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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Falha do glifosato gera temor por uso de agrotóxicos ainda mais violentos

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Receio é de que novos produtos tenham como base o 2,4-D, ingrediente do agente laranja, desfolhante usado pela primeira vez durante a Guerra do Vietnã

Por: João Peres, Rede Brasil Atual

O que leva uma grande corporação a admitir que um de seus principais produtos é falho? A pergunta vem sendo repetida nas últimas semanas, à medida que a Monsanto divulga mais informações de que o glifosato, base de seu principal herbicida, o Roundup, não dá conta das promessas de que seria infalível.

Usado em ampla escala, o produto da principal empresa de sementes e agrotóxicos do mundo foi apresentado durante anos como a solução para se obter uma lavoura com altíssima produtividade e custos mais baixos. A empresa de St. Louis, nos Estados Unidos, desenvolveu para isso as variedades de sementes Roundup Ready, que em tese resultariam nas únicas plantas resistentes à solução à base de glifosato – todo o resto ao redor morreria, inclusive as ervas daninhas que incomodam os produtores.

Mas, hoje, só nos Estados Unidos há vários tipos de super-ervas daninhas capazes de resistir ao Roundup, a maioria nas plantações de soja e de algodão. A Monsanto aponta que vai buscar uma solução para o caso.

Paulo Kageyama, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo, entende que aí está a admissão dos problemas no herbicida: o desenvolvimento de um novo produto. O integrante da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CNTBio), órgão responsável pela liberação de novos transgênicos e pela autorização de testes para produtos e agrotóxicos, aponta que é melhor admitir a falha do Roundup para aumentar a importância da eventual solução a ser apresentada. "Essa é a prática da indústria de sementes. Querem ter o domínio do mercado pensando que o avanço da tecnologia é o uso de cada vez mais agroquímicos", pondera Kageyama.

Leia o resto aqui:
http://www.redebrasilatual.com.br/temas/ambiente/falha-do-glifosato-gera-temor-por-uso-de-agrotoxicos-ainda-mais-violentos

Leia também:

Brasil se torna o principal destino de agrotóxicos banidos no exterior
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2010/06/brasil-se-torna-o-principal-destino-de.html



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sábado, 16 de janeiro de 2010

Químicos da “sopa de plástico” no mar voltam para seu estômago? Pesquisa científica.

“O Projeto 5 Gyres está trabalhando agora para avançar nossas pesquisas anteriores com os testes buscando determinar se esses químicos se acumulam nos peixes, navegam ao longo da cadeia alimentar e terminam em nossos pratos de jantar.”


Cientistas iniciam travessia para o primeiro estudo global da “sopa de plástico” no mar
A poluição marinha por plásticos é um problema global crescente


ST. THOMAS, ILHAS VIRGENS, EUA — Os oceanos do mundo estão repletos de poluição por plásticos? Cientistas marinhos iniciam em 08 de janeiro de 2010 o lançamento transatlântico do primeiro estudo de poluição marinha por plásticos que é largamente conhecido como prevalecente somente no Oceano Pacífico Norte, a “Grande Marca de Lixo no Pacífico.”

A viagem inaugural do estudo, de St. Thomas, Ilhas Virgens, EUA, até o Mar de Sargaço, é parte do Projeto 5 Gyres (giros), o qual realizará uma segunda travessia no Atlântico Sul em agosto próximo. Participando no e diretamente do projeto estão os pesquisadores Dr. Marcus Eriksen e Anna Cummins, que têm trabalhado com o Capitão Charles Moore, fundador da Fundação de Pesquisa Marinha Algalita (AMRF), documentando a acumulação crescente de poluição por plástico no Giro do Pacífico Norte.

“Este é um problema global, temos visto evidências de poluição por plásticos por todos os lugares do mundo e isto está piorando,” diz Moore, que em janeiro foi enfocado em “O Relatório Colbert” (The Colbert Report) para discutir o problema que ele mesmo colocou no mapa pela primeira vez.

Eriksen e Cummins, casados em junho de 2009, trabalharão com a AMRF para aprofundar o foco da sua pesquisa anterior, a qual tem sido quantificar os plásticos flutuantes, incluindo fragmentos de micro-plásticos consumidos pelos peixes. Agora eles buscam entender como esses detritos afetam os peixes, para entender melhor o efeito humano do que o Los Angeles Times chama de “um dos segmentos da esteira de lixo tóxico da civilização que mais cresce.”

“As partículas de plástico no mar agem como magnéticos para químicos tais como DDT, PCB, retardadores de chama e outros poluentes,” diz Cummins. “O Projeto 5 Gyres está trabalhando agora para avançar nossas pesquisas anteriores com os testes buscando determinar se esses químicos se acumulam nos peixes, navegam ao longo da cadeia alimentar e terminam em nossos pratos de jantar.”

Leia mais aqui: http://www.globalgarbage.org:80/blog/index.php/2010/01/14/cientistas-iniciam-travessia-para-o-primeiro-estudo-global-da-sopa-de-plastico-no-mar/


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quinta-feira, 16 de abril de 2009

Agrotóxicos na sua comida

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Anvisa monitorou 17 alimentos e constatou uso de agrotóxico não permitido em todos eles



Depois de analisar 1.773 amostras de 17 alimentos muito consumidos pelos brasileiros, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) constatou que o pimentão ocupou o lugar do tomate no primeiro lugar do ranking de alimentos com quantidade de agrotóxico acima do limite e com outros não autorizados para a cultura. Mais de 64% das amostras do produto apresentaram resultados insatisfatórios. Assim como a cenoura, o morango e a uva que tiveram mais de 30% das amostras reprovadas. Constatar que o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) recolheu as amostras nos maiores supermercados de 15 estados e do Distrito Federal, torna o resultado ainda mais preocupante.

O tomate reduziu a quantidade de agrotóxicos encontrados nas amostras, de 44,72% em 2007, para 18,27% em 2008. Mas continua acima da média geral de irregularidades encontradas nos alimentos, de 15,29%. O arroz e o feijão, principais ítens da cesta básica, apresentaram índices de irregularidades baixos de 3,68% e 2,92% respectivamente. A batata, que em 2002, primeiro ano de monitoramento apresentou índices insatisfatórios de 22,2%, teve o nível reduzido para 2%.

Doenças graves

O monitoramento investigou 167 diferentes agrotóxicos nas amostras. Um dos pesticidas encontrados no abacaxi, o ometoato, é proibido no Brasil. Segundo a professora de Toxologia da Universidade de Brasília (UnB), Eloisa Dutra Caldas, o ometoato pode causar alterações neurológicas e danos ao cérebro. A Polícia Federal será acionada para investigar quem está distribuindo clandestinamente o produto.

Além de alterações neurológicas, o excesso de consumo de alimentos com altas concentrações de agrotóxicos pode causar doenças crônicas e contribuir consideravelmente para o desenvolvimento de alergias e cânceres. É o que garante a a presidente do Conselho Regional de Nutricionistas, Simone Rocha. Os agrotóxicos são responsáveis pela segunda maior causa de intoxicação da população no Brasil.

Apesar disso, Eloisa Dutra garante que as pessoas não devem deixar de consumir frutas e verduras porque os benefícios trazidos por esses alimentos são maiores que os malefícios causados pelos agrotóxicos:

– Sabemos que o desenvolvimento do câncer é, muitas vezes, causado por uma dieta pobre em frutas e verduras – afirma a professora. – Os danos sérios só são causados se o alimento for muito consumido e se nesse alimentos tiverem uma grande quantidade de agrotóxicos.

A afirmação feita pelo ministro da Saúde, José Gomes de Temporão, de que ele vai deixar de consumir os alimentos constatados com alto teor de agrotóxico é, na opinião de Eloisa, uma exagero.

Para Temporão, a população deve dar preferência aos produtos da época, que necessitam de menos pesticidas na hora de serem produzidos.

Já Simone Rocha sugere que os consumidores retirem a casca dos alimentos, mesmo que isso cause a perda de fibras.

– Com a retirada da casca, perde-se fibra, mas diminui a contaminação – afirma Simone. – Os produtos comprovadamente sem agrotóxicos são mais caros, mas é preciso analisar o custo-benefício.

Campeão de consumo

Em 2008, o Brasil assumiu o posto de maior consumidor de agrotóxicos do mundo, movimentando um mercado de US$ 7 bilhões. A posição antes ocupada pelos Estados Unidos. A Anvisa trabalha na reavaliação de substâncias ativas utilizadas em agrotóxicos no Brasil. Três delas, metamidofós, acefato e endossulfam, foram encontrados em pelo menos 14 dos 17 alimentos monitorados pelo PARA. Alguns apresentavam mais de um deles. O morango apresentava os três.

De acordo com o gerente geral de toxicologia da Anvisa, Luiz Cláudio Meirelles, o registro de um agrotóxico no Brasil vale para sempre, mas se estudos comprovarem o dano de alguns deles para a saúde, o registro pode ser suspenso.

Em 2008, a Anvisa tentou reavaliar 14 ingredientes ativos, utilizados em mais de 200 agrotóxicos, mas uma série de decisões judiciais impediram a reavaliação. Até hoje, a Agência proibiu o uso de quatro ingredientes ativos e restringiu o uso de outros 19, utilizados na fabricação de mais de 300 agrotóxicos no país.

A adesão ao PARA é espontânea e Alagoas foi o único estado que ainda não aderiu. O monitoramento não tem caráter fiscal. Depois de concluído, os órgãos responsáveis pelas áreas de agricultura e meio ambiente são acionados para rastrear o problema. Os dados são uma média, o que não significa que os alimentos terão estes índices de contaminação em todo o país.

Jornal do Brasil - 16/04/2009


Saiba mais:

Agrotóxicos: produtos alimentícios brasileiros não conquistam mercado nos EUA


Justiça proíbe agência de avaliar agrotóxico


comentário ao texto: Justiça proíbe agência de avaliar agrotóxico


Agricultura limpa



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terça-feira, 4 de novembro de 2008

Agrotóxicos: produtos alimentícios brasileiros não conquistam mercado nos EUA

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Algum tempo atrás escrevi um texto chamado: Justiça proíbe agência de avaliar agrotóxico .

Neste texto mostro como as indústria do agronegócio age de forma irresponsável com a nossa saúde, com o apoio de juízes relápsos.

Hoje saiu uma reportagem sobre as conseqüências do uso de agrotóxicos que deveriam estar proibidos. "A companhia suíça de alimentos Nestlé informou a suspensão da venda nos Estados Unidos do cereal Farinha Láctea Nestlé, fabricado no Brasil, depois de verificar a presença residual de um pesticida atualmente não aprovado para uso em trigo no país".

Comentário um: não basta ter leis. O segredo da dominação do capital está em colocar pessoas ligadas a eles em órgãos técnicos. Anvisa, agências reguladoras, conselho disto, conselho daquilo, etc. Ter pessoal ligado a empresas nestes setores é "o canal". Quanto vale para os bancos privados indicar pessoas que compõem a CVM (que regula parte do setor financeiro)?

Quando os jornais conservadores criticam membros "políticos" que fazem parte destes inúmeros conselhos, agem de forma clara para beneficiar aqueles que não são ligados a "políticos", ou seja, os que são técnicos ligados a estas empresas.

Preste atenção: a maior parte destes "políticos" são pessoas ligadas a sociedade civil, ligadas a Ongs, ligadas a grupos que defendem a agroecologia, por exemplo.

Comentário dois: se você é um dos que entopem seus filhos de produtos industrializados, que colocam na embalagem que tem vitamina isto, vitamina aquilo, note que você leva para casa agrotóxicos que os países desenvolvidos não aceitam. Mas, o pior não é isto. É que na maior parte destes produtos há muito açucar, muito aromatizante e pouco nutriente.

Duvida?

Leia o texto: Kassab: maldade na merenda escolar Nele você ficará sabendo como a merenda escolar ficou mais pobre em carne e legumes porque a Nestlé só produz sopa de qualidade inferior a que se servia na merenda da cidade de São Paulo. Leia o texto. Esqueça a sacanagem política econômica e preste atenção na mudança da qualidade dos nutrientes das sopas.

Ou seja, a sopa que você compra no supermercado tem muita porcaria e pouco nutriente. E, para conseguir sua confiança, eles entopem as embalagens com informações sobre vitaminas, livre de gordura trans, etc.

Tenha cuidado! Eles querem dinheiro e não o bem estar de sua família.


Leia o texto abaixo:

Nestlé suspende venda de produto fabricado no Brasil

CYNTHIA DECLOEDT - Agencia Estado


NOVA YORK - A companhia suíça de alimentos Nestlé informou a suspensão da venda nos Estados Unidos do cereal Farinha Láctea Nestlé, fabricado no Brasil, depois de verificar a presença residual de um pesticida atualmente não aprovado para uso em trigo no país.


Em nota divulgada pela empresa ontem à noite, a Nestlé explica que o pesticida utilizado é aprovado para uso no Brasil e os níveis encontrados na Farinha Láctea são inferiores aos padrões brasileiros, mas não é utilizado em produtos de trigo nos Estados Unidos.


A companhia disse que "não recebeu informação de indisposição ou reclamações de consumidores", mas recomendou aos que adquiriram a Farinha Láctea Nestlé que "não consumam o produto e devolvam às lojas onde foram comprados para total reembolso". O pesticida é permitido nos Estados Unidos em safras de grãos, excluindo o trigo.


Segundo a Nestlé, "a retirada aplica-se a todos os tamanhos, variedades e códigos de produção do produto. Nenhum outro produto da Nestlé é afetado". O comunicado da empresa diz ainda que "a Nestlé dos EUA está assessorando a retirada do produto do mercado americano para garantir a contínua qualidade e segurança dos produtos Nestlé". As informações são da Dow Jones.




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