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domingo, 31 de outubro de 2010

URGENTE - O futuro da Amazônia e os políticos

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Em 13 de dezembro de 2008, o blog do Chicão fez uma séria denúncia: a escolha de um ex-deputado ruralista era uma indicação do José Serra de que JAMAIS teria algum ecologista radical cuidando do meio ambiente do Brasil.

Lula escolheu para ministros do meio ambiente a Marina Silva e o Carlos Minc. Deu para os dois ECOLOGISTAS dinheiro e poder para combater o desmatamento.

O resultado: em 16/07/2010 os jornais tinham a seguinte manchete: Desmatamento na Amazônia DIMINUI 75%.

Não precisa ser gênio para chegar à seguinte conclusão: menos desmatamento, menos dinheiro para os desmatadores.

Uma equação perfeita para os cidadãos do Brasil: IBAMA - mais funcionários, mais equipamentos, mais dinheiro, mais poder -- resultado: menos desmatamento.

Esta equação é TERRÍVEL para os desmatadores: grileiros de terra, madereiros ilegais e políticos corruptos. HOJE estes destruidores tem MENOS poder, menos lucro e mais riscos de serem PUNIDOS.

Em 2008, denunciei a estratégia do José Serra - Estratégia eleitoral: um ex-deputado ruralista na secretaria do meio ambiente do estado de São Paulo http://chicaodoispassos.blogspot.com/2008/12/estratgia-eleitoral-um-ex-deputado.html

José Serra mostrou para todos os desmatadores que ele agiria DIFERENTE do governo Lula.

Ao invés de ecologistas, ele colocou para tomar conta do meio ambiente de São Paulo um ex-deputado ruralista. Ao invés de dar poder e equipar a polícia florestal de São Paulo, ele manteve a mesma quase que INOPERANTE.

José Serra fez o OPOSTO do governo Lula.

O que José Serra plantou ele colheu: ganhou DISPARADO no chamado "arco do desmatamento" (a região de maior desmatamento, onde a justiça e o IBAMA agem preferencialmente), no primeiro turno das eleições.

Teve o apoio maciço e entusiasmado daqueles que destroem a amazônia. Estes madereiros, grileiros e políticos corruptos querem agir impunemente e sem o IBAMA - JUSTIÇA para incomodá-los.


Vejam no mapa abaixo como foi a eleição do primeiro turno para presidente.

Tirem suas próprias conclusões.

O futuro da amazônia está em jogo nestas eleições. Faz pelo menos 2 anos que conto para vocês o que está acontecendo.

Vote Nulo, vote Dilma 13, mas NÃO vote para destruir a amazônia.




OBSERVE que José Serra seria eleito presidente do Brasil se a eleição fosse exclusivamente onde mais se desmata.


Sugiro a vocês que leiem os textos abaixo e entendam o jogo de poder e dinheiro que acontece na amazônia.


Saiba porque é tão difícil combater o trabalho escravo
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/12/saiba-porque-e-tao-dificil-combater-o.html

Mais mil fiscais para proteger a natureza. Mais mil novos funcionários públicos
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/05/mais-mil-fiscais-para-proteger-natureza.html

Grilagem de terras: por trás de cebolas, abacaxis e laranjas
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2010/08/grilagem-de-terras-por-tras-de-cebolas.html

Kátia Abreu e o jogo político dos que devem bilhões de reais para o governo federal
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/katia-abreu-e-o-jogo-politico-dos-que.html

Tocantins: políticos se esbaldam com terra quase de graça
http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/07/23/tocantins-politicos-se-esbaldam-com-terra-quase-de-graca/

Madeira ilegal: cresce conflito em Prainha, no Pará
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2010/01/madeira-ilegal-cresce-conflito-em.html


AJUDE A PROTEGER A AMAZÔNIA - SERRA NÃO.

HOJE, 31/10/2010, VOTE NULO OU DILMA 13



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sábado, 7 de agosto de 2010

Vídeo: CHURRASCO DE DESMATAMENTO

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Leia também:

Ministério Público faz campanha educativa e ruralistas atrasados revidam
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2010/08/ministerio-publico-faz-campanha.html

Já os ruralistas corretos apóiam a campanha.


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Ministério Público faz campanha educativa e ruralistas atrasados revidam

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Do Globo Rural:

"A senadora Kátia Abreu pediu na Justiça a suspensão da campanha intitulada Carne Legal, que recomenda aos consumidores que verifiquem a origem da carne produzida na Amazônia. A campanha, disponível ainda na internet, começou a ser veiculada em junho com três vídeos, intitulados "churrasco de desmatamento", "picadinho de trabalho escravo" e "filé de lavagem de dinheiro".

Para a CNA, a campanha tem viés ideológico e é uma forma de pressionar empresas e produtores a assinarem termos de ajuste de conduta com o Ministério Público, que valem como garantia de origem da carne. "É uma campanha destrutiva, uma aberração, sem objetivo a não ser difamar um setor importante", completou Abreu sobre a campanha Carne Legal, disse a senadora.

De acordo com o Ministério Público, cerca de 80 Termos de Ajuste de Conduta (TACs) já foram assinados no período de um ano, desde que os procuradores federais no Pará pediram indenização de R$ 2 bilhões por danos ambientais de 11 frigoríficos e 20 fazendas de gado do estado.

A pedido da senadora, a corregedora-geral do Ministério Público Federal, Ela Wieko de Castilho, abriu sindicância para apurar a participação de quatro procuradores na campanha Carne Legal. Os vídeos foram produzidos pela Fundação Padre Anchieta. Os custos de produção e veiculação da campanha, bancada pelo Ministério Público, foram estimados em cerca de R$ 400 mil.


Nota do Chicão:

Tudo que não é do jeito que os conservadores pensam tem "viés ideológico".

As revistas semanais conservadoras apresentam grileiros de terra como proprietários. Isto não é "viés ideológico".

Alguns procuradores resolveram usar a lei.

Este pessoal ficou puto, afinal a lei é só para quem NÃO tem poder.

A resposta é combater quem quer aplicar a lei.

Esta tática da revanche deu certo com a Campanha chamada "Exterminadores do Futuro" da ONG SOS Mata Atlântica. http://chicaodoispassos.blogspot.com/2010/06/ruralistas-pressionam-financiadores-de.html

A ONG botou o rabinho entre as pernas e está quietinha.

A tática é a mesma: todos que combatem a Aliança Conservadora devem ser destruidos.

PS: a boa notícia é que já existe um setor mais progressista do campo que defende a ação dos procuradores. Estes estão cansados de tipinhos como Kátia Abreu falarem por eles.

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sábado, 5 de junho de 2010

Ruralistas pressionam financiadores de ONGs

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"Fustigados pela campanha de ONGs ambientalistas contra o processo de reforma do Código Florestal Brasileiro, parlamentares da bancada ruralista passaram a adotar a mesma estratégia dessas organizações de questionar financiadores do setor agropecuário no país.


Os ruralistas resolveram usar a tática de constranger empresas com relações próximas a ONGs ambientalistas. O contra-ataque incluiu um pedido, na semana passada, para a suspensão de um protocolo firmado pelo Banco do Brasil com o WWF-Brasil no fim de março.

Também foi aprovado relatório parcial de uma "mini CPI" da Comissão de Agricultura para investigar as relações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e o Greenpeace durante uma operação contra pecuaristas e frigoríficos no sul do Pará.

Antes, os ruralistas já tinham aprovado convites aos financiadores da ONG Fundação SOS Mata Atlântica para pressionar os ambientalistas a recuar em sua campanha "Exterminadores do Futuro", criada para brecar reformas no Código Florestal, em vigor desde 1965. Na lista, estão Bradesco, Volkswagen, Coca-Cola, Colgate-Palmolive e American Express. "Estamos tranquilos. Nossos programas estão mantidos e as empresas sabem o que nossa marca significa", diz o diretor da SOS, Mário Mantovani.

A ofensiva sobre o WWF-Brasil começou com a reunião de um grupo de deputados com dois diretores do BB para protestar contra os critérios que levaram à assinatura do compromisso com "uma ONG estrangeira" em detrimento de instituições públicas nacionais, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). "Queríamos saber o porquê de contratar ONGs estrangeiras para fazer um serviço que empresas nacionais como a Embrapa poderiam fornecer. Qual é o diferencial deles?", diz o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Valdir Colatto (PMDB-SC).

A ONG desenvolverá, em parceria com a Fundação Banco do Brasil e a Agência Nacional de Águas (ANA), programas de preservação de mananciais na agricultura e de reciclagem de lixo nas cidades.

Os ruralistas estiveram com os vice-presidentes de Agronegócio, Luís Carlos Guedes Pinto, e de Gestão de Pessoas e Desenvolvimento Sustentável, Robson Rocha. Deles, ouviram que foi assinado apenas um protocolo de intenções, e não um contrato.

Além disso, o BB informou que o WWF-Brasil, cujo quadro tem "gestores renomados, sérios e brasileiros", foi recomendado pelo Ministério do Meio Ambiente e pela ANA.

A situação é considerada delicada no banco porque os ruralistas têm força, coesão e são parte da bancada governista. A solução encontrada pelo banco foi abrir o convênio a outros parceiros, locais e nacionais, inclusive a Embrapa, nas cinco regiões do país. Consultado pela reportagem, o WWF-Brasil afirmou não ter sido informado pelo BB sobre o caso, preferindo não dar declarações.

Na "mini CPI" instalada na Câmara, os ruralistas miram o Greenpeace. Querem saber se o Ibama e a ONG agiram para quebrar o sigilo de pecuaristas e do frigorífico Bertin, acusado de comprar gado de áreas desmatadas. Um relatório do Greenpeace, batizado "A farra do boi na Amazônia", teria servido de base para a atuação do Ibama no sul do Pará, apontam os ruralistas.

Em seguida, o Ministério Público Federal acusou pecuaristas e frigoríficos de desmatar 157 mil hectares de floresta, o que teria gerado R$ 2 bilhões em prejuízos ambientais. "O produtor rural foi satanizado no Pará. A Comissão de Agricultura utilizará os mecanismos legais e regimentais para defender o setor rural brasileiro", afirmou o presidente da comissão, deputado Abelardo Lupion (DEM-PR).

Em defesa do setor, os ruralistas afirmam que as ONGs, sobretudo aquelas com matriz no exterior, têm usado a estratégia de questionar empréstimos de bancos internacionais e agências de fomento com o objetivo de bloquear a expansão do agronegócio no país. Listam como exemplo a oposição de ONGs à
concessão de crédito do IFC, braço de financiamento ao setor privado do Banco Mundial, a empreendimentos agrícolas e pecuários na Amazônia. "Se eles podem fazer isso, nós também podemos", afirmou o deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR), presidente da Comissão Especial da reforma do Código Florestal.

Em 2004, as ONGs bloquearam um empréstimo de US$ 30 milhões ao Grupo André Maggi em razão da pressão liderada por WWF, Amigos da Terra e The Nature Conservancy (TNC).

Os ruralistas também reclamam de uma "pressão indevida" das ONGs para influenciar critérios de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a indústrias frigoríficas e usinas de etanol na Amazônia Legal.

Em 2007, as ONGs fizeram forte pressão contra a participação acionária de R$ 1,46 bilhão da BNDESPar no grupo JBS, à época chamado Friboi.

Valor Econômico

 
Nota do Chicão:
 
A maior vitória dos ruralistas foi a transformação da campanha "exterminadores do futuro" em uma merdinha.
 
O SOS Mata Atlântica prometeu dar os nomes dos deputados e senadores exterminadores. Com medo de perder as empresas que dão dinheiro para ela mudaram a campanha.
 
Segundo: você reparou os estados de origem dos deputados ruralistas que defendem os ruralistas da amazônia: Paraná e Santa Catarina. Porque estes caras tem tanto interesse na Amazônia?
 
Estas ONGs que defendem a ecologia e recebem dinheiro de empresas ficam com o rabo preso.
 
Já o WWF, o Greenpeace ou o ISA (instituto socio-ambiental) não precisam ficar com medo dos ruralistas.
 
 
 
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domingo, 31 de janeiro de 2010

Rios voadores com água da Amazônia em ação

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Em fevereiro do ano passado escrevi o texto:

A água evaporada na amazônia chove em todo o Brasil
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/02/agua-evaporada-na-amazonia-chove-em.html

“A bacia amazônica capta entre 12 mil e 16 mil quilômetros cúbicos de água pro ano e apenas 40% desse volume escorrem pelos rios. O restante se esvai na atmosfera pela evapo-transpiração das florestas e se distribuem pela América do Sul. O desmatamento está reduzindo essa umidade que, viajando no vento, contribui para o equilíbrio hídrico de extensas áreas do continente, além de acentuar a erosão e a drenagem superficial que retira água dessa irrigação natural tanto da Amazônia como de terras agrícolas distantes.

Mário Osava, Terramérica" (leia o texto completo no link acima)

Eu fiz uma série de reflexões sobre as conseqüências do desmatamento da Amazônia para nossa vida no sudeste.

Aqui no estado de São Paulo está acontecendo enchentes.

Chuva recorde (agravada por um governador que não desassoreou rios e manteve reservatórios cheios antes da temporada de chuvas).

Sabe de onde vem toda esta água: da Amazônia.

"Fenômenos nos oceanos Pacífico e Atlântico empurram a umidade da floresta amazônica para as regiões Sul e Sudeste.

Em São Paulo, concreto joga mais calor na atmosfera; janeiro bateu recorde de chuvas na cidade e previsão é que continuem até março".

"A maior contribuição de chuva durante o verão é a umidade e o aquecimento decorrente da própria época em que estamos", afirma o pesquisador Carlos Augusto Morales, chefe da estação meteorológica do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo".

Existem ainda outros fatores climáticos inflando a potência das chuvas principalmente sobre São Paulo, diz o especialista. "Adicionalmente, temos a atuação do El Niño ... e de uma zona de convergência de umidade", afirma Morales.

Enquanto no primeiro caso o aquecimento rápido das águas do oceano altera o padrão de ventos sobre grande parte da América do Sul, no segundo existe uma conexão direta entre floresta amazônica e São Paulo.

"A umidade daquela região está sendo trazida para o Sudeste e o Sul do Brasil", diz Morales. A umidade que vem do Norte é resultado direto do aquecimento das águas do Atlântico. Fenômeno também observado pelos cientistas nesta época do ano.

A região metropolitana de São Paulo, não bastasse a umidade acima média que chega até ela, tem mais um agravante, diz Augusto Pereira Filho, também da USP.

Por causa da impermeabilização, afirma o especialista, as chuvas aqui têm ocorrido de forma mais rápida e concentrada. O calor que emana do concreto paulistano joga mais calor na atmosfera. Isso engorda as nuvens, que descarregam água de forma mais violenta".

(Folha de São Paulo)

A água da Amazônia sempre chove pelo Brasil.

O fenõmeno que acompanhamos agora é o que sempre acontece, mas em maior escala.

Em menor escala é fonte de vida e de bem estar para todos nós.

Nossa vida é melhor com a amazônia preservada.

Lembre-se disso.


Leia também:

“Rios voadores” auxiliam pesquisas sobre a Amazônia
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/07/rios-voadores-auxiliam-pesquisas-sobre.html

PS: muita chuva não justifica que o esgoto fique brotando por dias em São Paulo.


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domingo, 23 de agosto de 2009

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Amazônia precisa de um "Big Brother", diz dono de fazenda modelo

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PAULO CABRAL
Enviado especial da BBC Brasil a Paragominas (PA)

O modelo de pecuária e agricultura sustentáveis que o fazendeiro Mauro Lúcio Costa adota em suas terras ainda está no campo das exceções na Amazônia.

Em sua fazenda, 80% da área de 4,5 mil hectares ainda é de mata preservada, a produtividade nos pastos é quatro vezes superior à média da Amazônia, reflorestamento e soluções ambientalmente positivas estão por todos os lados, não pesam sobre ele denúncias (ou condenações) de crimes trabalhistas ou ambientais e não há qualquer conflito pela terra.

Não são muitos os grandes fazendeiros da região que podem ostentar uma ficha dessas --por isso, Costa é comumente citado como exemplo, por ambientalistas e técnicos, de como uma fazenda pode funcionar sem destruir a natureza.

"Quando falava disso, oito anos atrás, tinha muita gente dizendo que gado não dava dinheiro suficiente para fazer uma fazenda assim", diz o fazendeiro, presidente do Sindicato de Produtores Rurais de Paragominas, no sudeste do Pará. "Agora, as coisas mudaram e tem cada vez mais gente percebendo que esse é o caminho."

Sem exemplos

O fazendeiro diz que a nova mentalidade já está chegando a outros agricultores e pecuaristas. Mas tem dificuldades para citar outros bons exemplos específicos de boas práticas ambientais em fazendas da região, que conhece bem.

Costa diz que lei só vai funcionar se houver monitoramento e fiscalização. "Tem mais gente que está adquirindo essa consciência, mas é um trabalho que demora a surtir resultados na prática. Minha fazenda está assim porque já faz quase dez anos que a sustentabilidade é uma preocupação", afirma.

"Quando nós fomos convidados pelo governo para vir para cá [nos programas de colonização da Amazônia], a ordem era produzir a qualquer custo e desmatar para poder ficar com a terra', acrescenta. 'Agora que tudo mudou, queremos o mesmo respeito do governo que tínhamos no passado para que possamos adequar nossas práticas."

Costa apoia a nova lei criada a partir da MP 458, mas diz acredita que ela só vai funcionar se o monitoramento e a fiscalização dos fazendeiros na Amazônia --hoje bastante criticados-- forem reforçados.

"Eu acho que a fiscalização vai ser essencial dentro do processo", afirma o fazendeiro. "Ela tem que ser rígida e eu diria que o ideal para nós seria um 'big brother', em que você estaria sendo monitorado 24 horas, online."

"Se tivermos essa consciência, podemos ser os vigias que a Amazônia tem que ter. Eu por exemplo sou: se eu souber de algum vizinho meu, alguma pessoa que está fazendo desmatamento, eu vou denunciá-lo."

Mas Costa reclama que o governo caiu em uma contradição ao determinar que a MP regularizaria terras de, no máximo, 1,5 mil hectares.

"Quando os fazendeiros vieram para a Amazônia, nos anos 80, os lotes para ocupação eram de 3 mil e 4,5 mil hectares. Agora, não faz sentido o governo não regularizar o que ele mesmo prometeu anos atrás."


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domingo, 19 de julho de 2009

“Rios voadores” auxiliam pesquisas sobre a Amazônia

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Por Luana Lourenço, da Agência Brasil

Manaus - Imagine um “rio voador” com vazão maior que a do São Francisco. Dentro dele, um avião “navegando” para recolher gotas de água que serão levadas para laboratórios de alta tecnologia. A descrição poderia ser parte de um roteiro de ficção científica, mas ocorre no Brasil. O projeto, chamado Rios Voadores, analisa o percurso do vapor d'água oriundo de árvores da Amazônia até virar chuva para o Centro-Sul do país.

Piloto do avião que viaja pelos rios voadores, o pesquisador suíço Gérard Moss apresentou o projeto durante a 61° Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). ...

Uma das metas do projeto é investigar como a redução da floresta pelo desmatamento e pelas mudanças climáticas pode influenciar o regime de chuvas no restante do país. De acordo com o professor Pedro Leite Dias, do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), o aumento da temperatura de 1 grau Celsius (°C) a 2,5 °C pode reduzir as chuvas em até 20%.

Pesquisador da Universidade de São Paulo, o especialista em análise isotópica Marcelo Moreira é um dos responsáveis pela identificação da “impressão digital” das moléculas de vapor d'água dos rios voadores para dizer se as gotículas capturadas pelo avião de Moss no interior de São Paulo vieram mesmo de árvores da Amazônia.

“Tenho certeza de que, se todos fôssemos cientes do valor de cada ecossistema, não estaríamos hoje discutindo se escolhemos as florestas ou derrubamos para pastos e plantação se soja”, criticou Moss.

Além da valorização dos serviços ambientais prestados pela Amazônia – o que reforça a ideia de que é economicamente vantajoso manter a floresta em pé – o projeto Rios Voadores tem colaborado de outra forma com a comunidade científica, à medida que se mostra uma nova forma de financiamento de pesquisas.

Patrocinado com recursos da Petrobras, o projeto conseguiu garantir verba e velocidade para as pesquisas relacionadas, segundo Dias Leite. “A articulação com o Gérard tornou viável experiências que custariam muito e levariam muito mais tempo. A questão do custo é crítica para a realização desse tipo de experimento. As parcerias institucionais são fundamentais.”

(Envolverde/Agência Brasil)

Leia o texto completo aqui


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Ações sustentáveis são apresentadas no Mutirão Arco Verde Terra Legal

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O Mutirão Arco Verde Terra Legal, feito nos 43 municípios prioritários no combate ao desmatamento da Amazônia Legal, apresenta novas propostas de desenvolvimento sustentável na região são uma oportunidade para mostrar iniciativas já existentes. Em Nova Ubiratã, a quarta das 20 cidades mato-grossenses a receber o mutirão, a Feira de Produtos da Reforma Agrária e Agricultura Familiar reuniu a produção orgânica. As assentadas Geneci Schulke e Benilde Narciso, do assentamento Entre Rios, venderam mel, rapadura, amendoim, paçoca, tomate e mandioca.

Elas fazem parte da Associação dos Produtores Rurais da Gleba Entre Rios (Aproger) - que conta com apoio do Projeto de Alternativa ao Desmatamento e Queimadas (Padeq), do Ministério do Meio Ambiente (MMA), para implantação de viveiros de mudas e da Casa do Mel. O mel silvestre embalado pela Casa, construída dentro dos padrões do Sistema de Inspeção Federal (SIF), é vendido na região e em feiras nacionais e regionais de iniciativas sustentáveis.

O viveiro e a Casa do Mel são também locais para atividades de educação ambiental. Nesses dois espaços, estudantes aprendem, por exemplo, a importância de ajudar na recuperação da floresta. “É um sentimento gratificante. Enquanto outros estão destruindo, estamos construindo e vivendo com mais qualidade de vida”, diz Geneci.

Ela conta ainda que no assentamento onde mora foram plantadas dez mil mudas e que outras 15 mil estão sendo preparadas. São espécies nativas e frutíferas que compõem o Sistema Agroflorestal (SAF), implantado como alternativa tanto para recuperação de áreas degradadas como para a agricultura familiar.

Adubação orgânica – Outra iniciativa que teve destaque em Nova Ubiratã foi a aula de campo no sítio do agricultor familiar Gari da Silva, onde foi mostrada a importância da adubação orgânica e seus resultados na produtividade e na diversificação da produção. Para adubar a terra, o agricultor utiliza apenas esterco de suas criações (gado, frango, suíno e coelho), folhas secas, serragem e casca de soja. A mandioca é o plantio que se destaca, tanto pela produtividade quanto pela variedade, e que garante renda para toda a família, além do leite e derivados, banana, cana-de-açúcar e hortaliças.

Agricultor consegue primeiro documento aos 67 anos

Ao buscar atendimento durante o Mutirão Arco Verde Terra Legal em Peixoto de Azevedo, no Mato Grosso, o lavrador João Gomes da Silva (67) sabia apenas o nome dos pais, a data e o local onde havia nascido. Não tinha, portanto, qualquer documento.

Logo que foi atendido pelas equipes, conseguiu, de uma só vez, a carteira de identidade, o Cadastro de Pessoa Física (CPF), o título de eleitor e a carteira de trabalho. Ele saiu do Mutirão também com o cadastro no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para receber, em 30 dias, o benefício assistencial ao idoso. O valor é de um salário mínimo.

Agora que terá rendimento, João Gomes, que trabalhou como empregado de fazendas em vários estados, planeja permanecer no pedaço de terra que conquistou há cerca de uma década em Peixoto de Azevedo. O plano anterior era vender a propriedade, faltava saúde e renda para continuar produzindo e cuidando do gado.

Para obter todos os demais documentos, João Gomes da Silva teve a emissão da certidão de nascimento autorizada pela Defensoria Pública por meio da oitiva de testemunhas. A certidão do agricultor foi a primeira documentação tardia emitida pelo Mutirão Arco Verde Terra Legal no Mato Grosso, estado que vem desenvolvendo campanha para erradicação do sub-registro de nascimento.

A documentação pessoal é somente uma das ações desenvolvidas por meio do Programa Nacional de Documentação da Trabalhadora Rural (PNDTR/MDA) durante o Mutirão Arco Verde Terra Legal. O atendimento para emitir documentos é prestado numa unidade-móvel, denominado Expresso Cidadã, equipado com aparato tecnológico que possibilita a emissão imediata de documentos.


Nota do Chicão:

Estas ações descritas na texto são muito importantes, se quisermos mudar para um modelo de desenvolvimento sustentável.

Todavia, são realizadas em uma escala muito pequena. Muito pequena mesmo. Existe uma necessidade urgente de multiplicar a quantidade de agricultores que participam destes programas.

A função de qualquer governo é ajudar. A ajuda deve ser direcionada segundo a necessidade da pessoa/empresa e do país.

Recentemente a GM anunciou que investirá 2 bilhões de reais no Brasil. A imprensa conservadora "esqueceu" de dizer quem vai pagar o investimento. R$1,6 bilhões serão investidos com nosso dinheiro.

Acho um exagero de ajuda. Neste caso (como sempre acontece quando os mais ricos são beneficiados) não existe polêmica.

Mas quando o benefício atinge aos mais pobres é sempre motivo de polêmica. Outro dia o governador Aécio reclamou das políticas "populistas" do Lula. Ele se referia a programas como o que ajuda a tirar documentos. Ou seja, o governador que teve como primeiro emprego ser funcionário da câmara federal, no RJ, acha que seu emprego de não fazer nada no congresso nacional não é populismo. Mas, ajudar um ser humano que não tem documentos, apesar de já ter 67 anos, é algo negativo.

São pessoas como este Aécio é que nos ajudam a entender porque o Brasil é um dos países campeões da DESIGULADADE SOCIAL.

Todas as vezes que a imprensa conservadora mostra a reforma agrária ela faz questão de escolher os exemplos ruins. Entre os CENTENAS de milhares de beneficiados pela reforma agrária há os que não aproveitaram a oportunidade. A IMENSA MAIORIA, porém, luta muito para aproveitar a MELHOR OPORTUNIDADE DA VIDA DELA.

A senhora do texto acima é um exemplo da luta e do trabalho que estas famílias beneficiadas pela reforma agrária tem para produzir e viver dignamente.




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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Senador Arthur Virgílio: mais podridão!

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Um amigo foi passar alguns dias em Manaus. Ao voltar me disse que corria uma fofoca na cidade de que a relação entre o Senador Arthur Virgílio e seu sub-chefe de gabinete seria bem maior do que de amigos e de empregador/empregado.

O nome do sub-chefe é: Carlos Homero Vieira Nina

O senador empregou os três filhos do dito cujo. Um deles morava no exterior, sendo portanto funcionário fantasma.

"Principal personagem da operação que salvou a passagem de Virgílio por Paris, Homero é um dileto amigo do senador. Prova disso é que empregou no gabinete parlamentar de Virgílio seus filhos Guarani Alves Nina, Tomas Alves Nina e Carlos Alberto Nina Neto. O último mora no Exterior, mas não deixa de receber salário". (Revista Isto é)

Não é só isso, a revista conta mais:

"Há quem diga que a súbita fúria de Virgílio contra Agaciel estaria relacionada a outro fato que ele preferiu não contar em público: a exoneração do Instituto Legislativo Brasileiro (ILB) de Vânia Maione, esposa de Homero. Ela foi substituída por Carlos Roberto Stuckert, a mando de Agaciel.

Ou seja, para contentar o tal Homero o senador Arthur Virgílio chegou a contratar um funcionário fantasma. Além dos filhos e da boquinha da esposa do sujeito.

É pouco?

Tem mais...

Atos secretos do senado. O senado praticamente inteiro envolvido.

E o senador Arthur Virgílio?

Aproveitou para arranjar mais uma boquinha para a família do Homero.

"Com salário de R$ 7.484,43, irmã do subchefe de gabinete do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) foi nomeada por ato secreto na direção geral em 20/03/07"

Veja bem: 3 filhos (um fantasma), esposa, irmã e o próprio Homero.

Será que eles foram contratados por serem trabalhadores, honestos e capazes?

Será que eles foram contratados para ajudar o Brasil?

Será que eles foram contratados pela amizade que há entre os dois?

Qual é o tipo de vínculo que há entre eles?


Leia também:

Senador Arthur Virgílio: que PODRIDÃO!


Senador Arthur Virgílio, funcionários fantasmas e dinheiro do Agaciel Maia


A boquinha do marido da deputada Célia Leão ( PSDB - Campinas ) no governo José Serra


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terça-feira, 23 de junho de 2009

Mais uma vitória dos ecologistas

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A luta para mudar uma sociedade é feita de vitórias e derrotas.

É um jogo de forças. Quase sempre quem detém poder não abre mão do seu jeito de agir, a não ser que exista PRESSÃO.

Com relação ao gado na amazônia: os ecologistas agiram, um grupo do ministério público agiu, alguns políticos agiram.

Divulgaram a causa e conscientizaram partes dos opositores. Pensando no dinheiro eles estão mudando. Não se enganem que eles estão mais ecológicos. Não é isso. É que eles estão descobrindo que elementos como a Kátia Moto-serra Abreu faz eles perderem muito dinheiro.

Leia abaixo a notícia:

Cadeia produtiva de carne vai adotar código de conduta, diz associação

O presidente da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), Roberto Giannetti da Fonseca, afirmou hoje (23) que o setor adotará um código de conduta para evitar o abate e o processamento de gado criado em áreas de desmatamento da Amazônia. A declaração foi feita no no Senado, onde participa de audiência pública na Comissão de Agricultura.

De acordo com Giannetti, o código de conduta é uma forma de adequar o setor ao termo de ajuste de conduta proposto pelo Ministério Público do Pará e pelo Ministério do Meio Ambiente, que proíbe a comercialização de carne de animais provenientes de áreas desmatadas.

O executivo da Abiec disse que atualmente é impossível controlar toda a cadeia produtiva da carne e identificar animais oriundos de áreas clandestinas. Isso porque, ressaltou, 30% do gado abatido no país é clandestino.

Neste momento, assinalou Giannetti, o setor não tem condições de assinar o termo de ajuste de conduta e, por isso, optou pelo código. Ele ainda criticou o governo e o ministro Carlos Minc, que "teria falado muito e feito pouco pelo setor".

A primeira experiência de gado rastreado, desde o nascimento até o abate, está sendo iniciada em Mato Grosso do Sul, informou Giannetti. A partir da implantação desse sistema, acrescentou, será possível identificar a origem de todos os animais abatidos no país.

Interferência do MP

Giannetti afirmou ainda, perante a comissão, que as recentes ações do Ministério Público do Pará em relação aos produtores de carne do Estado incorreram em "transgressões do direito privado das empresas" e foram tomadas por "inspiração do Greenpeace".

Conforme informou Giannetti, o Frigorífico Bertin, que funciona no Estado e comercializa carne de cerca de 2.300 fornecedores, teve sua lista de compradores apropriada pelo Ministério Público, que acabou enviando uma carta a esses clientes, avisando que tais empresas seriam denunciados por co-responsabilidade de crime ambiental se comprassem carnes do Bertin.

Para Giannetti, não existia motivo para essa ação, visto que nenhum dos produtores de carne que fornecem para o Bertin sofreu embargo por parte do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

Ele reconheceu, porém, que algumas das fazendas paraenses, que abrigam 17 milhões de cabeças de gado, têm irregularidades e já sofreram autuações, mas não punição definitiva, e que isso não ocorre com a totalidade das fazendas.

"Agora, ninguém mais está vendendo carnes e quem sofre também é o consumidor. Na minha avaliação, houve uma quebra do direito privado e também uma quebra de sigilo fiscal dessas empresas. O MP não agiu de modo próprio, mas inspirado pelo Greenpeace", reclamou.

da Agência Brasil


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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Kátia Abreu: mal preparada ou mau intencionada?

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A senadora Kátia Abreu é o mais legítimo representante da extrema-direita nacional. É muito interessante ver como ela pensa, quais são seus valores, etc.

Por exemplo: ela diz que defende a propriedade. É verdade, desde que esta propriedade não seja pública.

Depois de ameaçar de morte o ministro Minc, ela soltou mais uma de suas "grandes" idéias.

A Kátia disse: "não tem nenhum grileiro entre as empresas que têm posses na Amazônia, até porque grileiro e bandido não querem ser legalizados, querem é viver na clandestinidade".

Sim, esta é verdade, para ela. Quem é grande jamais faz algo errado. Pessoas como o Dantas, cujas empresas são "donas" de grandes extensões de terras na Amazônia jamais seriam grileiros.

Para ela estas pessoas donas de empresas são inocentes, sempre. É uma visão de mundo onde quem é igual a ela é inocentado e o que gera polêmica é a ação de quem é diferente. Por exemplo, os pequenos posseiros da amazônia.

Para quem quer entender como foi e está sendo a ocupação da Amazônia recomendo o livro: O massacre dos posseiros. Autor: Ricardo Kotscho.

A ocupação da amazônia é feita a bala, onde posseiros são expulsos das terras e grandes grileiros ocupam e tomam posse. Depois esta terra (limpa de posseiros, é assim que os grandes fazendeiros dizem entre si) são vendidas a preço bem baixo, pois são ilegais. Grupos empresariais entram na hora de comprar a posse da terra bem barata.

A terra é pública. A propriedade é do povo brasileiro.

Nem toda terra na amazônia tem origem no massacre de posseiros. Algumas foram ocupadas a mais de cem anos. Outras foram fruto da corrupção de cartórios, políticos, etc.

As terras que foram ocupadas sem uma bandidagem envolvida é uma pequena minoria.

Portanto, praticamente todas as áreas ocupadas por empresas são fruto de algum tipo de bandidagem. Seja pela própria empresa ou seja de quem ela comprou a posse da terra.

Vamos analisar a seguinte frase da senadora: "...até porque grileiro e bandido não querem ser legalizados, querem é viver na clandestinidade". Se isto fosse verdade porque traficante teria interesse em "lavar dinheiro"? Ou seja, porque eles tem interesse em tornar legal o que tem origem ilegal?

Todos os bandidos são profundamente conservadores com o próprio dinheiro. Todos querem legalizar os recursos de fonte ilegal. UMA DAS MELHORES FORMAS DE LEGALIZAR ("LAVAR") É A PECUÁRIA.

Os bandidos possuem uma vantagem a mais ao legalizar o dinheiro, além de maior tranquilidade: é mais fácil e BARATO gerir o dinheiro legalizado.

Lembra do juiz Lalau? Ele roubou milhões. A justiça NÃO conseguiu pegar o dinheiro. E ele continuou dono de sua mansão e de OUTRAS propriedades. Sabe porque? Porque no Brasil se um bem não foi comprado com o dinheiro roubado ele não pode ser confiscado.

É uma lei feita sob medida para estas pessoas ficarem bem tranquilas.

Responde você mesmo: a senadora Kátia Abreu é mal preparada ou é mau intencionada?


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segunda-feira, 8 de junho de 2009

Ecologia: os jornais conservadores escondem e os BLOGS mostram

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Este eu li no Blog do Sakamoto. Nem pense que você vai ler estas pérolas nos jornais conservadores. Eles tentam de toda a forma ridicularizar quem é contra os interesses da Grande Aliança Conservadora e mostrar que os deputados e senadores que a apoiam são pessoas sérias e comprometidas com o Brasil.

Parece piada, mas não é. Leia abaixo:

"A Câmara dos Deputados também adota a retórica política de alto nível ao discutir meio ambiente. Um exemplo é o deputado federal Luciano Pizzatto (DEM-PR) que mostrou, em um debate, como a motosserra equilibra as forças do universo:

“O que os defensores do meio ambiente devem entender, é que o universo é violento e destrutivo. Portanto preservar o meio ambiente deve considerar isso, porque senão poderá às vezes nos prejudicar. Ao derrubar uma árvore, estamos na verdade dando o direito de outra nascer.”

"Um dos parlamentares que usou o dom do discurso para justificar o injustificável (e acelerar o rolo compressor sobre a Amazônia) é Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR):

“Árvore é um ser vivo, nasce, cresce e morre. Se nós não derrubarmos mais nenhuma, as árvores importantes vão morrer, apodrecer, criar cupim.”

Troféu Frango para os argumentos da Bancada Ruralista


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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Derrotado, PT pede que Lula mude 'MP da grilagem'

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SÃO PAULO - Um dia depois de a Medida Provisória 458, que regulamenta a situação fundiária na Amazônia Legal, ter sido aprovada no Senado, a bancada do PT avisou que fará um apelo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que vete artigos do texto. Ex-ministra do Meio Ambiente, a senadora Marina Silva (PT-AC) enviou uma carta a Lula, solicitando o veto de três artigos. Para ela, o texto representa ?a legalização da grilagem?. A "MP da grilagem", nas palavras do líder do PT e do bloco de apoio ao governo, senador Aloizio Mercadante (SP), foi aprovada por 23 votos a 21, após mais de cinco horas de debates.

Prestes a perder a validade, a MP passou pelo Senado a toque de caixa, sem alteração no texto da Câmara. Durante a sessão de votação no Senado, Marina chegou a chorar.

Ao presidente, a ex-ministra pede veto para os artigos que definem ocupação indireta e exploração indireta; outro que trata da oportunidade de titulação e comercialização de terras em áreas de até 1.500 hectares; e ao artigo que diz que os requisitos para a regularização fundiária dos imóveis de até quatro módulos fiscais são averiguados por meio de declaração do ocupante.

"O Estado não pode abrir mão do instrumento mais importante de controle do processo de regularização fundiária porque não desenvolveu capacidade organizacional para realizar o processo com a segurança exigida pela sociedade", cobrou a senadora.

Segundo dados apresentados pela ex-ministra, a privatização de "67 milhões de hectares da Amazônia equivale à distribuição de patrimônio público equivalente a quase quatro Bancos do Brasil".

Os números mostrados por Marina revelam ainda que os mini e pequenos produtores (até 400 hectares) embora somem 81% do total de posseiros, ficarão com 7,8 milhões de hectares e receberão patrimônio público no valor de R$ 8 bilhões. Já médio e pequenos produtores (de 400 a 1.500 hectares), que são 12% do total, ficarão com 8 milhões de hectares e patrimônio público de R$ 8 bilhões. Grandes produtores, disse Marina, são 7% do total. "Ficarão com 49 milhões de hectares e receberão patrimônio público de R$ 54 bilhões. Onde está a justiça social"? questionou.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Ecologia em luto: regularização de terras na Amazônia

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O que está entre colchetes é comentário do Blog do Chicão

Manifestação de senadores reflete polêmica sobre MP da regularização fundiária

Da Agência Senado

Os acirrados debates, na noite desta quarta-feira (3), em torno do projeto de conversão 9/2009, que trata da regularização fundiária na Amazônia Legal, refletiram a polêmica sobre o tema que opõem ruralistas e ambientalistas. Manifestaram-se mais de vinte senadores, de diversos partidos, de oposição ou de apoio ao governo [INFELIZMENTE GANHARAM OS RURALISTAS. ENQUANTO NÓS DEFENSORES DA ECOLOGIA NÃO DENUNCIARMOS ESTAS PESSOAS NAS CIDADES ONDE ELES FAZEM CAMPANHA ELEITORAL, ELES NÃO MUDARÃO - LEIA ESTE TEXTO EXEMPLO: Quem conhece o deputado Marcos Montes (DEM-MG)? .

O centro da polêmica foram dois destaques apresentados pela senadora Marina Silva (PT-AC). Um deles propõe que os beneficiários da regularização fundiária na Amazônia sejam impedidos de vender as terras em até 10 anos [NÃO FOI APROVADO]. O outro impede o uso de prepostos para a ocupação da terra, o que abriria espaço para a grilagem [NÃO FOI APROVADO].

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) defendeu a posição de Marina, sustentando que não se deve permitir a regularização de áreas superiores a 1.500 hectares.

O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), defendeu a aprovação do texto da relatora, Kátia Abreu (DEM-TO), e disse que a regularização da posse de áreas da Amazônia evitará a grilagem de terras públicas [PIADA! A GRILAGEM VAI CONTINUAR AVANÇANDO. NOVOS GRILEIROS FICARÃO SABENDO QUE QUALQUER DIA NO FUTURO NOVA LEGALIZAÇÃO VAI ACONTECER.]. Para ele, a falta de regras claras aumenta o risco de degradação ambiental [REGRA CLARA PARA ELES NENHUMA OU QUASE NENHUMA REGRA.]. O mesmo sustentou Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR): "Não é uma regularização ideal, mas o pior é uma terra sem lei", disse [NÃO MUDA QUASE NADA. OS GRANDES E MÉDIOS GRILEIROS QUEREM É DINHEIRO NO BOLSO E ESTÃO SE LIXANDO PARA A LEI. ELES ESTARÃO MAIS FORTES E MAIS DISPOSTOS A DAR DINHEIRO E APOIO PARA CAMPANHAS DE TRASTES COMO O COMO OS SENADORES DO DEM E DO PSDB. SÃO NEGÓCIOS.].

Outro argumento levantado pelos defensores da proposta de Kátia Abreu foi o da segurança jurídica. Romeu Tuma (PTB-SP), por exemplo, ressaltou que o texto garante negociações de terras feitas em respeito à Constituição - excluindo as terras indígenas, as florestas públicas e as destinadas à administração federal [SIM. VOCÊ TEM UM PEQUENO SITIANTE QUE RECEBE UMA VISITA DE UM PISTOLEIRO PARA NEGOCIAR A COMPRA DA TERRA DELE... EXISTEM MILHARES DE PEQUENOS PROPRIETÁRIOS QUE USAM ÁREAS PEQUENAS, A MP ERA DESTINADA A ELES. A CÂMARA E O SENADO ARROMBARAM AS PORTAS. FOI UM ERRO DO GOVERNO TER FEITO A MP].

Também foi abordada a possibilidade, aberta pelo relatório de Kátia Abreu, da regularização de terras em nome de empresas. O senador João Pedro (PT-AM) disse ser favorável à regularização de terras na Amazônia, mas com critérios que não foram contemplados na proposição. Ele pediu atenção aos senadores para evitar a criação, a partir do PLV 9/09, de regularização de territórios em nome de "prepostos", de pessoas que nem sequer moram no local. [O QUE VAI APARECER DE LARANJA DONO DE TERRAS.. VÃO SER MUITOS MILHARES. NENHUMA TERRA NA AMAZÔNIA VAI SER MAIOR DO QUE OS LIMITES DA MP. É FESTA DOS GRILEIROS, E DOS DANTAS DA VIDA.]

Além disso, na visão do senador, é um agravante a permissão para regularizar terrenos em nome de pessoas jurídicas. "Se votarmos como está, estaremos relaxando o rigor, e facilitando a venda da terra pública, de terras estratégicas", disse. [ESTE É OUTRO PROBLEMA: MINÉRIOS. TEM MUITA EMPRESA POSICIONADA EM CIMA DESTAS TERRAS PARA FACILITAR A LAVRA E CONCESSÕES. APESAR DO SUBSOLO SER NACIONAL, TER A POSSE DA TERRA FACILITA TODO O PROCESSO.]

Posicionamento diferente expressou a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO). Para ela, se deve tratar os empreendimentos comercias "sem preconceitos". [É UMA ÁREA DIFERENTE, ONDE ESTAS EMPRESAS COMERCIAIS OU GRILARAM OU "COMPRARAM" DE GRILEIROS. PORTANTO AGIRAMD E MÁ FÉ.]

Mas a atenção dos senadores não se deteve apenas no mérito das propostas de Kátia Abreu e de Marina Silva. Uma questão importante nos debates foi o fato de o tema ter sido enviado na forma de medida provisória, "com pressa", nas palavras de Jefferson Praia (PDT-AM).

Esta inclusive foi a razão apresentada pelo senador Cristóvam Buarque (PDT-DF) para justificar o voto contrário à MP. Na avaliação dele, ainda que a proposta seja bem intencionada, o assunto merecia mais debates. "Eu votarei contra porque não quero que meu nome fique marcado por possíveis erros na condução do uso do nosso patrimônio", afirmou.

Na visão de Renato Casagrande (PSB-ES), o fundamental é debater o modelo de desenvolvimento da Amazônia. Ele afirmou que, em tese, defende a regularização da ocupação de terras para que se possa cobrar de seus proprietários as possíveis agressões ao meio ambiente.

Leia Mais:

"Ninguém quer impedir aqueles que moram na Amazônia de regularizar sua terra. Mas não vamos, em nome desses, abrir as portas da Amazônia dessa forma," disse o líder Aloísio Mercadante.

Não haverá regras para evitar a regularização de diversas terras por uma pessoas através de várias empresas. Segundo Katia Abreu (DEM-TO), relatora do projeto, a legislação não deveria ser modificada devido a quem pretende fazer esse tipo de prática.

"Como é que você pode punir a formalidade? Quem tem pessoa jurídica seria condenado como criminoso," disse a senadora. [NÃO É O CASO SENADORA MOTO-SERRA. BASTA REGULARIZAR EM NOME DA PESSOA FÍSICA. ISTO SERIA POSSÍVEL E FÁCIL DE SER FEITO]

[Aos agricultores que lerem este texto comentado pelo Blog do Chicão oriento a leitura de mais alguns textos do blog:


A água evaporada na amazônia chove em todo o Brasil


Mutilação do Código Florestal, onde todos nós perdemos


Agricultores: observem o que está acontecendo com a citricultura


Agrotóxicos: produtos alimentícios brasileiros não conquistam mercado nos EUA




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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Atingir o bolso de quem destrói o meio ambiente 2

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"Em palestra dirigida a advogados de diversas partes do mundo, Minc apontou o cumprimento das leis como a maior dificuldade do país para o combate aos problemas ambientais. "Já impetramos mais de cem ações na Justiça, contra os grandes desmatadores da Amazônia, e neste mês impetraremos outras 60. Infelizmente, a dificuldade maior não está em fazer leis, mas em fazer com que elas sejam cumpridas", disse o ministro.

Daí a estratégia adotada pelo governo, de tentar resolver o problema antes mesmo de eles chegarem à esfera judicial, ao adotar medidas como os leilões de bois, soja e madeiras apreendidos. "Com isso, nós evitamos que as pessoas enriqueçam com produtos frutos de crimes ambientais", observou".
UOL



Nota do Chicão:

Quem destrói o meio ambiente o faz em busca de lucros.

Está correto o ministro quando foca este caminho, sem abrir mão da demanda judicial.

Os leilões de gado e outros é uma forma de tornar maior o risco financeiro do daqueles que destroem, invadem, matam, depredam, corrompem, fincanciam políticos, etc.

Leia também:

Atingir o bolso de quem destrói o meio-ambiente


Onde os corruptos e os bandidos sentem mais dor


Boa notícia: a operação boi pirata continua e é um sucesso (por isto os jornais escondem)




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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Quem conhece o deputado Marcos Montes (DEM-MG)?

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O deputado Marcos Montes (DEM-MG) era o presidente da comissão de agricultura e pecuária da câmara dos deputados.

É ex-prefeito da cidade de Uberaba.

É um deputado atuante. Ninguém pode dizer que ele é um deputado vagabundo. É um legítimo representante da bancada ruralista. Um inimigo daqueles que lutam pela preservação do meio ambiente.

Uberaba é a cidade do Chico Xavier. Fui lá alguns anos atrás e um fato me chamou a atenção: os próprios uberabenses diziam que lá era a cidade da caridade. Realmente, é impressionante a quantidade de obras assistenciais na cidade. Um exemplo para o país.

Esta cidade fantástica também é a terra do Zebu. Forte na agricultura e pecuária. O deputado Marcos Montes foi eleito para defender estas pessoas. Eles pensam que ele está fazendo isto no congresso. Mas, NÃO ESTÁ.

O nobre deputado está sacaneando com a pecuária e agricultura de Minas Gerais. Está trabalhando arduamente para diminuir a quantidade de chuvas na região e aumentar o tempo de seca.

A DIMINUIÇÃO DA PRODUTIVIDADE SERÁ A CONSEQUÊNCIA. Os lucros vão murchar e muitos fazendeiros vão ter sérias dificuldades.

Esta é a luta do deputado Marcos Montes: diminuir os lucros dos fazendeiros do triângulo mineiro. Com a ajuda de toda a bancada ruralista ele está próximo de conseguir. Eles são fortes e são unidos. "Tá certo" que são meio kamikases.

São muitas as lutas do deputado para empobrecer os fazendeiros que o apóiam. Vou citar um caso exemplar: a "mutilação" do código florestal. Ele quer que aumente a área permitida de desmatamento na Amazônia. Quer mutilar o código florestal de várias outras formas, sempre facilitando a devastação.

Sabe a consequência de um maior desmatamento na Amazônia? Menos chuvas em Minas Gerais (boa parte das chuvas que caem em Minas Gerais se formam na Amazônia - leia o texto no blog do Chicão - A água evaporada na amazônia chove em todo o Brasil ).

Aqui se faz, aqui se paga.

A população de Uberaba deveria dar a ele um troféu como o Uberabense que mais tem contribuído para a destruição da natureza. Ele merece.

Boa parte das chuvas que caem em Minas Gerais se formam sobre a amazônia. São os chamados "rios de chuva". Menos floresta, menos umidade, menos chuva em Minas Gerais e no triângulo mineiro.

Se eu tivesse fazenda por lá eu teria uma "conversa" com este deputado e falaria para ele o seguinte: faça o que a Marina Silva mandar.

Eu mandaria uma carta para a senadora Marina Silva assim:

"Prezada Senadora Marina Silva.

Eu estou pouco me lixando para o meio ambiente. Mas quero ganhar muito dinheiro com minha fazenda. Agora eu caí na real e descobri que sou um dos beneficiários de sua luta pela preservação da amazônia. Vou dar um pé na bunda destes deputados e senadores que fingem me defender, mas que só estão atrapalhando meus lucros. Na próxima eleição, por favor, lance a grife "Marina Silva apóia", para que eu possa votar em algum deputado que pense como você. Suas idéias vão preservar meus lucros e encher meus bolsos.

Não quero ficar o resto da minha vida reclamando da falta de chuva em minha fazenda.

Conto com a senhora e suas idéias diferentes para me ajudar.

De um fazendeiro arrependido daqui do triângulo mineiro".

Muita gente vai pagar um preço enorme pela forma como estão destruindo o meio-ambiente. Alguns deputados e senadores acham que é pouco e querem mais.

Todas as cidades de Minas Gerais pagarão caro por elegerem deputados que pensam como este deputado Marcos Montes. O povo de Uberaba e região vai pagar caro por isto.

Será que a população de Uberaba concorda com a destruição da Amazônia? Será que a população quer mais proteção ou menos proteção ao meio ambiente?

Quem em Uberaba quiser mais proteção ao meio ambiente deve agir desde já. Denunciar ação danosa deste deputado que denigre a "cidade da caridade".

A população de Uberaba não ganha nada com as ações dele. Talvez, alguns amigos ricos de deputado, que possuem terras na amazônia, sejam beneficiados. Só eles. Os comerciantes, profissionais liberais, estudantes, donas de casa, operários, etc, todos estes estão sendo PREJUDICADOS.

Os próprios fazendeiros da região estão sendo PREJUDICADOS.

A natureza cobra seu preço e quem vai pagar vão ser todos.

Toda a vida no planeta está entrelaçada, nunca é demais repetir.


Leia sobre os "rios voadores":

Eles perseguem os 'rios voadores' que saem da Amazônia

Quem tiver dificuldade de acesso clique abaixo:

http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/02/eles-perseguem-os-rios-voadores-que.html


Mutilação do Código Florestal, onde todos nós perdemos


A água evaporada na amazônia chove em todo o Brasil





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Desmate faz nuvem "seca" proliferar na Amazônia

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Um estudo que monitorou os tipos de nuvens que cobrem a floresta amazônica mostra que o desmatamento parece estar causando tanto alterações na terra quanto no céu. Usando imagens de satélites e dados obtidos por balões meteorológicos, cientistas brasileiros e norte-americanos comprovaram a teoria de que a derrubada de árvores favorece a formação de nuvens "rasas", em contraposição a nuvens "profundas", mais chuvosas.

A conclusão ocorreu após análise de imagens e informações de Rondônia. O novo estudo ajuda a explicar por que o desmatamento faz a floresta ficar mais seca e corrobora com os estudos que preveem a conversão da Amazônia em savana.

"No momento em que temos uma floresta que retém bastante água, temos um ciclo da água, um ciclo de energia. Quando retiramos a floresta e a cobertura vegetal, mudamos esse ciclo. Certamente vai se criar outro cenário climático na região", afirma o meteorologista Luiz Augusto Machado, um dos autores do estudo. Ele é pesquisador do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

O trabalho foi publicado ontem na revista "PNAS", da Academia Nacional de Ciências dos EUA. O climatologista do Inpe Carlos Nobre, que não participou da pesquisa, diz que "uma generalização destes resultados vai na direção de apoiar a hipótese de savanização". Mesmo não sendo possível afirmar ainda que isso vale para toda a Amazônia, Nobre diz que os resultados "são fisicamente consistentes e indicam que as chuvas poderiam diminuir com o aumento do desmatamento".

Segundo Machado, a brasileira Elen Cutrim foi, em 1995, uma das primeiras a descrever esse fato de forma empírica e artesanal. "Agora, comprovamos com uma longa série de dados o estudo dela", disse.

Rafael Bras, da Universidade da Califórnia em Irvine, coautor do estudo, explicou o fenômeno em e-mail para a Folha. Segundo ele, nuvens rasas sobre desmatamentos ocorrem por mudanças na convecção, o movimento de massa de ar por diferença de calor - mesmo princípio físico que faz um balão de ar quente subir.

Oceano verde - "Se a região de desmatamento aumentar, a intensidade desta circulação pode diminuir e, mais importante, ficar mais seca e limitar o desenvolvimento de precipitação sobre a floresta", diz Bras. "No artigo, nós chamamos isso de "efeito do oceano verde".

Para ele, a floresta funciona como um oceano fornecendo vapor d'água para alimentar nuvens profundas. "Se o "oceano" desaparecer, o vapor d'água, a energia e a precipitação também desaparecem", diz.

Jingfeng Wang, coautor do estudo ligado ao MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), diz que o tamanho e forma da terra desmatada influenciam na possibilidade de recuperação da floresta. "O que não sabemos é quanto desmatamento é demais para que o "oceano verde" entre em colapso e suma para sempre", diz.

Enio Pereira de Souza, professor da Universidade Federal de Campina Grande, diz que o estudo confirma resultados de pesquisa que ele realizou há dez anos. Ele é ex-colaborador de Nilton Rennó, da Universidade de Michigan, um dos autores do estudo na "PNAS".

Souza conta que, na época, os estudos que indicavam o aumento das nuvens rasas sobre regiões desmatadas não eram muito aceitos por falta de provas. Segundo ele, sempre se deu mais importância às nuvens profundas. Mas agora, diz, o mapeamento das nuvens rasas se tornou "central na compreensão de todo esse mecanismo ligado à troca de energia entre a superfície e a atmosfera e como isso se relaciona com o clima global e eventos extremos de precipitação". (Fonte: Afra Balazina/ Folha Online -ambientebrasil)



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Mudança na chuva já ocorre na área do arco de desmatamento na Amazônia

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"Na época de chuva, chove o dia todo e, na época de seca, chove todos os dias", diz a piada corrente sobre o clima da Amazônia. As mudanças vistas na floresta, porém, podem acabar fazendo com que esse trocadilho perca o significado. Segundo o meteorologista Luiz Augusto Machado, do Inpe, em muitos lugares do chamado arco do desmatamento (no sul e no leste da Amazônia) chuvas já não são tão constantes.

"Do ponto de vista climático, a região do arco de desflorestamento já apresenta uma característica de clima de savana, isto é, com períodos de seca e chuva bem marcados e com o período de seca com muitos dias sem chuva", afirma.

Segundo ele, ainda não é possível dizer o que tem mais peso na savanização --se a mudança climática ou o desmatamento. "É muito difícil separar essas dois componentes."

Ainda há controvérsia sobre a savanização da Amazônia. O meteorologista Peter Cox já previu que o colapso da floresta poderia ocorrer em 2050. Mas, neste mês, outro trabalho afirma que ela pode ser menos vulnerável ao aquecimento global do que se temia. O estudo diz que, mesmo com redução nas chuvas, haveria umidade para sustentar uma floresta. (Fonte: Afra Balazina/ Folha Online)



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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Pílulas ecológicas. A grilagem e suas relações políticas e criminosas.

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Anchieta propõe mudanças na legislação ambiental

O governador de Roraima, Anchieta Júnior (PSDB), afirmou que a questão ambiental tem sido o grande gargalo do desenvolvimento no Brasil e, por conta disso, pretende propor aos governadores da Amazônia Legal que sejam feitas alterações na legislação que rege o tema. "Começaremos pelos percentuais de exploração de áreas da Amazônia", frisou. Um dos exemplos citados por Anchieta é sobre a potencialidade de Roraima para a produção de etanol, ainda que o governo federal combata o plantio de cana-de-açúcar na Amazônia. "Temos que provar à União que a discriminação do plantio da cana na Amazônia não pode ser de forma homogênea, existem situações diferentes. É apenas um exemplo para demonstrar as diferenças entre os Estados", comentou - Folha de Boa Vista, 13/2.

Nota do Chicão:

Esta é a meta imediata da bancada ruralista. Eles consideram qualquer medida de proteção ao meio ambiente (na área rural) como sendo CONTRA eles.

O Ministério do meio ambiente é visto quase como um demônio a ser combatido com água benta (que são as idéias deles).

Neste "minguau" é preciso entender as jogadas polpiticas em curso. Tanto em minas Gerais, quanto em São Paulo os dois governadores colocaram políticos afinados com os ruralistas para tomar conta da área de meio-ambiente.

Ser e se mostrar confiável é o desejo deles.

No caso de São Paulo, que conheço melhor por morar aqui, o governador quer até entregar terras no pontal do Paranapanema para grileiros que ocupam as terras públicas.

Vale tudo nesta competição para mostrar quem é mais confiável aos desmatadores, grileiros e a banda podre e a banda boba dos ruralistas.

Leiam este texto:

Estratégia eleitoral: um ex-deputado ruralista na secretaria do meio ambiente do estado de São Paulo


Megagrileiro tem 6 milhões de hectares no Amazonas

Uma força-tarefa do governo federal vai colocar na mira as áreas que estão nas mãos dos três maiores grileiros do país: um deles é fantasma, Carlos Medeiros, nome usado por uma quadrilha que se apossou e vendeu cerca de 12 milhões de hectares no Pará. O segundo maior é o empreiteiro Cecílio Almeida, que se apossou de cerca de 7 milhões de hectares no sul do Pará e se transformou no maior latifundiário do planeta. O terceiro lugar é do empresário Falb Farias, "dono" de 6,8 milhões de hectares em cinco municípios do Amazonas - Amazonas em Tempo, 10/2.


Deputado diz que soja está encalhada

Contrariando as expectativas de crescimento do setor de grãos em Roraima, o deputado federal Márcio Junqueira (DEM) disse que parte da safra de soja do ano passado sequer foi comercializada. Segundo ele, as trades que comercializam soja têm um acordo com a WWF para que a compra do grão na Amazônia só possa ser feita mediante autorização dela. Os produtores não conseguem vender os grãos. Paulo César Quartiero é um dos produtores com soja estocada nos silos. Ele informou que tem 53 mil sacas de soja avaliadas em R$ 1 milhão em seus depósitos, sem ter para quem vender - Folha de Boa Vista, 13/2,


Morte de Dorothy completa 4 anos

Movimentos sociais protestaram no Pará contra a impunidade no assassinato da freira americana Dorothy Stang, que fez 4 anos ontem. Integrantes do Comitê Dorothy Stang reuniram-se com o presidente do TJ do Pará, Rômulo Nunes, pedindo a anulação do julgamento de Vitalmiro de Moura, o Bida, inocentado da acusação de ser o mandante do crime. O comitê reclama da demora para julgar Regivaldo Galvão, também identificado como mandante do crime. Preso desde dezembro por grilagem, ele recorreu ao STF para evitar julgamento no caso Dorothy. Até hoje, somente os pistoleiros Rayfran das Neves Sales e Clodoaldo Batista tiveram os julgamentos concluídos. "Até o momento, está reinando a impunidade", protestou a missionária Rebeca Spires - O Globo, 13/2, O País, p.4; CB, 12/2, Brasil, p.10.

Nota do Chicão:

Um dos melhores textos para entender a rede de corrupção e assassinato que se forma em torno da grilagem de terra é o texto:
Irmã Dorothy e o crime organizado dos grileiros e desvastadores da amazônia




Todas as notícias acima você encontra na área de notícias do Instituto sócio-ambiental (ISA)
http://www.socioambiental.org/manchetes/



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