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"Reportagem de Gustavo Patu, publicada na edição de hoje da Folha informa que o Renda Cidadã e o Ação Jovem, os dois principais programas sociais de transferência de renda mantidos pelo governo paulista, encolheram ao longo da administração do tucano José Serra --que deixou o Palácio dos Bandeirantes em março para disputar a Presidência.
O pagamento desses benefícios caiu de R$ 279,5 milhões, em 2009, para R$ 198,9 milhões em 2009. Considerada a inflação, a queda chega a 38%. Os dois programas respondem juntos por cerca de 80% das despesas estaduais com transferências diretas de renda". UOL
Nota do Chicão
É impressionante a capacidade destrutiva do elemento Serra.
Quando assumiu a prefeitura de SP destruiu a maior parte dos bons programas da ex-prefeita Marta Suplicy.
Os programas de treinamento de professores foram simplesmente detonados. Uma pena! E a classe média sorrindo, os jornais escondendo...
O José Serra é um péssimo gestor.
As notícias ruins não param de aparecer (e logo são escondidas pelos jornais conservadores):
"SP tem pior monitoramento no Bolsa Família, diz governo"
http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/05/10/sao-paulo-e-o-bolsa-familia/
É um horror!
Acorda Brasil!
Acorda classe média. Sem distribuição de renda o NÚMERO DE BONS EMPREGOS DIMINUI MUITO.
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segunda-feira, 10 de maio de 2010
terça-feira, 4 de maio de 2010
Como circula o dinheiro
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Numa cidade, os habitantes, endividados, estão vivendo às custas de crédito.
Por sorte, chega um gringo e entra no único hotel.
O gringo saca uma nota de R$100,00, põe no balcão e pede para ver um quarto.
Enquanto o gringo vê o quarto, o gerente do hotel sai correndo com a nota de R$100,00 e vai até o açougue, pagar suas dívidas com o açougueiro.
O açougueiro pega a nota e vai até um criador de suínos, a quem deve, e paga tudo.
O criador, por sua vez, pega também a nota e corre ao veterinário, para liquidar sua dívida.
O veterinário, com a nota de R$100,00 em mãos, vai até à zona pagar o que devia a uma prostituta (em tempos de crise essa classe também trabalha a crédito).
A prostituta sai com o dinheiro em direção ao hotel, lugar onde levava seus clientes, e, como ultimamente não havia pago pelas acomodações, paga a conta de R$100,00.
Nesse momento, o gringo chega novamente ao balcão, pede sua nota de R$100,00 de volta, agradece e diz não ser o que esperava, e sai do hotel e da cidade.
Ninguém ganhou um vintém, porém agora todos saldaram suas dívidas e começam a ver o futuro com confiança!
Moral da história: Quando o dinheiro circula, não há crise!
Nota do Chicão:
A realidade acima só existe quando há distribuição de renda. Se não há distribuição de renda o dinheiro entra na sociedade e logo deixa de circular.
Agora imagine que uma desssas pessoas resolvesse pagar a conta da Telefônica. Os donos iam pegar boa parte do dinheiro e mandariam para a Espanha.
Ou que uma destas pessoas resolvessem comprar no Walmart. Grande parte do dinheiro vai para os EUA.
Aí o dinheiro deixa de circular.
Há tempos venho chamando atenção para estes fatos. Leiam os textos abaixo:
Bolsa família dá LUCRO
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/11/bolsa-familia-da-lucro.html
Bolsa família, distribuição de renda e emprego para a classe média
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/10/bolsa-familia-distribuicao-de-renda-e.html
Pobres já gastam 5% mais que ricos
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/11/pobres-ja-gastam-5-mais-que-ricos.html
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Numa cidade, os habitantes, endividados, estão vivendo às custas de crédito.
Por sorte, chega um gringo e entra no único hotel.
O gringo saca uma nota de R$100,00, põe no balcão e pede para ver um quarto.
Enquanto o gringo vê o quarto, o gerente do hotel sai correndo com a nota de R$100,00 e vai até o açougue, pagar suas dívidas com o açougueiro.
O açougueiro pega a nota e vai até um criador de suínos, a quem deve, e paga tudo.
O criador, por sua vez, pega também a nota e corre ao veterinário, para liquidar sua dívida.
O veterinário, com a nota de R$100,00 em mãos, vai até à zona pagar o que devia a uma prostituta (em tempos de crise essa classe também trabalha a crédito).
A prostituta sai com o dinheiro em direção ao hotel, lugar onde levava seus clientes, e, como ultimamente não havia pago pelas acomodações, paga a conta de R$100,00.
Nesse momento, o gringo chega novamente ao balcão, pede sua nota de R$100,00 de volta, agradece e diz não ser o que esperava, e sai do hotel e da cidade.
Ninguém ganhou um vintém, porém agora todos saldaram suas dívidas e começam a ver o futuro com confiança!
Moral da história: Quando o dinheiro circula, não há crise!
Nota do Chicão:
A realidade acima só existe quando há distribuição de renda. Se não há distribuição de renda o dinheiro entra na sociedade e logo deixa de circular.
Agora imagine que uma desssas pessoas resolvesse pagar a conta da Telefônica. Os donos iam pegar boa parte do dinheiro e mandariam para a Espanha.
Ou que uma destas pessoas resolvessem comprar no Walmart. Grande parte do dinheiro vai para os EUA.
Aí o dinheiro deixa de circular.
Há tempos venho chamando atenção para estes fatos. Leiam os textos abaixo:
Bolsa família dá LUCRO
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/11/bolsa-familia-da-lucro.html
Bolsa família, distribuição de renda e emprego para a classe média
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/10/bolsa-familia-distribuicao-de-renda-e.html
Pobres já gastam 5% mais que ricos
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/11/pobres-ja-gastam-5-mais-que-ricos.html
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Pobres já gastam 5% mais que ricos
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"Pobres já gastam 5% mais que ricos
Estudo mostra avanço do consumo das classes D e E do Norte e Nordeste em relação às classes A e B do Sudeste
Para o economista chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges, boa parte do avanço do consumo dos mais pobres se deve ao aumento real do salário mínimo de 5,7% concedido neste ano. "O salário mínimo pesa muito nas regiões Norte e Nordeste", diz.
Nas contas dele, a massa real de renda dos ocupados, pensionistas da Previdência e também beneficiários do Bolsa Família cresceu 7,7% no Norte e Nordeste no primeiro semestre deste ano em relação a igual período de 2008. O acréscimo é mais que o dobro do registrado para essa população que vive no Sudeste do País, que foi de 3,1% nas mesmas bases de comparação". O Estado de SP
Nota do Chicão:
Sabe aquela acusação de que o governo Lula aumenta "gasto ruim"?
O economista fala exatamente de uma parte dos "gastos ruins" do governo.
Os péssimos colunistas dos jornais e rádios conservadores acreditam que o investimento social é ruim e NÃO É INVESTIMENTO.
Eu digo: é investimento sim.
O texto prova isto: quando o sujeito ganha mais, compra mais, paga mais impostos, gera emprego, aumenta a arrecadação da previdência, etc.
Ou seja, a economia cresce muito mais quando há distribuição de renda, que É O GRANDE NÓ DO DESENVOLVIMENTO BRASILEIRO.
Outro dia os colunistas incapazes comentaram um artigo dos assessores do Sen. Tasso Jereissati. Aquele mesmo senador que usa dinheiro público para alugar jatinho, meteu o pau no aumento de gastos do INSS (gastos de custeio), PORTANTO METERAM O PAUI NO AUMENTO DO SALÁRIO MÍNIMO.
Aproveitaram para meter o pau no governo Lula. Disseram que o governo fez tudo errado...
O texto acima mostra que o governo fez o correto.
Gostaria de terminar com um comentário tirado da página do Estadão: A Dilma não tem absolutamente nada a ver com isso. Mas o Lula (e equipe, obviamente) tem.
Vejam o tipo de raciocínio que vão usar na campanha eleitoral contra a Dilma.
Leia também:
Bolsa família dá LUCRO
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/11/bolsa-familia-da-lucro.html
Bolsa família, distribuição de renda e emprego para a classe média
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/10/bolsa-familia-distribuicao-de-renda-e.html
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"Pobres já gastam 5% mais que ricos
Estudo mostra avanço do consumo das classes D e E do Norte e Nordeste em relação às classes A e B do Sudeste
Para o economista chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges, boa parte do avanço do consumo dos mais pobres se deve ao aumento real do salário mínimo de 5,7% concedido neste ano. "O salário mínimo pesa muito nas regiões Norte e Nordeste", diz.
Nas contas dele, a massa real de renda dos ocupados, pensionistas da Previdência e também beneficiários do Bolsa Família cresceu 7,7% no Norte e Nordeste no primeiro semestre deste ano em relação a igual período de 2008. O acréscimo é mais que o dobro do registrado para essa população que vive no Sudeste do País, que foi de 3,1% nas mesmas bases de comparação". O Estado de SP
Nota do Chicão:
Sabe aquela acusação de que o governo Lula aumenta "gasto ruim"?
O economista fala exatamente de uma parte dos "gastos ruins" do governo.
Os péssimos colunistas dos jornais e rádios conservadores acreditam que o investimento social é ruim e NÃO É INVESTIMENTO.
Eu digo: é investimento sim.
O texto prova isto: quando o sujeito ganha mais, compra mais, paga mais impostos, gera emprego, aumenta a arrecadação da previdência, etc.
Ou seja, a economia cresce muito mais quando há distribuição de renda, que É O GRANDE NÓ DO DESENVOLVIMENTO BRASILEIRO.
Outro dia os colunistas incapazes comentaram um artigo dos assessores do Sen. Tasso Jereissati. Aquele mesmo senador que usa dinheiro público para alugar jatinho, meteu o pau no aumento de gastos do INSS (gastos de custeio), PORTANTO METERAM O PAUI NO AUMENTO DO SALÁRIO MÍNIMO.
Aproveitaram para meter o pau no governo Lula. Disseram que o governo fez tudo errado...
O texto acima mostra que o governo fez o correto.
Gostaria de terminar com um comentário tirado da página do Estadão: A Dilma não tem absolutamente nada a ver com isso. Mas o Lula (e equipe, obviamente) tem.
Vejam o tipo de raciocínio que vão usar na campanha eleitoral contra a Dilma.
Leia também:
Bolsa família dá LUCRO
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/11/bolsa-familia-da-lucro.html
Bolsa família, distribuição de renda e emprego para a classe média
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/10/bolsa-familia-distribuicao-de-renda-e.html
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sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Em três anos, 18,5 milhões de brasileiros passaram para faixa de renda maior
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Alguns dias atrás eu contei a história de um jovem que conseguiu um bom emprego graças a expansão de uma empresa para atender as classes C, D e E. http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/10/bolsa-familia-distribuicao-de-renda-e.html
Disse que o emprego dele era fruto dos programas de distribuição de renda (bolsa família, PRONAF, e outros).
Estes programas tem sido ridicularizados por inúmeras pessoas. Porém, são eles que tem garantido o crescimento da economia do Brasil.
Leia abaixo:
Em três anos, 18,5 milhões de brasileiros passaram para faixa de renda maior
De São Paulo e Brasília – VALOR
Entre 2005 e 2008, 18,5 milhões de brasileiros subiram de classe social, segundo levantamento realizado pelo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O número representa quase 10% da população do país, hoje com cerca de 193,7 milhões de habitantes. O estudo mostra que, no período, 11,5 milhões de pessoas passaram para o nível de maior renda, enquanto 7 milhões passaram para a classe média.
O Ipea, que utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE, dividiu a população do país em três partes iguais. No primeiro terço, ficaram pessoas com rendimento de até R$ 188 mensais no ano de 2008. No segundo terço, que compreende o segmento intermediário, aqueles dentro do intervalo de rendimento individual de R$ 188 a R$ 465 mensais. Na terceira parte, que representa o estrato superior da renda, ficaram os rendimentos individuais acima de R$ 465 mensais.
A partir dessa divisão, se tornou possível aos pesquisadores retroagir e avançar no tempo em relação ao ano de 2001. Com a atualização do valor do rendimento individual, em termos reais, constitui-se a evolução da população brasileira em relação às três faixas de renda entre 1995 e 2008.
Os dados mostram também que, nos últimos anos, a população de menor renda perdeu importância dentro do conjunto – representava 34% da população até 2004, e passou a 26% em 2008, o menor índice desde 1995. Apesar disso, aponta o Ipea, o Brasil ainda possui um quarto da população vivendo com rendimentos extremamente baixos.
As classes média e alta, por outro lado, ganharam maior representatividade. O segundo estrato de renda passou de 21,8% de participação em 1995 para 37,4% em 2008. No caso do estrato de maior renda, de 31,5% em 2004, subiu para para 36,6% no ano passado.
O Sudeste e o Nordeste se destacam como as as regiões que mais registraram casos de ascensão entre as faixas baixa e média de renda. Juntas, elas responderam por quase 71% do movimento nacional da mudança na estrutura social na base da pirâmide brasileira. Em seguida, vêm Sul (11,1%), Norte (10,4%) e Centro-Oeste (8,1%). No movimento de ascensão para a classe mais alta, a região Sudeste respondeu pela incorporação de 51,2% dos indivíduos. Na sequência, ganhou importância o Sul, com 18,1%, o Nordeste com a inclusão de 16,4%, o Centro-Oeste com 7,6%, e o Norte com 6,7%.
Na avaliação de Rogério César de Souza, economista do Instituto de Estudos para Desenvolvimento Industrial (Iedi), foram esses fatores de ascensão social que colocaram o Brasil em condição favorável neste ano, quando comparado a outros países. “E isso é bom para a indústria em particular”, diz, citando o consumo de alimentos e da construção civil.
O economista do Iedi lembra que a indústria sofreu muito com a diminuição de exportações, durante o auge da crise internacional, mas “cresce de forma contínua se valendo do mercado interno”.
Além do setor industrial, os bancos comemoram a expansão das atividades financeiras ocorridas a partir do aumento das pessoas com renda na faixa intermediária. Segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), entre 2005 e 2008 o número de contas correntes passou de 95 milhões para 125,7 milhões. As contas de caderneta de poupança saltaram de 71,8 milhões para mais de 92 milhões. O total de cartões de crédito no período teve o maior crescimento: passou do patamar de 68 milhões para 124 milhões.
O diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Jorge Abrahão de Castro, diz que a “elevação desse conjunto grande de pessoas no mercado” se dá também com a diminuição das desigualdades sociais. Para ele, a sustentabilidade do movimento depende da manutenção da política de ganhos salariais efetivos e pode ser incrementada com a diminuição dos juros. (Agências noticiosas)
Alguns dias atrás eu contei a história de um jovem que conseguiu um bom emprego graças a expansão de uma empresa para atender as classes C, D e E. http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/10/bolsa-familia-distribuicao-de-renda-e.html
Disse que o emprego dele era fruto dos programas de distribuição de renda (bolsa família, PRONAF, e outros).
Estes programas tem sido ridicularizados por inúmeras pessoas. Porém, são eles que tem garantido o crescimento da economia do Brasil.
Leia abaixo:
Em três anos, 18,5 milhões de brasileiros passaram para faixa de renda maior
De São Paulo e Brasília – VALOR
Entre 2005 e 2008, 18,5 milhões de brasileiros subiram de classe social, segundo levantamento realizado pelo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O número representa quase 10% da população do país, hoje com cerca de 193,7 milhões de habitantes. O estudo mostra que, no período, 11,5 milhões de pessoas passaram para o nível de maior renda, enquanto 7 milhões passaram para a classe média.
O Ipea, que utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE, dividiu a população do país em três partes iguais. No primeiro terço, ficaram pessoas com rendimento de até R$ 188 mensais no ano de 2008. No segundo terço, que compreende o segmento intermediário, aqueles dentro do intervalo de rendimento individual de R$ 188 a R$ 465 mensais. Na terceira parte, que representa o estrato superior da renda, ficaram os rendimentos individuais acima de R$ 465 mensais.
A partir dessa divisão, se tornou possível aos pesquisadores retroagir e avançar no tempo em relação ao ano de 2001. Com a atualização do valor do rendimento individual, em termos reais, constitui-se a evolução da população brasileira em relação às três faixas de renda entre 1995 e 2008.
Os dados mostram também que, nos últimos anos, a população de menor renda perdeu importância dentro do conjunto – representava 34% da população até 2004, e passou a 26% em 2008, o menor índice desde 1995. Apesar disso, aponta o Ipea, o Brasil ainda possui um quarto da população vivendo com rendimentos extremamente baixos.
As classes média e alta, por outro lado, ganharam maior representatividade. O segundo estrato de renda passou de 21,8% de participação em 1995 para 37,4% em 2008. No caso do estrato de maior renda, de 31,5% em 2004, subiu para para 36,6% no ano passado.
O Sudeste e o Nordeste se destacam como as as regiões que mais registraram casos de ascensão entre as faixas baixa e média de renda. Juntas, elas responderam por quase 71% do movimento nacional da mudança na estrutura social na base da pirâmide brasileira. Em seguida, vêm Sul (11,1%), Norte (10,4%) e Centro-Oeste (8,1%). No movimento de ascensão para a classe mais alta, a região Sudeste respondeu pela incorporação de 51,2% dos indivíduos. Na sequência, ganhou importância o Sul, com 18,1%, o Nordeste com a inclusão de 16,4%, o Centro-Oeste com 7,6%, e o Norte com 6,7%.
Na avaliação de Rogério César de Souza, economista do Instituto de Estudos para Desenvolvimento Industrial (Iedi), foram esses fatores de ascensão social que colocaram o Brasil em condição favorável neste ano, quando comparado a outros países. “E isso é bom para a indústria em particular”, diz, citando o consumo de alimentos e da construção civil.
O economista do Iedi lembra que a indústria sofreu muito com a diminuição de exportações, durante o auge da crise internacional, mas “cresce de forma contínua se valendo do mercado interno”.
Além do setor industrial, os bancos comemoram a expansão das atividades financeiras ocorridas a partir do aumento das pessoas com renda na faixa intermediária. Segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), entre 2005 e 2008 o número de contas correntes passou de 95 milhões para 125,7 milhões. As contas de caderneta de poupança saltaram de 71,8 milhões para mais de 92 milhões. O total de cartões de crédito no período teve o maior crescimento: passou do patamar de 68 milhões para 124 milhões.
O diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Jorge Abrahão de Castro, diz que a “elevação desse conjunto grande de pessoas no mercado” se dá também com a diminuição das desigualdades sociais. Para ele, a sustentabilidade do movimento depende da manutenção da política de ganhos salariais efetivos e pode ser incrementada com a diminuição dos juros. (Agências noticiosas)
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sábado, 31 de outubro de 2009
Bolsa família, distribuição de renda e emprego para a classe média
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É incrível como a classe média acredita piamente que programas como o Bolsa Família, aumento real do salário mínimo, PRONAF e outros que fazem o dinheiro chegar aos mais pobres NÃO TEM NADA A VER COM ELA.
É muita ignorância pensar assim.
Na realidade os grandes beneficiados da distribuição de renda é a classe média.
Eu presenciei uma discussão totalmente esquizôfrenica. O pai de classe média, cujo filho foi contratado para trabalhar depois que uma indústria AUMENTOU sua produção dizia:
- "Bolsa Família é coisa de malandro".
Depois disse:
- "para mim, aumento de salário mínimo não conta nada. Eu não ganho salário mínimo".
Quando chegou o rapazinho recém formado e recém contratado o pai se mostrou todo orgulhoso do filho.
Perguntei sobre o emprego, sobre a empresa e os produtos. E... o rapaz disse que a empresa estava "mirando" na classe C, D e E.
Qualquer besta entende que a EXPANSÃO da empresa que possibilitou a contratação do filho do sujeito SÓ ACONTECEU PORQUE A EMPRESA CONSEGUIU NOVOS CONSUMIDORES.
O pai é uma besta. Uma besta que vota, infelizmente.
Pelo menos o filho estava mais consciente de que o EMPREGO DELE É FRUTO DA DISTRIBUIÇÃO DE RENDA.
O filho vai ganhar dinheiro, vai ao dentista, tem plano de saúde, está estudando inglês, foi fazer turismo em Monte Verde, vai ao cinema, compra roupa e vai a restaurante. TUDO ISTO É O DINHEIRO DA DISTRIBUIÇÃO DE RENDA CIRCULANDO PELA SOCIEDDAE GERANDO MAIS EMPREGO.
Será que o dono do hotel em Monte Verde que hospedou o recém-contratado sabe que seu hóspede é FRUTO do Bolsa família e de todos estes programas de distribuição de renda?
Manchete de jornal:
Gasto do brasileiro nos supermercados sobe em todas as classes de renda UOL
É isso aí.
Quem pensa e reflete vive melhor e pode ter gratidão.
Depois da conversa que tivemos TALVEZ o pai tenha começado a valorizar o Bolsa Família e entender a importância crucial da distribuição de renda.
Se fizer isto poderá cultivar a gratidão. Sua vida será melhor, com certeza.
Leia também:
Expansão do Bolsa-Família elevou PIB em R$ 43,1 bilhões, indica estudo
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/10/expansao-do-bolsa-familia-elevou-pib-em.html
O principal desafio do Brasil
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/10/o-principal-desafio-do-brasil.html
Os emancipados do Bolsa Família e o "bolsa família" dos muito ricos
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/08/os-emancipados-do-bolsa-familia-e-o.html
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É incrível como a classe média acredita piamente que programas como o Bolsa Família, aumento real do salário mínimo, PRONAF e outros que fazem o dinheiro chegar aos mais pobres NÃO TEM NADA A VER COM ELA.
É muita ignorância pensar assim.
Na realidade os grandes beneficiados da distribuição de renda é a classe média.
Eu presenciei uma discussão totalmente esquizôfrenica. O pai de classe média, cujo filho foi contratado para trabalhar depois que uma indústria AUMENTOU sua produção dizia:
- "Bolsa Família é coisa de malandro".
Depois disse:
- "para mim, aumento de salário mínimo não conta nada. Eu não ganho salário mínimo".
Quando chegou o rapazinho recém formado e recém contratado o pai se mostrou todo orgulhoso do filho.
Perguntei sobre o emprego, sobre a empresa e os produtos. E... o rapaz disse que a empresa estava "mirando" na classe C, D e E.
Qualquer besta entende que a EXPANSÃO da empresa que possibilitou a contratação do filho do sujeito SÓ ACONTECEU PORQUE A EMPRESA CONSEGUIU NOVOS CONSUMIDORES.
O pai é uma besta. Uma besta que vota, infelizmente.
Pelo menos o filho estava mais consciente de que o EMPREGO DELE É FRUTO DA DISTRIBUIÇÃO DE RENDA.
O filho vai ganhar dinheiro, vai ao dentista, tem plano de saúde, está estudando inglês, foi fazer turismo em Monte Verde, vai ao cinema, compra roupa e vai a restaurante. TUDO ISTO É O DINHEIRO DA DISTRIBUIÇÃO DE RENDA CIRCULANDO PELA SOCIEDDAE GERANDO MAIS EMPREGO.
Será que o dono do hotel em Monte Verde que hospedou o recém-contratado sabe que seu hóspede é FRUTO do Bolsa família e de todos estes programas de distribuição de renda?
Manchete de jornal:
Gasto do brasileiro nos supermercados sobe em todas as classes de renda UOL
É isso aí.
Quem pensa e reflete vive melhor e pode ter gratidão.
Depois da conversa que tivemos TALVEZ o pai tenha começado a valorizar o Bolsa Família e entender a importância crucial da distribuição de renda.
Se fizer isto poderá cultivar a gratidão. Sua vida será melhor, com certeza.
Leia também:
Expansão do Bolsa-Família elevou PIB em R$ 43,1 bilhões, indica estudo
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/10/expansao-do-bolsa-familia-elevou-pib-em.html
O principal desafio do Brasil
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/10/o-principal-desafio-do-brasil.html
Os emancipados do Bolsa Família e o "bolsa família" dos muito ricos
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terça-feira, 27 de outubro de 2009
Patrus: beneficiários do Bolsa Família tem a ousadia de comprar geladeira. Bye-bye Serra 2010
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Que absurdo, pobre está com a mania de comprar geladeira!
Encontrei o ministro do Combate à Fome, Patrus Ananias, em Betim, na Grande Belo Horizonte.
Mencionei o artigo que ele escreveu no Valor – clique aqui para ler – sobre a abertura de quatro milhões de contas bancárias dos que se beneficiam do Bolsa Família.
Os dois mencionaram o fato de que, com exceção do Valor, que publicou o artigo, este fato espantoso – a abertura de quatro milhões de contas bancárias em um ano – não mereceu a primeira página do PiG (*).
Perguntei ao ministro qual a estrutura dos gastos dos beneficiários do Bolsa Família.
Ele respondeu que, pela ordem, eles compram comida, remédios, roupas e, segundo Ananias, tem até a ousadia de comprar geladeira.
Sorrindo, ele disse: um absurdo, não é isso, Paulo Henrique?
Paulo Henrique Amorim
do site Conversa Afiada
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Que absurdo, pobre está com a mania de comprar geladeira!
Encontrei o ministro do Combate à Fome, Patrus Ananias, em Betim, na Grande Belo Horizonte.
Mencionei o artigo que ele escreveu no Valor – clique aqui para ler – sobre a abertura de quatro milhões de contas bancárias dos que se beneficiam do Bolsa Família.
Os dois mencionaram o fato de que, com exceção do Valor, que publicou o artigo, este fato espantoso – a abertura de quatro milhões de contas bancárias em um ano – não mereceu a primeira página do PiG (*).
Perguntei ao ministro qual a estrutura dos gastos dos beneficiários do Bolsa Família.
Ele respondeu que, pela ordem, eles compram comida, remédios, roupas e, segundo Ananias, tem até a ousadia de comprar geladeira.
Sorrindo, ele disse: um absurdo, não é isso, Paulo Henrique?
Paulo Henrique Amorim
do site Conversa Afiada
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Bolsa Família ajuda TODA a sociedade
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Políticas sociais ajudam na inclusão econômica
Valor Econômico - 27/10/2009
Programa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e da Caixa Econômica Federal dará ao beneficiário do Bolsa Família acesso a serviços bancários
Estamos vivendo uma mudança de paradigma na condução das políticas públicas, promovida por uma concepção de desenvolvimento mais distributiva e sustentável. Uma concepção de desenvolvimento que reafirma compromissos com as gerações futuras, e não só com a acumulação de riquezas a curto prazo. Nesse contexto, as políticas sociais ganham papel relevante, rompendo com a falsa dicotomia entre o social e o econômico. Além da dimensão ética de proteção da vida, as políticas sociais estão mostrando grande possibilidade de dinamização das economias locais, com significativo impacto no fortalecimento do mercado interno, o que foi um trunfo valioso para o Brasil no momento de enfrentamento da última crise econômica mundial.
Um dos aspectos que está se evidenciando é a elevada capacidade que as políticas sociais têm de estimular e desenvolver as potencialidades das pessoas, famílias e comunidades atendidas. Segundo um estudo feito pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2006, o índice de ocupação entre beneficiários do Bolsa Família é de 77% contra 74% dos não beneficiários.
As políticas sociais, em especial as de transferência condicionada de renda, como o Bolsa Família, ao contrário do que anunciaram as críticas mais apressadas, são potentes instrumentos para combater o ciclo da reprodução da pobreza. Anteriormente ao benefício, a situação de pobreza e, em alguns casos, de indigência, alimentava um ciclo de inércia, pois, sem perspectiva, muitas pessoas permaneciam à margem do processo produtivo, sem saber como se integrar à economia.
Isso mostra como são importantes as medidas de aperfeiçoamento dos programas e políticas sociais e também as ações complementares que potencializam ainda mais seus efeitos. Para que possam desempenhar plenamente seu papel em um plano de desenvolvimento integral e integrado, é necessário que elas funcionem como eixos que articulam várias áreas de atuação do Estado.
Esse princípio está orientando a iniciativa do governo federal de incentivar a inclusão bancária dos beneficiários do Bolsa Família, o que está sendo realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e a Caixa Econômica Federal. A previsão é que até 2010 sejam abertas 4 milhões de contas simplificadas para as famílias beneficiárias do Bolsa Família. Mais do que uma facilidade para o recebimento do benefício, esse é um direito que agora está sendo estendido a quem nunca tinha tido essa oportunidade anteriormente.
O projeto-piloto de nossa estratégia foi realizado em Belo Horizonte, quando creditamos, ainda em março do ano passado, o dinheiro do benefício na conta de 4.200 beneficiários. Neste ano, a estratégia foi expandida para todo o Brasil, com o início de uma campanha de incentivo à abertura voluntária de conta, especialmente em correspondentes bancários e lotéricos.
O primeiro objetivo dessa estratégia é viabilizar a ampliação do acesso a serviços e produtos financeiros. Com isso, queremos incentivar a oferta de produtos financeiros adequados ao público do Bolsa Família, de forma a atender suas reais necessidades. Também queremos estimular essas pessoas a buscarem mais informações sobre finanças e colaborar para que elas tenham mais condições de encontrar alternativas para garantir a sustentabilidade econômica de suas famílias.
O banco pode ser um importante aliado no processo de construção da emancipação social de pessoas, famílias e comunidades que estiveram excluídas por longos períodos do processo de crescimento econômico. Ter uma conta bancária pode ser um reforço à auto-estima. O acesso ao crédito pode ser um instrumento importante para estimular experiências de economia solidária, pequenos empreendimentos, cooperativas, dentre outras iniciativas que dão mais autonomia aos beneficiários do Bolsa Família - complementando as oportunidades geradas por iniciativas de qualificação profissional, como o Próximo Passo, que vem qualificando beneficiários do Bolsa Família para os setores da construção civil e do turismo.
A exclusão do sistema financeiro pode trazer vários prejuízos às pessoas de baixa renda, inibindo, inclusive, suas possibilidades de emancipação. O crédito por meio de canais informais como agiotas e congêneres, deixando o tomador de empréstimo refém de um sistema perverso e sem regulação, é apenas um dos problemas que queremos evitar oferecendo a opção dentro do sistema financeiro e nos moldes que caibam no bolso de cada um.
Completando um círculo virtuoso de desenvolvimento, essas iniciativas geram benefícios para toda a sociedade, porque têm reflexos na organização do mercado interno, incentivando empresas a se voltarem para as demandas dos mais pobres, ao mesmo tempo em que promovem a coesão social e um ambiente dinâmico e tranquilo para justiça social. Nosso propósito é estabelecer as bases de um Estado mais justo e solidário, rumo a uma sociedade onde todos tenham os mesmos direitos e oportunidades.
Patrus Ananias é ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
Maria Fernanda Ramos Coelho é presidenta da Caixa Econômica Federal
Nota do Chicão:
O Bolsa Família ajuda todo o Brasil a crescer.
O dinheiro nele empregado irriga a economia e gera empregos, muitos empregos.
Gera negócios, muitos negócios.
Tem gente que ainda não caiu na real e pensa o Bolsa Família apenas como um benefício social.
Ele é mais do que isto.
É um incentivador da economia e um fortalecedor do PIB.
A economia gira e os benefícios atingem toda a sociedade: inclusive você.
Grande Patrus Ananias, deveria ser o próximo presidente do Brasil.
.
Políticas sociais ajudam na inclusão econômica
Valor Econômico - 27/10/2009
Programa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e da Caixa Econômica Federal dará ao beneficiário do Bolsa Família acesso a serviços bancários
Estamos vivendo uma mudança de paradigma na condução das políticas públicas, promovida por uma concepção de desenvolvimento mais distributiva e sustentável. Uma concepção de desenvolvimento que reafirma compromissos com as gerações futuras, e não só com a acumulação de riquezas a curto prazo. Nesse contexto, as políticas sociais ganham papel relevante, rompendo com a falsa dicotomia entre o social e o econômico. Além da dimensão ética de proteção da vida, as políticas sociais estão mostrando grande possibilidade de dinamização das economias locais, com significativo impacto no fortalecimento do mercado interno, o que foi um trunfo valioso para o Brasil no momento de enfrentamento da última crise econômica mundial.
Um dos aspectos que está se evidenciando é a elevada capacidade que as políticas sociais têm de estimular e desenvolver as potencialidades das pessoas, famílias e comunidades atendidas. Segundo um estudo feito pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2006, o índice de ocupação entre beneficiários do Bolsa Família é de 77% contra 74% dos não beneficiários.
As políticas sociais, em especial as de transferência condicionada de renda, como o Bolsa Família, ao contrário do que anunciaram as críticas mais apressadas, são potentes instrumentos para combater o ciclo da reprodução da pobreza. Anteriormente ao benefício, a situação de pobreza e, em alguns casos, de indigência, alimentava um ciclo de inércia, pois, sem perspectiva, muitas pessoas permaneciam à margem do processo produtivo, sem saber como se integrar à economia.
Isso mostra como são importantes as medidas de aperfeiçoamento dos programas e políticas sociais e também as ações complementares que potencializam ainda mais seus efeitos. Para que possam desempenhar plenamente seu papel em um plano de desenvolvimento integral e integrado, é necessário que elas funcionem como eixos que articulam várias áreas de atuação do Estado.
Esse princípio está orientando a iniciativa do governo federal de incentivar a inclusão bancária dos beneficiários do Bolsa Família, o que está sendo realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e a Caixa Econômica Federal. A previsão é que até 2010 sejam abertas 4 milhões de contas simplificadas para as famílias beneficiárias do Bolsa Família. Mais do que uma facilidade para o recebimento do benefício, esse é um direito que agora está sendo estendido a quem nunca tinha tido essa oportunidade anteriormente.
O projeto-piloto de nossa estratégia foi realizado em Belo Horizonte, quando creditamos, ainda em março do ano passado, o dinheiro do benefício na conta de 4.200 beneficiários. Neste ano, a estratégia foi expandida para todo o Brasil, com o início de uma campanha de incentivo à abertura voluntária de conta, especialmente em correspondentes bancários e lotéricos.
O primeiro objetivo dessa estratégia é viabilizar a ampliação do acesso a serviços e produtos financeiros. Com isso, queremos incentivar a oferta de produtos financeiros adequados ao público do Bolsa Família, de forma a atender suas reais necessidades. Também queremos estimular essas pessoas a buscarem mais informações sobre finanças e colaborar para que elas tenham mais condições de encontrar alternativas para garantir a sustentabilidade econômica de suas famílias.
O banco pode ser um importante aliado no processo de construção da emancipação social de pessoas, famílias e comunidades que estiveram excluídas por longos períodos do processo de crescimento econômico. Ter uma conta bancária pode ser um reforço à auto-estima. O acesso ao crédito pode ser um instrumento importante para estimular experiências de economia solidária, pequenos empreendimentos, cooperativas, dentre outras iniciativas que dão mais autonomia aos beneficiários do Bolsa Família - complementando as oportunidades geradas por iniciativas de qualificação profissional, como o Próximo Passo, que vem qualificando beneficiários do Bolsa Família para os setores da construção civil e do turismo.
A exclusão do sistema financeiro pode trazer vários prejuízos às pessoas de baixa renda, inibindo, inclusive, suas possibilidades de emancipação. O crédito por meio de canais informais como agiotas e congêneres, deixando o tomador de empréstimo refém de um sistema perverso e sem regulação, é apenas um dos problemas que queremos evitar oferecendo a opção dentro do sistema financeiro e nos moldes que caibam no bolso de cada um.
Completando um círculo virtuoso de desenvolvimento, essas iniciativas geram benefícios para toda a sociedade, porque têm reflexos na organização do mercado interno, incentivando empresas a se voltarem para as demandas dos mais pobres, ao mesmo tempo em que promovem a coesão social e um ambiente dinâmico e tranquilo para justiça social. Nosso propósito é estabelecer as bases de um Estado mais justo e solidário, rumo a uma sociedade onde todos tenham os mesmos direitos e oportunidades.
Patrus Ananias é ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
Maria Fernanda Ramos Coelho é presidenta da Caixa Econômica Federal
Nota do Chicão:
O Bolsa Família ajuda todo o Brasil a crescer.
O dinheiro nele empregado irriga a economia e gera empregos, muitos empregos.
Gera negócios, muitos negócios.
Tem gente que ainda não caiu na real e pensa o Bolsa Família apenas como um benefício social.
Ele é mais do que isto.
É um incentivador da economia e um fortalecedor do PIB.
A economia gira e os benefícios atingem toda a sociedade: inclusive você.
Grande Patrus Ananias, deveria ser o próximo presidente do Brasil.
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Expansão do Bolsa-Família elevou PIB em R$ 43,1 bilhões, indica estudo
.
Economista e aluno do Insper pesquisaram efeitos do projeto na economia dos municípios entre 2004 e 2006
Fernando Dantas, RIO
A expansão do valor total dos benefícios pagos pelo Bolsa-Família entre 2005 e 2006, de R$ 1,8 bilhão, provocou um crescimento adicional do PIB de R$ 43,1 bilhões, e receitas adicionais de impostos de R$ 12,6 bilhões. Esse ganho tributário é 70% maior do que o total de benefícios pagos pelo Bolsa-Família em 2006, que foi de R$ 7,5 bilhões.
Essas estimativas estão num estudo recém concluído dos economistas Naercio Aquino Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas (CPP) do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), antigo Ibmec-São Paulo, e de Paulo Henrique Landim Junior, aluno da graduação do Insper.
O objetivo do trabalho era investigar os efeitos do Bolsa-Família – que hoje atinge 12,9 milhões de famílias – na economia dos municípios. Os pesquisadores investigaram 5,5 mil municípios nos anos de 2004, 2005 e 2006. Os dados utilizados foram o PIB, a população e a arrecadação de tributos nos municípios, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); e os desembolsos do Bolsa-Família, do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).
A partir dessa base, Menezes e Landim empregaram métodos estatísticos para calcular o impacto na economia municipal de aumentos dos repasses do programa per capita – os repasses divididos pela população do município (e não pelo número de beneficiários). A conclusão foi de que um aumento de 10% no repasse médio per capita do Bolsa-Família leva a uma ampliação de 0,6% no PIB municipal no ano em que ocorre a expansão e no seguinte.
“O impacto pode parecer pequeno, mas quando analisamos os efeitos levando em conta os números absolutos do PIB, ele é bem grande”, diz Menezes.
A magnitude do efeito do Bolsa-Família no PIB ficou a clara quando os pesquisadores fizeram o que chamaram de “análise de custo-benefício”, tomando os anos de 2005 e 2006. Entre os dois períodos, os repasses do programa subiram de R$ 5,7 bilhões para R$ 7,5 bilhões, num salto de R$ 1,8 bilhão, ou de 30,34%. O valor médio do repasse em 2006 foi de R$ 61,97 por família, e o porcentual da população beneficiada foi de 36,4%.
Considerando-se a relação de 0,6% a mais de PIB para cada 10% a mais de Bolsa-Família, o aumento de 30,34% em 2006 significa um ganho no conjunto dos municípios – isto é, do País – de 1,82%. Aplicado ao PIB de 2006 de R$ 2,37 trilhões, chega-se ao PIB adicional de R$ 43,1 bilhões. Dessa forma, para cada R$ 0,04 de Bolsa-Família a mais, o ganho de PIB foi de R$ 1.
Menezes fez cálculos adicionais, levando em conta que a distribuição do aumento do Bolsa-Família de 2005 para 2006 não foi homogênea entre todos os municípios brasileiros, e obteve resultados muito parecidos.
Ele diz que aquele efeito explica-se pelo chamado “multiplicador keynesiano”, que faz com que um gasto adicional circule pela economia – de quem paga para quem recebe – várias vezes, aumentando a demanda bem mais do que o seu valor inicial.
A análise dos dois economistas permitiu avaliar também o impacto dos aumentos de repasses do Bolsa-Família nos diferentes setores da economia municipal. O maior efeito foi encontrado na indústria – para cada 10% a mais de Bolsa-Família, o PIB industrial aumenta 0,81%. Nos serviços, o impacto foi de 0,19%, enquanto na agricultura não foi registrado efeito significativo.
“É possível que a indústria tenha sido mais afetada por causa do aumento de consumo de energia elétrica, água, esgoto e gás das famílias pobres e extremamente pobres que recebem Bolsa-Família”, diz Menezes.
No caso da arrecadação municipal, o estudo indica que um aumento de 10% nos repasses leva a um aumento médio de 1,36%. Levando-se em conta o total de impostos gerados nos municípios em 2006, de R$ 304,7 bilhões, concluiu-se que o aumento de 30,34% do Bolsa-Família provocou uma alta de 4,1% na arrecadação, ou R$ 12,6 bilhões.
DO Jornal Oesp
Nota do Chicão:
Distribuição de renda é o melhor investimento que o governo federal pode fazer para ajudar a classe média.
Já escrevi sobre isto "dezenas" de vezes aqui no blog - pesquise usando o termo "classe média" e veja os textos que já publiquei.
O aumento do PIB é emprego e renda para todos, inclusive os mais ricos.
.
Economista e aluno do Insper pesquisaram efeitos do projeto na economia dos municípios entre 2004 e 2006
Fernando Dantas, RIO
A expansão do valor total dos benefícios pagos pelo Bolsa-Família entre 2005 e 2006, de R$ 1,8 bilhão, provocou um crescimento adicional do PIB de R$ 43,1 bilhões, e receitas adicionais de impostos de R$ 12,6 bilhões. Esse ganho tributário é 70% maior do que o total de benefícios pagos pelo Bolsa-Família em 2006, que foi de R$ 7,5 bilhões.
Essas estimativas estão num estudo recém concluído dos economistas Naercio Aquino Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas (CPP) do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), antigo Ibmec-São Paulo, e de Paulo Henrique Landim Junior, aluno da graduação do Insper.
O objetivo do trabalho era investigar os efeitos do Bolsa-Família – que hoje atinge 12,9 milhões de famílias – na economia dos municípios. Os pesquisadores investigaram 5,5 mil municípios nos anos de 2004, 2005 e 2006. Os dados utilizados foram o PIB, a população e a arrecadação de tributos nos municípios, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); e os desembolsos do Bolsa-Família, do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).
A partir dessa base, Menezes e Landim empregaram métodos estatísticos para calcular o impacto na economia municipal de aumentos dos repasses do programa per capita – os repasses divididos pela população do município (e não pelo número de beneficiários). A conclusão foi de que um aumento de 10% no repasse médio per capita do Bolsa-Família leva a uma ampliação de 0,6% no PIB municipal no ano em que ocorre a expansão e no seguinte.
“O impacto pode parecer pequeno, mas quando analisamos os efeitos levando em conta os números absolutos do PIB, ele é bem grande”, diz Menezes.
A magnitude do efeito do Bolsa-Família no PIB ficou a clara quando os pesquisadores fizeram o que chamaram de “análise de custo-benefício”, tomando os anos de 2005 e 2006. Entre os dois períodos, os repasses do programa subiram de R$ 5,7 bilhões para R$ 7,5 bilhões, num salto de R$ 1,8 bilhão, ou de 30,34%. O valor médio do repasse em 2006 foi de R$ 61,97 por família, e o porcentual da população beneficiada foi de 36,4%.
Considerando-se a relação de 0,6% a mais de PIB para cada 10% a mais de Bolsa-Família, o aumento de 30,34% em 2006 significa um ganho no conjunto dos municípios – isto é, do País – de 1,82%. Aplicado ao PIB de 2006 de R$ 2,37 trilhões, chega-se ao PIB adicional de R$ 43,1 bilhões. Dessa forma, para cada R$ 0,04 de Bolsa-Família a mais, o ganho de PIB foi de R$ 1.
Menezes fez cálculos adicionais, levando em conta que a distribuição do aumento do Bolsa-Família de 2005 para 2006 não foi homogênea entre todos os municípios brasileiros, e obteve resultados muito parecidos.
Ele diz que aquele efeito explica-se pelo chamado “multiplicador keynesiano”, que faz com que um gasto adicional circule pela economia – de quem paga para quem recebe – várias vezes, aumentando a demanda bem mais do que o seu valor inicial.
A análise dos dois economistas permitiu avaliar também o impacto dos aumentos de repasses do Bolsa-Família nos diferentes setores da economia municipal. O maior efeito foi encontrado na indústria – para cada 10% a mais de Bolsa-Família, o PIB industrial aumenta 0,81%. Nos serviços, o impacto foi de 0,19%, enquanto na agricultura não foi registrado efeito significativo.
“É possível que a indústria tenha sido mais afetada por causa do aumento de consumo de energia elétrica, água, esgoto e gás das famílias pobres e extremamente pobres que recebem Bolsa-Família”, diz Menezes.
No caso da arrecadação municipal, o estudo indica que um aumento de 10% nos repasses leva a um aumento médio de 1,36%. Levando-se em conta o total de impostos gerados nos municípios em 2006, de R$ 304,7 bilhões, concluiu-se que o aumento de 30,34% do Bolsa-Família provocou uma alta de 4,1% na arrecadação, ou R$ 12,6 bilhões.
DO Jornal Oesp
Nota do Chicão:
Distribuição de renda é o melhor investimento que o governo federal pode fazer para ajudar a classe média.
Já escrevi sobre isto "dezenas" de vezes aqui no blog - pesquise usando o termo "classe média" e veja os textos que já publiquei.
O aumento do PIB é emprego e renda para todos, inclusive os mais ricos.
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sábado, 10 de outubro de 2009
O principal desafio do Brasil
.
“Os números que nos foram apresentados sobre os índices de desenvolvimento humano, IDH, do Brasil revelam os paradoxos de uma nação que alcança rapidamente taxas elevadas de crescimento econômico e ao mesmo tempo ainda carrega em sua estrutura social elementos incontestáveis de injustiças para com o seu povo".
Leia o texto completo aqui: http://www.vermelho.org.br/coluna.php?id_coluna_texto=2575&id_coluna=16
O principal desafio do Brasil chama-se distribuição de renda.
Observe estes dados:
5,9% foi o AUMENTO
da quantidade de miseráveis em São Paulo
4,8% foi a QUEDA
da miséria no resto do País
O que significa isto?
Tem menos gente comprando no estado de São Paulo.
Significa que alguns estão comprando mais. A renda está se concentrando no nosso estado, afinal a economia cresceu.
Você pode se perguntar : o que eu tenho a ver com isto?
Tem tudo a ver.
Significa que se seu filho ou você contruir uma pousada você vai ter menos clientes em POTENCIAL.
Porque o dinheiro circula na sociedade.
Quando uma pessoa pobre compra no mecadinho do bairro e o dono do mercadinho ganha dinheiro, ele pode gastar com o dentista e o dentista pode ir passar o final de semana na sua pousada.
Se o dinheiro fica concentrado nas mãos de poucos o que acontece?
Ele circula menos. O dinheiro não chega ao pobre, não chega ao dono do mercadinho e não chega ao dentista. Portanto, não chega até sua pousada.
É uma questão de volume.
Na minha casa haverá o mesmo número de dentes se eu ganhar 10 mil, 20 mil ou 100 mil por mês.
As idas ao dentistas serão as mesmas.
Quando há distribuição de renda há potencialmente muito mais dentes para serem tratados. Portanto, mais dentistas bem sucedidos em sua profissão doidinhos para irem passear em alguma pousada legal.
Distribuição de renda gera volume. Volume dilui os custos. Com custos diluidos os preços podem cair. É o chamado ganho de escala. Este é o principal motivo pelo qual as mercadorias nos EUA são mais baratas do que no Brasil. Desenvolver design de uma roupa para vender 5 mil unidades ou 50 mil unidade é o mesmo preço.
Distribuição de renda faz você ganhar de várias maneiras.
O que faz você perder dinheiro e pagar mais caro?
São ações que permitem a concentração de renda.
Sabe a senadora Kátia Abreu (DEM-TO)?
Ela e seus amiguinhos compraram fazendas quase de graça. http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/07/23/tocantins-politicos-se-esbaldam-com-terra-quase-de-graca/
Compraram por uma mixaria de dinheiro.
Quem vendeu?
O governo do Tocantins.
Ela ficou mais rica. E você mais pobre e com MENOS clientes em potencial para os negócios de sua família.
São formas diferentes de fazer o Brasil crescer e desenvolver.
O Blog do Chicão tenta orientar a classe média a entender como as políticas de concentração de renda são prejudiciais a ela.
E como políticas econômicas como o Bolsa família são de fundamental importância para a classe média.
O importante é saber COMO o dinheiro circula em nossa Pátria.
O importante é saber POR ONDE o dinheiro circula em nossa sociedade.
.
“Os números que nos foram apresentados sobre os índices de desenvolvimento humano, IDH, do Brasil revelam os paradoxos de uma nação que alcança rapidamente taxas elevadas de crescimento econômico e ao mesmo tempo ainda carrega em sua estrutura social elementos incontestáveis de injustiças para com o seu povo".
Leia o texto completo aqui: http://www.vermelho.org.br/coluna.php?id_coluna_texto=2575&id_coluna=16
O principal desafio do Brasil chama-se distribuição de renda.
Observe estes dados:
5,9% foi o AUMENTO
da quantidade de miseráveis em São Paulo
4,8% foi a QUEDA
da miséria no resto do País
O que significa isto?
Tem menos gente comprando no estado de São Paulo.
Significa que alguns estão comprando mais. A renda está se concentrando no nosso estado, afinal a economia cresceu.
Você pode se perguntar : o que eu tenho a ver com isto?
Tem tudo a ver.
Significa que se seu filho ou você contruir uma pousada você vai ter menos clientes em POTENCIAL.
Porque o dinheiro circula na sociedade.
Quando uma pessoa pobre compra no mecadinho do bairro e o dono do mercadinho ganha dinheiro, ele pode gastar com o dentista e o dentista pode ir passar o final de semana na sua pousada.
Se o dinheiro fica concentrado nas mãos de poucos o que acontece?
Ele circula menos. O dinheiro não chega ao pobre, não chega ao dono do mercadinho e não chega ao dentista. Portanto, não chega até sua pousada.
É uma questão de volume.
Na minha casa haverá o mesmo número de dentes se eu ganhar 10 mil, 20 mil ou 100 mil por mês.
As idas ao dentistas serão as mesmas.
Quando há distribuição de renda há potencialmente muito mais dentes para serem tratados. Portanto, mais dentistas bem sucedidos em sua profissão doidinhos para irem passear em alguma pousada legal.
Distribuição de renda gera volume. Volume dilui os custos. Com custos diluidos os preços podem cair. É o chamado ganho de escala. Este é o principal motivo pelo qual as mercadorias nos EUA são mais baratas do que no Brasil. Desenvolver design de uma roupa para vender 5 mil unidades ou 50 mil unidade é o mesmo preço.
Distribuição de renda faz você ganhar de várias maneiras.
O que faz você perder dinheiro e pagar mais caro?
São ações que permitem a concentração de renda.
Sabe a senadora Kátia Abreu (DEM-TO)?
Ela e seus amiguinhos compraram fazendas quase de graça. http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/07/23/tocantins-politicos-se-esbaldam-com-terra-quase-de-graca/
Compraram por uma mixaria de dinheiro.
Quem vendeu?
O governo do Tocantins.
Ela ficou mais rica. E você mais pobre e com MENOS clientes em potencial para os negócios de sua família.
São formas diferentes de fazer o Brasil crescer e desenvolver.
O Blog do Chicão tenta orientar a classe média a entender como as políticas de concentração de renda são prejudiciais a ela.
E como políticas econômicas como o Bolsa família são de fundamental importância para a classe média.
O importante é saber COMO o dinheiro circula em nossa Pátria.
O importante é saber POR ONDE o dinheiro circula em nossa sociedade.
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sábado, 26 de setembro de 2009
Como enfrentar os grandes varejistas da internet?
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"Tenho uma loja de tênis em uma cidade de aproximadamente12 mil habitantes do interior de Minas. Trabalho com tênis da Olympikus, Topper, Rainha e algumas outras marcas menos conhecidas. Ultimamente venho sofrendo uma grande concorrência da internet, pois alguns clientes estão entrando nas lojas virtuais e por lá comprando os tênis. Nos sites, a variedade de opções é muito maior e as condições de pagamento melhores. O que devo fazer para enfrentar esta nova concorrência? Estou precisando de uma orientação, pois as minhas vendas esta caindo mês a mês.
Vitor Miguel Rosa Gonçalves , Andrelândia (MG )"
Veja a resposta da PEGN aqui
A resposta é o primor da ideologia conservadora que não enxerga um palmo à frente.
Eu responderia o seguinte para o comerciante:
Querido,
Estamos na era da parceria, se você ficar sozinho irá a falência.
Una-se a outros comerciantes como você e monte uma cooperativa de negócios.
Tenha força para negociar com os grandes oligopólios que estão surgindo de todo o lado.
Esta cooperativa pode exigir modelos de tênis exclusivos, pode desenvolver marca própria, etc.
O brasileiro precisa aprender a fazer parcerias.
Precisa trabalhar em conjuno e ter projetos de longo prazo.
Quem ficar sozinho, com custos caros vai falir.
Vou dar um exemplo: imagine o mercado de escolas de inglês. Se uma escola fica sozinha como ela vai fazer propaganda? Colocar anúncio numa rádio é o mesmo preço para uma escola ou para 10 escolas. Ter um bom site na internet é o mesmo preço para uma ou para 50 escolas.
Parceria, esta é a segunda melhor forma de crescer.
Sabe qual é a primeira?
DISTRIBUIÇÃO DE RENDA.
Quanto mais os pobres da sua cidade tiverem dinheiro mais eles vão comprar na sua loja.
Portanto, o dinheiro tem que chegar até eles. Através da reforma agrária, aumento do salário mínimo, diminuição de impostos cesta básica, etc.
Lembre, o dinheiro que os muito ricos da sua cidade ganham, grande parte NÃO é investido e consumido aí.
Lembre: quer ganhar dinheiro? Tudo que gerar distribuição de renda fará com que parte do dinheiro vá para o bolso da classe média.
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"Tenho uma loja de tênis em uma cidade de aproximadamente12 mil habitantes do interior de Minas. Trabalho com tênis da Olympikus, Topper, Rainha e algumas outras marcas menos conhecidas. Ultimamente venho sofrendo uma grande concorrência da internet, pois alguns clientes estão entrando nas lojas virtuais e por lá comprando os tênis. Nos sites, a variedade de opções é muito maior e as condições de pagamento melhores. O que devo fazer para enfrentar esta nova concorrência? Estou precisando de uma orientação, pois as minhas vendas esta caindo mês a mês.
Vitor Miguel Rosa Gonçalves , Andrelândia (MG )"
Veja a resposta da PEGN aqui
A resposta é o primor da ideologia conservadora que não enxerga um palmo à frente.
Eu responderia o seguinte para o comerciante:
Querido,
Estamos na era da parceria, se você ficar sozinho irá a falência.
Una-se a outros comerciantes como você e monte uma cooperativa de negócios.
Tenha força para negociar com os grandes oligopólios que estão surgindo de todo o lado.
Esta cooperativa pode exigir modelos de tênis exclusivos, pode desenvolver marca própria, etc.
O brasileiro precisa aprender a fazer parcerias.
Precisa trabalhar em conjuno e ter projetos de longo prazo.
Quem ficar sozinho, com custos caros vai falir.
Vou dar um exemplo: imagine o mercado de escolas de inglês. Se uma escola fica sozinha como ela vai fazer propaganda? Colocar anúncio numa rádio é o mesmo preço para uma escola ou para 10 escolas. Ter um bom site na internet é o mesmo preço para uma ou para 50 escolas.
Parceria, esta é a segunda melhor forma de crescer.
Sabe qual é a primeira?
DISTRIBUIÇÃO DE RENDA.
Quanto mais os pobres da sua cidade tiverem dinheiro mais eles vão comprar na sua loja.
Portanto, o dinheiro tem que chegar até eles. Através da reforma agrária, aumento do salário mínimo, diminuição de impostos cesta básica, etc.
Lembre, o dinheiro que os muito ricos da sua cidade ganham, grande parte NÃO é investido e consumido aí.
Lembre: quer ganhar dinheiro? Tudo que gerar distribuição de renda fará com que parte do dinheiro vá para o bolso da classe média.
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quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Reforma Agrária e índices de produtividade
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Produtores rurais disseram que os mesmos índices de produtividade deveriam ser aplicados nos assentamentos, sob o argumento de que na pequena propriedade rural é mais fácil produzir com eficiência. Como o MST vê a produção dos assentados?
Ótimo. É isso mesmo que queremos: que a sociedade compare a produtividade por hectare de um assentamento e da agricultura familiar, com as fazendas acima de 2000 hectares. Quantas pessoas trabalham por hectares em cada área? Quanto rende a produçao por hectares? Quantas vacas de leite têm por hectares em cada área? Inclusive, que se compare os 97 bilhões de reais que o governo dá de credito para as grandes propriedades, com os 500 milhões de crédito que os assentados recebem no Pronaf. Como moram os assentados e como moram os fazendeiros? Quanto a Caixa Econômica concede de crédito para um fazendeiro comprar seu apartamento na cidade, enquanto uma família assentada recebe 10 mil reais para construir uma casa no campo? A sociedade pode comparar também a qualidade dos alimentos produzidos na agricultura familiar com a quantidade de venenos aplicados por hectare nas grandes propriedades - em especial na cana, na soja, no milho - que concentram os 713 milhões de toneladas de agrotóxicos, que depois vão para o estômago dos consumidores. Desafiamos também os ruralistas a contratarem uma auditoria de especialistas e comparar qualquer fazenda antes e depois de ser desapropriada e destinada para a Reforma Agrária, medindo quanto se produzia e o número de pessoas beneficiadas antes e agora.
Qual o peso do quesito improdutividade na arrecadação de terras para a reforma agrária?
O peso é muito pequeno, porque a lei determina que governo desaproprie todas as fazendas que não cumprem a função social. Não há função social nas fazendas que têm trabalho escravo, desrespeitam o ambiente ou são utilizadas pelo narcotráfico. Só no Mato Grosso do Sul mais de 30 mil hectares estão parados na justiça, por uso do tráfico de drogas, que deveriam ser destinados aos trabalhadores sem-terra. Mais de 350 fazendas foram desapropriadas, mas estão paradas no Poder Judiciário, influenciado por juízes coniventes com o latifúndio. Os ruralistas estão querendo fazer uma batalha ideológica na defesa ao direito absoluto da propriedade, que não existe na nossa Constituição. Por essa razão, até hoje barram na Câmara a lei que que determina a desapropriação de fazendas com trabalho escravo. Ou seja, para defender o direito de propriedade são coniventes até com o trabalho escravo. A Polícia Federal já encontrou mais de 300 fazendas com trabalho escravo. O Brasil tem muita terra disponível para ser desapropriada (e os proprietários ainda recebem indenização) e depois distribuídas para serem trabalhadas. No entanto, a classe dominante é muito conservadora, não tem visão social e só pensa no próprio umbigo. Depois, se encastelam em condomínios de luxo, depositando dinheiro no exterior, com medo do povo e da desigualdade que sustentam, mesmo representando apenas 1% dos estabelecimentos agrícolas.
Entrevista do líder do MST João Paulo Rodrigues
Leia a entrevista completa em http://diariogauche.blogspot.com/2009/09/o-mst-e-atualizacao-dos-indices-de.html
Nota do Chicão:
É importante esta entrevista porque desmente uma mentira que tem sido repetida dezenas de vezes: que a agricultura familiar é ineficiente.
Todas as vezes que a Tv mostra um pequeno produtor rural é sempre aquele sujeito miserável, que planta para subsistência, apenas.
No Brasil a reforma agrária é responsável pela geração de milhões de empregos e pela produção de produtos da ordem de bilhões de reais.
É um setor muito mais importante em termos de geração de emprego e renda do que, por exemplo, a indústria cerâmica ou a indústia textil.
Se os ruralistas quiserem fazer esta comparação vai ser ótimo.
Vai ser importante principalmente para as pessoas que estão com a mente impregnada pelo negativismo dos jornais e Tvs conservadores.
Abaixo segue um trecho de um texto meu:
Você acha que a seguinte matéria iria sair na Veja ou na revista Época: Tocantins: políticos se esbaldam com terra quase de graça ( http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/07/23/tocantins-politicos-se-esbaldam-com-terra-quase-de-graca/ ) Esta matéria está no Blog do Sakamoto. Uma das principais beneficiadas deste absurdo é a senadora Kátia Abreu (DEM-TO).
A senadora é ardorosa defensora do que há de pior no Brasil. Por isto é poupada e até elevada ao nível dos defensores da moral e da ética.
O texto do Sakamoto é uma forma de você aprender o que é feito com o dinheiro público com o objetivo de LEVÁ-LO PARA O BOLSO DOS QUE SÃO MUITO RICOS.
São os mesmos que combatem o Bolsa Família. Combatem porque o gasto do Bolsa Família significa menos dinheiro para o "Bolsa Família Milionária".
O dinheiro é um só, ou vai para o bolso dos muito ricos ou vai para o bolso dos mais humildes.
O texto completo está aqui: http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/saiba-quem-e-etico-ou-nao.html
Leia também:
MST e a ação direta (como o MST ajuda a classe média)
.
Produtores rurais disseram que os mesmos índices de produtividade deveriam ser aplicados nos assentamentos, sob o argumento de que na pequena propriedade rural é mais fácil produzir com eficiência. Como o MST vê a produção dos assentados?
Ótimo. É isso mesmo que queremos: que a sociedade compare a produtividade por hectare de um assentamento e da agricultura familiar, com as fazendas acima de 2000 hectares. Quantas pessoas trabalham por hectares em cada área? Quanto rende a produçao por hectares? Quantas vacas de leite têm por hectares em cada área? Inclusive, que se compare os 97 bilhões de reais que o governo dá de credito para as grandes propriedades, com os 500 milhões de crédito que os assentados recebem no Pronaf. Como moram os assentados e como moram os fazendeiros? Quanto a Caixa Econômica concede de crédito para um fazendeiro comprar seu apartamento na cidade, enquanto uma família assentada recebe 10 mil reais para construir uma casa no campo? A sociedade pode comparar também a qualidade dos alimentos produzidos na agricultura familiar com a quantidade de venenos aplicados por hectare nas grandes propriedades - em especial na cana, na soja, no milho - que concentram os 713 milhões de toneladas de agrotóxicos, que depois vão para o estômago dos consumidores. Desafiamos também os ruralistas a contratarem uma auditoria de especialistas e comparar qualquer fazenda antes e depois de ser desapropriada e destinada para a Reforma Agrária, medindo quanto se produzia e o número de pessoas beneficiadas antes e agora.
Qual o peso do quesito improdutividade na arrecadação de terras para a reforma agrária?
O peso é muito pequeno, porque a lei determina que governo desaproprie todas as fazendas que não cumprem a função social. Não há função social nas fazendas que têm trabalho escravo, desrespeitam o ambiente ou são utilizadas pelo narcotráfico. Só no Mato Grosso do Sul mais de 30 mil hectares estão parados na justiça, por uso do tráfico de drogas, que deveriam ser destinados aos trabalhadores sem-terra. Mais de 350 fazendas foram desapropriadas, mas estão paradas no Poder Judiciário, influenciado por juízes coniventes com o latifúndio. Os ruralistas estão querendo fazer uma batalha ideológica na defesa ao direito absoluto da propriedade, que não existe na nossa Constituição. Por essa razão, até hoje barram na Câmara a lei que que determina a desapropriação de fazendas com trabalho escravo. Ou seja, para defender o direito de propriedade são coniventes até com o trabalho escravo. A Polícia Federal já encontrou mais de 300 fazendas com trabalho escravo. O Brasil tem muita terra disponível para ser desapropriada (e os proprietários ainda recebem indenização) e depois distribuídas para serem trabalhadas. No entanto, a classe dominante é muito conservadora, não tem visão social e só pensa no próprio umbigo. Depois, se encastelam em condomínios de luxo, depositando dinheiro no exterior, com medo do povo e da desigualdade que sustentam, mesmo representando apenas 1% dos estabelecimentos agrícolas.
Entrevista do líder do MST João Paulo Rodrigues
Leia a entrevista completa em http://diariogauche.blogspot.com/2009/09/o-mst-e-atualizacao-dos-indices-de.html
Nota do Chicão:
É importante esta entrevista porque desmente uma mentira que tem sido repetida dezenas de vezes: que a agricultura familiar é ineficiente.
Todas as vezes que a Tv mostra um pequeno produtor rural é sempre aquele sujeito miserável, que planta para subsistência, apenas.
No Brasil a reforma agrária é responsável pela geração de milhões de empregos e pela produção de produtos da ordem de bilhões de reais.
É um setor muito mais importante em termos de geração de emprego e renda do que, por exemplo, a indústria cerâmica ou a indústia textil.
Se os ruralistas quiserem fazer esta comparação vai ser ótimo.
Vai ser importante principalmente para as pessoas que estão com a mente impregnada pelo negativismo dos jornais e Tvs conservadores.
Abaixo segue um trecho de um texto meu:
Você acha que a seguinte matéria iria sair na Veja ou na revista Época: Tocantins: políticos se esbaldam com terra quase de graça ( http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/07/23/tocantins-politicos-se-esbaldam-com-terra-quase-de-graca/ ) Esta matéria está no Blog do Sakamoto. Uma das principais beneficiadas deste absurdo é a senadora Kátia Abreu (DEM-TO).
A senadora é ardorosa defensora do que há de pior no Brasil. Por isto é poupada e até elevada ao nível dos defensores da moral e da ética.
O texto do Sakamoto é uma forma de você aprender o que é feito com o dinheiro público com o objetivo de LEVÁ-LO PARA O BOLSO DOS QUE SÃO MUITO RICOS.
São os mesmos que combatem o Bolsa Família. Combatem porque o gasto do Bolsa Família significa menos dinheiro para o "Bolsa Família Milionária".
O dinheiro é um só, ou vai para o bolso dos muito ricos ou vai para o bolso dos mais humildes.
O texto completo está aqui: http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/saiba-quem-e-etico-ou-nao.html
Leia também:
MST e a ação direta (como o MST ajuda a classe média)
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sábado, 7 de fevereiro de 2009
Resposta do ministro Patrus Ananias sobre a Globo
.
Perguntei aproximadamente o seguinte: “Ministro Patrus, eu gostaria de trazer a discussão para o campo da Comunicação. Ontem mesmo, o Bolsa Família foi pauta do Jornal Nacional. Na matéria, mostraram uma moça que recebe o auxílio, dizendo que preferia que a renda viesse de um emprego, e um especialista, dizendo que o Governo deveria investir mais e gastar menos. Sendo ‘o gasto’ o Bolsa Família. Matérias como essa dão a entender que Programas de Transferência de Renda inibem ou prejudicam a geração de emprego. Entretanto, a realidade mostra justamente o oposto. Como o Senhor avalia a relação da mídia com a temática da transferência de renda?”
... Patrus Ananias foi categórico! Não tive como registrar as palavras exatas, infelizmente. Mas o Ministro falou que os Programas Sociais têm grandes inimigos, a Rede Globo é certamente um dos maiores. Disse que já ouviu de editores globais que eles respeitam a pessoa do Ministro, sua trajetória, mas são contra os Programas do Governo. Para Patrus, é nítida a má vontade da mídia para com as ações do Desenvolvimento Social, pois existe uma verdadeira disputa pelos próprios recursos da nação.
Enquanto os Governos anteriores investiam em infra-estrutura, para que a classe empresarial fosse beneficiada, este Governo destina parte dos recursos públicos para a população mais pobre. O discurso do “mais investimento e menos gasto” está mascarando uma falácia: de que o desenvolvimento econômico por si só garante avanço social. Para o Ministro, isto não procede, já que o próprio Brasil teve momentos de grande crescimento econômico, mas a pobreza e a miséria persistiram. Daí a necessidade de Políticas Sociais. Ficou claro que o Bolsa Família não está isolado, mas compõe toda uma rede de Programas, que também incluem capacitação profissional, doação de equipamentos, compra da produção de pequenos agricultores, financiamento pelo Pronaf, democratização do acesso à água (com Cisternas) e à eletricidade (com o Luz Para Todos), Restaurantes Populares, enfim. Uma série de medidas que substituem 'assistencialismo' por Políticas Públicas de Desenvolvimento Social, e resgatam brasileiros da situação de miséria e pobreza, incluem massas no mercado de consumo – o que gera um efeito multiplicador e beneficia toda a economia, e garantem o direito constitucional ao mínimo de dignidade, à segurança alimentar, à vida.
Do Blog Crápula Mor
Nota do Chicão:
O programa Bolsa Família é um dos melhores programas econômicos que o Brasil poderia ter.
Nesta crise estamos aprendendo isto. Os empresários dizem: os empregos dependem do CONSUMO. Ou seja, se o povo comprar e as empresas venderem, elas terão que contratar funcionários para fabricarem os produtos.
Ou seja, o desenvolvimento do Brasil depende do CONSUMO. E O CONSUMO DEPENDE DE DISTRIBUIÇÃO DE RENDA.
Já cansei de escrever aqui no Blog do Chicão. Uma pessoa que ganha 50 mil reais por mês vai tomar tanto leite quanto uma pessoa que ganha mil reais. Portanto, para aumentar o total de leite vendido é muito melhor ter 50 pessoas ganhando mil do que uma ganhando 50 mil.
De modo tímido, é o que o Bolsa Família faz. Gera distribuição de renda. Pessoas pobres aumentam um pouco o seu poder de compra. Com isto podem fazer a economia brasileira girar, ou seja vender mais.
Vendendo mais os emrpesários investem mais e por aí vai...
A luta da Globo não é somente contra o Bolsa Família, é contra toda e quaisquer leis e programas que possam transferir renda e democratizar a sociedade. Vide o desejo dela da auto-regulação (nós mandamos e vocês ficam só "olhando").
.
Perguntei aproximadamente o seguinte: “Ministro Patrus, eu gostaria de trazer a discussão para o campo da Comunicação. Ontem mesmo, o Bolsa Família foi pauta do Jornal Nacional. Na matéria, mostraram uma moça que recebe o auxílio, dizendo que preferia que a renda viesse de um emprego, e um especialista, dizendo que o Governo deveria investir mais e gastar menos. Sendo ‘o gasto’ o Bolsa Família. Matérias como essa dão a entender que Programas de Transferência de Renda inibem ou prejudicam a geração de emprego. Entretanto, a realidade mostra justamente o oposto. Como o Senhor avalia a relação da mídia com a temática da transferência de renda?”
... Patrus Ananias foi categórico! Não tive como registrar as palavras exatas, infelizmente. Mas o Ministro falou que os Programas Sociais têm grandes inimigos, a Rede Globo é certamente um dos maiores. Disse que já ouviu de editores globais que eles respeitam a pessoa do Ministro, sua trajetória, mas são contra os Programas do Governo. Para Patrus, é nítida a má vontade da mídia para com as ações do Desenvolvimento Social, pois existe uma verdadeira disputa pelos próprios recursos da nação.
Enquanto os Governos anteriores investiam em infra-estrutura, para que a classe empresarial fosse beneficiada, este Governo destina parte dos recursos públicos para a população mais pobre. O discurso do “mais investimento e menos gasto” está mascarando uma falácia: de que o desenvolvimento econômico por si só garante avanço social. Para o Ministro, isto não procede, já que o próprio Brasil teve momentos de grande crescimento econômico, mas a pobreza e a miséria persistiram. Daí a necessidade de Políticas Sociais. Ficou claro que o Bolsa Família não está isolado, mas compõe toda uma rede de Programas, que também incluem capacitação profissional, doação de equipamentos, compra da produção de pequenos agricultores, financiamento pelo Pronaf, democratização do acesso à água (com Cisternas) e à eletricidade (com o Luz Para Todos), Restaurantes Populares, enfim. Uma série de medidas que substituem 'assistencialismo' por Políticas Públicas de Desenvolvimento Social, e resgatam brasileiros da situação de miséria e pobreza, incluem massas no mercado de consumo – o que gera um efeito multiplicador e beneficia toda a economia, e garantem o direito constitucional ao mínimo de dignidade, à segurança alimentar, à vida.
Do Blog Crápula Mor
Nota do Chicão:
O programa Bolsa Família é um dos melhores programas econômicos que o Brasil poderia ter.
Nesta crise estamos aprendendo isto. Os empresários dizem: os empregos dependem do CONSUMO. Ou seja, se o povo comprar e as empresas venderem, elas terão que contratar funcionários para fabricarem os produtos.
Ou seja, o desenvolvimento do Brasil depende do CONSUMO. E O CONSUMO DEPENDE DE DISTRIBUIÇÃO DE RENDA.
Já cansei de escrever aqui no Blog do Chicão. Uma pessoa que ganha 50 mil reais por mês vai tomar tanto leite quanto uma pessoa que ganha mil reais. Portanto, para aumentar o total de leite vendido é muito melhor ter 50 pessoas ganhando mil do que uma ganhando 50 mil.
De modo tímido, é o que o Bolsa Família faz. Gera distribuição de renda. Pessoas pobres aumentam um pouco o seu poder de compra. Com isto podem fazer a economia brasileira girar, ou seja vender mais.
Vendendo mais os emrpesários investem mais e por aí vai...
A luta da Globo não é somente contra o Bolsa Família, é contra toda e quaisquer leis e programas que possam transferir renda e democratizar a sociedade. Vide o desejo dela da auto-regulação (nós mandamos e vocês ficam só "olhando").
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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Distribuição de renda e emprego para os filhos da classe média
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Veja que notícia interessante:
"Se você ganha R$ 6.000 e passa a ganhar R$ 8.000, não vai consumir mais papel higiênico. Mas uma pessoa que ganha R$ 300, se passa a ganhar R$ 500, ela passa a comprar mais desse produto"
"Esse desempenho [aumento do uso do papel higiênico] pode ser atribuído à redução do imposto inflacionário, à elevação do salário mínimo e a mudanças no perfil da política sanitária"
MARCOS VITAL
economista do BNDES
Tire o papel higiênico e coloque dentista ou coloque comprar pizza. Coloque qualquer coisa e verá que a distribuição de renda é fundamental para fazer a economia girar e o dinheiro circular.
Se o dinheiro circular ele passa por muitos e variados negócios, aumentando a renda e rentabilidade.
Se o sujeito que ganha 500 reais passa a ganhar 2000 ele pode ir a uma pousada na praia (gerando mais renda e emprego). Se um sujeito ganha 50.000 reais e passa a ganhar 100.000 reais ele, talvez, vá mais vezes ao Thaiti.
Outra forma de aumentar a renda dos trabalhadores, gerando uma nova classe média, é cobrar mais de quem é muito rico (que no Brasil paga POUCO imposto) e diminuir os impostos que impactam mais fortemente os mais humildes.
Vou dar exemplos: a Milu Vilela, maior acionista do Itaú, recebe os dividendos do banco e NÃO PAGA NADA DE IMPOSTO DE RENDA SOBRE ESTES MUITOS MILHÕES. O sujeito usa ônibus e paga o preço da passagem. O valor dos impostos é de mais de 25% sobre o preço da passagem. Os mais humildes pagam impostos e a dona Milu não. (Depois tem gente que não entende porque o Brasil é um dos campeões de desigualdade social).
Se tirarmos os impostos que incidem sobre o transporte coletivo os milhões de beneficiados vão poder usar este dinheiro para comprar comida, roupa, sapato, ir ao dentista, comprar remédio. Ou seja, girar a economia e gerar empregos, principalmente para os filhos da classe média.
Outro exemplo: a mulher vai ao dermatologista e paga 500 reais de consulta. Ela abate 27,5% do Imposto de renda (sem limite de gastos). Ou seja, nós todos pagamos 137,50 reais para ela ir ao dermatologista cuidar de manter sua pele sempre jovem. Suponhamos que uma pessoa que ganha 700 reais vá a um médico ou dentista e pague 80 reais a consulta. Ele não pode abater no IR, porque não paga IR. Agora observe uma situação mais maluca ainda: quando este sujeito compra arroz ele paga mais de 10% de impostos.
Ou seja, o dinheiro dos trabalhadores não rende. E o dinheiro dos mais ricos é “turbinado” por uma legislação tributária que visa deixar os muito ricos mais ricos e deixar os mais pobres e a classe média mais pobres.
A conseqüência é que toda uma infinidade de mercado de trabalho para a classe média não se forma e os filhos desta classe média empobrece e muitos vão embora do Brasil.
O triste é que esta classe média continua acreditando na ideologia conservadora, que quer conservar esta situação. E dá apoio ideológico e político a grande aliança conservadora que visa radicalizar os benefícios, direitos e a impunidade dos mais ricos e poderosos.
PS: quando seu IPVA chegar não se esqueça que o novo avião da família Marinho (dona da Globo) que custou mais de 40 milhões de dólares é ISENTO de impostos.
Leia também:
Quem paga imposto no Brasil é da classe média para baixo
O sonho da classe alta e a insensatez da classe média
MST e a ação direta (como o MST ajuda a classe média)
A goela aberta dos que querem tudo
Consumidores conscientes e a reação dos conservadores
Quais são as prioridades do Brasil?
A imprensa nacional é irracional?
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Veja que notícia interessante:
"Se você ganha R$ 6.000 e passa a ganhar R$ 8.000, não vai consumir mais papel higiênico. Mas uma pessoa que ganha R$ 300, se passa a ganhar R$ 500, ela passa a comprar mais desse produto"
"Esse desempenho [aumento do uso do papel higiênico] pode ser atribuído à redução do imposto inflacionário, à elevação do salário mínimo e a mudanças no perfil da política sanitária"
MARCOS VITAL
economista do BNDES
Tire o papel higiênico e coloque dentista ou coloque comprar pizza. Coloque qualquer coisa e verá que a distribuição de renda é fundamental para fazer a economia girar e o dinheiro circular.
Se o dinheiro circular ele passa por muitos e variados negócios, aumentando a renda e rentabilidade.
Se o sujeito que ganha 500 reais passa a ganhar 2000 ele pode ir a uma pousada na praia (gerando mais renda e emprego). Se um sujeito ganha 50.000 reais e passa a ganhar 100.000 reais ele, talvez, vá mais vezes ao Thaiti.
Outra forma de aumentar a renda dos trabalhadores, gerando uma nova classe média, é cobrar mais de quem é muito rico (que no Brasil paga POUCO imposto) e diminuir os impostos que impactam mais fortemente os mais humildes.
Vou dar exemplos: a Milu Vilela, maior acionista do Itaú, recebe os dividendos do banco e NÃO PAGA NADA DE IMPOSTO DE RENDA SOBRE ESTES MUITOS MILHÕES. O sujeito usa ônibus e paga o preço da passagem. O valor dos impostos é de mais de 25% sobre o preço da passagem. Os mais humildes pagam impostos e a dona Milu não. (Depois tem gente que não entende porque o Brasil é um dos campeões de desigualdade social).
Se tirarmos os impostos que incidem sobre o transporte coletivo os milhões de beneficiados vão poder usar este dinheiro para comprar comida, roupa, sapato, ir ao dentista, comprar remédio. Ou seja, girar a economia e gerar empregos, principalmente para os filhos da classe média.
Outro exemplo: a mulher vai ao dermatologista e paga 500 reais de consulta. Ela abate 27,5% do Imposto de renda (sem limite de gastos). Ou seja, nós todos pagamos 137,50 reais para ela ir ao dermatologista cuidar de manter sua pele sempre jovem. Suponhamos que uma pessoa que ganha 700 reais vá a um médico ou dentista e pague 80 reais a consulta. Ele não pode abater no IR, porque não paga IR. Agora observe uma situação mais maluca ainda: quando este sujeito compra arroz ele paga mais de 10% de impostos.
Ou seja, o dinheiro dos trabalhadores não rende. E o dinheiro dos mais ricos é “turbinado” por uma legislação tributária que visa deixar os muito ricos mais ricos e deixar os mais pobres e a classe média mais pobres.
A conseqüência é que toda uma infinidade de mercado de trabalho para a classe média não se forma e os filhos desta classe média empobrece e muitos vão embora do Brasil.
O triste é que esta classe média continua acreditando na ideologia conservadora, que quer conservar esta situação. E dá apoio ideológico e político a grande aliança conservadora que visa radicalizar os benefícios, direitos e a impunidade dos mais ricos e poderosos.
PS: quando seu IPVA chegar não se esqueça que o novo avião da família Marinho (dona da Globo) que custou mais de 40 milhões de dólares é ISENTO de impostos.
Leia também:
Quem paga imposto no Brasil é da classe média para baixo
O sonho da classe alta e a insensatez da classe média
MST e a ação direta (como o MST ajuda a classe média)
A goela aberta dos que querem tudo
Consumidores conscientes e a reação dos conservadores
Quais são as prioridades do Brasil?
A imprensa nacional é irracional?
.
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