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domingo, 6 de julho de 2008

O medo da lei seca. Medo porque?

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Nenhuma lei é perfeita.

As boas leis devem ser razoáveis e devem ser de fácil entendimento e cumprimento.

As incongruências que todas as leis possuem são usadas como motivação para o seu não cumprimento.

Observe o texto abaixo do filosofo Gianotti:

A lei seca e a secura do Estado

"Rigor excessivo contra motoristas que ingerem álcool oculta um Estado fraco e põe em risco o próprio respeito à norma.

Chegamos a uma situação esdrúxula: em vez de o Estado determinar a medida da segurança, simplesmente se isenta dessa medida e pune aquele que bebe moderadamente, ciente de seus limites e de suas obrigações sociais.

Em resumo, pune a maioria para evitar que desregrados causem malefícios.

Na Noruega e na Suécia, a tolerância zero tem lá suas razões de ser.

No Brasil, esse exagero simplesmente repete o espetáculo de violência de um Estado fraco, que encena uma força desproporcional a seus recursos simplesmente para atemorizar". (FSP)



OPS!!! Na Noruega a lei seca tem sua razão de ser? Qual é, querido? No que o Sueco ou Norueguês é diferente do brasileiro.

Eu te pergunto, caro leitor, você provavelmente bebe moderadamente, quantas vezes você deu "cacagada" no trânsito por causa de bebida alcoólica?

Seja honesto.

Eu conversei com 15 bebedores moderados e "cientes de seus limites e de suas obrigações sociais". TODOS ELES ME CONTARAM SITUAÇÕES ONDE PERDERAM A NOÇÃO DO LIMITE. Um subiu na calçada com o carro. Outro quase dormiu no volante. etc.

A solução é tão simples, para quem tem boa vontade: ADAPTAÇÃO à nova lei.

Quem bebe não dirige. Quem dirige não bebe.

Tão simples...

O Gianotti vai poder tomar seu vinho junto com o FHC. Depois é só chamar um taxi.

Tão simples.

Ou ele acha que todos devem ficar reféns da "moderação" pessoal de cada um?

Isto é como dizer: não deve proibir fumo em lugar fechado. Isto pune os fumantes conscientes que sabem os limites.

Eu diria: cada um usa o moderação da forma como quer. Cada um tem limites diferentes. Cada um tem percepção diferente. Não dá para a sociedade ficar refém de cada um.

E o principal: não existe nível de segurança para o álcool. Simplesmente porque tem gente que bebe um caixa de cerveja e não fica bêbado. E outros são "fracos para a bebida", bebem uma latinha e já ficam "tontos".

Como a polícia descrimina cada caso?

Na verdade, muitos no Brasil possuem uma vivência da lei extraordinária: lei boa é para os outros.

Ética é que se fala, mas não é o que se pratica.

E todos são coitadinhos, inclusive os que "bebem moderadamente, ciente de seus limites e de suas obrigações sociais".



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quarta-feira, 2 de julho de 2008

TOLERÂNCIA ZERO, SIM

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"Minha homenagem ao João do Pulo, recordista mudial de salto triplo. Uma noite um motorista bêbado acabou com a carreira dele..."

Todas as campanhas de prevenção a acidentes de trânsitos têm o slogan "se beber não dirija". Foram anos de campanhas. No período do carnaval e das festas de fim de ano elas são expostas à exaustão na TV, no rádio, nos jornais, em outdoors. E todos os anos o balanço dos acidentes em estradas e até nas metrópoles são alarmantes. A maioria dos acidentes é provocada por motoristas alcoolizados e o saldo são muitos mortos, aleijados, famílias destruídas. Trabalhando em grandes hospitais, tive a oportunidade de ver esses dramas de perto, tive a oportunidade de dar assistência às vítimas e aos motoristas alcoolizados. Muitas vezes a equipe de socorro não conseguia imaginar como aquele motorista estava dirigindo. Depois de ver fracassar tantos apelos de "se beber não dirija", o governo do presidente Lula tomou uma atitude que tem de ser apoiada e aplaudida por todos, a tolerância zero para o motorista alcoolizado. Lógico que, assim como eu, muita gente foi duramente penalizada, gente que gosta de sair, beber um vinho ou uma cervejinha em restaurante ou em uma festa. Uma taça de vinho, ou dois copos de cerveja, não deixam ninguém bêbado, não tiram a capacidade, a razão, o bom sendo, e nem interferem na capacidade de dirigir. Mas, infelizmente, existem aqueles que não pensam, não têm bom senso nem amor a própria vida e muito menos amor e respeito pela vida dos outros, enfiam o pé na jaca, bebem todas e saem dirigindo. A imensa quantidade de álcool ingerido dá uma falsa autoconfiança, um falso poder de decisão até o derradeiro e trágico final. Apóio a decisão que o governo Lula tomou, de tolerância zero para o motorista alcoolizado, não quero ser vítima de um irresponsável alcoolizado, não quero que os meus filhos, voltando da faculdade, ou do trabalho, ou de um passeio, sejam vítimas de um sem-noção alcoolizado, não quero que os filhos dos outros sejam vítimas, não quero que as outras pessoas sejam vitimas. É trágico, é muito sofrimento para as vitimas, para as família, é muita dor. Ninguém merece passar por isso, nem o alcoolizado sem-noção, que muitas vezes solitário na direção, se choca com postes em alta velocidade e tem morte instantânea. Alguém esperava pela chegada dele: a mãe, a esposa, os filhos, irmãos, amigos. De minha parte, dou os parabéns ao governo Lula.

Jussara Seixas

Do blog por um novo Brasil


Nota do Chicão:

Em pouco tempo, se a lei for aplicada com rigor, todos estarão acostumados a ela. E a polêmica vai desaparecer.

Paciência e perseverança é uma das armas de uma sociedade que quer viver melhor.

A pessoa que beber vai aprender a entregar a chave do carro para quem não beber.`

É simples.

É bom para todos.


PS: fica faltando acabar com toda e qualquer propaganda de bebidas alcoolicas.

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