quarta-feira, 22 de outubro de 2008

O que podemos fazer para salvar a Amazônia?

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A Repórter Brasil e a Papel Social lançaram ontem no seminário “Conexões Sustentáveis São Paulo - Amazônia” o estudo “Quem se beneficia com a destruição da floresta”. O objetivo é aumentar o nível de informação sobre as relações econômicas para contribuir com uma mudança no modelo de desenvolvimento predatório que está consumindo a Amazônia e sua gente.

Grilagem de terras, corte ilegal de madeira, avanço de pastagens, monocultura agrícola e mineração predatória são os principais combustíveis da devastação da Amazônia. Em nome de um suposto progresso econômico e da geração de empregos, a floresta vem abaixo, quase sempre sem levar em conta as questões ambientais e a responsabilidade social. O manejo sustentável é uma exceção e o exemplo clássico é a madeira: ao menos 80% das árvores são derrubadas de forma predatória.

Povos indígenas, comunidades tradicionais e pequenos agricultores estão no topo da lista dos que saem perdendo. No entanto, essa relação é ainda mais longa, uma vez que não só o Brasil, mas o planeta inteiro é afetado pela exploração inconseqüente dos recursos naturais, já que a floresta em pé é decisiva para a manutenção da qualidade de vida de milhões de pessoas. Entre outras funções vitais, ela regula o regime de chuvas e a temperatura média de uma extensa área do globo.

Se tanta gente sai perdendo, quem ganha com a destruição da Amazônia? Essa foi a pergunta que originou este estudo e motivou esta pesquisa, que identificou exemplos de cadeias de responsabilidades ligadas ao problema.

A destruição da Amazônia tem uma forte relação com a economia de mercado. Na ponta da cadeia produtiva, diversos atores se beneficiam. Madeireiras, frigoríficos e agroindústrias estão diretamente ligadas ao problema, pois compram de fornecedores que estão na linha de frente do desmatamento. Posteriormente, distribuem produtos industrializados para uma ampla rede de compradores. O resultado final chega à casa dos paulistanos. Supermercados vendem carne produzida por frigoríficos que, por sua vez, compraram gado de fazendeiros que cometeram crimes ambientais e trabalhistas. Prédios são construídos com madeira oriunda de produtores que já foram flagrados destruindo a floresta.

Multinacionais que vendem produtos de madeira certificada, e que se dizem preocupadas com o aquecimento global, podem adquirir matéria-prima de uma madeireira multada nove vezes nos últimos quatro anos por desrespeitar a legislação ambiental? Supermercados podem comercializar carne comprada de um frigorífico que abate gado oriundo de produtores flagrados por desmatamento ilícito e trabalho escravo? Restaurantes podem vender hambúrgueres de produtores do bioma amazônico quando seus documentos de responsabilidade social avisam o consumidor de que isso não acontece? O poder público pode realizar obras de infra-estrutura com madeira comprada de uma empresa que se relaciona com madeireiras que atuam em áreas embargadas e são acusadas de crimes ambientais?

Tais perguntas precisam de respostas imediatas. A responsabilidade social empresarial deve ser exercida em sua plenitude e não apenas em ações de marketing social ou de filantropia. O consumidor precisa urgentemente ser educado e se educar para não comprar, sob nenhuma condição, produtos que tenham crimes ambientais e trabalhistas em sua cadeia de produção. O governo precisa tornar eficiente sua capacidade de fiscalização, educação e repressão às ações criminosas. O pode judiciário deve se agilizar e fazer o que for necessário para evitar que um processo por destruição ambiental ou por trabalho escravo se arraste por anos. Os agentes financiadores, públicos e privados, não podem mais injetar recursos em processos predatórios, seja através de compras públicas ou de financiamento à produção.

O ato da compra é um ato político poderoso. Através dele damos um voto de confiança para a forma pela qual determinada mercadoria é produzida. Um exercício democrático que não é exercido apenas a cada quatro anos, mas no nosso dia-a-dia. E que pode ditar o destino da maior floresta tropical do mundo e de sua gente. Ou seja, também cabe a cada um de nós, paulistanos, decidir o futuro da Amazônia.

http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2008/10/15/o-que-podemos-fazer-para-salvar-a-amazonia/




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O que destrói a natureza nos mares

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Desenho legal

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Repercurssões: O modelo do PT ou o modelo do Serra/PSDB? Qual você prefere?

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Leiam o interessante email abaixo:

"Dá-lhe amigo Chicão.

Vamos ter que pagar 3 vezes pelas estradas do estado de Sâo Paulo.

Na imprensa um silêncio brutal. O incompetente do Serra aumenta impostos, cria muitos pedágios caríssimos...

enquanto isso a polícia não tem um camerazinha para agir, as escolas estão detonadas...

sorte nossa que as prefeituras montaram guardas municipais (aqui na região de Campinas possuem o dobro do efetivo da PM) e colocaram câmaras de vídeo nas ruas.

A sociedade civil contribui mantendo os disque denúncia, consertando os carros da polícia, e (principalmente) criando centenas de programas de apoio aos adolescentes.

O governo federal diminuiu o desemprego, criou o pró-jovem, bolsa família, programas de habitação, bate recordes de investimento em sanaeamento, etc.

O Serra, ... este fica fazendo discurso, querendo parecer que ajuda onde não ajuda.

O Serra aumenta impostos.

Cria novos custos extorsivos para a população porque quer torrar dinheiro.

Serra NÃO segue o belo exemplo do governo federal para concessão de estradas. E nós, cidadãos, pagamos caro por isto.

Serra é o aumento da carga tributária direta e indireta.


Nota do Chicão:

A segurança pública está sendo usada pelo Serra em sua campanha eleitoral antecipada.

Os crimes diminuiram APESAR dele. Diminuíram pela ação firme e determinada do governo federal, prefeituras e, principalmente, sociedade civil.

Eu participo de uma entidade que montou projetos para lidar com adolescentes de regiões mais pobres (e mais sujeitos ao crime por armas de fogo).

Todos se mobilizaram. Na minha cidade, nos últimos 8 anos, o IPTU aumentou bastante. Toda a arrecadação extra deste imposto foi destinado à guarda municipal. Hoje ela é MUITO MAIOR e MUITO MAIS BEM EQUIPADA que o contingente da polícia militar na minha cidade.

A prefeitura ajuda as duas polícias estaduais. As vezes os PM andam a pé pois falta gasolina para os carros.

A sociedade se uniu e conseguiu melhorar a criminalidade SEM a ajuda do governo do estado.

Com relação a concessão de rodovias. Se pagarem 2,1 BILHÕES para o governo Serra torrar o PEDÁGIO VAI FICAR MUITO MAIS CARO.

Isto significa INFLAÇÃO. Os custos do leite mais aumentar, os custos das frutas aumentar... Enfim, tudo que for transportado terá seu custo aumentado. Isto significa que mesmo quem não usar a rodovia vai pagar mais caro, terá a vida mais cara, por causa do EGOÍSMO e a INCOMPETÊNCIA do governador José Serra.

A imprensa conservadora fica calada porque tem seus próprios benefícios. Você paga pelo benefício à imprensa e pelo pedágio extorsivo que será a conseqüência do agamento ao governo do estado de 2,1 BILHÕES (mais os juros sobre juros que será pago aos bancos que emprestarem o dinheiro).

Por falar nisto: no final de 2006 a gestão DEMO/PSDB PRORROGOU a concessão das rodovias do estado. Ou seja, mais alguns anos com os pedágios absurdos. Uma decisão estranha, muito estranha. Qual a atitude do ministério público? Qual a atitude dos partidos de oposição?



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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Invenção "tabajara" ou futurista?

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Leia abaixo, depois eu comento:

Calçado com água na sola pode recarregar iPods

Um calçado capaz de gerar eletricidade por meio de um solado com água foi apresentado nesta quinta-feira no Japão. A energia produzida enquanto o usuário caminha seria suficiente para recarregar eletrônicos como iPods.

O calçado possui um pequeno gerador acoplado às solas, que são cheias com água. A cada passo dado, a pressão nas solas faz com que a água mova uma pequena turbina e, assim, gere energia.

Segundo a fabricante, a gigante japonesa de telecomunicações NTT, os calçados são capazes de gerar, por enquanto, 1.2 watts de eletricidade, 'o suficiente para manter um player de música como o iPod funcionando continuamente, desde que o usuário não pare de andar', afirmou o porta-voz da empresa, Hideomi Tenma.

Ainda segundo Tenma, a NTT está trabalhando para aumentar essa capacidade para 3 watts, energia suficiente para carregar a bateria de um celular.

O calçado, no entanto, ainda não tem capacidade de armazenar a energia produzida, ou seja, o aparelho deve ser carregado enquanto o usuário caminha.

Segundo a AFP, a fabricante japonesa pretende comercializar a tecnologia a partir de 2010. (Fonte: JB Online)


Nota do Chicão:

Muitos riem a cada notícia como esta.

A verdade é que existe uma corrida tecnológica para a microgeração.

No início são idéias e projetos que parecem exóticos, mas que vão gerando inovações contínuas.

Quem dominar a tecnologia de microgeração vai ganhar muito dinheiro e ajudará o planeta.

Guarde esta palavra: microgeração. É uma revolução que vem chegando (tão importante quanto a nanotecnologia).



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Ótima notícia: Portal fiscalizará repasses do governo

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"Para o ministro do Planejamento, portal vai ser "uma revolução na política brasileira"


Para os 2.245 prefeitos que conquistaram a reeleição no primeiro turno, o novo mandato já começou e com uma novidade que vai mudar a maneira de receber e gastar o dinheiro dos convênios assinados com o Palácio do Planalto e ministérios - uma bolada de R$ 35 bilhões, soma do que o Orçamento Geral da União reservou para as chamadas transferências voluntárias de recursos federais neste ano.


O Planalto aproveitou o período eleitoral, quando as transferências são proibidas por lei, e pôs no ar o Portal dos Convênios, uma espécie de Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) para vigiar esse dinheiro.


Além dos municípios, os repasses também são feitos - sempre por convênio - para Estados e Organizações Não-Governamentais (ONGs). A primeira e mais radical das mudanças vai incomodar os prefeitos que costumam sacar os recursos na boca do caixa. Pelas novas regras, em uma obra feita com verba federal, a prefeitura não terá mais acesso direto ao dinheiro. Cada convênio passará a ter uma conta específica em um banco oficial (Banco do Brasil, por exemplo) e os pagamentos serão feitos pelos ministérios diretamente aos fornecedores.”

Tribuna da Imprensa

Veja mais no blog Brasil Brasil


Nota do Chicão:

O caminho a avançar é rumo à TRANSPARÊNCIA PÚBLICA.

Além do óbvio de dificultar a corrupção, a transparência pública ajuda na organização dos gastos evitando o desperdício.

Também facilita a participação popular e a realização de estudos técnicos.

Bons estudos técnicos são a base para propostas racionais e criativas.

É impressionante como notícias como esta, importantíssima, é divulgada mal e porcamente.

Parabéns às pessoas que estão trabalhando neste projeto. Parabéns ao ministro do planejamento Paulo Bernardo.

PS: observe na eleição para prefeito das cidades. Em São Paulo ninguém sabe quanto, onde, para quem, etc. são os gastos da prefeitura.

Os tais gastos com cartões. Quantos são? Onde foram os gastos? Qual a relevância dos gastos?

Ninguém sabe nada.

Depois tem gente que reclama que político é ladrão.




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domingo, 19 de outubro de 2008

Poesia: Fanatismo

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Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver !
Não és sequer a razão do meu viver,
Pois que tú és já toda a minha vida !



Não vejo nada assim enlouquecida ...
Passo no mundo, meu amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lidas !



Tudo no mundo é frágil, tudo passa ...
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim !



E, olhos postos em ti, digo de rastros:
Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus:
Princípio e Fim !

Autor: Florbela Espanca


Nota do Chicão:

O máximo da satisfação! Que bela descrição!

" Passo no mundo, meu amor, a ler

No misterioso livro do teu ser

A mesma história tantas vezes lidas"!

Fantástico!

Fui criado para "comer mulheres".

Um dia ouvi um vizinho dizendo: "eu já comi ela. Você acha que vou querer comer de novo"?

Nesta hora eu entendi que havia algo errado. Respondi: "sim, porque não?"

Ele deu uma risada e disse: "vai lá e come ela. Depois vira namorado dela". Ele riu e me chamou de bobo.

Eu fui lá e a "comi". Fiquei tão satisfeito que quis comer de novo. Comi várias vezes e fiquei amigo dela. E continuei comendo ela. Ajudei ela, cuidei dela, orientei ela e comi muitas vezes.

Um dia este vizinho veio me gozar: "agora você é o namoradinho dela..."

Eu perguntei: "e você? Com quem você está saindo?"

Ele, do alto do seu orgulho (e solidão sexual) disse: "pelo menos ninguém ri de mim."

Eu sabia que tinha alguém que ria comigo, ria para mim, era minha amiga. Porque eu iria ter vergonha dela?

Foi assim que eu descobri que é super legal "ler um livro muitas vezes". Cultivar o sexo, a amizade e o respeito.

Ela queria transar comigo e eu com ela. Cada um dava um pouco de si e cada um aprendia um pouco junto.

Eu sei que ficou muito mais gostoso transar com ela.

Depois ela se foi.

Hoje, quando lembro dela eu penso:

Obrigado!

Obrigado!

Obrigado!

E desejo muito que ela seja tão feliz quanto eu sou.



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O modelo do PT ou o modelo do Serra/PSDB? Qual você prefere?

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Dia 29 de outubro o governo de São Paulo vai leiloar a concessão de algumas rodovias.

Os vencedores deverão pagar para o governo do estado (para o Serra) R$2,1 BILHÕES DE REAIS.

BILHÕES DE REAIS. Tudo no bolso do governo Serra.

E de onde vai sair este dinheiro?

os ganhadores pegarão dinheiro emprestado em algum banco.

Quem vai pagar este valor e mais os juros sobre juros do empréstimo?

VOCÊ, sua empresa, seus filhos e netos.

Sim, seus netos. Porque eles vão passar as próximas DÉCADAS cobrando de você e da sua família pedágio BEM MAIS CARO para poder pagar o dinheiro que o Serra VAI TORRAR.

a)Você já pagou o imposto para construir a estrada e para mante-la. b) Vai pagar o pedágio da concessão. c) E AINDA VAI PAGAR MAIS CARO porque o Serra quer dinheiro, muito dinheiro para o governo dele.

VOCÊ VAI PAGAR POR ISTO 3 VEZES. E ainda vai pagar pela propaganda do Serra dizendo que ele é o máximo.

O Serra é um incompetente, egoísta que só pensa em política. Só pensa em PODER. Poder a qualquer preço, principalmente se o preço for pago por você e você continuar a não perceber os jogos de interesse.

Com a crise internacional está difícil para as empresas arranjarem os BILHÕES PARA ENTREGAREM PARA O GOVERNO SERRA.

Qual a solução? O blog logística e transporte é claro na resposta:

"É só o Governo de São Paulo seguir o exemplo do Governo Federal e realizar uma concessão não onerosa, ganhado o licitante que oferecer menor tarifa por quilômetro. E ponto final.

Esse modelo paulista está se tornando insuportável para produtores e operadores logísticos, na medida que são estes que, em última instância, financiam as obras, os serviços e, de quebra, ainda têm que dar uma boa parcela de dinheiro para o governo. Através de tarifas de pedágio muito altas, que oneram os custos logísticos, impactando negativamente na competitividade dos produtos no comércio exterior.

Leilão incluirá Dom Pedro, Ayrton Senna, Carvalho Pinto, Raposo e Marechal Rondon.

Governador José Serra quer arrecadar R$ 2,1 bilhões e estabelecer pedágio máximo de R$ 0,10 por km".


ESTÁ NA HORA DO POVO BRASILEIRO REAGIR.

NADA DE DAR 2,1 BILHÕES PARA O GOVERNO SERRA TORRAR.

NÓS, CIDADÃOS, NÃO VAMOS ARCAR COM MAIS ESTE CUSTO EM NOSSAS VIDAS.




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Ombudsman da Folha de SP concorda com o Chicão

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Alguns dias atrás escrevi o texto "De xilique em xilique não se discute o essencial".

Eu escrevi o óbvio: que o xilique em cima das perguntas da Marta sobre o Kassab era uma forma de evitar discutir o que era essencial: o que ele fez e qual as suas decisões enquanto no poder.

Li o texto do ombudsman da Folha e me surpreendeu a sua sinceridade. Me surpreendeu positivamente o jornal ter aceitado tornar pública sua crítica.

Leia abaixo:

"A Folha acha a vida pessoal dos candidatos desimportante para decisões eleitorais. É inexplicável por que deu tanto espaço e destaque a temas relacionados à condição conjugal do prefeito de São Paulo.

Todos os temas de políticas públicas, cerne da discussão para os eleitores decidirem seu voto, desapareceram do jornal de segunda a sexta.

O estado civil de Gilberto Kassab (DEM) gerou quatro chamadas de capa, 11 abres de página, 24 matérias, oito colunas, seis notas, 19 cartas de leitores, 1.172 centímetros de textos noticiosos (cerca de quatro páginas cheias).

Até o correspondente em Pequim foi mobilizado para escrever sobre o assunto, embora ele venha sendo muito pouco utilizado na cobertura da crise econômica, em que o papel da China é vital.

Este exagero despropositado é grave erro editorial. Se o jornal acha que a vida íntima do prefeito não é relevante, por que lhe dá tanto relevo?

Além de incentivar a degradação do ambiente político, a decisão incoerente de tornar tal caso o prioritário da campanha do segundo turno provocou desequilíbrio total no tratamento até então relativamente justo que o jornal vinha dando aos dois candidatos.

Marta Suplicy recebeu nestes cinco dias uma carga de matérias negativas absolutamente desproporcional em relação a seu adversário.

Por exemplo, ela foi alvo de oito textos opinativos críticos; Kassab, de nenhum. Das 19 cartas publicadas, 15 foram contra Marta. Registre-se que o "Painel do Leitor" recebeu 224 cartas contra ela e 55 a favor. Mas para o ombudsman, a relação foi inversa: 36 pró e 8 contra a ex-prefeita.

Ao estimular o bate-boca indigente e ajudar para que o insinuado na propaganda do PT ficasse explícito, o jornal abriu mão de fomentar o debate sadio. Ele nunca deveria se prestar ao trabalho sujo que outros veículos fazem com muito prazer e competência".

Carlos Eduardo Lins da Silva


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sábado, 18 de outubro de 2008

Amazônia: como nós, paulistas, ajudamos a desmata-la

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O Fórum Amazônia Sustentável e o Movimento Nossa São Paulo fizeram um estudo MUITO IMPORTANTE.

A pergunta a ser respondida é: como nós, paulistas, ajudamos a desmatar a Amazônia?

O estudo merece ser lido, estudado e divulgado.

O nome do estudo é: "Conexões sustentáveis: São Paulo <> Amazônia"

Ele está no site do site Reporter Brasil

http://www.reporterbrasil.org.br/documentos/conexoes_sustentaveis.pdf



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Turma do Serra: a culpa é da menina de 15 anos

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“Na tarde desta sexta-feira, a polícia invadiu o apartamento onde Lindemberg Fernandes Alves, de 22 anos, mantinha duas reféns havia mais de 100 horas, em Santo André, no ABC paulista. Foi jogada uma bomba pela polícia e ouviram-se muitos tiros.

A ex-namorada de Lindemberg, Eloá, e sua amiga, ambas de 15 anos, saíram de maca e “gravemente feridas”, segundo a tevê Globo. O seqüestrador saiu ileso, caminhando.

Na quinta-feira, Naiara, amiga de Eloá, voltou ao cativeiro, com autorização da polícia, depois de ter sido libertada dois dias antes pelo seqüestrador. A desculpa da polícia é a de que a família de Naiara teria “autorizado” a menina a voltar ao cativeiro (MENTIRA - LEIA O TEXTO ABAIXO).

O Conselho Tutelar paulista questionou a polícia paulista por permitir a volta de Naiara ao cativeiro, dizendo que nem a família dela poderia ter dado qualquer autorização, pois a decisão seria exclusiva das autoridades e não poderia ter sido essa.

Nunca, em minha vida, ouvi falar que a polícia tivesse devolvido uma vítima a um seqüestrador, ainda mais sendo a vítima menor de idade. O desfecho trágico dessa tragédia revela uma estratégia absurda da polícia, uma incompetência total.

Ao menos a amiga de Eloá poderia ter sido poupada da violência.

O apresentador do SP TV, Carlos Tramontina, que transmitiu os primeiros dados da ação desastrada, não fez absolutamente nenhum questionamento à polícia. Eloá levou dois tiros. Sua amiga, Nayara, levou um tiro na face.

Pouco depois das 19 horas, o mesmo Tramontina divulgou que a assessoria do governo José Serra disse que Eloá não resistiu aos ferimentos e faleceu. Minutos depois, o mesmo Tramontina desmentiu a informação e deu justificativas para a ação da polícia.

Apesar da dor, o momento é de responsabilizar criminalmente todos os envolvidos nessa operação policial estúpida, independentemente de o desfecho de tudo isso ser mais ou menos trágico, pois o seqüestrador não é mais culpado que a polícia.

Já no Jornal Nacional, depois das 20 horas, Fátima Bernardes manteve o tom acrítico e um oficial da PM atribuiu a culpa pela volta da garota Naiara ao cativeiro a ela própria, que teria chegado perto demais da porta do apartamento.

A polícia permitiu, autorizou, facilitou a aproximação da garota do cativeiro. E a culpa é de uma menina de 15 anos. Para a Globo e para a polícia de Serra.”

Escrito por Eduardo Guimarães / Blog: Cidadania.com


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Não deu no Jornal Nacional: Pai foi expulso, por PMs, da central de negociações

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“Antes do desfecho do seqüestro, o pai de Nayara, o metalúrgico Luciano Vieira da Silva, garantia que os negociadores da polícia não pediram sua autorização para a filha voltar ao local onde havia sido feita refém. Silva chegou a chamar a operação de "palhaçada". Inconformado com a volta da filha ao cativeiro e prevendo o pior, na quinta-feira à noite ele foi expulso da central de negociações montada pela polícia em uma escola, ao lado do conjunto habitacional.

Por volta das 23h30, Silva discutiu com PMs porque insistia em conversar com o chefe do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), que comandava as negociações com Lindembergue Alves. Diante da recusa, Silva se revoltou. Ele afirmou que um dos policiais do Gate o mandou parar de reclamar e de gritar, porque estaria atrapalhando. Todos ficaram nervosos. "Foi quando ele me disse para eu procurar os meus direitos e me mandou embora".

do jornal Tribuna da Imprensa

http://nogueirajr.blogspot.com/2008/10/no-deu-no-jornal-nacional-pai-foi.html



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Serra culpa o PT, mais uma vez

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A um tempo atrás ocorreu um incêndio no Hospital das clínicas, em São Paulo. Os bombeiros confirmaram que havia um monte de gambiarras elétricas lá.

Mas, para o governador havia envolvimento do PT.

Quando a Suíça e a França investigavam a corrupção da turma do PSDB/Serra/Alckmin o governador de São Paulo, o incompetente José Serra, culpava quem: o PT.

A greve dos policiais dura mais de um mês. Eles recebem o Pior Salário Do Brasil. Atée stado miseráveis, como o Piauí e o Maranhão, pagam bem mais. Em São Paulo o custo de vida é bem maior que neste dois estados. Bom, Quem o Serra culpa? O PT.

E assim a vida continua...


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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Serra, Datena e a orientação das emissoras

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Os policiais civis estão em greve a mais de um mês.

A orientação dos donos das emissores para o departamento de jornalismo é "passar batido" e só dar notinhas. Nada de discutir o problema e mostrar a farra dos bandidos.

Lembrem que as televisões e rádios são concessões públicas e deveria servir para informar o cidadão sem desvios baseados em interesses financeiros dos donos das empresas.

Olha o que li no excelente blog Amigos do presidente Lula:

"Nosso leitor viu e narrou os fatos:

Na tela da BAND, metade da imagem focada no apresentador Datena; na outra metade, as cenas da conflagração, do combate entre as Polícias Militar e Civil do Estado de São Paulo. Por telefone, José Serra afirma “que não houve conflitos, não está havendo choque entre os policiais...” [Na mesma entrevista] Em seguida, o governador atribuiu o confronto “a uma orquestração do PT” (sic)... A velha e esgarçada estratégia canalha dos tucanoDEMoníacos: confundir a opinião pública, criar factóides, transferir responsabilidades, tergiversar...

(Afinal, governador, na sua opinião [e a do PIG] houve [está havendo] ou não o embate entre os policiais?)

EM TEMPO: antes da entrevista com o governador, o âncora Datena perguntou a uma repórter que estava na cena dos enfrentamentos bélicos: “Você tem notícia de alguma ocorrência grave?” O repórter respondeu: “Não, Datena, apenas alguns policiais civis feridos, UM COM UM TIRO NO PESCOÇO...” [!] (idem sic).Definitivamente, mentiras de “autoridades” e alienação/insensibilidade de “jornalistas”, isto é a tradução da barbárie...

Leia mais aqui




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quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Golpe eleitoral em São Paulo

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A Marta perguntou se o kassab tinha filhos e se ele era casado.

Mostrou seus aliados e perguntou se ele escondia algo mais.

O resultado:

"Em nota, a campanha do candidato informa ter conseguido 104 minutos de resposta nas TVs e 102 minutos nas rádios. A perspectiva, no entanto, é que Kassab consiga mais 30 minutos, em cada mídia, referente aos pedidos de resposta que ainda serão julgados e que têm como objetos os mesmos comerciais julgados improcedentes pela Justiça Eleitoral".

Pense você mesmo: Não é um EXAGERO!

Porque alguns jornais consideraram uma ofensa e o juiz julga como propaganda "subliminar". O juiz aplica o que os jornais mandam?

Se os jornais não tivessem considerado uma ofensa certamente o juiz não teria considerado como tal. Uma pouca vergonha!

Em 2004 os tucanos falaram o diabo da Marta e jornalistas como Clovis Rossi e Gilberto Dimenstein não ficaram indignados como agora.

Estes jornalistas significam o que há de pior no jornalismo brasileiro: pessoas interesseiras, que pouco se importam com a ética.

O papel deles é fazer coro e marola para dar ao juiz a justificativa de tirar tempo da televisão de um candidato.

Propaganda subliminar... o juiz deveria ter vergonha de usar este argumento.

Porque se for assim tem que atuar sobre todos os anuncios e propaganda que falam em "dona Marta".

Esta dona Marta pode ser considerado um denegridor e uma propaganda subliminar negativa.

Como a mídia e seus asseclas não se referem a este fica tudo por isto mesmo.


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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Foi assim que o Serra e Kassab se elegeram

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A seguir reportagem da Folha de São Paulo de 31 de julho de 2004

ELEIÇÕES 2004/CAMPANHA
Na internet, partido diz que prefeita tem “dois maridos’; PT reage e distribui cópias do documento a jornalistas em evento oficial
PSDB volta a atacar vida pessoal de Marta

CHICO DE GOIS
ANDRÉ NICOLETTI

DA REPORTAGEM LOCAL

O PSDB voltou a atacar a vida pessoal da prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT), vinte dias depois que deputados do partido fizeram insinuações contra ela e seu marido, Luis Favre.

Anteontem, o site do Diretório Nacional do PSDB divulgou uma nota intitulada “Dona Marta e seus “dois maridos’”, na qual fazia referência à participação do senador e ex-marido de Marta, Eduardo Suplicy, na campanha da prefeita à reeleição.

Ontem, os tucanos tiraram o texto do ar. O PT informou que irá entrar na Justiça com uma ação contra o PSDB. A prefeita afirmou que ainda não sabia se ela, pessoalmente, faria o mesmo. E o senador Eduardo Suplicy classificou de “bobagem” as afirmações feitas pelo PSDB. “Sou senador por São Paulo e a prefeita me convidou para visitar uma obra.”

Ontem à noite, o senador acompanhou a prefeita no lançamento de um comitê de campanha de Marta na Penha, zona leste.

Como divulgado anteontem pela Folha na coluna “Toda Mídia”, do jornalista Nelson de Sá, a nota dizia que “a participação do senador na campanha da ex-mulher é uma das estratégias da direção petista para enfrentar o desgaste sofrido.


Nota do Chicão:

Vejam a diferença. Em um caso se pergunta se é casado. Pergunta comum em qualquer entrevista de emprego.

A imprensa coloca o caso nas nuvens...

Em outro o ataque é explicito e repetitivo. No máximo houve algumas notinhas.

Ficou tudo por isto mesmo.

A imprensa conservadora esconde este fato, querem que acreditemos que o Serra é um cara honesto e bem intencionado. O Kassab, sei lá, para achar que uma pergunta chama ele de viado.. sei lá.


Sobre o "polêmico" comercial da Marta, não deixe de ver este vídeo do Youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=wKCi3-duYjU

Obs: o Serra disse hoje que está surpreso com a baixaria do PT. Vou mandar para ele este post.

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Kassab, o coitadinho?

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Segundo a imprensa é crime perguntar se alguém é casado. Basta o cara responder que não é casado e debater o que interessa.

Todavia, tornar o Kassab coitadinho é uma ótima forma de não debater o que interessa. Esconder que ele ajudou a criar as escolas de lata do Pitta, esconder que ele diminuiu o atendimento do Programa de saúde da Família, que ele e seu partido estão na justiça CONTRA o PROUNI, que seu partido combate TODAS as iniciativas para proteger a ecologia, que os programas de treinamento de professores da cidade de S Paulo foi destruído pela dupla Serra/Kassab, que ele construiu alguns poucos CEUs menores e MUITO MAIS CAROS.

Tornar o Kassab vítima ocupa o espaço com discussão secundária. Esta é a estratégia dos jornais conservadores que o apoiam descaradamente.

Veja o coitadinho agora:

"No mesmo panfleto, Kassab também é acusado de diminuir o atendimento à gestante negra. "[Kassab] reduziu o pré-natal da gestante negra em 22 das 31 subprefeituras. Resultado: a mortalidade materna voltou a aumentar em São Paulo", diz o texto".

Agora ele reclama que está sendo chamado de racista....

Coitadinho!!!

Na realidade ele é um sacana que detonou o programa de saúde da família. Com isto DIMINUIU a cobertura nas áreas mais carentes, que são onde há maior quantidade de negros.

A consequência lógica do fato: menos mulheres acompanhadas, mais mortalidade materna em áreas mais pobres. Isto significa mais mulheres negras sem atendimento, mais mulheres negras MORTAS.

Se você é da classe média pénse bem: como você se sentiria se fosse sua mãe, irmã ou filha que morresse porque o prefeito diminuiu o atendimento médico através do Programa de Saúde da Família?

Você iria gostar? Você iria ficar feliz?

Responda bem: o Kassab é coitadinho ou sacana?

Porque estas MUITAS mortes de mulheres grávidas não aparecem nos jornais, rádios e TVs?

Porque são pobres?

Porque eles querem transformar o Kassab em coitadinho?

Você concorda? E se fosse sua esposa?

TODOS os especialistas em saúde preconizam o aumento das equipes e da cobertura do PSF (Programa de saúde da família).

Em S. Paulo andamos para trás. As equipes perdem seus membros e eles não são repostos. Ou são repostos depois de meses e meses. Falta transporte para as equipes que continuam a funcionar. Falta tudo. Falta treinamento, falta apoio, falta tudo.

O resultado não poderia ser outro: pessoas que poderiam ter uma gravidez feliz, MORREM.

O Kassab é vítima?

Leia abaixo um pouco dos benefícios do PSF

Brasil: Programa de Saúde da Família reduz internação

Dados preliminares de uma pesquisa feita pela Universidade Federal da Bahia em parceria com a Universidade Federal de Minas indicam uma estreita relação entre o Programa de Saúde da Família (PSF) e a redução de internações de doenças como pneumonia, asma e diarréia.

Foram comparados dados hospitalares de todos os Estados, entre 1999 e 2006, com o atendimento do PSF. "O estudo indica um padrão: quanto mais bem estruturado for o programa, maior a redução das internações por essas doenças", contou a diretora do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde, Claunara Mendonça.

No período analisado, a taxa anual de internação por insuficiência cardíaca de pessoas com mais de 40 anos, por exemplo, caiu 5,42% em municípios com 70% de cobertura do PSF.

Em cidades onde a cobertura é menor que 20%, a redução também foi registrada, mas num porcentual menor: 1,95%. Na região Centro-Oeste, onde a cobertura do PSF passou de 2% em 2001 para 45% em 2006, a proporção de internações por asma também caiu. Em 1998, de cada 100 mil habitantes, 140 eram internados anualmente por crises provocadas pela doença. Em 2006, a taxa foi de 60 a cada 100 mil.

A pesquisa, que deverá ser concluída nos próximos meses, é citada por Claunara como exemplo do impacto positivo do PSF, que completa 15 anos e conta atualmente com 28.452 equipes. "Cerca de 85% dos problemas mais comuns de saúde podem ser resolvidos com atenção básica", garante.

Claunara admite, porém, que há ainda pontos a serem melhorados. "Uma das maiores preocupações é com a qualidade dos profissionais de nível superior que integram as equipes", afirma. "Boa parte dos médicos foram formados para curar doenças, não preveni-las, que é o objetivo principal do programa." Para tentar reduzir essa carência, os Ministérios da Saúde e da Educação preparam um edital para bolsas de graduação. Pela proposta, alunos passariam um período no PSF, sob orientação de seus professores. Os médicos do PSF seriam considerados instrutores e também seriam remunerados pela orientação.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Sobre o "polêmico" comercial da Marta, não deixe de ver este vídeo do Youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=wKCi3-duYjU





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terça-feira, 14 de outubro de 2008

Para refletir: educação

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Investir em educação não garante reeleição


Os eleitores não reconheceram nas urnas a boa atuação dos prefeitos na maioria dos 37 municípios considerados exemplares em educação no Brasil, segundo pesquisa feita pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Ministério da Educação e União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Em 21 dessas cidades, o eleito foi o candidato que representava a oposição.

A pesquisa "Redes de Aprendizagem - Boas Práticas de Municípios que Garantem o Direito de Aprender" foi feita no ano passado e destacou cidades no País onde a rede municipal de ensino público funcionava bem.Mas, nesse universo de 37 cidades, 21 não reconduziram os prefeitos ou seus candidatos para um novo mandato.

Nota do Chicão:

Vocês entendem agora porque eu vivo dizendo que a educação só é valorizada da boca para fora?

Serra detonou a educação da cidade de SP, junto com o fiel Kassab. Alguém se lixa para isso?

Educação não dá voto.

Educação custa caro.

Educação dá trabalho.

Educação não dá voto.

Por isto você vai a uma escola estadual (SP) da periferia e lá sempre falta professores. Os alunos saem mais cedo por falta de professores e até acham isto bom. Os pais não ligam e nem reclamam.

E o futuro do Brasil fica pior.

E o Governador Serra economiza não pagando professor para dar aula.

E o governador Serra gasta o dinheiro economizado batendo récordes de gasto com propaganda.

E a secretária de educação do estado vem a público dizer que não tem dinheiro para reformar as escolas estaduais.

É a assim que funciona um governo de "competente". "Competente" para dar dinheiro para os milionários donos de jornais, rádios e TVs.





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Guia: de bicicleta para o trabalho

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O guia com as informações você emcontra aqui


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De xilique em xilique não se discute o essencial

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A tática do PIG é criar xiliques por tudo. Febre amarela, escândalo da tapioca, etc, etc.

Agora o xilique é por perguntar se o Kassab é casado. Dizem que é invasão de privacidade.

Se a Marta ficar nessa o tempo passa e não se discute o essencial.

Porque o partido dele está na justiça CONTRA o PROUNI?

Porque ele vetou a licensa maternidade de 6 meses para as funcionárias da prefeitura?

Porque o DEM insiste em projetos de leis para retirar direitos dos trabalhadores?

Porque ele está fechando escolas técnicas?

Porque faltam tantos professores nas escolas municipais de S. Paulo?

Porque o IPTU de São Paulo foi aumentado ACIMA DA INFLAÇÃO?

Por que ele paralisou a ampliação dos Telecentros, e ainda desmantelou alguns deles?

Com o escândalo dos cartões corporativos foi a mesma coisa. Depois de todo o xilique os gastos continuam acontecendo e nós não temos nenhum controle.

Não se discutiu a colocação destes gastos na internet.

Você, por exemplo, jamais soube ou jamais saberá quanto a prefeitura de SP gastou com os cartões. Não interessava à imprensa golpista conservadora que estes gastos venham a público, divulgados na internet.

É muito xilique para ficar tudo do mesmo jeito. Esta é a intenção: ficar tudo como sempre foi.

A hipocrisia da imprensa é brutal. Me lembrei de uma reportagem da Revista Veja que apontava o ex-prefeito Celso Daniel como bissexual.

Eles podem escrever que alguém é bissexual. Mas, os outros não podem perguntar se o queridinho deles é casado.

Não pode nem comentar sobre as informações de que o Serra teria repassado informações para especuladores, sobre a CESP.

Aliás, será que é por isto que o Serra clamava que o Banco Central deveria agir a fim de "acalmar o mercado"... afinal o tal mercado é quem dá muito dinheiro para a campanha do PSDB/DEM.

Leiam meu texto: os espertinhos e a crise econômica.



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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O vidente do Alckmin

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Esta é para rir.

Tem um vidente que " previu" a eleição do Alckmin para presidente.

Previu a eleição do Alckmin para prefeito de São Paulo.

Qualquer eleição ele prevê a vitória do Alckmin.

Falar bem do Alckmin é garantir um largo espaço na mídia. São matérias "jornalísticas" que falam bem do vidente (juscelino alguma coisa) a fim de dar credibilidade à sua previsão.

É o golpe perfeito: um vidente querendo aparecer e uma imprensa querendo achar algo a favor de um candidato.

Se ele tivesse "previsto" a vitória do lula seria detonado e arrasado pela imprensa.

É assim que funciona a mídia conservadora.

Colunistas "videntes" como a Míriam Leitão e Carlos A. Sardenberg perderiam o emprego se falassem bem do Lula, do PT ou de alguém que desagrade o dono das organizações Globo.

Perderiam o emprego e a exposição pública. E muitos deles ficariam sem o dinheiro das palestras que dão Brasil a fora e que garantem um bom dinheiro no bolso.

São negócios.

É muito dinheiro rolando...

Para ter dinheiro eles tem que fazer você acreditar neles.

Acreditar neles e não na verdade.

São ilusionistas que cativam o público.

Alguns diriam que são bons comunicadores.

Eu digo: são bons comunicadores e bons ilusionistas.

Ps: tem uma matéria legal sobre este vidente no Blog Onipresente



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Quem vai pagar a conta?

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Enquanto tudo deu certo a especulação correu solta.

Agora, quem vai pagar a conta?

Iremos dar dólares para diminuir o prejuízo dos donos de empresas como a Aracruz?

Não, nada disso. Se ela quiser ajuda que entregue para o governo parte da empresa.

Que assuma compromissos de investimento e que assuma várias cláusulas ecológicas e de respeito aos direitos dos trabalhadores.

É a hora de exigir deste povo que sempre surfou nos benefícios públicos.


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domingo, 12 de outubro de 2008

Os espertinhos e a crise econômica

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As pessoas gostam de duas coisas : ganhar dinheiro e arranjar algum trouxa para pagar a conta para ela.

A crise fez com que um monte de espertinhos parassem de ganhar dinheiro. A ordem agora é arranjar algum trouxa para pagar a conta.

Cuidado! Eles querem que estes trouxas sejamos nós.

Veja esta frase abaixo de um texto da "Miriam espertona":

"Nathan Blanche, especialista em câmbio, acha que o BC tem que vender dólar líquido, em operações direcionadas aos exportadores. Com mais oferta, o dólar pode cair, reduzindo a cotação e o prejuízo das empresas".


Natan Blanche, especialista em câmbio ... é assim que são apresentadas pessoas que ajudaram a criar a fuzarca que está no mundo. Ninguém perguntou para ele sobre as operações financeiras das empresas em que ele trabalha.

No Brasil é assim: grileiro é apresentado como proprietário vítima. Pessoas MUITO ricas são humilhadas se são algemadas. E quem ajudou a criar a crise é apresentado como quem pode nos salvar (lembra da capa da Veja dizendo que os EUA ia salvar todos nós?).

A idéia do tal Natha é simples. O BC vende dolar para reduzir a cotação do dolar e assim REDUZIR o prejuízo das empresas. Ele só não diz quais empresas e o que elas oferecerão em troca (parte de suas ações?).

Funciona assim: o Brasil (banco central) comprou dólar a R$2,10 ou a R$2,30 (por exemplo) e fez reservas cambiais. Durante vários anos o dolar caiu e o prejuízo ficou com o povo brasileiro. Enquanto isto a especulação mundial corria solta e os MUITO ricos ganharam rios de dinheiro. Um dia a onda mudou e eles perderam dinheiro. O que deve fazer o Brasil? Diminuir o prejuízo destas pessoas? O Brasil deve pagar do próprio bolso para que o dono da Votorantin tenha menos prejuízo?

Eu gostaria de perguntar ao tal Nathan: quanto do seu patrimônmio pessoal e dos seus clientes estão nestas jogadas especulativas? Quanto ele e seus clientes embolsariam ou deixariam de desembolsar com a ação que ele propõem que o banco central faça?

Gostaria de perguntar se eles entregariam suas casas de praia (por exemplo) para o banco central em troca da ajuda deste, como compensação ao prejuízo que eles querem causar ao banco.

Cuidado, povo brasileiro! Está cheio de espertinho querendo jogar a conta do bordel em cima dos nossos braços.

Existem outras soluções para a crise além de entregar de mão beijada para os MUITO RICOS os dólares suados de nossas reservas cambiais.


Recebi este email abaixo:

Um sujeito adorador do Serra e do PSDB escreveu sobre o dinheiro perdido pela Votorantin:

"E seus milhares de empregados? Você tem toda a razão,concordo em genero e
numero e grau, tem que deixar quebrar mesmo, afinal ele nem petista é".

A resposta que ele recebeu é perfeita:

"C. vc é um despreparado.

Se a Votorantin quebrar (o que não é o caso) outra empresa compra os ativos e a vida continua.

Seria melhor ainda se o trabalhadores assumissem a autogestão destas empresas.

No Brasil já existem mais de 20 MIL empresas geridas pelos próprios funcionários através do sistema de cooperativas. Elas dão MUITO MAIS EMPREGOS QUE O GRUPO VOTORANTIN.

Capitalismo é risco.

Capitalismo sem risco é o sonho da direita brasileira e dos babacas que os defendem enquanto eles ganham milhões (bilhões).

Vc sabe quanto o FHC e a turma sanguessuga investiram em empresas autogeridas? NADA.

Não existiam linhas de crédito especiais para este tipo de empreendimento.

Só tinha linhas de crédito especiais para empresas como Votorantin, TIM, HSBC, etc.

Portanto, nobre apedeuta, fique tranquilo. Se fosse o caso do grupo votorantim falir, suas fábricas não ficariam fechadas, gerando desemprego. Alguém assumiria e tocaria o barco.

Se dependesse de mim o dinheiro investido na recuperação de tal empresa só seria liberado se os donos passassem a ser os próprios funcionários representados por uma cooperativa.

Distribuição de renda, este é o objetivo.



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Miriam, a Louca

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Recebi o texto abaixo. Concordo com a maior parte das colocações. Só não concordo com a parte que identifica a bolsa somente com especulação. Não é. É uma forma das pessoas pouparem e terem um pouco de segurança na vida. O que devemos ter é leis que punam severamente a especulação nas bolsas de valores, justamente porque coloca em risco a poupança de milhões de pequenos investidores.

Mas, a direita conservadora quer ela mesma se regular. Parece piada.

O texto segue abaixo:

O peso da máxi (texto da Miriam Leitão)

" Já é maxidesvalorização. De 26 moedas emergentes, o real foi que mais perdeu: 35%. Desde agosto, se a conta do PIB for feita em dólar, é como se o Brasil tivesse perdido US$ 309 bi. Parte é efeito dos derivativos dos exportadores, um problema que ninguém sabe a dimensão. Um exportador me disse o seguinte: "O BC pede serenidade como o capitão do Titanic mandava a orquestra tocar."

O Banco Central fez ontem várias operações no mercado de câmbio e não reduziu a pressão do dólar. Quanto mais o dólar sobe, mais os exportadores que fizeram operações especulativas com câmbio perdem dinheiro.

— O exportador estava apostando a favor da moeda brasileira. Quem está ganhando dinheiro são os bancos estrangeiros. Além disso, os exportadores não estão conseguindo se financiar para produzir; a exportação vai parar — disse o presidente de uma das maiores empresas brasileiras.

O BC, segundo me garantiu ontem um dos seus dirigentes, não tem qualquer compromisso em defender a queda do dólar. Não está fazendo leilões para evitar que o dólar suba, mas sim para suprir a falta das linhas de crédito internacionais para o comércio. O problema é que não tem adiantado.

Nathan Blanche, especialista em câmbio, acha que o BC tem que vender dólar líquido, em operações direcionadas aos exportadores. Com mais oferta, o dólar pode cair, reduzindo a cotação e o prejuízo das empresas".


Leram? Acreditam nisso? Durante seis anos, a senhora PIG vociferou contra o dólar baixo, dizendo que as exportações brasileiras seriam fortemente prejudicadas. Fazia, sistematicamente, previsões catastróficas para a balança comercial, que, segundo ela, não resistiria ao câmbio desfavorável. Os números sempre contradiziam suas previsões. O Brasil ampliou e ainda vem ampliando suas vendas externas mesmo com moeda forte. A razão é a enorme diversificação de nossos produtos, e a melhora da qualidade deles. Em muitos setores, como carnes, autopeças e aviões, produto brasileiro é sinônimo de excelência e o mundo aceita pagar um pouco mais caro.

Mas, como todos sabem, exportadores ganham em dólares. Quando o dólar cai, portanto, eles perdem. Eles têm resistido, nos últimos tempos, através do aumento da produtividade e redução de custo. Agora, com essa disparada do dólar, a senhora PIG quer nos convencer, na contra-mão de tudo que afirmou por anos a fio, que os exportadores terão prejuízo com a alta do dólar e cita empresários que teriam "especulado" com o câmbio.

Ora, senhora PIG, no mercado cambial existem diversas ferramentas para evitar riscos com o câmbio. São os chamados hedge, onde você faz um seguro para evitar sustos com dólar baixo ou alto. Os exportadores prudentes fazem hedge, os especuladores especulam. Há séculos que exportadores brasileiros que especulam com o câmbio acabam quebrando uma hora ou outra. Com isso, surgiu uma classe de empresários que prefere dispensar o lucro fácil e arriscado e fazer negócios de maneira mais segura e estável. Não se trata apenas de capitalismo, mas da própria vida. De valores. Concorrência. Pegue dois empresários que competem no mercado de exportação de um determinado produto. Um deles especula e procura, com o lucro, prejudicar seu concorrente, que não especula e, por isso, não pode oferecer os descontos que o outro oferece aos clientes. Quando ocorre uma crise cambial que dá prejuízo ao especulador, há uma justiça. No fundo de todo movimento, há uma justiça, uma busca pelo equilíbrio. A senhora quer defender os especuladores? E ainda afirmar que os exportadores estão perdendo dinheiro com o dólar alto? Ora, o dólar está pouco mais de R$ 2. Há seis anos era R$ 4!!!! O exportador que não especulou, ao contrário, poderá ganhar muito mais com o dólar alto, pela razão óbvia de que o preço de seu produto é cotado em dólar.

A ideologia vendida por nossa mídia é estarrecedora. Dinheiro para melhorar salários e assistência social é considerado "aumento de gastos". Mas sempre que o governo acena com empréstimos paternalistas (ou mesmo doações, sob o título de pacote anti-crise sistêmica), os mesmos colunistas e editorialistas reagem com indisfarçável entusiasmo.

E ontem (ou anteontem) Arnaldo Jabor comete mais uma fraude jornalística. Diz que o governo Lula não se preparou para a atual crise financeira americana. Naturalmente, sob patrocínio da família Marinha, usa o palanque para fazer propaganda ideológica do PSDB e do governo FHC. O país, sob a tutela de FHC, acumulou uma trilionária dívida pública externa e interna quase inteiramente atrelada ao dólar. Se a crise fosse hoje, o Brasil, literalmente, teria sua espinha dorsal rompida. Lula não só pagou inteiramente a nossa dívida externa, como desdolarizou a dívida pública interna. O que temos hoje são reservas internacionais em dólar, de forma que, com a alta da moeda americana, nossas reservas dispararam. Ou seja, estamos com mais dinheiro hoje do que antes da crise. A bolsa de SP despencou, mas bolsa é para isso mesmo, para subir e descer.

Sou contra qualquer ajuda a bancos, pequenos, médios ou grandes. Eles que se virem sozinhos. Se é para haver ajuda, então que se estatize ou se transfira ações e carteiras de clientes para o Banco do Brasil. É um absurdo que, num país onde existem ainda milhões de pessoas se alimentando mal e onde o principal programa assistencial, o Bolsa Família, distribui um valor irrisório para as famílias (máximo de 120 reais), de R$ 17 a R$ 107, uma ninharia tão acidamente criticada pelos segmentos conservadores, os mesmos segmentos agora venham defender ajuda para especuladores que se deram mal na bolsa de valores.

O dinheiro da bolsa não desaparece. Os valores migram para outros segmentos: para imóveis, terras, ouro, indústrias de base, para títulos públicos (ou seja para os governos). O estouro da bolha é sempre benéfico para as economias reais. Os fundamentos da economia global não são apostas financeiras, mas a produção de tecnologia, aço, soja, petróleo, alimentos, autopeças. A crise financeira global tem uma razão de ser e será benéfica para desmistificar o poder dos mercados. A civilização não pode depender de mercados de risco, não pode depender de bolsa. Precisamos de governos fortes. Precisamos de organizações internacionais fortes que não estimulem a especulação e sim os fundamentos de cada economia.

O Brasil seguramente sairá mais fortalecido dessa crise, porque a sua economia é diversificada e possui um mercado interno suficiente para viver autonomamente. Se o mundo inteiro acabasse e só restasse o Brasil, teríamos alimentos, petróleo, água, minério de ferro, suficientes para toda a eternidade. Teríamos um déficit de tecnologia que a necessidade nos obrigaria a superar rapidamente. A civilização humana evolui aos trancos, superando dificuldades. A crise financeira americana, para começo de conversa, representa um tremendo desgaste ideológico para o tipo de capitalismo lobbista, mafioso, privatista e concentrador, um capitalismo aqui defendido pelo PSDB e DEM, que produz monstros como Daniel Dantas. No capitalismo neo-con, bancos e especuladores têm cada vez mais liberdades e o cidadão comum cada vez menos. É uma fraude ideológica, assim como foi o governo FHC. Falavam em reduzir impostos, mas foram os tucanos, assim como Bush nos EUA, que patrocinaram o maior aumento da carga tributária da história recente do Brasil. A carga tributária brasileira passou de 25,09% em 1993, último ano do governo anterior à FHC, para 35,53% em 2002, último ano da gestão tucana. Um aumento de 42%! Já sob Lula, a carga tributária passou dos já citados 35,53% em 2002 para 37,37% em 2005 (último ano apurado pela Receita), aumento de 5%. Quem aumenta mais imposto?

Bush faz a mesma coisa. Prega o Estado mínimo e redução de gasto, e patrocinou o maior aumento de gastos públicos da história norte-americana, com a guerra contra o terror, e a guerra contra o Iraque. FHC fez aqui também. Os tucanos falam em redução de gastos públicos, mas o Estado nunca gastou tanto como em sua gestão - com a diferença que não gastavam com melhores salários, programas sociais, programas industriais, estradas, hidrelétricas, prospecção de petróleo no fundo do mar e financiamento à agricultura familiar, como faz Lula. Não, o governo gastava tudo com juros de dívida pública, doação aos bancos e para cobrir o rombo financeiro de sua política cambial incompetente. O neo-liberalismo é um capitalismo para enganar trouxas, leia-se classe média, que nunca sofreu tanto como sob sua batuta. A única vantagem que o neo-liberalismo proporciona à classe média é que ele ferra tanto mas tanto os pobres, que esses não têm condições de disputar com ela o mercado de trabalho, sobretudo as vagas no serviço público. Por outro lado, o neo-liberalismo não respeita o serviço público - veja a humilhação que o governo de São Paulo impõe a seus servidores, pagando-lhes os piores salários do país, mesmo sendo o Estado mais rico.



# Miguel do Rosário # Quarta-feira, Outubro 08, 2008



Nota do Chicão:


Natan Blanche, especialista em câmbio ... é assim que é apresentado pessoas que ajudaram a criar a fuzarca que está no mundo. Ninguém perguntou para ele sobre as operações financeiras das empresas em que ele trabalha.

No Brasil é assim: grileiro é apresentado como proprietário vítima. Pessoas MUITO ricas são humilhadas se estão algemadas e quem ajudou a criar a crise é apresentado como quem pode nos sailvar (lembra da capa da veja dizendo que os EUA ia salvar todos nós?).

Veja a idéia do tal Nathan: "acha que o BC tem que vender dólar líquido, em operações direcionadas aos exportadores. Com mais oferta, o dólar pode cair, reduzindo a cotação e o prejuízo das empresas".

Funciona assim: o Brasil compra dólar a U$2,10 (por exemplo) e faz reservas cambiais. Durante todo este período o dolar cai e o prejuízo é do povo brasileiro. Enquanto isto a especulação mundial corre solta e os MUITO ricos ganham rios de dinheiro. Um dia a onda muda e eles perdem dinheiro. O que deve fazer o Brasil? Diminuir o prejuízo destas pessoas.

Eu gostaria de perguntar ao tal Nathan: quanto do seu patrimônmio pessoal e dos seus clientes estão nestas jogadas especulativas? Quanto ele e seus clientes embolsariam ou deixariam de desembolsar com a ação que ele propõem que seja feita?

Cuidado, povo brasileiro! Está cheio de espertinho querendo jogar a conta do bordel em cima dos nossos braços.


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Nem Gabeira, nem Paes. No Rio eu votaria NULO.

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Eu voto no estado de S. Paulo. Se votasse no RJ eu votaria Nulo.

O tal do Paes é um demente. Nem vale a pena comentar.

O Gabeira, pela sua história passada (linda) e sua decadência atual, vale a pena comentar.

O Gabeira foi um dos articuladores da eleição do Severino Cavalcanti. Sim, foi um dos que o apoiaram. Depois, quando o Severino já estava se afogando, ajudou a derrubar.

"Fernando Gabeira, sub-relator da CPI dos sanguessugas (a que apurava a máfia de compras de ambulâncias superfaturadas), demonstrou não estar muito preocupado com a corrupção, quando ela incriminava membros aliados. O depoimento do Juiz Federal Julier Sebastião Rocha (MT) acusou o Senador Antero Paes de Barros (PSDB), de ter recebido recursos irregulares de João Arcanjo, condenado a 37 anos por crimes de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas, mas no relatório, Gabeira inocenta o senador. Pegou tão mal que uma semana depois, Gabeira se retrata em seu site, mas Antero já tinha se beneficiado. Pouco depois, Gabeira é capa da revista Veja, como guardião da ética na política brasileira. Mas que ética?"

Aliás, o Fernando Gabeira foi um dos que ajudaram atirar o nome do SERRA do relatório. Apesar de mais de 80% das ambulâncias terem sido compradas no governo FHC.

Esta atuação dele me decepcionou muito.

O Gabeira também votou várias vezes junto com os ruralistas nos projetos mais atrasados. "Gabeira votou favoravelmente à lei que atenua a punição dos latifundiários que mantêm empregados em regime degradante de semi-escravidão".

Eu sempre coloquei aqui que não entendo porque ruralistas sérios, que não escravizam pessoas e nem roubam terras públicas, se aliam à escória do setor - grileiros de terra e escravagistas (Outro dia mais de 100 escravos foram libertados, em mais uma ação do governo federal e do ministério público).

Eu entendo a aliança entre estes ruralistas atrasados e devastadores da natureza com a imprensa conservadora. Um protege os ganhos e a impunidade dos outros. NUNCA ENTENDI PORQUE O GABEIRA PASSOU A CAMINHAR JUNTO COM ESTAS PESSOAS E COMPARTILHAR DE APOIO POLÍTICO MÚTUO.

Há vários outros motivos, porém os que coloquei acima bastam.




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sábado, 11 de outubro de 2008

Transporte alternativo emagrece

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Quer emagrecer?

Foi feito um estudo que demonstrou que existe uma relação direta entre o grau de obesidade das pessoas e uso do carro como meio de transporte.

É algo óbvio. A pessoa que pedala ou caminha gasta mais calorias, fica mais satisfeita e tem menos compulsão por comida.

Aquela pessoa que usa o carro para tudo, até para ir na padaria da esquina, gasta pouquíssimas calorias e ainda está mais sujeita a compulsão alimentar.

Observem que a Dinamarca e a Suíça, países riquíssimos, onde mais gente usa transporte NÃO individual, é onde há menos obesidade.

Um dos grandes problemas da obesidade é que cai brutalmente a qualidade de vida destas pessoas. Esta insatisfação ajuda a aumentar o nível de consumo impulsivo e desnecessário.

Conheça o site: Transportation alternatives




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Boi pirata: o negativismo da imprensa conservadora

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Quando o atual ministro do meio-ambiente resolveu confiscar os bois que são criados ilegalmente dentro das reservas ecológicas a imprensa e seus representantes chamaram a ação de pirotecnia.

Naturalmente, a intenção era desqualificar uma ação que contrariava o interesse de grandes grileiros de terra.

Desqualificar com que intenção? Com a intenção de ficar tudo por isto mesmo.

Houve um primeiro confisco de gado. Milhares foram confiscados, gerando um prejuízo muito grande aos bandidos donos dos bois.

A imprensa ficou fazendo troça das dificuldades de venda dos bois. Sempre o negativismo.

É natural que em uma ação pioneira haja dificuldades. É a primeira vez. Muito aprendizado estava acontecendo.

O objetivo central foi atingido. A dor no bolso do destruidor/invasor de áreas de preservação aconteceu. Vários outros ficaram com medo de acontecer com eles também. Ou seja, inibiu crimes como este por todo o Brasil.

Mas, o negativismo da imprensa quiz reduzir todo este esforço apenas a "pirotecnia".

Tão logo os bois foram vendidos, sumiu do noticiário.

Sumiu do noticiário todas as ações que foram e continuam sendo tomadas contra os invasores de reservas ecológicas.

O ministério público federal está atuando em conjunto com o ministério. O que é bom.

Este tipo de ação está mostrando eficiente para inibir PARTE do problema.

Ela está tendo CONTINUIDADE.

Existe muito o que fazer para proteger nossas reservas ecológicas. Uma dessas ações é o confisco de propriedades de quem quem invade estas reservas.

isto é bom para mim. É bom para você. É bom para o Brasil.

Leia abaixo:

Ministério Público quer mais um leilão de bois piratas

Da Agência Safras


Quase dois meses depois do primeiro leilão do boi pirata, rebanho apreendido em junho na Estação Ecológica da Terra do Meio, no Pará, o MPF - Ministério Público Federal, no estado pediu à Justiça um levantamento de quantas cabeças de gado ainda estão na unidade de conservação. O prazo determinado pela Justiça para que todos os proprietários Retirassem os rebanhos da área de preservação venceu em setembro.

De acordo com o Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, antes da Operação Boi Pirata, cerca de 40 mil cabeças de gado ilegais eram criadas em 14 propriedades na Terra do Meio. O MPF pede que, caso a ordem judicial não tenha sido cumprida, a Justiça determine a apreensão imediata e um novo leilão para venda do rebanho irregular.

De acordo com o procurador da República em Altamira (PA), Alan Rogério Mansur Silva, pelo menos 10 mil cabeças ainda podem estar na unidade de conservação. Na recomendação, o MPF indica que o levantamento deverá ser feito pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, responsável pela gestão da estação ecológica.


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Boa iniciativa: Londrina multa imóveis sem árvore na calçada

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Londrina aposta em medida ecologicamente correta.


A Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) de Londrina (PR) começou a
aplicar multas a quem não planta árvores nas calçadas. De acordo com uma
lei da cidade, todo imóvel deve ter uma árvore plantada na calçada.
No fim do ano passado, a prefeitura notificou pelo menos 250 comerciantes,
15% deles não fizeram o plantio e, agora, estão sendo multados.
A blitz começou pelo Centro da cidade. As multas podem chegar a R$ 1.400. A
medida é considerada ecologicamente correta pela Sema. "As árvores
funcionam como ar-condicionado natural, diminuindo o calor. Também
funcionam retendo a poeira e diminuindo os ruídos", afirma Gerson da Silva,
Secretário do Ambiente.


Nota do Chicão:


Nós temos que ir além da era dos direitos.

Temos que entrar na era das obrigações.

Temos que usar as leis para forçar quem não quer cumprir suas obrigações.

A inciativa da prefeitura de Londrina é louvável.

Talvez chegue a hora em que iremos fiscalizar se as casas mantém um mínimo de área permeável, para que a água da chuva possa infiltrar e para que tenha um mínimo de bio-diversidade naquele espaço.



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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Boa notícia: Universidades públicas abrirão 600 mil vagas para professores

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BRASÍLIA e RIO - O Ministério da Educação (MEC) vai financiar até 2010 a abertura de 600 mil novas vagas em cursos de licenciatura, em universidades federais e estaduais, para profissionais da rede pública de ensino básico, anunciou nesta sexta-feira o secretário de Educação à Distância, Carlos Eduardo Bielschowsky. O investimento federal será de R$ 1 bilhão a partir do ano que vem.


O dinheiro será repassado às universidades públicas que aderirem ao Sistema Nacional Público de Formação de Professores, lançado nesta sexta-feira, pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. O MEC também pagará bolsas de R$ 1.200 a professores universitários que passem a atender as novas turmas. A meta é contar com cerca de 10 mil bolsistas nos próximos anos.


Segundo Bielschowsky, o plano inicial é criar cerca de 300 mil novas vagas de licenciatura nas universidades públicas para os docentes que não têm formação superior, e outras 300 mil vagas para quem deseja fazer uma segunda graduação. De acordo com o MEC, é baixo o número de professores formados por instituições de nível superior, assim como existem muitos docentes atuando fora de sua área de formação.

O secretário disse que, ao final de três anos, todos os 1,6 milhão de professores da educação básica do Brasil deverão estar integrados ao novo sistema. Para tanto, cerca de 100 universidades públicas, estaduais ou federais, além de unidades de educação tecnológica, serão mobilizadas.


Nota do Chicão:

Esta é uma ótima notícia.

O Brasil precisa capacitar melhor os professores.

Em época de eleições é bom lembrar: os ótimos programas de treinamentos de professores da prefeitura de São Paulo foram DESTRUÍDOS pela gestão Serra/Kassab.

Um dos maiores crimes contra a cidade. Treinar professores é caro e passa desapercebido pela população.




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Kassab, um despreparado com idéias absurdas

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Incrível! Com o kassab aumentou o número de crianças fora da escola.

O cara é despreparado.

Que tal falar sobre as "idéias de jumento" do prefeito: "Túnel de 4,5 quilômetros como parte do projeto de ligação entre a Avenida Roberto Marinho e a Rodovia dos Imigrantes".

Isto mesmo! O preço do tal túnel é de aproximadamente 2 bilhões de reais. Esta é a estimativa inicial. TUDO fica muito mais caro na gestão dele.

Ele e o Serra conseguiram diminuir o tamanho dos poucos CEUs que construíram e pagaram MUITO mai$$$ por eles.

Este túnel não vai resolver nada. E aposto que vai custar pelo menos 4 bilhões de reais.

Por este preço dá para fazer mais de 16 kilômetros de metrô.

A opção por investir em deslocamento de carros já se mostrou errada.

Vamos repetir este erro mais uma vez?

É aí que você quer ver investido o dinheiro dos seus impostos?

Vamos fazer obras faraônicas que enchem os bolsos das empreiteiras, alegram a vida dos políticos conservadores e te deixam parado dentro do carro por horas?

Diga não ao Kassab.

Diga NÃO ao gasto do dinheiro público com projetos absurdos.



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Transparência pública

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O cientista político e professor da Universidade de Brasília Alexandre Pereira Rocha endossa que a falta de educação, sobretudo, a orçamentária, é um dos fatores impulsionadores da corrupção no país. “Devido à falta de conhecimento e visão da sociedade de como funciona o Estado, os políticos se apropriam dos recursos dizendo que estão fazendo da forma correta quando, na verdade, não estão”, argumenta. “Quanto mais amplo o controle social, menos tende a ser o desvio de recursos públicos”, completa.

Em âmbito federal, as investigações sobre atos ilícitos feitas pela Receita Federal, Ministério Público, CGU e TCU, aliadas ao trabalho da Polícia Federal, têm apresentado resultados expressivos, essencialmente, nos últimos anos. A CGU, por exemplo, foi responsável pela expulsão de 1.750 agentes públicos federais envolvidos em práticas desonestas. Todavia, o controle social, como ferramenta para o combate à corrupção, ainda é um pleito não concretizado. “Quanto mais amplo o controle social, menos tende a ser o desvio de recursos públicos”, lembra o cientista político Alexandre Pereira Rocha.

Ainda de acordo com o cientista político Alexandre Pereira Rocha, o controle social no Brasil ainda não é cidadão, pois é feito por organizações e não por um indivíduo da sociedade. Para ele, o maior embargo à transparência é a falta de clareza dos sistemas. “Para a sociedade que sequer tem idéia sobre o orçamento, é preciso alocar a informação de forma mais educativa e interpretada. Do contrário, a informação não chega à sociedade”, afirma.


Amanda Costa
Do Contas Abertas

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Um tucano fala a verdade sobre a gestão Kassab

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Palavra do Alckmin:


Alckmin afirmou que a situação do ensino infantil e da falta de creches se AGRAVOU nos últimos anos. "Tínhamos 110 mil crianças fora de creche e de Emei. Hoje são 158 mil crianças fora de creche e de Emei, e nas regiões mais pobres. Se agravou."


O caos na educação é uma das realizações Kassab/Serra.

Pena que a população não preste a devida atenção à educação.

Faltam professores nas escolas. Crianças ficam sem aulas e com o futuro comprometido.

Não falta dinheiro para a prefeitura, já que a melhoria da economia melhorou o caixa.

Falta vontade de fazer as coisas bem feitas.

Kassab NÃO! O futuro do Brasil depende da educação de qualidade.


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Manchetes de jornais

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Manchete da Folha ontem: “Produção industrial cai em 6 de 14 regiões em agosto”. Manchete de um jornalismo honesto: Produção industrial sobe em 8 de 14 regiões em agosto”. A que ponto chegou a mídia corporativa!


Do blog Brasil, Brasil.

É a campanha eleitoral. O prenuncio de 2010.



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A ingratidão do Serra

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Em 2002 o José Serra estava visivelmente abatido com a derrota para o Lula.

O Alckmin, vitorioso em S. Paulo, o acompanhou em suas votações, como forma de apoio e consideração pelo candidato derrotado.

Em 2006 O Alckmin teve um Serra ressentido, totalmente ausente de sua campanha eleitoral.

Em 2008 o Serra ajudou de todas as formas a queimar o Alckmin.

O desejo de poder e a vaidade do Serra não tem limites.



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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

2002, o ano que salvou o Brasil em 2008

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Poucas pessoas se atentam para uma questão: o que teria acontecido se o José Serra tivesse ganho as eleições de 2002?

Se ele tivesse implementado seu plano de governo estaríamos agora no olho do furacão, com o Brasil praticamente QUEBRADO (ou totalmente quebrado).

Tive o trabalho de ler seu plano de governo e dar uma repassada nas idéias dos seus principais colaboradores econômicos.

O que fica claro era o desejo de seguir no Brasil o processo de desregulamentação do mercado financeiro que houve no EUA e (em menor escala)na Europa. Eles davam o nome pomposo de modernização.

Queriam "modernizar" as leis que regem o mercado financeiro e jogar o Brasil direto na jogatina mundial.

Uma idéia de "banana de mente amestrada", que tornaria os MUITO ricos mais ricos e o Brasil mais pobre.

Graças a Deus o José Serra perdeu as eleições e hoje o Brasil pode passar pela maior crise desde a depressão de 1929 sem demasiados problemas.


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A manipulação da verdade e carga tributária no Brasil

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O desejo de poder é muito forte no ser humano. Poder é igual a moldar a realidade como se quer.

Quanto mais o indivíduo se entrega ao desejo de poder mais ele se afasta da realidade e MENOS capacidade tem de tolerar a frustração.

Os reis (quando possuíam o poder de fato)eram tradicionalmente figuras dadas a chiliques, crises nervosas e reações violentas.

O mesmo costumeiramente acontece com aquelas pessoas que são MUITO ricas. O costume de mandar e o desejo de mando as tornam (costumeiramente) inclinadas a tentar manipular a verdade para se satisfazerem.

É o que acontece na discussão da carga tributária no Brasil.

É uma carga tributária alta. Mas, não é alta para todos. A carga tributária dos muitos ricos é uma das MENORES do mundo.

A carga tributária da classe média e dos mais pobres é uma das mais altas do mundo.

Quando esta verdade é explicitada por alguém, este alguém vira "inimigo" a ser desqualificado. É o caso do presidente ddo IPEA, Marcio Pochmann.

A incapacidade de tolerar idéias divergentes, o desejo de manipular e esconder a verdade (o que denota poder), e o egoísmo de classe faz com que pessoas como o Márcio Pochmann sejam "uma pedra no sapato" que devem ser tiradas do meio do caminho.

Por outro lado existe um tal IBPT que vive apresentando "estudos" que agradam os muito ricos. Direto seus "estudos" são divulgados na mídia conservadora. São estudos do tipo: o pagamento médio de CPMF no Brasil é ... . Estes estudos se esquecem de informar quem paga, e quanto paga. Tentam passar a impressão que todos eram iguais frente a CPMF.

No Brasil jatinho não paga IPVA. Se o sujeito comprar um carro para ir trabalhar paga IPVA.

O cara trabalha o mês inteiro e recebe 3 mil reais de salário e paga Imposto de renda. A dona de um banco fica em casa vendo televisão. Recebe MUITOS MILHÕES de dividendos e NÃO PAGA UM CENTAVO DE IMPOSTO DE RENDA.

São distorções que fazem os muito ricos cada vez mais ricos e sufoca a classe média e a classe mais humilde.

O duro é ver a clase média confundindo seus interesses com os interesses da classe alta.



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Alencar, o escravista

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"A escravidão caduca, mas ainda não morreu; ainda se prendem a ela graves interesses de um povo. É quanto basta para merecer o respeito."

Quem vinha a público, em 1867, desejoso de ser ouvido na defesa do cativeiro no país era o romancista José de Alencar (1829-1877). A memória histórica no Brasil, no entanto, silenciaria seus argumentos no século seguinte.

A frase aparece numa das sete cartas públicas em que, naquele ano, o autor de "Iracema" criticou o imperador d. Pedro 2º por propor que o país começasse a pôr fim gradual à escravidão. Só agora, 140 anos depois, elas ganham uma edição em livro, "Cartas a Favor da Escravidão" (ed. Hedra), que chega nesta semana às livrarias.

Embora diversos pesquisadores tivessem conhecimento de sua existência -que era citada em alguns trabalhos- e das posições políticas de Alencar, o conteúdo das cartas não chegou a ser reimpresso. O conjunto não aparece, por exemplo, nas obras completas do autor romântico, organizadas em 1959 pela editora José Aguilar (hoje Nova Aguilar).

No final dos anos 90, a historiadora Silvia Cristina Martins de Souza encontrou as cartas na Biblioteca Nacional, no Rio.

Republicou parte delas numa revista especializada da Unicamp. "Elas não haviam sido reproduzidas no século 20", diz a pesquisadora, que atribui o "esquecimento" do material ao "desconhecimento e desinteresse" sobre a obra de Alencar.

O organizador do livro que vem agora a público, Tâmis Parron, tem opinião diferente.
Ele escreve na introdução aos textos de Alencar que se trata de uma "provável tentativa de expurgar sua memória artística de uma posição moralmente insustentável para os padrões culturais hegemônicos desde o final do século 19".

"É um expurgo? Pode ser. É provável, mas não tenho acesso a documentos que provem essa hipótese", disse o historiador, em entrevista à Folha.

Procurada, a Nova Aguilar não respondeu aos questionamentos sobre a lacuna e sobre a possibilidade de inclusão das cartas em edições futuras (a última, esgotada, saiu em 1965).

As "Novas Cartas Políticas de Erasmo", como foram denominadas, numa referência ao pensador holandês, apareceram num momento de crise internacional da escravidão. Com o fim da Guerra Civil Americana (1861-1865) e da servidão nos EUA, aumentaram as pressões internacionais para que o Brasil, como último país independente da América a mantê-la, pusesse fim à instituição.

No princípio de 1867, o imperador pede que seu gabinete encaminhe ao Legislativo uma proposta de discussão que resulte num prazo para o fim da escravidão.

Instituição necessária

É em reação a essa movimentação de d. Pedro que Alencar argumenta, em suas cartas, contra a extinção por lei de uma instituição que, para ele, deveria acabar como resultado de um processo "natural" de maturação -processo que na Europa, ele diz, levou séculos.

O escritor e político -falava como integrante do Partido Conservador- reconhece que a escravidão já se apresentava "sob um aspecto repugnante", mas completava que "ainda mesmo extintas e derrogadas, as instituições dos povos são coisa santa, digna de toda veneração". "Nenhum utopista, seja ele um gênio, tem o direito de profaná-las. A razão social condena uma tal impiedade." As "razões sociais" do cativeiro no Brasil eram muitas, segundo o autor. Em primeiro lugar, de ordem econômica, já que era pelo trabalho escravo que se mantinha a produtividade das unidades agro-exportadoras do século 19. Depois, política, já que era daí que o Estado tirava recursos para existir.

Mas também "social", já que, segundo Alencar, a instituição no Brasil trazia a promessa de inserção, como cidadão (ainda que parcial), do escravo alforriado e de seus filhos.

Finalmente, num raciocínio pouco usual na época, Alencar, de certa forma prefigurando Gilberto Freyre, autor de "Casa Grande & Senzala", afirmava que a escravidão permitia a existência de uma cultura original no Brasil, fruto da "miscigenação" de costumes entre "brasileiros" e negros africanos.



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CARTAS A FAVOR DA ESCRAVIDÃO
Autor: José de Alencar
Organizador: Tâmis Parron
Editora: Hedra
Quanto: preço a definir (160 págs.)

Da folha de São Paulo



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sábado, 4 de outubro de 2008

ALGEMADO, piloto brasileiro chega para audiência judicial

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Hélio Castroneves paga US$ 10 milhões para ficar em liberdade

Acusado de cometer irregularidades no imposto de renda, brasileiro chega algemado na 1.ª audiência nos EUA




No Brasil os "digníssimos" juízes do supremo decidiram que algema é humilhante...

Nos EUA é material de transporte de qualquer prisioneiro. É a segurança dos policiais e agentes de segurança que é IMPORTANTE.

Nos EUA a fiança é paga de acordo com o crime e a condição financeira do réu.

No Brasil ele pagaria uma cesta básica e ficaria livre.

É uma diferença enorme de conduta.

Quem está certo?


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Muitas idéias, nenhuma proposta de restrição a carros

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Transporte coletivo é tido como a saída para a lentidão; em regiões bem servidas de ônibus e metrô, porém, carro é meio mais usado

EVANDRO SPINELLI

Metrô, corredores, ônibus novos, Fura-Fila. Para não desagradar aos usuários de carros, os principais candidatos a prefeito de São Paulo fogem de temas polêmicos como pedágio urbano e ampliação do rodízio de veículos e apontam o transporte coletivo de qualidade como única saída para resolver o caos no trânsito.

Só que oferecer transporte coletivo de qualidade não é garantia de que os moradores vão optar por deixar seus carros na garagem e utilizar outra modalidade de transporte público. Isso é o que se pode constatar a partir dos dados do Datafolha.

Um exemplo é o distrito do Jardim Paulista, onde 32% dos moradores optam pelo carro para se deslocar até o trabalho contra 15% que usam ônibus e 10% que optam pelo metrô.

Na Vila Leopoldina, carro é o meio de transporte de 32% das pessoas, 22% usam ônibus, 7% se deslocam de metrô e outros 7%, de trem. O terceiro exemplo é o Tatuapé, onde o uso do carro para se deslocar para o trabalho é a opção de 28% dos moradores, sendo que 22% usam ônibus, 25% se deslocam de metrô e 1% usa trem.

Nestes três casos, há oferta de transporte sobre trilhos (metrô e/ou trem) e os moradores dão notas superiores a 7,5 às opções disponíveis de transporte coletivo.
Há um quarto exemplo, europeu, para corroborar a tese: em Paris, onde há 14 linhas, 297 estações e 212,5 km de metrô, o trânsito também é constantemente congestionado.

"A oferta de transporte coletivo, que está razoavelmente bem avaliada, ainda não é suficiente para mudar o hábito do uso do carro", aponta a urbanista Silvana Maria Zioni, professora do Mackenzie.

Ela diz que o morador, quando avalia bem o transporte coletivo de seu bairro, o faz com a base de comparação que ele tem, que é o restante da cidade. "A avaliação é em relação à situação de São Paulo. Mas ainda precisamos melhorar muito para chegar num nível bom."

Zioni afirma que o carro continua sendo mais vantajoso que o transporte público porque, entre outras coisas, o motorista não enfrenta grandes limitações. "Tenho facilidade para estacionar e é mais barato ir de carro". Ela defende o aumento da restrição ao uso do carro. Ou, como ela prefere, a extinção de privilégios.

O também urbanista Candido Malta, presidente da Sajep (Sociedade Amigos dos Jardins América, Europa e Paulistano), diz que o trânsito é o único problema da região, que obteve o melhor índice de satisfação na pesquisa (empatada com Alto de Pinheiros). Mas ele admite que o morador local contribui com a piora do trânsito ao sair para trabalhar de carro.

A urbanista Silvana Maria Zioni ressalta que os candidatos a prefeito, quando tratam do ônibus, só propõem a construção de corredores. "Há casos em que você precisa de linhas locais, mais curtas. Nem sempre é só o corredor", diz.



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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Imagem do futuro e as vozes do passado

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Outro dia eu estava em S. Paulo e conversei com uma pessoa conservadora e rica que bem representa o pensamento da elite paulistana.

Segundo ele esta "coisa de energia eólica é coisa de petista". Eu, que estava de saco cheio, falei (normalmente fico calado):

- certamente os petistas não possuem mais de U$ 30 bilhões para investir em energia eólica no mundo inteiro.

O cara olhou para mim e respondeu: "você nem imagina. Tem petistas em todo lugar. Os (palavrão) se reproduzem que nem coelho. Eles pegam o dinheiro que roubam no Brasil e investem no mundo inteiro".

Eu falei: em energia eólica?

Ele respondeu: o que você espera? Os caras são incompetentes. (aí ele lembrou que foi a Marta que encheu a cidade de corredores de ônibus - um absurdo,segundo ele).

O sujeito arrematou: todos tem direitos iguais. Por que os ônibus vão ser privilegiados? Ainda bem que o Kassab parou esta babaquice petista.

Eu sorri, dei um tempo e levantei. Fui embora.

Esta besteira é a forma como a elite paulistana pensa: corredores de ônibus são um desrespeito aos direitos dela.

Um dia ela idolatrou o Maluf. Hoje idolatra o Kassab (o Alckmin sempre foi apenas tolerado).

O Maluf construía avenidas e pontes. O Kassab é idolatrado porque parou com a loucura petista de construir muitos corredores de ônibus.

Os tempos mudaram somente para alguns.



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Em defesa da ecologia no entorno da BR 319

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A Associação Preserve Amazônia vem a público manifestar apoio incondicional
à decisão tomada pelo Ministro Carlos Minc na ultima quarta feira, 24 de
setembro, quando o mesmo determinou a suspensão da licença das obras de pavimentação da BR 319, Manaus-Porto Velho, que estavam sendo feitas antes
mesmo da conclusão do seu respectivo EIA RIMA, em um quadro de gravíssima
irregularidade.

Ao tomar esta atitude, o Ministro agiu em conformidade e em defesa da
legislação ambiental, da Constituição Federal e de Deliberações
recentemente aprovadas de forma transparente e democrática na III
Conferência Nacional do Meio Ambiente. Além de proteger a floresta, agiu a
favor do interesse coletivo nacional e do clima de todo o planeta,
influenciado diretamente pela sua superfície desflorestada.

Não resta dúvida que deve ser considerada como uma atitude alinhada ao bom
senso comum e ao princípio da precaução, pois tem como objetivos tanto a proteção da biodiversidade quanto uma menor interferência na composição da
atmosfera, o que é fundamental para a mitigação dos efeitos das mudanças
climáticas cada vez mais evidentes na Terra.

Sendo a paralisação uma ação de proporções continentais, porém com
abrangência mundial, se analisada em detalhes pode ser vista como a mais
importante iniciativa tomada até hoje no que diz respeito à proteção em
larga escala da floresta amazônica, já que o risco de desmatamento
associado à construção de uma rodovia na região é altíssimo
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A maneira mais eficaz, e que apresenta o mais alto custo benefício, de se
evitar nas próximas décadas o desmatamento em larga escala da Amazônia é
exatamente através da substituição do modelo de ocupação, no qual o modal
de transporte é o diferencial. Esta afirmação pode ser comprovada
matematicamente através de uma equação simplificada do desmatamento, que
demonstra uma altíssima correlação entre desmatamento e facilidade (ou
possibilidade) de acesso.

Agindo desta forma, o Ministro abriu uma oportunidade fantástica para o
país, pois a mudança no paradigma de ocupação, e da maneira como se dará o
desenvolvimento, altamente correlacionada com a forma de ocupação, de uma
região correspondente a mais de metade do território nacional, deve ser uma
prioridade para a mitigação das mudanças climáticas globais. O que
realmente pode ser mais impactante para o clima do planeta do que a
abertura de extensas rodovias na Amazônia?


Devemos, em conformidade com a legislação e com o bom senso, realizar os
estudos comparativos entre as possíveis alternativas de modal de transporte
para cada situação, conforme explicitado na Resolução 01\86 do CONAMA. Isto
deverá obrigatoriamente se refletir em uma mudança na matriz de transportes
na Amazônia, pois o modal ferroviário se mostra mais adequado para áreas
com elevado risco de degradação ambiental
, justamente por oferecer menores
riscos ao homem e ao meio ambiente.

Uma mudança de postura, com uma decisão política favorável aos estudos
comparativos previstos na legislação, poderá projetar o Presidente Lula e
seu governo a outro patamar de reconhecimento, não só no Brasil, mas
principalmente no exterior. Dificilmente faltarão verbas para os
investimentos nas ferrovias, já existindo a previsão para este tipo de
projeto, relacionados ao desmatamento evitado, em fundos recém lançados. As
condições estão todas criadas para a mudança da política de logística de
infra estrutura de transportes na Amazônia, que certamente deverá, através
de uma solução simples e eficiente, e da adoção de uma tecnologia moderna e
menos impactante, resultar em menores taxas de desmatamento na Amazônia.


...

É bom lembrar que a BR 319 é só uma das cinco rodovias do PAC projetadas e
já em execução pelo governo na Amazônia, em um total de mais de 3.000 kms
de asfalto planejados para cortar a floresta. É fundamental que a sociedade
brasileira tenha plena consciência do que isto representa e das
conseqüências que se farão existir caso não se opte por um modal de
transporte mais alinhado com os princípios do desenvolvimento sustentável.

Desta forma, solicita-se a todos os leitores para que seja dada a máxima
publicidade a esta questão, de modo que a opinião pública possa se inteirar
e se manifestar sobre o assunto, cobrando do governo atitudes dignas e
responsáveis para com o país, tendo como exemplo esta tomada pelo Ministro
Carlos Minc, que merece de todos nós parabéns pela coragem, dignidade e
respeito à natureza.

Associação Preserve Amazônia


Nota do Chicão:

A "Associação preserva a Amazônia" enfocou a mudança no modal de transporte, o que eu acho fantástico.

Porém, o foco do ministro foi outro. Bem mais prático.

A licença ambiental não sai antes dos parques no entorno da rodovia a ser asfaltada serem demarcados e criados de fato (não apenas no papel).

É uma prevenção importante tendo em vista o histórico brasileiro de privilegiar o carro e não fazer as compensações ambientais.

A escolha do que deixar sem fazer é literalmente amiga do Demo, quer dizer, dos demos, grileiros, madereiros ilegais e daqueles pseudo-nacionalistas que acham que a amazônia será protegida se estiver "ocupada" (virando, digamos, uma savana)- como o tal do general Heleno.

Exigir mundanças a partir de estudos sérios é muito importante.



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