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sábado, 17 de julho de 2010

Kátia Abreu propõem CPI contra o MST e não aparece para trabalhar

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Esta senhora adora aparecer na televisão. Tanto que é uma das senadoras mais conhecidas do Brasil. Já ganhou prêmios, como o prêmio "Moto-serra de Ouro" por sua campanha contra a ecologia. Ou ganhou o prêmio de ser eleita presidente da CNA (Confederação N. da Agricultura).

Ou seja, é respeitada por uns e odiada por outros.

Ela ganhou também uma fazenda quase de graça. Veja esta história aqui: http://chicaodoispassos.blogspot.com/2010/01/reforma-agraria-da-turma-de-katia-abreu.html

No congresso ela lutou para fazer a terceira CPI contra o MST. A CPI foi instalada e ela...

NÃO APARECEU PARA TRABALHAR.

"Mesmo sem participar da maioria das sessões, os ruralistas insistem que a comissão está prorrogada por mais seis meses. Kátia Abreu, por exemplo, não participou de nenhum sessão, embora tenha sido a maior defensora da sua instalação".  Leia o texto completo aqui: http://www.reformaagraria.blog.br/2010/07/16/ruralias-atropelam-congresso-para-dar-sobrevida-a-cpmi/

A CPI não encontrou NADA errado nas contas do MST. A Kátia e seus deputados dizem que querem investigar mais. Por mim tudo bem, desde que ela apareça para trabalhar.

Tudo e todos devem ser investigados. A filha do José Serra, por exemplo, ela é um fenômeno de ganhar dinheiro, bolsa de estudos caríssimas, etc. Deveria ser investigada. Se for condenada, cadeia nela. Se for inocentada, que seja aplaudida.

O QUE NÃO PODE É ACUSAR, CRIAR CPI, NÃO APARECER PARA TRABALHAR E CONTINUAR ACUSANDO.

Existe um interesse político nas ações da Kátia Abreu, e um medo também. Ela sabe que a "entidade dela" possui sérias acusações de uso de dinheiro público.

Como ficamos, nós cidadãos, em meio a tantas acusações e tanta falta de vontade de investigar?

A solução chama-se TRANSPARÊNCIA PÚBLICA.

Todo dinheiro público deve ficar em contas com acesso on-line para todos os cidadãos. Todos os contratos devem ser públicos, todo pagamento deve ser público, justificado e as notas fiscais colocadas on-line em 24 horas.

Se for cursos, por exemplo, o nome de todos os participantes devem constar na prestação on-line, assim como todo o planejamento de aulas, horários, locais, porfessores, materiais didáticos, etc.

Ou seja, é um absurdo ter que pedir quebra de sigilo fiscal de algo que é feito com o DINHEIRO PÚBLICO.

Simplesmente, não pode existir sigilo de algo que é público.

O relator da CPI contra o MST (e que queria investigar as contas da Kátia Abreu) deu esta entrevista: http://www.reformaagraria.blog.br/2010/07/12/nao-identificamos-desvio-de-recurso-publico-afirma-relator-da-cpmi/


Leia também:

Cabeça de ruralista e a realidade da agricultura no Brasil

http://chicaodoispassos.blogspot.com/2010/03/cabeca-de-ruralista-e-realidade-da.html


Kátia Abreu e o jogo político dos que devem bilhões de reais para o governo federal

http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/katia-abreu-e-o-jogo-politico-dos-que.html


Tocantins: políticos se esbaldam com terra quase de graça
http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/07/23/tocantins-politicos-se-esbaldam-com-terra-quase-de-graca/


Reinhold Stephanes e Katia Abreu ganham Prêmio Motoserra
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/05/reinhold-stephanes-e-katia-abreu-ganham.html






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sábado, 5 de junho de 2010

Ruralistas pressionam financiadores de ONGs

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"Fustigados pela campanha de ONGs ambientalistas contra o processo de reforma do Código Florestal Brasileiro, parlamentares da bancada ruralista passaram a adotar a mesma estratégia dessas organizações de questionar financiadores do setor agropecuário no país.


Os ruralistas resolveram usar a tática de constranger empresas com relações próximas a ONGs ambientalistas. O contra-ataque incluiu um pedido, na semana passada, para a suspensão de um protocolo firmado pelo Banco do Brasil com o WWF-Brasil no fim de março.

Também foi aprovado relatório parcial de uma "mini CPI" da Comissão de Agricultura para investigar as relações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e o Greenpeace durante uma operação contra pecuaristas e frigoríficos no sul do Pará.

Antes, os ruralistas já tinham aprovado convites aos financiadores da ONG Fundação SOS Mata Atlântica para pressionar os ambientalistas a recuar em sua campanha "Exterminadores do Futuro", criada para brecar reformas no Código Florestal, em vigor desde 1965. Na lista, estão Bradesco, Volkswagen, Coca-Cola, Colgate-Palmolive e American Express. "Estamos tranquilos. Nossos programas estão mantidos e as empresas sabem o que nossa marca significa", diz o diretor da SOS, Mário Mantovani.

A ofensiva sobre o WWF-Brasil começou com a reunião de um grupo de deputados com dois diretores do BB para protestar contra os critérios que levaram à assinatura do compromisso com "uma ONG estrangeira" em detrimento de instituições públicas nacionais, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). "Queríamos saber o porquê de contratar ONGs estrangeiras para fazer um serviço que empresas nacionais como a Embrapa poderiam fornecer. Qual é o diferencial deles?", diz o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Valdir Colatto (PMDB-SC).

A ONG desenvolverá, em parceria com a Fundação Banco do Brasil e a Agência Nacional de Águas (ANA), programas de preservação de mananciais na agricultura e de reciclagem de lixo nas cidades.

Os ruralistas estiveram com os vice-presidentes de Agronegócio, Luís Carlos Guedes Pinto, e de Gestão de Pessoas e Desenvolvimento Sustentável, Robson Rocha. Deles, ouviram que foi assinado apenas um protocolo de intenções, e não um contrato.

Além disso, o BB informou que o WWF-Brasil, cujo quadro tem "gestores renomados, sérios e brasileiros", foi recomendado pelo Ministério do Meio Ambiente e pela ANA.

A situação é considerada delicada no banco porque os ruralistas têm força, coesão e são parte da bancada governista. A solução encontrada pelo banco foi abrir o convênio a outros parceiros, locais e nacionais, inclusive a Embrapa, nas cinco regiões do país. Consultado pela reportagem, o WWF-Brasil afirmou não ter sido informado pelo BB sobre o caso, preferindo não dar declarações.

Na "mini CPI" instalada na Câmara, os ruralistas miram o Greenpeace. Querem saber se o Ibama e a ONG agiram para quebrar o sigilo de pecuaristas e do frigorífico Bertin, acusado de comprar gado de áreas desmatadas. Um relatório do Greenpeace, batizado "A farra do boi na Amazônia", teria servido de base para a atuação do Ibama no sul do Pará, apontam os ruralistas.

Em seguida, o Ministério Público Federal acusou pecuaristas e frigoríficos de desmatar 157 mil hectares de floresta, o que teria gerado R$ 2 bilhões em prejuízos ambientais. "O produtor rural foi satanizado no Pará. A Comissão de Agricultura utilizará os mecanismos legais e regimentais para defender o setor rural brasileiro", afirmou o presidente da comissão, deputado Abelardo Lupion (DEM-PR).

Em defesa do setor, os ruralistas afirmam que as ONGs, sobretudo aquelas com matriz no exterior, têm usado a estratégia de questionar empréstimos de bancos internacionais e agências de fomento com o objetivo de bloquear a expansão do agronegócio no país. Listam como exemplo a oposição de ONGs à
concessão de crédito do IFC, braço de financiamento ao setor privado do Banco Mundial, a empreendimentos agrícolas e pecuários na Amazônia. "Se eles podem fazer isso, nós também podemos", afirmou o deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR), presidente da Comissão Especial da reforma do Código Florestal.

Em 2004, as ONGs bloquearam um empréstimo de US$ 30 milhões ao Grupo André Maggi em razão da pressão liderada por WWF, Amigos da Terra e The Nature Conservancy (TNC).

Os ruralistas também reclamam de uma "pressão indevida" das ONGs para influenciar critérios de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a indústrias frigoríficas e usinas de etanol na Amazônia Legal.

Em 2007, as ONGs fizeram forte pressão contra a participação acionária de R$ 1,46 bilhão da BNDESPar no grupo JBS, à época chamado Friboi.

Valor Econômico

 
Nota do Chicão:
 
A maior vitória dos ruralistas foi a transformação da campanha "exterminadores do futuro" em uma merdinha.
 
O SOS Mata Atlântica prometeu dar os nomes dos deputados e senadores exterminadores. Com medo de perder as empresas que dão dinheiro para ela mudaram a campanha.
 
Segundo: você reparou os estados de origem dos deputados ruralistas que defendem os ruralistas da amazônia: Paraná e Santa Catarina. Porque estes caras tem tanto interesse na Amazônia?
 
Estas ONGs que defendem a ecologia e recebem dinheiro de empresas ficam com o rabo preso.
 
Já o WWF, o Greenpeace ou o ISA (instituto socio-ambiental) não precisam ficar com medo dos ruralistas.
 
 
 
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quarta-feira, 31 de março de 2010

Cabeça de ruralista e a realidade da agricultura no Brasil

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Via Campesina e Contag denunciam documento da CNA aos candidatos


A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), presidida pela senadora Kátia Abreu (DEM-TO), famosa por seus ataques ao MST, aprovou uma carta ser entregue aos candidatos à presidência da república, fruto do seminário “O que esperamos do próximo presidente”. ...

O documento apresenta defesa do direito absoluto de propriedade, exigindo garantias contra ocupações de terras promovidas pelos lutadores pela reforma agrária, e condena “a publicação e edição de normas que ferem o direito de propriedade”.

Outra reivindicação nessa linha é a revisão da Norma Regulamentadora (NR) 31, de 2005, que estabelece as obrigações dos fazendeiros em relação à saúde e segurança do trabalho. O descumprimento desta norma é um dos critérios que caracteriza a exploração do trabalho escravo pelos grandes proprietários rurais.  [NORMA DE SEGURANÇA, POR EXEMPLO, PARA APLICAR AGROTÓXICOS. OS CARAS SÃO DESUMANOS, ACHAM RUIM NÃO PODER MANDAR O PEÃO APLICAR VENENO DE CHINELO.]

Para o secretário geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e vice-presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), David Wylkerson de Souza, "é compreensivo que todo e qualquer setor produtivo apresente demandas que representa a manutenção de seus interesses, principalmente quando se trata de um segmento, que busca consolidar-se como predominante no setor econômico. O que não se pode admitir em qualquer hipótese é que a CNA, na tentativa de tirar de foco o debate sobre a absurda concentração de terra no Brasil, que inclusive tem aumentado, visa desqualificar os movimentos sociais e tenta macular a imagem dos que continuam sonhando e lutando por uma efetiva reforma agrária nesse país, com justiça e igualdade de condições para produzir”. [IGUALDADE, POIS OS RURALISTAS TEM CRÉDITO E NÃO PAGAM, SAFADEZA].

O representante da Via Campesina, Frei Sérgio Gorgen, ao tomar o contato com o documento, dispara: “a CNA representa, na verdade, 47 mil grandes agronegociantes, que, segundo o IBGE no censo de 2006, representam baixa produção de renda por hectare (R$ 368,00), muito inferior a agricultura camponesa ( R$ 677,00 por hectares) e baixa geração de empregos ( 1,7 pessoas empregadas a cada 100 hectares, contra 15 pessoas a cada 100 hectares na Agricultura Camponesa). Os médios produtores no Brasil, os que estão entre 150 a 800 hectares, infelizmente, estão sem representação”. A Via Campesina é uma organização internacional de camponeses que articula diversas entidades, dentre as quais o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). [VOCÊ JÁ REPAROU QUE QUANDO APRESENTAM A AGRICULTURA FAMILIAR AS TVs CONSERVADORAS SEMPRE APRESENTAM UM COITADINHO ANALFABETO E PASSANDO FOME? AGORA VOCÊ SABE QUE A AGRICULTURA FAMILIAR É A VERDADEIRA FORÇA DA AGRICULTURA NO BRASIL].

David, da Contag, emite opinião parecida: “não se pode omitir do debate a realidade de que a agricultura familiar, com bem MENOR posse de terras, consegue produzir MAIS alimentos que o agronegócio"

Quando se trata da intervenção do Estado em seu favor, o documento apresenta a proposta de uma política agrícola que assegure a renda do produtor rural [ELES QUEREM CAPITALISMO SEM RISCO] e evite a oscilação de preços, além da “desoneração tributária das cadeias produtivas” – cadeias que envolvem desde a lavoura, o processamento da produção por grandes empresas, até as gôndolas dos supermercados.

Para Frei Sérgio, as propostas que serão apresentadas aos candidatos aponta que “eles querem mais do que hoje já ganham, ou seja: zero de ICMS para exportação, zero de ICMS para fertilizantes, zero de ICMS para agrovenenos, recursos a fundo perdido para escoamento da produção (PEP), recursos a fundo perdido para seguro agrícola, longos prazos nas renegociações de dívidas, torneiras abertas do BNDES e Banco do Brasil, com juros baixos para investimentos e custeios. Eles vem concentrando terra e querem concentrar mais” [QUE A CLASSE MÉDIA PAGUE IMPOSTOS, POIS ELES NÃO QUEREM NEM PAGAR DÍVIDA, NEM PAGAR PELO SEGURO AGRÍCOLA, NEM IMPOSTOS, NEM NADA. QUEREM TUDO, E DE GRAÇA]

Frei Sérgio denuncia a postura oportunista dos ruralistas em relação ao Estado: “só querem a presença do Estado para mamatas e para não pagar dívidas. São os grandes devastadores do meio ambiente. Assim mesmo, queM produz alimento para o consumo interno do país, não é o agronegócio (30%), mas a agricultura camponesa (70%), segundo dados do IBGE, do censo de 2006”.

Por fim, o Frei apresenta a reivindicação dos que lutam pela reforma agrária: “queremos que o direito de propriedade seja estendido a todos os camponeses brasileiros, como reza a Constituição e, para isto, é necessária uma reforma agrária massiva”.

De São Paulo, Luana Bonone

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=126843&id_secao=8

Leia também:

Esta é a Kátia Moto Serra da Fazenda Quase de Graça

http://chicaodoispassos.blogspot.com/2010/01/reforma-agraria-da-turma-de-katia-abreu.html

A reforma agrária da turma de Kátia Abreu
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2010/01/reforma-agraria-da-turma-de-katia-abreu.html


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domingo, 13 de dezembro de 2009

Lei retroativa também é lei e deve ser cumprida. Todos devem respeitas as novas leis ambientais.

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A Grande Aliança Conservadora está sempre em ação.

No Congresso Nacional os deputados ruralsitas votam a favor dos grandes proprietários de rádios, tvs e jornais.

Os proprietários retribuem apoiando os ruralsitas.

E nós, cidadãos, sofremos.

A Grande Aliança Conservadora impediu que fosse proibido a propaganda de bebidas alcoólicas.

O dinheiro da propaganda de algo que faz mal à saúde continuou fluindo para o bolso dos donos de mída.

A retribuição se dá com reportagens como esta abaixo (como é da revista Veja não é possível saber se é verdade o que escreveram e não sabemos da importância das inforamações que eles NÃO escreveram).

"LEI RETROATIVA



"O mineiro Jerônimo Giacchetta, de 35 anos, de Cabo Verde, vive uma situação constrangedora. Ele não pode passar mais de uma semana viajando, sem autorização da promotoria de Justiça da cidade, e a cada dois meses tem de se apresentar no fórum da cidade. Essa condição de liberdade vigiada está prevista em um acordo que Giacchetta teve de assinar com o Ministério Público Estadual, pelo qual se comprometeu a substituir por vegetação nativa os pés de café plantados à beira de um córrego de sua pequena fazenda e a comprar florestas para compensar a falta de reserva legal. Só depois de cumprir tais exigências, ele voltará a ser um cidadão livre. Segundo o produtor, sua família planta café nessas mesmas áreas desde 1915, muito antes de o Código Florestal ter sido aprovado. "De uma hora para outra passei a ser tratado como um criminoso comum", diz Giacchetta" - da revista Veja

Observe bem os argumentos: a lei é retroativa, portanto é uma "sacanagem" e o agricultor é uma vítima.

TODAS AS LEIS E NORMAS AMBIENTAIS SÃO RETROATIVAS.

Quem não se lembra de Cubatão, o "vale da morte"? Era uma das cidades mais poluídas do planeta.

Todas as indústrias da cidade que JÁ ESTAVAM instaladas quando novas leis as FORÇARAM A SE ADAPTAREM À NOVAS REGRAS E NORMAS AMBIENTAIS.

Ou seja, a lei para elas foi retroativa. Todo mundo achou normal e CORRETO.

As empresas tiveram que gastar bilhões para se adaptarem.

É assim que funciona em todo o planeta.

As normas da ANVISA, a agência de vigilância que cuida de remédios e outras áreas da saúde também são retroativas.

Todas as normas são editadas para mudar uma realidade que JÁ EXISTE E QUE É RUIM.

São leis e regras RETROATIVAS e que todos devem se adaptar.

Você quer que estas normas sejam revogadas?

Pois será o que poderá acontecer se os ruralistas e a Grande Aliança Conservadora conseguirem fazer valer a regra de que a lei e as normas não podem retroagir.

Vai ser a festa da impunidade e da "rapinagem".

Pense bem! Estas pessoas querem dinheiro, poder e certeza de impunidade.

Eles não podem vencer.

Todos devem cumprir e se adaptarem as novas leis e regras.

TODOS DEVEM SE ADAPTAR ÀS NOVAS LEIS E REGRAS AMBIENTAIS.

Este agricultor também deve se adaptar. Acima de tudo ele deve entender que o rio não é dele.

O rio é um bem público que ele usa de graça e que ELE NÃO TEM O DIREITO DE DESTRUÍ-LO.

Se cultivar a gratidão ficará imensamente feliz em proteger o rio.

Se ficar neste papo de vítima cultivará a raiva e o rancor e NÃO CONSEGUIRÁ ENTENDER A REALIDADE.


Leia também:

Principal emissora de gases, pecuária precisa ser revista, avalia ONG
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/12/principal-emissora-de-gases-pecuaria.html



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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

A CPI do MST e as terras roubadas

Por Mauro Santayana


A terra é o mais grave problema de nossa história social, desde que os reis de Portugal retalharam a geografia do país, com a concessão de sesmarias aos fidalgos. Os pobres não tiveram acesso pleno e legal à terra, a não ser nos 28 anos entre a independência – quando foi abolido o regime das sesmarias – e 1850, quando os grandes proprietários impuseram a Lei de Terras, pela qual as glebas devolutas só podiam ser adquiridas do Estado a dinheiro.

A legislação atual vem sendo sabotada desde que foi aprovado o Estatuto da Terra. É fácil condenar a violência cometida, em episódios isolados, e alguns muito suspeitos, pelos militantes do MST. Difícil tem sido a punição dos que matam seus pequenos líderes e os que os defendem. Nos últimos anos, segundo o MST, mais de 1.600 trabalhadores rurais foram assassinados e apenas 80 mandantes e executores chegaram aos tribunais. Em lugar de uma CPI para investigar as atividades daquele movimento, seria melhor para a sociedade nacional que se discutisse, a fundo, a questão agrária no Brasil.

O Censo de 2006, citado pelo MST, revela que 15 mil proprietários detêm 98 milhões de hectares, e 1% deles controla 46% das terras cultiváveis. Muitas dessas glebas foram griladas. Temos um caso atualíssimo, o do Pontal do Paranapanema, onde terras da União estão ocupadas ilegalmente por uma das maiores empresas cultivadoras de cítricos do Brasil. O Incra está em luta, na Justiça, a fim de recuperar a sua posse. O que ocorre ali, ocorre em todo o país, com a cumplicidade, remunerada pelo suborno, de tabeliães e de políticos.

Cinco séculos antes de Cristo, os legisladores já se preocupavam com a questão social e sua relação com a posse da terra. É conhecida a reforma empreendida por Sólon, o grande legislador, na Grécia, que, com firmeza, mandou quebrar os horoi, ou marcas delimitadoras das glebas dos oligarcas. Mais ou menos na mesma época, em 486, a.C., Spurio Cássio, um nobre romano, fez aprovar sua lei agrária, que mandava medir as glebas de domínio público e separar parte para o Tesouro do Estado e parte para ser distribuída aos pobres. Imediatamente os nobres se sublevaram como um só homem, e até mesmo os plebeus enriquecidos (ou seja a alienada classe média daquele tempo) a eles se somaram. Spurio Cássio, como conta Theodor Mommsen em sua História de Roma, foi levado à morte. “A sua lei foi sepultada com ele, mas o seu espectro, a partir de então, arrostava incessantemente a memória dos ricos, e, sem descanso, surgia contra eles, até que, pela continuada luta, a República se desfez” – conclui Mommsen. E com razão: a última e mais completa lei agrária romana foi a dos irmãos Graco, Tibério e Caio, ambos mortos pelos aristocratas descontentes com sua ação em favor dos pobres. Assim, a República se foi dissolvendo nas guerras sociais, até que Augusto a liquidou, ao se fazer imperador, e seus sucessores conduziram a decadência da grande experiência histórica.

Não há democracia sem que haja reforma agrária. A posse familiar da terra – e da casa, na situação urbana – é o primeiro ato de cidadania, ou seja, de soberania. Essa posse vincula o homem e sua família à terra, à natureza e à vida. Sem lar, sem uma parcela de terra na qual seja relativamente senhor, o homem é desgarrado, nômade sem lugar nas sociedades sedentárias.

É impossível ao MST estabelecer critérios rígidos de ação, tendo em vista a diversidade regional e a situação de luta, caso a caso. Outro ponto fraco é a natural permeabilidade aos agentes provocadores e infiltrados da repressão particular, ou da polícia submetida ao poder econômico local. No caso do Pontal do Paranapanema são muitas as suspeitas de que tenham agido provocadores. É improvável que os invasores tenham chamado a imprensa a fim de documentar a derrubada das laranjeiras – sabendo-se que isso colocaria a opinião pública contra o movimento. Repete-se, de certa forma, o que houve, há meses, no Pará, em uma propriedade do banqueiro Daniel Dantas.

É necessária a criação de força-tarefa, composta de membros do Ministério Público e agentes da Polícia Federal que promova, em todo o país, devassa nos cartórios e anule escrituras fraudulentas. No Maranhão, quiseram vender à Vale do Rio Doce (então estatal), extensas glebas. A escritura estava registrada em 1890, em livro redigido e assinado com caneta esferográfica – inventada depois de 1940.

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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Censo confirma: agricultura familiar produz mais em menor área

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Setor emprega quase 75% da mão-de-obra no campo e é responsável pela
segurança alimentar dos brasileiros, produzindo 70% do feijão e 87% da
mandioca consumidos no país.

O Censo Agropecuário 2006 traz uma novidade: pela primeira vez, a
agricultura familiar brasileira é retratada nas pesquisas feitas pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foram identificados 4.367.902 estabelecimentos de agricultura familiar, que
representam 84,4% do total, (5.175.489 estabelecimentos) mas ocupam apenas
24,3% (ou 80,25 milhões de hectares) da área dos estabelecimentos
agropecuários brasileiros.

Apesar de ocupar apenas um quarto da área, a agricultura familiar responde
por 38% do valor da produção (ou R$ 54,4 bilhões) desse total. Mesmo
cultivando uma área menor, a agricultura familiar é responsável por garantir
a segurança alimentar do País, gerando os produtos da cesta básica
consumidos pelos brasileiros. O valor bruto da produção na agricultura
familiar é de 677 reais por hectare/ano.

"Isso mostra a representatividade, o peso deste setor para a formação da
nossa economia e da produção primária no País. Com isso, a agricultura
familiar demonstra capacidade em gerar renda, em aproveitar bem o espaço
físico e contribuir para a produção agrícola brasileira", afirma Daniel
Maia, ministro interino do Desenvolvimento Agrário.
Os dados do IBGE apontam que em 2006, a agricultura familiar foi responsável
por 87% da produção nacional de mandioca, 70% da produção de feijão, 46% do
milho, 38% do café , 34% do arroz, 58% do leite e, ainda, 21% do trigo. A
cultura com menor participação da agricultura familiar foi a soja (16%). O
valor médio da produção anual da agricultura familiar foi de R$ 13,99 mil.

Permanência no campo

Outro resultado positivo apontado pelo Censo 2006 é o número de pessoas
ocupadas na agricultura: 12,3 milhões de trabalhadores no campo estão em
estabelecimentos da agricultura familiar (74,4% do total de ocupados no
campo). Ou seja, de cada dez ocupados no campo, sete estão na agricultura
familiar , que emprega 15,3 pessoas por 100 hectares.

Para o ministro interino, esses números refletem a eficácia das políticas do
Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para manter os agricultores
familiares no campo com boa produção e renda. "Os resultados desse Censo
permitem constatar o quanto a participação da agricultura familiar é
importante para a agropecuária e para a economia brasileira. O cenário,
antes de pauperização e fuga do homem do campo, está sendo mudado,
revertido", frisa.
Dois terços do total de ocupados no campo são homens. Mas o número de
mulheres é bastante expressivo: 4,1 milhões de trabalhadoras no campo estão
na agricultura familiar. As mulheres também são responsáveis pela direção de
cerca de 600 mil estabelecimentos de agricultura familiar.

O Censo Agropecuário 2006 revela ainda que dos 4,3 milhões de
estabelecimentos, 3,2 milhões de produtores são proprietários da terra. Isso
representa 74,7% dos estabelecimentos com uma área de 87,7%.

Os critérios que definem o que é agricultura familiar foram determinados
pela Lei nº 11.326 aprovada em 2006. Eles são mais restritivos do que os
critérios usados em estudos feitos anteriormente por outros organismos como
a Fao/Incra e universidades brasileiras que estudaram o setor. A Lei 11.326
determina que quatro módulos fiscais é o limite máximo para um
empreendimento familiar. Determina também que a mão-de-obra deve ser
predominantemente da própria família e a renda deve ser originada nas
atividades da propriedade e a direção também tem que ser feita por um membro
da família.

(MDA / www.e-campo.com.br)


Nota do Chicão:

A grande mídia atua tentando IMPREGNAR na mente dos brasileiros imagens erradas sobre o campo brasileiro.

Eles passam e repassam as mesmas imagens.

A grande propriedade é sempre mostrada com muitos tratores e colhedeiras,

a pequena propriedade é sempre mostrada como um bando de coitadinhos sofredores.

A grande propriedade é descrita como moderna, produtiva e eficiente.

A pequena propriedade é descrita como pobre e ineficiente.

De tanto mostrar estas duas imagens muita gente está acreditando nisto. Pensam com a cabeça dos donos das empresas de mídia, que ganham DINHEIRO com este serviço prestado DE DOMINAÇÃO MENTAL.

Este texto mostra que a verdade é DIFERENTE da imagem.

A realidade é que a grande propriedade normalmente produz pouco, à excessão de uma minoria que é melhor administrada (as que aparecem na televisão).

São tão MAL ADMINISTRADAS que hoje uma das principais "fonte de renda" é pegar dinheiro emprestado do crédito rural e depois ficar eternamente "renegociando". Os grandes proprietários dizem que não tem condição de pagar as dívidas. Eles compram casa, viajam para o exterior, comem do bom e do melhor, mas não "tem condição" de pagar suas dívidas.

Virou um negoção ser pouco eficiente! Esta é a forma de vida da imensa maioria dos grandes proprietários.

Quando o governo federal ameaçou elevar os índices de produtividade foi uma chiadeira dos grandes proprietários.

E teve o APOIO da imensa maioria dos pequenos.

Os grandes choram porque sabem que são INEFICIENTES em sua imensa maioria.

Quem mais gera empregos e renda para o povo brasileiro é a pequena propriedade.


Leia também no Blog do Chicão:


O jogo político dos ruralistas que devem bilhões de reais para o governo federal
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/o-jogo-politico-dos-ruralistas-que.html


Kátia Abreu e o jogo político dos que devem bilhões de reais para o governo federal
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/katia-abreu-e-o-jogo-politico-dos-que.html


Tocantins: políticos se esbaldam com terra quase de graça
http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/07/23/tocantins-politicos-se-esbaldam-com-terra-quase-de-graca/


Leia a nota do Movimento dos Pequenos Agricultores sobre a mudança dos índices de produtividade
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/indice-de-produtividade-rural-com.html


Reforma Agrária e índices de produtividade
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/reforma-agraria-e-indices-de.html


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terça-feira, 6 de outubro de 2009

Descaso do governo de São Paulo com os animais e as reservas ecológicas

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Vendo este abuso do governador Serra, gostaria que vissem aqui no link que vou disponibilizar. Trata-se de imagens da morte de animais dentro de uma Unidade de Conservação- no conhecido Horto Florestal- o cartão postal da cidade.

São imagens fortes que comprovam a falta de atenção deste governo que só faz propaganda mas que no fim não cuida nem de capivaras. (do site Conversa Afiada)





A secretaria do meio ambiente do governo José Serra tem uma missão especial: não fazer nada.

Ela deve ser algo INÚTIL para mostrar aos ruralistas, desmatadores e destruidores em geral que o Serra é um sujeito que NÃO vai criar problemas para eles.

O Serra faz uma administração para deixar claro que ele é CONFIÁVEL para todos estes que querem destruir a legislação ambiental.

O secretário do meio ambiente de São Paulo é um ex-deputado ruralista.

O candidato José Serra faz questão de se mostrar um aliado para todos os interesses dos deputados e senadores ruralistas.

A situação deplorável de TODAS as reservas ecológicas do governo do estado de São Paulo é só mais um reflexo desta políticagem.


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terça-feira, 22 de setembro de 2009

O jogo político dos ruralistas que devem bilhões de reais para o governo federal

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Leiam trechos da reportagem, o que está entre colchete é comentário meu.

"Ruralistas querem propor ao governo nova renegociação de dívidas calculadas em R$ 130 BILHÕES [COMO VOCÊS PODEM OBSERVAR SÃO "SUPERCOMPETITIVOS" ESTA PARTE DA AGRICULTURA QUE DÁ MUITO DINHEIRO PARA FINANCIAR DEPUTADOS, SENADORES, GOVERNADORES, ETC. ALIÁS, NÃO SÓ DINHEIRO, MAS APOIO ELEITORAL, SÃO VERDADEIROS MILITANTES ENGAJADOS NA ELEIÇÃO DESTES POLÍTICOS QUE LHES FAVORECEM]

Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados se reuniu nesta quarta para discutir endividamento do setor rural brasileiro

O endividamento do setor chega a R$ 130 bilhões e mais de 100 mil ruralistas estão inadimplentes [OBSERVE O NÚMERO: 100 MIL, EM MEIO A MILHÕES DE PROPRIETÁRIOS DE TERRAS]. ...

Em 1995, eram R$ 23 bilhões e hoje estamos com R$ 130 bilhões— disse o deputado federal Luís Carlos Heinze (PP-RS). [SÃO UMA MINORIA DE AGRICULTORES E PECUARISTAS, MAS SÃO OS QUE DÃO DINHEIRO E APOIO POLÍTICO PARA A CAMPANHA DE PESSOAS COMO ESTE DEPUTADO E A KÁTIA MOTO-SERRA ABREU.]

Há pouco mais de um ano, o governo lançou um pacote de renegociação de R$ 75 bilhões das dívidas agrícolas". [NÃO BASTA, QUEREM MAIS. QUEREM ENROLAR E NÃO PAGAR. SÃO BILHÕES EM JOGO QUE PODEM CONTINUAR SAINDO DO BOLSO DE TODOS NÓS.]

Agora trechos de outra notícia mais antiga:

"Ruralistas querem ampliar renegociação de dívida

Bancada ruralista quer reduzir juros e aumentar prazo para quitação de débitos e inscrição na Dívida Ativa da União

... mais de 300 sugestões de mudança haviam sido protocoladas na Secretaria de Comissões do Congresso. A maioria das proposições foi feita por parlamentares ligados aos grandes produtores do setor agropecuário. Somente a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) articulou, por meio da bancada ruralista, 76 emendas. A Comissão de Agricultura indicou 18 pontos de mudança, enquanto o Núcleo Rural do PT, ligado à agricultura familiar, ingressou com 27 emendas à MP.

“A MP não atende à expectativa que tínhamos sobre a questão. As medidas estão aquém. As emendas não são para confrontar, são para aperfeiçoar...”, avalia o deputado Homero Pereira (PR-MT), vice-presidente da CNA. [APERFEIÇOAR OS GANHOS BILIONÁRIOS DELES.]

“Não dá para criar expectativa e ilusão de que a MP vá mudar radicalmente. Alguma coisa se acerta, mas não vai se modificar muito”, afirma o deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS), indicado pela bancada ruralista para ser o relator da medida na Câmara. [OLHA O DINHEIRO DO SEU IMPOSTO INDO EMBORA. VOCÊ CONTINUA ACHANDO QUE O PROBLEMA DE DINHEIRO DO GOVERNO É O SALÁRIO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS?]

Esta é a terceira vez que o governo renegocia a dívida do setor rural desde o início do primeiro mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso. A primeira renegociação se deu em 1995 e a segunda, em 1999. [SEMPRE HAVERÁ NEGOCIAÇÃO, POIS ESTA É UMA DAS MELHORES FONTE DE FINANCIAMENTO DE CAMPANHA PARA OS SETORES CONSERVADORES. ESTE PESSOAL QUE NÃO PAGA SEUS DÉBITOS INVESTE MUITO EM CAMPANHA ELEITORAL. ELEIÇÃO É PARTE DO NEGÓCIO DELES.]

Com a MP 432, o governo Lula se propõe a quitar R$ 75 bilhões em dívida, sendo R$ 65 bilhões destinados a renegociar débitos provenientes de grandes produtores e R$ 10 bilhões de agricultores familiares. [OBSERVE COMO A AGRICULTURA FAMILIAR, QUE EMPREGA MUITO MAIS GENTE E TEM MUITO MAIS PROPRIEDADES, DEVE MUITO MENOS. SABE PORQUE? PORQUE ELES PAGAM SEUS DÉBITOS TRABALHANDO DURO].

...as emendas visam a ajudar os agricultores familiares a conseguirem novos financiamentos. [A IMENSA MAIORIA DELES ESTÃO EM DIA COM SUAS OBRIGAÇÕES] Entre as propostas regionais, está a inclusão na MP de contratos com recursos do FNO sob amparo do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Extrativismo Vegetal. Essa emenda beneficia agricultores da região Norte.

O número de contratos dos pequenos produtores corresponde a quase dois terços do total de contratos previsto para o acordo com o governo.
Dos 2,8 milhões de contratos que devem ser contemplados pela MP, 1,8 milhão são da agricultura familiar, sendo um milhão de convênios de produtores ligados ao agronegócio. Na avaliação do deputado Adão Pretto, essa “divergência imensa” mostra que os grandes agricultores são os maiores devedores e, mesmo endividados, conseguem novos empréstimos. [CONSEGUEM EMPRÉSTIMOS E NÃO PAGAM, SÃO QUASE 65 BILHÕES, FORA OUTROS 45 BILHÕES DE DÍVIDAS COM AS EMPRESAS ATRAVESSADORAS. ESTES RURALISTAS SÃO BURROS, NÃO ATACAM OS ATRAVESSADORES QUE GANHAM NAS COSTAS DELES E QUEREM TIRAR DINHEIRO DO IMPOSTOS QUE PAGAMOS.]

“O pequeno agricultor é, comprovadamente, um bom pagador. No Pronaf, o índice de inadimplência é de 3%, um número muito baixo”,afirma o deputado. “O pequeno só não paga quando não pode. O grande vai enrolando com a barriga e pegando novos financiamentos”, completa. [PARA ENROLAR ELES TEM QUE TER APOIO POLÍTICO. O SERRA E O AÉCIO ESTÃO DISPUTANDO A TAPA O APOIO DESTES ELEMENTOS. O SERRA ATÉ NOMEOU UM RURALISTA PARA SER SECRETÁRIO DO MEIO AMBIENTE. O SUJEITO SÓ ATRAPALHA O MEIO AMBIENTE DE SÃO PAULO. ASSIM O SERRA MOSTRA QUE É CONFIÁVEL AOS RURALISTAS.]

Hoje a agricultura familiar é responsável por 70% da produção para mercado interno. A agricultura patronal, que teve recordes de produção nos últimos meses, é voltada para o mercado externo e responsável por 36% das exportações nacionais.

[A AGRICULTURA PATRONAL É INEFICIENTE NA SUA MAIOR PARTE. UMA PARCELA PEQUENA DELA É QUE É EFICIENTE. POR ISTO ELA MORRE DE MEDO DA MUDANÇA DOS ÍNDICES DE PRODUTIVIDADE.]


LEIA TAMBÉM:

Kátia Abreu e o jogo político dos que devem bilhões de reais para o governo federal
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/katia-abreu-e-o-jogo-politico-dos-que.html


Tocantins: políticos se esbaldam com terra quase de graça http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/07/23/tocantins-politicos-se-esbaldam-com-terra-quase-de-graca/


Leia a nota do Movimento dos Pequenos Agricultores sobre a mudança dos índices de produtividade
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/indice-de-produtividade-rural-com.html


Reforma Agrária e índices de produtividade
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/reforma-agraria-e-indices-de.html



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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Kátia Abreu e o jogo político dos que devem bilhões de reais para o governo federal

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Maus pagadores dos bancos públicos querem retaliar movimento social

A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) e o líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), ambos representantes da bancada ruralista, protocolaram no Senado pedido de CPI mista (CPMI) para investigar denúncias de repasses de recursos públicos e do Exterior ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

...

Muito bem. Sugerimos, agora, que a bancada não-ruralista, que (penso eu) é majoritária no Congresso protocole um pedido de CPI com o seguinte objeto de investigação: examinar todos os passivos bancários, créditos em liquidação e empréstimos incobráveis dos proprietários de terras com áreas superiores a um mil hectares nos bancos da União federal.

Há suspeitas empíricas e evidências factuais que apontam para um patrimônio fabuloso apropriado por tais proprietários rurais, e que de alguma forma não querem ou não podem saldar as dívidas contratadas. Não se trata de denúncia vazia da revista Veja ou do Estadão, mas de fatos conhecidos pelos brasileiros, sabedores da histórica índole velhaca destes tomadores de recursos públicos sem o devido ressarcimento contratual.

Fac-símile: declaração de bens da senadora Abreu, do ano de 2006, onde ela declara um "terreno rural" de 1.268 hectares por 10 mil reais, e outro "terreno rural" de 1.205 hectares por 27 mil reais. Cara-de-pau.

A rigor, a senadora é proprietária de 4.500 hectares de terras, povoada com 3.500 cabeças de gado de corte, esparramados pelos seus eufemísticos "terrenos rurais".

Do Blog Diário Gauche
http://diariogauche.blogspot.com/2009/09/direita-protocola-pedido-de-cpi-para.html


Nota do Chicão:

A história desta senadora Kátia Abreu é significativa para você entender como os MUITO RICOS USAM O DINHEIRO PÚBLICO PARA FICAREM MAIS RICOS.

A gência Reporter Brasil fez uma reportagem sobre a origem de um destes "terrenos rurais" de senadora Kátia Abreu.

O título é: Tocantins: políticos se esbaldam com terra quase de graça ( http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/07/23/tocantins-politicos-se-esbaldam-com-terra-quase-de-graca/ )

Esta matéria está no Blog do Sakamoto. Uma das principais beneficiadas deste absurdo é a senadora Kátia Abreu (DEM-TO).

A senadora é ardorosa defensora do que há de pior no Brasil. Por isto é poupada e até elevada ao nível dos defensores da moral e da ética.

O texto do Sakamoto é uma forma de você aprender o que é feito com o dinheiro público com o objetivo de LEVÁ-LO PARA O BOLSO DOS QUE SÃO MUITO RICOS.

São os mesmos que combatem o Bolsa Família. Combatem porque o gasto do Bolsa Família significa menos dinheiro para o "Bolsa Família Milionária".

O dinheiro é um só, ou vai para o bolso dos muito ricos ou vai para o bolso dos mais humildes.


Terceira CPI contra o MST em 5 anos
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/terceira-cpi-contra-o-mst-em-5-anos.html


Kátia Abreu: mal preparada ou mau intencionada?
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/06/katia-abreu-mal-preparada-ou-mau.html




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Terceira CPI contra o MST em 5 anos

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O MST é um fenômeno. Nunca um movimento social foi tão investigado.

Invasão de terras, invasão de prédios públicos.

O MST faz isto para que haja reforma agrária no Brasil.

Reforma agrária é a forma de ajudar milhões de pessoas a terem seus próprios negócios. Produzir, trabalhar e viver com dignidade.

O dinheiro do governo é um só. Se é destinado para um investimento, deixa de ir para outro lugar.

A disputa é: no bolso de quem vai parar o dinheiro público?

Se é comprado remédio para o SUS o operário não precisa comprá-lo na farmácia. Ele pode, por exemplo, ir passear com a família.

Se o dinheiro é usado em benefícios fiscais e anistias econômicas para grandes devedores agrícolas, falta dinheiro para investir em outras áreas.

É simples.

Quando o MST obriga o governo a gastar um pouco em reforma agrária está tirando dinheiro que vai para o bolso de alguns setores.

Normalmente os ruralistas NÃO GOSTAM DE PAGAR suas dívidas com o povo brasileiro.

O custo destas dívidas para todos nós é de mais de 20 BILHÕES DE REAIS.

Um volume muito maior do que é destinado para a reforma agrária.

A luta contra o MST é a luta, portanto, para que o dinheiro público seja prioritariamente gasto com o que interessa aos muito ricos.

Para a classe média, a luta do MST é de suma importância. Gera novos negócios, mais empregos, aumenta a classe média e diminui a migração do campo para a cidade. O MST ajuda a classe média ( http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/04/mst-e-acao-direta-como-o-mst-ajuda.html )


Leia a nota do MST sobre a nova CPI contra eles:
http://diariogauche.blogspot.com/2009/09/por-que-o-agronegocio-tem-tanto-medo-da.html

Leia a nota do Movimento dos Pequenos Agricultores sobre a mudança dos índices de produtividade
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/indice-de-produtividade-rural-com.html



Reforma Agrária e índices de produtividade
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/reforma-agraria-e-indices-de.html


Kátia Abreu e o jogo político dos que devem bilhões de reais para o governo federal
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/katia-abreu-e-o-jogo-politico-dos-que.html



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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Índice de produtividade rural: com a palavra os pequenos agricultores

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Nota Pública do MPA - Movimento dos Pequenos Agricultores:

O agronegócio latifundiário, que tem medo dos índices de produtividade, é uma farsa. Ele mente para a sociedade e não sustenta sua posição de latifúndio improdutivo e parasita do Estado brasileiro.

Senão vejamos:

O agronegócio latifundiário se apresenta como moderno e produtivo, tecnologicamente avançado, sustentáculo das exportações agrícolas. No entanto, demonstra um medo arrasador a uma simples atualização dos índices de produtividade em cumprimento à lei agrícola (este setor só é defensor da lei quando esta lhe favorece), pela média dos últimos dez anos.

A última atualização é de 34 anos atrás.

Portanto, ou não é verdade que se modernizaram e são produtivos ou o pavor dos índices não se justifica. O mais provável é que o agronegócio latifundiário, que sempre foi o maior beneficiário do crédito agrícola nos últimos anos, esteja dando esmola com chapéu alheio.

Quem produz mesmo são os pequenos e médios agricultores. Estes, sim, sustentam a produção de alimentos, as exportações agropecuárias, geram o maior número de empregos e dinamizam a economia na maioria dos municípios brasileiros.

O agronegócio latifundiário esteve, está e quer continuar a desrespeitar a Constituição e a lei agrícola. Quem produz não tem o que temer. Quem teme é porque não produz. O MPA é um movimento social de pequenos agricultores, que conhece de fio a pavio a produção primária, suas dificuldades e potencialidades. Qualquer dos nossos agricultores, apesar de todas as carências tecnológicas que temos, cumpre tranquilamente com os novos índices propostos.

Por que o agronegócio latifundiário, que tantas benesses recebeu, não pode ou não quer cumprir?

Dessa vez é nós que dizemos: Cumpra-se a lei!

Direção Nacional do MPA Brasil


Nota do Chicão:

Poucas vezes eu vi uma nota tão bem escrita.

Objetiva: quem produz de verdade não tem medo da atualização dos índices de produtividade.

A propaganda maciça dos latifundiários, querendo mostrar que são eles que produzem, é mero marketing.

Quem realmente produz no Brasil são as propriedades até 300 alqueires.

A mídia conservadora sabe muito bem que deve seguir a polítia da Grande Aliança Conservadora, onde os grandes protegem mutuamente seus interesses. Quem perde é a classe média e a classe baixa.

Para proteger seus interesses devem negativizar o que é diferente. Neste caso, sempre que aparece o pequeno e médio agricultor ele é um sujeito atrasado, sofrido, pouco eficiente. Sempre está insatisfeito, reclamando, perdendo...

Sempre que aparece a grande propriedade é aquela sequência interminável de tratores... É notícia positiva de safra recorde, novo tipo de semente, etc.

A realidade é bem diferente. A imensa maioria dos latifundiários são ineficientes. Por isto eles tem TANTO MEDO DA ATUALIZAÇÃO DOS ÍNDICES DE PRODUTIVIDADE.

Para o Brasil se desenvolver temos que COBRAR RESPONSABILIDADE DE TODOS OS CIDADÃOS.

O Brasil não pode continuar a ser o país dos coitadinhos.


Leia também no Blog do Chicão:

Reforma Agrária e índices de produtividade
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/reforma-agraria-e-indices-de.html


Os deputados e senadores ruralistas são dementes
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/os-deputados-e-senadores-ruralistas-sao.html


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Os deputados e senadores ruralistas são dementes

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A última moda entre os ruralistas é dizer que o Brasil é o país mais ambintalista do mundo.

Eles acham que o Brasil tem reservas ambientais de mais.

Deveria diminuir a quantidade de reservas ambientais.

Que a produção agrícola no Brasil corre risco por causa das leis ambientais e das reservas ecológicas e indígenas.

Então, alguém disse que somente 1% do pantanal é composto de reserva ecológica...

Eles não responderam. Voltaram ao mantra de que os produtores rurais brasileiros são sofridos, não são apoiados, etc.

São uns coitadinhos.

O Brasil é o país dos coitadinhos.

É difícil cobrar RESPONSABILIDADE de quem é coitadinho.

Como você pode observar os deputados e senadores ruralistas são dementes.

O sonho deles é ter um ministro do meio ambiente como o Xico Graziano, secretário do meio ambiente de São Paulo. O sujeito é de uma inutilidade total.

Por ser inútil ele é confiável.

Também pudera, o tal Xico Graziano é um ex-deputado ruralista do PSDB.

Esta é a tal ética que sempre imperou no Brasil destes ruralistas.


Por falar em ética: quando vão fazer uma CPI para apurar as terras que a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) recebeu a preços "camaradas"?


Leia também no Blog do Chicão:

Saiba quem é ético e quem não é ético
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/saiba-quem-e-etico-ou-nao.html



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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Deputado ruralista ameaça procurador da república

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Durante audiência no Congresso Nacional para discutir o embargo à carne no Pará, o deputado federal Abelardo Lupion tentou intimidar o procurador da República Daniel César Avelino:

“Dr. Daniel, o senhor é um moço, provavelmente teria um grande futuro pela frente.”

Lupion disse que pediria o afastamento do procurador e que ele seria processado por abuso de poder e quebra de sigilo fiscal de empresas. Mas por que tanto ódio no coração do expoente da bancada ruralista e ex-presidente da União Democrática Ruralista? Porque Daniel e o MPF do Pará deram um tiro certeiro em quem se beneficia com o desmatamento no estado.

(Antes de mais nada, é preciso que se diga que certas coisas no Brasil são realmente bizarras. As pessoas que denunciam mazelas e, principalmente, as que tentam evitá-las ou corrigi-las, são ameaçadas, taxadas de loucas, processadas, assassinadas, sumidas do mapa. Após uma denúncia, raramente se discute o mérito da questão – até porque este é um campo em que os desmatadores, os grileiros, os escravagistas sabem que perdem. A solução é deslegitimar quem traz a verdade à tona, como Daniel. É mais fácil. Na mesma linha de vozes que não queriam se calar, tombaram Irmã Dorothy Stang, Chico Mendes, Padre Josimo…)

Já contei aqui várias vezes a história do embargo da carne do Pará, então irei resumi-la. Com base em um rastreamento de cadeias produtivas realizado em parceria com o Ibama, o Ministério Público Federal do Pará iniciou duas dezenas de processos judiciais contra fazendas e frigoríficos, pedindo o pagamento de R$ 2,1 bilhões em indenizações pelos danos ambientais no final de maio. Dezenas de empresas que compraram subprodutos desses frigoríficos receberam notificações em que foram informadas que haviam adquirido insumos obtidos através do desmatamento ilegal da Amazônia. A partir da notificação, deveriam parar de comprar desses fazendeiros e frigoríficos ou passariam à condição de co-responsáveis pelos danos ambientais.

Entre as empresas notificadas estavam grandes varejistas. Entre os frigoríficos processados aparecia um dos maiores do país, o Bertin, que comprou gado de fazendas com crimes ambientais. Entre as fazendas irregulares, nove pertencem a Agropecuária Santa Bárbara, ligada ao banqueiro Daniel Dantas.

Apesar da chiadeira de produtores rurais e das bravatas de seus parlamentares ruralistas, o varejo respondeu à ação. Por exemplo, redes de supermercados, como Wal-Mart, Carrefour e Pão de Açúcar, acataram as recomendações, pressionando ainda mais os frigoríficos.

Com a insatisfação do varejo e do consumidor, frigoríficos e o governo do Pará assinaram, após um mês de negociações, termos de ajustamento de conduta com o Ministério Público Federal. Os acordos com os frigoríficos, como o Bertin e o Minerva, prevêem que estes passarão a exigir dos fornecedores a moratória total do desmatamento, o reflorestamento de áreas degradadas e o licenciamento ambiental. Também irão informar a origem da carne aos consumidores e ao MPF-PA, que vai verificar a existência de trabalho escravo, crimes ambientais e grilagem entre os fornecedores. No termo de compromisso entre o governo e o Ministério Público Federal há medidas como a implantação de cadastro informatizado de propriedades rurais e da Guia de Trânsito Animal Eletrônica no prazo de um ano. Uma auditoria independente, junto com uma comissão formada por dez procuradores, vai fiscalizar anualmente o cumprimento dos acordos, com monitoramento por satélite e vistorias nas propriedades.

Daniel esteve à frente de tudo isso, da pesquisa aos TACs, com o apoio dos outros colegas procuradores da República. Ou seja, por cumprir a lei, proteger o meio ambiente e a gente da Amazônia, zelar pelo patrimônio público e garantir que os consumidores brasileiro e mundial não financiem a destruição do Pará, ele foi ameaçado.

Em outro lugar, ganharia uma medalha.

Reconhecido como um dos mais atuantes membros da bancada ruralista no Congresso, Abelardo Lupion, recebeu R$ 2 mil da Jorge Mutran Exportadora para sua última campanha eleitoral ao Congresso. Pouco. Mas, ao mesmo tempo, muito. A empresa é proprietária da fazenda Castanhal Cabaceiras, de onde já foram libertadas mais de cem pessoas em ações do grupo móvel de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A propriedade figurou por anos na “lista suja” do trabalho escravo - cadastro do governo federal que relaciona as fazendas que comprovadamente utilizaram esse tipo de mão-de-obra. A Cabaceiras fica no Pará, distante da base política de Lupion.

Lupion também é um dos principais opositores da Proposta de Emenda Constitucional nº 438/2001, conhecida como “PEC do trabalho escravo”. Ela prevê o confisco de terras onde for cometido esse crime e sua posterior destinação a projetos de reforma agrária. Em agosto de 2004, a PEC foi votada em primeiro turno na Câmara dos Deputados, tendo sido aprovada com 326 votos. Na ocasião, Lupion foi um dos dez parlamentares que votaram contra a medida. Desde então, a PEC está parada na Câmara por pressão da bancada ruralista.

Com relação à doação de campanha recebida, ele explicou à Repórter Brasil na época que defende o agronegócio e recebe doações de várias pessoas deste setor, não havendo como investigar o passado de cada uma delas. “Em momento nenhum ele sabia dos problemas envolvendo a empresa”, disse em nota a assessoria do deputado, que atestou ainda o total repúdio do parlamentar contra quem pratica esse crime.

Faz parte das regras da democracia grupos, categorias ou classes elegerem representantes que defendam os seus interesses. Não é crime ser financiado por empresas que utilizaram mão-de-obra escrava ou expulsaram índigenas. Também não é crime, uma vez eleitos, defenderem essas empresas. Em 2006, grandes companhias, como a Vale, elegeram bancadas através de suas doações maiores do que muitos partidos políticos.

Não é ilegal, mas dependendo do comportamento desses representantes pode ser imoral. Pois estes, na defesa do interesse de poucos, acabam passando por cima de leis, convenções internacionais e dos mais básicos preceitos dos direitos humanos para beneficiar os seus doadores. Para saldar a dívida, mantêm milhares de pessoas à margem da cidadania. No limite, podem cometer um crime se a defesa desses interesses tornar-se a razão de ser do parlamentar ou administrador público. Nesse caso, não se trata de atuação legal, mas sim da compra de serviços em função pública. Para garantir que isso não aconteça, a pressão da opinião pública é fundamental.

Quem acha que estou mentindo e quiser ouvir a frase do nobre deputado, é só clicar aqui e procurar o depoimento no horário 14:28:58.

E quem quiser ver outras frases de Abelardo Lupion contra os procuradores do Pará, entre neste vídeo no You Tube e avance para 7’30” (o link está no Blog do Sakamoto). Ou, se tiver tempo, veja tudo e entenda um pouco mais sobre o discurso dos ruralistas no Brasil. Sugestão: escute o momento em que ele fala sobre a “melhor fazenda do Brasil” - segundo ele a Rio Vermelho, de propriedade de Roque Quagliato. Detalhe: a fazenda foi palco de libertação de escravos no Pará. Se essa é a melhor, imagine a pior.

Leia o texto e use os links no Blog do Sakamoto


Nota do Chicão:

O que vocês estão vendo é a grande aliança conservadora agindo para desqualificar, intimidar e atrapalhar a vida daqueles que agem decentemente e ajudam o Brasil.

A grande aliança quer impunidade de seus membros. Para isto tenta culpar aqueles que os combatem.

Observem como a imprensa conservadora decide o que é ou não notícia. Em Abril/2009 o MST levou crianças para uma audiência pública na Assembléia do RS. O procurador que persegue o MST se sentiu ameaçado (leia mais aqui e veja as fotos). A imprensa conservadora publicou página e mais páginas sobre o episódio. O sujeito foi considerado mais uma vítima do MST. Disseram que a democracia e o estado de direito estava ameaçado. E os babacas de sempre mandaram mensagens "indignadas" sobre o episódio.

Agora uma situação MUITO PIOR acontece. Os jornais conservadores fazem um silêncio enorme. Afinal, quem atacou foi umd eputado que vota a favor de todos os interesses financeiros e criminais dos donos de mídia.

E quem foi atacado é alguém que quer diminuir a impunidade. E, neste Brasil, quem quer diminuir a impunidade é atacado covardemente.

Leia também:

O novo do-dói da direita conservadora e histérica





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terça-feira, 29 de julho de 2008

Alguns podem, outros não.

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O MST invade uma fazenda e é notícia de primeira página nos jornais conservadores.

Os grileiros se apossam de áreas maiores que o RGS, SC e Paraná JUNTOS e isto não é notícia.

Como vocês podem observar o problema do Brasil é o MST.

Várias entidades, entre elas o MST, promoveram uma jornada de agroecologia em uma universidade do Paraná.

Os chamados ruralistas convocaram uma "manifestação" para tentar impedir a força esta jornada de agroecologia.

São os mesmos "tipinhos" que querem impedir que a ANVISA proiba agrotóxicos que fazem mal a saúde de todos e que já estão PROIBIDOS nos países mais ricos.

São os mesmos que lutam contra toda e qualquer lei de proteção ambiental.

São os mesmos que querem acabar até com os símbolos que informam quais são os alimentos TRANSGÊNICOS.

Gostaria de saber que tipo de atitude terá a justiça e o ministério público contra estas pessoas que ameaçaram obstruir À FORÇA uma Jornada de AGROECOLOGIA em uma universidade.

Vai ficar tudo por isto mesmo?



População de Cascavel não atende à convocatória de ruralistas

Pouco mais de 50 pessoas atenderam ao apelo da Sociedade Rural do Oeste (SRO), ao lado de entidades patronais de Cascavel (PR). A entidade ligada ao agronegócio local tentou barrar a entrada da Via Campesina na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), para a realização da 7ª Jornada de Agroecologia, que começou no ultimo dia 23. Mas não foi possível por causa do cerco da polícia, que desmobilizou a ofensiva dos fazendeiros. Na mesma manhã, a universidade recebeu cerca de 3500 pessoas, entre pequenos agricultores da Via Campesina, estudantes, visitantes e articulação de movimentos sociais da cidade.

A desmobilização do ato ruralista ocorreu em meio a ameaças e convocatórias feitas pelo presidente da SRO, Alessandro Meneghel, nos meios de comunicação locais. Nas duas últimas semanas, Meneghel havia dado declarações na mídia local como esta: Vamos impedir este evento...

O texto completo está no Centro de Mídia Independente


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