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sábado, 28 de agosto de 2010

Despolitizar as Forças Armadas

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"O candidato do PSDB, José Serra, foi cobrado ontem por militares da reserva para expor na campanha o passado de sua adversária Dilma Rousseff (PT), em referência ao fato de a petista ter participado da luta armada contra a ditadura militar". O Dia

São militares da reserva, ou seja, que já "sairam" do quartel.

Sairam com a cabeça cheia da lavagem cerebral ideológica que sofreram.

Boa parte das Forças Armadas são assim: pagos com dinheiro de todos os brasileiros, prontos para defenderem uma ideologia de alguns brasileiros.

Isto tem que mudar!

É urgente que a democracia e o respeito a todas as idéias sejam cultivadas por este setor do serviço público.

No mais é importante lembrar que o nosso vizinho Uruguai elegeu um presidente que foi guerrilheiro. Ele governa na paz, e faz um ótimo governo.

Quem lutou contra a ditadura merece respeito e consideração, inclusive dos militares que a apoiaram.



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terça-feira, 9 de março de 2010

Autorregulação: a ditadura dos poderosos

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O milionários donos de jornais, revistas, rádios e Tvs organizaram um evento para debater a "liberdade de pensamento".

Lá estavam pessoas que racham de ganhar dinheiro com a propaganda e pessoas que ganham dinheiro puxando o saco de quem é dono do dinheiro.

Ou seja, estavam lá os "senhores e seus lacaios".

Eles apresentaram suas idéias para supostamente manter a "liberdade de pensamento" no Brasil. Uma delas é autorregulação.

Funciona assim: quem é dono escreve e que quem é dono regula. Quem é dono decide tudo. E quem não é dono fica de mãos "abanando", sem poder incomodá-los.

Eles não querem a essência da democracia: leis. Não querem ser legislados, como são legislados todos os outros setores da sociedade.

Na prática o que eles querem é IMPUNIDADE.

Eles querem ser, na prática, impuníveis. Podem escrever e fazer babaridade. Como eles mesmos é que vão julgar... você pode imaginar o que vai acontecer.

Leia mais:

Regulação é o princípio da democracia
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2008/09/regulao-o-princpio-da-democracia.html

A sede de poder da classe alta (lei de incentivo a cultura)
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/04/sede-de-poder-da-classe-alta-lei-de.html

PS: agora só falta os setores mais atrasados do campo terem a proposta de auto-regulação. Imagina o que eles vão fazer com a natureza? Imgina o tipo de agrotóxicos que vão usar? Imagina o quanto vão se preocupar com a saúde da sua família?


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sábado, 13 de fevereiro de 2010

Ficha Limpa: uma boa idéia que se perdeu no caminho

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A corrupção no Brasil é terrível.

O pior é a impunidade.

Todos nós queremos punir os ladrões do dinheiro público.

Não é por isto que qualquer lei que fale em punição deva TER O NOSSO APOIO SEM REFLEXÃO.

O projeto ficha limpa tem várias qualidades. Torna mais rígida a lei em vários pontos. Veja aqui: http://campanhafichalimpasp.blogspot.com/2010/02/da-agencia-camara-ficha-limpa-e-mais.html

A propaganda dos apoiadores diz: "Imagine um governo sem corrupção. Onde políticos que desviassem verbas públicas, que tivessem envolvimento com o tráfico de drogas ou crimes severos fossem banidos das eleições".

Vamos aos problemas da vida real: a lei sempre foi usada contra os mais fracos. Sempre foi muito branda contra quem tem grana. Um grande empresário (o dono do Pão de Açucar, se não me engano) foi inocentado pelos juízes de um crime porque ele "não sabia da lei". Se fosse um Zé Mané qualquer tinha sido condenado. Alguém duvida?

E aí, como fica?

Se a justiça continuar a ser MUITO LENTA este Zé Mané ficará décadas sem ser julgado e SEM seus direitos políticos.

E o grande empresário poderá ser candidato à presidente, se quiser.

Este não é o único problema a ser resolvido.

Existem muitos outros.

Suponhamos que um Hacker entre na conta bancária de um laranja de um político ladrão. E descubra as movimentações milionárias do laranja e denuncie através da internet.

Ele agiu contra a lei. Na minha opinião ele não deveria ser incomodado. Ele é um herói que desmascarou um corrupto.

Ele vai ficar inelegível e o político vai virar um coitadinho nas manchetes dos jornais conservadores.

Duvidam?

O planeta é transformado para MELHOR através da desobediência civil.

Se hoje temos democracia é porque várias pessoas confrontaram as leis e as autoridades. E conquistaram este benefício para todos nós.

A transição do feudalismo até a democracia se deu com muita luta, muita desobediência às leis e muita incitação ao conflito (lembrem das autoridades que mandavam matar quem queria ter sua própria escolha religiosa, estas autoridades agiam dentro da lei, pois eram elas mesmas que faziam as leis).

A escravidão não acabou porque os donos de escravos ficaram bonzinhos. Acabou porque houve muitos escravos e muitos cidadãos progressista que BURLARAM A LEI, pegaram em armas (lembrem de Zumbi), fizeram manifestações e enfrentaram as autoridades.

E o que o projeto ficha limpa propõem (do jeito como está): que estas pessoas percam seus direitos políticos e depois fiquem décadas esperando a decisão da justiça (que em grande parte depende da classe social do réu).

O GRANDE DESAFIO DO COMBATE À CORRUPÇÃO É FAZER A JUSTIÇA FUNCIONAR E INSTALAR NO BRASIL A TRANSPARÊNCIA PÚBLICA RADICAL.

Portanto, alguns pontos do projeto são bons.

O projeto deveria se ater a alguns pontos como inelegibilidade de quem renuncia ao mandato para evitar abertura de processo de cassação, etc.

Nossa lei deve ficar mais rígida.

Melhorar não pode ser desculpa para instalar no Brasil uma cultura facista que nega a essência da democracia que é a existência de conflitos.

Vou dar um exemplo: eu defendo a ecologia e leis ecológicas mais rígidas. Eu conheço a situação do campo brasileiro e sei que quase nenhuma fazenda mantém sua reserva legal dentro da lei. Será que estes milhões de fazendeiros não poderiam ser candidatos?

Eu digo: ELES VÃO CONTINUAR A SEREM CANDIDATOS. PORQUE ESTA LEI É FEITA PARA PARA UMA SOCIEDADE HIPÓCRITA.

É por isto que a Rede Globo faz campanha a favor.


Veja este caso e pense nas consequências da lei ficha limpa da forma como está proposta:

http://chicaodoispassos.blogspot.com/2010/02/peticao-online-em-favor-de-bianca.html

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Para refletir: torturadores

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“Quem censurou, quem prendeu sem ordem judicial, quem cassou mandatos e quem apoiou a ditadura militar estão anistiados. Mas um torturador cometeu um crime de lesa-humanidade e deve ser punido pelo Estado como quer a nossa Constituição.” Cezar Britto, presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil

Alguém poderia me explicar porque uma grande parcela de militares jovens fazem questão de defender torturadores?

Será que na formação deles continua sendo feita lavagem cerebral?

Está na hora de desideologizar as forças armadas.

E gastar menos dinheiro com armas e mais com educação, saúde e ecologia.




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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Honduras: de que lado você está?

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O golpe militar de Honduras foi condenado pela ONU.

O golpe militar de Honduras foi condenado pela OEA - Organização dos Estados Americanos.

O golpe militar de Honduras foi condenado pelos EUA, Canadá, França, Inglaterra, Espanha e, também, pela União Européia.

O golpe militar de Honduras foi condenado pelos vizinhos Nicarágua, El Salvador, México, etc.

Prêmios Nobel da Paz condenaram o golpe de Honduras.

Quem está a favor:

Os donos da Rede Globo e seus funcionários que são pagos para falar o que é do interesse dos seus patrões: Arnaldo Jabour, Miriam Leitão, Carlos A. Sardenberg, William Bonner, etc.

Os donos da Rede Band e seus funcionários que são pagos para falar o que é do interesse dos seus patrões: Joelmir Beting, etc.

Os donos dos grandes jornais conservadores e seus funcionários que são pagos para falar o que é do interesse dos seus patrões.

Por aí você pode observar duas coisas:

a) eles pensam igual, agem igual e quase não dão espaço para opinião contrária.

b) democracia é um artigo que interessa somente se for um IGUAL a eles que está no poder.

Você acredita nestes donos de jornais e em seus funcionários?

Ou você acredita na quase unanimidade de QUEM DEFENDE A DEMOCRACIA?


Aproveite e veja mais uma lei que ajuda este pessoal a mamar nas tetas do dinheiro público, ou seja, do dinheiro dos impostos. São leis como estas que eles NÃO QUEREM QUE MUDEM. Clique abaixo:

Secretário do MinC acusa jornais de superfaturar preço de editais
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/secretario-do-minc-acusa-jornais-de.html



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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Globo, em campanha política

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TV é concessão pública.

Deve ser plural.

Deve defender o Brasil e não ser ponta de lança dos interesses econômicos e políticos dos que PROVISORIAMENTE detém a concessão do serviço público.


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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Golpe de Estado em Honduras - a imprensa conservadora brasileira está de que lado?

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Noite de domingo. Mais uma vez, o fantasma dos golpes de Estado paira sobre a América Latina. É a vez de Honduras. Num primeiro momento, pela internet é possível ver de que lado ficaram os governos, os organismos multilaterais e a mídia.

Aqui vai a lista de apenas alguns dos que condenaram o golpe de Estado em Honduras:

Barack Obama

Hillary Clinton

Bill Clinton

Hugo Chávez

Evo Morales

Lula

Cristina de Kirchner

Rafael Correa

Michelle Bachelet

OEA

ONU

União Européia



Agora, a lista (eloqüente) de alguns dos que apoiaram ou trataram como “legal” o golpe de Estado hondurenho:


Portal G1 (Globo)

UOL (Folha)

Estadão.com.br

IG

Terra

Ricardo Noblat

Reinaldo Azevedo

do Blog Cidadania.com



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quarta-feira, 22 de abril de 2009

Transparência Pública: boas notícias na luta

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CGU deve ser reestruturada para lei de acesso à informação ter êxito, afirma fórum



O projeto de lei (PL) sobre direito de acesso a informações públicas, que segundo a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, será encaminhado ao Congresso Nacional até o fim deste mês, é COMEMORADO por especialistas do setor. [PARABÉNS AO GOVERNO. PORÉM, NÃO ESTÁ AGINDO POR SER "BONZINHO" MUITAS ONGs ESTÃO LUTANDO, MUITAS PESSOAS ESTÃO DIVULGANDO. É A PRESSÃO DA SOCIEDADE ORGANIZADA E RACIONAL QUE MUDA A SOCIEDADE).

No entanto, uma opinião já é unânime entre eles: do jeito que está a proposta, a Controladoria-Geral da União (CGU) deverá ser reestruturada para ter independência e poder suficiente para cobrar informações de outros órgãos públicos. “É difícil imaginar essa instância ter autonomia para determinar a outros ministérios a divulgação de dados públicos”, informa o Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, do qual o Contas Abertas faz parte. O grupo realizou seminário internacional sobre o tema no começo do mês. O compromisso de enviar o PL ao Congresso foi assumido pela ministra durante o encontro internacional.

Os jornalistas Fernando Paulino e Fernando Rodrigues, coordenadores do fórum, afirmam que, pelo que se conhece até o momento do projeto de lei, caberia à CGU a missão de supervisionar o processo no âmbito do Poder Executivo. Eles explicam que a CGU, vinculada à Presidência da República, também seria a instância recursal no caso em que requerimentos de informações – feitos por cidadãos comuns, imprensa e/ou organizações da sociedade civil – fossem rejeitados por algum órgão público. “Sem prejuízo do trabalho já executado pela CGU na área de fornecimento de dados ao público nos últimos anos, durante o Seminário Internacional sobre o Direito de Acesso a Informações Públicas formou-se um consenso sobre a eventual incompatibilidade entre o papel hoje exercido pela Controladoria e a nova demanda que surgiria como está previsto no projeto de lei”, acreditam os jornalistas.

Em outros países latino-americanos, como o México e o Chile, por exemplo, existem instituições independentes com o objetivo de aplicar a lei de acesso a informações públicas. No México, há o Instituto Federal de Acceso a la Información Pública (IFAI), que possui a atribuição de aplicar a lei de acesso desenvolvendo critérios para a classificação e informação privilegiada, criando padrões para o arquivamento de documentos e monitorando as atividades dos órgãos públicos. O instituto realiza investigações e pode determinar de maneira mandatória, sem apelação, a divulgação de documentos. Em caso de negativa de um órgão público, o cidadão pode apelar ao IFAI como instância recursal imediata. [VEJA COMO É IMPORTANTE ESTUDAR OS PROBLEMAS PARA TER PROPOSTAS E ARGUMENTOS RACIONAIS, OBJETIVOS E EFICIENTES)

O fórum ressalta que o IFAI, no México, assemelha-se, em parte, a uma agência reguladora. “Sua função é específica no que diz respeito a fazer a lei de acesso local ser aplicada na sua plenitude”, afirma. No Chile, outro país latino com pouca tradição de transparência, a lei de acesso foi aprovada no ano passado. Houve a criação do Conselho para a Transparência, uma instituição autônoma de direito público com personalidade jurídica e recursos próprios. Os objetivos do conselho são fiscalizar o cumprimento das normas de transparência e publicidade das informações de órgãos da administração do Estado e garantir o direito de acesso a documentos. Com essas atribuições, a instituição possui a função de aplicar sanções em caso de infrações dos dispositivos legais e de responder a reclamações de negativa de acesso.

Nos Estados Unidos, a implantação de um modelo descentralizado de aplicação da lei de liberdade de informação ainda não foi realizado. Até que isso ocorra, especialistas chegaram à conclusão de que é necessário algum tipo de supervisão conjunta – que entrará em vigor neste ano com a criação de uma instituição semelhante a um escritório de ombudsman.

Diante das informações, houve um consenso entre as entidades presentes no Seminário Internacional de Direito de Acesso a Informações Públicas de que o “Brasil deve considerar a criação de um organismo com poderes semelhantes aos que existem hoje em países como Estados Unidos, México e Chile para coordenar e cobrar a aplicação de sua lei de acesso”.

O fórum ainda destaca que a lei deve ser abrangente em todas as esferas do poder público brasileiro. “A lei de acesso a informações públicas ajudará a estabelecer um novo marco na relação do Estado com a sociedade civil. A partir dessa legislação, qualquer cidadão passa a ter efetivamente condições de exercer o direito de conhecer e fiscalizar a administração pública. Portanto, é de fundamental importância que a norma tenha abrangência para os Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e para todos os níveis (Federal, Estadual e Municipal) de governo”, diz o documento. [ESTUDO, DEDICAÇÃO, PROPOSTAS, DIÁLOGO, OBJETIVIDADE, ORGANIZAÇÃOD A SOCIEDADE CIVIL - ISTO É TUDO QUE A IDEOLOGIA HISTÉRICA CONSERVADORA BUSCA DESANIMAR E DESINCENTIVAR).

Sugestões são enviadas à ministra da Casa Civil [DIÁLOGO RACIONAL E OBJETIVO]

Com o objetivo de colaborar com o texto do projeto de lei sobre o tema, o Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas relacionou alguns consensos produzidos durante o seminário internacional sobre o tema. Uma carta foi elaborada e enviada a ministra da Casa Civil e ao subchefe da Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Beto Ferreira Martins Vasconcelos, que também participou do seminário.

De acordo com o documento, assinado por Fernando Paulino e Fernando Rodrigues, há necessidade de um órgão de supervisão na esfera do Poder Executivo e tem de haver uma determinação para que os outros Poderes, em todos os níveis, também criem seus órgãos de supervisão. Para eles, a experiência de outros países na área aponta para esses caminhos.

O fórum também propõe a divulgação de estatísticas da aplicação da lei, como acontece nos Estados Unidos e no México. “É essencial que cada órgão publique a lista anual dos documentos divulgados e também, sobretudo, dos arquivos classificados. A listagem dos papéis secretos e ultra-secretos poderá conter os códigos para os documentos (com o objetivo de manutenção do sigilo) e as datas em que serão classificados novamente ou vão se tornar públicos”, afirma.

Segundo o fórum, somente dessa maneira será possível garantir o controle por parte da sociedade e do governo sobre os arquivos a ser divulgados no futuro. “É fundamental também que sejam conhecidas as origens, a natureza e os custos dos pedidos de informação recepcionados pelos diversos órgãos públicos. Esse tipo de informação gerencial é essencial para a boa aplicação da lei e para o eventual aperfeiçoamento das regras no futuro”, conclui o documento.

CGU

O ministro da CGU, Jorge Hage, comentou o assunto em e-mail enviado à equipe de reportagem do Contas Abertas [EM UM PAÍS RACIONAL ESTE CARA SERIA RECONHECIDO COMO UM GRANDE GESTOR]. Nele, afirma que a CGU não pleiteou a função de instância recursal e que isso resultou de entendimento do conjunto de órgãos que participaram das discussões no âmbito do governo. A CGU aceitou a sugestão como mais uma tarefa a cumprir. “Mas a atuação da CGU, nos termos que constam do PL, na forma que o conhecemos e que teve nossa concordância, não inclui a função de supervisionar a aplicação da lei propriamente, nem abrange todas as hipóteses de recursos. Ao contrário, nas que envolvam o mérito da classificação de um documento, o que depende da avaliação dos motivos do sigilo e seus prazos, o ministro da área específica seria a última instância, salvo nos casos dos graus mais elevados de sigilo (secreto e ultra-secreto), que seriam da competência de uma Comissão Interministerial de Reavaliação. Fora daí, e em último caso, o cidadão poderia recorrer, é claro, ao Poder Judiciário”, diz o ministro.

Segundo Hage, caberá recursos à CGU em situações como a negativa de acesso a documento não classificado como sigiloso, negativa de acesso a documento sigiloso sem a devida fundamentação, descumprimento dos prazos fixados para entrega do documento ao cidadão, entre outros. “Até aqui, a CGU não tem tido qualquer dificuldade no exercício de suas funções atuais: de controle interno, de correição e punição disciplinar e de prevenção e combate à corrupção, que até poderiam ser consideradas mais delicadas (ou sensíveis) que as de acesso à informação. Ao contrário, nunca sofri qualquer restrição ou pressão que limitasse o desempenho das minhas funções. Portanto, não vejo por que haveria de encontrar dificuldade com essa nova função”, argumenta.

O ministro conclui afirmando que o governo ainda pode decidir, a partir das sugestões e contribuições feitos no Seminário Internacional, propor ao Congresso a criação de um novo órgão, nos moldes ali cogitados, sob a forma de uma nova agência, por exemplo. “Eu, pessoalmente, não aposto muito nas decantadas vantagem desse modelo (de agência), pelo que a prática nos tem mostrado. Em outras palavras, não reconheço maior independência na ação das agências do que a que tem a CGU. E não vejo necessidade de criarmos mais um órgão público para isso. Se partíssemos para isso, certamente viria uma torrente de críticas, pois não faltaria quem logo argumentasse que, para fazer um controle externo ao Poder Executivo, já temos instâncias suficientes no país: o TCU, o Ministério Público, o Judiciário, as Comissões de Fiscalização e Controle da Câmara e do Senado, as CPIs, além da própria sociedade civil, cada vez mais fortalecida para essa vigilância, inclusive pelos instrumentos criados pelo atual governo”, acredita.

Seminário Internacional de Acesso a Informações Públicas [ESTUDO E DEBATE]

O Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas realizou seminário internacional sobre o tema no começo do mês, que foi dividido em três painéis. No primeiro, "Panorama do Direito de Acesso a Informações no Mundo", participaram da mesa de debate a comissionada do Instituto Federal de Acesso à Informação Pública do México, María Marván Laborde, o diretor da ONG National Security Archive dos EUA, Thomas Blanton, o diretor do Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, Rosental Calmon Alves, o diretor do Programa Jurídico da Artigo 19, Toby Mendel, e o presidente do Conselho para a Transparência do Chile, Juan Pablo Olmedo.

Durante o painel "Panorama do Direito de Acesso a Informações Públicas no Brasil", estiveram presentes o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, o diretor-executivo da Transparência Brasil, Claudio Weber Abramo, o ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, e a diretora da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Ivana Moreira. A última sessão de debate foi composta pelo senadores Aloizio Mercadante (PT-SP) e Arthur Virgílio (PSDB-AM) e pelos deputados Mendes Ribeiro (PMDB-RS) e Fernando Gabeira (PV-RJ).

No início do painel, o fórum anunciou a filiação do Contas Abertas ao grupo. O fórum foi criado em 2003 e é uma entidade sem fins lucrativos e sem conotação político-partidária. Reúne 23 organizações da sociedade civil e tem entre seus objetivos a meta de promover e incentivar o debate sobre o direito de acesso a informações públicas no Brasil. [CUIDADO: NÃO TEM PROBLEMA ALGUM EM HAVER ONGs COM INTERESSES PARTIDÁRIOS. SERIA ÓTIMO SE ONGs TUCANAS VIGIASSEM GOVERNOS PETISTAS, QUE ONGs DE IGREJAS EVANGÉLICAS VIGIASSEM AS CONTAS DE HOSPITAIS CATÓLICOS, ETC, ETC.]

[LEMBREM: DEMOCRACIA SIGNIFICA CHOQUE. CHOQUE DE IDÉIAS, CHOQUE DE INTERESSES (SEJA POLÍTICO, ECONÔMICO, ETC.) E CHOQUE DE AÇÕES. A TENTATIVA DE QUALIFICAR A DEMOCRACIA COMO UM MONTE DE BONZINHOS RECLAMANDO, E SEM AGIR DE FORMA DURA, É O SONHO DA CLASSE ALTA QUE DOMINA E CRIA AS LEIS SEGUNDO SEUS INTERESSES. É SÓ LEMBRAR DA PROIBIÇÃO DO USO DE ALGEMAS PARA SABER QUE AS LEIS SÃO FEITAS SOB MEDIDA PARA BENEFICIAR ALGUNS. O CONFLITO E A LUTA É QUE DÃO MAIS EQUILÍBRIO ÀS LEIS E A APLICAÇÃO DAS LEIS.]

[O SONHO DE TODO DOMINANTE É QUE A POPULAÇÃO FIQUE QUIETINHA, PODE RECLAMAR, MAS NÃO PODE AGIR.]



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Leandro Kleber
Do Contas Abertas

terça-feira, 31 de março de 2009

A ditadura se reduziu a isto

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A ditadura se reuziu a bons negócios para quem a apoiou.

ACM, Sarney, senador Agripino Maia, Silvio Santos, empreiteiras, grileiros, etc, etc, etc.


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sábado, 23 de agosto de 2008

DEM - a força das idéias atrasadas

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DEM - A força das idéias atrasadas:

O deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) defende cota para nepotismo

Senadora Kátia Abreu quer acabar com o símbolo que identifica alimentos transgênicos.

O prefeito Kassab não usa a verba do governo federal a sua disposição para o SAMU (ambulâncias).

O prefeito Cesar Maia não usa os recursos a disposição para o combate a epidemias (dengue e outros).

Os deputados do DEM combatem todo e qualquer lei que beneficie a ecologia.

Todo o partido que está na justiça para ACABAR COM O PROUNI.

É um partido que retrata fielmente uma parcela do pensamento conservador brasileiro. Para eles o problema do Brasil são os direitos trabalhistas, o direito das plantas e dos animais existirem e viverem em paz (ecologia), direitos destinados a melhorar a vida dos mais humildes. Qualquer direito social ou direcionado às camadas populares são vistos de forma negativa e com profunda desconfiança.

Direitos, para eles devem ser "universais". Isto significa o seguinte: todos, independentemente de raça, credo ou classe social tem o DIREITO de comprar um avião para uso próprio. Não há nenhuma discriminação no direito de qualquer brasileiro comprar um jatinho particular. Portanto, dar isenção de imposto (IPVA) para estes aviões não discrimina ninguém. É um direito que todos podem ter. No caso do PROUNI, é um benefício que discrimina aqueles que possuem recursos para pagar a faculdade.

Dá para entender?

LOUCURA? É assim que eles pensam.

E é por isto que o Brasil é campeão mundial de desigualdade social.


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segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Será que vence o bom senso?

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Evo Morales teve uma grande vitória na Bolívia. Vitória democrática, legítima.

Será que agora este país vai seguir um caminho diferente do seu passado de guerra e desavenças constantes?

Duvido. Além da vaidade e do orgulho que cegam os que seguem o caminho da política, há algo muito pior: dinheiro do exterior.

Muito dos que combatem Evo recebem recursos dos EUA e de grupos de extrema direita. Se pararem de brigar, param de receber.

São jornalistas, radialistas, personalidades, políticos, etc.

Não é a primeira vez que isto acontece na América Latina. Já aconteceu dezenas de vezes. Milhares de vezes foi denunciada e bem documentada.

Vou torcer para a Bolívia, para que o Evo consiga trazer um pouco de paz e progresso para este país.

A paz da democracia, não a paz dos interesses estrangeiros.



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