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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Forças Armadas e a polícia de fronteiras

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Quem Lê o Blog do Chicão sabe que sou radicalmente pacifista.

O Brasil gasta DEMAIS com as forças armadas.

O Governo federal gasta mais com ela do que com Educação.

Um absurdo!

Um desperdício de dinheiro.

Temos que arranjar serviço para este monte de pessoas.

Uma ótima opção (já que reduzir o gasto "tá" difícil) é colocá-la para policiar fronteira.

"As Forças Armadas poderão agora fazer patrulhamento, revista de pessoas, veículos, embarcações e aeronaves e realizar prisões em flagrante nas fronteiras terrestres, nas águas internas e marítimas. A atribuição consta de projeto-de-lei aprovado quarta-feira, no Senado, que o presidente da República deverá colocar em vigor nos próximos dias. Com isso, pretende-se ampliar o combate ao tráfico de drogas, contrabando de mercadorias e a outros crimes que começam ou terminam na zona fronteiriça". UOL

É bom lembrar que tradicionalmente os militares eram contra terem esta atribuição. Não sei o que aconteceu para eles mudarem de idéia. Nem sei se mudaram... ou se uma parte mudou e outra não...

"O alto comando das Forças Armadas brasileiras já teve crises de urticária ao ouvir pedidos para realizar missões de policiamento. Nem pensar!, bradavam os graduados de ombros estrelados.


– Milico é feito para combater, não para prender. Não queremos nossos soldados corrompidos pela guerra ao tráfico – argumentavam". Jornal Zero Hora

Pelo dinheiro que nós gastamos, as forças armadas devem ficar 24 por dia patrulhando as fronteiras.

Hoje, grande parte dela está exercendo atividades burocráticas ou irrelevantes.



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terça-feira, 27 de julho de 2010

Um belo discurso pacifista para o Brasil

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Ainda durante a ditadura civil-militar, já na fase de distensão, a grande atriz Dina Sfat (foto) mostrou que era uma mulher politizada e corajosa. Ela participava de um programa de televisão como entrevistadora convidada, o entrevistado era um general de peito arfante de patriotismo e boçalidade. Todos puxavam o saco do entrevistado. De tudo que ele falava, a metade era lorota e a outra metade façanhas a la Barão de Münchausen. A folhas tantas, Dina mira o militar e dispara certeiro: "General, em quantas guerras mesmo, no duro, o senhor lutou?" Não obteve resposta, por óbvio, ouviram-se alguns pigarros evasivos e logo foram chamados os comerciais da emissora.


Notem, pois, que a instituição militar em pleno século 21 é um anacronismo absoluto, por que sustentada em conceitos de defesa e segurança nacional completamente superados. Do que nos defendem os militares brasileiros? No duro, como dizia Dina, o que faz essa gente, além de parasitar os cofres públicos? Que contribuição eles dão ao povo e às instituições republicanas brasileiras? Foram instrumento de um golpe civil contra a errante democracia liberal de 1964, ficaram 21 anos no poder, cometeram desmandos, tropelias, crimes, sairam pela condição excrescente que representavam e até hoje não fizeram autocrítica alguma.

Paralelo ao governo arbitrário pelo qual foram responsáveis, setores militares desenvolveram um franco interesse econômico que hoje prospera e soube se fazer player no contexto mundial dos complexos industrial-militares. É disso que trata a manifestação de Nelson Jobim. O ministro está expressando e sendo porta-voz destes interesses econômicos, sempre travestidos da retórica mofada do patriotismo, defesa nacional, Brasil grande potência, interesses estratégicos, blablablablablá.

"Não podemos ter operações noturnas", reclama o ministro Jobim. Ah, que horror, que catástrofe!

Como se estivéssemos à beira de uma convulsão internacional e na iminência de sermos invadidos por exércitos estrangeiros. Ora, essa invasão já acontece, só não tem caráter bélico-militarista tout court. Ela ocorre por via do capital financeiro, através de dívidas e captura de agentes econômicos e cadeias produtivas inteiras. Um exemplo nítido é o agronegócio, todo ele colonizado pelos interesses dos manipuladores de sementes e grãos, dos insumos químicos, da indústria alimentícia, cujos controles em última instância estão nas mãos dos grandes bancos internacionais. Contra esse "inimigo" plenamente internalizado (e com ministério na Esplanada), que armas dispõe o nosso patriótico ministro da Defesa?

Portanto, essa conversa fiada de Nelson Jobim, no fundo e no raso, é pura ideologia, uma manipulação grosseira de conceitos atrasados, obsoletos, que procuram conectar a noção de "forças armadas" com a noção (canalha, segundo Samuel Johnson) de "patriotismo".

É atualíssimo, então, o repto de Dina Sfat. Apenas devemos modificar a conjugação do verbo lutar, agora no futuro do presente:

- Generais, em quantas guerras os senhores ainda lutarão?

Do Blog Diário Gauche
http://diariogauche.blogspot.com/2010/07/dina-sfat-nelson-jobim-e-o-interesse.html
 
 
 
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segunda-feira, 28 de junho de 2010

A denúncia pacifista de um veterano da guerra do Iraque

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"Milhões de pessoas neste país sem assistência médica, trabalho e acesso à educação, e nós vemos o governo gastar 450 milhões de dólares por dia nessa ocupação".


"Pessoas pobres e trabalhadoras deste país são mandadas matar pessoas pobres e trabalhadoras de outro país, e fazer os ricos mais ricos" - diz o ex-soldado dos Estados Unidos.

O vídeo tem 4 minutos e meio.
 
retirado do blog Diário Gauche http://www.diariogauche.blogspot.com/
 
Leia também:
 
Sem a indústria da guerra os EUA vão à falência
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2010/05/sem-industria-da-guerra-os-eua-vao.html
 
 
 
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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Sem a indústria da guerra os EUA vão à falência

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Manchete de jornal:

"Senado americano aprova R$ 109 bilhões para esforço de guerra" Folha de SP

Este é o PAC contínuo dos EUA - uma espécie de Programa Agressivo Contínuo.

É através deste mecanismo que eles compram de sua própria indústria produtos de alta tecnologia -sem concorrência e sem deixar que outros países forneçam quase nada.

Através deste PAC os EUA mantém políticas estratégicas que reservam para seu próprio mercado o grosso dos contratos de países submetidos.

Geram empregos, pois os soldados são pagos, os empregados da indústria bélica são pagos, etc.

Para manter esta máquina de guerra eles precisam criar "demônios".

Um idiotinha como o presidente do Irã é um prato cheio.

Com suas palavras polêmicas e seu jeito agressivo é fácil transformá-lo no Sadam da vez.

A imprensa submissa brasileira, que tem complexo de vira-lata, segue o script destruidor norte-americano.

E os babacas, que não ganham nada, nem dinheiro e nem a paz, repetem como papagaios os interesses belicosos destas pessoas.

Pacifismo já!

Não existe pacifismo sem diálogo.

PS: ontem eu li na Folha de SP um texto que diz: "Ao dar legitimidade a Ahmadinejad, Lula envergonha o Brasil - Quem fortalece regime tirânico do Irã e acoberta sua pretensão nuclear terá de responder ao povo iraniano."

Sabe quem é o autor? THOMAS L. FRIEDMAN - DO "NEW YORK TIMES" Um sujeitinho que passou anos dizendo que tinha que acabar com o Sadam e suas armas químicas. Que o Sadam era isto, era aquilo. Cadê as armas químicas do Sadam? NUNCA EXISTIRAM. Mas tipinhos como este sujeito acima encheram as nádegas de dinheiro. Ganharam dinheiro graças aos tolos que acreditam nele.


Leia também:

EUA - 40% dos impostos vão para militares
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2008/11/eua-40-dos-impostos-vo-para-militares.html

Negócios militares drenam dinheiro da educação
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/08/negocios-militares-drena-dinheiro-da.html




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segunda-feira, 15 de março de 2010

O pacifismo está perdendo: Compras de armas aumentam 150% na América do Sul

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A compra de armas na América do Sul teve um salto de 150% nos últimos cinco anos na comparação com o período entre 2000 e 2004 --um número quase sete vezes maior que a média mundial de 22%, segundo dados apresentados pelo Instituto Internacional de Pesquisas da Paz de Estocolmo (Sipri) e reportados por Luciana Coelho, na Folha de S. Paulo.


O Sipri ressalta que, apesar das aquisições sul-americanas serem uma parcela menor do total global, há um rápido crescimento e "indícios claros de comportamento competitivo" --um país reagindo à compra por outro.

E nesta competição, o Brasil tem participação especial. "O Brasil em particular tem ligado desenvolvimento com a ideia de que é preciso adquirir uma força militar mais moderna para se tornar uma potência global, como o presidente Lula tem enfatizado nos últimos anos", disse à Folha por telefone Mark Bromley, especialista do Sipri na região.

Os dados, detalhados à Folha antecipadamente, tomam como base as encomendas de armas convencionais pesadas que foram entregues (e não apenas solicitadas) para cada país, o que cria expectativa de que o avanço persista.

O Brasil foi o terceiro comprador de armas da região e o 30º do planeta no período em foco, atrás do Chile (rival histórico do Peru e 13º comprador global) e da Venezuela (o 17º, constantemente em tensão com a Colômbia desde que Hugo Chávez e Álvaro Uribe chegaram ao poder em Caracas e Bogotá). Em seguida vêm exatamente Peru e Colômbia.  UOL

Leia também:
Avião de guerra não serve para nada
http://machoverdadeiro.blogspot.com/2010/03/aviao-de-guerra-nao-serve-para-nada.html


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terça-feira, 2 de março de 2010

Você quer um governo submisso ou um governo que sabe negociar a favor do Brasil?

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Se dependesse dos setores conservadores  o Brasil estaria automaticamente alinhado aos EUA, fazendo tudo que é do interesse americano.

É assim que eles agiram quando estavam no governo. O Brasil só perdeu com a ação deles.

Vamos exemplificar as formas de agir do governo do Brasil nos últimos 20 anos:

o programa nuclear do Irã é péssimo. Como é péssimo todos os investimentos em armamento.

A questão é: nós vamos nos aliar aos EUA sem negociar NADA?

O FHC abriu o mercado brasileiro de educação para empresas estrangeiras. Sabe o que o Brasil ganhou em troca das nações mais desenvolvidas?

NADA. ABSOLUTAMENTE NADA.

Poucos meses depois os EUA aumentaram a proteção à sua agricultura.

Ou seja, fizemos o papel de bobo.

Sou contra empresas estrangeiras na educação no Brasil. Mas, se for para abrir o mercado, pelo menos que se NEGOCIE algo em troca.

Quando o FHC montou o SIVAM, sistema de radar da amazônia NÃO EXIGIU quase nada em troca. Ou seja, gastou-se bilhões e não exigiu transferência de tecnologia de ponta para o país.

O governo FHC/SERRA/JEREISSATI/AÉCIO pagou muito caro por equipamentos e nem sequer desenvolveram a indústria nacional.

Só agora, com o governo Lula negociando, é que os EUA começam a se abrir para transferência de tecnologia de ponta. Ainda é pouco o que eles oferecem. TEMOS QUE EXIGIR MAIS. Isto se faz negociando.

Temos que atingir nossos interesses patrióticos. E não ficar a reboque dos EUA, que depois retribuem nos prejudicando.

Esta síndrome de vira-lata da oposição e dos donos das grandes empresas de comunicação term que ACABAR.

O Brasil não deve ser submisso para agradar aos interesses comerciais e políticos de Serra. Aécio, família Marinho, família Saad (dona da Band), etc.

Temos que NEGOCIAR. Temos que nos acostumar a ver o governo Brasileiro negociar a FAVOR DO POVO BRASILEIRO.

A matéria abaixo é da BBC Brasil:

"Lula diz que só “presta contas” sobre visita ao Irã ao povo brasileiro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta sexta-feira, que não tem de prestar contas sobre sua visita ao Irã, prevista para maio, “a não ser ao povo brasileiro”

O presidente havia sido questionado sobre o encontro que terá, na próxima semana em Brasília, com a secretária de Estado americano, Hillary Clinton – e se essa reunião poderia resultar numa mudança de postura do governo brasileiro em relação ao Irã.

Segundo o presidente, a relação com os Estados Unidos é “soberana”.

“A relação americana é uma relação soberana. Eles visitam quem querem e eu visito quem eu quero dentro do respeito soberano de cada país”, acrescentou Lula.

O presidente Lula disse, no entanto, que “não concordará” com o governo iraniano, caso este decida ampliar seu programa nuclear para um enriquecimento de urânio acima de 20%.

“O Irã estará rompendo com o tratado que é feito por todos nós, nas Nações Unidas. E eu não poderia concordar”, disse Lula".

Isto é negociar de forma soberana.

É isto que faz o Brasil ser mais respeitado ATUALMENTE.

Basta destes conservadores que não se importam do Brasil "ficar de quatro" para seguir cegamente o que outros paises MANDAM.

Leia também:

Ensinando o Brasil a negociar
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/ensinando-o-brasil-negociar.html


VIVA NOSSA PÁTRIA BRASIL!

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Para refletir: torturadores

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“Quem censurou, quem prendeu sem ordem judicial, quem cassou mandatos e quem apoiou a ditadura militar estão anistiados. Mas um torturador cometeu um crime de lesa-humanidade e deve ser punido pelo Estado como quer a nossa Constituição.” Cezar Britto, presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil

Alguém poderia me explicar porque uma grande parcela de militares jovens fazem questão de defender torturadores?

Será que na formação deles continua sendo feita lavagem cerebral?

Está na hora de desideologizar as forças armadas.

E gastar menos dinheiro com armas e mais com educação, saúde e ecologia.




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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A loucura do armamentismo e a burrice da direita mundial

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Segundo a teoria dos jogos, Irã terá a capacidade de desenvolver arma nuclear

por Gustavo Chacra [o que está entre chaves é comentário do Blog do Chicão]

O Irã terá a capacidade de desenvolver uma bomba, mas não construirá a arma atômica por opção própria [o pior fanatismo é o religioso, duvido que não construirão]. Esta é a conclusão de Bruce Bueno de Mesquita, professor da Universidade de Nova York e maior especialista nos Estados Unidos em teoria dos jogos aplicada às relações internacionais.

Com modelos matemáticos que atribuem valores que englobam o poder e a capacidade de implementar suas vontades a cada um dos atores envolvidos, sejam pessoas, instituições e países, ele concluiu que este será o resultado do processo mais ou menos no fim do ano.

Não é de se jogar fora esta previsão, já que, apenas em relação ao Irã, Bueno de Mesquita acertou que Khamanei seria o sucessor de Khomeini como líder supremo do Irã com anos de antecedência. Também antecipou a vitória de Rafsanjani e de todos os outros presidentes iranianos.

Ele não divulga o modelo matemático que usa, já que ganha dinheiro vendendo seus serviços para empresas privadas e mesmo para a CIA, segundo revelou há algumas semanas para o New York Times. Claro, o modelo é móvel. No ano passado, Obama, como candidato democrata, era um ator importante, mas com uma pontuação inferior à atual, no cargo de presidente. O mesmo vale para Israel, pós-eleições.

O Irã teve, desde a Revolução Islâmica, o Iraque como barreira para impedir a sua influência no mundo árabe. Ao derrubaram Saddam Hussein, maior inimigo dos iranianos, os EUA prestaram um ótimo serviço para o regime islâmico de Teerã. De presente, os americanoss ainda ajudaram o Irã em outra fronteira, ao tirar o Taleban do poder no Afeganistão, outro rival do Irã. [tudo pelo petróleo, mentiram e enganaram o povo americano dizendo que o Sadam tinha arma química. MENTIRAM e mentirão sempre]

Estes dois presentes vieram junto com uma onda de ameaças ao regime. E o Irã observou que os EUA se aliaram ao Paquistão – que tem bomba atômica – e sempre são cautelosos ao falarem da Coréia do Norte – que também tem bomba atômica. A lógica, para qualquer realista, é desenvolver uma bomba atômica, já que, desta forma, dificilmente seria atacado por Israel ou os Estados Unidos. [é isso mesmo. No caso da venezuela os EUA tem medo do Chaves não pelos bilhões gastos em armamento pesado. Tem medo é dos centenas de milhares de armamentos leves que ele comprou e que tornaria uma invasão inviável. Hoje a opção dos EUA é comprar e apoiar opositores ao regime. Tudo pelo petróleo.]

Mais do que isso, também aumentaria o seu poder regional em relação aos vizinhos árabes. A arma não seria para destruir Israel, mesmo porque, em minutos, os americanos e os israelenses eliminariam todas as cidades do Irã com mais de cem mil habitantes em resposta a um ataque nuclear a Tel Aviv. [Israel não precisa dos EUA para guerra atômica. Precisa economicamente.]

A teoria de Buenos de Mesquita é a de que, com a capacidade de desenvolver a arma, o Irã já teria como levar os americanos e os israelenses a pensar duas vezes antes de um ataque e, consequentemente, os iranianos se sentiriam mais seguros. [Até que ISrael encontre uma forma de atingi-los, aí será nova corrida].

Gary Sick, professor da Universidade Columbia, sempre defendeu esta “via Brasil”, na qual, mesmo com a capacidade de ter a bomba, o Irã opta por não ter. Vamos aguardar para ver se Buenos de Mesquita está correto. [O Brasil abriu mão de pesquisas. Em comum acordo com a Argentina, um acordo exemplar, MARAVILHOSO].

[Pela colocação acima você pode imaginar a burrice que foi a invasão ao Iraque. Mudou a geopolítica mundial e tornou um inferno a vida dos cristãos nos países muçulmanos. No Brasil, bestas como Ali Kamel, ideólogo da Globo e defensor ferrenho das ações dos EUA continuam influenciando e aprontando das suas.]

Do Blog Diário do Oriente Médio


Leia também:

Conservadores reacionários: a confissão sobre o Iraque
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/06/conservadores-reacionarios-confissao.html


Corrida armamentista NÃO!
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/corrida-armamentista-nao.html


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terça-feira, 15 de setembro de 2009

Exército: onde falta planejamento, falta dinheiro

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"O Comando do Exército afirmou ontem que a corporação carece de recursos para o pagamento de água, luz, telefone e alimentação e explicou que as medidas restritivas, como a redução do horário de expediente nas segundas e sextas-feiras, são consequências do congelamento de R$ 580 milhões feito pelo governo". UOL

É bom lembrar que as forças armadas aumentaram seu efetivo em dezenas de milhares de membros.

São mais de 100 mil membros a mais.

É muito salário a mais.

É muito custo a mais.

Para um país pobre como o nosso é um desperdício.

Para as próprias forças armadas não é bom.

Falta planejamento, com isto o que ela tem que fazer não tem continuidade.

O ideal seria reduzir o orçamento das forças armadas.

Mesmo se não diminuir o orçamento é preciso administrar melhor.

Uma força armada menor e com mais treinamento.

Uma força armada mais presente nas fronteiras, principalmente do centro-oeste e da amazônia, e menos no litoral.

Falta planejamento.




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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Ensinando o Brasil a negociar

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Quando vi a declaração do Lula sobre os jatos franceses pensei: começou a negociação DE FATO.

Sou contra os gastos militares programados. Todavia, se vão comprá-lo é preciso negociar direito.

O Brasil não pode repetir o erro do SIVAM, o sistema de vigilância da amazônia. O Brasil comprou muito caro, sem conseguir quase nada em troca.

A função dos governos é defender o Brasil. E para defender o Braisl é preciso colocar as "cartas na mesa" e saber exigir benefícios para nosso país.

Leia trechos de reprotagem do UOL:

"O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, até aderiu à brincadeira do presidente Lula, de que vai acabar recebendo os aviões "de graça": "É possível. Os EUA disseram que vão transferir tudo, e a Suécia, que vai rever condições."

"A Folha informa que o novo parâmetro usado pelo governo brasileiro para tentar obter maiores vantagens no negócio, que pode chegar a 4 bilhões, foi dado pelo presidente francês Nicolas Sarkozy: ele garantiu a Lula que a Dassault irá vender os aviões ao Brasil pelo mesmo preço que cobra da própria Aeronáutica francesa".

" ...nesta terça, por exemplo, desembarcam em São Paulo enviados especiais da Boeing para defender o seu avião, o F-18 Super Hornet, batendo na tecla de que seu produto não é só um dos melhores, se não o melhor, e atende ao requisito de TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA".

Pense bem e esqueça a política.

Produtos mais baratos e com mais transferência de tecnologia.

É assim que se negocia.


PS: a Globo/CBN tratou o episódio como uma pisada de bola do presidente, mais uma gafe, uma preciptação, etc. Não é atoa que este pessoal Globo/PSDB/DEM/Bandeirantes, etc. que controlaram o poder no Brasil por décadas levaram o Brasil três vezes à quase-falência, com milhões perdendo o emprego e a dívida pública explodindo.



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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Corrida armamentista NÃO!

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O Brasil quer comprar bastante submarinos, aviões, etc.

É um negócio de BILHÕES DE REAIS.

Que não servirá para nada.

Tudo isto é um "peidinho" frente as frotas dos EUA.

A Argentina, a Colombia, a Bolívia, Uruguai, Paraguai, Venezuela, e outros não estão sequer pensando em guerra contra nós.

Quem poderia vir aqui e querer se meter com nossa Pátria?

Os EUA.

Mas, para isto os americanos não precisam de armas. Basta dar dinheiro para a imprensa conservadora, comprar alguns políticos, jornalistas, juízes. Eles estão sempre de prontidão para defender os interesses dos EUA.

Na época da ditadura, e atualmente tambémos, EUA compraram a consciência de muitos militares.

Os EUA usam ideologia e dinheiro para influenciar o Brasil.

Bom, vamos supor que os EUA resolvam dominar o pré-sal. Eles terão que invadir o Brasil. Neste caso todos estes equipamentos militares não servirão para nada.

Quem venceu os EUA não usou a guerra convencional.

No Vietnam os EUA levaram um cacete.

No Afeganistão está apanhando.

Ou seja, é muito mais interessante fazer como o Chaves fez. Comprar milhares de armas e em caso de necessidade distribuir para a população.

Os 100 mil fuzis que o Chaves comprou dá mais medo nos EUA do que os aviões brasileiros.

Sabe porque?

Porque os americanos sabem lidar melhor com a guerra convencional, do que com a guerra de "porta em porta".

Se os EUA invadirem a Venezuela terão tanta baixa de soldados que eles já desistiram desta idéia.

Este deveria ser o caminho do Brasil.

Temos que treinar militares para entrarem nos EUA e fazerem sabotagem (lógico, que em caso de guerra). Temos que treinar militares para matar cada um dos americanos que ousarem pisar em nosso solo sagrado com a finalidade de guerra.

Fora isto, devemos gastar nosso dinheiro para promover a paz, a educação, a saúde. Para ajudar quem precisa, fazer caridade.

O Brasil será forte o dia em que se desenvolver e for um país que promova uma cultura de paz em todo o planeta.

Neste sentido devemos buscar a amizade e a paz com todos os países, inclusive com o povo que mais adora guerra neste planeta, que é o povo americano.


PS: a solução que aponto aqui é muito mais barata. Não precisa investir quase nada e ainda dá para cortar o orçamento de defesa do Brasil para um quarto do que é hoje.


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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Péssima notícia: América do Sul reforça seus arsenais bélicos

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O aumento da presença militar dos EUA na Colômbia corresponde a uma estratégia comercial dos EUA.

Este país hoje é militar dependente. Criar tensão para vender armamentos e serviços é fundamental para manter a máquina de guerra do EUA funcionando.

Criar tensão e corrida armamentista, este é o desejo dos EUA.

Eles estão conseguindo o objetivo.

E o Brasil está embarcando nesta corrida. É uma pena.


Leia o texto abaixo:

América do Sul reforça seus arsenais bélicos

Javier Lafuente Em Madri

O acordo entre a Colômbia e os Estados Unidos para o uso de sete bases militares colombianas disparou o nervosismo de muitos mandatários sul-americanos. Mas os ventos de guerra vislumbrados pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, são outro episódio, nem por isso menos importante, no agitado tabuleiro militar sul-americano. Desde então, em apenas um mês, a Venezuela aumentou suas encomendas à Rússia, o exército equatoriano adquiriu novo material de Pequim e o Brasil confirmou que vai implementar um plano de estratégia militar para, segundo dizem, preservar a Amazônia.

Cinco anos de bonança econômica possibilitaram que os orçamentos para a defesa disparassem. Neste ano, dois relatórios de prestigiosos centros internacionais dissiparam qualquer dúvida sobre o gasto militar. O Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês) indicou que o gasto da América Latina e do Caribe aumentou 91% entre 2003 e 2008, passando de US$ 24,7 bilhões para US$ 47,2 bilhões. Recentemente, o Instituto Internacional de Estudos para a Paz (SIPRI), de Estocolmo, indicou que o consumo do ano passado só na América do Sul foi de US$ 48 bilhões, 6% a mais que em 2007, e representou um aumento de 50% na última década.

...

Mas, se só o México e a Colômbia travam guerras internas, como se justifica que o Chile tenha centenas de tanques Leopard 2, os mais poderosos do sul do continente? Ou que a Venezuela tenha adquirido material tão sofisticado? As tensões regionais são subjacentes a essa renovação do material bélico. É a cobra que morde a cauda. Cada vez que um país se arma, o vizinho anuncia novas aquisições.

Leia o texto completo em:

http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2009/08/28/ult581u3451.jhtm



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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Negócios militares drenam dinheiro da educação

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Na época da guerra do Vietnan surgiu um lema pacifista que era assim: "imagine se houvesse uma guerra e ninguém aparecesse para lutar".

Milhares de jovens no mundo seguiram este lema e não apareceram para lutar.

Isto é pacifismo.

Mas, pacifismo não dá dinheiro. Principalmente para aqueles acostumados a produzir armas. E a usar armas para ter tecnologia e assim incentivar indústrias de fins civis.

Entendeu? Funciona assim: o governo dos EUA, por exemplo, investe bilhões em encomendas para as indústrias locais ESCOLHIDAS "A DEDO". Com as encomendas, com os incentivos fiscais, elas investem em inovação tecnológica. Depois, parte destas inovações se transformam em produtos que eles vendem nos mercados internacionais.

Hoje o governo dos EUA é militar dependente. Sem esta estratégia o país perde muito e apressa sua decadência (que os gênios da revista Veja juram que é pura intriga de esquerdistas).

Como justificar o militarismo?

Criando problemas e insegurança.

A guerra contra o Sadam foi um exemplo.

Agora querem trazer insegurança para a América Latina. Os EUA querem rechear a Colômbia de bases militares.

O que os outros países vão fazer?

Vão se armar para se sentirem menos inseguros. Vão gastar dinheiro para comprar armas. Dinheiro que poderia ir para a educação.

Quem fica feliz com isto são os comerciantes de armas. E o governo dos EUA que é militar dependente.

Quem fica feliz com isto são os malucos que acham que defender nossa pátria é só comprar armas. Se esquecem que o maior perigo para nossa soberania está em empresas estrangeiras investirem em educação e em jornais, rádios, internet e Tvs. Muito melhor do que ocupar um país é fazer a cabeça da sua população para defenderem o interesse estrangeiro.

Leia a notícia abaixo:

Colômbia vai ceder 7 bases aos EUA

Decisão de ampliar instalações militares à disposição do Pentágono irrita vizinhos; acordo ainda não foi fechado

O acordo discutido entre Washington e Bogotá deverá permitir que as forças americanas utilizem sete e não apenas três bases militares da Colômbia, disse ontem o comandante das Forças Armadas colombianas e ministro interino da Defesa, general Freddy Padilla. O anúncio foi feito em meio ao início de um giro do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, pelos países da região para explicar os objetivos do acordo militar.

Até então, a Colômbia havia confirmado a intenção de ceder apenas três bases aos EUA: Malambo, Palanquero e Apiay. As novidades estão no anúncio das bases do Exército de Tolemaida e Larandia e das bases navais de Cartagena e Bahía Málaga.

"Serão três bases aéreas, duas bases do Exército e duas bases navais", confirmou Padilla, na abertura de uma conferência sobre segurança regional, na cidade colombiana de Cartagena de Índias, da qual participam representantes de nove países, entre eles o chefe do Comando Sul dos EUA, general Douglas Fraser.

"É importante deixar claro que ainda não temos nenhum tipo de acordo", disse Fraser. A prudência do general deve-se à resistência que os países da região - o Brasil à frente - manifestaram à assinatura do acordo, o que obrigou tanto a Colômbia quanto os EUA a visitarem diversos países-membros da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) para explicar suas intenções.

O rechaço ao acordo teve início com a Venezuela e o Equador. Ambos temem que os EUA possam, a partir das bases colombianas, lançar operações aéreas contra países vizinhos.


http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090805/not_imp413734,0.php


Leia também:

Brasil gasta mais em armamentos

EUA - 40% dos impostos vão para militares


Um novo militarismo



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sexta-feira, 2 de maio de 2008

Um novo militarismo






Não só os EUA, mas todo o planeta está passando por um novo militarismo.
Um governo supostamente de esquerda como o de Chaves
investe bilhões em armamentos.
E oferece discurso para os que querem "defender" o Brasil.
Dinheiro que poderia ser usado para o progresso do Brasil é desperdiçado no gasto exagerado com o militarismo.
O pior: há uma enorme pressão para aumentar este gasto.

Os países mais poderosos são os mais ricos
e não os mais militarizados.
São os que são nacionalistas na ECONOMIA.
Não os que possuem as melhores bombas.

A antiga URSS foi a falência, em parte, devido a corrida armamentista.
A Russia e as outras ex-repúblicas soviéticas tiveram que reduzir brutalmente os gastos militares.
E investir em infra-estrutura, educação e saúde.
Por terem escolhido este caminho começaram a crescer novamente.

Menos gastos militares, mais dinheiro onde realmente interessa.

Angola reduziu os gastos militares,
foi o país que mais cresceu no planeta em 2007.
Os exemplos são muitos.
O Brasil não pode embarcar nesta furada que é aumentar os gastos militares.
O que já é investido deve ser direcionado para as necessidades mais básicas de defesa.
O Brasil é o país do desperdício do dinheiro público.
Nas forças armadas existe muito desperdício também.
Administrar melhor o dinheiro público é uma necessidade
no judiciário, executivo, legislativo e nas forças armadas.

Aumentar gastos em militarismo só servirá para retirar dinheiro de outras áreas que estão muito carentes de recursos, como a saúde.

Primeiro de maio,
dia de liberdade,
dia de luta para que os recursos públicos beneficiem os mais humildes.