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Os donos de jornais conservadores se reuniram e decidiram: queremos nós mesmos nos autorregular.
Por mim tudo bem.
Eles se autorregulam e a justiça regula a aplicação das leis.
Observe que eles podem desejar a vontade: autorregulam, manipulam, sonegam, etc.
Mas, quem tem que decidir qualquer disputa é a justiça.
Esta é a base de uma sociedade democrática.
Uma sociedade democrática é regida por leis.
Leis estabelecidas por um parlamento eleito democraticamente.
O que querem os donos dos jornais? Que não existam leis regulando o setor.
Quem é médico ou engenheiro possui várias leis regulando a atividade.
Quem é padeiro, contador, etc, tem um monte de leis regulando suas atividades.
Esta é a essência de um país moderno.
O sonho dos ditadores é: eu faço, eu decido, eu julgo e eu avalio.
É isso o que os donos das mídias querem.
Eles querem realizar o sonho de TODOS OS DITADORES.
Eles querem ter a certeza de que haverá IMPUNIDADE.
Por falar em impunidade: não se esqueçam da emenda 3. "A batalha pela aprovação da Emenda 3 – que tira poderes dos auditores fiscais de reconhecerem vínculos empregatícios e poderia precarizar as relações do trabalho – fez parte da tentativa de uma reforma trabalhista em curso no Congresso. Aprovada por nossos parlamentares, a Emenda 3 foi vetada pela Presidência da República devido à pressão dos trabalhadores que foram às ruas – mas há outros projetos que tratam desse tema – alguns escabrosos, como um que torna a aplicação da CLT praticamente facultativa. Ou propostas que, para desonerar a iniciativa privada, tornam desnecessário o pagamento de encargos sociais (recursos que são destinados a manutenção de políticas públicas, como salário-desemprego) e encargos trabalhistas, como o décimo-terceiro". http://blogdosakamoto.uol.com.br/2010/08/19/reforma-trabalhista-entre-o-jogo-e-a-guerra/
O sonho dos conservadores brasileiros é tornar as leis praticamente impossíveis de serem aplicadas.
É o sonho eterno da IMPUNIDADE GARANTIDA.
Quando você ver leis que você considera absurda jamais pense que algum incompetente a criou.
Ela foi criada por alguém que recebeu milhões de reais para se eleger e criar leis que garantam que nada funcione na justiça.
Este é o projeto político dos multi-milionários, afinal pouquíssmos deles cumprem as leis.
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domingo, 22 de agosto de 2010
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Ficha Limpa: uma boa idéia que se perdeu no caminho
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A corrupção no Brasil é terrível.
O pior é a impunidade.
Todos nós queremos punir os ladrões do dinheiro público.
Não é por isto que qualquer lei que fale em punição deva TER O NOSSO APOIO SEM REFLEXÃO.
O projeto ficha limpa tem várias qualidades. Torna mais rígida a lei em vários pontos. Veja aqui: http://campanhafichalimpasp.blogspot.com/2010/02/da-agencia-camara-ficha-limpa-e-mais.html
A propaganda dos apoiadores diz: "Imagine um governo sem corrupção. Onde políticos que desviassem verbas públicas, que tivessem envolvimento com o tráfico de drogas ou crimes severos fossem banidos das eleições".
Vamos aos problemas da vida real: a lei sempre foi usada contra os mais fracos. Sempre foi muito branda contra quem tem grana. Um grande empresário (o dono do Pão de Açucar, se não me engano) foi inocentado pelos juízes de um crime porque ele "não sabia da lei". Se fosse um Zé Mané qualquer tinha sido condenado. Alguém duvida?
E aí, como fica?
Se a justiça continuar a ser MUITO LENTA este Zé Mané ficará décadas sem ser julgado e SEM seus direitos políticos.
E o grande empresário poderá ser candidato à presidente, se quiser.
Este não é o único problema a ser resolvido.
Existem muitos outros.
Suponhamos que um Hacker entre na conta bancária de um laranja de um político ladrão. E descubra as movimentações milionárias do laranja e denuncie através da internet.
Ele agiu contra a lei. Na minha opinião ele não deveria ser incomodado. Ele é um herói que desmascarou um corrupto.
Ele vai ficar inelegível e o político vai virar um coitadinho nas manchetes dos jornais conservadores.
Duvidam?
O planeta é transformado para MELHOR através da desobediência civil.
Se hoje temos democracia é porque várias pessoas confrontaram as leis e as autoridades. E conquistaram este benefício para todos nós.
A transição do feudalismo até a democracia se deu com muita luta, muita desobediência às leis e muita incitação ao conflito (lembrem das autoridades que mandavam matar quem queria ter sua própria escolha religiosa, estas autoridades agiam dentro da lei, pois eram elas mesmas que faziam as leis).
A escravidão não acabou porque os donos de escravos ficaram bonzinhos. Acabou porque houve muitos escravos e muitos cidadãos progressista que BURLARAM A LEI, pegaram em armas (lembrem de Zumbi), fizeram manifestações e enfrentaram as autoridades.
E o que o projeto ficha limpa propõem (do jeito como está): que estas pessoas percam seus direitos políticos e depois fiquem décadas esperando a decisão da justiça (que em grande parte depende da classe social do réu).
O GRANDE DESAFIO DO COMBATE À CORRUPÇÃO É FAZER A JUSTIÇA FUNCIONAR E INSTALAR NO BRASIL A TRANSPARÊNCIA PÚBLICA RADICAL.
Portanto, alguns pontos do projeto são bons.
O projeto deveria se ater a alguns pontos como inelegibilidade de quem renuncia ao mandato para evitar abertura de processo de cassação, etc.
Nossa lei deve ficar mais rígida.
Melhorar não pode ser desculpa para instalar no Brasil uma cultura facista que nega a essência da democracia que é a existência de conflitos.
Vou dar um exemplo: eu defendo a ecologia e leis ecológicas mais rígidas. Eu conheço a situação do campo brasileiro e sei que quase nenhuma fazenda mantém sua reserva legal dentro da lei. Será que estes milhões de fazendeiros não poderiam ser candidatos?
Eu digo: ELES VÃO CONTINUAR A SEREM CANDIDATOS. PORQUE ESTA LEI É FEITA PARA PARA UMA SOCIEDADE HIPÓCRITA.
É por isto que a Rede Globo faz campanha a favor.
Veja este caso e pense nas consequências da lei ficha limpa da forma como está proposta:
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2010/02/peticao-online-em-favor-de-bianca.html
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A corrupção no Brasil é terrível.
O pior é a impunidade.
Todos nós queremos punir os ladrões do dinheiro público.
Não é por isto que qualquer lei que fale em punição deva TER O NOSSO APOIO SEM REFLEXÃO.
O projeto ficha limpa tem várias qualidades. Torna mais rígida a lei em vários pontos. Veja aqui: http://campanhafichalimpasp.blogspot.com/2010/02/da-agencia-camara-ficha-limpa-e-mais.html
A propaganda dos apoiadores diz: "Imagine um governo sem corrupção. Onde políticos que desviassem verbas públicas, que tivessem envolvimento com o tráfico de drogas ou crimes severos fossem banidos das eleições".
Vamos aos problemas da vida real: a lei sempre foi usada contra os mais fracos. Sempre foi muito branda contra quem tem grana. Um grande empresário (o dono do Pão de Açucar, se não me engano) foi inocentado pelos juízes de um crime porque ele "não sabia da lei". Se fosse um Zé Mané qualquer tinha sido condenado. Alguém duvida?
E aí, como fica?
Se a justiça continuar a ser MUITO LENTA este Zé Mané ficará décadas sem ser julgado e SEM seus direitos políticos.
E o grande empresário poderá ser candidato à presidente, se quiser.
Este não é o único problema a ser resolvido.
Existem muitos outros.
Suponhamos que um Hacker entre na conta bancária de um laranja de um político ladrão. E descubra as movimentações milionárias do laranja e denuncie através da internet.
Ele agiu contra a lei. Na minha opinião ele não deveria ser incomodado. Ele é um herói que desmascarou um corrupto.
Ele vai ficar inelegível e o político vai virar um coitadinho nas manchetes dos jornais conservadores.
Duvidam?
O planeta é transformado para MELHOR através da desobediência civil.
Se hoje temos democracia é porque várias pessoas confrontaram as leis e as autoridades. E conquistaram este benefício para todos nós.
A transição do feudalismo até a democracia se deu com muita luta, muita desobediência às leis e muita incitação ao conflito (lembrem das autoridades que mandavam matar quem queria ter sua própria escolha religiosa, estas autoridades agiam dentro da lei, pois eram elas mesmas que faziam as leis).
A escravidão não acabou porque os donos de escravos ficaram bonzinhos. Acabou porque houve muitos escravos e muitos cidadãos progressista que BURLARAM A LEI, pegaram em armas (lembrem de Zumbi), fizeram manifestações e enfrentaram as autoridades.
E o que o projeto ficha limpa propõem (do jeito como está): que estas pessoas percam seus direitos políticos e depois fiquem décadas esperando a decisão da justiça (que em grande parte depende da classe social do réu).
O GRANDE DESAFIO DO COMBATE À CORRUPÇÃO É FAZER A JUSTIÇA FUNCIONAR E INSTALAR NO BRASIL A TRANSPARÊNCIA PÚBLICA RADICAL.
Portanto, alguns pontos do projeto são bons.
O projeto deveria se ater a alguns pontos como inelegibilidade de quem renuncia ao mandato para evitar abertura de processo de cassação, etc.
Nossa lei deve ficar mais rígida.
Melhorar não pode ser desculpa para instalar no Brasil uma cultura facista que nega a essência da democracia que é a existência de conflitos.
Vou dar um exemplo: eu defendo a ecologia e leis ecológicas mais rígidas. Eu conheço a situação do campo brasileiro e sei que quase nenhuma fazenda mantém sua reserva legal dentro da lei. Será que estes milhões de fazendeiros não poderiam ser candidatos?
Eu digo: ELES VÃO CONTINUAR A SEREM CANDIDATOS. PORQUE ESTA LEI É FEITA PARA PARA UMA SOCIEDADE HIPÓCRITA.
É por isto que a Rede Globo faz campanha a favor.
Veja este caso e pense nas consequências da lei ficha limpa da forma como está proposta:
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2010/02/peticao-online-em-favor-de-bianca.html
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domingo, 13 de dezembro de 2009
Lei retroativa também é lei e deve ser cumprida. Todos devem respeitas as novas leis ambientais.
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A Grande Aliança Conservadora está sempre em ação.
No Congresso Nacional os deputados ruralsitas votam a favor dos grandes proprietários de rádios, tvs e jornais.
Os proprietários retribuem apoiando os ruralsitas.
E nós, cidadãos, sofremos.
A Grande Aliança Conservadora impediu que fosse proibido a propaganda de bebidas alcoólicas.
O dinheiro da propaganda de algo que faz mal à saúde continuou fluindo para o bolso dos donos de mída.
A retribuição se dá com reportagens como esta abaixo (como é da revista Veja não é possível saber se é verdade o que escreveram e não sabemos da importância das inforamações que eles NÃO escreveram).
"LEI RETROATIVA

"O mineiro Jerônimo Giacchetta, de 35 anos, de Cabo Verde, vive uma situação constrangedora. Ele não pode passar mais de uma semana viajando, sem autorização da promotoria de Justiça da cidade, e a cada dois meses tem de se apresentar no fórum da cidade. Essa condição de liberdade vigiada está prevista em um acordo que Giacchetta teve de assinar com o Ministério Público Estadual, pelo qual se comprometeu a substituir por vegetação nativa os pés de café plantados à beira de um córrego de sua pequena fazenda e a comprar florestas para compensar a falta de reserva legal. Só depois de cumprir tais exigências, ele voltará a ser um cidadão livre. Segundo o produtor, sua família planta café nessas mesmas áreas desde 1915, muito antes de o Código Florestal ter sido aprovado. "De uma hora para outra passei a ser tratado como um criminoso comum", diz Giacchetta" - da revista Veja
Observe bem os argumentos: a lei é retroativa, portanto é uma "sacanagem" e o agricultor é uma vítima.
TODAS AS LEIS E NORMAS AMBIENTAIS SÃO RETROATIVAS.
Quem não se lembra de Cubatão, o "vale da morte"? Era uma das cidades mais poluídas do planeta.
Todas as indústrias da cidade que JÁ ESTAVAM instaladas quando novas leis as FORÇARAM A SE ADAPTAREM À NOVAS REGRAS E NORMAS AMBIENTAIS.
Ou seja, a lei para elas foi retroativa. Todo mundo achou normal e CORRETO.
As empresas tiveram que gastar bilhões para se adaptarem.
É assim que funciona em todo o planeta.
As normas da ANVISA, a agência de vigilância que cuida de remédios e outras áreas da saúde também são retroativas.
Todas as normas são editadas para mudar uma realidade que JÁ EXISTE E QUE É RUIM.
São leis e regras RETROATIVAS e que todos devem se adaptar.
Você quer que estas normas sejam revogadas?
Pois será o que poderá acontecer se os ruralistas e a Grande Aliança Conservadora conseguirem fazer valer a regra de que a lei e as normas não podem retroagir.
Vai ser a festa da impunidade e da "rapinagem".
Pense bem! Estas pessoas querem dinheiro, poder e certeza de impunidade.
Eles não podem vencer.
Todos devem cumprir e se adaptarem as novas leis e regras.
TODOS DEVEM SE ADAPTAR ÀS NOVAS LEIS E REGRAS AMBIENTAIS.
Este agricultor também deve se adaptar. Acima de tudo ele deve entender que o rio não é dele.
O rio é um bem público que ele usa de graça e que ELE NÃO TEM O DIREITO DE DESTRUÍ-LO.
Se cultivar a gratidão ficará imensamente feliz em proteger o rio.
Se ficar neste papo de vítima cultivará a raiva e o rancor e NÃO CONSEGUIRÁ ENTENDER A REALIDADE.
Leia também:
Principal emissora de gases, pecuária precisa ser revista, avalia ONG
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/12/principal-emissora-de-gases-pecuaria.html
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A Grande Aliança Conservadora está sempre em ação.
No Congresso Nacional os deputados ruralsitas votam a favor dos grandes proprietários de rádios, tvs e jornais.
Os proprietários retribuem apoiando os ruralsitas.
E nós, cidadãos, sofremos.
A Grande Aliança Conservadora impediu que fosse proibido a propaganda de bebidas alcoólicas.
O dinheiro da propaganda de algo que faz mal à saúde continuou fluindo para o bolso dos donos de mída.
A retribuição se dá com reportagens como esta abaixo (como é da revista Veja não é possível saber se é verdade o que escreveram e não sabemos da importância das inforamações que eles NÃO escreveram).
"LEI RETROATIVA

"O mineiro Jerônimo Giacchetta, de 35 anos, de Cabo Verde, vive uma situação constrangedora. Ele não pode passar mais de uma semana viajando, sem autorização da promotoria de Justiça da cidade, e a cada dois meses tem de se apresentar no fórum da cidade. Essa condição de liberdade vigiada está prevista em um acordo que Giacchetta teve de assinar com o Ministério Público Estadual, pelo qual se comprometeu a substituir por vegetação nativa os pés de café plantados à beira de um córrego de sua pequena fazenda e a comprar florestas para compensar a falta de reserva legal. Só depois de cumprir tais exigências, ele voltará a ser um cidadão livre. Segundo o produtor, sua família planta café nessas mesmas áreas desde 1915, muito antes de o Código Florestal ter sido aprovado. "De uma hora para outra passei a ser tratado como um criminoso comum", diz Giacchetta" - da revista Veja
Observe bem os argumentos: a lei é retroativa, portanto é uma "sacanagem" e o agricultor é uma vítima.
TODAS AS LEIS E NORMAS AMBIENTAIS SÃO RETROATIVAS.
Quem não se lembra de Cubatão, o "vale da morte"? Era uma das cidades mais poluídas do planeta.
Todas as indústrias da cidade que JÁ ESTAVAM instaladas quando novas leis as FORÇARAM A SE ADAPTAREM À NOVAS REGRAS E NORMAS AMBIENTAIS.
Ou seja, a lei para elas foi retroativa. Todo mundo achou normal e CORRETO.
As empresas tiveram que gastar bilhões para se adaptarem.
É assim que funciona em todo o planeta.
As normas da ANVISA, a agência de vigilância que cuida de remédios e outras áreas da saúde também são retroativas.
Todas as normas são editadas para mudar uma realidade que JÁ EXISTE E QUE É RUIM.
São leis e regras RETROATIVAS e que todos devem se adaptar.
Você quer que estas normas sejam revogadas?
Pois será o que poderá acontecer se os ruralistas e a Grande Aliança Conservadora conseguirem fazer valer a regra de que a lei e as normas não podem retroagir.
Vai ser a festa da impunidade e da "rapinagem".
Pense bem! Estas pessoas querem dinheiro, poder e certeza de impunidade.
Eles não podem vencer.
Todos devem cumprir e se adaptarem as novas leis e regras.
TODOS DEVEM SE ADAPTAR ÀS NOVAS LEIS E REGRAS AMBIENTAIS.
Este agricultor também deve se adaptar. Acima de tudo ele deve entender que o rio não é dele.
O rio é um bem público que ele usa de graça e que ELE NÃO TEM O DIREITO DE DESTRUÍ-LO.
Se cultivar a gratidão ficará imensamente feliz em proteger o rio.
Se ficar neste papo de vítima cultivará a raiva e o rancor e NÃO CONSEGUIRÁ ENTENDER A REALIDADE.
Leia também:
Principal emissora de gases, pecuária precisa ser revista, avalia ONG
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/12/principal-emissora-de-gases-pecuaria.html
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terça-feira, 6 de outubro de 2009
Descaso do governo de São Paulo com os animais e as reservas ecológicas
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Vendo este abuso do governador Serra, gostaria que vissem aqui no link que vou disponibilizar. Trata-se de imagens da morte de animais dentro de uma Unidade de Conservação- no conhecido Horto Florestal- o cartão postal da cidade.
São imagens fortes que comprovam a falta de atenção deste governo que só faz propaganda mas que no fim não cuida nem de capivaras. (do site Conversa Afiada)
A secretaria do meio ambiente do governo José Serra tem uma missão especial: não fazer nada.
Ela deve ser algo INÚTIL para mostrar aos ruralistas, desmatadores e destruidores em geral que o Serra é um sujeito que NÃO vai criar problemas para eles.
O Serra faz uma administração para deixar claro que ele é CONFIÁVEL para todos estes que querem destruir a legislação ambiental.
O secretário do meio ambiente de São Paulo é um ex-deputado ruralista.
O candidato José Serra faz questão de se mostrar um aliado para todos os interesses dos deputados e senadores ruralistas.
A situação deplorável de TODAS as reservas ecológicas do governo do estado de São Paulo é só mais um reflexo desta políticagem.
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Vendo este abuso do governador Serra, gostaria que vissem aqui no link que vou disponibilizar. Trata-se de imagens da morte de animais dentro de uma Unidade de Conservação- no conhecido Horto Florestal- o cartão postal da cidade.
São imagens fortes que comprovam a falta de atenção deste governo que só faz propaganda mas que no fim não cuida nem de capivaras. (do site Conversa Afiada)
A secretaria do meio ambiente do governo José Serra tem uma missão especial: não fazer nada.
Ela deve ser algo INÚTIL para mostrar aos ruralistas, desmatadores e destruidores em geral que o Serra é um sujeito que NÃO vai criar problemas para eles.
O Serra faz uma administração para deixar claro que ele é CONFIÁVEL para todos estes que querem destruir a legislação ambiental.
O secretário do meio ambiente de São Paulo é um ex-deputado ruralista.
O candidato José Serra faz questão de se mostrar um aliado para todos os interesses dos deputados e senadores ruralistas.
A situação deplorável de TODAS as reservas ecológicas do governo do estado de São Paulo é só mais um reflexo desta políticagem.
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quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Toda burocracia nasce de uma "boa alma"
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A mudança na lei do divórcio é um momento interessante para entender como nascem as burocracias que infernizam a vida das pessoas.
Pela proposta em votação "casais que estejam de acordo sobre a decisão de se separar e que não tenham filhos menores e incapazes, a requerer sua separação judicial por meio eletrônico" (Jornal da Tarde).
Ou seja, se as pessoas querem se separar usa-se a internet. É mais rápido, simples e objetivo.
É aí que aparecem as "almas bondosas" preocupadíssimas com a banalização do casamento.
Estas almas bondosas sempre estão preocupadas com alguma coisa e querem ajudar.
Quase sempre esta ajuda significa criar REGRAS E MAIS REGRAS que só servem para pentelhar a vida das pessoas.
Para não "banalizar" o casamento a solução é complicar o divórcio.
Quanto mais complicado menos divórcio?
Se o divórcio for muito complicado será que os casais vão ser mais felizes?
Estas pessoas não entendem que cada pessoa tem o direito de cuidar da própria vida.
Será que estas almas não entendem que a burocracia cria, no máximo, mais infelicidade e corrupção?
Se elas querem salvar alguns casamentos não é mais simples ajudar casais a se entenderem?
Outro dia eu li um texto de uma destas almas maravilhosas e interessadíssimas no futuro do planeta propondo que em todas as escolas as crianças deveriam aprender a cultivar árvores. Uma tolice total. Certamente ela gostaria que surgisse mais uma lei que obrigasse tal fato.
Seria mais uma burocracia a ser cumprida.
Provavelmente já ultrapassamos a marca de um milhão de leis estaduais, municipais e federais. (Quem souber o número exato por favor me mande ).
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A mudança na lei do divórcio é um momento interessante para entender como nascem as burocracias que infernizam a vida das pessoas.
Pela proposta em votação "casais que estejam de acordo sobre a decisão de se separar e que não tenham filhos menores e incapazes, a requerer sua separação judicial por meio eletrônico" (Jornal da Tarde).
Ou seja, se as pessoas querem se separar usa-se a internet. É mais rápido, simples e objetivo.
É aí que aparecem as "almas bondosas" preocupadíssimas com a banalização do casamento.
Estas almas bondosas sempre estão preocupadas com alguma coisa e querem ajudar.
Quase sempre esta ajuda significa criar REGRAS E MAIS REGRAS que só servem para pentelhar a vida das pessoas.
Para não "banalizar" o casamento a solução é complicar o divórcio.
Quanto mais complicado menos divórcio?
Se o divórcio for muito complicado será que os casais vão ser mais felizes?
Estas pessoas não entendem que cada pessoa tem o direito de cuidar da própria vida.
Será que estas almas não entendem que a burocracia cria, no máximo, mais infelicidade e corrupção?
Se elas querem salvar alguns casamentos não é mais simples ajudar casais a se entenderem?
Outro dia eu li um texto de uma destas almas maravilhosas e interessadíssimas no futuro do planeta propondo que em todas as escolas as crianças deveriam aprender a cultivar árvores. Uma tolice total. Certamente ela gostaria que surgisse mais uma lei que obrigasse tal fato.
Seria mais uma burocracia a ser cumprida.
Provavelmente já ultrapassamos a marca de um milhão de leis estaduais, municipais e federais. (Quem souber o número exato por favor me mande ).
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sábado, 25 de outubro de 2008
Amigos protegem amigos. A grande aliança con$ervadora.
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Existe no Brasil uma grande aliança conservadora. Onde vários setores da elite econômica da sociedade se unem para defender os interesses de cada um.
Deputados grileiros, por exemplo, defendem com unhas e dentes os interesses da grande mídia conservadora. Com isto ela consegue manter benefícios fiscais escandalosos, a propaganda fica praticamente sem nenhum limite, benefícios fiscais são continuamente editados, etc. É grana, imunidade (impunidade) jurídica, etc.
É um negócio rentável para a grande imprensa. E para os grileiros também. Eles roubam terras públicas e depois aparecem nos telejornais como "proprietários". Num passe de mágica viram vítimas, "sacaneados por movimentos sociais que não respeitam nada".
Na capa de um livro de um blogueiro conhecido como Reinaldo Nossa Caixa (dada a quantidade de anúncios desta instituição do governo de SP em uma revista fuleira que ele editava) está escrito que ele defende a Constituição e o respeito às leis e sita o MST como exemplo oposto. Qual a possibilidade dele descrever e dar os nomes dos grileiros de terra que invadem áreas mais de 10 mil vezes maiores que as áreas invadidas pelo MST? Nenhuma, pois se assim fizesse estaria rompendo com a aliança conservadora. Para eles o problema é o MST e não aqueles que invadem e roubam terras públicas em quantidade 10 mil vezes maior. O fato dos grileiros, além de roubar terras, também corromperem juizes, policiais, etc, também os torna personagens secundários frente ao MST, já que fazem parte da grande aliança conservadora.
É grana que está em jogo. Muita grana. E quem paga é a classe média e a classe mais humilde.
O apoio e campanha explícita da imprensa para personagens como o Gilberto Kassab faz parte deste acordão. É o partido dele que mais fielmente defende os interesses deste grupo conservador.
Eles investem contra o PROUNI (defendem os donos das faculdades particulares). Investem contra o símbolo dos trangênicos (um triângulo que é colocado em alimentos para avisar o consumidor). Investem contra os direitos dos trabalhadores (sempre para aumentar o lucro de quem já tem muito dinheiro).
Uma das formas que os grandes empresários conseguiram para TIRAR o décimo terceiro salário e as férias dos funcionários é simular um contrato como se os funcionários fossem pessoas jurídicas. Acontece que a justiça começou a punir estas empresas e proteger o funcionário super-explorado. A aliança conservadora conseguiu aprovar uma lei que dificulta a fiscalização deste tipo de MARACUTAIA (lembrem que a classe alta gosta de fazer leis que garantam a impunidade dela - esta é a raiz do judiciário não funcionar no Brasil).
Esta lei que dificulta a apuração de MARACUTAIA contra os funcionários super-explorados teve o apoio entusiasta do partido democrático (DEM), da bancada ruralista, dos grileiros. Teve a oposição do Partido dos trabalhadores (PT), PSOL, PCdoB. Foi vetada pelo presidente Lula. Estes partidos de esquerda atuam contra os interesses do donos milionários da mídia, portanto (em retribuição) eles apoiam gente do tipinho do Kassab.
São negócios. Grandes negócios. A classe alta faz questão que existam leis que garantam a impunidade. Eles se unem para cada um ter impunidade e maior lucro na suas respectivas áreas de interesse.
Quem paga o preço é a classe alta e a classe média.
leia a notícia abaixo:
"Jornalista contratada como pessoa jurídica obtém vínculo com a Globo
“A 6ª Turma do TST (Tribunal Superior do Trabalho) obrigou a TV Globo a reconhecer vínculo de emprego com a jornalista Claudia Cordeiro Cruz, contratada como pessoa jurídica.
O ministro Horácio Senna Pires, relator do caso, concluiu que o esquema “se tratava de típica fraude ao contrato de trabalho, caracterizada pela imposição feita pela Globo para que a jornalista constituísse pessoa jurídica com o objetivo de burlar a relação de emprego”.
No período entre 1989 a 2001, Cláudia Cruz trabalhou como repórter e apresentadora nos principais telejornais e programas da Globo, como o Jornal Nacional, Fantástico, Jornal da Globo, Jornal Hoje, RJ TV e Bom Dia Rio. Porém nunca teve sua carteira profissional assinada, por quando entrou na emissora foi obrigada a abrir uma empresa pela qual forneceria sua própria mão-de-obra. Para isso, ela criou a C3 Produções Artísticas e Jornalísticas, que realizou sucessivos contratos denominados “locação de serviços e outras avenças”.
Última Instância
http://nogueirajr.blogspot.com/2008/10/jornalista-contratada-como-pessoa.html
.
Existe no Brasil uma grande aliança conservadora. Onde vários setores da elite econômica da sociedade se unem para defender os interesses de cada um.
Deputados grileiros, por exemplo, defendem com unhas e dentes os interesses da grande mídia conservadora. Com isto ela consegue manter benefícios fiscais escandalosos, a propaganda fica praticamente sem nenhum limite, benefícios fiscais são continuamente editados, etc. É grana, imunidade (impunidade) jurídica, etc.
É um negócio rentável para a grande imprensa. E para os grileiros também. Eles roubam terras públicas e depois aparecem nos telejornais como "proprietários". Num passe de mágica viram vítimas, "sacaneados por movimentos sociais que não respeitam nada".
Na capa de um livro de um blogueiro conhecido como Reinaldo Nossa Caixa (dada a quantidade de anúncios desta instituição do governo de SP em uma revista fuleira que ele editava) está escrito que ele defende a Constituição e o respeito às leis e sita o MST como exemplo oposto. Qual a possibilidade dele descrever e dar os nomes dos grileiros de terra que invadem áreas mais de 10 mil vezes maiores que as áreas invadidas pelo MST? Nenhuma, pois se assim fizesse estaria rompendo com a aliança conservadora. Para eles o problema é o MST e não aqueles que invadem e roubam terras públicas em quantidade 10 mil vezes maior. O fato dos grileiros, além de roubar terras, também corromperem juizes, policiais, etc, também os torna personagens secundários frente ao MST, já que fazem parte da grande aliança conservadora.
É grana que está em jogo. Muita grana. E quem paga é a classe média e a classe mais humilde.
O apoio e campanha explícita da imprensa para personagens como o Gilberto Kassab faz parte deste acordão. É o partido dele que mais fielmente defende os interesses deste grupo conservador.
Eles investem contra o PROUNI (defendem os donos das faculdades particulares). Investem contra o símbolo dos trangênicos (um triângulo que é colocado em alimentos para avisar o consumidor). Investem contra os direitos dos trabalhadores (sempre para aumentar o lucro de quem já tem muito dinheiro).
Uma das formas que os grandes empresários conseguiram para TIRAR o décimo terceiro salário e as férias dos funcionários é simular um contrato como se os funcionários fossem pessoas jurídicas. Acontece que a justiça começou a punir estas empresas e proteger o funcionário super-explorado. A aliança conservadora conseguiu aprovar uma lei que dificulta a fiscalização deste tipo de MARACUTAIA (lembrem que a classe alta gosta de fazer leis que garantam a impunidade dela - esta é a raiz do judiciário não funcionar no Brasil).
Esta lei que dificulta a apuração de MARACUTAIA contra os funcionários super-explorados teve o apoio entusiasta do partido democrático (DEM), da bancada ruralista, dos grileiros. Teve a oposição do Partido dos trabalhadores (PT), PSOL, PCdoB. Foi vetada pelo presidente Lula. Estes partidos de esquerda atuam contra os interesses do donos milionários da mídia, portanto (em retribuição) eles apoiam gente do tipinho do Kassab.
São negócios. Grandes negócios. A classe alta faz questão que existam leis que garantam a impunidade. Eles se unem para cada um ter impunidade e maior lucro na suas respectivas áreas de interesse.
Quem paga o preço é a classe alta e a classe média.
leia a notícia abaixo:
"Jornalista contratada como pessoa jurídica obtém vínculo com a Globo
“A 6ª Turma do TST (Tribunal Superior do Trabalho) obrigou a TV Globo a reconhecer vínculo de emprego com a jornalista Claudia Cordeiro Cruz, contratada como pessoa jurídica.
O ministro Horácio Senna Pires, relator do caso, concluiu que o esquema “se tratava de típica fraude ao contrato de trabalho, caracterizada pela imposição feita pela Globo para que a jornalista constituísse pessoa jurídica com o objetivo de burlar a relação de emprego”.
No período entre 1989 a 2001, Cláudia Cruz trabalhou como repórter e apresentadora nos principais telejornais e programas da Globo, como o Jornal Nacional, Fantástico, Jornal da Globo, Jornal Hoje, RJ TV e Bom Dia Rio. Porém nunca teve sua carteira profissional assinada, por quando entrou na emissora foi obrigada a abrir uma empresa pela qual forneceria sua própria mão-de-obra. Para isso, ela criou a C3 Produções Artísticas e Jornalísticas, que realizou sucessivos contratos denominados “locação de serviços e outras avenças”.
Última Instância
http://nogueirajr.blogspot.com/2008/10/jornalista-contratada-como-pessoa.html
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terça-feira, 19 de agosto de 2008
Câmara definirá de quem é a responsabilidade pelo lixo urbano
.
Depois de 17 anos de tramitação, a Câmara dos Deputados poderá aprovar a lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), marco regulatório que pretende atribuir responsabilidades a consumidores, comerciantes e produtores sobre a destinação do lixo urbano.
Além disso, a proposta padroniza e regulamenta o acondicionamento, coleta, tratamento, transporte e a destinação final dos rejeitos.
O tema está em 140 projetos de lei em tramitação na Casa. O texto que balizará os debates deverá ser o Projeto de Lei 1991, de 2007, enviado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso .
Dessa proposta sairá o substitutivo do relator, deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), que deverá ter dois pilares básicos: a responsabilidade compartilhada pela destinação final dos rejeitos sólidos - a ser divida entre a indústria, os consumidores e o comércio - e a criação de incentivos fiscais e tributários para quem participar ativamente das soluções sustentáveis para os rejeitos.
O texto do governo institui a LOGÍSTICA REVERSA, pela qual o setor produtivo será responsável por "trazer de volta" os produtos comercializados para reutilização, destinação final e reciclagem. Esse ponto é o de maior resistência da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Segundo números do Ministério do Meio Ambiente, o país produz diariamente 154 mil toneladas de resíduos, dos quais 78% lixo doméstico.
Os 524 municípios com mais de 50 mil habitantes do país geram 80% do total desse lixo, sendo que as 13 maiores cidades brasileiras são responsáveis por 32% do total. Hoje, 59% das cidades brasileiras colocam esses rejeitos em lixões. Apenas 13% dos municípios têm aterros sanitários.
O país possui um vácuo jurídico-legislativo na questão. O que existem são legislações no âmbito do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) sobre produtos específicos, como pneus e pilhas.
Na definição dos responsáveis pelos rejeitos, dois modelos estão em vigor no mundo. A União Européia optou por responsabilizar o setor produtivo -cabe à indústria recolher, reciclar, dar destinação final ou reutilizar o lixo produzidos por seus produtos. Isso significa que um fabricante de geladeiras é responsável pelo destino final a ser dado por seus refrigeradores .
Nos Estados Unidos, o modelo é compartilhado: consumidores, comerciantes e produtores são responsáveis pelos resíduos sólidos. A CNI aprova o modelo compartilhado e descarta apoiar uma proposta semelhante à européia.
A PALAVRA DA CNI - "Nós não temos governança sobre os consumidores. Não há nada que obrigue a pessoa a dar uma destinação final ao produto", completa. "Se uma pilha é jogada no lago, a indústria é punida. Essa não é a logística reversa, é a logística perversa."
A CNI quer que o projeto seja mais explícito em definir as responsabilidades como compartilhadas. A avaliação da entidade é de que o texto ainda é frágil nesse aspecto e deixa brechas para que, na regulamentação da lei, o setor produtivo possa ser responsabilizado totalmente.
Incluindo a responsabilidade compartilhada, a segunda aposta de Jardim para trazer a indústria para o lado do projeto é a criação dos incentivos fiscais e tributários. O deputado sabe que, sem o apoio da indústria, dificilmente o texto tramitará na Câmara. "Não tem sentido, por exemplo, o papel reciclado custar mais caro que o papel comum", argumenta Jardim.
O primeiro projeto a tramitar na Câmara surgiu em 1991, quando pressões do setor privado impediram a aprovação de uma política nacional.
Em 2006, uma nova tentativa foi feita, e uma comissão especial chegou a aprovar um relatório final sobre a questão. Mais uma vez, o lobby do setor produtivo impediu o avanço. Em junho, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP) criou um grupo de trabalho para organizar os mais de 140 projetos de lei que surgiram sobre resíduos sólidos desde 1991.
Entre eles, o texto mais importante é o PL nº 1991, de 2007, enviado ao Congresso Nacional pelo governo federal. Foi a primeira vez que o Executivo fez a opção de participar do debate legislativo do assunto. Arnaldo Jardim (PPS-SP) aponta três fatores que anteriormente impediram o avanço das normas. O primeiro era a ausência do Executivo no debate, que tirava o compromisso dos partidos de dar suporte às propostas apresentadas. O segundo ponto era o desentendimento do setor produtivo sobre a questão, com alguns atores tendo uma posição bastante radical contrária ao texto, como o de pneus e toda a polêmica sobre importação de pneumáticos usados.
"Mas a questão mais importante era a omissão, nos textos apresentados, de instrumentos fiscais e tributários para incentivar a atuação da indústria e do comércio na reutilização, na reciclagem e na destinação final dos rejeitos", diz Jardim.
Do jornal valor econômico
O LIXO É UM DOS MAIORES DESAFIOS PARA UMA SOCIEDADE ECOLÓGICAMENTE VIÁVEL E PARA EVITAR CONTAMINAÇÃO DE RIOS, AQUÍFEROS, ETC.
PRESTEM ATENÇÃO AO TERMO LOGÍSTICA REVERSA. ELE É O MAIS IMPORTANTE DO TEXTO.
Leia:
Agricultura limpa
Justiça proíbe agência de avaliar agrotóxico
.
Depois de 17 anos de tramitação, a Câmara dos Deputados poderá aprovar a lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), marco regulatório que pretende atribuir responsabilidades a consumidores, comerciantes e produtores sobre a destinação do lixo urbano.
Além disso, a proposta padroniza e regulamenta o acondicionamento, coleta, tratamento, transporte e a destinação final dos rejeitos.
O tema está em 140 projetos de lei em tramitação na Casa. O texto que balizará os debates deverá ser o Projeto de Lei 1991, de 2007, enviado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso .
Dessa proposta sairá o substitutivo do relator, deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), que deverá ter dois pilares básicos: a responsabilidade compartilhada pela destinação final dos rejeitos sólidos - a ser divida entre a indústria, os consumidores e o comércio - e a criação de incentivos fiscais e tributários para quem participar ativamente das soluções sustentáveis para os rejeitos.
O texto do governo institui a LOGÍSTICA REVERSA, pela qual o setor produtivo será responsável por "trazer de volta" os produtos comercializados para reutilização, destinação final e reciclagem. Esse ponto é o de maior resistência da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Segundo números do Ministério do Meio Ambiente, o país produz diariamente 154 mil toneladas de resíduos, dos quais 78% lixo doméstico.
Os 524 municípios com mais de 50 mil habitantes do país geram 80% do total desse lixo, sendo que as 13 maiores cidades brasileiras são responsáveis por 32% do total. Hoje, 59% das cidades brasileiras colocam esses rejeitos em lixões. Apenas 13% dos municípios têm aterros sanitários.
O país possui um vácuo jurídico-legislativo na questão. O que existem são legislações no âmbito do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) sobre produtos específicos, como pneus e pilhas.
Na definição dos responsáveis pelos rejeitos, dois modelos estão em vigor no mundo. A União Européia optou por responsabilizar o setor produtivo -cabe à indústria recolher, reciclar, dar destinação final ou reutilizar o lixo produzidos por seus produtos. Isso significa que um fabricante de geladeiras é responsável pelo destino final a ser dado por seus refrigeradores .
Nos Estados Unidos, o modelo é compartilhado: consumidores, comerciantes e produtores são responsáveis pelos resíduos sólidos. A CNI aprova o modelo compartilhado e descarta apoiar uma proposta semelhante à européia.
A PALAVRA DA CNI - "Nós não temos governança sobre os consumidores. Não há nada que obrigue a pessoa a dar uma destinação final ao produto", completa. "Se uma pilha é jogada no lago, a indústria é punida. Essa não é a logística reversa, é a logística perversa."
A CNI quer que o projeto seja mais explícito em definir as responsabilidades como compartilhadas. A avaliação da entidade é de que o texto ainda é frágil nesse aspecto e deixa brechas para que, na regulamentação da lei, o setor produtivo possa ser responsabilizado totalmente.
Incluindo a responsabilidade compartilhada, a segunda aposta de Jardim para trazer a indústria para o lado do projeto é a criação dos incentivos fiscais e tributários. O deputado sabe que, sem o apoio da indústria, dificilmente o texto tramitará na Câmara. "Não tem sentido, por exemplo, o papel reciclado custar mais caro que o papel comum", argumenta Jardim.
O primeiro projeto a tramitar na Câmara surgiu em 1991, quando pressões do setor privado impediram a aprovação de uma política nacional.
Em 2006, uma nova tentativa foi feita, e uma comissão especial chegou a aprovar um relatório final sobre a questão. Mais uma vez, o lobby do setor produtivo impediu o avanço. Em junho, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP) criou um grupo de trabalho para organizar os mais de 140 projetos de lei que surgiram sobre resíduos sólidos desde 1991.
Entre eles, o texto mais importante é o PL nº 1991, de 2007, enviado ao Congresso Nacional pelo governo federal. Foi a primeira vez que o Executivo fez a opção de participar do debate legislativo do assunto. Arnaldo Jardim (PPS-SP) aponta três fatores que anteriormente impediram o avanço das normas. O primeiro era a ausência do Executivo no debate, que tirava o compromisso dos partidos de dar suporte às propostas apresentadas. O segundo ponto era o desentendimento do setor produtivo sobre a questão, com alguns atores tendo uma posição bastante radical contrária ao texto, como o de pneus e toda a polêmica sobre importação de pneumáticos usados.
"Mas a questão mais importante era a omissão, nos textos apresentados, de instrumentos fiscais e tributários para incentivar a atuação da indústria e do comércio na reutilização, na reciclagem e na destinação final dos rejeitos", diz Jardim.
Do jornal valor econômico
O LIXO É UM DOS MAIORES DESAFIOS PARA UMA SOCIEDADE ECOLÓGICAMENTE VIÁVEL E PARA EVITAR CONTAMINAÇÃO DE RIOS, AQUÍFEROS, ETC.
PRESTEM ATENÇÃO AO TERMO LOGÍSTICA REVERSA. ELE É O MAIS IMPORTANTE DO TEXTO.
Leia:
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Justiça proíbe agência de avaliar agrotóxico
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