apresentam grileiros de terra como proprietários. Isto não é "viés ideológico".

Alguns procuradores resolveram usar a lei.

Este pessoal ficou puto, afinal a lei é só para quem NÃO tem poder.

A resposta é combater quem quer aplicar a lei.

Esta tática da revanche deu certo com a Campanha chamada "Exterminadores do Futuro" da ONG SOS Mata Atlântica. http://chicaodoispassos.blogspot.com/2010/06/ruralistas-pressionam-financiadores-de.html

A ONG botou o rabinho entre as pernas e está quietinha.

A tática é a mesma: todos que combatem a Aliança Conservadora devem ser destruidos.

PS: a boa notícia é que já existe um setor mais progressista do campo que defende a ação dos procuradores. Estes estão cansados de tipinhos como Kátia Abreu falarem por eles.

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sábado, 24 de julho de 2010

A lógica do pensamento dos DESTRUIDORES da natureza

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Leia estas frases da Senadora Kátia Abreu, depois eu comento:

– Não se planta arroz em cima de árvores. Não se cria bois em cima de árvores. Infelizmente ou felizmente, as áreas precisam ser abertas para a produção de alimentos. Quem dera fôssemos capazes de produzir comida sem ter que desmatar uma área, sem ter que arrancar do chão nenhuma espécie de plantinha. Seria um milagre extraordinário. Infelizmente, nós não somos capazes ainda de descobrir uma tecnologia que evite a abertura de áreas.

– Imaginem o que seria do verde se todo mundo gostasse do amarelo. Eu vejo as imagens da boiada do Acre correndo pelos pastos e eu sinto o meu coração estalar. Eu sinto o peito encher de orgulho e admiração pelo meu país, pelo que nós conseguimos com essa pecuária maravilhosa, construída pelo esforço único e exclusivamente dos pecuaristas do Brasil.


A lógica é: para produzir mais tem que desmatar. Tem que diminuir ou acabar com as matas ciliares, tem que acabar com as reservas de matas dentro das fazendas.

É uma lógica limitada.

Limitada por quem não consegue ter boa produtividade.

É por isto que os ruralistas TEMEM o aumento dos índices de produtividade.

Eles são ineficientes.

Eles se dizem quebrados porque NÃO SABEM ADMINISTRAR.

Quem me mandou as frases da senadora é um amigo ecologista e produtor rural. Ele tem alta produtividade e não se importa em manter a área de mata ciliar e a reserva legal.

Aliás, ele sabe que parte da alta produtividade que ele tem é JUSTAMENTE por manter as áreas de mata em sua fazenda.

Moral da história: enquanto este meu amigo está tendo lucros com sua fazenda, os que seguem os ruralistas só reclamam.

Quem está errado?

Os seguidores dos ideiais ruralistas administram mal e tem baixa produtividade.

Sobra para eles derrubar matas, xingar os ecologistas e dever no banco.

Bem feito!

Esta charge é para lembrar um dos piores efeitos da destruição generalizada.





Leia também:

Desetificação: fazendeiros suas terras vão produzir menos se seguirem a ignorância dos líderes ruralistas
http://machoverdadeiro.blogspot.com/2010/07/desetificacao-fazendeiros-suas-terras.html

Agropecuária do bem ou do mal?
http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2010/07/agropecuaria-do-bem-ou-do-mal
 

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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Boa notícia: Redução de 75% no desmatamento da Amazônia

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O desmatamento ilegal na Amazônia foi reduzido em 75% na última década e, especialmente, nos últimos cinco anos, afirmou ontem o instituto britânico Chatham House atribuindo essa redução à iniciativa do governo de intensificar o combate às derrubadas e de modernizar o sistema de transporte e comércio de madeira pela instituição do Documento de Origem Florestal (DOF). Em relatório de âmbito mundial sobre a exploração ilegal de madeira, o Chatham House elogia o sistema brasileiro de monitoramento de florestas e cita o aumento no número de operações policiais na Amazônia para combater o desmate, ao mesmo tempo em que aponta falhas no cumprimento das punições aplicadas por infrações cometidas na floresta amazônica.


“As penas nem sempre são aplicadas. Apenas 2,5% das multas são recolhidas”, diz o estudo, que também alerta para o risco de que o Brasil adote legislação ambiental incoerente, como vem denunciando ONGs ambientalistas diante das recentes mudanças no Código Florestal aprovadas em comissão da Câmara.

O diagnóstico patrocinado pelo Chatham House informa que a exploração ilegal caiu até 75% nos três países que são os principais fornecedores de madeira – Brasil, Camarões e Indonésia. Essa queda poupou do desmatamento ilegal 17 milhões de hectares de floresta, área equivalente ao território do Reino Unido, e evitou que fossem lançadas na atmosfera pelo menos 1,2 bilhão de toneladas de gases que provocam o aquecimento da Terra.

Outra conseqüência da redução do desmatamento ilegal foi a diminuição do contrabando de matéria-prima. O estudo estima que a importação de madeira ilegal pelos principais países consumidores caiu 30%, pelo menos.

Leia o resto do texto no site BRASÍLIA CONFIDENCIAL
http://www.brasiliaconfidencial.inf.br/?p=18840


Nota do Chicão:

Amigos meus que conhecem bem o Pará contam: a pressão social e econômica está alta lá.

Sabe porque?

Porque o comércio ilegal de madeira é uma das principais fontes de renda do estado. Ela alimenta uma ampla gama de negócios.

Funciona assim: o policial corrupto tem um complemento de renda fixo do tráfico de madeira. Ele gasta na cidade este dinheiro. Sem o dinheiro do tráfico de madeira, o policial não gasta e fica puto com quem defende a natureza.

Não é só o policial corrupto. É o dono de posto de gasolina que vende menos combustível para caminhões que transportam a madeira.

É o caminhoneiro que tem menos carga para transportar, etc, etc, etc.

Todas estas pessoas ficam profundamente insatisfeitas com esta diminuição da devastação.

É urgente e necessário injetar dinheiro "limpo" naquela região para compensar a saída do dinheiro sujo do desmatamento.

Se isto não acontecer... será questão de tempo para a destruição voltar aos níveis ELEVADOS que existia quando o estado do Pará e o governo do Brasil estavam nas mãos do PSDB.

Aliás, segundo estes amigos, em grande parte do Pará o tema da campanha é este saudosismo: na época do PSDB no governo federal e no governo do estado do Pará havia uma fiscalização de "brincadeirinha" e eles podiam ganhar o dinheiro deles em paz e sem medo.

A boa notícia da redução do desmatamento significa que a vida de muita gente mudou para pior. Isto tem reflexos sociais e políticos importantes.

Leia também:

Madeira ilegal: cresce conflito em Prainha, no Pará
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2010/01/madeira-ilegal-cresce-conflito-em.html

Saiba porque é tão difícil combater o trabalho escravo
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/12/saiba-porque-e-tao-dificil-combater-o.html

Mais mil fiscais para proteger a natureza. Mais mil novos funcionários públicos
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/05/mais-mil-fiscais-para-proteger-natureza.html

Estratégia eleitoral: um ex-deputado ruralista na secretaria do meio ambiente do estado de São Paulo
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2008/12/estratgia-eleitoral-um-ex-deputado.html



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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Kátia Moto Serra da Fazenda Quase de Graça

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Esta é a Kátia Moto Serra da Fazenda Quase de Graça
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2010/01/reforma-agraria-da-turma-de-katia-abreu.html


Que tal lembrar do currículo onde o Sr. José Serra (o novo Maluf) se diz engenheiro?
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2009/08/um-dos-curriculos-com-dados-falsos-de.html



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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Madeira ilegal: cresce conflito em Prainha, no Pará

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Aumenta a violência contra a comunidade Resex Renascer, no município de Prainha (PA), que há quase um mês está acampada nos limites da reserva para tentar impedir a saída ilegal de madeira.

Ataques com armas de fogo, agressões físicas e incêndio nas residências dos comunitários têm sido recorrentes. Desde o início do ano, moradores divulgam manifestos denunciando a situação e exigindo providências do governo federal.

Em continuidade às manifestações iniciadas no final do ano passado, quando moradores da Resex Renascer no município de Prainha (Pará), acamparam nos limites da reserva para impedir a saída de balsas carregadas de madeira provenientes de extração ilegal, o Conselho Nacional das Populações Extrativistas (antigo Conselho Nacional dos Seringueiros, CNS) e o Conselho Popular da Região do Uruará, divulgam cartas de denúncia da situação local, que agora inclui ataques aos moradores com armas de fogo e incêndios em residências. Criado em 2006, o Conselho Popular da Região do Uruará luta pelo fim da retirada ilegal de madeira, e une moradores das comunidades da Resex Renascer e do entorno.

Os conselhos exigem a presença da Polícia Federal e Polícia Militar no local para impedir um massacre contra os comunitários. Em 8 de janeiro último, os comunitários se reuniram em Prainha, com representantes da Casa Civil, Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA-PA), ICMBio e Polícia Militar, na qual mais uma vez se confirmou a ilegalidade de todos os planos de manejo de extração florestal em curso na Resex. Para resolver o conflito, foram recomendadas a intensificação e agilidade nas atividades de fiscalização, a serem implementadas pela Polícia Militar. De acordo com informações prestadas por moradores da Resex na semana passada, um reunião de caráter mais operacional será realizada em Belém, com a presença da governadora Ana Julia Carepa, do prefeito e vice-prefeito de Prainha, SEMA (PA) e lideranças comunitárias.

Manifesto divulgado pelo Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), faz denúncias mais amplas em relação à dramática situação das comunidades extrativistas das Resex do Estado do Pará, devido à ausência de acesso às políticas públicas e à programas próprios que reconheçam suas particularidades. O texto lembra ainda que essa situação contribui para aumentar a desigualdade socioambiental e a fragilidade da lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). Também o Conselho Popular da Região do Uruará (Prainha-PA) divulgou texto denunciando a situação.

Leia mais sobre o caso: http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=3022

Leia nos links abaixo os documentos do Conselho Nacional das Populações Extrativistas e o do Conselho Popular da Região do Uruará:
http://www.socioambiental.org/banco_imagens/pdfs/Conselho%20Nacional%20das%20Populacoes%20Extrativistas.pdf

http://www.socioambiental.org/banco_imagens/pdfs/CONSELHO%20POPULAR%20DA%20REGIAO%20DO%20URUARA-1.pdf



(Envolverde/Instituto SocioAmbiental)


Nota do Chicão:

Quem financia grande parte dos políticos?

Quem "ajuda" delegados, policiais, promotores e juízes?

Quem é correto não precisa de ajuda de ninguém.

Pense nisso.

Aqui na região de Campinas tem um deputado Federal chamado Carlos Sampaio, do PSDB. A cada dois anos ele é candidato a alguma coisa.

Ele já gastou mais dinheiro em campanha política do que existe de dinheiro em maior parte das cidades deste Brasil.

É muito dinheiro. São milhões de reais.

Quem financia ele? E porque financia?

O mesmo acontece em todo o Brasil.

Este pessoal que retira madeira ilegal de uma reserva extrativista sabe que tem a "costa quente".

Sabem que podem contar com a impunidade e com o "esquecimento" das autoridades e da imprensa conservadora.

Para a imprensa conservadora este conflito é uma NÃO NOTÍCIA.

Afinal, os madereiros ilegais são grandes financiadores e apoiadores de políticos conservadores que estão no PSDB, PMDB, PPS, DEM e outros.

Estes políticos são os mesmos que votam leis que garantem grandes vantagens financeiras aos donos dos jornais, Tvs e rádios.

Um apóia o outro.

É a Grande Aliança Conservadora.

É por isto que é tão difícil lutar contra o desmatamento ilegal.





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domingo, 23 de agosto de 2009

terça-feira, 23 de junho de 2009

Mais uma vitória dos ecologistas

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A luta para mudar uma sociedade é feita de vitórias e derrotas.

É um jogo de forças. Quase sempre quem detém poder não abre mão do seu jeito de agir, a não ser que exista PRESSÃO.

Com relação ao gado na amazônia: os ecologistas agiram, um grupo do ministério público agiu, alguns políticos agiram.

Divulgaram a causa e conscientizaram partes dos opositores. Pensando no dinheiro eles estão mudando. Não se enganem que eles estão mais ecológicos. Não é isso. É que eles estão descobrindo que elementos como a Kátia Moto-serra Abreu faz eles perderem muito dinheiro.

Leia abaixo a notícia:

Cadeia produtiva de carne vai adotar código de conduta, diz associação

O presidente da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), Roberto Giannetti da Fonseca, afirmou hoje (23) que o setor adotará um código de conduta para evitar o abate e o processamento de gado criado em áreas de desmatamento da Amazônia. A declaração foi feita no no Senado, onde participa de audiência pública na Comissão de Agricultura.

De acordo com Giannetti, o código de conduta é uma forma de adequar o setor ao termo de ajuste de conduta proposto pelo Ministério Público do Pará e pelo Ministério do Meio Ambiente, que proíbe a comercialização de carne de animais provenientes de áreas desmatadas.

O executivo da Abiec disse que atualmente é impossível controlar toda a cadeia produtiva da carne e identificar animais oriundos de áreas clandestinas. Isso porque, ressaltou, 30% do gado abatido no país é clandestino.

Neste momento, assinalou Giannetti, o setor não tem condições de assinar o termo de ajuste de conduta e, por isso, optou pelo código. Ele ainda criticou o governo e o ministro Carlos Minc, que "teria falado muito e feito pouco pelo setor".

A primeira experiência de gado rastreado, desde o nascimento até o abate, está sendo iniciada em Mato Grosso do Sul, informou Giannetti. A partir da implantação desse sistema, acrescentou, será possível identificar a origem de todos os animais abatidos no país.

Interferência do MP

Giannetti afirmou ainda, perante a comissão, que as recentes ações do Ministério Público do Pará em relação aos produtores de carne do Estado incorreram em "transgressões do direito privado das empresas" e foram tomadas por "inspiração do Greenpeace".

Conforme informou Giannetti, o Frigorífico Bertin, que funciona no Estado e comercializa carne de cerca de 2.300 fornecedores, teve sua lista de compradores apropriada pelo Ministério Público, que acabou enviando uma carta a esses clientes, avisando que tais empresas seriam denunciados por co-responsabilidade de crime ambiental se comprassem carnes do Bertin.

Para Giannetti, não existia motivo para essa ação, visto que nenhum dos produtores de carne que fornecem para o Bertin sofreu embargo por parte do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

Ele reconheceu, porém, que algumas das fazendas paraenses, que abrigam 17 milhões de cabeças de gado, têm irregularidades e já sofreram autuações, mas não punição definitiva, e que isso não ocorre com a totalidade das fazendas.

"Agora, ninguém mais está vendendo carnes e quem sofre também é o consumidor. Na minha avaliação, houve uma quebra do direito privado e também uma quebra de sigilo fiscal dessas empresas. O MP não agiu de modo próprio, mas inspirado pelo Greenpeace", reclamou.

da Agência Brasil


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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Derrotado, PT pede que Lula mude 'MP da grilagem'

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SÃO PAULO - Um dia depois de a Medida Provisória 458, que regulamenta a situação fundiária na Amazônia Legal, ter sido aprovada no Senado, a bancada do PT avisou que fará um apelo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que vete artigos do texto. Ex-ministra do Meio Ambiente, a senadora Marina Silva (PT-AC) enviou uma carta a Lula, solicitando o veto de três artigos. Para ela, o texto representa ?a legalização da grilagem?. A "MP da grilagem", nas palavras do líder do PT e do bloco de apoio ao governo, senador Aloizio Mercadante (SP), foi aprovada por 23 votos a 21, após mais de cinco horas de debates.

Prestes a perder a validade, a MP passou pelo Senado a toque de caixa, sem alteração no texto da Câmara. Durante a sessão de votação no Senado, Marina chegou a chorar.

Ao presidente, a ex-ministra pede veto para os artigos que definem ocupação indireta e exploração indireta; outro que trata da oportunidade de titulação e comercialização de terras em áreas de até 1.500 hectares; e ao artigo que diz que os requisitos para a regularização fundiária dos imóveis de até quatro módulos fiscais são averiguados por meio de declaração do ocupante.

"O Estado não pode abrir mão do instrumento mais importante de controle do processo de regularização fundiária porque não desenvolveu capacidade organizacional para realizar o processo com a segurança exigida pela sociedade", cobrou a senadora.

Segundo dados apresentados pela ex-ministra, a privatização de "67 milhões de hectares da Amazônia equivale à distribuição de patrimônio público equivalente a quase quatro Bancos do Brasil".

Os números mostrados por Marina revelam ainda que os mini e pequenos produtores (até 400 hectares) embora somem 81% do total de posseiros, ficarão com 7,8 milhões de hectares e receberão patrimônio público no valor de R$ 8 bilhões. Já médio e pequenos produtores (de 400 a 1.500 hectares), que são 12% do total, ficarão com 8 milhões de hectares e patrimônio público de R$ 8 bilhões. Grandes produtores, disse Marina, são 7% do total. "Ficarão com 49 milhões de hectares e receberão patrimônio público de R$ 54 bilhões. Onde está a justiça social"? questionou.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Ecologia em luto: regularização de terras na Amazônia

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O que está entre colchetes é comentário do Blog do Chicão

Manifestação de senadores reflete polêmica sobre MP da regularização fundiária

Da Agência Senado

Os acirrados debates, na noite desta quarta-feira (3), em torno do projeto de conversão 9/2009, que trata da regularização fundiária na Amazônia Legal, refletiram a polêmica sobre o tema que opõem ruralistas e ambientalistas. Manifestaram-se mais de vinte senadores, de diversos partidos, de oposição ou de apoio ao governo [INFELIZMENTE GANHARAM OS RURALISTAS. ENQUANTO NÓS DEFENSORES DA ECOLOGIA NÃO DENUNCIARMOS ESTAS PESSOAS NAS CIDADES ONDE ELES FAZEM CAMPANHA ELEITORAL, ELES NÃO MUDARÃO - LEIA ESTE TEXTO EXEMPLO: Quem conhece o deputado Marcos Montes (DEM-MG)? .

O centro da polêmica foram dois destaques apresentados pela senadora Marina Silva (PT-AC). Um deles propõe que os beneficiários da regularização fundiária na Amazônia sejam impedidos de vender as terras em até 10 anos [NÃO FOI APROVADO]. O outro impede o uso de prepostos para a ocupação da terra, o que abriria espaço para a grilagem [NÃO FOI APROVADO].

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) defendeu a posição de Marina, sustentando que não se deve permitir a regularização de áreas superiores a 1.500 hectares.

O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), defendeu a aprovação do texto da relatora, Kátia Abreu (DEM-TO), e disse que a regularização da posse de áreas da Amazônia evitará a grilagem de terras públicas [PIADA! A GRILAGEM VAI CONTINUAR AVANÇANDO. NOVOS GRILEIROS FICARÃO SABENDO QUE QUALQUER DIA NO FUTURO NOVA LEGALIZAÇÃO VAI ACONTECER.]. Para ele, a falta de regras claras aumenta o risco de degradação ambiental [REGRA CLARA PARA ELES NENHUMA OU QUASE NENHUMA REGRA.]. O mesmo sustentou Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR): "Não é uma regularização ideal, mas o pior é uma terra sem lei", disse [NÃO MUDA QUASE NADA. OS GRANDES E MÉDIOS GRILEIROS QUEREM É DINHEIRO NO BOLSO E ESTÃO SE LIXANDO PARA A LEI. ELES ESTARÃO MAIS FORTES E MAIS DISPOSTOS A DAR DINHEIRO E APOIO PARA CAMPANHAS DE TRASTES COMO O COMO OS SENADORES DO DEM E DO PSDB. SÃO NEGÓCIOS.].

Outro argumento levantado pelos defensores da proposta de Kátia Abreu foi o da segurança jurídica. Romeu Tuma (PTB-SP), por exemplo, ressaltou que o texto garante negociações de terras feitas em respeito à Constituição - excluindo as terras indígenas, as florestas públicas e as destinadas à administração federal [SIM. VOCÊ TEM UM PEQUENO SITIANTE QUE RECEBE UMA VISITA DE UM PISTOLEIRO PARA NEGOCIAR A COMPRA DA TERRA DELE... EXISTEM MILHARES DE PEQUENOS PROPRIETÁRIOS QUE USAM ÁREAS PEQUENAS, A MP ERA DESTINADA A ELES. A CÂMARA E O SENADO ARROMBARAM AS PORTAS. FOI UM ERRO DO GOVERNO TER FEITO A MP].

Também foi abordada a possibilidade, aberta pelo relatório de Kátia Abreu, da regularização de terras em nome de empresas. O senador João Pedro (PT-AM) disse ser favorável à regularização de terras na Amazônia, mas com critérios que não foram contemplados na proposição. Ele pediu atenção aos senadores para evitar a criação, a partir do PLV 9/09, de regularização de territórios em nome de "prepostos", de pessoas que nem sequer moram no local. [O QUE VAI APARECER DE LARANJA DONO DE TERRAS.. VÃO SER MUITOS MILHARES. NENHUMA TERRA NA AMAZÔNIA VAI SER MAIOR DO QUE OS LIMITES DA MP. É FESTA DOS GRILEIROS, E DOS DANTAS DA VIDA.]

Além disso, na visão do senador, é um agravante a permissão para regularizar terrenos em nome de pessoas jurídicas. "Se votarmos como está, estaremos relaxando o rigor, e facilitando a venda da terra pública, de terras estratégicas", disse. [ESTE É OUTRO PROBLEMA: MINÉRIOS. TEM MUITA EMPRESA POSICIONADA EM CIMA DESTAS TERRAS PARA FACILITAR A LAVRA E CONCESSÕES. APESAR DO SUBSOLO SER NACIONAL, TER A POSSE DA TERRA FACILITA TODO O PROCESSO.]

Posicionamento diferente expressou a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO). Para ela, se deve tratar os empreendimentos comercias "sem preconceitos". [É UMA ÁREA DIFERENTE, ONDE ESTAS EMPRESAS COMERCIAIS OU GRILARAM OU "COMPRARAM" DE GRILEIROS. PORTANTO AGIRAMD E MÁ FÉ.]

Mas a atenção dos senadores não se deteve apenas no mérito das propostas de Kátia Abreu e de Marina Silva. Uma questão importante nos debates foi o fato de o tema ter sido enviado na forma de medida provisória, "com pressa", nas palavras de Jefferson Praia (PDT-AM).

Esta inclusive foi a razão apresentada pelo senador Cristóvam Buarque (PDT-DF) para justificar o voto contrário à MP. Na avaliação dele, ainda que a proposta seja bem intencionada, o assunto merecia mais debates. "Eu votarei contra porque não quero que meu nome fique marcado por possíveis erros na condução do uso do nosso patrimônio", afirmou.

Na visão de Renato Casagrande (PSB-ES), o fundamental é debater o modelo de desenvolvimento da Amazônia. Ele afirmou que, em tese, defende a regularização da ocupação de terras para que se possa cobrar de seus proprietários as possíveis agressões ao meio ambiente.

Leia Mais:

"Ninguém quer impedir aqueles que moram na Amazônia de regularizar sua terra. Mas não vamos, em nome desses, abrir as portas da Amazônia dessa forma," disse o líder Aloísio Mercadante.

Não haverá regras para evitar a regularização de diversas terras por uma pessoas através de várias empresas. Segundo Katia Abreu (DEM-TO), relatora do projeto, a legislação não deveria ser modificada devido a quem pretende fazer esse tipo de prática.

"Como é que você pode punir a formalidade? Quem tem pessoa jurídica seria condenado como criminoso," disse a senadora. [NÃO É O CASO SENADORA MOTO-SERRA. BASTA REGULARIZAR EM NOME DA PESSOA FÍSICA. ISTO SERIA POSSÍVEL E FÁCIL DE SER FEITO]

[Aos agricultores que lerem este texto comentado pelo Blog do Chicão oriento a leitura de mais alguns textos do blog:


A água evaporada na amazônia chove em todo o Brasil


Mutilação do Código Florestal, onde todos nós perdemos


Agricultores: observem o que está acontecendo com a citricultura


Agrotóxicos: produtos alimentícios brasileiros não conquistam mercado nos EUA




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quarta-feira, 3 de junho de 2009

O Congresso e a agenda ambiental

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Na maré de más notícias que ronda o Congresso Nacional, o conjunto de medidas antiambientais em pauta é mais uma, e das mais graves. Com uma folha corrida de escândalos que confrontam princípios éticos, a opção pelo desenvolvimento de qualquer jeito, agregado a uma visão patrimonialista dos bens públicos, é outra face da mesma moeda.

O Congresso caminha na contramão da história e de seus próprios discursos ao promover o desmonte da legislação ambiental, por meio de discussões e decisões que, claramente, fazem parte do jogo político e do sistema de barganhas que antecedem as eleições do ano que vem. A conivência do governo federal está explícita na recente publicação de decreto reduzindo significativamente o valor que cada projeto de infraestrutura deve destinar às áreas protegidas, a título de compensação ambiental.

A agenda negativa inclui proposta de código ambiental, em gestação na bancada ruralista, que pretende transferir aos estados a competência para definir o tamanho das áreas de preservação permanente e anistiar quem ocupou de modo irregular tais áreas. Nesta semana, o embate se dá na discussão da Medida Provisória 458, sobre regularização fundiária na Amazônia. A MP legaliza a grilagem ao ampliar o benefício, que deveria abranger apenas agricultores familiares com áreas de até quatro módulos fiscais, para ocupações de até 1.500 hectares, permitindo a comercialização dos imóveis maiores depois de três anos.

A título de resolver um dos problemas mais críticos da Amazônia, o texto aprovado pela Câmara abre a temporada de legalização das ocupações, cujo efeito imediato será o aumento das taxas de desmatamento dos próximos anos. Azar dos representantes brasileiros nos fóruns internacionais sobre mudanças climáticas, que terão a difícil tarefa de justificar a mudança de tendência da redução das emissões de gases oriundas de desmatamento.

Adotar uma agenda positiva em prol da sustentabilidade seria a forma de os parlamentares mostrarem que o Congresso não está se lixando para os 98% de brasileiros que, segundo pesquisa Datafolha para a ONG Amigos da Terra, são contra o estímulo ao desmatamento.

Um dos itens dessa agenda é a proposta do FPE Verde, de autoria da senadora Marina Silva. O projeto de lei cria reserva de 2% do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) para os estados que possuam unidades de conservação ou terras indígenas. Outra iniciativa relevante é o projeto que institui a possibilidade de renúncia fiscal para investimentos em projetos ambientais, apelidado de Imposto de Renda Ecológico.

Também tramita na Câmara dos Deputados um conjunto de projetos sobre energias renováveis que fariam avançar o marco regulatório do setor, viabilizando investimentos em alternativas energéticas que ajudariam o Brasil a se tornar cada vez menos dependente de fontes poluentes.

Outro tema que aguarda regulamentação pelo Congresso Nacional é o pagamento por serviços ambientais, previsto em vários projetos de lei. Por esse mecanismo, agricultores familiares e povos tradicionais poderiam ser beneficiados financeiramente pela contribuição à redução do desmatamento, recuperação de áreas degradadas, redução do risco de queimadas, conservação do solo, da água e da biodiversidade; ou qualquer outra prática relevante do ponto de vista ambiental.

Por fim, o projeto de lei da Comissão de Mudanças Climáticas, de extrema importância, pelo qual o processo de planejamento e licenciamento ambiental de obras de infraestrutura deve levar em consideração aspectos relacionados ao clima. Prever como uma hidrelétrica vai funcionar, levando em conta as mudanças previstas nos ciclos de chuva, é medida fundamental para quem pensa em desenvolvimento a longo prazo.

A aprovação dessas propostas e a rejeição do desmonte da legislação ambiental colocariam o debate sobre o desenvolvimento sustentável em outro patamar no Brasil. A atual prioridade dada ao desmantelamento da legislação ambiental deixará como marca dessa legislatura o legado da insustentabilidade futura do país.

Autor(es): Adriana Ramos
Correio Braziliense - 03/06/2009

Secretária-executiva adjunta do Instituto Socioambiental (ISA)

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Reinhold Stephanes e Katia Abreu ganham Prêmio Motoserra

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Reinhold Stephanes e Katia Abreu ganham Prêmio Motoserra

O ministro da Agricultura, REINHOLD STEPHANES, e a presidente da Confederação Nacional da Agricultura, senadora KATIA ABREU, ganharam o Prêmio Motoserra./ O prêmio é concedido pela Rede de Ongs da Mata Atlântica durante a abertura da Semana da Mata Atlântica, em São Paulo./ O objetivo é chamar a atenção para as pessoas públicas que contribuem para a degradação do bioma./ STEPHANES e ABREU foram premiados por seu apoio ao novo Código Florestal, que reduz as Áreas de Preservação Permanente e da Reserva Legal./ Eles também apoiaram o novo código ambiental de Santa Catarina, considerado anti-ambiental por suas medidas que flexibilizam áreas ambientais.///

Senado Federal discute possíveis alterações no Código Florestal

A falta de conhecimento devasta a natureza



Mata Atlântica perdeu 102,9 mil hectares em três anos


A Mata Atlântica brasileira teve CENTO E DOIS MILHÕES E NOVECENTOS MIL hectares derrubados de 2005 a 2008, divulgou ONTEM o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais./ A área devastada corresponde a DOIS TERÇOS do território da cidade de São Paulo./ Minas Gerais foi o estado que mais destruiu./ O pesquisador MARIO MANTOVANI, explica que o desmatamento está associado à expansão urbana nos limites da floresta./ HOJE é lembrado em todo o país o Dia da Mata Atlântica, a fim de chamar a atenção para a degradação do bioma e a importância de preservá-lo.///


da Agência Chasque de notícias


Nota do Chicão:

Minas Gerais, na qual o Aécio Neves destruiu a política ambiental e a polícia florestal, foi o campeão de desmatamento da mata atlântica.

O Serra e o Aécio estão competindo para ver quem se mostra mais confiável para os desmatadores, grileiros, grandes pecuaristas, etc.

O Brasil da pistolagem e dos apoios políticos

Estratégia eleitoral: um ex-deputado ruralista na secretaria do meio ambiente do estado de São Paulo

Ruralistas tentam dominar a comissão de meio ambiente da câmara dos deputados



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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Senado Federal discute possíveis alterações no Código Florestal

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Como todos sabem está em curso uma espécie de revanche conservadora. A GRANDE ALIANÇA CONSERVADORA está muito ativa.

Os setores conservadores buscam poder, impunidade e dinheiro. Um defende o outro.

A mídia conservadora quer tirar direito de fiscais atuarem quando há algumas irregularidades trabalhistas (é a busca por impunidade).

Os ruralistas querem, entre outras coisas, mudar o código florestal.

Houve uma audiência no senado. Abaixo coloco (e comento) partes de um texto sobre a audiência.

"O desembargador do Superior Tribunal de Justiça, Hermann Benjamin afirmou que o conflito não é sobre a totalidade do Código Florestal, mas que a divergência é sobre o passivo que está posto. Segundo ele, o Código Florestal tem servido como desaguadouro de todas as demandas de diversos setores, o que muitas vezes atende a interesses que não queremos legitimar, como é o caso dos que construíram mansões nas ribanceiras e penhascos de Campos de Jordão (SP) e apóiam as alterações relativas a Áreas de Preservação Permanente para legalizar as ocupações ilegais".

"Benjamin chamou a atenção para o uso das pesquisas em questões políticas, citando caso anterior de pesquisa do próprio Evaristo de Miranda que em 1993 apontava que a qualidade do ar na cidade de Ribeirão Preto na época das queimadas das lavouras de cana era melhor do que em Atibaia, causando com isso enorme prejuízo à saúde das pessoas e servindo a ações judiciais de usineiros pela manutenção da prática da queima. O estudo foi feito pelo pesquisador por meio da ONG Ecoforça e ainda hoje está disponível um trecho no site da Embrapa, onde também existe uma página divulgando as atividades da ONG ...". [Este tal de Evaristo é um safado que se diz pesquisador. fez ume studo que está rodando o Brasil na mão e boca dos conservadores, cheio de furos (uma pouca vergonha) dizendo que sobravam para a atividade agrícola e pecuária somente 29% do território. O babaca colocou que em APA não é possível ter atividade agrícola. Mentira! quem quier ver uma APA é só ir até joaquim Egídeo em campinas e presenciar a criação de bois por todo o lado].

"Beto Ricardo destacou ainda os resultados da pesquisa de opinião pública realizada pelo Datafolha por encomenda da organização Amigos da Terra Amazônia Brasileira que mostrou que 94% da população brasileira desaprova qualquer tipo de desmatamento ainda que seja para produção agrícola. A pesquisa foi comentada por quase todos os debatedores e mostra que a vontade dos brasileiros não está sendo respeitada pelos ruralistas interessados em fragilizar as exigências Código Florestal". [Este dado é que deve servir para nós denunciarmos na sociedade a ação dos deputados e senadores que estão ajudando a destruir a natureza).

"O senador Aloísio Mercadante (PT-SP) apontou o equívoco ao se separar a questão do desenvolvimento econômico de um país da questão da sustentabilidade. Foi aplaudido ao dizer que esse é um debate que precisa amadurecer e que não haverá rolo compressor no Congresso nessa discussão, em clara alusão à fala da senadora Kátia Abreu. Mercadante criticou ainda a tentativa do Estado de Santa Catarina, de alterar o Código Florestal, afirmando ser inconstitucional. Apontou também que essa proposta do governo catarinense não se coaduna com os discursos de desmatamento zero, e que não vai ser possível chegar a uma solução adequada se o discurso for um e as propostas outras".

"Na última fala da sessão, a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) defendeu que a concentração de terra também seja levada em consideração nas discussões de um novo do Código Florestal. Líder do governo no Senado, ela afirmou que não é aceitável que em seu estado ocorra a concentração de 60% das terras nas mãos de apenas 10% dos proprietários rurais". [Faltou falar que o Brasil não deve aceitar que estrengeiros comprem terras em nenhum lugar do país].


O texto completo está aqui:

http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=2874




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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Atingir o bolso de quem destrói o meio ambiente 2

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"Em palestra dirigida a advogados de diversas partes do mundo, Minc apontou o cumprimento das leis como a maior dificuldade do país para o combate aos problemas ambientais. "Já impetramos mais de cem ações na Justiça, contra os grandes desmatadores da Amazônia, e neste mês impetraremos outras 60. Infelizmente, a dificuldade maior não está em fazer leis, mas em fazer com que elas sejam cumpridas", disse o ministro.

Daí a estratégia adotada pelo governo, de tentar resolver o problema antes mesmo de eles chegarem à esfera judicial, ao adotar medidas como os leilões de bois, soja e madeiras apreendidos. "Com isso, nós evitamos que as pessoas enriqueçam com produtos frutos de crimes ambientais", observou".
UOL



Nota do Chicão:

Quem destrói o meio ambiente o faz em busca de lucros.

Está correto o ministro quando foca este caminho, sem abrir mão da demanda judicial.

Os leilões de gado e outros é uma forma de tornar maior o risco financeiro do daqueles que destroem, invadem, matam, depredam, corrompem, fincanciam políticos, etc.

Leia também:

Atingir o bolso de quem destrói o meio-ambiente


Onde os corruptos e os bandidos sentem mais dor


Boa notícia: a operação boi pirata continua e é um sucesso (por isto os jornais escondem)




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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Quem conhece o deputado Marcos Montes (DEM-MG)?

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O deputado Marcos Montes (DEM-MG) era o presidente da comissão de agricultura e pecuária da câmara dos deputados.

É ex-prefeito da cidade de Uberaba.

É um deputado atuante. Ninguém pode dizer que ele é um deputado vagabundo. É um legítimo representante da bancada ruralista. Um inimigo daqueles que lutam pela preservação do meio ambiente.

Uberaba é a cidade do Chico Xavier. Fui lá alguns anos atrás e um fato me chamou a atenção: os próprios uberabenses diziam que lá era a cidade da caridade. Realmente, é impressionante a quantidade de obras assistenciais na cidade. Um exemplo para o país.

Esta cidade fantástica também é a terra do Zebu. Forte na agricultura e pecuária. O deputado Marcos Montes foi eleito para defender estas pessoas. Eles pensam que ele está fazendo isto no congresso. Mas, NÃO ESTÁ.

O nobre deputado está sacaneando com a pecuária e agricultura de Minas Gerais. Está trabalhando arduamente para diminuir a quantidade de chuvas na região e aumentar o tempo de seca.

A DIMINUIÇÃO DA PRODUTIVIDADE SERÁ A CONSEQUÊNCIA. Os lucros vão murchar e muitos fazendeiros vão ter sérias dificuldades.

Esta é a luta do deputado Marcos Montes: diminuir os lucros dos fazendeiros do triângulo mineiro. Com a ajuda de toda a bancada ruralista ele está próximo de conseguir. Eles são fortes e são unidos. "Tá certo" que são meio kamikases.

São muitas as lutas do deputado para empobrecer os fazendeiros que o apóiam. Vou citar um caso exemplar: a "mutilação" do código florestal. Ele quer que aumente a área permitida de desmatamento na Amazônia. Quer mutilar o código florestal de várias outras formas, sempre facilitando a devastação.

Sabe a consequência de um maior desmatamento na Amazônia? Menos chuvas em Minas Gerais (boa parte das chuvas que caem em Minas Gerais se formam na Amazônia - leia o texto no blog do Chicão - A água evaporada na amazônia chove em todo o Brasil ).

Aqui se faz, aqui se paga.

A população de Uberaba deveria dar a ele um troféu como o Uberabense que mais tem contribuído para a destruição da natureza. Ele merece.

Boa parte das chuvas que caem em Minas Gerais se formam sobre a amazônia. São os chamados "rios de chuva". Menos floresta, menos umidade, menos chuva em Minas Gerais e no triângulo mineiro.

Se eu tivesse fazenda por lá eu teria uma "conversa" com este deputado e falaria para ele o seguinte: faça o que a Marina Silva mandar.

Eu mandaria uma carta para a senadora Marina Silva assim:

"Prezada Senadora Marina Silva.

Eu estou pouco me lixando para o meio ambiente. Mas quero ganhar muito dinheiro com minha fazenda. Agora eu caí na real e descobri que sou um dos beneficiários de sua luta pela preservação da amazônia. Vou dar um pé na bunda destes deputados e senadores que fingem me defender, mas que só estão atrapalhando meus lucros. Na próxima eleição, por favor, lance a grife "Marina Silva apóia", para que eu possa votar em algum deputado que pense como você. Suas idéias vão preservar meus lucros e encher meus bolsos.

Não quero ficar o resto da minha vida reclamando da falta de chuva em minha fazenda.

Conto com a senhora e suas idéias diferentes para me ajudar.

De um fazendeiro arrependido daqui do triângulo mineiro".

Muita gente vai pagar um preço enorme pela forma como estão destruindo o meio-ambiente. Alguns deputados e senadores acham que é pouco e querem mais.

Todas as cidades de Minas Gerais pagarão caro por elegerem deputados que pensam como este deputado Marcos Montes. O povo de Uberaba e região vai pagar caro por isto.

Será que a população de Uberaba concorda com a destruição da Amazônia? Será que a população quer mais proteção ou menos proteção ao meio ambiente?

Quem em Uberaba quiser mais proteção ao meio ambiente deve agir desde já. Denunciar ação danosa deste deputado que denigre a "cidade da caridade".

A população de Uberaba não ganha nada com as ações dele. Talvez, alguns amigos ricos de deputado, que possuem terras na amazônia, sejam beneficiados. Só eles. Os comerciantes, profissionais liberais, estudantes, donas de casa, operários, etc, todos estes estão sendo PREJUDICADOS.

Os próprios fazendeiros da região estão sendo PREJUDICADOS.

A natureza cobra seu preço e quem vai pagar vão ser todos.

Toda a vida no planeta está entrelaçada, nunca é demais repetir.


Leia sobre os "rios voadores":

Eles perseguem os 'rios voadores' que saem da Amazônia

Quem tiver dificuldade de acesso clique abaixo:

http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/02/eles-perseguem-os-rios-voadores-que.html


Mutilação do Código Florestal, onde todos nós perdemos


A água evaporada na amazônia chove em todo o Brasil





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Desmate faz nuvem "seca" proliferar na Amazônia

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Um estudo que monitorou os tipos de nuvens que cobrem a floresta amazônica mostra que o desmatamento parece estar causando tanto alterações na terra quanto no céu. Usando imagens de satélites e dados obtidos por balões meteorológicos, cientistas brasileiros e norte-americanos comprovaram a teoria de que a derrubada de árvores favorece a formação de nuvens "rasas", em contraposição a nuvens "profundas", mais chuvosas.

A conclusão ocorreu após análise de imagens e informações de Rondônia. O novo estudo ajuda a explicar por que o desmatamento faz a floresta ficar mais seca e corrobora com os estudos que preveem a conversão da Amazônia em savana.

"No momento em que temos uma floresta que retém bastante água, temos um ciclo da água, um ciclo de energia. Quando retiramos a floresta e a cobertura vegetal, mudamos esse ciclo. Certamente vai se criar outro cenário climático na região", afirma o meteorologista Luiz Augusto Machado, um dos autores do estudo. Ele é pesquisador do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

O trabalho foi publicado ontem na revista "PNAS", da Academia Nacional de Ciências dos EUA. O climatologista do Inpe Carlos Nobre, que não participou da pesquisa, diz que "uma generalização destes resultados vai na direção de apoiar a hipótese de savanização". Mesmo não sendo possível afirmar ainda que isso vale para toda a Amazônia, Nobre diz que os resultados "são fisicamente consistentes e indicam que as chuvas poderiam diminuir com o aumento do desmatamento".

Segundo Machado, a brasileira Elen Cutrim foi, em 1995, uma das primeiras a descrever esse fato de forma empírica e artesanal. "Agora, comprovamos com uma longa série de dados o estudo dela", disse.

Rafael Bras, da Universidade da Califórnia em Irvine, coautor do estudo, explicou o fenômeno em e-mail para a Folha. Segundo ele, nuvens rasas sobre desmatamentos ocorrem por mudanças na convecção, o movimento de massa de ar por diferença de calor - mesmo princípio físico que faz um balão de ar quente subir.

Oceano verde - "Se a região de desmatamento aumentar, a intensidade desta circulação pode diminuir e, mais importante, ficar mais seca e limitar o desenvolvimento de precipitação sobre a floresta", diz Bras. "No artigo, nós chamamos isso de "efeito do oceano verde".

Para ele, a floresta funciona como um oceano fornecendo vapor d'água para alimentar nuvens profundas. "Se o "oceano" desaparecer, o vapor d'água, a energia e a precipitação também desaparecem", diz.

Jingfeng Wang, coautor do estudo ligado ao MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), diz que o tamanho e forma da terra desmatada influenciam na possibilidade de recuperação da floresta. "O que não sabemos é quanto desmatamento é demais para que o "oceano verde" entre em colapso e suma para sempre", diz.

Enio Pereira de Souza, professor da Universidade Federal de Campina Grande, diz que o estudo confirma resultados de pesquisa que ele realizou há dez anos. Ele é ex-colaborador de Nilton Rennó, da Universidade de Michigan, um dos autores do estudo na "PNAS".

Souza conta que, na época, os estudos que indicavam o aumento das nuvens rasas sobre regiões desmatadas não eram muito aceitos por falta de provas. Segundo ele, sempre se deu mais importância às nuvens profundas. Mas agora, diz, o mapeamento das nuvens rasas se tornou "central na compreensão de todo esse mecanismo ligado à troca de energia entre a superfície e a atmosfera e como isso se relaciona com o clima global e eventos extremos de precipitação". (Fonte: Afra Balazina/ Folha Online -ambientebrasil)



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Mudança na chuva já ocorre na área do arco de desmatamento na Amazônia

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"Na época de chuva, chove o dia todo e, na época de seca, chove todos os dias", diz a piada corrente sobre o clima da Amazônia. As mudanças vistas na floresta, porém, podem acabar fazendo com que esse trocadilho perca o significado. Segundo o meteorologista Luiz Augusto Machado, do Inpe, em muitos lugares do chamado arco do desmatamento (no sul e no leste da Amazônia) chuvas já não são tão constantes.

"Do ponto de vista climático, a região do arco de desflorestamento já apresenta uma característica de clima de savana, isto é, com períodos de seca e chuva bem marcados e com o período de seca com muitos dias sem chuva", afirma.

Segundo ele, ainda não é possível dizer o que tem mais peso na savanização --se a mudança climática ou o desmatamento. "É muito difícil separar essas dois componentes."

Ainda há controvérsia sobre a savanização da Amazônia. O meteorologista Peter Cox já previu que o colapso da floresta poderia ocorrer em 2050. Mas, neste mês, outro trabalho afirma que ela pode ser menos vulnerável ao aquecimento global do que se temia. O estudo diz que, mesmo com redução nas chuvas, haveria umidade para sustentar uma floresta. (Fonte: Afra Balazina/ Folha Online)



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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

O tamanho do setor madereiro na Amazônia

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Setor madeireiro da Amazônia é 3,5% do PIB

Por Chico Araújo, da Agência Amazônia


Atividade gerou 232 mil empregos diretos e indiretos em 2004 na região e outros 147 mil fora da Amazônia.

Mesmo responsável por uma fatia considerável dos 11.986 quilômetros desmatados ano passado na Amazônia, o setor madeireiro na Amazônia é o maior empregador industrial e um dos que mais arrecadam impostos. O bom desempenho da atividade põe o Brasil na condição de maior produtor e consumidor mundial de madeiras de florestas tropicais.

Em 2004 o setor gerou 124 empregos diretos e outros 108 mil indiretos, além de mais 147 mil empregos indiretos fora da região. A atividade ainda proporcionou uma renda bruta de US$ 2,3 bilhões, com 3.132 empresas distribuídas em 82 pólos madeireiros. O valor das exportações também saltou entre 1998 e 2004. Passou de US$ 381 milhões para US$ 943 milhões, segundo o Plano Amazônia Sustentável (PAS). O plano é uma carta de boas intenções para a Amazônia que o governo federal lançou ano passado.

O setor de mineração, por sua vez, investiu R$ 14 milhões na região, mas com baixo benefício para a população local. A mineração geração cerca de 14 mil empregos e a maior parte das renda gerada é direcionada para as regiões mais desenvolvidas do Brasil ou do exterior, com efeitos positivos mínimos nas Amazônia.

Enquanto isso, as cadeias de produção diretamente baseadas em produtos florestais madeireiros representam 3,5 do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro e 6% das exportações no ano de 2006. Naquele ano o setor arrecadou mais de R$ 4,2 bilhões e impostos e gerou 6 milhões de empregos direitos e indiretos no País. A atividade é aquecida por sua ligação direta com alguns setores estratégicos da economia — a siderurgia, as indústrias de papel e celulose e a construção civil.

Exploração sustentável

A intensa procura pela madeira da Amazônia torna a atividade madeireira uma das atividades econômicas mais importantes e tradicionais da região. Devido a esse fato, a forma de retirada de madeira evoluiu. Saiu do sistema arcaico e predatório para a produção em bases sustentáveis mediante planos de manejo em várias áreas da Amazônia. O sinal de alerta para essa mudança foi declínio nas grandes regiões produtoras de madeira no leste paraense e no centro-norte mato-grossense.

Em 2005 a produção extrativa regional de madeira em tora totalizou 14,4 milhões de m³, o correspondente a 83% da produção nacional. Esse patamar foi superior aos dos anos 90, quando a produção regional, mesmo maior — entre 35 e 45 milhões de m³ de toras —, representava entre 75% e 80% da produção do País.

Segundo dados do IBGE de 2005, os principais estados produtores são Pará (9,9 milhões de m³), Mato Grosso (1,7 milhão), e Rondônia (1 milhão). No ano anterior, mais de 70% da madeira em toda explorada na Amazônia foram oriundas de áreas de terceiros e o restante das próprias empresas: 28% vieram de pequenas propriedades; 31 das médias e 41% das grandes. Cerca de dois terços a três quartos da madeira saíram de floresta nativa e o restante, oriundas de planos de manejo.



(Envolverde/Agência Amazônia)

Grilagem de terra no Brasil é uma festa

Irmã Dorothy e o crime organizado dos grileiros e desvastadores da amazônia

Leis que beneficiam a grilagem

Desmatamento e grilagem é coisa de gente grande

Serra e a grilagem em são paulo



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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Poder de setores que desmatam se reflete nas eleições municipais

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RODRIGO VARGAS
da Agência Folha, em Campo Grande

O poder econômico e político dos desmatadores esteve presente nas eleições dos 36 municípios que mais derrubam a floresta na Amazônia.

Levantamento feito pela Folha a partir de dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostra que 25 prefeitos eleitos (69%) nesses municípios são diretamente ligados ou receberam doações de campanha vindas de pessoas e empresas ligadas à agricultura, à pecuária e à indústria madeireira.

No Pará, Estado campeão do desmatamento entre agosto de 2007 e julho de 2008, segundo o Inpe, com 5.180 km2 derrubados, o resultado eleitoral de 10 dentre as 12 prefeituras da lista (83%) seguiu a regra. Em Mato Grosso, que teve o maior número de municípios na lista dos mais desmatados divulgada em janeiro (19), foi possível identificar a conexão em 14 campanhas vitoriosas (73%).

Em Juína (MT), a eleição do petista Alcir Peruzzo contou com a ajuda financeira do madeireiro Osmar Queiróz. Um dos 124 presos em 2005 pela Polícia Federal na Operação Curupira --que desmontou um esquema de exploração ilegal de madeira--, Queiróz doou R$ 3.000 à campanha de Peruzzo.

Em Lábrea (AM), 52% dos R$ 106.342 gastos na campanha à reeleição do prefeito Gean Campos de Barros (PMDB) vieram de duas doações feitas pelo empresário e fazendeiro Frederico Scheffer.

Reserva

O fazendeiro atualmente tenta na Justiça impedir a criação, pelo governo federal, da Floresta Nacional do Iquiri e da Reserva Extrativista de Ituxi. As duas áreas propostas estão localizadas nos 150 mil hectares que o fazendeiro possui no município amazonense.

Oito madeireiras doaram o equivalente a 40% dos custos da campanha do prefeito reeleito de Paragominas (PA), Adnan Demachki (PSDB). Ao todo, foram 12 depósitos, que somaram exatos R$ 170 mil.

Demachki disse ter recebido "com orgulho" a ajuda das madeireiras. Segundo ele, todas têm projetos de exploração legalizados, com planos de manejo. "Eu defendo o que é legal para o município. Uma dessas madeireiras tem selo verde [a certificação internacional do setor]. Outra só usa madeira reflorestada. Então, não vejo o que contestar".

Peruzzo disse que teve doações de vários setores" em "pequenas quantidades" e que sua campanha foi "modesta e sem nenhum comprometimento".

Informado por telefone do tema da reportagem, o prefeito reeleito de Lábrea chegou a marcar um horário para falar à reportagem, mas depois não atendeu às ligações.

Scheffer defendeu as doações feitas a Barros e disse que a vitória dele não o ajuda na ação judicial que move contra a criação das áreas de preservação. A advogada de Queiróz não respondeu à reportagem.


Nota do Chicão:

Este tipo de atividade depende de apoio político para manter o padrão de impunidade.

O que aparece na reportagem é o que foi doado legalmente, fora o que pode ter havido de caixa dois.

Observe como um sujeito é descrito como sendo dono de 150 mil hectares. Será que é dele mesmo? Duvido.


Não é fácil combater o desmatamento


Não é fácil combater os poluidores e os destruidores


Estratégia eleitoral: um ex-deputado ruralista na secretaria do meio ambiente do estado de São Paulo



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