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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Bolsa família, auto-estima e estudos

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Email recebido pelo Blog do Chicão:

Boa Noite !

Voce tem toda razão Chicão! De Fato o bolsa Família dá Lucro...

Faço parte de Uma Ong feminista e estamos capacitando mulheres que tem o Bolsa Família e dá gosto de ver a auto estima elevada e a vontade delas de voltar a viver e buscar novos objetivos...

O povo pobre só precisa de uma oportunidade e as mulheres demonstram claramente o quanto o Bolsa Família faz a diferença na vida da Família.

Estou enviando algumas fotos do curso....

É uma pena que poucos bolsistas tenham essa oportunidade de aprender uma profissão, aprender cidadania, direitos etc etc etc...

Parabens pelo seu BLOG.
Cida lima.


Nota do Chicão:
Cida são trabalhos como o seu que vão ajudar a mudar nosso país. Parabéns!

Obrigado pelos elogios.

O texto a que ela se refere é este:

Bolsa família dá LUCRO
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/11/bolsa-familia-da-lucro.html









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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Expansão do Bolsa-Família elevou PIB em R$ 43,1 bilhões, indica estudo

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Economista e aluno do Insper pesquisaram efeitos do projeto na economia dos municípios entre 2004 e 2006

Fernando Dantas, RIO

A expansão do valor total dos benefícios pagos pelo Bolsa-Família entre 2005 e 2006, de R$ 1,8 bilhão, provocou um crescimento adicional do PIB de R$ 43,1 bilhões, e receitas adicionais de impostos de R$ 12,6 bilhões. Esse ganho tributário é 70% maior do que o total de benefícios pagos pelo Bolsa-Família em 2006, que foi de R$ 7,5 bilhões.

Essas estimativas estão num estudo recém concluído dos economistas Naercio Aquino Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas (CPP) do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), antigo Ibmec-São Paulo, e de Paulo Henrique Landim Junior, aluno da graduação do Insper.

O objetivo do trabalho era investigar os efeitos do Bolsa-Família – que hoje atinge 12,9 milhões de famílias – na economia dos municípios. Os pesquisadores investigaram 5,5 mil municípios nos anos de 2004, 2005 e 2006. Os dados utilizados foram o PIB, a população e a arrecadação de tributos nos municípios, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); e os desembolsos do Bolsa-Família, do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

A partir dessa base, Menezes e Landim empregaram métodos estatísticos para calcular o impacto na economia municipal de aumentos dos repasses do programa per capita – os repasses divididos pela população do município (e não pelo número de beneficiários). A conclusão foi de que um aumento de 10% no repasse médio per capita do Bolsa-Família leva a uma ampliação de 0,6% no PIB municipal no ano em que ocorre a expansão e no seguinte.

“O impacto pode parecer pequeno, mas quando analisamos os efeitos levando em conta os números absolutos do PIB, ele é bem grande”, diz Menezes.

A magnitude do efeito do Bolsa-Família no PIB ficou a clara quando os pesquisadores fizeram o que chamaram de “análise de custo-benefício”, tomando os anos de 2005 e 2006. Entre os dois períodos, os repasses do programa subiram de R$ 5,7 bilhões para R$ 7,5 bilhões, num salto de R$ 1,8 bilhão, ou de 30,34%. O valor médio do repasse em 2006 foi de R$ 61,97 por família, e o porcentual da população beneficiada foi de 36,4%.

Considerando-se a relação de 0,6% a mais de PIB para cada 10% a mais de Bolsa-Família, o aumento de 30,34% em 2006 significa um ganho no conjunto dos municípios – isto é, do País – de 1,82%. Aplicado ao PIB de 2006 de R$ 2,37 trilhões, chega-se ao PIB adicional de R$ 43,1 bilhões. Dessa forma, para cada R$ 0,04 de Bolsa-Família a mais, o ganho de PIB foi de R$ 1.

Menezes fez cálculos adicionais, levando em conta que a distribuição do aumento do Bolsa-Família de 2005 para 2006 não foi homogênea entre todos os municípios brasileiros, e obteve resultados muito parecidos.

Ele diz que aquele efeito explica-se pelo chamado “multiplicador keynesiano”, que faz com que um gasto adicional circule pela economia – de quem paga para quem recebe – várias vezes, aumentando a demanda bem mais do que o seu valor inicial.

A análise dos dois economistas permitiu avaliar também o impacto dos aumentos de repasses do Bolsa-Família nos diferentes setores da economia municipal. O maior efeito foi encontrado na indústria – para cada 10% a mais de Bolsa-Família, o PIB industrial aumenta 0,81%. Nos serviços, o impacto foi de 0,19%, enquanto na agricultura não foi registrado efeito significativo.

“É possível que a indústria tenha sido mais afetada por causa do aumento de consumo de energia elétrica, água, esgoto e gás das famílias pobres e extremamente pobres que recebem Bolsa-Família”, diz Menezes.

No caso da arrecadação municipal, o estudo indica que um aumento de 10% nos repasses leva a um aumento médio de 1,36%. Levando-se em conta o total de impostos gerados nos municípios em 2006, de R$ 304,7 bilhões, concluiu-se que o aumento de 30,34% do Bolsa-Família provocou uma alta de 4,1% na arrecadação, ou R$ 12,6 bilhões.

DO Jornal Oesp


Nota do Chicão:


Distribuição de renda é o melhor investimento que o governo federal pode fazer para ajudar a classe média.

Já escrevi sobre isto "dezenas" de vezes aqui no blog - pesquise usando o termo "classe média" e veja os textos que já publiquei.

O aumento do PIB é emprego e renda para todos, inclusive os mais ricos.




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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Homenagem ao programa "Um milhão de cisternas"

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O ser humano deve aprender a usufruir do que Deus lhe oferece. Para isto, aproveitar os recursos de modo equilibrado é fundamental.

Um grupo de ONGs, pensando em melhorar a vida das pessoas, desenvolveu um projeto fantástico: aproveitar a água da chuva, armazenando-a em cisternas. A meta: um milhão de cisternas.

Foram à luta. Ganharam respeito e ajuda.





Centenas de milhares já foram construídas, em todo o semi-árido.

Ter água ao lado de casa é um "luxo" que muda a vida das pessoas.

Querem saber o preço de cada cisterna: menos de R$2 mil reais.





A sociedade deve buscar soluções, criar projetos, desenvolver tecnologia. É desta forma que vamos nos tornar um OUTRO PAÍS.

Parabéns a todas as ONGs que participam da ARTICULAÇÃO DO SEMI-ÁRIDO (ASA).


"Cisternas - Os tanques de placas de cimento para a captação de água da chuva têm capacidade para armazenar até 16 mil litros e representam uma solução de acesso a recursos hídricos que provoca grandes impactos nas condições de vida da população. São destinados à população rural de baixa renda que sofre com os efeitos das secas prolongadas. Durante a seca, o acesso a água normalmente só é possível em barreiros, açudes e poços que ficam a grandes distâncias e possuem água de baixa ou baixíssima qualidade, responsável por várias doenças. Com as cisternas, os moradores podem armazenar a água do período das chuvas (que dura aproximadamente 4 meses), para o resto do ano.

Cada cisterna custa R$ 1,6 mil e pode durar 50 anos. Para o próximo ano, além do investimento na construção de cisternas, estão previstos mais de R$ 25 milhões do Ministério do Desenvolvimento Social destinados à ampliação do acesso à água para a produção de alimentos".

Matéria completa (de 2007) no seguinte endereço:
http://www.fomezero.gov.br/noticias/mds-e-articulacao-do-semi-arido-parceria-ja-resultou-em-167-mil-cisternas/


Infelizmente o site da ASA não está funcionando.

Outra notícia mais atual é:


Investimento garantirá acesso a água a 45 mil famílias no Semi-árido



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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Microcrédito pode acabar com a miséria

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Um estudo da Universidade Federal do Ceará (UFC) revelou que as pessoas com acesso ao microcrédito tiveram mais chances de escapar da miséria, informa a Agência Sebrae de Notícias.
"O estudo é de dois pesquisadores do Centro de Pós-Graduação em Economia, o Caen. E diz que quem teve acesso ao microcrédito aumentou em 40% a possibilidade de sair da pobreza", relata o professor da UFC, Márcio Correa.

O microcrédito é um empréstimo de baixo valor concedido em grupos para ajudar pequenos empresários a começar uma atividade econômica, ainda que na informalidade.

O instrumento de concessão de financiamento surgiu em Bangladesh, um dos países mais pobres da Ásia, quando, nos anos 70, o professor de economia Muhammad Yunus emprestou uma pequena quantia para mulheres fabricarem cestas de bambu.

Os juros baixos e a pequena inadimplência fizeram os empréstimos prosperarem. E as empreendedoras melhoraram de vida. Em 2006, Muhammad Yunus ganhou o Prêmio Nobel da Paz pela iniciativa.

No Brasil, o Banco do Nordeste, que atua na área de apoio ao desenvolvimento, detém a maior fatia do mercado de empréstimos da modalidade. Os bancos privados de maior porte ainda ignoram o segmento.

"Os bancos comerciais preferem deixar o microcrédito para os bancos oficiais porque é caro fazer o modelo operacional com um nível de adimplência adequado", explica o superintendente de Inclusão Social do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), Ricardo Ramos.

(Pequenas Empresas Grandes Negócios)


Nota do Chicão:

Dar oportunidade para as pessoas. Esta é uma das principais responsabildiades de uma sociedade justa e moderna.

Alguns aproveitarão as oportunidades, outros não.

Fazer o dinheiro e a instrução chegar até as camadas mais populares é o desafio.

Vale a pena este esforço, seja sob a forma de cotas, de microcrédito, de bolsa família, de Prouni, etc.

Vale a pena do trabalho das milhares de ONGs.

Na minha região uma ONG criou um cursinho pré-vestibular que desse aulas para alunos carentes, a preço acessível.

Ontem eu vi a propaganda deles. Vários destes alunos, que cursaram a escola pública e são de família de classe média baixa e pobres, entraram em escolas públicas de qualidade.

Ou seja, muitos agarram com unhas e dentes as boas oportunidades.

Os bancos privados não se esforçam pelo microcrédito. Alguns dirão: o dono do banco é que decide, o banco é dele e ele faz o que quiser.

Sim, o dono do banco é que decide. Todavia, o mercado interno brasileiro é "propriedade" dos brasileiros que devem regular o acesso a ele. Para usufruir do direito de usar deste mercado interno eles DEVERIAM ter várias responsalidades. Infelizmente não tem. Entre estas responsabilidades deveria estar fornecer microcrédito para os mais humildes e correr o risco.

Quem não quiser fornecer o microcrédito deve se retirar do mercado brasileiro. Ou seja, o dono do banco faz o que quiser com a sua empresa e nós brasileiros fazemos o que queremos com o nosso mercado interno.

Lembre deste texto quando os conservadores fizerem campanha contra as empresas estatais.



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sexta-feira, 1 de agosto de 2008

O mundo está mudando

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A percepção das pessoas está ficando defasada rapidamente, devido a grande mudança que o mundo está passando.

Mudanças em vários setores:

- tem gente que ainda pensa que energia renováveis do tipo eólica e solar é papo de "bicho-grilo". Hoje é um mercado bilionário, de bilhões de dólares que cresce a taxas que chegam a 20% ao ano. Um crescimento impressionante.

- a economia solidária também cresce a taxas grandiosas, muito acima do conjunto da economia brasileira. Hoje mais de 2 milhões de brasileiros estão trabalhando em empreendimentos deste tipo.

- as empresas autogeridas crescem e se multiplicam a cada ano. Principalmente porque encontram um pouco a mais de crédito por parte do governo federal.

- O número de pessoas que estão adotando algum tipo de mudança no estilo de vida, agregando em suas vidas alguns dos preceitos ecológicos, está cada dia maior. Os que adotam mudanças radicais ainda são poucos, mas mesmo entre estes o número cresce.

Lembrem: estamos falando de milhões de pessoas. Um movimento que nunca aparece em sua INTEIREZA nos jornais, revistas e internet.

Gostaria de lhes convidar para conhecer a história da usina Catende Harmonia, uma ótima experiência de autogestão e de distribuição de renda e responsabilidades.

http://www.catendeharmonia.com.br/

Esta usina produziu na safra passada mais de um milhão de toneladas de açucar. É eficiente e os donos são os trabalhadores.

Algum tempo atrás eles seriam motivo de piada e críticas dos colunistas conservadores. Como são eficientes são motivo de silêncio e esquecimento proposital.

São um bom exemplo para a sociedade. Um bom exemplo de que existe formas de crescer gerando distribuição de renda.

Em outros tempos algum cara MUITO RICO teria recebido MUITO DINHEIRO para ser dono desta usina, enquanto os trabalhadores ganhariam salário de fome.

A solução encontrada, de os próprios funcionários serem donos, foi a melhor para o Brasil e o melhor para cada um de nós.


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O mundo está mudando 2

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Mudam as formas de organização e produção, mudam as oportunidades de empregos.

Se você está acostumado a imaginar os psicólogos trabalhando dentro de consultórios saiba que isto está mundando.

À medida que outras possibilidades de organização do povo brasileiro vão se consolidando, novas áreas de trabalho vão surgindo.

São centenas de psicólogos envolvidos nestas novas possibilidades.

A economia solidária deixou de ser pequena e hoje envolve centenas de milhares de empreendimentos e gera emprego para cerca de 2 milhões de brasileiros.

AUTOGESTÃO, este é um bom caminho a ser incentivado.

Investir em autogestão, principalmente acreditando na capacidade das pessoas mais simples é uma decisão MUITO IMPORTANTE.

Normalmente, no Brasil, as políticas e projetos econômicos são preparados para ajudar quem já tem bastante ajuda.

Desta forma o dinheiro circula somente entre quem já tem dinheiro.

Como se faz para que o dinheiro/oportunidade chegue a quem não tem?

A política de estímulo à economia solidária é um dos caminhos mais eficientes.

Certamente, os jornais conservadores irão a ela se referir quase sempre mostrando o que não deu certo (da mesma forma que fazem com a reforma agrária).

Ou ficarão em SILÊNCIO com relação aos milhares de empreendimentos autogestionários que deram certo e estão dando certo.

Para implantar projetos comunitários autogestionados eficientes é preciso enfrentar vários desafios. É neste contexto que os psicólogos (e outros profissionais) são muito úteis.


O texto abaixo é do Jornal PSI:


psicólogos na economia solidária


O setor de Economia Solidária vem avançado na América Latina. No Brasil,... envolvem dois milhões de brasileiros, segundo pesquisa realizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Esse crescimento levou psicólogos a estudar e também a participar de cooperativas, associações, clubes de trocas e outras formas de empreendimentos solidários tanto no Brasil como na América Latina. Aqui, vão dois relatos.


Uma vez por mês, o psicólogo Jairo Broide sai do bairro de Perdizes, em São Paulo, para ir até o município de Catende, a 132 km de Recife (PE). Por dois dias, fica hospedado na antiga casa grande da usina de açúcar, que já foi a maior produtora do país. Nela trabalham quatro mil pessoas. Mas, diferente de uma empresa tradicional, não há chefes, patrões ou empregados. São todos “sócios” da Usina Catende. Desde 1995, quando foi decretada a falência da empresa, funcionários que tinham sido demitidos pelos antigos proprietários tomaram conta da empresa. Com 26 mil hectares de área, é a maior cooperativa e o maior assentamento da reforma agrária do país.

Tanta grandeza não impede o aparecimento de problemas. Por isso, no começo do ano, a cooperativa contratou Jairo, que é doutor em Psicologia Social pela PUC, e Sérgio Blasbalg Arruda Sampaio, especialista em desenvolvimento organizacional, como consultores. “Nós dois elaboramos o planejamento estratégico da usina e, ao mesmo tempo, trabalhamos os conflitos institucionais do grupo”. A cooperativa paga metade do valor do serviço dos profissionais e a Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES) a outra parte.

Durante os dois dias em que permanecem em Catende, Jairo e Sérgio conversam com os 40 membros da diretoria da cooperativa. “A minha função é trabalhar com eles os problemas de gestão. Verificar, nas relações existentes em Catende, o que pode ser um obstáculo para o avanço desse empreendimento, seja na área de produção, seja nos aspectos relacionados ao grupo. Assim, trabalhamos com a interpretação da dinâmica grupal, os aspectos conscientes e inconscientes que afetam no dia-a-dia.”

O texto completo está aqui


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