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domingo, 31 de janeiro de 2010

Rios voadores com água da Amazônia em ação

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Em fevereiro do ano passado escrevi o texto:

A água evaporada na amazônia chove em todo o Brasil
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/02/agua-evaporada-na-amazonia-chove-em.html

“A bacia amazônica capta entre 12 mil e 16 mil quilômetros cúbicos de água pro ano e apenas 40% desse volume escorrem pelos rios. O restante se esvai na atmosfera pela evapo-transpiração das florestas e se distribuem pela América do Sul. O desmatamento está reduzindo essa umidade que, viajando no vento, contribui para o equilíbrio hídrico de extensas áreas do continente, além de acentuar a erosão e a drenagem superficial que retira água dessa irrigação natural tanto da Amazônia como de terras agrícolas distantes.

Mário Osava, Terramérica" (leia o texto completo no link acima)

Eu fiz uma série de reflexões sobre as conseqüências do desmatamento da Amazônia para nossa vida no sudeste.

Aqui no estado de São Paulo está acontecendo enchentes.

Chuva recorde (agravada por um governador que não desassoreou rios e manteve reservatórios cheios antes da temporada de chuvas).

Sabe de onde vem toda esta água: da Amazônia.

"Fenômenos nos oceanos Pacífico e Atlântico empurram a umidade da floresta amazônica para as regiões Sul e Sudeste.

Em São Paulo, concreto joga mais calor na atmosfera; janeiro bateu recorde de chuvas na cidade e previsão é que continuem até março".

"A maior contribuição de chuva durante o verão é a umidade e o aquecimento decorrente da própria época em que estamos", afirma o pesquisador Carlos Augusto Morales, chefe da estação meteorológica do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo".

Existem ainda outros fatores climáticos inflando a potência das chuvas principalmente sobre São Paulo, diz o especialista. "Adicionalmente, temos a atuação do El Niño ... e de uma zona de convergência de umidade", afirma Morales.

Enquanto no primeiro caso o aquecimento rápido das águas do oceano altera o padrão de ventos sobre grande parte da América do Sul, no segundo existe uma conexão direta entre floresta amazônica e São Paulo.

"A umidade daquela região está sendo trazida para o Sudeste e o Sul do Brasil", diz Morales. A umidade que vem do Norte é resultado direto do aquecimento das águas do Atlântico. Fenômeno também observado pelos cientistas nesta época do ano.

A região metropolitana de São Paulo, não bastasse a umidade acima média que chega até ela, tem mais um agravante, diz Augusto Pereira Filho, também da USP.

Por causa da impermeabilização, afirma o especialista, as chuvas aqui têm ocorrido de forma mais rápida e concentrada. O calor que emana do concreto paulistano joga mais calor na atmosfera. Isso engorda as nuvens, que descarregam água de forma mais violenta".

(Folha de São Paulo)

A água da Amazônia sempre chove pelo Brasil.

O fenõmeno que acompanhamos agora é o que sempre acontece, mas em maior escala.

Em menor escala é fonte de vida e de bem estar para todos nós.

Nossa vida é melhor com a amazônia preservada.

Lembre-se disso.


Leia também:

“Rios voadores” auxiliam pesquisas sobre a Amazônia
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/07/rios-voadores-auxiliam-pesquisas-sobre.html

PS: muita chuva não justifica que o esgoto fique brotando por dias em São Paulo.


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domingo, 19 de julho de 2009

“Rios voadores” auxiliam pesquisas sobre a Amazônia

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Por Luana Lourenço, da Agência Brasil

Manaus - Imagine um “rio voador” com vazão maior que a do São Francisco. Dentro dele, um avião “navegando” para recolher gotas de água que serão levadas para laboratórios de alta tecnologia. A descrição poderia ser parte de um roteiro de ficção científica, mas ocorre no Brasil. O projeto, chamado Rios Voadores, analisa o percurso do vapor d'água oriundo de árvores da Amazônia até virar chuva para o Centro-Sul do país.

Piloto do avião que viaja pelos rios voadores, o pesquisador suíço Gérard Moss apresentou o projeto durante a 61° Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). ...

Uma das metas do projeto é investigar como a redução da floresta pelo desmatamento e pelas mudanças climáticas pode influenciar o regime de chuvas no restante do país. De acordo com o professor Pedro Leite Dias, do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), o aumento da temperatura de 1 grau Celsius (°C) a 2,5 °C pode reduzir as chuvas em até 20%.

Pesquisador da Universidade de São Paulo, o especialista em análise isotópica Marcelo Moreira é um dos responsáveis pela identificação da “impressão digital” das moléculas de vapor d'água dos rios voadores para dizer se as gotículas capturadas pelo avião de Moss no interior de São Paulo vieram mesmo de árvores da Amazônia.

“Tenho certeza de que, se todos fôssemos cientes do valor de cada ecossistema, não estaríamos hoje discutindo se escolhemos as florestas ou derrubamos para pastos e plantação se soja”, criticou Moss.

Além da valorização dos serviços ambientais prestados pela Amazônia – o que reforça a ideia de que é economicamente vantajoso manter a floresta em pé – o projeto Rios Voadores tem colaborado de outra forma com a comunidade científica, à medida que se mostra uma nova forma de financiamento de pesquisas.

Patrocinado com recursos da Petrobras, o projeto conseguiu garantir verba e velocidade para as pesquisas relacionadas, segundo Dias Leite. “A articulação com o Gérard tornou viável experiências que custariam muito e levariam muito mais tempo. A questão do custo é crítica para a realização desse tipo de experimento. As parcerias institucionais são fundamentais.”

(Envolverde/Agência Brasil)

Leia o texto completo aqui


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