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"A ideia surgiu porque estamos assistindo a um ataque violento ao BNDES. Liguei para todo mundo (associações nacionais) e falei que tínhamos de fazer a defesa do banco. Se não fosse o BNDES, estaríamos mortos aqui, chorando sangue".
Luiz Aubert Neto
Presidente da Abimaq, uma das entidades do setor produtivo que manifestaram em informe publicitário apoio à política de incentivo a investimentos do BNDES
Nota do Chicão:
O BNDES está emprestando centenas de BILHÕES DE REAIS.
Tem gente querendo botar a "mãozinha" alí.
É sempre assim.
Um banco passa a ser bem gerido.
Começa a emprestar bilhões.
Faz financiamento direto para as empresas, sem passar por intermediários (bancos).
O Brasil ganha, todos ganhamos.
Existe o que melhorar? Lógico que sim.
É um absurdo empresas estrangeiras receberem empréstimos do BNDES.
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sexta-feira, 6 de agosto de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Dilma falando o óbvio: o governo federal tem que organizar o crescimento do Brasil
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Nós pagamos impostos para o Brasil melhorar
e pagamos salários de funcionários públicos para eles trabalharem.
É tão simples.
Veja o caso do BNDES: emprestava uma merreca quando o Serra cuidava do banco (quando ele foi ministro do planejamento).
E neste período o BNDES normalmente emprestava para os amigos empresários do atual governador.
Entrou o governo Lula e o BNDES foi "turbinado".
Em 2010 vai receber mais "injeção" de dinheiro.
Porque?
Porque é o juros mais barato do mercado e com isto viabiliza o investimento de milhares de empresas em todo o Brasil.
A turma do Aécio e do Serra já estão dizendo que as empresas precisam DESMAMAR do BNDES.
Ou seja, o banco com seus juros mais baratos está incomodando os grandes bancos e os grupos financeiros (e os "consultores", que vivem de vender facilidades - acho que vocês me entendem...).
Na minha opinião e da Dilma o BNDES tem que crescer mais ainda, ter mais linha de crédito principalmente para as empresas inovadoras (que investem em ciência, tecnologia e design).
O governo federal também tem que garantir investimentos, próprios ou de terceiros em todas as áreas da economia.
Tem que planejar, tem que ter criatividade.
Veja o que a ministra diz do programa Minha Casa, Minha Vida
‘Muitos diziam que só havia um jeito de as pessoas melhorarem sua situação: através do mercado. E que, se acreditássemos nisso, no final todos seríamos salvos’. Nesse ponto da entrevista, ela se refere a programas como o Minha Casa Minha Vida, conforme está claro na continuação do raciocínio, sonegada aos leitores do jornal: ‘Era simplesmente impossível fazer política de habitação, porque não se podia subsidiar. Como construir casas para a população com renda de até três salários mínimos se o custo da casa não é compatível com a renda? A equação simplesmente não fecha. O mercado jamais resolveria esse problema’.
Aqui também a ministra fala e eu assino embaixo:
“…a pré-candidata ao Planalto Dilma Rousseff defendeu a presença mais forte do Estado na economia, não só para induzir investimentos mas também para tocar obras. ‘O Estado terá, inexoravelmente, de reforçar seu segmento executor’, disse a ministra ao apresentar proposta que chamou de ‘bem-estar social à moda brasileira’.
“A presença mais forte do Estado na economia será necessária, defende Dilma, para universalizar serviços de saneamento, melhorar a segurança pública, ampliar o número de unidades de atendimento na saúde e a oferta de habitação a partir de 2011. Mais de quarta parte da população (26,6%) ainda não dispõe de serviços de esgoto, de acordo com os dados oficiais mais recentes.”
http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=27406
Só no Brasil, com seus multi-milionários entreguistas e nada patriotas, que idéias como estas geram discussão.
É muito importante para o Brasil saber que provavelmente teremos uma presidente capaz de pensar soluções criativas e de longo prazo para o país.
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Nós pagamos impostos para o Brasil melhorar
e pagamos salários de funcionários públicos para eles trabalharem.
É tão simples.
Veja o caso do BNDES: emprestava uma merreca quando o Serra cuidava do banco (quando ele foi ministro do planejamento).
E neste período o BNDES normalmente emprestava para os amigos empresários do atual governador.
Entrou o governo Lula e o BNDES foi "turbinado".
Em 2010 vai receber mais "injeção" de dinheiro.
Porque?
Porque é o juros mais barato do mercado e com isto viabiliza o investimento de milhares de empresas em todo o Brasil.
A turma do Aécio e do Serra já estão dizendo que as empresas precisam DESMAMAR do BNDES.
Ou seja, o banco com seus juros mais baratos está incomodando os grandes bancos e os grupos financeiros (e os "consultores", que vivem de vender facilidades - acho que vocês me entendem...).
Na minha opinião e da Dilma o BNDES tem que crescer mais ainda, ter mais linha de crédito principalmente para as empresas inovadoras (que investem em ciência, tecnologia e design).
O governo federal também tem que garantir investimentos, próprios ou de terceiros em todas as áreas da economia.
Tem que planejar, tem que ter criatividade.
Veja o que a ministra diz do programa Minha Casa, Minha Vida
‘Muitos diziam que só havia um jeito de as pessoas melhorarem sua situação: através do mercado. E que, se acreditássemos nisso, no final todos seríamos salvos’. Nesse ponto da entrevista, ela se refere a programas como o Minha Casa Minha Vida, conforme está claro na continuação do raciocínio, sonegada aos leitores do jornal: ‘Era simplesmente impossível fazer política de habitação, porque não se podia subsidiar. Como construir casas para a população com renda de até três salários mínimos se o custo da casa não é compatível com a renda? A equação simplesmente não fecha. O mercado jamais resolveria esse problema’.
Aqui também a ministra fala e eu assino embaixo:
“…a pré-candidata ao Planalto Dilma Rousseff defendeu a presença mais forte do Estado na economia, não só para induzir investimentos mas também para tocar obras. ‘O Estado terá, inexoravelmente, de reforçar seu segmento executor’, disse a ministra ao apresentar proposta que chamou de ‘bem-estar social à moda brasileira’.
“A presença mais forte do Estado na economia será necessária, defende Dilma, para universalizar serviços de saneamento, melhorar a segurança pública, ampliar o número de unidades de atendimento na saúde e a oferta de habitação a partir de 2011. Mais de quarta parte da população (26,6%) ainda não dispõe de serviços de esgoto, de acordo com os dados oficiais mais recentes.”
http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=27406
Só no Brasil, com seus multi-milionários entreguistas e nada patriotas, que idéias como estas geram discussão.
É muito importante para o Brasil saber que provavelmente teremos uma presidente capaz de pensar soluções criativas e de longo prazo para o país.
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sexta-feira, 21 de agosto de 2009
BNDES aumenta repasse de recursos às multinacionais
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Apenas 7 empresas estrangeiras e 4 monopólios internos tiveram 71,43% do valor dos empréstimos
Nas tabelas desta página (veja no Jornal Hora do povo), o leitor poderá ter uma ideia das operações de valores acima de R$ 100 milhões realizadas pelo BNDES, no segundo trimestre deste ano, com empresas. Estão incluídas tanto as operações diretas que abordamos em nossa edição anterior, isto é, empréstimos feitos diretamente pelo banco, quanto as operações indiretas – empréstimos feitos através de uma instituição financeira a quem o BNDES repassou dinheiro. A fonte de todos os dados é o site do BNDES.
Certamente, essas não são todas as operações feitas pelo BNDES com empresas. Mas são as mais importantes, aquelas que deveriam ser as mais decisivas para o desenvolvimento brasileiro, uma vez que o BNDES é praticamente a única fonte das empresas nacionais para obter recursos destinados aos investimentos. Portanto, suas operações são chave na ampliação da capacidade produtiva do país. É muito positivo que em julho o BNDES haja concedido um empréstimo de R$ 25 bilhões à Petrobrás. Porém, essa operação não somente é uma exceção, como deve-se mais ao empenho do governo Lula em desenvolver o pré-sal do que à política da atual administração do BNDES.
Na primeira tabela, comparamos as operações acima de R$ 100 milhões feitas anteriormente, de 1º de outubro de 2008 a 31 de março de 2009 (abordadas em nossa edição de 8 de julho último), com aquelas efetuadas entre 1º de abril e 30 de junho do presente ano.
Nessa comparação, é evidente o aumento da parcela concedida às empresas estrangeiras. Entre outubro de 2008 e março de 2009, as empresas estrangeiras receberam 34,32% do valor total dos empréstimos acima de R$ 100 milhões. Já no segundo trimestre deste ano, essa parcela ascendeu a 40,5%. Ou seja, a parcela das empresas externas aumentou 6,18 pontos percentuais.
O BNDES foi fundado pelo presidente Getúlio Vargas para financiar as empresas nacionais. Naturalmente, as empresas multinacionais dispõem de poupança externa e monopolizam internacionalmente os recursos do sistema financeiro. A razão sempre levantada pelos advogados do capital estrangeiro para que aceitemos aqui as filiais das empresas de fora, sempre foi a de que elas trariam para cá os seus recursos. Esse suposto argumento degenerava no seguinte: as empresas de fora são necessárias porque têm recursos, enquanto as empresas nacionais não os têm. E, realmente, as últimas têm dificuldades de investir – mas exatamente porque estão enfrentando monopólios estrangeiros que são, essencialmente, uma fusão entre indústrias e bancos. Por isso, porque as empresas nacionais não contam com a boa vontade dos bancos que fazem parte de conglomerados industriais-financeiros externos e dominam mundialmente o sistema financeiro privado, o BNDES foi criado - para que reunisse recursos da sociedade, com o objetivo de suprir a carência de nossas empresas.
REMESSA
No entanto, a julgar pelos empréstimos atuais do BNDES, parece que as empresas externas não somente estão remetendo os lucros que conseguem aqui para suas matrizes, como, também, o pouco que investem é com os nossos próprios recursos. Na verdade, elas estão aumentando as remessas para fora à custa do dinheiro que captam em bancos públicos aqui dentro. Resta saber qual é o benefício que isso traz ao país. Barbosa Lima Sobrinho, em seu livro sobre o Japão, afirmou, muito justamente, que “o capital se faz em casa”. No caso da política atual do BNDES, nós estamos fornecendo a mobília da nossa casa aos estranhos que entraram dentro dela, para que eles a levem para as suas casas.
A principal beneficiada entre abril e junho (ver a segunda tabela) foi a Alcoa – isto é, o monopólio norte-americano da indústria do alumínio e terceiro maior grupo do mundo no setor, que tem um faturamento anual de mais de US$ 30 bilhões. Para que o BNDES tem de emprestar dinheiro com juros baixos à Alcoa? Para aumentar a sua remessa de lucros para a matriz? Para que eles não tenham de investir nada aqui?
Os nossos recursos, evidentemente, não estão sobrando – e estamos numa época em que é decisivo impulsionar as empresas nacionais para fazer o país crescer, pois existe uma crise externa. No entanto, o BNDES parece preocupado em socorrer a crise americana, e não em defender o nosso país dessa crise.
O segundo grupo mais beneficiado é a Anheuser-Busch InBev, com sede em Leuven, na Bélgica, proprietária da AmBev. Uma maravilha: desnacionalizaram a Brahma e a Antártica - e o BNDES resolve ajudar esse monopólio das bebidas a fomentar o seu mercado cativo no Brasil.
Para completar a lista, está a associação da British Gas com a Shell, que tomou a Comgás; a falida General Motors; e os aventureiros da Iberdrola – que tomou boa parte das empresas elétricas estatais durante o governo Fernando Henrique – e os da OHL, que explora estradas brasileiras, isto é, os seus pedágios. Por último, a Jetblue, proprietária da Azul.
Nenhum desses grupos tem importância para o desenvolvimento nacional. Pelo contrário, são parasitas da economia brasileira. Três deles (BG/Shell, Iberdrola e OHL) são açambarcadores da privatização ou de concessões públicas, empresas ou empreendimentos que foram entregues a eles porque o Estado, supostamente, não tinha mais dinheiro para investir neles. Passada a propriedade ou a posse, os açambarcadores estão usando exatamente o dinheiro do Estado...
Outro, a Alcoa instalou-se aqui porque a ditadura, somente para a Alcoa, diminuiu pela metade a tarifa elétrica – e a eletricidade é o principal custo da indústria do alumínio. A GM é um morto-vivo do capitalismo monopolista dos EUA. A JetBlue é uma “low-cost airline” - aquelas empresas aéreas de alto risco e pouco escrúpulo que surgiram depois da desregulamentação de Reagan, com sua total falta de fiscalização. E o monopólio da Anheuser-Busch InBev somente tem servido para aumentar o preço da Brahma e da Antártica, o que é lastimável...
Os monopólios internos beneficiados (terceira tabela) são os mesmos de sempre – o “clubinho”, como disse o presidente da CUT, Artur Henrique. Como sempre, os grupos Votorantim e Odebrecht saíram na ponta. Ao todo, 32,91% do valor dos empréstimos do BNDES acima de R$ 100 milhões foram despendidos com três monopólios internos e uma associação entre dois deles.
Se somarmos as empresas estrangeiras e os monopólios internos, teremos que 71,43% do valor dos empréstimos do BNDES foram destinados a grupos monopolistas.
Este é, basicamente, o problema. O BNDES, ao dirigir seus maiores empréstimos para monopólios, está reforçando a camisa-de-força que eles impõem à economia. A soma de todas as outras empresas – isto é, empresas nacionais não monopolistas, privadas ou estatais – que obtiveram empréstimos acima de R$ 100 milhões constituiu meramente 26,59% do valor total. Apenas duas estatais (Eletrosul, da Eletrobrás, e Copel, do Estado do Paraná) receberam empréstimos (última tabela). A parcela das empresas não monopolistas foi menor, aliás, pois, como dissemos em nossa edição anterior, desses 26,59% é necessário ainda subtrair 6,03% que foi destinado a um consórcio (a Serra do Facão Energia) entre uma estatal (sem maioria do capital votante), um monopólio externo, um monopólio interno e um fundo financeiro.
CARLOS LOPES
Jornal Hora do povo
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Apenas 7 empresas estrangeiras e 4 monopólios internos tiveram 71,43% do valor dos empréstimos
Nas tabelas desta página (veja no Jornal Hora do povo), o leitor poderá ter uma ideia das operações de valores acima de R$ 100 milhões realizadas pelo BNDES, no segundo trimestre deste ano, com empresas. Estão incluídas tanto as operações diretas que abordamos em nossa edição anterior, isto é, empréstimos feitos diretamente pelo banco, quanto as operações indiretas – empréstimos feitos através de uma instituição financeira a quem o BNDES repassou dinheiro. A fonte de todos os dados é o site do BNDES.
Certamente, essas não são todas as operações feitas pelo BNDES com empresas. Mas são as mais importantes, aquelas que deveriam ser as mais decisivas para o desenvolvimento brasileiro, uma vez que o BNDES é praticamente a única fonte das empresas nacionais para obter recursos destinados aos investimentos. Portanto, suas operações são chave na ampliação da capacidade produtiva do país. É muito positivo que em julho o BNDES haja concedido um empréstimo de R$ 25 bilhões à Petrobrás. Porém, essa operação não somente é uma exceção, como deve-se mais ao empenho do governo Lula em desenvolver o pré-sal do que à política da atual administração do BNDES.
Na primeira tabela, comparamos as operações acima de R$ 100 milhões feitas anteriormente, de 1º de outubro de 2008 a 31 de março de 2009 (abordadas em nossa edição de 8 de julho último), com aquelas efetuadas entre 1º de abril e 30 de junho do presente ano.
Nessa comparação, é evidente o aumento da parcela concedida às empresas estrangeiras. Entre outubro de 2008 e março de 2009, as empresas estrangeiras receberam 34,32% do valor total dos empréstimos acima de R$ 100 milhões. Já no segundo trimestre deste ano, essa parcela ascendeu a 40,5%. Ou seja, a parcela das empresas externas aumentou 6,18 pontos percentuais.
O BNDES foi fundado pelo presidente Getúlio Vargas para financiar as empresas nacionais. Naturalmente, as empresas multinacionais dispõem de poupança externa e monopolizam internacionalmente os recursos do sistema financeiro. A razão sempre levantada pelos advogados do capital estrangeiro para que aceitemos aqui as filiais das empresas de fora, sempre foi a de que elas trariam para cá os seus recursos. Esse suposto argumento degenerava no seguinte: as empresas de fora são necessárias porque têm recursos, enquanto as empresas nacionais não os têm. E, realmente, as últimas têm dificuldades de investir – mas exatamente porque estão enfrentando monopólios estrangeiros que são, essencialmente, uma fusão entre indústrias e bancos. Por isso, porque as empresas nacionais não contam com a boa vontade dos bancos que fazem parte de conglomerados industriais-financeiros externos e dominam mundialmente o sistema financeiro privado, o BNDES foi criado - para que reunisse recursos da sociedade, com o objetivo de suprir a carência de nossas empresas.
REMESSA
No entanto, a julgar pelos empréstimos atuais do BNDES, parece que as empresas externas não somente estão remetendo os lucros que conseguem aqui para suas matrizes, como, também, o pouco que investem é com os nossos próprios recursos. Na verdade, elas estão aumentando as remessas para fora à custa do dinheiro que captam em bancos públicos aqui dentro. Resta saber qual é o benefício que isso traz ao país. Barbosa Lima Sobrinho, em seu livro sobre o Japão, afirmou, muito justamente, que “o capital se faz em casa”. No caso da política atual do BNDES, nós estamos fornecendo a mobília da nossa casa aos estranhos que entraram dentro dela, para que eles a levem para as suas casas.
A principal beneficiada entre abril e junho (ver a segunda tabela) foi a Alcoa – isto é, o monopólio norte-americano da indústria do alumínio e terceiro maior grupo do mundo no setor, que tem um faturamento anual de mais de US$ 30 bilhões. Para que o BNDES tem de emprestar dinheiro com juros baixos à Alcoa? Para aumentar a sua remessa de lucros para a matriz? Para que eles não tenham de investir nada aqui?
Os nossos recursos, evidentemente, não estão sobrando – e estamos numa época em que é decisivo impulsionar as empresas nacionais para fazer o país crescer, pois existe uma crise externa. No entanto, o BNDES parece preocupado em socorrer a crise americana, e não em defender o nosso país dessa crise.
O segundo grupo mais beneficiado é a Anheuser-Busch InBev, com sede em Leuven, na Bélgica, proprietária da AmBev. Uma maravilha: desnacionalizaram a Brahma e a Antártica - e o BNDES resolve ajudar esse monopólio das bebidas a fomentar o seu mercado cativo no Brasil.
Para completar a lista, está a associação da British Gas com a Shell, que tomou a Comgás; a falida General Motors; e os aventureiros da Iberdrola – que tomou boa parte das empresas elétricas estatais durante o governo Fernando Henrique – e os da OHL, que explora estradas brasileiras, isto é, os seus pedágios. Por último, a Jetblue, proprietária da Azul.
Nenhum desses grupos tem importância para o desenvolvimento nacional. Pelo contrário, são parasitas da economia brasileira. Três deles (BG/Shell, Iberdrola e OHL) são açambarcadores da privatização ou de concessões públicas, empresas ou empreendimentos que foram entregues a eles porque o Estado, supostamente, não tinha mais dinheiro para investir neles. Passada a propriedade ou a posse, os açambarcadores estão usando exatamente o dinheiro do Estado...
Outro, a Alcoa instalou-se aqui porque a ditadura, somente para a Alcoa, diminuiu pela metade a tarifa elétrica – e a eletricidade é o principal custo da indústria do alumínio. A GM é um morto-vivo do capitalismo monopolista dos EUA. A JetBlue é uma “low-cost airline” - aquelas empresas aéreas de alto risco e pouco escrúpulo que surgiram depois da desregulamentação de Reagan, com sua total falta de fiscalização. E o monopólio da Anheuser-Busch InBev somente tem servido para aumentar o preço da Brahma e da Antártica, o que é lastimável...
Os monopólios internos beneficiados (terceira tabela) são os mesmos de sempre – o “clubinho”, como disse o presidente da CUT, Artur Henrique. Como sempre, os grupos Votorantim e Odebrecht saíram na ponta. Ao todo, 32,91% do valor dos empréstimos do BNDES acima de R$ 100 milhões foram despendidos com três monopólios internos e uma associação entre dois deles.
Se somarmos as empresas estrangeiras e os monopólios internos, teremos que 71,43% do valor dos empréstimos do BNDES foram destinados a grupos monopolistas.
Este é, basicamente, o problema. O BNDES, ao dirigir seus maiores empréstimos para monopólios, está reforçando a camisa-de-força que eles impõem à economia. A soma de todas as outras empresas – isto é, empresas nacionais não monopolistas, privadas ou estatais – que obtiveram empréstimos acima de R$ 100 milhões constituiu meramente 26,59% do valor total. Apenas duas estatais (Eletrosul, da Eletrobrás, e Copel, do Estado do Paraná) receberam empréstimos (última tabela). A parcela das empresas não monopolistas foi menor, aliás, pois, como dissemos em nossa edição anterior, desses 26,59% é necessário ainda subtrair 6,03% que foi destinado a um consórcio (a Serra do Facão Energia) entre uma estatal (sem maioria do capital votante), um monopólio externo, um monopólio interno e um fundo financeiro.
CARLOS LOPES
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terça-feira, 18 de agosto de 2009
Empréstimo é investimento, esta é a verdade
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O PT fez uma propaganda na televisão. Nele fala dos investimentos do governo federal do PT no estado de SP.
Estes investimentos foram enormes. Graças a eles está sendo possível centenas de obras.
Todos nós sabemos o quanto é importante ter dinheiro para realizar os projetos.
Tenho um conhecido que está economizando há 2 anos para reformar o apartamento onde mora.
Gastar é muito mais fácil do que ter dinheiro. TODOS SABEM DISSO.
Neste sentido o governo federal fez uma revolução no crédito. Principalmente no BNDES.
Reformulou normas, reorganizou, deu mais eficiência.
E o melhor: fez o dinheiro aparecer com taxas muito atratativas.
Observe bem: fez o dinheiro aparecer. No governo do PSDB este dinheiro simplesmente fluía para algum lugar.
Esta capacidade de crédito é UMA POLÍTICA DE GOVERNO.
É isto que VIABILIZA muitas obras no Brasil.
Sem este trabalho EXCELENTE no BNDES milhares de obras públicas simplesmente NÃO EXISTIRIAM.
Agora veja a opinião do José Serra, que nos recomenda ficar longe dos porquinhos para não pegar a gripe suína:
"Segundo relatório, houve investimento de R$ 1,6 bilhão na linha 2 do Metrô.
Segundo Serra, esse é um empréstimo do BNDES. "É a mesma coisa que dizer que as Casas Bahia, quando financiam a geladeira, estão dando a geladeira ao consumidor." (Folha de São Paulo)
Por isto ele é um péssimo governador.
1) sem o empréstimo NÃO TERIA OBRA.
2) não vai ser ele quem vai pagar. Serão os usuários da linha do metrô. Ou seja, no preço da passagem está embutido o valor do empréstimo.
3) ele nem será mais governador quando os usuários estiverem pagando o empréstimo. Vai inaugurar as estações, fazer bastante propaganda, graças ao DINHEIRO QUE VIABILIZOU A OBRA.
4) ele não paga nem os precatórios que deveria pagar. São BILHÕES em calote de precatórios.
5) não é as "Casas Bahia" que viabiliza a compra da geladeira. Sem as Casas Bahia o consumidor compra a geladeira em outro lugar. SEM O CRÉDITO DO BNDES NÃO EXISTE OBRA DO METRÔ DA LINHA 2. Esta linha não existiria.
6) O Serra não paga a construção, nem agora e nem no futuro. Poderia pelo menos pagar corretamente as outras dívidas do governo do estado.
Como sempre o Serra gosta de tentar enganar as pessoas.
Notícia de Jornal:
"Liberada verba para 4,3 km da Linha 2 do metrô
União, Estado e Município também assinam convênios para obras nas principais favelas da capital e perto das Represas Guarapiranga e Billings.
Ao todo foram liberados R$ 4,32 bilhões para o Estado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)".
Leia também no Blog do Chicão:
Mentiras do José Serra, enganação da mídia conservadora
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/04/mentiras-do-jose-serra-enganacao-da.html
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O PT fez uma propaganda na televisão. Nele fala dos investimentos do governo federal do PT no estado de SP.
Estes investimentos foram enormes. Graças a eles está sendo possível centenas de obras.
Todos nós sabemos o quanto é importante ter dinheiro para realizar os projetos.
Tenho um conhecido que está economizando há 2 anos para reformar o apartamento onde mora.
Gastar é muito mais fácil do que ter dinheiro. TODOS SABEM DISSO.
Neste sentido o governo federal fez uma revolução no crédito. Principalmente no BNDES.
Reformulou normas, reorganizou, deu mais eficiência.
E o melhor: fez o dinheiro aparecer com taxas muito atratativas.
Observe bem: fez o dinheiro aparecer. No governo do PSDB este dinheiro simplesmente fluía para algum lugar.
Esta capacidade de crédito é UMA POLÍTICA DE GOVERNO.
É isto que VIABILIZA muitas obras no Brasil.
Sem este trabalho EXCELENTE no BNDES milhares de obras públicas simplesmente NÃO EXISTIRIAM.
Agora veja a opinião do José Serra, que nos recomenda ficar longe dos porquinhos para não pegar a gripe suína:
"Segundo relatório, houve investimento de R$ 1,6 bilhão na linha 2 do Metrô.
Segundo Serra, esse é um empréstimo do BNDES. "É a mesma coisa que dizer que as Casas Bahia, quando financiam a geladeira, estão dando a geladeira ao consumidor." (Folha de São Paulo)
Por isto ele é um péssimo governador.
1) sem o empréstimo NÃO TERIA OBRA.
2) não vai ser ele quem vai pagar. Serão os usuários da linha do metrô. Ou seja, no preço da passagem está embutido o valor do empréstimo.
3) ele nem será mais governador quando os usuários estiverem pagando o empréstimo. Vai inaugurar as estações, fazer bastante propaganda, graças ao DINHEIRO QUE VIABILIZOU A OBRA.
4) ele não paga nem os precatórios que deveria pagar. São BILHÕES em calote de precatórios.
5) não é as "Casas Bahia" que viabiliza a compra da geladeira. Sem as Casas Bahia o consumidor compra a geladeira em outro lugar. SEM O CRÉDITO DO BNDES NÃO EXISTE OBRA DO METRÔ DA LINHA 2. Esta linha não existiria.
6) O Serra não paga a construção, nem agora e nem no futuro. Poderia pelo menos pagar corretamente as outras dívidas do governo do estado.
Como sempre o Serra gosta de tentar enganar as pessoas.
Notícia de Jornal:
"Liberada verba para 4,3 km da Linha 2 do metrô
União, Estado e Município também assinam convênios para obras nas principais favelas da capital e perto das Represas Guarapiranga e Billings.
Ao todo foram liberados R$ 4,32 bilhões para o Estado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)".
Leia também no Blog do Chicão:
Mentiras do José Serra, enganação da mídia conservadora
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