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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Kassab, o coitadinho?

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Segundo a imprensa é crime perguntar se alguém é casado. Basta o cara responder que não é casado e debater o que interessa.

Todavia, tornar o Kassab coitadinho é uma ótima forma de não debater o que interessa. Esconder que ele ajudou a criar as escolas de lata do Pitta, esconder que ele diminuiu o atendimento do Programa de saúde da Família, que ele e seu partido estão na justiça CONTRA o PROUNI, que seu partido combate TODAS as iniciativas para proteger a ecologia, que os programas de treinamento de professores da cidade de S Paulo foi destruído pela dupla Serra/Kassab, que ele construiu alguns poucos CEUs menores e MUITO MAIS CAROS.

Tornar o Kassab vítima ocupa o espaço com discussão secundária. Esta é a estratégia dos jornais conservadores que o apoiam descaradamente.

Veja o coitadinho agora:

"No mesmo panfleto, Kassab também é acusado de diminuir o atendimento à gestante negra. "[Kassab] reduziu o pré-natal da gestante negra em 22 das 31 subprefeituras. Resultado: a mortalidade materna voltou a aumentar em São Paulo", diz o texto".

Agora ele reclama que está sendo chamado de racista....

Coitadinho!!!

Na realidade ele é um sacana que detonou o programa de saúde da família. Com isto DIMINUIU a cobertura nas áreas mais carentes, que são onde há maior quantidade de negros.

A consequência lógica do fato: menos mulheres acompanhadas, mais mortalidade materna em áreas mais pobres. Isto significa mais mulheres negras sem atendimento, mais mulheres negras MORTAS.

Se você é da classe média pénse bem: como você se sentiria se fosse sua mãe, irmã ou filha que morresse porque o prefeito diminuiu o atendimento médico através do Programa de Saúde da Família?

Você iria gostar? Você iria ficar feliz?

Responda bem: o Kassab é coitadinho ou sacana?

Porque estas MUITAS mortes de mulheres grávidas não aparecem nos jornais, rádios e TVs?

Porque são pobres?

Porque eles querem transformar o Kassab em coitadinho?

Você concorda? E se fosse sua esposa?

TODOS os especialistas em saúde preconizam o aumento das equipes e da cobertura do PSF (Programa de saúde da família).

Em S. Paulo andamos para trás. As equipes perdem seus membros e eles não são repostos. Ou são repostos depois de meses e meses. Falta transporte para as equipes que continuam a funcionar. Falta tudo. Falta treinamento, falta apoio, falta tudo.

O resultado não poderia ser outro: pessoas que poderiam ter uma gravidez feliz, MORREM.

O Kassab é vítima?

Leia abaixo um pouco dos benefícios do PSF

Brasil: Programa de Saúde da Família reduz internação

Dados preliminares de uma pesquisa feita pela Universidade Federal da Bahia em parceria com a Universidade Federal de Minas indicam uma estreita relação entre o Programa de Saúde da Família (PSF) e a redução de internações de doenças como pneumonia, asma e diarréia.

Foram comparados dados hospitalares de todos os Estados, entre 1999 e 2006, com o atendimento do PSF. "O estudo indica um padrão: quanto mais bem estruturado for o programa, maior a redução das internações por essas doenças", contou a diretora do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde, Claunara Mendonça.

No período analisado, a taxa anual de internação por insuficiência cardíaca de pessoas com mais de 40 anos, por exemplo, caiu 5,42% em municípios com 70% de cobertura do PSF.

Em cidades onde a cobertura é menor que 20%, a redução também foi registrada, mas num porcentual menor: 1,95%. Na região Centro-Oeste, onde a cobertura do PSF passou de 2% em 2001 para 45% em 2006, a proporção de internações por asma também caiu. Em 1998, de cada 100 mil habitantes, 140 eram internados anualmente por crises provocadas pela doença. Em 2006, a taxa foi de 60 a cada 100 mil.

A pesquisa, que deverá ser concluída nos próximos meses, é citada por Claunara como exemplo do impacto positivo do PSF, que completa 15 anos e conta atualmente com 28.452 equipes. "Cerca de 85% dos problemas mais comuns de saúde podem ser resolvidos com atenção básica", garante.

Claunara admite, porém, que há ainda pontos a serem melhorados. "Uma das maiores preocupações é com a qualidade dos profissionais de nível superior que integram as equipes", afirma. "Boa parte dos médicos foram formados para curar doenças, não preveni-las, que é o objetivo principal do programa." Para tentar reduzir essa carência, os Ministérios da Saúde e da Educação preparam um edital para bolsas de graduação. Pela proposta, alunos passariam um período no PSF, sob orientação de seus professores. Os médicos do PSF seriam considerados instrutores e também seriam remunerados pela orientação.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Sobre o "polêmico" comercial da Marta, não deixe de ver este vídeo do Youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=wKCi3-duYjU





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quarta-feira, 23 de julho de 2008

Programa de Saúde da Família

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Nos últimos dias li 5 textos em que os autores colocam como uma das principais ações para melhorar a saúde no Brasil a expansão do programa de saúde da família.

Revistas de grande circulação à textos acadêmicos enfatizam o mesmo: onde está bem estruturado o programa de saúde da família (PSF) dá ótimos resultados.

Daí eu me lembrei de um texto meu de alguns meses atrás. Acho que vale a pena reproduzi-lo aqui.



Política ao sabor do marketing

Onde é implantado o Programa de Saúde da Família (PSF) é um sucesso.

Simples e de baixo custo.

Leva a saúde ao dia-a-dia das famílias.

Consegue prevenir inúmeras doenças.

Ajuda a difundir educação em saúde.

Facilita os serviços (caros) de vigilância em saúde (controle de epidemias).

Consegue, pelo vínculo com a comunidade que atende, atuar sobre famílias “problemas”.

Imagine uma criança doente que precisa de alguns cuidados e a mãe nem sequer faz a comida da casa.

Problemas como este acabam levando a criança de volta para o hospital, gerando sofrimento e mais custos. Atuando próximos a estas famílias as equipes conseguem mobilizar parentes e vizinhos para cuidar da criança. Ensinam a fazer curativo, dar banho, etc.

Ou seja, estas equipes fazem um trabalho fantástico.

Um trabalho de baixo custo.

Um trabalho que cura e previne.

Só há um problema: como estão incorporadas à rotina da vida das pessoas NÃO rendem votos para os políticos.

As equipes são percebidas pela população como técnicos e atendem a todos independentemente de vereador, prefeito, governador ou presidente.

Foi isto que percebeu o ex-prefeito de SP José Serra. No início até aumentou um pouco as equipes de PSF. O resultado político eleitoral foi pequeno.

Qual a solução dos marketeiros do ex-prefeito e atual governador de SP, José Serra?

Relegar para um segundo plano o PSF, pois não dava “visibilidade”.

O que é relegar para o segundo plano?

Basicamente “esculhambar” com o serviço.

Falta carro para transportar a equipe. Se um membro pede demissão não é reposto imediatamente. Falta equipamento de trabalho. Falta treinamento para a equipe.

Falta, falta, falta.

Como diria um “piadista” é uma “fartura” total. Falta tudo.

Um dos crimes que se faz no Brasil são as políticas públicas não terem continuidade.

Políticas públicas eficientes e bem feitas são destruídas por interesses politiqueiros de quem está sempre em campanha eleitoral.

Boas políticas públicas que tiveram continuidade foram superbem sucedidas.

A vacinação contra poliomielite é um exemplo.

O investimento em pesquisa agropecuária na Embrapa é outro exemplo.

O PSF é tão bem sucedido que o Serra considerou que pegaria muito mal acabar com ele.

O que fez? Resolveu mata-lo por inanição e desorganização.

Me lembro do meu avô falando: “aquele sujeito quer destruir, isto não é nada bom. Ele tem um coração ruim”.

Esta é a política ao nível da dupla Serra / Kassab.

PS: é importante lembrar que metade dos gastos com as equipes de PSF é dinheiro que o governo federal manda para as cidades.



Kassab congela Programa de Saúde da Família Do blog +saúde

São Paulo não ganhou uma única equipe de Programa de Saúde da Família (PSF) e perdeu 6 equipes do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) em 2007.

Dados do Relatório de Acompanhamento do Orçamentário e Financeiro da Secretaria Municipal de Saúde de 2006 e 2007 demonstram que a opção preferencial pelas AMAs significou o congelamento no número de equipes de PSF (948) e a redução no número de PACS (de 59 para 53 equipes).

Na campanha de 2004, Serra prometeu que ampliaria o PSF, com no mínimo a duplicação do número de equipes de agentes de saúde, apresentando o PSF e o PACS em sua propaganda de rádio e TV como seus grandes modelos para a saúde. Pura enganação eleitoreira. A partir da opção pelas AMAs, relegou o PSF e o PACS ao esquecimento.

http://www.carlosneder.org.br/blog/


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terça-feira, 13 de maio de 2008

Cidade de SP, a opção pela propaganda

Em três meses, AMAs torram R$ 1,2 mi em propaganda
Blog mais saúde
http://www.carlosneder.org.br/blog/default.asp

As AMAs, principal bandeira eleitoral dos governos Serra e Kassab na Saúde, gastaram R$ 1,2 milhão em propaganda no primeiro trimestre de 2008. O montante é igual a tudo que a prefeitura gastou em obras de novas unidades de saúde no mesmo período. Tal constatação tem base nos dados da Prefeitura, apresentados pelo secretário-adjunto de Saúde, Ailton Lima, em audiência realizada na Câmara Municipal.

Além do enorme uso de publicidade, as AMAs estão substituindo iniciativas já consagradas de atenção básica à saúde, caso do Programa de Saúde da Família (PSF). Os dados da secretaria de Saúde comprovam que o gasto total com as AMAs foi da ordem de R$ 98,3 milhões em 2008, sendo R$ 82,2 milhões em custeio e R$ 16,1 milhões em investimento. No mesmo período, as despesas com o PSF foram de R$ 63,2 milhões – R$ 35 milhões a menos.

Em decorrência disso, 144 equipes do PSF estão SEM o médico de saúde da família hoje, conforme dados da própria secretaria.

As informações divulgadas pela Prefeitura confirmam denúncias realizadas pelo Mandato Carlos Neder. A opção preferencial pelas AMAs significou um gasto de R$ 10,3 milhões em obras e de R$ 5,7 milhões em equipamentos, no primeiro trimestre. Ao mesmo tempo, as demais unidades de saúde não receberam empenho de um único centavo para a compra de equipamentos.


DESTRUIR O QUE ESTÁ SENDO BEM FEITO (O PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA) É UMA DAS MAIORES ABERRAÇÕES DO GOVERNO SERRA/KASSAB.