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Tem gente que acredita em livre mercado e nem se lembra dos sérios problemas.
Alguns anos atrás a Motorola colocou todo seu setor de recursos humanos nas mãos de uma empresa de capital árabe chamada Man Power.
Em Campinas, as empresas locais perderam um grande cliente: a Motorola.
Foi um acordo global, que provavelmente foi influenciado pelos interesses da empresa em fazer bons negócios com os países árabes.
Os empresários brasileiros, apesar de serem competentes, perderam.
Perderam porque o livre mercado é uma ficção, principalmente quando envolve multinacionais.
Hoje na coluna do Luis Nassif há mais um exemplo de como funciona "o livre mercado":
"Na privatização das telecomunicações brasileiras, ficou clara a diferença entre países com projeto – Espanha, por exemplo – e países sem projeto – o Brasil.
A falta de uma regulação adequada permitiu que a Telefonica entrasse no Brasil como porta de entrada para um enorme conjunto de empresas espanholas, de fornecedoras de serviços de manutenção a serviços de software". http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/03/29/um-projeto-para-as-multi-brasileira/
Ou seja, ganha quem tem poder.
Ganha o país que defende sua indústria e suas empresas prestadoras de serviços.
O BRASIL PRECISA DE LEIS REALMENTE NACIONALISTAS.
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segunda-feira, 29 de março de 2010
sábado, 11 de abril de 2009
E o México? Como anda o exemplo de neoliberalismo?
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O México era o exemplo. De repente sumiu da mídia conservadora. Isto me chamou atenção e eu pensei: o país deve estar mal.
O México fez a lição de casa neoliberal. Abriu mão de um planejamento de país e entregou-se ao trabalho de produzir produtos baratos para os EUA.
Durante um período teve alguns benefícios, tal qual aquela prostituta novinha que é cortejada pelos fregueses. A ilusão acaba e o que acontece?
1) O narco-tráfico avança e domina parte importante do país.
2) O país volta ao FMI para um empréstimo de 40 bilhões de dólares.
3) Os níveis de pobreza aumentam.
4) O país já não tem quase nenhum poder de barganha em negociações internacionais, pois escancarou tudo para o capital estrangeiro.
Esta é a política que o Serra queria aplicar ao Brasil em 2002.
Um dos fetiches desta turma era o sistema de importação do país (México). Tem a vantagem de ser bem mais desburocratizado. Não importa muito o que é importado. O que vale é o peso do produto.
Imagina você tendo uma fábrica de um determinado produto, aí uma empresa internacional vende o mesmo produto abaixo do preço de produção. Você é sacaneado e vai a falância. Não há como proteger a indústria nacional, pois o que conta é o peso (estou simplificando para ser claro).
A indústria mexicana NATIVA foi a nocaute. Virou maquiladora: montadora. Hoje, no mundo, ninguém aposta um centavo no futuro do México.
O futuro está nos BRICs.
China: uma empresa estrangeira só instala no país com a autorização do governo, tendo sócios locais e garantindo transferência de tecnologia.
Índia: é um péssimo exemplo de neolibralismo. Financia fortemente determinados setores e fecha fortemente outros.
Rússia: o mesmo da Índia. E tem aumentado a força do estado na economia.
Brasil: segurou um pouco o neoliberalismo do governo FHC. Na minha opinião deveria ter retrocedido em várias áreas. Em algumas áreas deveria retroceder para ter o que negociar.
Por exemplo: não tem porque o BNDES financiar uma pequena empresa do interior do Brasil (cujos donos moram e gastam no país) pela mesma taxa de juros com que financia uma empresa estrangeira, como a Telefonica (por exemplo).
Não tem porque permitir a venda de terras no Brasil para estrangeiros.
Não tem porque permitir que estrangeiros invistam em escolas e universidades. São áreas estratégicas para a soberania de um país.
Não tem porque permitir a entrada de capital estrangeiro em jornais, rádios, revistas, tv a cabo, etc.
Vou dar um exemplo ideologia neoliberal e de sua máquina de propaganda. No governo FHC liberaram a entrada de capital estrangeiro na educação. Os jornais e revistas de sempre elogiaram a iniciativa. Diziam que ia aumentar a competição e que "faculdades" (como Havard) poderiam invstir no Brasil (melhorando o ensino). NÃO NEGOCIARAM NENHUMA CONTRAPARTIDA PARA ESTA LIBERALIZAÇÃO.
Foi puro entreguismo. Falta de planejamento. Falta de estratégia. Falta de amor à pátria.
Moral da história: até hoje o Brasil negocia a abertura de mercados para o nossos produtos agrícolas. Os países estrangeiros já tem acesso a quase todo mercado nacional, porque vão abrir os deles?
Moral da história 2: os poucos investimentos feitos por estrangeiros em educação foram de grupos mercenários e com baixíssima qualidade de ensino. Nada de Havard...
Esta é a moral do neoliberalismo.
Ainda bem que, por enquanto, ele está estagnado no Brasil.
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O México era o exemplo. De repente sumiu da mídia conservadora. Isto me chamou atenção e eu pensei: o país deve estar mal.
O México fez a lição de casa neoliberal. Abriu mão de um planejamento de país e entregou-se ao trabalho de produzir produtos baratos para os EUA.
Durante um período teve alguns benefícios, tal qual aquela prostituta novinha que é cortejada pelos fregueses. A ilusão acaba e o que acontece?
1) O narco-tráfico avança e domina parte importante do país.
2) O país volta ao FMI para um empréstimo de 40 bilhões de dólares.
3) Os níveis de pobreza aumentam.
4) O país já não tem quase nenhum poder de barganha em negociações internacionais, pois escancarou tudo para o capital estrangeiro.
Esta é a política que o Serra queria aplicar ao Brasil em 2002.
Um dos fetiches desta turma era o sistema de importação do país (México). Tem a vantagem de ser bem mais desburocratizado. Não importa muito o que é importado. O que vale é o peso do produto.
Imagina você tendo uma fábrica de um determinado produto, aí uma empresa internacional vende o mesmo produto abaixo do preço de produção. Você é sacaneado e vai a falância. Não há como proteger a indústria nacional, pois o que conta é o peso (estou simplificando para ser claro).
A indústria mexicana NATIVA foi a nocaute. Virou maquiladora: montadora. Hoje, no mundo, ninguém aposta um centavo no futuro do México.
O futuro está nos BRICs.
China: uma empresa estrangeira só instala no país com a autorização do governo, tendo sócios locais e garantindo transferência de tecnologia.
Índia: é um péssimo exemplo de neolibralismo. Financia fortemente determinados setores e fecha fortemente outros.
Rússia: o mesmo da Índia. E tem aumentado a força do estado na economia.
Brasil: segurou um pouco o neoliberalismo do governo FHC. Na minha opinião deveria ter retrocedido em várias áreas. Em algumas áreas deveria retroceder para ter o que negociar.
Por exemplo: não tem porque o BNDES financiar uma pequena empresa do interior do Brasil (cujos donos moram e gastam no país) pela mesma taxa de juros com que financia uma empresa estrangeira, como a Telefonica (por exemplo).
Não tem porque permitir a venda de terras no Brasil para estrangeiros.
Não tem porque permitir que estrangeiros invistam em escolas e universidades. São áreas estratégicas para a soberania de um país.
Não tem porque permitir a entrada de capital estrangeiro em jornais, rádios, revistas, tv a cabo, etc.
Vou dar um exemplo ideologia neoliberal e de sua máquina de propaganda. No governo FHC liberaram a entrada de capital estrangeiro na educação. Os jornais e revistas de sempre elogiaram a iniciativa. Diziam que ia aumentar a competição e que "faculdades" (como Havard) poderiam invstir no Brasil (melhorando o ensino). NÃO NEGOCIARAM NENHUMA CONTRAPARTIDA PARA ESTA LIBERALIZAÇÃO.
Foi puro entreguismo. Falta de planejamento. Falta de estratégia. Falta de amor à pátria.
Moral da história: até hoje o Brasil negocia a abertura de mercados para o nossos produtos agrícolas. Os países estrangeiros já tem acesso a quase todo mercado nacional, porque vão abrir os deles?
Moral da história 2: os poucos investimentos feitos por estrangeiros em educação foram de grupos mercenários e com baixíssima qualidade de ensino. Nada de Havard...
Esta é a moral do neoliberalismo.
Ainda bem que, por enquanto, ele está estagnado no Brasil.
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sábado, 20 de setembro de 2008
Regulação é o princípio da democracia
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“O ex-presidente Ronald Reagan eliminou os controles governamentais sobre uma ampla gama de instituições e instrumentos financeiros, em consonância com sua fé no livre mercado. Reagan gostava de ilustrar sua política desreguladora com a frase: "o governo não é a solução, mas sim o problema". Em 1999, a Lei de Modernização de Serviços Financeiros eliminou controles financeiros impostos desde os tempos de Franklin Delano Roosevelt. As conseqüências estão aí".
Leia mais aqui
A democracia é a repartição de poder.
O que significa isto?
Significa (por exemplo) que o dono do leite não pode fazer o que quiser com ele. Ele não pode dizer: o leite é meu e eu coloco o quanto de água eu quiser nele. Para viver em sociedade democrática ele abre mão do poder total que ele teria sobre sua propriedade.
Existem regras para proteger as pessoas. Isto se chama regulação. Sendo mal feita ela burocratiza a sociedade. Sendo bem feita ela desburocratiza a sociedade.
Vou explicar. Se você tem dinheiro aplicado em um banco e sabe que ele é bem fiscalizado, você fica tranquilo e pode se dedicar as suas atividades diárias normais. Mas, e se ele não for fiscalizado e poder fazer tudo de tudo? Isto gera desconfiança e insegurança. Você, além de suas atividades diárias, terá que ir todos os dias atrás de informações sobre como o banco está gerindo o seu dinheiro. ISTO É BUROCRACIA.
O sonho dos MUITO ricos sempre foi ter DIREITOS sem ter DEVERES. A regulação determina os deveres (por exemplo, fica proibido adicionar água ao leite). É a forma mais eficiente de punir os transgressores.
Ou seja, os MUITO ricos querem ter direitos, sem deveres e sem o risco de serem punidos.
Se você duvida disto é só lembrar do caso da algema aqui no Brasil.
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“O ex-presidente Ronald Reagan eliminou os controles governamentais sobre uma ampla gama de instituições e instrumentos financeiros, em consonância com sua fé no livre mercado. Reagan gostava de ilustrar sua política desreguladora com a frase: "o governo não é a solução, mas sim o problema". Em 1999, a Lei de Modernização de Serviços Financeiros eliminou controles financeiros impostos desde os tempos de Franklin Delano Roosevelt. As conseqüências estão aí".
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A democracia é a repartição de poder.
O que significa isto?
Significa (por exemplo) que o dono do leite não pode fazer o que quiser com ele. Ele não pode dizer: o leite é meu e eu coloco o quanto de água eu quiser nele. Para viver em sociedade democrática ele abre mão do poder total que ele teria sobre sua propriedade.
Existem regras para proteger as pessoas. Isto se chama regulação. Sendo mal feita ela burocratiza a sociedade. Sendo bem feita ela desburocratiza a sociedade.
Vou explicar. Se você tem dinheiro aplicado em um banco e sabe que ele é bem fiscalizado, você fica tranquilo e pode se dedicar as suas atividades diárias normais. Mas, e se ele não for fiscalizado e poder fazer tudo de tudo? Isto gera desconfiança e insegurança. Você, além de suas atividades diárias, terá que ir todos os dias atrás de informações sobre como o banco está gerindo o seu dinheiro. ISTO É BUROCRACIA.
O sonho dos MUITO ricos sempre foi ter DIREITOS sem ter DEVERES. A regulação determina os deveres (por exemplo, fica proibido adicionar água ao leite). É a forma mais eficiente de punir os transgressores.
Ou seja, os MUITO ricos querem ter direitos, sem deveres e sem o risco de serem punidos.
Se você duvida disto é só lembrar do caso da algema aqui no Brasil.
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