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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Alguns poluem, todos respiram - pela justiça respiratória

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Esta foto que me mandaram pela internet mostra uma camada de poluição sobre São Paulo.

A maior causa desta poluição são os carros e caminhões.

Com tanta poluição deveria ter mais restrição a circulação de carros.

A poluição faz pessoas adoecerem, famílias sofrerem e gente morrer.

Portanto, uma medida firme deveria ser tomada.

Por exemplo, retirar metade dos carros de circulação a cada dia.



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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A feia e triste arquitetura do petróleo

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O Blog Apocalipse Motorizado fez um texto sobre a CARRODEPENDÊNCIA.

A foto acima veio de lá.

Quando a vi pensei: que coisa mais FEIA!

Esta é a arquitetura do petróleo.

Mostra claramente as prioridades que temos no Brasil.

Os pedestres ficam esprimidos, pois tudo é direcionado para o bem estar dos automóveis e seus usuários.

Espaço para brincar não existe.

A árvores que estão ali tenho certeza que serão cortadas em breve. É o que está acontecendo nas cidades.

Espaço para o transporte por bicicleta não há.

Jardim e área verde não há. Dá-lhe enchentes...

Há espaço para fumaça, para o stress, para a feiura, para a doença, para a tristeza...

As novas ruas devem ser planejadas com uma arquitetura diferente.

Quando começarão a serem projetadas de outra maneira?



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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Pesquisa aponta que paulistano compra mais carro e gasta média de 2h43 por dia no trânsito

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"O instituto de pesquisas Ibope levantou que o paulistano está mais motorizado, gasta uma média diária de 2h43 no trânsito, ... é contra a cobrança de pedágio urbano, mas é a favor da ampliação da marginal Tietê e do sistema de rodízio de veículos, para dois dias na semana".

"O número dos proprietários de carro passou de 37% em 2008 para 50% do total de entrevistados em 2009.

A ampliação da marginal Tietê, com novas pistas, ganhou a aprovação de 89% dos entrevistados, mas, para 56% das pessoas, o dinheiro gasto na obra deveria ser utilizado para ampliar linhas de metrô, de trem e corredores de ônibus.

Também ganhou aprovação o aumento do rodízio para dois dias semanais, com 52% dos entrevistados a favor e 44% contra. Já o pedágio urbano só foi aprovado por 26% dos ouvidos pelo levantamento do instituto de opinião pública Ibope.

Pelas respostas da pesquisa, o paulistano desperdiça, em média, 2h43 todos os dias no trânsito". UOL


Nota do Chicão:

Uma fatia enorme do trânsito de São Paulo tem origem na falta de organização de vida das pessoas.

Uma ação educativa é urgente. Financiar barato quem quer organizar sua vida para viver e trabalhar nas vizinhanças é fundamental.

Gastar 2 horas e 43 minutos POR DIA é uma barbaridade.

Além de poluir o ar da cidade e atacar a saúde de todos.

No texto "Uma opção inteligente aos túneis e viadutos para carros" ( http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/07/uma-opcao-inteligente-aos-tuneis-e.html ) conto a história de uma família que mudou sua vida e ganhou menos tempo no trânsito, mais tempo com a família e menos custo de vida.

Uma solução fantástica.

Leia também:

Comparação entre 60 cidades conclui: menos carros, menos problemas
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/comparacao-entre-60-cidades-conclui.html


Muito além das ciclovias
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2008/07/muito-alm-das-ciclovias.html


O Bom exemplo de Seul e o mal exemplo de São Paulo
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/o-bom-exemplo-de-seul-e-o-mal-exemplo.html


Carros, carros e mais carros. O erro continua.
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/08/carros-carros-e-mais-carros-o-erro.html


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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Dia Mundial Sem Carro 2009

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DIA 22 DE SETEMBRO DE 2009

Um dia sem carro.

Pense sua vida assim.

Aproveite e tente.

Tenha uma experiência e reflita em opções para uma nova vida.

DIA 22 DE SETEMBRO DE 2009



PS: mande esta mensagem do Blog do Chicão para todas as pessoas que puder.


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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O Bom exemplo de Seul e o mal exemplo de São Paulo

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Era assim:





Ficou assim:















São Paulo está gastando R$ 1,3 bilhão para ampliar a marginal Tietê, ou seja, para sufocar ainda mais as margens do rio com asfalto. Como não esperar mais enchentes?

Como lembrou ontem na Folha o engenheiro Roberto Watanabe, da Unicamp, Seul está fazendo o oposto.

Decidiu encolher as pistas que percorrem 40 km ao longo do rio Han pela capital sul-coreana.

Em 20 anos de programa de despoluição, que localiza e multa quem lança dejetos no rio, o Han está mais limpo e agora chegou a vez de mudar o entorno.

O projeto foi lançado há dois anos, mas eles já conseguiram inaugurar três parques ao redor do rio em 2009. Planejam criar outros 30 espaços verdes até 2013, ligados por ciclovias, acessos para pedestres e terminais de ônibus.

Dezoito quilômetros de concreto ao longo do Han DESAPARECERÃO nos próximos três anos. De embarcações turísticas a restaurantes e ginásios, a prefeitura já pensa na nova vocação econômica da área recuperada.

“De uma cidade orientada para carros viramos um lugar pensado para humanos”, diz Lee In-Keun, secretário de Infraestrutura. Um canal está em construção para evitar enchentes.

Em 2003, Seul ressuscitou um riacho que tinha sido canalizado e coberto por um elevado de 6 km, o dobro do Minhocão. O elevado foi demolido e o novo rio virou cartão-postal -o parque horizontal às suas margens recebe 90 mil pessoas por dia.

... Mas São Paulo não tem coragem de interromper o que não deu certo nas últimas sete décadas. Refém de empreiteiras, dinheiro não falta para viadutos e túneis que só mudam os congestionamentos de lugar, priorizando o uso do carro ao transporte público.

Cada túnel prometido como solução se revela ineficaz logo após ser inaugurado. Como o Minhocão, as marginais que asfixiam os rios são um legado do malufismo urbanístico.
A falta de uma política habitacional permitiu a ocupação e a favelização de áreas de mananciais e riachos da periferia. O escoamento natural da água das chuvas foi concretado pelo homem.

Se as marginais Tietê e Pinheiros encolherem, talvez milhares de paulistanos comecem a exigir mais transporte público em vez de novos túneis e viadutos. Para um caos que parece irreversível, será auspicioso. (Folha de SP)


Nota do Chicão:


Ainda dá tempo de parar o investimento da "nova marginal".

A voz do atraso tem que ser vencido.

Enquanto o governo de São Paulo tem um déficit de 80 mil professores que NÃO SÃO CONTRATADOS sobra dinheiro para obras faraônicas.

O Serra torra dinheiro, endivida o estado, não paga dívidas e, ainda, investe mal.

É um ser atrasado.

Um novo Maluf.

Uma pessoa cuja sede de poder superar todos os limites.

Um espírito pouco evoluído. Pouco ético e pouco verdadeiro.


PARTICIPE DA CAMPANHA DO BLOG DO CHICÃO

Mais pontes e avenidas, mais congestionamento.

Mais metrô e ciclovias, menos poluição.



Texto realizado com o apoio do Blog do Luis Favre



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Para urbanistas, Nova Marginal amplia erro

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Arquitetos e engenheiros afirmam que via é um equívoco e que a obra “é uma gambiarra” que “repete esse erro histórico”

Ampliação acentuará divisão entre o rio Tietê e a cidade e não resolverá o problema dos congestionamentos, segundo especialistas


O arquiteto José Fábio Calazans conta ter ficado surpreso com a tempestade de anteontem, não com o alagamento da marginal Tietê. Estudioso do rio há 32 anos, ele diz: “Eu sabia que mais hora menos hora ia alagar. É como alguém que mora ao lado de um vulcão…”. A pista alagou, segundo ele, porque a marginal não deveria existir. “A marginal é um erro. Ampliá-la é ampliar um erro.”

Ele propõe a construção de um parque linear de 90 km ao lado do rio, de Mogi das Cruzes a Itapevi, com lagos para abrigar a água de dias excepcionais, como anteontem. A marginal atual seria substituída por pistas paralelas distantes 1,5 km das que existem hoje. O projeto, que deve consumir 15 anos, visa integrar o rio à cidade.

O diagnóstico de Calazans pode parecer radical, mas não é de uma voz isolada -três especialistas em urbanismo e drenagem ouvidos pela Folha concordam que a ampliação da marginal é um equívoco.

“É um erro histórico”, diz o arquiteto Vasco de Mello, que integra um grupo que questiona a obra do governador José Serra, orçada em R$ 1,3 bilhão. “As pistas vão ficar congestionadas em seis meses. Estão jogando dinheiro no ralo.”
O problema principal da obra não é tanto a impermeabilização do solo, na visão dos engenheiros Julio Cerqueira César Neto e Aluísio Canholi.

A Nova Marginal deve aumentar em 19 hectares -ou cerca de 30 campos de futebol- a impermeabilização do solo, de acordo com a Dersa.

Segundo Canholi, essa área é desprezível quando comparada à impermeabilização da Grande SP, de 150 mil hectares. “Do ponto de vista da hidrologia, a Nova Marginal é pouco significativa”, diz. A marginal alagou, segundo Canholi, porque a chuva foi excepcional. Medição feita pela equipe dele na ponte da Casa Verde constatou que a vazão do rio estava em 735 m3 por segundo às 16h de anteontem. Em setembro, o rio costuma correr à razão de 30 m3 por segundo, afirma.

O problema da Nova Marginal é acentuar uma divisão que já existe entre o rio Tietê e a cidade, na visão do arquiteto Fernando Mello Franco, premiado na Bienal de Arquitetura de Roterdã com um projeto sobre piscinões e urbanismo.

“A cidade precisa rever a sua relação com o rio. Pensar a partir do trânsito é uma forma antiga de pensar a cidade. Você isola o rio, isola os problemas, em vez de articulá-los. A Nova Marginal pegou a contramão da história.” Segundo Mello Franco, o Tietê deveria ser um eixo metropolitano e para isso a cidade tem de chegar até o rio, como acontece com Londres, Paris, Viena e Lisboa. Para esse plano funcionar, segundo ele, é fundamental reduzir o fluxo de carros nas marginais.

“Sou radicalmente contra a Nova Marginal porque ela vai contra um projeto do próprio governo, o Rodoanel. Os investimentos no Rodoanel eram para tirar carros da marginal.”

Outro problema da Nova Marginal, diz Mello Franco, é que não há um plano urbano que articule as novas pistas com o resto da cidade. “São Paulo sempre foi construída pensando na produção, não como valor de morada, como aconteceu com o Rio. A ampliação da marginal repete esse erro histórico”, afirma.

O engenheiro Cerqueira César Neto, que presidiu a agência da bacia do Alto Tietê entre 2002 e 2006 e é professor aposentado da Politécnica da USP, diz que o principal equívoco é a falta de articulação entre os 39 municípios da Grande SP. “Falta um plano global para o Tietê. Cada município faz o que quer. Essa obra [a Nova Marginal] é uma gambiarra.”

Folha de São Paulo

Nota do Chicão:

O Serra é o novo Maluf.

O Serra do escândalo dos vampiros e sanguessugas é o novo Maluf.

As idéias são velhas e atrasadas.

Torrar o dinheiro, endividar o governo, não pagar dívidas e fazer obras erradas.

São Paulo merecia algo melhor.


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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Morar perto do Trabalho, trabalhar em casa, viver mais simples

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Dia 10 de junho de 2009.

São Paulo bateu seu recorde de congestionamento. Foram 297 kms de carros parados.

Este récorde será rapidamente batido.

Qual a solução para tal problema? Construir mais avenidas e pontes? É a mentalidade de concreto armado de nossa população que vota em quem coloca mais asfalto na cidade.

Não adianta apenas reclamar dos políticos.

O governador de São Paulo, o novo Maluf, vai fazer o que dá voto e o que dá dinheiro para as empreiteiras.

Tudo o que ele quer é poder e acariciar a própria vaidade.

O governo federal vai prolongar a queda do IPI para automóveis. Uma pena! A crise está passando. Deve-se manter os impostos para o transporte individual e acabar com os impostos para o transporte coletivo.

Há muito o que o cidadão pode fazer:

- morar perto do trabalho, para evitar usar o carro.

- incentivar as empresas a facilitarem o trabalho de uma parcela dos funcionários em casa. Assim como incentivar profissionais liberais a trabalharem em casa.

- Viver mais simples. O consumo favorece e necessita de mais deslocamentos.

A solução de tão grave problema depende de cada um de nós.

Não devemos valorizar ações dos prefeitos e governadores que constroem pontes, viadutos, túneis, avenidas para automóveis.

Devemos aprender que não vai resolver o problema, muito pelo contrário, vai AUMENTAR o problema.



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sábado, 4 de outubro de 2008

Muitas idéias, nenhuma proposta de restrição a carros

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Transporte coletivo é tido como a saída para a lentidão; em regiões bem servidas de ônibus e metrô, porém, carro é meio mais usado

EVANDRO SPINELLI

Metrô, corredores, ônibus novos, Fura-Fila. Para não desagradar aos usuários de carros, os principais candidatos a prefeito de São Paulo fogem de temas polêmicos como pedágio urbano e ampliação do rodízio de veículos e apontam o transporte coletivo de qualidade como única saída para resolver o caos no trânsito.

Só que oferecer transporte coletivo de qualidade não é garantia de que os moradores vão optar por deixar seus carros na garagem e utilizar outra modalidade de transporte público. Isso é o que se pode constatar a partir dos dados do Datafolha.

Um exemplo é o distrito do Jardim Paulista, onde 32% dos moradores optam pelo carro para se deslocar até o trabalho contra 15% que usam ônibus e 10% que optam pelo metrô.

Na Vila Leopoldina, carro é o meio de transporte de 32% das pessoas, 22% usam ônibus, 7% se deslocam de metrô e outros 7%, de trem. O terceiro exemplo é o Tatuapé, onde o uso do carro para se deslocar para o trabalho é a opção de 28% dos moradores, sendo que 22% usam ônibus, 25% se deslocam de metrô e 1% usa trem.

Nestes três casos, há oferta de transporte sobre trilhos (metrô e/ou trem) e os moradores dão notas superiores a 7,5 às opções disponíveis de transporte coletivo.
Há um quarto exemplo, europeu, para corroborar a tese: em Paris, onde há 14 linhas, 297 estações e 212,5 km de metrô, o trânsito também é constantemente congestionado.

"A oferta de transporte coletivo, que está razoavelmente bem avaliada, ainda não é suficiente para mudar o hábito do uso do carro", aponta a urbanista Silvana Maria Zioni, professora do Mackenzie.

Ela diz que o morador, quando avalia bem o transporte coletivo de seu bairro, o faz com a base de comparação que ele tem, que é o restante da cidade. "A avaliação é em relação à situação de São Paulo. Mas ainda precisamos melhorar muito para chegar num nível bom."

Zioni afirma que o carro continua sendo mais vantajoso que o transporte público porque, entre outras coisas, o motorista não enfrenta grandes limitações. "Tenho facilidade para estacionar e é mais barato ir de carro". Ela defende o aumento da restrição ao uso do carro. Ou, como ela prefere, a extinção de privilégios.

O também urbanista Candido Malta, presidente da Sajep (Sociedade Amigos dos Jardins América, Europa e Paulistano), diz que o trânsito é o único problema da região, que obteve o melhor índice de satisfação na pesquisa (empatada com Alto de Pinheiros). Mas ele admite que o morador local contribui com a piora do trânsito ao sair para trabalhar de carro.

A urbanista Silvana Maria Zioni ressalta que os candidatos a prefeito, quando tratam do ônibus, só propõem a construção de corredores. "Há casos em que você precisa de linhas locais, mais curtas. Nem sempre é só o corredor", diz.



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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Em defesa da ecologia no entorno da BR 319

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A Associação Preserve Amazônia vem a público manifestar apoio incondicional
à decisão tomada pelo Ministro Carlos Minc na ultima quarta feira, 24 de
setembro, quando o mesmo determinou a suspensão da licença das obras de pavimentação da BR 319, Manaus-Porto Velho, que estavam sendo feitas antes
mesmo da conclusão do seu respectivo EIA RIMA, em um quadro de gravíssima
irregularidade.

Ao tomar esta atitude, o Ministro agiu em conformidade e em defesa da
legislação ambiental, da Constituição Federal e de Deliberações
recentemente aprovadas de forma transparente e democrática na III
Conferência Nacional do Meio Ambiente. Além de proteger a floresta, agiu a
favor do interesse coletivo nacional e do clima de todo o planeta,
influenciado diretamente pela sua superfície desflorestada.

Não resta dúvida que deve ser considerada como uma atitude alinhada ao bom
senso comum e ao princípio da precaução, pois tem como objetivos tanto a proteção da biodiversidade quanto uma menor interferência na composição da
atmosfera, o que é fundamental para a mitigação dos efeitos das mudanças
climáticas cada vez mais evidentes na Terra.

Sendo a paralisação uma ação de proporções continentais, porém com
abrangência mundial, se analisada em detalhes pode ser vista como a mais
importante iniciativa tomada até hoje no que diz respeito à proteção em
larga escala da floresta amazônica, já que o risco de desmatamento
associado à construção de uma rodovia na região é altíssimo
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A maneira mais eficaz, e que apresenta o mais alto custo benefício, de se
evitar nas próximas décadas o desmatamento em larga escala da Amazônia é
exatamente através da substituição do modelo de ocupação, no qual o modal
de transporte é o diferencial. Esta afirmação pode ser comprovada
matematicamente através de uma equação simplificada do desmatamento, que
demonstra uma altíssima correlação entre desmatamento e facilidade (ou
possibilidade) de acesso.

Agindo desta forma, o Ministro abriu uma oportunidade fantástica para o
país, pois a mudança no paradigma de ocupação, e da maneira como se dará o
desenvolvimento, altamente correlacionada com a forma de ocupação, de uma
região correspondente a mais de metade do território nacional, deve ser uma
prioridade para a mitigação das mudanças climáticas globais. O que
realmente pode ser mais impactante para o clima do planeta do que a
abertura de extensas rodovias na Amazônia?


Devemos, em conformidade com a legislação e com o bom senso, realizar os
estudos comparativos entre as possíveis alternativas de modal de transporte
para cada situação, conforme explicitado na Resolução 01\86 do CONAMA. Isto
deverá obrigatoriamente se refletir em uma mudança na matriz de transportes
na Amazônia, pois o modal ferroviário se mostra mais adequado para áreas
com elevado risco de degradação ambiental
, justamente por oferecer menores
riscos ao homem e ao meio ambiente.

Uma mudança de postura, com uma decisão política favorável aos estudos
comparativos previstos na legislação, poderá projetar o Presidente Lula e
seu governo a outro patamar de reconhecimento, não só no Brasil, mas
principalmente no exterior. Dificilmente faltarão verbas para os
investimentos nas ferrovias, já existindo a previsão para este tipo de
projeto, relacionados ao desmatamento evitado, em fundos recém lançados. As
condições estão todas criadas para a mudança da política de logística de
infra estrutura de transportes na Amazônia, que certamente deverá, através
de uma solução simples e eficiente, e da adoção de uma tecnologia moderna e
menos impactante, resultar em menores taxas de desmatamento na Amazônia.


...

É bom lembrar que a BR 319 é só uma das cinco rodovias do PAC projetadas e
já em execução pelo governo na Amazônia, em um total de mais de 3.000 kms
de asfalto planejados para cortar a floresta. É fundamental que a sociedade
brasileira tenha plena consciência do que isto representa e das
conseqüências que se farão existir caso não se opte por um modal de
transporte mais alinhado com os princípios do desenvolvimento sustentável.

Desta forma, solicita-se a todos os leitores para que seja dada a máxima
publicidade a esta questão, de modo que a opinião pública possa se inteirar
e se manifestar sobre o assunto, cobrando do governo atitudes dignas e
responsáveis para com o país, tendo como exemplo esta tomada pelo Ministro
Carlos Minc, que merece de todos nós parabéns pela coragem, dignidade e
respeito à natureza.

Associação Preserve Amazônia


Nota do Chicão:

A "Associação preserva a Amazônia" enfocou a mudança no modal de transporte, o que eu acho fantástico.

Porém, o foco do ministro foi outro. Bem mais prático.

A licença ambiental não sai antes dos parques no entorno da rodovia a ser asfaltada serem demarcados e criados de fato (não apenas no papel).

É uma prevenção importante tendo em vista o histórico brasileiro de privilegiar o carro e não fazer as compensações ambientais.

A escolha do que deixar sem fazer é literalmente amiga do Demo, quer dizer, dos demos, grileiros, madereiros ilegais e daqueles pseudo-nacionalistas que acham que a amazônia será protegida se estiver "ocupada" (virando, digamos, uma savana)- como o tal do general Heleno.

Exigir mundanças a partir de estudos sérios é muito importante.



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sexta-feira, 25 de julho de 2008

Vaga Viva, você sabe o que é?

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As ruas são projetadas e organizadas para que os carros "vivam" bem.

Cada espaço é direcionado PRIMEIRO para eles.

Primeiro resolve-se os problemas dos carros. É ali que está o investimento prioritário.

Vaga-viva é uma forma de mudar a situação, mesmo que seja provisoriamente. Na foto acima, uma vaga destinada a carros, dá espaço para um ambiente social (um bem humorado protesto).

Isto mostra que grande parte dos espaços destinados aos automóveis podem ser reapropriados como vias exclusivas de bikes, espaço para jardins, esporte, etc.

Um novo uso, para aquilo que realmente é prioritário.

Veja a nota: Vaga-viva em Aracaju





Para ler clique na imagem.


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sexta-feira, 4 de julho de 2008

Towards Carfree Cities

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Além das ciclovias: cidades mais planas estão investindo em rotas para skates e patins.

São meios de transporte viáveis para curtas e médias distâncias.

Esta interessante foto é do blog Apocalipse motorizado.

Lá você pode ter notícias sobre a conferência Towards Carfree Cities que se realiza em Portland nos EUA.

E também ver algumas interessantes fotos e reflexões.

Vale a pena visitar o blog


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Carros causam enchente, diz estudo

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Aumento do número de carros causa enchentes, diz estudo

BBC

O aumento do número de carros em uma cidade pode ser uma das causas da ocorrência de enchentes.
Esta é uma das conclusões do relatório The Urban Environment feito pelo Royal Commission on Environmental Pollution (RCEP), comitê independente que dá consultoria ao governo britânico.

Embora o levantamento tenha sido feito para ser divulgado na Grã-Bretanha, uma das autoras disse à BBC Brasil que ele pode ser aplicado a "qualquer cidade do mundo".

"Pode, sim, ser aplicado à cidade de São Paulo, por exemplo. Devem existir outras causas para as enchentes lá, mas eu vejo uma relação com o aumento do número de carros", afirmou a professora Judith Petts, do Departamento de Administração de Risco Ambiental da Universidade de Birmingham e uma das autoras do relatório.

Judith explica que existe um complexo sistema no meio ambiente urbano em que vários fatores estão conectados.

"Se aumenta o número de carros nas ruas, há diversos impactos", diz a professora.

"O aumento do número de veículos levaria à maior demanda por estradas e estacionamentos. Já este último geraria o aumento de superfícies impermeabilizadas, que, por sua vez, impediria que a água da chuva fosse absorvida pelo solo. A água escorre pelas ruas e estradas e é poluída com o óleo dos carros, pedaços de pneus e lixo em geral. Isso, por fim, levaria a enchentes."

É uma complexa rede de "causas e efeitos" mas que se torna cada vez mais evidente à medida que as cidades se expandem - mais da metade da população mundial já vive em áreas urbanas, destaca o RCEP.

Judith diz que na Grã-Bretanha outro fato que tem agravado a situação é que as pessoas estão transformando os jardins na frente das casas em estacionamento.

Ao colocarem concreto impermeável no chão, a água da chuva também escoa para a rua.

Curitiba

Segundo Judith, uma das soluções para a redução de enchentes é diminuir o número de carros nas cidades.

"Isso envolve o governo, que terá que investir no desenvolvimento do transporte público. As áreas urbanas também precisam ser desenvolvidas de forma que os serviços estejam perto das casas das pessoas. Por fim, AS SUPERFÍCIES PRECISAM SER PERMEÁVEIS", conclui.

No relatório, o comitê faz recomendações ao governo britânico para que elabore uma estratégia ampla para combater todos os fatores que têm um impacto negativo no meio ambiente urbano, usando, inclusive, soluções que já foram usadas por outros países, como o Brasil.

"Curitiba é um modelo de como cidades deveriam ser desenvolvidas ecologicamente e para a população", diz a professora da Universidade de Dundee Janet Sprent, que foi ao Brasil, há dois anos, a fim de coletar dados para o relatório.

"O transporte é bom, eles fizeram um bom uso do fornecimento de água, com uma rede de esgoto apropriada, enfim, muitas das coisas que recomendamos, mas, como em qualquer outro lugar, há problemas – em parte em função do próprio sucesso da cidade já que muitas pessoas querem morar lá e acabam trazendo mais carros."

Fonte: BBC


Nota do Chicão:

Tudo na vida é uma questão de prioridade.

Muitos pais preferem levar o filho numa lanchonete do que comprar livros e material didático para ele brincar. (eles ficam gordos, sem cultura e limitados intelectualmente).

Todos os municípios dão prioridade em resolver o problema dos carros do que investir em áreas de laser e de convivência. Além, é claro, de meios de transporte eficiente e coletivos.

Para isto impermeabilizam as cidades com asfalto. A loucura cultural do carro é tão grande que bairros inteiros não possuem biblioteca pública, pronto socorro, etc. Mas já possuem suas ruas asfaltadas.

É bom lembrar que além do asfalto existem outras opções para as pessoas não ficarem na lama. Existem outros tipos de calçamentos mais eficientes.


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sexta-feira, 16 de maio de 2008

O preço do congetionamento



R$ 34 BI: O CUSTO DO ENGARRAFAMENTO DE SP É IMPRESSIONANTE

Leia este texto aqui
http://blogchicao.tripod.com/custocarro.html

Só louco rasga dinheiro!

Quem são os loucos?

Quem busca as mesmas soluções para os mesmos problemas e espera resultado diferente.

Ajude a divulgar a campanha do Blog do Chicão.

http://blogchicao.tripod.com/campanha.html