quarta-feira, 10 de setembro de 2008

A população do planeta tem que diminuir

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Se todos os humanos seguissem o rítmo de consumo da população dos EUA (e da classe alta brasileira) teria que haver uns 3 planetas como a Terra para dar conta de tanto consumo.

A solução é uma vida mais simples, menos consumistas.

Mas há um limite.

Duvido que as pessoas irão reduzir duramente seu consumo. Talvez reduzirão o desperdício e reorganizarão suas cidades e suas vidas para necessitarem de menos coisas.

Ainda assim o consumo será muitas vezes maior do que é hoje em áreas pobres do planeta.

Desta forma a diminuição da população planetária será de importância vital.

Não apenas diminuir o rítmo do crescimento populacional. Mas, principalmente, diminuir a quantidade de gente.

Desta forma a diminuição populacional na Europa e no Japão deve ser saudada como importante e benéfica.

No nosso país também temos que diminuir a população. 180 milhões é muita gente.

Algumas leis devem ser mudadas. Principalmente as que dizem respeito a laqueadura e vesectomia.

As pessoas devem ser livres para terem quantos filhos quiserem. Todavia aqueles que NÃO querem ter filhos ou que querem ter apenas um filho devem ter o direito de fazerem estes dois tipos de cirurgia de graça e sem nenhum tipo de impedimento.

Hoje existem restrições de idade, número de filhos, proibição de fazer laqueadura ao mesmo tempo que é feito cesariana (a não ser quando a risco de saúde para a mulher em uma possível próxima gravidez).

Estas restrições devem acabar.

Devem acabar urgentemente.

É um direito das pessoas decidirem quantos filhos querem ter. Mesmo se a decisão for ter ZERO filhos deve ser respeitada e esta mulher ou homem DEVE ter acesso à vasectomia ou à laqueadura.

Mudar esta lei é de importância fundamental para a ecologia: PARA O DIREITO QUE OUTRAS ESPÉCIES VIVAS POSSUEM DE CONTINUAREM EXISTINDO NESTE PLANETA.


(o gráfico acima é de uma revista da editora Abril)
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2 comentários:

Maurício disse...

Propomo-nos aqui a apresentar a verdadeira dimensão da população mundial, fato desconhecido pela imensa maioria do povo.
Quando consultamos os relatórios estatísticos sobre as populações no mundo, ficamos sabendo que existem, hipoteticamente, 12.000 elefantes, 2.000 tigres indianos, 600.000 cangurus, etc. Se formos conferir esses dados, vamos contar os animais um a um. Contando, por exemplo, os tigres indianos, vamos achar os 2.000 exemplares e vamos proclamar que existem no mundo 2.000 tigres indianos. Significa que 1 tigre é 1 tigre, representa 1 tigre, que executa ações de 1 tigre. O valor numérico 2.000 registra a existência natural e efetiva de 2.000 tigres.
Quando verificamos os dados oficiais sobre a população de humanos, somos informados de que existem 6.600.000.000 (seis bilhões e seiscentos milhões) de pessoas. Mas isso não é verdade; é uma meio-verdade. É uma informação verdadeira quanto à representatividade natural, numérica, existencial. Mas, potencialmente, isto é, suas ações individuais, culturais e civilizacionais, correspondem a uma população efetiva de 660.000.000.000.000 (seiscentos e sessenta trilhões).
Vamos abrir um parêntese aqui para algumas considerações que ajudarão a compreender melhor essa informação. Desde os tempos imemoriais, o homem é um escravocrata. Sempre quis que outro exercesse esforços musculares em seus próprio benefício, poupando seu suor e lhe dando o prazer do conforto. Sabemos pela História que todos os povos procuraram usufruir os esforços alheios, ou pelo uso da força muscular de seu semelhante (escravidão), ou dos animais domesticados (uma forma disfarçada de escravidão), ou do uso das forças da natureza (que não deixa de ser uma forma de uso da servidão, mas de caráter intelectual). Essa última forma é apropriadamente chamada de tecnicologia e considerada natural e não antiética.
Até o início do século XVIII, as invenções humanas não prejudicavam a Natureza porque apresentavam resultados comedidos e sempre no uso de produtos orgânicos, que se reciclam naturalmente. Em 1705, no entanto, um inglês chamado Thomas Newcomen inventou uma geringonça mecânica que produzia força motriz pela pressão do vapor de água. Outro inglês, James Watt, em meados no mesmo século aperfeiçoou tal invenção e lhe deu condições de uso prático, acendendo assim o estopim da destruição do mundo pela criação do primeiro motor a vapor.
O ano de 1764 assinala o início – há menos de 300 anos – da trilha equivocada e suicida da civilização atual. Com a invenção do motor, tornou-se possível acelerar os movimentos de transformação material dos recursos do planeta. Surgiram as primeiras fábricas e se iniciou a era industrial. Em seguida, com as descobertas científicas, a tecnologia avançou e produziu o motor de explosão, o motor elétrico, o motor nuclear. Em outras palavras: criaram-se milhões de escravos, sempre a serviço dos donos do poder econômico, cujos representantes são os políticos.
Dando um exemplo concreto: eu tenho um automóvel com potência de 50 HP, isto é, força de 50 cavalos, que equivalem a 500 homens. Logo, tenho 500 escravos. Eles são alimentados com petróleo. Na Natureza, não existe milagre. Tudo que se cria, não se cria; transforma-se. No caso, transformamos o combustível em movimento. Para meu conforto; para não despender esforço com a locomoção. Além disso, produz-se rapidez.
Falei, em linhas gerais sobre a população numérica. Mas, na verdade, temos que considerar o fator tempo nessa equação. Enquanto as ações da atual civilização se processam a 2.000 k por hora, a Natureza tem ritmo próprio equivalente a 1 cm por dia. Se levarmos em conta tal ritmo civilizatório, a população mundial efetiva passa a ser de trilhões. Em outras palavras: as ações humanas degradam o planeta num percentual superior à sua capacidade de regeneração, advinda principalmente pela radiação solar. Isso significa simplesmente que o mundo tem gente demais. Não precisamos matar ninguém; basta matar motores.

Christoffer disse...

Essa estória de que estamos no limite da civilização é errada. A imagem romântica de uma espécie em equilíbrio com o planeta como algo bom é falsa, pois basta um asteróide de dez quilômetros atingir a Terra para extinguir quase toda a vida, assim como tem acontecido na história do mundo, e os dinossauros são o exemplo mais conhecido. Mas 99% das espécies que surgiram na Terra, foram extintas pela própria natureza. Hoje, se um asteróide estiver em rota de colisão com nosso planeta, graças ao programa espacial, nos dado pela revolução industrial, podemos nos defender e sobreviver. Acredito que a solução para os problemas ambientais está no desenvolvimento tecnológico e na expansão de nossa civilização pelo Universo, onde não existe escassez de matéria prima, nem de energia. O retorno a tempos primitivos e tecnologicamente inferiores é impossível e indesejável. Nós temos que nos concentrar em expandir nossa espécie para o Universo, que é infinito e, portanto, é capaz de suportar uma expansão infinita de nossa civilização.