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Leia também:
Ministério Público faz campanha educativa e ruralistas atrasados revidam
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2010/08/ministerio-publico-faz-campanha.html
Já os ruralistas corretos apóiam a campanha.
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sábado, 7 de agosto de 2010
Vídeo: CHURRASCO DE DESMATAMENTO
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Ministério Público faz campanha educativa e ruralistas atrasados revidam
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Do Globo Rural:
"A senadora Kátia Abreu pediu na Justiça a suspensão da campanha intitulada Carne Legal, que recomenda aos consumidores que verifiquem a origem da carne produzida na Amazônia. A campanha, disponível ainda na internet, começou a ser veiculada em junho com três vídeos, intitulados "churrasco de desmatamento", "picadinho de trabalho escravo" e "filé de lavagem de dinheiro".
Para a CNA, a campanha tem viés ideológico e é uma forma de pressionar empresas e produtores a assinarem termos de ajuste de conduta com o Ministério Público, que valem como garantia de origem da carne. "É uma campanha destrutiva, uma aberração, sem objetivo a não ser difamar um setor importante", completou Abreu sobre a campanha Carne Legal, disse a senadora.
De acordo com o Ministério Público, cerca de 80 Termos de Ajuste de Conduta (TACs) já foram assinados no período de um ano, desde que os procuradores federais no Pará pediram indenização de R$ 2 bilhões por danos ambientais de 11 frigoríficos e 20 fazendas de gado do estado.
A pedido da senadora, a corregedora-geral do Ministério Público Federal, Ela Wieko de Castilho, abriu sindicância para apurar a participação de quatro procuradores na campanha Carne Legal. Os vídeos foram produzidos pela Fundação Padre Anchieta. Os custos de produção e veiculação da campanha, bancada pelo Ministério Público, foram estimados em cerca de R$ 400 mil.
Nota do Chicão:
Tudo que não é do jeito que os conservadores pensam tem "viés ideológico".
As revistas semanais conservadoras apresentam grileiros de terra como proprietários. Isto não é "viés ideológico".
Alguns procuradores resolveram usar a lei.
Este pessoal ficou puto, afinal a lei é só para quem NÃO tem poder.
A resposta é combater quem quer aplicar a lei.
Esta tática da revanche deu certo com a Campanha chamada "Exterminadores do Futuro" da ONG SOS Mata Atlântica. http://chicaodoispassos.blogspot.com/2010/06/ruralistas-pressionam-financiadores-de.html
A ONG botou o rabinho entre as pernas e está quietinha.
A tática é a mesma: todos que combatem a Aliança Conservadora devem ser destruidos.
PS: a boa notícia é que já existe um setor mais progressista do campo que defende a ação dos procuradores. Estes estão cansados de tipinhos como Kátia Abreu falarem por eles.
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Do Globo Rural:
"A senadora Kátia Abreu pediu na Justiça a suspensão da campanha intitulada Carne Legal, que recomenda aos consumidores que verifiquem a origem da carne produzida na Amazônia. A campanha, disponível ainda na internet, começou a ser veiculada em junho com três vídeos, intitulados "churrasco de desmatamento", "picadinho de trabalho escravo" e "filé de lavagem de dinheiro".
Para a CNA, a campanha tem viés ideológico e é uma forma de pressionar empresas e produtores a assinarem termos de ajuste de conduta com o Ministério Público, que valem como garantia de origem da carne. "É uma campanha destrutiva, uma aberração, sem objetivo a não ser difamar um setor importante", completou Abreu sobre a campanha Carne Legal, disse a senadora.
De acordo com o Ministério Público, cerca de 80 Termos de Ajuste de Conduta (TACs) já foram assinados no período de um ano, desde que os procuradores federais no Pará pediram indenização de R$ 2 bilhões por danos ambientais de 11 frigoríficos e 20 fazendas de gado do estado.
A pedido da senadora, a corregedora-geral do Ministério Público Federal, Ela Wieko de Castilho, abriu sindicância para apurar a participação de quatro procuradores na campanha Carne Legal. Os vídeos foram produzidos pela Fundação Padre Anchieta. Os custos de produção e veiculação da campanha, bancada pelo Ministério Público, foram estimados em cerca de R$ 400 mil.
Nota do Chicão:
Tudo que não é do jeito que os conservadores pensam tem "viés ideológico".
As revistas semanais conservadoras apresentam grileiros de terra como proprietários. Isto não é "viés ideológico".
Alguns procuradores resolveram usar a lei.
Este pessoal ficou puto, afinal a lei é só para quem NÃO tem poder.
A resposta é combater quem quer aplicar a lei.
Esta tática da revanche deu certo com a Campanha chamada "Exterminadores do Futuro" da ONG SOS Mata Atlântica. http://chicaodoispassos.blogspot.com/2010/06/ruralistas-pressionam-financiadores-de.html
A ONG botou o rabinho entre as pernas e está quietinha.
A tática é a mesma: todos que combatem a Aliança Conservadora devem ser destruidos.
PS: a boa notícia é que já existe um setor mais progressista do campo que defende a ação dos procuradores. Estes estão cansados de tipinhos como Kátia Abreu falarem por eles.
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Fazenda de primo de ruralista (DEM) mantinha trabalho escravo
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É impressionante!
O sujeito é rico, vive bem e não está satisfeito.
Quer mais, a qualquer preço.
Estas pessoas TEM QUE SER BARRADAS.
Deveriam ser "punidas" no bolso e na prisão.
Agora é época de campanha eleitoral.
Todos estes elementos estão engajados para eleger seus deputados e senadores.
Dão dinheiro, prestam favores, divulgam o nome, etc.
Tudo o que eles querem é a GARANTIA DE QUE A JUSTIÇA NÃO VAI FUNCIONAR.
Para eles é importantíssimo fazer leis absurdas, confusas e de difícil aplicação.
Eles não querem ser incomodados.
Leia a reportagem do Reporter Brasil:
Fazenda de primo de ruralista mantinha trabalho escravo
Fiscalização encontrou 26 pessoas em condições análogas à escravidão na Fazenda Santa Mônica, no município de Natividade (TO). Imóvel rural pertence a Emival Ramos Caiado, primo do deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO)
Expostos a riscos e intempéries para demarcar as fronteiras da propriedade e impedir a dispersão do gado do patrão há mais de mês, custeavam ainda as refeições (havia servidão por dívidas, pois os gastos com a comida eram subtraídos pelos "chefes de barraco"), as próprias ferramentas de trabalho e até o combustível das motosserras.
Para completar o quadro de extrema precariedade, sofriam descontos ilegais dos salários na esteira do pagamento por produção e não recebiam os equipamentos de proteção individual (EPIs) exigidos para as atividades. Algumas das carteiras de trabalho estavam retidas com o empregador e muitos não descansavam sequer aos domingos.
O texto completo está aqui: http://www.reporterbrasil.com.br/exibe.php?id=1777
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É impressionante!
O sujeito é rico, vive bem e não está satisfeito.
Quer mais, a qualquer preço.
Estas pessoas TEM QUE SER BARRADAS.
Deveriam ser "punidas" no bolso e na prisão.
Agora é época de campanha eleitoral.
Todos estes elementos estão engajados para eleger seus deputados e senadores.
Dão dinheiro, prestam favores, divulgam o nome, etc.
Tudo o que eles querem é a GARANTIA DE QUE A JUSTIÇA NÃO VAI FUNCIONAR.
Para eles é importantíssimo fazer leis absurdas, confusas e de difícil aplicação.
Eles não querem ser incomodados.
Leia a reportagem do Reporter Brasil:
Fazenda de primo de ruralista mantinha trabalho escravo
Fiscalização encontrou 26 pessoas em condições análogas à escravidão na Fazenda Santa Mônica, no município de Natividade (TO). Imóvel rural pertence a Emival Ramos Caiado, primo do deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO)
Expostos a riscos e intempéries para demarcar as fronteiras da propriedade e impedir a dispersão do gado do patrão há mais de mês, custeavam ainda as refeições (havia servidão por dívidas, pois os gastos com a comida eram subtraídos pelos "chefes de barraco"), as próprias ferramentas de trabalho e até o combustível das motosserras.
Para completar o quadro de extrema precariedade, sofriam descontos ilegais dos salários na esteira do pagamento por produção e não recebiam os equipamentos de proteção individual (EPIs) exigidos para as atividades. Algumas das carteiras de trabalho estavam retidas com o empregador e muitos não descansavam sequer aos domingos.
O texto completo está aqui: http://www.reporterbrasil.com.br/exibe.php?id=1777
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sábado, 24 de julho de 2010
A lógica do pensamento dos DESTRUIDORES da natureza
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Leia estas frases da Senadora Kátia Abreu, depois eu comento:
– Não se planta arroz em cima de árvores. Não se cria bois em cima de árvores. Infelizmente ou felizmente, as áreas precisam ser abertas para a produção de alimentos. Quem dera fôssemos capazes de produzir comida sem ter que desmatar uma área, sem ter que arrancar do chão nenhuma espécie de plantinha. Seria um milagre extraordinário. Infelizmente, nós não somos capazes ainda de descobrir uma tecnologia que evite a abertura de áreas.
– Imaginem o que seria do verde se todo mundo gostasse do amarelo. Eu vejo as imagens da boiada do Acre correndo pelos pastos e eu sinto o meu coração estalar. Eu sinto o peito encher de orgulho e admiração pelo meu país, pelo que nós conseguimos com essa pecuária maravilhosa, construída pelo esforço único e exclusivamente dos pecuaristas do Brasil.
A lógica é: para produzir mais tem que desmatar. Tem que diminuir ou acabar com as matas ciliares, tem que acabar com as reservas de matas dentro das fazendas.
É uma lógica limitada.
Limitada por quem não consegue ter boa produtividade.
É por isto que os ruralistas TEMEM o aumento dos índices de produtividade.
Eles são ineficientes.
Eles se dizem quebrados porque NÃO SABEM ADMINISTRAR.
Quem me mandou as frases da senadora é um amigo ecologista e produtor rural. Ele tem alta produtividade e não se importa em manter a área de mata ciliar e a reserva legal.
Aliás, ele sabe que parte da alta produtividade que ele tem é JUSTAMENTE por manter as áreas de mata em sua fazenda.
Moral da história: enquanto este meu amigo está tendo lucros com sua fazenda, os que seguem os ruralistas só reclamam.
Quem está errado?
Os seguidores dos ideiais ruralistas administram mal e tem baixa produtividade.
Sobra para eles derrubar matas, xingar os ecologistas e dever no banco.
Bem feito!
Esta charge é para lembrar um dos piores efeitos da destruição generalizada.
Leia também:
Desetificação: fazendeiros suas terras vão produzir menos se seguirem a ignorância dos líderes ruralistas
http://machoverdadeiro.blogspot.com/2010/07/desetificacao-fazendeiros-suas-terras.html
Agropecuária do bem ou do mal?
http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2010/07/agropecuaria-do-bem-ou-do-mal
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Leia estas frases da Senadora Kátia Abreu, depois eu comento:
– Não se planta arroz em cima de árvores. Não se cria bois em cima de árvores. Infelizmente ou felizmente, as áreas precisam ser abertas para a produção de alimentos. Quem dera fôssemos capazes de produzir comida sem ter que desmatar uma área, sem ter que arrancar do chão nenhuma espécie de plantinha. Seria um milagre extraordinário. Infelizmente, nós não somos capazes ainda de descobrir uma tecnologia que evite a abertura de áreas.
– Imaginem o que seria do verde se todo mundo gostasse do amarelo. Eu vejo as imagens da boiada do Acre correndo pelos pastos e eu sinto o meu coração estalar. Eu sinto o peito encher de orgulho e admiração pelo meu país, pelo que nós conseguimos com essa pecuária maravilhosa, construída pelo esforço único e exclusivamente dos pecuaristas do Brasil.
A lógica é: para produzir mais tem que desmatar. Tem que diminuir ou acabar com as matas ciliares, tem que acabar com as reservas de matas dentro das fazendas.
É uma lógica limitada.
Limitada por quem não consegue ter boa produtividade.
É por isto que os ruralistas TEMEM o aumento dos índices de produtividade.
Eles são ineficientes.
Eles se dizem quebrados porque NÃO SABEM ADMINISTRAR.
Quem me mandou as frases da senadora é um amigo ecologista e produtor rural. Ele tem alta produtividade e não se importa em manter a área de mata ciliar e a reserva legal.
Aliás, ele sabe que parte da alta produtividade que ele tem é JUSTAMENTE por manter as áreas de mata em sua fazenda.
Moral da história: enquanto este meu amigo está tendo lucros com sua fazenda, os que seguem os ruralistas só reclamam.
Quem está errado?
Os seguidores dos ideiais ruralistas administram mal e tem baixa produtividade.
Sobra para eles derrubar matas, xingar os ecologistas e dever no banco.
Bem feito!
Esta charge é para lembrar um dos piores efeitos da destruição generalizada.
Leia também:
Desetificação: fazendeiros suas terras vão produzir menos se seguirem a ignorância dos líderes ruralistas
http://machoverdadeiro.blogspot.com/2010/07/desetificacao-fazendeiros-suas-terras.html
Agropecuária do bem ou do mal?
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domingo, 13 de dezembro de 2009
Principal emissora de gases, pecuária precisa ser revista, avalia ONG
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Estudo brasileiro a ser apresentado na Conferência do Clima em Copenhague propõe que áreas já desmatadas são mais que suficientes para garantir abastecimento do mercado
A informação de que a pecuária representa a metade das emissões brasileiras de gases geradores do efeito estufa lança um alerta sobre a necessidade imediata de adequação da produção. Um estudo apresentado neste fim de semana na Conferência do Clima em Copenhague mostra que desmatamento para formação de pastagens, queimadas de pastagem e fermentação interna do organismo do gado são os principais responsáveis pela contribuição nacional ao aquecimento global.
A análise conjunta comandada por Universidade de Brasília, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a organização Amigos da Terra mostra que as emissões entre 2003 e 2008 variaram de 813 a 1090 toneladas de carbono equivalente. Ainda que o desmatamento tenha caído no período, as atividades ligadas à pecuária seguem no comando do problema.
Continue lendo:
http://www.redebrasilatual.com.br/temas/ambiente/pecuaria-como-principal-emissora-de-gases-forca-revisao-do-sistema-produtivo-avalia-ong/view
Leia também:
Lei retroativa também é lei e deve ser cumprida. Todos devem respeitas as novas leis ambientais.
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/12/lei-retroativa-tambem-e-lei-e-deve-ser.html
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Estudo brasileiro a ser apresentado na Conferência do Clima em Copenhague propõe que áreas já desmatadas são mais que suficientes para garantir abastecimento do mercado
A informação de que a pecuária representa a metade das emissões brasileiras de gases geradores do efeito estufa lança um alerta sobre a necessidade imediata de adequação da produção. Um estudo apresentado neste fim de semana na Conferência do Clima em Copenhague mostra que desmatamento para formação de pastagens, queimadas de pastagem e fermentação interna do organismo do gado são os principais responsáveis pela contribuição nacional ao aquecimento global.
A análise conjunta comandada por Universidade de Brasília, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a organização Amigos da Terra mostra que as emissões entre 2003 e 2008 variaram de 813 a 1090 toneladas de carbono equivalente. Ainda que o desmatamento tenha caído no período, as atividades ligadas à pecuária seguem no comando do problema.
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Lei retroativa também é lei e deve ser cumprida. Todos devem respeitas as novas leis ambientais.
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domingo, 23 de agosto de 2009
terça-feira, 23 de junho de 2009
Mais uma vitória dos ecologistas
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A luta para mudar uma sociedade é feita de vitórias e derrotas.
É um jogo de forças. Quase sempre quem detém poder não abre mão do seu jeito de agir, a não ser que exista PRESSÃO.
Com relação ao gado na amazônia: os ecologistas agiram, um grupo do ministério público agiu, alguns políticos agiram.
Divulgaram a causa e conscientizaram partes dos opositores. Pensando no dinheiro eles estão mudando. Não se enganem que eles estão mais ecológicos. Não é isso. É que eles estão descobrindo que elementos como a Kátia Moto-serra Abreu faz eles perderem muito dinheiro.
Leia abaixo a notícia:
Cadeia produtiva de carne vai adotar código de conduta, diz associação
O presidente da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), Roberto Giannetti da Fonseca, afirmou hoje (23) que o setor adotará um código de conduta para evitar o abate e o processamento de gado criado em áreas de desmatamento da Amazônia. A declaração foi feita no no Senado, onde participa de audiência pública na Comissão de Agricultura.
De acordo com Giannetti, o código de conduta é uma forma de adequar o setor ao termo de ajuste de conduta proposto pelo Ministério Público do Pará e pelo Ministério do Meio Ambiente, que proíbe a comercialização de carne de animais provenientes de áreas desmatadas.
O executivo da Abiec disse que atualmente é impossível controlar toda a cadeia produtiva da carne e identificar animais oriundos de áreas clandestinas. Isso porque, ressaltou, 30% do gado abatido no país é clandestino.
Neste momento, assinalou Giannetti, o setor não tem condições de assinar o termo de ajuste de conduta e, por isso, optou pelo código. Ele ainda criticou o governo e o ministro Carlos Minc, que "teria falado muito e feito pouco pelo setor".
A primeira experiência de gado rastreado, desde o nascimento até o abate, está sendo iniciada em Mato Grosso do Sul, informou Giannetti. A partir da implantação desse sistema, acrescentou, será possível identificar a origem de todos os animais abatidos no país.
Interferência do MP
Giannetti afirmou ainda, perante a comissão, que as recentes ações do Ministério Público do Pará em relação aos produtores de carne do Estado incorreram em "transgressões do direito privado das empresas" e foram tomadas por "inspiração do Greenpeace".
Conforme informou Giannetti, o Frigorífico Bertin, que funciona no Estado e comercializa carne de cerca de 2.300 fornecedores, teve sua lista de compradores apropriada pelo Ministério Público, que acabou enviando uma carta a esses clientes, avisando que tais empresas seriam denunciados por co-responsabilidade de crime ambiental se comprassem carnes do Bertin.
Para Giannetti, não existia motivo para essa ação, visto que nenhum dos produtores de carne que fornecem para o Bertin sofreu embargo por parte do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
Ele reconheceu, porém, que algumas das fazendas paraenses, que abrigam 17 milhões de cabeças de gado, têm irregularidades e já sofreram autuações, mas não punição definitiva, e que isso não ocorre com a totalidade das fazendas.
"Agora, ninguém mais está vendendo carnes e quem sofre também é o consumidor. Na minha avaliação, houve uma quebra do direito privado e também uma quebra de sigilo fiscal dessas empresas. O MP não agiu de modo próprio, mas inspirado pelo Greenpeace", reclamou.
da Agência Brasil
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A luta para mudar uma sociedade é feita de vitórias e derrotas.
É um jogo de forças. Quase sempre quem detém poder não abre mão do seu jeito de agir, a não ser que exista PRESSÃO.
Com relação ao gado na amazônia: os ecologistas agiram, um grupo do ministério público agiu, alguns políticos agiram.
Divulgaram a causa e conscientizaram partes dos opositores. Pensando no dinheiro eles estão mudando. Não se enganem que eles estão mais ecológicos. Não é isso. É que eles estão descobrindo que elementos como a Kátia Moto-serra Abreu faz eles perderem muito dinheiro.
Leia abaixo a notícia:
Cadeia produtiva de carne vai adotar código de conduta, diz associação
O presidente da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), Roberto Giannetti da Fonseca, afirmou hoje (23) que o setor adotará um código de conduta para evitar o abate e o processamento de gado criado em áreas de desmatamento da Amazônia. A declaração foi feita no no Senado, onde participa de audiência pública na Comissão de Agricultura.
De acordo com Giannetti, o código de conduta é uma forma de adequar o setor ao termo de ajuste de conduta proposto pelo Ministério Público do Pará e pelo Ministério do Meio Ambiente, que proíbe a comercialização de carne de animais provenientes de áreas desmatadas.
O executivo da Abiec disse que atualmente é impossível controlar toda a cadeia produtiva da carne e identificar animais oriundos de áreas clandestinas. Isso porque, ressaltou, 30% do gado abatido no país é clandestino.
Neste momento, assinalou Giannetti, o setor não tem condições de assinar o termo de ajuste de conduta e, por isso, optou pelo código. Ele ainda criticou o governo e o ministro Carlos Minc, que "teria falado muito e feito pouco pelo setor".
A primeira experiência de gado rastreado, desde o nascimento até o abate, está sendo iniciada em Mato Grosso do Sul, informou Giannetti. A partir da implantação desse sistema, acrescentou, será possível identificar a origem de todos os animais abatidos no país.
Interferência do MP
Giannetti afirmou ainda, perante a comissão, que as recentes ações do Ministério Público do Pará em relação aos produtores de carne do Estado incorreram em "transgressões do direito privado das empresas" e foram tomadas por "inspiração do Greenpeace".
Conforme informou Giannetti, o Frigorífico Bertin, que funciona no Estado e comercializa carne de cerca de 2.300 fornecedores, teve sua lista de compradores apropriada pelo Ministério Público, que acabou enviando uma carta a esses clientes, avisando que tais empresas seriam denunciados por co-responsabilidade de crime ambiental se comprassem carnes do Bertin.
Para Giannetti, não existia motivo para essa ação, visto que nenhum dos produtores de carne que fornecem para o Bertin sofreu embargo por parte do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
Ele reconheceu, porém, que algumas das fazendas paraenses, que abrigam 17 milhões de cabeças de gado, têm irregularidades e já sofreram autuações, mas não punição definitiva, e que isso não ocorre com a totalidade das fazendas.
"Agora, ninguém mais está vendendo carnes e quem sofre também é o consumidor. Na minha avaliação, houve uma quebra do direito privado e também uma quebra de sigilo fiscal dessas empresas. O MP não agiu de modo próprio, mas inspirado pelo Greenpeace", reclamou.
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segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Boa notícia: a operação boi pirata continua e é um sucesso (por isto os jornais escondem)
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Retirada de mais de 3.300 reses encerra Operação Boi Pirata na Terra do Meio
Ibama - Chega ao fim a Operação Boi Pirata realizada na região do rio Iriri, no Pará, para retirada de gado ilegal apreendido dentro das unidades de conservação. Para finalizar a primeira operação, 3.300 reses foram removidas da Fazenda Lourilândia, uma área ocupada ilegalmente para criação de gado bovino situada no interior da Estação Ecológica (Esec) Terra do Meio. Com a retirada desse gado, a estimativa é a de que cerca de 30 mil reses tenham sido removidas da Esec desde o início da operação.
Apesar do encerramento dessa ação, o Ministério do Meio Ambiente (MMA), por meio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), vai continuar na região não só para concluir outras operações em curso e iniciar novas ações, mas também para manter o controle do Mosaico de Unidades de Conservação Terra do Meio e garantir a recuperação da floresta. Está prevista, por exemplo, a entrega de outros mandados de segurança para desapropriação de terras públicas já expedidos pela Justiça do Pará.
O gado removido nos últimos 20 dias é parte das cerca de 120 mil reses que, segundo estimativa do ICMBio e do Ibama, calculada com base nas fiscalizações iniciadas em 2006, estão no interior das unidades. A remoção das 3.300 reses mobilizou vaqueiros, policiais militares, servidores do ICMBio e do Ibama e um destacamento do Exército, que montou uma base de apoio no município de Vila Central. [...]
[...] Para o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Flávio Montiel, “a operação Boi Pirata teve um efeito muito maior do que o simples resultado do leilão. Ela gerou um efeito dominó, a ponto de os 14 fazendeiros notificados realizarem a retirada de mais de 30 mil cabeças da região. Teve também um efeito de dissuasão em relação ao objetivo central, garantir a integridade da unidade de conservação e a redução do desmatamento na região, isso mostra como a fiscalização ambiental federal estará aplicando a lei com rigor”, disse.
O procurador da República do MPF-PA, Alan Rogério Mansur, disse que a Justiça vai continuar expedindo ações civis públicas até eliminar as ocupações irregulares na região. Além da desapropriação, os grileiros terão de pagar pelo dano ambiental e material que provocaram. Segundo ele, a devastação de cinco mil hectares pode gerar uma multa de R$ 20 milhões.
Leia a matéria completa no site do Ibama
o Blog do Alê Porto
Nota do Chicão:
Em política pública é necessário perseverança e determinação. Não se pode desistir com as dificuldades iniciais.
Continuidade é a palavra chave.
A operação boi pirata foi chamada de pirotecnia, exibicionismo... tudo que pudesse negativizar e ridicularizar a iniciativa.
Aos poucos foram superados obstáculos (muitos ainda existem) e atingido objetivos.
O principal deles é inibir os grileiros de terra e gerar prejuízo para eles.
Tornar um mau negócio invadir reserva ecológica é o objetivo. Estas pessoas só sentem quando são atingidos "no bolso".
Hoje em dia as operações não são noticiadas pelos jornais conservadores. Faz parte da estratégia deles.
Leia também:
Boi pirata: o negativismo da imprensa conservadora
Paciência para aprender
Grilagem de terra no Brasil é uma festa
Amigos protegem amigos. A grande aliança con$ervadora.
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Retirada de mais de 3.300 reses encerra Operação Boi Pirata na Terra do Meio
Ibama - Chega ao fim a Operação Boi Pirata realizada na região do rio Iriri, no Pará, para retirada de gado ilegal apreendido dentro das unidades de conservação. Para finalizar a primeira operação, 3.300 reses foram removidas da Fazenda Lourilândia, uma área ocupada ilegalmente para criação de gado bovino situada no interior da Estação Ecológica (Esec) Terra do Meio. Com a retirada desse gado, a estimativa é a de que cerca de 30 mil reses tenham sido removidas da Esec desde o início da operação.
Apesar do encerramento dessa ação, o Ministério do Meio Ambiente (MMA), por meio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), vai continuar na região não só para concluir outras operações em curso e iniciar novas ações, mas também para manter o controle do Mosaico de Unidades de Conservação Terra do Meio e garantir a recuperação da floresta. Está prevista, por exemplo, a entrega de outros mandados de segurança para desapropriação de terras públicas já expedidos pela Justiça do Pará.
O gado removido nos últimos 20 dias é parte das cerca de 120 mil reses que, segundo estimativa do ICMBio e do Ibama, calculada com base nas fiscalizações iniciadas em 2006, estão no interior das unidades. A remoção das 3.300 reses mobilizou vaqueiros, policiais militares, servidores do ICMBio e do Ibama e um destacamento do Exército, que montou uma base de apoio no município de Vila Central. [...]
[...] Para o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Flávio Montiel, “a operação Boi Pirata teve um efeito muito maior do que o simples resultado do leilão. Ela gerou um efeito dominó, a ponto de os 14 fazendeiros notificados realizarem a retirada de mais de 30 mil cabeças da região. Teve também um efeito de dissuasão em relação ao objetivo central, garantir a integridade da unidade de conservação e a redução do desmatamento na região, isso mostra como a fiscalização ambiental federal estará aplicando a lei com rigor”, disse.
O procurador da República do MPF-PA, Alan Rogério Mansur, disse que a Justiça vai continuar expedindo ações civis públicas até eliminar as ocupações irregulares na região. Além da desapropriação, os grileiros terão de pagar pelo dano ambiental e material que provocaram. Segundo ele, a devastação de cinco mil hectares pode gerar uma multa de R$ 20 milhões.
Leia a matéria completa no site do Ibama
o Blog do Alê Porto
Nota do Chicão:
Em política pública é necessário perseverança e determinação. Não se pode desistir com as dificuldades iniciais.
Continuidade é a palavra chave.
A operação boi pirata foi chamada de pirotecnia, exibicionismo... tudo que pudesse negativizar e ridicularizar a iniciativa.
Aos poucos foram superados obstáculos (muitos ainda existem) e atingido objetivos.
O principal deles é inibir os grileiros de terra e gerar prejuízo para eles.
Tornar um mau negócio invadir reserva ecológica é o objetivo. Estas pessoas só sentem quando são atingidos "no bolso".
Hoje em dia as operações não são noticiadas pelos jornais conservadores. Faz parte da estratégia deles.
Leia também:
Boi pirata: o negativismo da imprensa conservadora
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Amigos protegem amigos. A grande aliança con$ervadora.
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