sexta-feira, 6 de junho de 2008

Delírio!

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Delírio

Nua, mas para o amor não cabe o pejo
Na minha a sua boca eu comprimia.
E, em frêmitos carnais, ela dizia:
– Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!

Na inconsciência bruta do meu desejo
Fremente, a minha boca obedecia,
E os seus seios, tão rígidos mordia,
Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.

Em suspiros de gozos infinitos
Disse-me ela, ainda quase em grito:
– Mais abaixo, meu bem! – num frenesi.

No seu ventre pousei a minha boca,
– Mais abaixo, meu bem! – disse ela, louca,
Moralistas, perdoai! Obedeci....

Olavo Bilac

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Um comentário:

sandracruz disse...

A foto não combina com a poesia!
A poesia faz imaginar,infelizmente a foto da mulher foi mal usada,não é um nú artístico e sim uma exposição inadequada à figura da mulher que é mais uma vez mal veiculada,explorando a sua imagem. A poesia é linda!suscita o amor e a foto suscita apenas sexo,o que é bem diferente. O seu blog é interessante,vale à pena compartilhá-lo,gostei de tudo,menos da exibição da foto.