quarta-feira, 18 de junho de 2008

Raposa do Sol, um lugar de direito

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"Pode parecer, para quem acompanha o caso de Raposa Serra do Sol, que a criação da reserva indígena foi um procedimento autoritário e injusto, que desconsiderou direitos dos não-índios. Não é verdade. A legislação brasileira define detalhadamente critérios para demarcação. O contraditório é garantido por decreto, exigindo que sejam anexados, ouvidos e examinados os argumentos contrários. Manifestam-se proprietários de terra, grileiros, associações, sindicatos de trabalhadores ou patronais, prefeituras, órgãos públicos estaduais e federais, apresentando tudo o que considerem relevante. Por isso, a demarcação física das áreas leva, em geral, MUITOS ANOS, o que elimina quaisquer possibilidades de açodamento.

Roraima tem cerca de 400 mil habitantes num território de cerca de 225 mil quilômetros quadrados. A população rural NÃO chega a 90 mil pessoas, das quais 46 mil SÃO INDÍGENAS, ou seja, 52% do total, ocupando 47% das terras. Raposa Serra do Sol ocupa 7,7% da área do Estado e abriga 18 mil índios. Por outro lado, seis rizicultores ocupam 14 mil hectares EM TERRAS DA UNIÃO. Em maio último, o Ibama autuou a fazenda Depósito, do prefeito de Pacaraima, Paulo César Quartiero, por ter aterrado duas lagoas e nascentes, além de margens de rios, e por ter desmatado áreas destinadas à preservação permanente e à reserva natural legal.

Em 1992, quando foi homologada a reserva Ianomami, seis vezes maior do que a Raposa Serra do Sol, houve muito estardalhaço, alimentado pela acusação de que isso representaria ameaça à soberania nacional e grave risco de internacionalização da Amazônia. Passados 16 anos, a reserva abriga 15 mil índios em área de fronteira e não se tem notícia de que tenham causado qualquer dano à nossa soberania e muito menos que pretendam ser uma "nação indígena" separada do território brasileiro, como diziam à época os opositores da homologação.

Leia o texto completo aqui





Este acima é Paulo César Quartiero (DEM) que ocupa milhares de hectares de terras da união.

Você já ocupou alguma terra da união?

Você acha isto correto?

Você acha que ele merece o título de defensor da soberania do Brasil?

Pois este sujeito faz o maior sucesso entre a turma de extrema direita deste país que consideram os índios uma ameaça à nossa soberania.

Lembre: pobre é invasor. Rico é defensor do Brasil.

Parece piada?

Não, não é.



Se Deus quiser grileiro de terra e destruidores da natureza vão começar a ir para a cadeia.
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2 comentários:

Moisés disse...

Oi Chicão,

É isso aí. Só falta agora dizerem que o preço dos alimentos subiu pela ameaça de tirarem os arrozeiros invasores de lá.

Postei hoje um comentário sobre a internacionalização da Amazônia, mas sob uma óptica diferente.

Vejaqui:
http://brasilbio.blogspot.com/2008/06/internacionalizao-da-amaznia.html

Abraços,
Moisés

Moisés disse...

Oi Chicão,

Apaga o comentário anterior, que o endereço saiu errado. O meu post está aqui ó:

http://www.semrumo.com.br/index.php/a-internacionalizacao-da-amazonia-e-o-fu

Desculpa,

Moisés.